Os 3 macacos sábios (parte 3) (versão do marido)

Quando acordei de manhã, fiquei na dúvida se tinha sonhado. Não podia ser verdade. Levantei e o café da manhã já estava me esperando.

Sentei com minha mulher pra tomar café.
— Pensou no que te contei ontem à noite? — perguntou minha esposa, mostrando que eu não tinha sonhado.
Olhei pra ela. O rosto dela não mostrava arrependimento nem raiva. Parecia tranquila.
— Você podia ter consultado comigo. Não tenho certeza se teria autorizado uma coisa dessas.
— Não deu tempo e você não ia ficar sabendo.
— Mas fiquei sabendo.
— Porque as coisas não saem como a gente pensa. E nesse caso, tudo desandou.
Fiquei ainda mais intrigado.
— Em que sentido?
— Em todo sentido. Primeiro que não terminou ali, ele continuou me perseguindo e ameaçando acabar com sua carreira se eu não desse o que ele queria.
Olhei pra ela incrédulo. O que ela queria me dizer?
— Olha, Judith, agora é a hora de você me contar tudo. Depois a gente vê como resolve a situação, mas não dá mais pra aguentar.
— Eu sei. E você merece saber tudo.
“Depois daquele dia, tentei voltar tudo ao normal, mas não consegui.
— E por isso você não quer ir ao jantar — falei, tentando entender.
— Não é só isso. Uns dias depois do nosso encontro, atendo a porta e lá estava ele de novo. Deixei ele entrar, e sentamos pra conversar. Ele disse que tinha curtido muito o outro dia, e que precisava ficar mais tempo comigo. Falei que era impossível, mas ele se aproximou e me beijou. Assustada, me afastei, e disse que era impossível porque meus filhos estavam em casa.
Ele se afastou e me mandou ir ver o que eles estavam fazendo. Como uma autômata, fui até o quarto das crianças. Estavam vendo TV, então fechei a porta e deixei eles. Voltei pra sala e comentei. Ele pegou minha mão e me levou até o banheiro. Tentei resistir, mas ele perguntou se você estava bem no trabalho, e se não seria complicado sair pra procurar outro. Entramos e ele trancou a porta. Me beijou de novo enquanto as mãos dele me acariciavam, e depois de alguns minutos, me despiu, me colocou de frente pro Lavatório, e abrindo a calça dele, ele puxou pra fora o pau duro e fibroso e me enfiou de uma só vez, começando a me foder de um jeito profundo e sensual. Te juro que não senti nada, mas tive que fingir que tava gostando pra garantir nosso futuro. E ele gozou dentro de mim, me inundando toda. Se vestiu e esperou eu me vestir.
— Judith, te prometo que a primeira promoção que surgir na empresa vai ser pro seu marido, mas preciso que você seja boazinha e obediente comigo. Vou vir toda semana. Me diz em que horário você fica sozinha.
— É uma loucura, vão descobrir, falei.
— Ninguém vai descobrir, me diz quando posso vir. Senão, esquece a promoção e o emprego.
E assim combinamos um dia por semana, e toda semana desde aquele dia, ele vem e me possui. É algo puramente físico, te garanto, mas cumpriu o que prometeu sobre a promoção.
— Isso não pode continuar assim.
— E por isso não quero ir pra reunião. Isso não vai continuar assim. A situação vai complicar. Nessa reunião vão ter dois membros do conselho de acionistas, e o gerente quer que eu dê pra eles pra deixá-los satisfeitos. E você não vai conseguir ignorar isso. Por isso tô te contando. Essa noite vou passar nos braços de outros homens, e você vai ter que disfarçar.
— Você é uma puta barata.
— Sou uma puta, talvez, como você diz, mas te garanto que não sou nada barata. Ele me prometeu o cargo de Gerente pra você, se eu conseguir que ele seja promovido pra diretoria.
— Não sei o que dizer nem o que fazer.
— Sem problemas, pensa nisso. Se quiser ser Gerente, vamos pra festa e você não vai ouvir, nem ver, nem falar nada. Se quiser se divorciar, sem problemas, seria uma pena porque te amo, e se decidir que a gente continue casado e não vá pra festa, vai ter que arrumar outro emprego. Agora vai trabalhar e pensa no que te falei.
Peguei minhas coisas e saí de casa. Tinha muito o que pensar.
Naquele dia no trabalho, não consegui me concentrar. Eu que achava que as coisas vinham pelo meu esforço, e no final o corpo da minha mulher era o que nos garantizava a vida. Pensei que isso tinha que acabar. Ia procurar outro emprego e me afastar daquela corja de degenerados que trabalhavam comigo e que tinham corrompido minha esposa. Além disso, eu me vingaria. Não sabia como, mas faria. E de repente vi tudo muito claro. Havia outra alternativa. Chegar à Gerência. De lá, eu poderia me vingar. Por outro lado, uma vez que chegasse àquele cargo, ninguém mais poderia chantagear minha sofrida esposa. Tá bom, eu tinha que aguentar uns acionistas comerem ela, mas seria a última vez. Quando me promovessem, ninguém mais ia encher o saco dela.

Naquela noite, quando cheguei em casa, sentamos pra conversar com minha esposa.

— Olha, querida, estive pensando nessa situação e estou convencido de que você não tem culpa de nada. As circunstâncias te obrigaram a tomar decisões extremas e eu te agradeço por isso, mas isso tem que acabar.

— Concordo, meu amor. Mas não faço ideia de como.

— No dia em que eu for Gerente, ninguém mais vai poder te pressionar — falei.

Ela ficou me encarando.

— O que você tá me pedindo?

— Não tô te pedindo nada, só fiz um comentário. A outra opção é pedir demissão agora e procurar outro emprego.

— Você quer que eu transe com os acionistas? Foi isso que você pensou?

— Olha, querida, não vai ser muito pior do que o que você já passou até agora, mas quando eu tiver uma posição de poder, tudo vai mudar.

Ela ficou em silêncio.

— Não sei se você entende, querido. A gente tem que ir pra festa, e lá você tem que me entregar de boa vontade pro gerente pra eu servir ele a noite toda. Ele não quer problemas porque você tá lá. Ele quer sua concordância, e depois quer que eu curta, ou pelo menos finja muito bem pra que os acionistas se sintam desejados.

— Eu... só não vou olhar, não vou dizer nada. Vou fingir que nada tá acontecendo — falei hesitando.

— Não sei, não sei. Você tem certeza que aguenta saber que eu tô dando pra outros homens a poucos metros de você?

— Posso tentar, sim, posso tentar, porque sei que depois tudo vai ser diferente. Bom, deixa eu pensar. Amanhã te respondo. Mas vou ter que falar pro gerente que você tá por dentro de tudo e que tá de acordo, se eu aceitar.
- Pensa aí e me fala.

1 comentários - Os 3 macacos sábios (parte 3) (versão do marido)

muy relato es hermoso cuando nuestros mariditos nos entregan besitos de pauli