Este relato eu publiquei com outra conta, mas foi deletado, por isso decidi criar uma conta nova. Espero que vocês curtam essa história linda, que é um pouco longa, mas vale a pena.Lembro daquele dia como se fosse ontem. Aquela manhã continua viva na minha memória, apesar dos anos, como algo que nunca sai. E não é à toa, porque foi o dia em que te conheci.
Eu estava na casa da tia Virgínia, quando papai e mamãe chegaram com você. Tinha que esperar na casa da tia porque papai e mamãe preferiram assim, mas não se preocupa, você já sabe o que aconteceu, e estar ou não presente quando você veio ao mundo não me impediu de te amar como amei.
Como eu tava te contando, mamãe te carregava nos braços e, quando se acomodou num sofá, finalmente te vi.
Você era o bebê mais lindo do universo, sua cabecinha cheia de cabelos pretos como o ébano, e sua pele tão branca quanto a lua, exceto nas bochechas, que viravam duas esferas em chamas. Só de te ver, já bastou pra eu me apaixonar louca e perdidamente por você.
Embora morresse de vontade, mamãe não me deixou te pegar no colo, dizia que eu era muito pequena e que você podia cair, lembra que eu só tinha 6 anos, talvez ela tivesse razão.
Coloquei um dos meus dedinhos numa das suas mãozinhas minúsculas, e você envolveu ele inteiro, depois levou à boca tentando chupar, achei a coisa mais fofa e engraçada que já tinha visto. Mas o mais importante veio depois, enquanto fazia isso, você foi abrindo seus olhinhos, quero dizer, seus olhões, encontrando-se fixa e diretamente com os meus. Uns olhos enormes e lindos, com cílios longos combinando e aquela cor, aquele preto intenso, brilhante e hipnotizante.
Seus olhos me embriagaram, me enfeitiçaram de corpo e alma, desde aquele momento soube que viveria por você, que seria sua pra sempre, e que faria e daria qualquer coisa por você, até minha vida, algo que não fiz e me arrependo.
Passava todo o tempo possível com você, cuidando, mimando e amando como ninguém. Ficava com mamãe enquanto te alimentava, dava banho, trocava e até quando te embalava pra dormir, essa era minha tarefa favorita.
E assim você foi crescendo enquanto Eu, sempre estive do seu lado, não tava disposta a perder um único momento da sua vida.
Quando você fez um ano, falou sua primeira palavra, foi: "Emma", meu nome, fiquei feliz pra caralho. Mamãe disse que era porque era um nome fácil de lembrar, mas eu acho que ela tava com ciúmes. Enfim, aquilo não foi qualquer coisa pra mim, nem pra você, no momento que ouvi meu nome saindo da sua boca, soube que você me amava tanto quanto eu. Foi algo que você me disse depois.
Os anos passaram sem piedade, você continuou crescendo e eu também, é a natureza do ser humano. Viramos os irmãos mais unidos, os melhores amigos, sempre brincando juntos e contando tudo um pro outro.
E aí chegou meu aniversário de 18 anos, e depois disso veio minha ida pra faculdade, você tinha 12 na época. Tava muito triste, pra ser sincera, era a primeira vez que a gente ia ficar longe por muito tempo, nunca tinha ficado mais de dois dias sem você até então, mesmo que eu voltasse nas férias ou em algum fim de semana.
No dia que me deixaram na capital, já instalada, sua expressão era pura nostalgia e aquilo partia meu coração.
- Você tem mesmo que ficar aqui? – Você perguntou com lágrimas nos seus olhos lindos.
- Sim, Julián, preciso, é pelo meu futuro, daqui a alguns anos vai ser sua vez – Falei com a voz embargada e enxugando as lágrimas das suas bochechas.
- Vou sentir sua falta – Você disse soluçando.
- Não mais do que eu – Falei, desabando em choro e te abraçando com força.
O tempo passou rápido, mas não em vão, eu sempre com seu rosto e sua voz na minha cabeça, porque o tempo que passava em casa não era suficiente, pensava em você todo dia, imaginando o que você tava fazendo, se talvez precisava da minha ajuda com alguma tarefa de matemática ou português. Nunca ousei pensar em alguma garota pra você, nenhuma seria boa o bastante.
O ano voou, sem perceber já tinha terminado o curso e eu me preparava pro ano seguinte, você teria 13 e eu 20 quando isso acontecesse.
Uns meses depois de começar o segundo ano da faculdade, conheci alguém da universidade, na verdade ele me encontrou, eu não estava procurando. Era um cara legal, extrovertido e muito bonito, Felipe, se você sabe quem é, aquele moreno, alto e atlético de olhos castanhos; você odiou ele, eu sei.
Ele me conquistou, Juli, não pude fazer nada para evitar, e olha que não foi fácil pra ele, mas preciso confessar que por mais que ele me atraiu e eu o quis, nunca amei ele como amei você.
Antes do verão começar, a gente ficou junto. E quando voltei pra casa nas férias de verão, ele veio comigo. Ainda lembro do seu rosto de raiva e ódio por ele, você estava tão ciumento que não conseguia esconder.
- Desculpa, mãe, sei que devia ter avisado que o Felipe viria comigo.
- Sem problema, você sabe que sempre insisti pra você trazer algum amigo – disse minha mãe, toda contente, já que nunca tinha me visto com nenhum namorado até então. Nunca me interessei muito por garotos, você sabe por quê.
- Devia ter avisado – você disse com raiva, raramente falava comigo daquele jeito – Se a Emma pode trazer alguém, eu também posso.
- Tá bom, querido, nunca te proibi – disse mamãe, com um sorriso.
E assim fomos viajar de férias os quatro, acompanhados dos dois novos convidados, Felipe e Valéria, aquela vizinha que gostava tanto de você mas você nunca deu bola, rumo a Margarita.
Quando chegamos em casa, mamãe, como sempre uma mulher conservadora, deu um quarto pra Valéria e pra mim, e outro pro Felipe e pra você.
No dia seguinte, decidida a dar um belo mergulho na piscina, coloquei meu biquíni roxo, aquele que você dizia que ficava fabuloso em mim. Eu, sem ser uma miss, tinha um corpo bem proporcionado, o que sempre me faltou foi altura, bom, ainda continua assim. Com meus peitos bem colocados e grandes, mas sem exagero, uma cintura esculpida e lisa, uma bunda firme de tirar o fôlego e umas pernas não muito longas, mas fibrosas e torneadas. Sim, me sentia divina naquele biquíni.
Saí pra área da piscina, você Você tava de bobeira com a Valeria, e na mesma hora cravou o olhar em mim sem desviar.
Felipe também me olhou de cima a baixo assim que eu saí, me devorando com os olhos, o olhar dele totalmente diferente do seu. Um olhar de homem, de desejo. O seu, de admiração.
– Que gostosa você tá, Emma! – Felipe falou com a voz excitada.
– Acho que você devia se cobrir um pouco, tá mostrando demais – você disse, todo ciumento. Na real, seus ciúmes eram tão óbvios, eu amava isso.
Com um sorrisinho safado nos lábios, ignorei seu comentário e me deitei numa espreguiçadeira pra pegar sol. Você, furioso, se jogou na piscina e começou a nadar sem parar.
Felipe estava do meu lado, e, mesmo os dois de óculos escuros, eu sentia o olhar intenso dele no meu corpo. Então resolvi brincar com ele e também com você. Nunca quis ser malvada, mas não imaginei que você fosse reagir daquele jeito.
Virei de costas e pedi pro Felipe passar um pouco de óleo bronzeador no meu corpo inteiro. Ele passou óleo nas mãos e espalhou delicadamente nas minhas costas, massageando também meus ombros. Ele fazia muito bem. Depois, colocou um pouco mais direto na minha lombar, massageando do centro pra fora, subindo pelas laterais até roçar de leve nos meus peitos. As carícias dele eram deliciosas, arrepiaram minha pele toda. Quando ele desceu pros meus pés, me senti flutuar. Massageava divinamente, foi subindo as carícias pelas minhas panturrilhas e, naquela hora, minha buceta começou a vibrar e minha mente a viajar, imaginando sendo penetrada ali mesmo, na frente de todo mundo, por Felipe. Ele foi subindo pelas minhas coxas, onde passou mais óleo, e esfregou com força leve com os polegares por toda a extensão, de cima a baixo, primeiro uma, depois a outra. Depois, acariciou cada uma com uma mão, se aproximando da parte interna, uma das minhas zonas mais sensíveis. Eu tava completamente excitada, e os mimos dele ficaram mais ousados. As carícias subiram tão alto que roçaram de leve meus lábios da buceta, cobertos pela tanga, o que me arrancou leves gemidos e me fez abrir as pernas pra receber os toques dele, ele esfregou várias vezes aumentando meu tesão. Depois espalhou rápida e suavemente o óleo pelas minhas nádegas, beliscando um pouco, ligado no seu olhar e no do papai que tinha entrado naquele instante na área da piscina. Até aí foi o jogo.
Fiquei um tempo pegando sol e relaxando, porque me sentia muito acalorada. Sem perceber, acabei dormindo, quando acordei estava sozinha, então resolvi entrar na água. Nadei um pouco e depois a mamãe apareceu pra me fazer companhia, trazendo um lanche, se deitou numa espreguiçadeira pra pegar sol.
— E os outros? — Perguntei.
— Seu pai levou o Felipe, precisava dele pra trazer umas coisas e as crianças estão na sala com os videogames.
— Ah, tá — Deve ser que o papai tava dando aqueles discursos de "homem pra homem" pro coitado do Felipe, pensei.
Naquele momento você apareceu pela porta, entrou na piscina e se aproximou de mim, estava puto.
— A Valéria te venceu no jogo, Juli? — Perguntei debochando.
— Precisamos conversar — Murmurou irritado pra mamãe não ouvir.
— Nossa, que sério — Falei tentando amenizar a situação.
— É sério, por que você se deixa apalpar desse jeito por aquele cara? Qualquer um que te visse ia pensar mal, ia pensar que você é uma fácil — Exclamou exaltado. Seus olhos brilhavam de raiva.
— Talvez porque ele é meu namorado, cê não acha? Quem ia me ver? Só estavam você e a Valéria. A menos que você me ache uma fácil. É isso que você pensa de mim? — Perguntei já irritada com a história — Além disso, não é nada demais.
— Não, nunca te veria desse jeito, você é minha irmã — Disse derrotado.
— Então?
— É só que… que é sim demais, que importa sim. Eu não quero que ninguém te toque, Emma, ninguém — Respondeu com a voz embargada.
No seu olhar tinha muita raiva e ciúme, e no fundo amor puro, algo que você ainda não entendia. No final dessa resposta, você quis dizer "Ninguém mais que É", eu sei porque você me explicaria anos depois.
Depois da nossa discussão, você decidiu que não ia mais falar comigo, tava magoado, então ia me ignorar a todo custo. Até quando? Até quando você achasse necessário, você era tão teimoso.
E foi assim: você não me dirigiu a palavra nem no dia seguinte, nem no outro, nem no outro depois daquele. Era uma idiotice, e tentar te fazer entrar na razão era perda de tempo. Eu tava frustrada e puta, então preferi não insistir. "Já passa", pensei.
Até minha mãe ficou preocupada e me perguntou o que tinha rolado entre a gente, o motivo da briga.
— Não sei, mãe, seu filho enlouqueceu, do nada fica puto comigo — respondi desanimada, sem muita explicação.
Já de saco cheio da situação, decidi deixar de lado e seguir em frente. Sabia que uma hora ou outra você ia parar com essas besteiras.
Assim se passaram duas semanas. Faltando só uma semana pra voltar pra casa, papai decidiu que a gente devia passar na Ilha de Coche. Quando chegamos, nos hospedamos no Hotel Punta Blanca. Sempre que a gente tinha ido lá, eu queria ficar naquele hotel, era realmente lindo.
Todo aquele clima afrodisíaco me seduziu, então tomei uma decisão: quebrar minha promessa de devoção total e entregar minha virgindade pro Felipe. Se eu gostava dele, por que não?, pensei. Vi ele como o cara certo, e ele foi. Ele foi o cara ideal pra descobrir e explorar minha sexualidade, era um amante foda. E você, o cara certo e único pra receber todo o meu amor.
Então, no dia seguinte, aconteceu. Isso eu nunca te contei, por isso quero contar agora. Enquanto a gente curtia a baía linda, peguei Felipe pelo braço e a gente se afastou dos olhos dos pais com a desculpa de dar um passeio. Antes de ir, te observei esperando alguma reclamação; sua expressão era pura raiva.
Nunca falei das minhas intenções pro Felipe, mas pressinto que ele sabia. Depois de um píer pequeno ou o que quer que fosse, a gente encontrou um lugar solitário e afastado, era íntimo, era perfeito.
Felipe acariciou meu rosto e depois me Beijo na boca com ternura, ele coloca as mãos na minha cintura e eu envolvo o pescoço dele com meus braços, nos beijamos intensamente, ele enfiando a língua na minha boca. Depois me pega no colo e me deita com cuidado na areia, se colocando por cima de mim. Guia os lábios pelo meu pescoço, lambendo, minha respiração já estava completamente descontrolada. Ele arranca meu sutiã de uma vez, cobre meus peitos com as mãos e os acaricia. Com o dedo indicador, faz círculos ao redor dos meus seios, de fora pra dentro, e cada vez que chegava no mamilo, meu corpo explodia. Depois fez a mesma coisa com a língua, alternando entre cada peito, contornando todo o diâmetro até o centro, rodeando meu mamilo com os lábios.
- Hmmm... – Suspiro sem conseguir evitar e mordo meu lábio.
Ele chupa meu mamilo com gosto e enquanto chupava, apertava meu peito com as mãos, passando de um pro outro. Arrancando gemido atrás de gemido. De novo foi descendo os lábios pelo meu torso, encheu meu umbigo de beijos, e com uma mão foi acariciando minha barriga, que foi descendo até meu púbis. Esfregou um dos dedos na minha bucetinha por cima do tecido da minha calcinha fio-dental. Nessa altura, eu já estava toda molhada. Enfiou os dedos pela borda da minha calcinha e foi puxando pra baixo, revelando minha monte de Vênus completamente depilada e minha bucetinha. Chegando até meus pés, tirou minha calcinha, beijou e chupou meus dedões do pé. Assim foi acariciando e beijando minhas pernas, alternando, até chegar de novo no meu púbis, que beijou. Na hora, esfregou meu clitóris, esfregou e esfregou sem parar, rapidamente foi a língua dele que tomou conta do meu clitóris, lambendo sem parar, meu corpo se agitou.
- Ahhh, Felipe – Gemi – Continua, continua, não para, adoro – Eu estava muito excitada.
O dedo dele não parou e desceu até a entrada da minha buceta, fazendo círculos com ele.
- Hmm... Você me deixa louca. – Queria que ele me penetrasse logo, era uma tortura.
E ele enfim enfiou, até o fundo, metendo e tirando. Fazia círculos com ele dentro de mim. Depois foram dois, e nesse ponto a boca dele sugava meu clitóris com vontade, igual uma ventosa.
- Aaaahhhhhh! – Gritei a plenos pulmões. Perdendo o controle de mim mesma, estava no céu.
Não aguentei mais, explodi. Gozei, foi meu primeiro orgasmo do dia, sublime. Quando recuperei um pouco o fôlego, Felipe tomou minha boca de novo pra me beijar com paixão. Ele se acomodou sobre mim, enquanto com uma mão colocava a ponta da pica dele na entrada da minha bucetinha.
- Aaauughhh – Gritei com uma certa dor.
Com um movimento de pelve, enfiou a ponta. Senti minhas entranhas se abrindo. Esperou um momento e se moveu pra dentro de novo, cravando metade do pau em mim. Dessa vez sem esperar, investiu de novo, lento mas profundo.
- Hmm… – Gemeu
- Ahhh! Com cuidado, Pipe – Gemi entre dor e prazer. Já tava pegando gosto pela coisa.
Esperando uns segundos, começou a se mover num vai-e-vem lento e profundo. Tirava o pau quase todo, deixando só a ponta, e aí com um movimento me penetrava de uma estocada.
- Ohhh… Sim, mais forte, mais rápido – Gritava descontrolada. Era puro prazer agora.
Ele também bufava, adoro esses gemidos de homem.
Sentia o orgasmo chegando, a qualquer momento ia explodir de prazer. Nessa hora Felipe acelerou as investidas, o balanço do quadril dele era frenético, bem rápido e forte. Acompanhei com um movimento de pelve no ritmo dele. E finalmente chegou.
- Aahhh… AHHh… AAAAHHHH…! – Gritei forte sentindo meu corpo convulsionar com o orgasmo fortíssimo. Cravei minhas unhas nas costas dele e ele tapou minha boca abafando meu grito, pra evitar que nos ouvissem.
O orgasmo dele já tava perto, ele grunhia e rugia forte.
- Hmm… Vai, Pipe, me come duro, enche minha buceta de leite – Tava muito excitada e queria muito sentir ele dentro de mim pela primeira vez.
- Uff… HMM… – Gemeu ele.
Acelerou num nível descontrolado, senti o pau dele engrossar dentro de mim. Ele gozou dentro de mim, banhando minhas entranhas com a semente dele.
- OHhh… Toma, toma – Ele bufou, caindo derrotado e ofegante sobre meu peito. Acariciei seus cabelos.
Sentia como o pau dele ia perdendo a rigidez dentro de mim e o gozo transbordando da minha buceta, me sentia plena, me sentia mulher.
Depois de recuperar o fôlego, fomos pra praia nadar um pouco. Nos abraçamos e beijamos dentro do mar, decididos a uma segunda rodada.
Enrolei as pernas na cintura dele, ficando com meu rosto na altura do dele, ajudada pela leveza que o mar dá. Enfiei o pau inteiro dele de primeira. Segurando nos ombros dele pra me apoiar, comecei a subir e descer a bunda, acelerando aos poucos meus movimentos e alternando com movimentos circulares.
- Ahh… Ahhh, Sim, sim – Eu gemia enquanto quicava nele.
Trocamos de posição, fiquei de costas pra ele, com o púbis dele colado na minha bunda enquanto ele me comia por trás, eu recuava aumentando o prazer. De novo, ele inundou minhas entranhas. Tive mais dois orgasmos, foi delicioso.
Colocamos nossos biquínis de novo e voltamos pra onde estavam nossos pais.
- Demoraram – Disse minha mãe, adivinhando a situação.
- É que encontramos um lugar divino pra nadar – Argumentei. Não podia ser mais mentira, naquela ilha toda a maré era igual.
Enfim, mãe não perguntou mais nada, então não tinha mais o que falar sobre isso. E você continuava me ignorando, embora eu soubesse que morria de vontade de eu contar o que a gente tinha feito.
À noite, depois do jantar, ficamos a sós, Pipe e eu. Era uma noite estrelada, muito romântica.
- O que aconteceu hoje à tarde foi muito especial – Falei de forma idiota, sem saber o que mais dizer.
- Sim, foi estupendo, você esteve magnífica.
- Fico feliz que minha primeira vez tenha sido com você – Confessei.
- Foi uma honra.
Felipe sempre foi um cara muito encantador, sempre sabendo o que dizer.
Depois disso, passou a semana e voltamos pra casa, cada um pra sua casa, de novo éramos a Mesma família, mas você e eu não éramos os mesmos que partiram. Sua seriedade continuava, ainda decidido a não falar comigo. E como um estalo de ideias, descobri qual era a solução: terminar com o Felipe. Mas não faria isso, nem fiz, não naquele momento, mesmo que doesse continuar com aquilo, com seu desprezo. Ainda queria passar mais tempo com ele.
Passaram-se as duas últimas semanas das minhas férias de verão, então tive que voltar. De novo eu me despedia de você, mas parecia que não ligava. Fiquei muito magoada, até implorei pra você largar aquela besteira, mas você não fez isso.
De volta à universidade, tudo continuou igual: aulas chatas, professores mal-intencionados, noites longas de plantão no hospital. Bem, talvez nem tudo — agora eu tinha o Felipe. Ele foi incrível, sempre carinhoso, encantador e, sem contar, fabuloso na cama. Quando dava, a gente passava noites inteiras de sexo, foi uma experiência e tanto. E esse talvez tenha sido o problema: no fim, o que rolava entre a gente era só baseado em sexo, porque era o máximo que eu podia oferecer além do meu carinho. Eu não amava ele, nunca amei, e ele percebeu isso. Então, pelo bem dos dois, principalmente pelo dele, a nossa história acabou.
Naquele ano, as férias de verão atrasaram por causa de problemas na universidade, então, em vez de voltar pra casa em agosto, voltei em setembro. Fiquei um ano inteiro sem ir pra casa. Senti tanto a sua falta, mas doía pensar em voltar e saber que você não ia falar comigo.
Já fazia dois meses que tinha terminado com o Felipe, e ninguém em casa sabia. Fui com a ideia de que, quando você descobrisse, voltaria pra mim — e foi mais ou menos o que aconteceu.
Assim que entrei em casa, você veio ao meu encontro. Me abraçou bem forte, me levantou do chão e me apertou nos seus braços. Você já tinha quase 15 anos e estava se tornando um homem. Já era mais de uma cabeça mais alto que eu, e suas costas eram o dobro de largas. Você estava lindo pra caralho. Senti ciúmes das garotas que pudessem se interessar por você.
— Que bom que vocês voltaram. a sermos os mesmos dois irmãozinhos de antes – Disse mamãe ao nos ver.
Depois disso você me pegou pelo braço e literalmente me arrastou até meu quarto, você estava muito empolgado.
- Olha – Você disse apontando para um quadro onde dava pra ver um lindo prado cheio de cores que ocupava a parede, em cima da minha cama. Fiquei alucinada.
- É lindo, Julián! – Exclamei emocionada – E ainda é seu – Falei ao perceber a assinatura.
- Sim, estou tendo aulas de arte à tarde. Gosto muito.
- Finalmente você contou pros velhos que quer ser artista, já era hora – Falei te empurrando de brincadeira.
- Contei – Seus olhos brilhavam de emoção.
- Sinto muito por não ter voltado o ano inteiro, mas acho que não teria aguentado seus olhares de desprezo.
- Não tem problema, Emma, o culpado disso fui eu. E quem tem que se desculpar sou eu pela forma estúpida como te tratei. Me desculpa – Você disse arrependido.
- Hehe. Te amo, irmão – Exclamei rindo – E claro, como você deve saber, o meu rolo com Felipe acabou, acho que não teve nada a ver com isso.
- Terminaram! Não sabia, sinto muito – Você disse de um jeito pouco convincente.
Como mamãe disse, voltamos a ser os mesmos de antes, até terrivelmente mais unidos, na verdade éramos inseparáveis. E dali em diante, pra onde eu ia, você vinha comigo.
Lembro que naquele ano passei seu aniversário com você como há muito tempo não acontecia, você estava tão feliz, me disse que não podia ter presente melhor do que me ter ao seu lado. Uns anos depois você me diria o quanto aquele verão foi importante pra você, já que naquele verão você percebeu o quanto me amava.
De volta à universidade, me preparava pra terminar o que restava do terceiro ano. E dali em diante tudo foi acontecendo tão rápido, mês a mês, verões, natais, tudo; até me ver finalizando o quinto ano. Sim, tinham se passado dois anos das nossas vidas.
E nesse tempo você continuou sendo você e eu continuei sendo eu. Lembro que naqueles anos jamais Desperdicei a chance de voltar pra casa e ficar contigo. A gente sempre manteve contato, se ligava, se escrevia, sempre um por dentro de tudo. Eu não tentei mais nada com nenhum outro cara, você era o homem da minha vida, então não tinha o que procurar.
Uma coisa que sempre me faz rir quando lembro, aquelas vezes que você falava de uma certa mina que queria fazer de namorada e eu morria de ciúme ouvindo você falar de outra, depois você dizia que era só uma invenção pra me deixar com ciúme, tenho que te dizer que funcionou maravilhosamente, também deixou claro que a única mulher que você queria pra isso era eu.
Chegou dezembro e o curso já tinha acabado, eu me preparava pras minhas férias longas, até fevereiro. Enquanto isso, só pensava no Natal, sempre foi minha época favorita e a daquele ano foi sem dúvida inesquecível. Naquele Natal, te notei mais atento e apegado comigo do que o normal.
Você sempre foi muito carinhoso, mas desde então se comportou mais como um namorado do que como um irmão. Naquela época, você já tinha se tornado um homem dos pés à cabeça. Você era divino.
Seus toques eram diferentes agora, ao me abraçar suas mãos iam pra lugares antes impensáveis pra você, como minha cintura, minha lombar e até na minha bunda. Também seus beijos, agora eram mais perto dos meus lábios e mais demorados, seus carinhos, tudo tinha mudado. Especialmente seu olhar, que até conseguia me deixar nervosa. Nele agora não tinha só amor, tinha também desejo. O desejo e a atração de um homem por uma mulher.
‘Aconteceu, seu irmão te ama e te deseja igual você a ele. Já é hora, já é hora de ser a mulher do seu irmão!’ – Eu disse pra mim mesma, excitada.
Então meu comportamento mudou, entrei nos seus jogos de provocação, começando a usar roupas mais leves e ousadas, e buscando seus toques de um jeito mais descarado. Queria que você percebesse que eu também queria a mesma coisa, que também não te via mais como um irmão e que Seus sentimentos eram correspondidos.
Uma semana antes do Natal, nossos pais estavam celebrando o aniversário de casamento deles, então, como de costume há seis anos, eles saíram da cidade e passaram o fim de semana juntos, nos deixando sozinhos em casa, à nossa vontade.
Naquela sexta-feira, depois que nossos pais foram embora, eu e meus amigos planejamos sair pra baladar um pouco à noite. A verdade é que eu tava morrendo de vontade de me divertir e encher a cara, e que oportunidade melhor. Como você já sabe, eu adorava passar um tempo com você, então te forcei a vir comigo. Na real, sei que nem precisava, você iria até o fim do mundo do meu lado.
Nos arrumamos e saímos de carro pro clube, Dejà Vú, era assim que o lugar se chamava. Lembro que naquela época era um puta boom. Chegamos lá pelas 11 da noite, meus amigos já estavam nos esperando. O lugar tava lotado, a música ecoava por todo o salão e os drinks iam e vinham.
— Mulher! Você nunca me disse que seu irmão era tão gostoso — comentou uma das minhas amigas, de olho em você no momento em que me aproximei de onde elas estavam, enquanto você ficava com os caras. Naquela hora, só me deu vontade de quebrar a cara da minha amiga, tava com ciúmes, mas me segurei. Além do mais, não dá pra negar o óbvio.
— Jejeje, lembra que ele é de menor, além disso é meu irmãozinho, muito cuidado — falei entre o sério e a brincadeira.
Te puxei pra dançar umas duas vezes, tentando te provocar com meus movimentos e minhas roçadas. Quando me virava, colava minha bunda no seu púbis e rebolava no ritmo da música.
A noite seguiu seu rumo e já eram 3 da manhã quando o álcool fez das suas. Eu tava descontrolada, mas nada importava, tava me divertindo pra caralho. Você, ao contrário, tava mais sóbrio, nunca gostou de beber demais.
Voltamos pra casa lá pelas 4 da manhã, claro que você dirigiu. Eu tava bem bêbada e mal me mantinha em pé. Me encostei numa parede enquanto você abria a porta da entrada.
— Que noite divertida pra caralho! — falei com um tom Alegre pelo álcool ao entrar em casa.
Com dificuldade, tentei subir as escadas, no terceiro degrau tropecei e quase caí de cara no chão, se não fosse por você, que conseguiu me segurar antes de cair. Você me ergueu e me carregou até meu quarto, me deitando na cama. Sentou na beirada e colocou meus pés no seu colo para tirar meus saltos, acariciou e massageou meus pés, enquanto eu me sentava ao seu lado, apoiei meu rosto no seu ombro. Você virou o rosto e nossos lábios ficaram a centímetros de distância, eu podia sentir seu hálito e sua respiração já ofegante.
Com uma mão trêmula, você segurou meu rosto e acariciou meus lábios com o polegar, eu o beijei ternamente, rapidamente substituído pelos seus lábios que simplesmente se cravaram nos meus. Ao primeiro contato, senti queimar por dentro, estava excitada, e isso me fez começar a ofegar. Você começou a me beijar suavemente nos lábios, depois colocou a mão no meu peito e me fez deitar na cama, enquanto continuava me beijando, se posicionou sobre mim. Nosso beijo se intensificou, minha língua ganhou confiança e entrou na sua boca procurando a sua. Suas mãos não paravam, percorrendo minhas coxas e minhas laterais, enfiando-se debaixo da minha blusa e roçando minha barriga. Eu sentia o volume da sua virilha endurecer por baixo da calça e se esfregar contra minha virilha.
Quando suas mãos pousaram nas minhas laterais e de lá nos meus peitos, depois de ter afastado o sutiã, você os apertou com força e beliscou meus mamilos, não consegui evitar gemer de tanto prazer e tesão que tudo aquilo me causava.
‘Vai rolar – Pensei comigo mesma’
Mas nada rolou, não naquela noite. Ao ouvir meus gemidos, você parou na hora, tirou as mãos do meu corpo como se fosse fogo puro, e me encarou. Você estava assustado.
- Não, isso tá errado. Me desculpa – Murmurou com voz medrosa e balançando a cabeça.
Você saiu de cima de mim e saiu correndo do quarto. Meu quarto virado pro teu, de longe ouvi a porta bater com força.
Fiquei sozinha olhando pro teto na luz fraca do meu abajur de cabeceira. Sem conseguir controlar, comecei a chorar, me sentindo mal e culpada. Eu tinha tudo muito claro, mas você não totalmente, sei que tinha muitas barreiras pra derrubar. Sem perceber, acabei dormindo.
Quando acordei de manhã, encontrei a casa vazia, você tinha ido embora, provavelmente pra evitar me encontrar e ter que explicar toda a situação da madrugada.
Pra me distrair, comecei a limpar a casa e preparar o almoço. Você chegou em casa depois do meio-dia, me cumprimentou seco e foi pra cozinha. Te segui de perto e me apoiei no batente da porta, te observando enquanto se servia.
- A gente precisa conversar – falei.
- Agora não – você respondeu sério, sem me olhar na cara.
Você saiu da cozinha rápido em direção ao seu quarto, de novo te segui e entrei sem avisar.
- Sério, não quero conversar agora, Emma – você falou assim que entrei, sem tirar os olhos da televisão.
- Você tá assim por causa do que aconteceu ontem à noite, não é? – perguntei autoritária – Não precisa se desculpar, nós dois…
- Não, eu preciso – você disse me interrompendo – Não era pra eu ter te beijado, também não era pra… pra te… - Você olhou pro chão sem conseguir terminar a frase.
- O quê? – perguntei.
- Que eu te amei, Emma! – você exclamou, levantando a voz e finalmente me olhando nos olhos – Isso não é saudável.
- E agora quero ficar sozinho, então por favor… – você falou com autoridade, apontando pra porta.
- Mas, Julián…
- Emma, por favor – você pediu me olhando nos olhos. Neles, vi uma tristeza inexplicável. Era óbvio que você tava travando uma luta interna, entre o que é certo e o que é errado, seus olhos sempre te entregaram.
Saí do quarto e decidi não te perturbar mais, sei que você tava confuso e ficar sozinho ia te ajudar a pensar.
No fim da tarde, saí pra correr pelo bairro até escurecer, voltei pra Casa, você continuava trancado no seu quarto. Entrei no banho. Quando saí, amarrei uma toalha no peito e coloquei outra no cabelo, fui pro meu quarto me vestir, já era hora de preparar o jantar. Fechei a porta ao entrar. Enquanto passava um pouco de creme nas pernas, você entrou abrindo a porta de uma vez. Levantei na hora, assustada. A gente se olhou intensamente e então você se aproximou de mim, ficando bem juntinho, segurou meu rosto com as duas mãos, me beijou na testa, e depois, erguendo meu queixo, me deu um beijo apaixonado na boca. Tirou a toalha do meu cabelo e depois desfez a que cobria meu corpo. Em seguida, suas mãos percorreram meu corpo nu, acariciando cada centímetro da minha pele.
Levantei sua camiseta e você cuidou da sua calça, ficando tão nu quanto eu. Você me deitou na cama, se posicionando sobre mim, seus lábios foram descendo pelo meu pescoço até meu peito. Com as mãos, você apertou meus seios, amassando-os de um jeito bruto, mas delicioso, e puxando meus mamilos. Atacou minhas tetas com a boca, chupando meus bicos como um profissional.
— Ohhh… Hmm… — Eu gemia sem parar. Não percebia mais nada naquele momento, éramos só você e eu.
Uma das suas mãos desceu até acariciar minha monte de Vênus, e então um dedo roçou meu clitóris.
— Ahhh… — Gritei, encantada.
Sua boca largou meus seios e sua língua desceu por todo meu torso até meu púbis. Com a ajuda dos seus dedos, você deixou minha buceta exposta, pra sua língua passear de baixo pra cima por toda minha racha. Sua língua se enfiou em mim, com um movimento de vai-e-vem inexperiente, mas divino, enquanto seu polegar esfregava meu clitóris. Eu sentia meu orgasmo chegando.
Quando, junto com sua língua, você enfiou um dedo no meu buraquinho, se mexendo dentro de mim, eu explodi num orgasmo interminável.
— AHHHHHH… — Gritei bem alto, esmagando sua cabeça contra minha buceta enquanto gozava na sua boca.
Você subiu em cima de mim de novo e me beijou com paixão, provando meu próprio gosto na sua boca. lábios. Nesse momento, escapei uma mão pro teu pau, no simples toque já senti que era bem comprido e grosso, tava durasso. Mexi ele um pouco e levei pra minha buceta, esfregando por toda a minha fenda, e depois enfiei só a pontinha da glande no meu cu. Na hora que sentiu meu calor, você meteu com tudo na minha buceta, cravando metade do teu falo em mim.
- Auuggghhh… – Gritei de dor. Teu pau era mais grosso do que eu pensei – Não tão forte.
- Desculpa – Você se repreendeu, ofegante.
Você esperou um pouco, rapidamente continuou se movendo, dessa vez mais devagar mas sem parar, até eu ficar completamente empalada em você. Me senti cheia até o limite.
Você começou um movimento cadenciado de vai-e-vem, enrolei minhas pernas na tua cintura e mexi minha pélvis no ritmo dos teus movimentos.
- Ahhh… Ahhhh… – Eu gemia alto, enquanto você bufava de prazer.
- Ohh Emma… – Você gemia.
Você foi ganhando confiança e suas penetradas e estocadas ficaram mais rápidas e profundas. Tua respiração e tuas enfiadas aceleravam cada vez mais, teu orgasmo tava perto.
- Hmm... Me dá, me dá – Gritei excitada.
- Ohhh... Vou gozar, vou... – Você gritou gozando dentro de mim, e deixando minha buceta transbordando do teu leite.
Você saiu de mim, se jogou pro lado da cama pra não me esmagar, virou meu rosto na direção do teu e nos enroscamos num beijo longo e num abraço apaixonado. Viramos na cama até você ficar de novo por cima de mim, nos olhamos fixamente.
- Te amo – Você disse enquanto acariciava meu rosto. Me senti tão sortuda, senti que a gente ia ficar junto pra vida toda e que nada ia nos separar.
- Também te amo, Julián – Falei com um sorrisão e lágrimas nos olhos. Tava tão feliz.
Fui no banheiro me lavar um pouco. Quando voltei pro quarto, você tava sentado na beira da cama, fechei a porta atrás de mim e encostei as costas nela, você me olhou de um jeito penetrante dos pés à cabeça e sorria, era óbvio que tava gostando do que via.
- Você é tão linda – Você falou com aquele brilho especial nos olhos – "Pena que não durei muito. Era minha primeira vez" – Você explicou com aquela sua inocência.
– Eu sei e não tem problema, você se saiu como um expert, e ainda vai ter tempo de me satisfazer o resto da noite – Falei com um olhar safado.
Dito isso, me aproximei e me ajoelhei na sua frente, abri suas pernas e me coloquei entre elas. Seu pau estava entre duro e mole, peguei nele e na hora começou a crescer nas minhas mãos. A verdade é que era bem comprido e grosso, mas sem ser exagerado, devia ter uns 19 cm. Descapei a glande e comecei a masturbar com uma mão enquanto com a outra acariciava suas bolas. Aproximei meu rosto da sua virilha e comecei a lamber seu pau da base até a ponta e vice-versa, babando ele todo e lambendo sem parar o freio. Você gemia sem parar e cravava os dedos no colchão. Depois envolvi sua glande com meus lábios e chupei, chupei igual uma ventosa.
– Ahhhh… Isso, como você chupa bem – Você gritou. Estava no céu.
Fui engolindo mais e mais, chupando sem parar. Minha cabeça pegou um ritmo de sobe e desce em volta do seu pau, e cada vez que descia, mais centímetros dele entravam. Sério, você tinha um pau de proporções enormes, era um Adônis. Você estava tão excitado que sua pélvis começou a se mexer procurando minha boca, e ela mamava sem parar seu pau.
– Vai, putinha, engole mais – Você murmurou, puxando meu cabelo e me fazendo engolir seu pau inteiro.
Eu estava com dificuldade pra respirar e quase engasguei, aí você me soltou.
Recuperei o fôlego e voltei pra carga, engoli seu pau inteiro de novo, dessa vez por conta própria, chupei com força, e repeti várias vezes. Numa dessas, senti seu corpo tremer e seu pau engrossar dentro da minha boca. Você me segurou firme pela nuca.
– AHHHHHHHH… – Você grunhiu forte enquanto gozava na minha garganta.
– Uau, foi fascinante, você é incrível – Você exclamou depois que sua respiração se normalizou. Eu só sorri.
Depois me sentei Montei em cima de você e, com um empurrão, te fiz deitar na cama. Esfreguei minha pélvis na sua várias vezes, seu pau ficou duro de novo. Peguei ele com as mãos, levantei meu quadril e coloquei seu pau na entrada da minha buceta, apoiei as mãos no seu peito e, num movimento só, enfiei seu membro dentro de mim.
— Hmm… — Gemi na hora.
Me movi, levantando o quadril até quase tirar seu pau por completo, e depois afundei ele dentro de mim de uma só vez. Meu movimento de sobe e desce ficou frenético até eu estar quicando no seu meio das pernas.
— Ahhh… Ahhh… — Gemíamos juntos.
Mudei, agora mexia minha pélvis de dentro pra fora e, às vezes, em círculos. Acelerei o ritmo, sentia meu orgasmo chegando de novo.
Furiosamente, comecei a pular como se estivesse possuída em cima do seu pau, já tava vindo.
— AHHHHHHHH… Vou gozar — Gritei, cravando minhas unhas no seu peito.
Meu segundo orgasmo da noite e um dos melhores da minha vida. Terminei exausta em cima do seu peito, quase desmaiada, tinha sido foda, que prazer, que tesão. Ainda sentia seu pau duro dentro de mim.
Você virou na cama, ficou por cima de mim, se levantou na minha frente e me arrastou, me segurando pelos quadris na sua direção. Minha bunda ficou no ar e meus pés no chão, você pegou minhas pernas e colocou ao redor dos seus quadris, na hora eu enrolei elas em você. Direcionou seu pau pro meu buraco e me penetrou até o fundo.
— Hmmm… Sim, me fode com força, me trata como uma puta — Gemia, excitada.
— Você prefere com força, hein, puta? Então vai ser assim mesmo — Você disse, desafiador, e me meteu de forma frenética. A cama tremia e rangia sem parar.
— Ahhh… Ahhh… Sim, sim, com força — Falei, fora de mim, enquanto você batia na minha bunda com a mão.
— Você gosta de pancada, não é, puta? Agora vou encher sua buceta de porra, cê quer isso, né?
— Sim… AHhhh… Goza, goza dentro de mim — Gritei.
E você me meteu violentamente sem parar, seu suor caía em mim. Eu me sentia tonta, prestes a… desmaiar, era prazer demais pra aguentar.
- AHHHHHHH… – Você gemeu.
- AHHHHHHHHHHHH… – Gritei a plenos pulmões explodindo num orgasmo intenso no mesmo instante que você. Suas descargas de sêmen estouravam dentro de mim como detonações constantes de prazer. Meu gozo foi absoluto e supremo. Desmaiei, tomada pelo êxtase do melhor orgasmo da minha vida. Naquela noite, sonhei com você e comigo, transando a noite inteira e pela eternidade.
Ao acordar de manhã, aninhada ao seu lado, percebi que não tinha sido um sonho, tudo era real. Nunca me senti tão feliz. Você ainda dormia, beijei seus lábios e me levantei com cuidado pra não te acordar. Fui ao banheiro e entrei no chuveiro. Na mesma hora, ouvi a porta do banheiro abrir e você entrou comigo no chuveiro.
- Bom dia – Você disse de forma safada, se aproximando de mim, me beijando nas duas bochechas e depois ternamente nos lábios – Meu amor.
- Bom dia – Eu disse, sorrindo.
Você percorreu meu corpo com as mãos, e eu fiz o mesmo com o seu. A água escorria pelos nossos corpos nus.
Me virei, ficando de costas pra você, e apoiei as mãos na parede. Você me abraçou por trás enquanto me beijava na nuca, e depois foi me penetrando devagar.
- Hmmm… – Gemi fraquinho.
Você começou um vai e vem lento, mas profundo. Eu recuava pra receber ao máximo sua pica. E assim ficamos transando no chuveiro até os dois gozarmos. Tomamos banho e nos ensaboamos mutuamente.
Assim passamos o domingo inteiro transando pela casa toda: na cozinha, na sala e até no quarto do papai e da mamãe.
No dia seguinte, nossos pais chegavam, então arrumamos a casa e preparamos o almoço pra quando eles chegassem. Depois, deitamos juntos no sofá da sala vendo TV, esperando eles chegarem.
- O que vai ser de nós, Emma? – Você perguntou, inquieto, enquanto acariciava meu cabelo.
- Por que você pergunta? – Perguntei.
- É óbvio que eu te amo e você me mim. Não quero ficar longe de você…
- Nunca vou estar longe de você – te interrompi – Se for pela faculdade, sabe que ano que vem é meu último ano. Assim que terminar, volto pra ficar e a gente vai ficar junto. Esperamos tantos anos, acho que aguentamos mais um.
"- Sabe que não podemos contar pra ninguém, nunca iam nos entender – falei."
- Eu sei, na real a única pessoa que me importa que saiba o quanto te amo é você – você disse sorrindo.
Nossos pais voltaram e tudo continuou como sempre, pelo menos na frente deles, mas na escuridão dos nossos quartos a gente vivia nosso amor e paixão secreta.
Quando o Natal chegou, todos os parentes vieram pra casa como de costume, a gente só tinha que fingir. Ninguém desconfiaria que entre dois irmãos tão unidos se escondia uma paixão oculta.
Aqueles meses foram inesquecíveis, infelizmente chegaram ao fim e eu tinha que voltar, meu último ano finalmente, ia me formar em medicina cirúrgica, voltar pra casa e a gente ficar junto pra sempre.
Naquele ano todo, no menor escape da faculdade, eu voltava pra casa pra ficar com você.
Umas semanas antes da minha formatura em novembro, recebi a melhor notícia da minha vida: tava com seis semanas de gravidez. Não foi uma grande surpresa, era o que eu queria desde que a nossa história começou, um filho nosso, por isso uns meses antes tinha parado com as injeções.
No dia da minha formatura, quando todos os parentes estavam em casa comemorando, eu te contei.
- Tenho uma coisa pra te contar – falei depois de nos afastarmos da galera.
- O que foi? – você perguntou preocupado.
- É que… – falei mordendo o lábio – Tô grávida! – confessei emocionada – Descobri faz duas semanas.
Seus olhos brilharam de empolgação.
- É sério, Emma? Não acredito! – você exclamou feliz, me abraçando forte e me levantando do chão.
"- Mas o que a gente vai falar pro papai e pra mamãe? – você me perguntou."
- Isso é o de menos, a gente inventa alguma coisa. algo – Falei despreocupada - A gente vai ser pais!
Com doze semanas já era inevitável não contar pra eles, por mais larga que eu usasse a roupa, era questão de tempo até perceberem que minha barriga tava crescendo. Então contei. Claro que te deixei de fora dessa história toda, mesmo você me pedindo uma e outra vez pra gente contar tudo, eu recusei firmemente, as coisas já estavam difíceis demais pra piorar ainda mais.
Não foi fácil contar pros nossos pais. Você sabe como eles são conservadores, então custou pra eles digerirem tudo aquilo, que a filhinha deles tinha engravidado sem casar, escolhendo por conta própria ser mãe solteira, já que não queria envolver o "pai" nisso porque não ligava que ele soubesse. Se isso já caiu como um balde de água fria, imagina se fosse a verdade? Que o pai era o filho mais novo deles. Nossa, isso teria matado os dois.
Depois do segundo trimestre da gravidez, eles pararam de me julgar, entenderam que eu já tinha 25 anos e era mulher, além de ficarem felizes com a ideia de serem avós.
Quando a Bárbara nasceu, tudo era perfeito, os avós estavam encantados, eu adorei ela e você também, amou ela assim que viu, nunca faltaria amor pra ela, isso era claro.
Embora pros nossos pais você fosse só o tio que adorava a sobrinha, pra ela e pra mim você era o pai dela e sempre vai ser.
Aos sete meses do nascimento da Bárbara, tudo ia de maravilha, nossas vidas não podiam ser mais perfeitas, eu era residente numa clínica da cidade e você tinha começado a faculdade de Artes Plásticas sem precisar ir pra longe.
E naquele momento tudo desabou.
Por algum motivo você não se sentiu bem, sua saúde começou a piorar. Não entendo como aconteceu, você sempre foi muito saudável e atlético, ou será que não?
Você começou a perder peso, forças e apetite. Sua pele ficou pálida e não teve jeito, tivemos que te internar numa clínica, era horrível te ver assim.
Depois de uma porção de exames de laboratório e biópsias, se revelou que era leucemia mieloide aguda num estado bem avançado, nos explicaram que não importava qual tratamento ou quimioterapia fizesse, só ia piorar sua situação, que era inevitável. Senti que meu mundo desabou. Como que eu tinha encontrado a felicidade e depois iam arrancá-la de mim de um jeito tão egoísta. Ficava me perguntando, por que, sendo você tão jovem, com tanta vida pela frente, isso tinha que acontecer com você e comigo. Culpei Deus, culpei o mundo, me culpei por não poder fazer nada.
Não precisava de ninguém me falar, eu já sabia. Dessa vez não era uma pessoa, ou a distância, nem o tempo que ia nos separar. Era a maldita morte inevitável e destruidora, nunca mais ia te ver de novo, me sentia morrer.
Depois de quatro longos meses de mais exames, visitando médicos e clínicas, a gente se encontrava num quarto de hospital, sozinhos. Você dormia e eu te observava do lado da cama. Nossos pais tinham saído com a Bárbara. Sabe, acho que a mamãe já sabia naquela época, ela via como a gente se olhava, e notava no consolo dela algo diferente. Acho que uma mãe sabe tudo dos filhos, né?
Enquanto eu viajava nos meus pensamentos, sem perceber você pegou minha mão e apertou. Abriu seus olhos e a gente se olhou por um tempo sem dizer nada. Apesar da doença, seus olhos nunca pararam de brilhar, e a beleza deles sempre permaneceu, como da primeira vez que eu tinha visto há 19 anos.
- E a Bárbara? – Você perguntou sorrindo fraco.
- Tá com o papai e a mamãe – Respondi imitando seu sorriso, mas sem graça nenhuma.
Fazendo uma pausa, você perguntou:
- Sabe qual é meu sonho mais desejado? – Eu balancei a cabeça – Casar com você. Depois te levaria pra longe, você e nossa filha, sem me importar com nada, só pra ser felizes pra sempre – Você riu fraco enquanto eu sorria com lágrimas nos olhos.
"- Então, o que você acha, Emma, você casa comigo agora mesmo? – Você perguntou me mostrando dois anéis que na sua palma."
As lágrimas transbordaram dos meus olhos.
— Sim, claro que sim — falei soluçando.
Você pegou minha mão esquerda e colocou o anel em mim, e eu fiz o mesmo com você.
— Agora posso beijar a noiva? — murmurou.
Me inclinei sobre você, segurei seu rosto e te beijei ternamente na boca.
— Acho que antes eu devia ter pedido sua mão, né? — Nós dois rimos da ideia.
Sua respiração ficou funda por um tempo, você estava sem ar.
— Emma, me escuta… — Sua voz soava como um murmúrio — Tudo vai ficar bem, não fique triste por mim — Você fez uma pausa e continuou — Diz pro papai e pra mamãe que eu amo muito eles e que foram os melhores pais que alguém poderia ter. Diz pra Bárbara que ela seja uma boa menina e que me perdoe por não estar com ela, pra ajudar, aconselhar e proteger ela de qualquer cara que machuque ela, diz principalmente que eu a adoro.
— Não, não, Julián — falei soluçando e te abraçando forte.
Sua respiração estava muito lenta e funda.
— E você, minha vida, não pude me apaixonar por ninguém melhor, porque não existe, minha companheira, minha amante, minha própria irmã. Minha vida foi a melhor porque te tive, e não me arrependo de nada. Onde quer que eu vá, Emma, vou te amar pra sempre — Sua voz foi se apagando a cada palavra.
— E eu te amo. Vou te carregar eternamente no meu coração — falei ainda chorando. Te beijei de novo na boca suavemente, nossos rostos ficando a centímetros de distância.
"Te amo", você pronunciou e sua voz soou como um sussurro, seus olhos foram se fechando e sua respiração foi parando aos poucos. Essas foram suas últimas palavras antes de ir embora, e ainda as escuto no meu ouvido toda vez que acordo e vou dormir.
Hoje faz um ano da sua partida, e na minha mente e no meu corpo ainda está latente sua presença, sua voz, seus carinhos e seus beijos. Sei que nunca vou conseguir amar outra pessoa, sinto que sou sua mesmo você não estando mais aqui. Sinto muita sua falta.
Bárbara, sua filha, tem quase dois anos, já anda e fala igual uma matraca, sempre falo de você pra ela. Devo te contar que ela herdou esses teus olhos enormes, negros, lindos e brilhantes. Nela, parece que vejo você, com aquela felicidade sempre característica, e vê-la me lembra cada noite contigo; o fruto do nosso amor proibido.
Mamãe e papai estão bem, também sentem sua falta. Como mamãe desconfiava, ela imaginava o que rolava entre eu e você, e me fez confessar tudo. Quando terminei, ela não me recriminou como eu temia; pelo contrário, nossa relação continuou a mesma, até melhorou. Ela cuida da Bárbara quando não estou, e parece que saber que ela é sua filha a emociona.
Hoje iremos nós quatro ao lindo prado na floresta que você mesmo escolheu para espalharmos suas cinzas. "Para permanecer e florescer", como você mesmo disse.
Ali enterrarei esta carta, ao lado do arvoredo de Araguaney que plantamos em sua memória, esperando que de alguma forma você a receba. Esta é a nossa história, espero que te faça feliz lê-la, assim como me faz feliz recordá-la e lembrar de você, meu amor.
Te Amarei para Sempre.
Atenciosamente, Sua irmã.
FIM
Essa é minha primeira história. Se vocês tiraram um tempo pra ler, espero que tenham gostado. Sempre amei contos de amor fraternal entre irmãos, ainda mais quando mistura um pouco de romance. Aceito qualquer crítica que me ajude a melhorar. Tchau e obrigado.
Eu estava na casa da tia Virgínia, quando papai e mamãe chegaram com você. Tinha que esperar na casa da tia porque papai e mamãe preferiram assim, mas não se preocupa, você já sabe o que aconteceu, e estar ou não presente quando você veio ao mundo não me impediu de te amar como amei.
Como eu tava te contando, mamãe te carregava nos braços e, quando se acomodou num sofá, finalmente te vi.
Você era o bebê mais lindo do universo, sua cabecinha cheia de cabelos pretos como o ébano, e sua pele tão branca quanto a lua, exceto nas bochechas, que viravam duas esferas em chamas. Só de te ver, já bastou pra eu me apaixonar louca e perdidamente por você.
Embora morresse de vontade, mamãe não me deixou te pegar no colo, dizia que eu era muito pequena e que você podia cair, lembra que eu só tinha 6 anos, talvez ela tivesse razão.
Coloquei um dos meus dedinhos numa das suas mãozinhas minúsculas, e você envolveu ele inteiro, depois levou à boca tentando chupar, achei a coisa mais fofa e engraçada que já tinha visto. Mas o mais importante veio depois, enquanto fazia isso, você foi abrindo seus olhinhos, quero dizer, seus olhões, encontrando-se fixa e diretamente com os meus. Uns olhos enormes e lindos, com cílios longos combinando e aquela cor, aquele preto intenso, brilhante e hipnotizante.
Seus olhos me embriagaram, me enfeitiçaram de corpo e alma, desde aquele momento soube que viveria por você, que seria sua pra sempre, e que faria e daria qualquer coisa por você, até minha vida, algo que não fiz e me arrependo.
Passava todo o tempo possível com você, cuidando, mimando e amando como ninguém. Ficava com mamãe enquanto te alimentava, dava banho, trocava e até quando te embalava pra dormir, essa era minha tarefa favorita.
E assim você foi crescendo enquanto Eu, sempre estive do seu lado, não tava disposta a perder um único momento da sua vida.
Quando você fez um ano, falou sua primeira palavra, foi: "Emma", meu nome, fiquei feliz pra caralho. Mamãe disse que era porque era um nome fácil de lembrar, mas eu acho que ela tava com ciúmes. Enfim, aquilo não foi qualquer coisa pra mim, nem pra você, no momento que ouvi meu nome saindo da sua boca, soube que você me amava tanto quanto eu. Foi algo que você me disse depois.
Os anos passaram sem piedade, você continuou crescendo e eu também, é a natureza do ser humano. Viramos os irmãos mais unidos, os melhores amigos, sempre brincando juntos e contando tudo um pro outro.
E aí chegou meu aniversário de 18 anos, e depois disso veio minha ida pra faculdade, você tinha 12 na época. Tava muito triste, pra ser sincera, era a primeira vez que a gente ia ficar longe por muito tempo, nunca tinha ficado mais de dois dias sem você até então, mesmo que eu voltasse nas férias ou em algum fim de semana.
No dia que me deixaram na capital, já instalada, sua expressão era pura nostalgia e aquilo partia meu coração.
- Você tem mesmo que ficar aqui? – Você perguntou com lágrimas nos seus olhos lindos.
- Sim, Julián, preciso, é pelo meu futuro, daqui a alguns anos vai ser sua vez – Falei com a voz embargada e enxugando as lágrimas das suas bochechas.
- Vou sentir sua falta – Você disse soluçando.
- Não mais do que eu – Falei, desabando em choro e te abraçando com força.
O tempo passou rápido, mas não em vão, eu sempre com seu rosto e sua voz na minha cabeça, porque o tempo que passava em casa não era suficiente, pensava em você todo dia, imaginando o que você tava fazendo, se talvez precisava da minha ajuda com alguma tarefa de matemática ou português. Nunca ousei pensar em alguma garota pra você, nenhuma seria boa o bastante.
O ano voou, sem perceber já tinha terminado o curso e eu me preparava pro ano seguinte, você teria 13 e eu 20 quando isso acontecesse.
Uns meses depois de começar o segundo ano da faculdade, conheci alguém da universidade, na verdade ele me encontrou, eu não estava procurando. Era um cara legal, extrovertido e muito bonito, Felipe, se você sabe quem é, aquele moreno, alto e atlético de olhos castanhos; você odiou ele, eu sei.
Ele me conquistou, Juli, não pude fazer nada para evitar, e olha que não foi fácil pra ele, mas preciso confessar que por mais que ele me atraiu e eu o quis, nunca amei ele como amei você.
Antes do verão começar, a gente ficou junto. E quando voltei pra casa nas férias de verão, ele veio comigo. Ainda lembro do seu rosto de raiva e ódio por ele, você estava tão ciumento que não conseguia esconder.
- Desculpa, mãe, sei que devia ter avisado que o Felipe viria comigo.
- Sem problema, você sabe que sempre insisti pra você trazer algum amigo – disse minha mãe, toda contente, já que nunca tinha me visto com nenhum namorado até então. Nunca me interessei muito por garotos, você sabe por quê.
- Devia ter avisado – você disse com raiva, raramente falava comigo daquele jeito – Se a Emma pode trazer alguém, eu também posso.
- Tá bom, querido, nunca te proibi – disse mamãe, com um sorriso.
E assim fomos viajar de férias os quatro, acompanhados dos dois novos convidados, Felipe e Valéria, aquela vizinha que gostava tanto de você mas você nunca deu bola, rumo a Margarita.
Quando chegamos em casa, mamãe, como sempre uma mulher conservadora, deu um quarto pra Valéria e pra mim, e outro pro Felipe e pra você.
No dia seguinte, decidida a dar um belo mergulho na piscina, coloquei meu biquíni roxo, aquele que você dizia que ficava fabuloso em mim. Eu, sem ser uma miss, tinha um corpo bem proporcionado, o que sempre me faltou foi altura, bom, ainda continua assim. Com meus peitos bem colocados e grandes, mas sem exagero, uma cintura esculpida e lisa, uma bunda firme de tirar o fôlego e umas pernas não muito longas, mas fibrosas e torneadas. Sim, me sentia divina naquele biquíni.
Saí pra área da piscina, você Você tava de bobeira com a Valeria, e na mesma hora cravou o olhar em mim sem desviar.
Felipe também me olhou de cima a baixo assim que eu saí, me devorando com os olhos, o olhar dele totalmente diferente do seu. Um olhar de homem, de desejo. O seu, de admiração.
– Que gostosa você tá, Emma! – Felipe falou com a voz excitada.
– Acho que você devia se cobrir um pouco, tá mostrando demais – você disse, todo ciumento. Na real, seus ciúmes eram tão óbvios, eu amava isso.
Com um sorrisinho safado nos lábios, ignorei seu comentário e me deitei numa espreguiçadeira pra pegar sol. Você, furioso, se jogou na piscina e começou a nadar sem parar.
Felipe estava do meu lado, e, mesmo os dois de óculos escuros, eu sentia o olhar intenso dele no meu corpo. Então resolvi brincar com ele e também com você. Nunca quis ser malvada, mas não imaginei que você fosse reagir daquele jeito.
Virei de costas e pedi pro Felipe passar um pouco de óleo bronzeador no meu corpo inteiro. Ele passou óleo nas mãos e espalhou delicadamente nas minhas costas, massageando também meus ombros. Ele fazia muito bem. Depois, colocou um pouco mais direto na minha lombar, massageando do centro pra fora, subindo pelas laterais até roçar de leve nos meus peitos. As carícias dele eram deliciosas, arrepiaram minha pele toda. Quando ele desceu pros meus pés, me senti flutuar. Massageava divinamente, foi subindo as carícias pelas minhas panturrilhas e, naquela hora, minha buceta começou a vibrar e minha mente a viajar, imaginando sendo penetrada ali mesmo, na frente de todo mundo, por Felipe. Ele foi subindo pelas minhas coxas, onde passou mais óleo, e esfregou com força leve com os polegares por toda a extensão, de cima a baixo, primeiro uma, depois a outra. Depois, acariciou cada uma com uma mão, se aproximando da parte interna, uma das minhas zonas mais sensíveis. Eu tava completamente excitada, e os mimos dele ficaram mais ousados. As carícias subiram tão alto que roçaram de leve meus lábios da buceta, cobertos pela tanga, o que me arrancou leves gemidos e me fez abrir as pernas pra receber os toques dele, ele esfregou várias vezes aumentando meu tesão. Depois espalhou rápida e suavemente o óleo pelas minhas nádegas, beliscando um pouco, ligado no seu olhar e no do papai que tinha entrado naquele instante na área da piscina. Até aí foi o jogo.
Fiquei um tempo pegando sol e relaxando, porque me sentia muito acalorada. Sem perceber, acabei dormindo, quando acordei estava sozinha, então resolvi entrar na água. Nadei um pouco e depois a mamãe apareceu pra me fazer companhia, trazendo um lanche, se deitou numa espreguiçadeira pra pegar sol.
— E os outros? — Perguntei.
— Seu pai levou o Felipe, precisava dele pra trazer umas coisas e as crianças estão na sala com os videogames.
— Ah, tá — Deve ser que o papai tava dando aqueles discursos de "homem pra homem" pro coitado do Felipe, pensei.
Naquele momento você apareceu pela porta, entrou na piscina e se aproximou de mim, estava puto.
— A Valéria te venceu no jogo, Juli? — Perguntei debochando.
— Precisamos conversar — Murmurou irritado pra mamãe não ouvir.
— Nossa, que sério — Falei tentando amenizar a situação.
— É sério, por que você se deixa apalpar desse jeito por aquele cara? Qualquer um que te visse ia pensar mal, ia pensar que você é uma fácil — Exclamou exaltado. Seus olhos brilhavam de raiva.
— Talvez porque ele é meu namorado, cê não acha? Quem ia me ver? Só estavam você e a Valéria. A menos que você me ache uma fácil. É isso que você pensa de mim? — Perguntei já irritada com a história — Além disso, não é nada demais.
— Não, nunca te veria desse jeito, você é minha irmã — Disse derrotado.
— Então?
— É só que… que é sim demais, que importa sim. Eu não quero que ninguém te toque, Emma, ninguém — Respondeu com a voz embargada.
No seu olhar tinha muita raiva e ciúme, e no fundo amor puro, algo que você ainda não entendia. No final dessa resposta, você quis dizer "Ninguém mais que É", eu sei porque você me explicaria anos depois.
Depois da nossa discussão, você decidiu que não ia mais falar comigo, tava magoado, então ia me ignorar a todo custo. Até quando? Até quando você achasse necessário, você era tão teimoso.
E foi assim: você não me dirigiu a palavra nem no dia seguinte, nem no outro, nem no outro depois daquele. Era uma idiotice, e tentar te fazer entrar na razão era perda de tempo. Eu tava frustrada e puta, então preferi não insistir. "Já passa", pensei.
Até minha mãe ficou preocupada e me perguntou o que tinha rolado entre a gente, o motivo da briga.
— Não sei, mãe, seu filho enlouqueceu, do nada fica puto comigo — respondi desanimada, sem muita explicação.
Já de saco cheio da situação, decidi deixar de lado e seguir em frente. Sabia que uma hora ou outra você ia parar com essas besteiras.
Assim se passaram duas semanas. Faltando só uma semana pra voltar pra casa, papai decidiu que a gente devia passar na Ilha de Coche. Quando chegamos, nos hospedamos no Hotel Punta Blanca. Sempre que a gente tinha ido lá, eu queria ficar naquele hotel, era realmente lindo.
Todo aquele clima afrodisíaco me seduziu, então tomei uma decisão: quebrar minha promessa de devoção total e entregar minha virgindade pro Felipe. Se eu gostava dele, por que não?, pensei. Vi ele como o cara certo, e ele foi. Ele foi o cara ideal pra descobrir e explorar minha sexualidade, era um amante foda. E você, o cara certo e único pra receber todo o meu amor.
Então, no dia seguinte, aconteceu. Isso eu nunca te contei, por isso quero contar agora. Enquanto a gente curtia a baía linda, peguei Felipe pelo braço e a gente se afastou dos olhos dos pais com a desculpa de dar um passeio. Antes de ir, te observei esperando alguma reclamação; sua expressão era pura raiva.
Nunca falei das minhas intenções pro Felipe, mas pressinto que ele sabia. Depois de um píer pequeno ou o que quer que fosse, a gente encontrou um lugar solitário e afastado, era íntimo, era perfeito.
Felipe acariciou meu rosto e depois me Beijo na boca com ternura, ele coloca as mãos na minha cintura e eu envolvo o pescoço dele com meus braços, nos beijamos intensamente, ele enfiando a língua na minha boca. Depois me pega no colo e me deita com cuidado na areia, se colocando por cima de mim. Guia os lábios pelo meu pescoço, lambendo, minha respiração já estava completamente descontrolada. Ele arranca meu sutiã de uma vez, cobre meus peitos com as mãos e os acaricia. Com o dedo indicador, faz círculos ao redor dos meus seios, de fora pra dentro, e cada vez que chegava no mamilo, meu corpo explodia. Depois fez a mesma coisa com a língua, alternando entre cada peito, contornando todo o diâmetro até o centro, rodeando meu mamilo com os lábios.
- Hmmm... – Suspiro sem conseguir evitar e mordo meu lábio.
Ele chupa meu mamilo com gosto e enquanto chupava, apertava meu peito com as mãos, passando de um pro outro. Arrancando gemido atrás de gemido. De novo foi descendo os lábios pelo meu torso, encheu meu umbigo de beijos, e com uma mão foi acariciando minha barriga, que foi descendo até meu púbis. Esfregou um dos dedos na minha bucetinha por cima do tecido da minha calcinha fio-dental. Nessa altura, eu já estava toda molhada. Enfiou os dedos pela borda da minha calcinha e foi puxando pra baixo, revelando minha monte de Vênus completamente depilada e minha bucetinha. Chegando até meus pés, tirou minha calcinha, beijou e chupou meus dedões do pé. Assim foi acariciando e beijando minhas pernas, alternando, até chegar de novo no meu púbis, que beijou. Na hora, esfregou meu clitóris, esfregou e esfregou sem parar, rapidamente foi a língua dele que tomou conta do meu clitóris, lambendo sem parar, meu corpo se agitou.
- Ahhh, Felipe – Gemi – Continua, continua, não para, adoro – Eu estava muito excitada.
O dedo dele não parou e desceu até a entrada da minha buceta, fazendo círculos com ele.
- Hmm... Você me deixa louca. – Queria que ele me penetrasse logo, era uma tortura.
E ele enfim enfiou, até o fundo, metendo e tirando. Fazia círculos com ele dentro de mim. Depois foram dois, e nesse ponto a boca dele sugava meu clitóris com vontade, igual uma ventosa.
- Aaaahhhhhh! – Gritei a plenos pulmões. Perdendo o controle de mim mesma, estava no céu.
Não aguentei mais, explodi. Gozei, foi meu primeiro orgasmo do dia, sublime. Quando recuperei um pouco o fôlego, Felipe tomou minha boca de novo pra me beijar com paixão. Ele se acomodou sobre mim, enquanto com uma mão colocava a ponta da pica dele na entrada da minha bucetinha.
- Aaauughhh – Gritei com uma certa dor.
Com um movimento de pelve, enfiou a ponta. Senti minhas entranhas se abrindo. Esperou um momento e se moveu pra dentro de novo, cravando metade do pau em mim. Dessa vez sem esperar, investiu de novo, lento mas profundo.
- Hmm… – Gemeu
- Ahhh! Com cuidado, Pipe – Gemi entre dor e prazer. Já tava pegando gosto pela coisa.
Esperando uns segundos, começou a se mover num vai-e-vem lento e profundo. Tirava o pau quase todo, deixando só a ponta, e aí com um movimento me penetrava de uma estocada.
- Ohhh… Sim, mais forte, mais rápido – Gritava descontrolada. Era puro prazer agora.
Ele também bufava, adoro esses gemidos de homem.
Sentia o orgasmo chegando, a qualquer momento ia explodir de prazer. Nessa hora Felipe acelerou as investidas, o balanço do quadril dele era frenético, bem rápido e forte. Acompanhei com um movimento de pelve no ritmo dele. E finalmente chegou.
- Aahhh… AHHh… AAAAHHHH…! – Gritei forte sentindo meu corpo convulsionar com o orgasmo fortíssimo. Cravei minhas unhas nas costas dele e ele tapou minha boca abafando meu grito, pra evitar que nos ouvissem.
O orgasmo dele já tava perto, ele grunhia e rugia forte.
- Hmm… Vai, Pipe, me come duro, enche minha buceta de leite – Tava muito excitada e queria muito sentir ele dentro de mim pela primeira vez.
- Uff… HMM… – Gemeu ele.
Acelerou num nível descontrolado, senti o pau dele engrossar dentro de mim. Ele gozou dentro de mim, banhando minhas entranhas com a semente dele.
- OHhh… Toma, toma – Ele bufou, caindo derrotado e ofegante sobre meu peito. Acariciei seus cabelos.
Sentia como o pau dele ia perdendo a rigidez dentro de mim e o gozo transbordando da minha buceta, me sentia plena, me sentia mulher.
Depois de recuperar o fôlego, fomos pra praia nadar um pouco. Nos abraçamos e beijamos dentro do mar, decididos a uma segunda rodada.
Enrolei as pernas na cintura dele, ficando com meu rosto na altura do dele, ajudada pela leveza que o mar dá. Enfiei o pau inteiro dele de primeira. Segurando nos ombros dele pra me apoiar, comecei a subir e descer a bunda, acelerando aos poucos meus movimentos e alternando com movimentos circulares.
- Ahh… Ahhh, Sim, sim – Eu gemia enquanto quicava nele.
Trocamos de posição, fiquei de costas pra ele, com o púbis dele colado na minha bunda enquanto ele me comia por trás, eu recuava aumentando o prazer. De novo, ele inundou minhas entranhas. Tive mais dois orgasmos, foi delicioso.
Colocamos nossos biquínis de novo e voltamos pra onde estavam nossos pais.
- Demoraram – Disse minha mãe, adivinhando a situação.
- É que encontramos um lugar divino pra nadar – Argumentei. Não podia ser mais mentira, naquela ilha toda a maré era igual.
Enfim, mãe não perguntou mais nada, então não tinha mais o que falar sobre isso. E você continuava me ignorando, embora eu soubesse que morria de vontade de eu contar o que a gente tinha feito.
À noite, depois do jantar, ficamos a sós, Pipe e eu. Era uma noite estrelada, muito romântica.
- O que aconteceu hoje à tarde foi muito especial – Falei de forma idiota, sem saber o que mais dizer.
- Sim, foi estupendo, você esteve magnífica.
- Fico feliz que minha primeira vez tenha sido com você – Confessei.
- Foi uma honra.
Felipe sempre foi um cara muito encantador, sempre sabendo o que dizer.
Depois disso, passou a semana e voltamos pra casa, cada um pra sua casa, de novo éramos a Mesma família, mas você e eu não éramos os mesmos que partiram. Sua seriedade continuava, ainda decidido a não falar comigo. E como um estalo de ideias, descobri qual era a solução: terminar com o Felipe. Mas não faria isso, nem fiz, não naquele momento, mesmo que doesse continuar com aquilo, com seu desprezo. Ainda queria passar mais tempo com ele.
Passaram-se as duas últimas semanas das minhas férias de verão, então tive que voltar. De novo eu me despedia de você, mas parecia que não ligava. Fiquei muito magoada, até implorei pra você largar aquela besteira, mas você não fez isso.
De volta à universidade, tudo continuou igual: aulas chatas, professores mal-intencionados, noites longas de plantão no hospital. Bem, talvez nem tudo — agora eu tinha o Felipe. Ele foi incrível, sempre carinhoso, encantador e, sem contar, fabuloso na cama. Quando dava, a gente passava noites inteiras de sexo, foi uma experiência e tanto. E esse talvez tenha sido o problema: no fim, o que rolava entre a gente era só baseado em sexo, porque era o máximo que eu podia oferecer além do meu carinho. Eu não amava ele, nunca amei, e ele percebeu isso. Então, pelo bem dos dois, principalmente pelo dele, a nossa história acabou.
Naquele ano, as férias de verão atrasaram por causa de problemas na universidade, então, em vez de voltar pra casa em agosto, voltei em setembro. Fiquei um ano inteiro sem ir pra casa. Senti tanto a sua falta, mas doía pensar em voltar e saber que você não ia falar comigo.
Já fazia dois meses que tinha terminado com o Felipe, e ninguém em casa sabia. Fui com a ideia de que, quando você descobrisse, voltaria pra mim — e foi mais ou menos o que aconteceu.
Assim que entrei em casa, você veio ao meu encontro. Me abraçou bem forte, me levantou do chão e me apertou nos seus braços. Você já tinha quase 15 anos e estava se tornando um homem. Já era mais de uma cabeça mais alto que eu, e suas costas eram o dobro de largas. Você estava lindo pra caralho. Senti ciúmes das garotas que pudessem se interessar por você.
— Que bom que vocês voltaram. a sermos os mesmos dois irmãozinhos de antes – Disse mamãe ao nos ver.
Depois disso você me pegou pelo braço e literalmente me arrastou até meu quarto, você estava muito empolgado.
- Olha – Você disse apontando para um quadro onde dava pra ver um lindo prado cheio de cores que ocupava a parede, em cima da minha cama. Fiquei alucinada.
- É lindo, Julián! – Exclamei emocionada – E ainda é seu – Falei ao perceber a assinatura.
- Sim, estou tendo aulas de arte à tarde. Gosto muito.
- Finalmente você contou pros velhos que quer ser artista, já era hora – Falei te empurrando de brincadeira.
- Contei – Seus olhos brilhavam de emoção.
- Sinto muito por não ter voltado o ano inteiro, mas acho que não teria aguentado seus olhares de desprezo.
- Não tem problema, Emma, o culpado disso fui eu. E quem tem que se desculpar sou eu pela forma estúpida como te tratei. Me desculpa – Você disse arrependido.
- Hehe. Te amo, irmão – Exclamei rindo – E claro, como você deve saber, o meu rolo com Felipe acabou, acho que não teve nada a ver com isso.
- Terminaram! Não sabia, sinto muito – Você disse de um jeito pouco convincente.
Como mamãe disse, voltamos a ser os mesmos de antes, até terrivelmente mais unidos, na verdade éramos inseparáveis. E dali em diante, pra onde eu ia, você vinha comigo.
Lembro que naquele ano passei seu aniversário com você como há muito tempo não acontecia, você estava tão feliz, me disse que não podia ter presente melhor do que me ter ao seu lado. Uns anos depois você me diria o quanto aquele verão foi importante pra você, já que naquele verão você percebeu o quanto me amava.
De volta à universidade, me preparava pra terminar o que restava do terceiro ano. E dali em diante tudo foi acontecendo tão rápido, mês a mês, verões, natais, tudo; até me ver finalizando o quinto ano. Sim, tinham se passado dois anos das nossas vidas.
E nesse tempo você continuou sendo você e eu continuei sendo eu. Lembro que naqueles anos jamais Desperdicei a chance de voltar pra casa e ficar contigo. A gente sempre manteve contato, se ligava, se escrevia, sempre um por dentro de tudo. Eu não tentei mais nada com nenhum outro cara, você era o homem da minha vida, então não tinha o que procurar.
Uma coisa que sempre me faz rir quando lembro, aquelas vezes que você falava de uma certa mina que queria fazer de namorada e eu morria de ciúme ouvindo você falar de outra, depois você dizia que era só uma invenção pra me deixar com ciúme, tenho que te dizer que funcionou maravilhosamente, também deixou claro que a única mulher que você queria pra isso era eu.
Chegou dezembro e o curso já tinha acabado, eu me preparava pras minhas férias longas, até fevereiro. Enquanto isso, só pensava no Natal, sempre foi minha época favorita e a daquele ano foi sem dúvida inesquecível. Naquele Natal, te notei mais atento e apegado comigo do que o normal.
Você sempre foi muito carinhoso, mas desde então se comportou mais como um namorado do que como um irmão. Naquela época, você já tinha se tornado um homem dos pés à cabeça. Você era divino.
Seus toques eram diferentes agora, ao me abraçar suas mãos iam pra lugares antes impensáveis pra você, como minha cintura, minha lombar e até na minha bunda. Também seus beijos, agora eram mais perto dos meus lábios e mais demorados, seus carinhos, tudo tinha mudado. Especialmente seu olhar, que até conseguia me deixar nervosa. Nele agora não tinha só amor, tinha também desejo. O desejo e a atração de um homem por uma mulher.
‘Aconteceu, seu irmão te ama e te deseja igual você a ele. Já é hora, já é hora de ser a mulher do seu irmão!’ – Eu disse pra mim mesma, excitada.
Então meu comportamento mudou, entrei nos seus jogos de provocação, começando a usar roupas mais leves e ousadas, e buscando seus toques de um jeito mais descarado. Queria que você percebesse que eu também queria a mesma coisa, que também não te via mais como um irmão e que Seus sentimentos eram correspondidos.
Uma semana antes do Natal, nossos pais estavam celebrando o aniversário de casamento deles, então, como de costume há seis anos, eles saíram da cidade e passaram o fim de semana juntos, nos deixando sozinhos em casa, à nossa vontade.
Naquela sexta-feira, depois que nossos pais foram embora, eu e meus amigos planejamos sair pra baladar um pouco à noite. A verdade é que eu tava morrendo de vontade de me divertir e encher a cara, e que oportunidade melhor. Como você já sabe, eu adorava passar um tempo com você, então te forcei a vir comigo. Na real, sei que nem precisava, você iria até o fim do mundo do meu lado.
Nos arrumamos e saímos de carro pro clube, Dejà Vú, era assim que o lugar se chamava. Lembro que naquela época era um puta boom. Chegamos lá pelas 11 da noite, meus amigos já estavam nos esperando. O lugar tava lotado, a música ecoava por todo o salão e os drinks iam e vinham.
— Mulher! Você nunca me disse que seu irmão era tão gostoso — comentou uma das minhas amigas, de olho em você no momento em que me aproximei de onde elas estavam, enquanto você ficava com os caras. Naquela hora, só me deu vontade de quebrar a cara da minha amiga, tava com ciúmes, mas me segurei. Além do mais, não dá pra negar o óbvio.
— Jejeje, lembra que ele é de menor, além disso é meu irmãozinho, muito cuidado — falei entre o sério e a brincadeira.
Te puxei pra dançar umas duas vezes, tentando te provocar com meus movimentos e minhas roçadas. Quando me virava, colava minha bunda no seu púbis e rebolava no ritmo da música.
A noite seguiu seu rumo e já eram 3 da manhã quando o álcool fez das suas. Eu tava descontrolada, mas nada importava, tava me divertindo pra caralho. Você, ao contrário, tava mais sóbrio, nunca gostou de beber demais.
Voltamos pra casa lá pelas 4 da manhã, claro que você dirigiu. Eu tava bem bêbada e mal me mantinha em pé. Me encostei numa parede enquanto você abria a porta da entrada.
— Que noite divertida pra caralho! — falei com um tom Alegre pelo álcool ao entrar em casa.
Com dificuldade, tentei subir as escadas, no terceiro degrau tropecei e quase caí de cara no chão, se não fosse por você, que conseguiu me segurar antes de cair. Você me ergueu e me carregou até meu quarto, me deitando na cama. Sentou na beirada e colocou meus pés no seu colo para tirar meus saltos, acariciou e massageou meus pés, enquanto eu me sentava ao seu lado, apoiei meu rosto no seu ombro. Você virou o rosto e nossos lábios ficaram a centímetros de distância, eu podia sentir seu hálito e sua respiração já ofegante.
Com uma mão trêmula, você segurou meu rosto e acariciou meus lábios com o polegar, eu o beijei ternamente, rapidamente substituído pelos seus lábios que simplesmente se cravaram nos meus. Ao primeiro contato, senti queimar por dentro, estava excitada, e isso me fez começar a ofegar. Você começou a me beijar suavemente nos lábios, depois colocou a mão no meu peito e me fez deitar na cama, enquanto continuava me beijando, se posicionou sobre mim. Nosso beijo se intensificou, minha língua ganhou confiança e entrou na sua boca procurando a sua. Suas mãos não paravam, percorrendo minhas coxas e minhas laterais, enfiando-se debaixo da minha blusa e roçando minha barriga. Eu sentia o volume da sua virilha endurecer por baixo da calça e se esfregar contra minha virilha.
Quando suas mãos pousaram nas minhas laterais e de lá nos meus peitos, depois de ter afastado o sutiã, você os apertou com força e beliscou meus mamilos, não consegui evitar gemer de tanto prazer e tesão que tudo aquilo me causava.
‘Vai rolar – Pensei comigo mesma’
Mas nada rolou, não naquela noite. Ao ouvir meus gemidos, você parou na hora, tirou as mãos do meu corpo como se fosse fogo puro, e me encarou. Você estava assustado.
- Não, isso tá errado. Me desculpa – Murmurou com voz medrosa e balançando a cabeça.
Você saiu de cima de mim e saiu correndo do quarto. Meu quarto virado pro teu, de longe ouvi a porta bater com força.
Fiquei sozinha olhando pro teto na luz fraca do meu abajur de cabeceira. Sem conseguir controlar, comecei a chorar, me sentindo mal e culpada. Eu tinha tudo muito claro, mas você não totalmente, sei que tinha muitas barreiras pra derrubar. Sem perceber, acabei dormindo.
Quando acordei de manhã, encontrei a casa vazia, você tinha ido embora, provavelmente pra evitar me encontrar e ter que explicar toda a situação da madrugada.
Pra me distrair, comecei a limpar a casa e preparar o almoço. Você chegou em casa depois do meio-dia, me cumprimentou seco e foi pra cozinha. Te segui de perto e me apoiei no batente da porta, te observando enquanto se servia.
- A gente precisa conversar – falei.
- Agora não – você respondeu sério, sem me olhar na cara.
Você saiu da cozinha rápido em direção ao seu quarto, de novo te segui e entrei sem avisar.
- Sério, não quero conversar agora, Emma – você falou assim que entrei, sem tirar os olhos da televisão.
- Você tá assim por causa do que aconteceu ontem à noite, não é? – perguntei autoritária – Não precisa se desculpar, nós dois…
- Não, eu preciso – você disse me interrompendo – Não era pra eu ter te beijado, também não era pra… pra te… - Você olhou pro chão sem conseguir terminar a frase.
- O quê? – perguntei.
- Que eu te amei, Emma! – você exclamou, levantando a voz e finalmente me olhando nos olhos – Isso não é saudável.
- E agora quero ficar sozinho, então por favor… – você falou com autoridade, apontando pra porta.
- Mas, Julián…
- Emma, por favor – você pediu me olhando nos olhos. Neles, vi uma tristeza inexplicável. Era óbvio que você tava travando uma luta interna, entre o que é certo e o que é errado, seus olhos sempre te entregaram.
Saí do quarto e decidi não te perturbar mais, sei que você tava confuso e ficar sozinho ia te ajudar a pensar.
No fim da tarde, saí pra correr pelo bairro até escurecer, voltei pra Casa, você continuava trancado no seu quarto. Entrei no banho. Quando saí, amarrei uma toalha no peito e coloquei outra no cabelo, fui pro meu quarto me vestir, já era hora de preparar o jantar. Fechei a porta ao entrar. Enquanto passava um pouco de creme nas pernas, você entrou abrindo a porta de uma vez. Levantei na hora, assustada. A gente se olhou intensamente e então você se aproximou de mim, ficando bem juntinho, segurou meu rosto com as duas mãos, me beijou na testa, e depois, erguendo meu queixo, me deu um beijo apaixonado na boca. Tirou a toalha do meu cabelo e depois desfez a que cobria meu corpo. Em seguida, suas mãos percorreram meu corpo nu, acariciando cada centímetro da minha pele.
Levantei sua camiseta e você cuidou da sua calça, ficando tão nu quanto eu. Você me deitou na cama, se posicionando sobre mim, seus lábios foram descendo pelo meu pescoço até meu peito. Com as mãos, você apertou meus seios, amassando-os de um jeito bruto, mas delicioso, e puxando meus mamilos. Atacou minhas tetas com a boca, chupando meus bicos como um profissional.
— Ohhh… Hmm… — Eu gemia sem parar. Não percebia mais nada naquele momento, éramos só você e eu.
Uma das suas mãos desceu até acariciar minha monte de Vênus, e então um dedo roçou meu clitóris.
— Ahhh… — Gritei, encantada.
Sua boca largou meus seios e sua língua desceu por todo meu torso até meu púbis. Com a ajuda dos seus dedos, você deixou minha buceta exposta, pra sua língua passear de baixo pra cima por toda minha racha. Sua língua se enfiou em mim, com um movimento de vai-e-vem inexperiente, mas divino, enquanto seu polegar esfregava meu clitóris. Eu sentia meu orgasmo chegando.
Quando, junto com sua língua, você enfiou um dedo no meu buraquinho, se mexendo dentro de mim, eu explodi num orgasmo interminável.
— AHHHHHH… — Gritei bem alto, esmagando sua cabeça contra minha buceta enquanto gozava na sua boca.
Você subiu em cima de mim de novo e me beijou com paixão, provando meu próprio gosto na sua boca. lábios. Nesse momento, escapei uma mão pro teu pau, no simples toque já senti que era bem comprido e grosso, tava durasso. Mexi ele um pouco e levei pra minha buceta, esfregando por toda a minha fenda, e depois enfiei só a pontinha da glande no meu cu. Na hora que sentiu meu calor, você meteu com tudo na minha buceta, cravando metade do teu falo em mim.
- Auuggghhh… – Gritei de dor. Teu pau era mais grosso do que eu pensei – Não tão forte.
- Desculpa – Você se repreendeu, ofegante.
Você esperou um pouco, rapidamente continuou se movendo, dessa vez mais devagar mas sem parar, até eu ficar completamente empalada em você. Me senti cheia até o limite.
Você começou um movimento cadenciado de vai-e-vem, enrolei minhas pernas na tua cintura e mexi minha pélvis no ritmo dos teus movimentos.
- Ahhh… Ahhhh… – Eu gemia alto, enquanto você bufava de prazer.
- Ohh Emma… – Você gemia.
Você foi ganhando confiança e suas penetradas e estocadas ficaram mais rápidas e profundas. Tua respiração e tuas enfiadas aceleravam cada vez mais, teu orgasmo tava perto.
- Hmm... Me dá, me dá – Gritei excitada.
- Ohhh... Vou gozar, vou... – Você gritou gozando dentro de mim, e deixando minha buceta transbordando do teu leite.
Você saiu de mim, se jogou pro lado da cama pra não me esmagar, virou meu rosto na direção do teu e nos enroscamos num beijo longo e num abraço apaixonado. Viramos na cama até você ficar de novo por cima de mim, nos olhamos fixamente.
- Te amo – Você disse enquanto acariciava meu rosto. Me senti tão sortuda, senti que a gente ia ficar junto pra vida toda e que nada ia nos separar.
- Também te amo, Julián – Falei com um sorrisão e lágrimas nos olhos. Tava tão feliz.
Fui no banheiro me lavar um pouco. Quando voltei pro quarto, você tava sentado na beira da cama, fechei a porta atrás de mim e encostei as costas nela, você me olhou de um jeito penetrante dos pés à cabeça e sorria, era óbvio que tava gostando do que via.
- Você é tão linda – Você falou com aquele brilho especial nos olhos – "Pena que não durei muito. Era minha primeira vez" – Você explicou com aquela sua inocência.
– Eu sei e não tem problema, você se saiu como um expert, e ainda vai ter tempo de me satisfazer o resto da noite – Falei com um olhar safado.
Dito isso, me aproximei e me ajoelhei na sua frente, abri suas pernas e me coloquei entre elas. Seu pau estava entre duro e mole, peguei nele e na hora começou a crescer nas minhas mãos. A verdade é que era bem comprido e grosso, mas sem ser exagerado, devia ter uns 19 cm. Descapei a glande e comecei a masturbar com uma mão enquanto com a outra acariciava suas bolas. Aproximei meu rosto da sua virilha e comecei a lamber seu pau da base até a ponta e vice-versa, babando ele todo e lambendo sem parar o freio. Você gemia sem parar e cravava os dedos no colchão. Depois envolvi sua glande com meus lábios e chupei, chupei igual uma ventosa.
– Ahhhh… Isso, como você chupa bem – Você gritou. Estava no céu.
Fui engolindo mais e mais, chupando sem parar. Minha cabeça pegou um ritmo de sobe e desce em volta do seu pau, e cada vez que descia, mais centímetros dele entravam. Sério, você tinha um pau de proporções enormes, era um Adônis. Você estava tão excitado que sua pélvis começou a se mexer procurando minha boca, e ela mamava sem parar seu pau.
– Vai, putinha, engole mais – Você murmurou, puxando meu cabelo e me fazendo engolir seu pau inteiro.
Eu estava com dificuldade pra respirar e quase engasguei, aí você me soltou.
Recuperei o fôlego e voltei pra carga, engoli seu pau inteiro de novo, dessa vez por conta própria, chupei com força, e repeti várias vezes. Numa dessas, senti seu corpo tremer e seu pau engrossar dentro da minha boca. Você me segurou firme pela nuca.
– AHHHHHHHH… – Você grunhiu forte enquanto gozava na minha garganta.
– Uau, foi fascinante, você é incrível – Você exclamou depois que sua respiração se normalizou. Eu só sorri.
Depois me sentei Montei em cima de você e, com um empurrão, te fiz deitar na cama. Esfreguei minha pélvis na sua várias vezes, seu pau ficou duro de novo. Peguei ele com as mãos, levantei meu quadril e coloquei seu pau na entrada da minha buceta, apoiei as mãos no seu peito e, num movimento só, enfiei seu membro dentro de mim.
— Hmm… — Gemi na hora.
Me movi, levantando o quadril até quase tirar seu pau por completo, e depois afundei ele dentro de mim de uma só vez. Meu movimento de sobe e desce ficou frenético até eu estar quicando no seu meio das pernas.
— Ahhh… Ahhh… — Gemíamos juntos.
Mudei, agora mexia minha pélvis de dentro pra fora e, às vezes, em círculos. Acelerei o ritmo, sentia meu orgasmo chegando de novo.
Furiosamente, comecei a pular como se estivesse possuída em cima do seu pau, já tava vindo.
— AHHHHHHHH… Vou gozar — Gritei, cravando minhas unhas no seu peito.
Meu segundo orgasmo da noite e um dos melhores da minha vida. Terminei exausta em cima do seu peito, quase desmaiada, tinha sido foda, que prazer, que tesão. Ainda sentia seu pau duro dentro de mim.
Você virou na cama, ficou por cima de mim, se levantou na minha frente e me arrastou, me segurando pelos quadris na sua direção. Minha bunda ficou no ar e meus pés no chão, você pegou minhas pernas e colocou ao redor dos seus quadris, na hora eu enrolei elas em você. Direcionou seu pau pro meu buraco e me penetrou até o fundo.
— Hmmm… Sim, me fode com força, me trata como uma puta — Gemia, excitada.
— Você prefere com força, hein, puta? Então vai ser assim mesmo — Você disse, desafiador, e me meteu de forma frenética. A cama tremia e rangia sem parar.
— Ahhh… Ahhh… Sim, sim, com força — Falei, fora de mim, enquanto você batia na minha bunda com a mão.
— Você gosta de pancada, não é, puta? Agora vou encher sua buceta de porra, cê quer isso, né?
— Sim… AHhhh… Goza, goza dentro de mim — Gritei.
E você me meteu violentamente sem parar, seu suor caía em mim. Eu me sentia tonta, prestes a… desmaiar, era prazer demais pra aguentar.
- AHHHHHHH… – Você gemeu.
- AHHHHHHHHHHHH… – Gritei a plenos pulmões explodindo num orgasmo intenso no mesmo instante que você. Suas descargas de sêmen estouravam dentro de mim como detonações constantes de prazer. Meu gozo foi absoluto e supremo. Desmaiei, tomada pelo êxtase do melhor orgasmo da minha vida. Naquela noite, sonhei com você e comigo, transando a noite inteira e pela eternidade.
Ao acordar de manhã, aninhada ao seu lado, percebi que não tinha sido um sonho, tudo era real. Nunca me senti tão feliz. Você ainda dormia, beijei seus lábios e me levantei com cuidado pra não te acordar. Fui ao banheiro e entrei no chuveiro. Na mesma hora, ouvi a porta do banheiro abrir e você entrou comigo no chuveiro.
- Bom dia – Você disse de forma safada, se aproximando de mim, me beijando nas duas bochechas e depois ternamente nos lábios – Meu amor.
- Bom dia – Eu disse, sorrindo.
Você percorreu meu corpo com as mãos, e eu fiz o mesmo com o seu. A água escorria pelos nossos corpos nus.
Me virei, ficando de costas pra você, e apoiei as mãos na parede. Você me abraçou por trás enquanto me beijava na nuca, e depois foi me penetrando devagar.
- Hmmm… – Gemi fraquinho.
Você começou um vai e vem lento, mas profundo. Eu recuava pra receber ao máximo sua pica. E assim ficamos transando no chuveiro até os dois gozarmos. Tomamos banho e nos ensaboamos mutuamente.
Assim passamos o domingo inteiro transando pela casa toda: na cozinha, na sala e até no quarto do papai e da mamãe.
No dia seguinte, nossos pais chegavam, então arrumamos a casa e preparamos o almoço pra quando eles chegassem. Depois, deitamos juntos no sofá da sala vendo TV, esperando eles chegarem.
- O que vai ser de nós, Emma? – Você perguntou, inquieto, enquanto acariciava meu cabelo.
- Por que você pergunta? – Perguntei.
- É óbvio que eu te amo e você me mim. Não quero ficar longe de você…
- Nunca vou estar longe de você – te interrompi – Se for pela faculdade, sabe que ano que vem é meu último ano. Assim que terminar, volto pra ficar e a gente vai ficar junto. Esperamos tantos anos, acho que aguentamos mais um.
"- Sabe que não podemos contar pra ninguém, nunca iam nos entender – falei."
- Eu sei, na real a única pessoa que me importa que saiba o quanto te amo é você – você disse sorrindo.
Nossos pais voltaram e tudo continuou como sempre, pelo menos na frente deles, mas na escuridão dos nossos quartos a gente vivia nosso amor e paixão secreta.
Quando o Natal chegou, todos os parentes vieram pra casa como de costume, a gente só tinha que fingir. Ninguém desconfiaria que entre dois irmãos tão unidos se escondia uma paixão oculta.
Aqueles meses foram inesquecíveis, infelizmente chegaram ao fim e eu tinha que voltar, meu último ano finalmente, ia me formar em medicina cirúrgica, voltar pra casa e a gente ficar junto pra sempre.
Naquele ano todo, no menor escape da faculdade, eu voltava pra casa pra ficar com você.
Umas semanas antes da minha formatura em novembro, recebi a melhor notícia da minha vida: tava com seis semanas de gravidez. Não foi uma grande surpresa, era o que eu queria desde que a nossa história começou, um filho nosso, por isso uns meses antes tinha parado com as injeções.
No dia da minha formatura, quando todos os parentes estavam em casa comemorando, eu te contei.
- Tenho uma coisa pra te contar – falei depois de nos afastarmos da galera.
- O que foi? – você perguntou preocupado.
- É que… – falei mordendo o lábio – Tô grávida! – confessei emocionada – Descobri faz duas semanas.
Seus olhos brilharam de empolgação.
- É sério, Emma? Não acredito! – você exclamou feliz, me abraçando forte e me levantando do chão.
"- Mas o que a gente vai falar pro papai e pra mamãe? – você me perguntou."
- Isso é o de menos, a gente inventa alguma coisa. algo – Falei despreocupada - A gente vai ser pais!
Com doze semanas já era inevitável não contar pra eles, por mais larga que eu usasse a roupa, era questão de tempo até perceberem que minha barriga tava crescendo. Então contei. Claro que te deixei de fora dessa história toda, mesmo você me pedindo uma e outra vez pra gente contar tudo, eu recusei firmemente, as coisas já estavam difíceis demais pra piorar ainda mais.
Não foi fácil contar pros nossos pais. Você sabe como eles são conservadores, então custou pra eles digerirem tudo aquilo, que a filhinha deles tinha engravidado sem casar, escolhendo por conta própria ser mãe solteira, já que não queria envolver o "pai" nisso porque não ligava que ele soubesse. Se isso já caiu como um balde de água fria, imagina se fosse a verdade? Que o pai era o filho mais novo deles. Nossa, isso teria matado os dois.
Depois do segundo trimestre da gravidez, eles pararam de me julgar, entenderam que eu já tinha 25 anos e era mulher, além de ficarem felizes com a ideia de serem avós.
Quando a Bárbara nasceu, tudo era perfeito, os avós estavam encantados, eu adorei ela e você também, amou ela assim que viu, nunca faltaria amor pra ela, isso era claro.
Embora pros nossos pais você fosse só o tio que adorava a sobrinha, pra ela e pra mim você era o pai dela e sempre vai ser.
Aos sete meses do nascimento da Bárbara, tudo ia de maravilha, nossas vidas não podiam ser mais perfeitas, eu era residente numa clínica da cidade e você tinha começado a faculdade de Artes Plásticas sem precisar ir pra longe.
E naquele momento tudo desabou.
Por algum motivo você não se sentiu bem, sua saúde começou a piorar. Não entendo como aconteceu, você sempre foi muito saudável e atlético, ou será que não?
Você começou a perder peso, forças e apetite. Sua pele ficou pálida e não teve jeito, tivemos que te internar numa clínica, era horrível te ver assim.
Depois de uma porção de exames de laboratório e biópsias, se revelou que era leucemia mieloide aguda num estado bem avançado, nos explicaram que não importava qual tratamento ou quimioterapia fizesse, só ia piorar sua situação, que era inevitável. Senti que meu mundo desabou. Como que eu tinha encontrado a felicidade e depois iam arrancá-la de mim de um jeito tão egoísta. Ficava me perguntando, por que, sendo você tão jovem, com tanta vida pela frente, isso tinha que acontecer com você e comigo. Culpei Deus, culpei o mundo, me culpei por não poder fazer nada.
Não precisava de ninguém me falar, eu já sabia. Dessa vez não era uma pessoa, ou a distância, nem o tempo que ia nos separar. Era a maldita morte inevitável e destruidora, nunca mais ia te ver de novo, me sentia morrer.
Depois de quatro longos meses de mais exames, visitando médicos e clínicas, a gente se encontrava num quarto de hospital, sozinhos. Você dormia e eu te observava do lado da cama. Nossos pais tinham saído com a Bárbara. Sabe, acho que a mamãe já sabia naquela época, ela via como a gente se olhava, e notava no consolo dela algo diferente. Acho que uma mãe sabe tudo dos filhos, né?
Enquanto eu viajava nos meus pensamentos, sem perceber você pegou minha mão e apertou. Abriu seus olhos e a gente se olhou por um tempo sem dizer nada. Apesar da doença, seus olhos nunca pararam de brilhar, e a beleza deles sempre permaneceu, como da primeira vez que eu tinha visto há 19 anos.
- E a Bárbara? – Você perguntou sorrindo fraco.
- Tá com o papai e a mamãe – Respondi imitando seu sorriso, mas sem graça nenhuma.
Fazendo uma pausa, você perguntou:
- Sabe qual é meu sonho mais desejado? – Eu balancei a cabeça – Casar com você. Depois te levaria pra longe, você e nossa filha, sem me importar com nada, só pra ser felizes pra sempre – Você riu fraco enquanto eu sorria com lágrimas nos olhos.
"- Então, o que você acha, Emma, você casa comigo agora mesmo? – Você perguntou me mostrando dois anéis que na sua palma."
As lágrimas transbordaram dos meus olhos.
— Sim, claro que sim — falei soluçando.
Você pegou minha mão esquerda e colocou o anel em mim, e eu fiz o mesmo com você.
— Agora posso beijar a noiva? — murmurou.
Me inclinei sobre você, segurei seu rosto e te beijei ternamente na boca.
— Acho que antes eu devia ter pedido sua mão, né? — Nós dois rimos da ideia.
Sua respiração ficou funda por um tempo, você estava sem ar.
— Emma, me escuta… — Sua voz soava como um murmúrio — Tudo vai ficar bem, não fique triste por mim — Você fez uma pausa e continuou — Diz pro papai e pra mamãe que eu amo muito eles e que foram os melhores pais que alguém poderia ter. Diz pra Bárbara que ela seja uma boa menina e que me perdoe por não estar com ela, pra ajudar, aconselhar e proteger ela de qualquer cara que machuque ela, diz principalmente que eu a adoro.
— Não, não, Julián — falei soluçando e te abraçando forte.
Sua respiração estava muito lenta e funda.
— E você, minha vida, não pude me apaixonar por ninguém melhor, porque não existe, minha companheira, minha amante, minha própria irmã. Minha vida foi a melhor porque te tive, e não me arrependo de nada. Onde quer que eu vá, Emma, vou te amar pra sempre — Sua voz foi se apagando a cada palavra.
— E eu te amo. Vou te carregar eternamente no meu coração — falei ainda chorando. Te beijei de novo na boca suavemente, nossos rostos ficando a centímetros de distância.
"Te amo", você pronunciou e sua voz soou como um sussurro, seus olhos foram se fechando e sua respiração foi parando aos poucos. Essas foram suas últimas palavras antes de ir embora, e ainda as escuto no meu ouvido toda vez que acordo e vou dormir.
Hoje faz um ano da sua partida, e na minha mente e no meu corpo ainda está latente sua presença, sua voz, seus carinhos e seus beijos. Sei que nunca vou conseguir amar outra pessoa, sinto que sou sua mesmo você não estando mais aqui. Sinto muita sua falta.
Bárbara, sua filha, tem quase dois anos, já anda e fala igual uma matraca, sempre falo de você pra ela. Devo te contar que ela herdou esses teus olhos enormes, negros, lindos e brilhantes. Nela, parece que vejo você, com aquela felicidade sempre característica, e vê-la me lembra cada noite contigo; o fruto do nosso amor proibido.
Mamãe e papai estão bem, também sentem sua falta. Como mamãe desconfiava, ela imaginava o que rolava entre eu e você, e me fez confessar tudo. Quando terminei, ela não me recriminou como eu temia; pelo contrário, nossa relação continuou a mesma, até melhorou. Ela cuida da Bárbara quando não estou, e parece que saber que ela é sua filha a emociona.
Hoje iremos nós quatro ao lindo prado na floresta que você mesmo escolheu para espalharmos suas cinzas. "Para permanecer e florescer", como você mesmo disse.
Ali enterrarei esta carta, ao lado do arvoredo de Araguaney que plantamos em sua memória, esperando que de alguma forma você a receba. Esta é a nossa história, espero que te faça feliz lê-la, assim como me faz feliz recordá-la e lembrar de você, meu amor.
Te Amarei para Sempre.
Atenciosamente, Sua irmã.
FIM
Essa é minha primeira história. Se vocês tiraram um tempo pra ler, espero que tenham gostado. Sempre amei contos de amor fraternal entre irmãos, ainda mais quando mistura um pouco de romance. Aceito qualquer crítica que me ajude a melhorar. Tchau e obrigado.
26 comentários - Te Amarei pra Sempre (Amor Filial)
IMPRESIONANTE POST TE MANDASTE !!!
SEGUI ASI !!! FELICITACIONES !!!
GRACIAS POR COMPARTIR !!!
xq al final no pare de llorar T__T
muy bueno
Gracias por los pts. 40 mas y soy NFU xD
tengo una duda.es un relato real? ??
solo por preguntar 😀
y por cierto,me encantaria dejart puntos,pero todavia soy novata