Deixando de lado os posts de imagens narradas, volto ao puro conto. Sei que pra muitos é complicado sentar pra ler (pra mim também é), mas não queria deixar de compartilhar essa história com vocês.
Geralmente (quase sempre), minhas criações dependem do meu estado de espírito. Bom, tô com um estado de espírito excelente (com algumas preocupações) e numa fase criativa relativamente boa (ou pelo menos é o que eu acho).
Mas tudo tem que ter seu equilíbrio: os dias de sol precisam de dias de chuva pra natureza se alimentar; a luz precisa da escuridão pra ser valorizada; algo como o yin e o yang. Venho de criar posts de humor, então... preciso equilibrar.
Hahahaha, que otário. Depois de 20 minutos parado em cima da ponte de metal que liga as duas plataformas, consigo perceber por onde é que tenho que pegar o trem.
Desço os degraus como dá. Tento pagar de descolado sem me segurar no corrimão, mas como já é a terceira vez que erro o degrau, não tenho escolha a não ser me apoiar. Rio sozinho.
Chego na plataforma e sento pra esperar o elétrico que vai me levar até a Constitución. Aí tenho que pegar o metrô e fazer umas baldeações. Talvez o ar fresco do trem (valeu vandalismo, por arrancar as janelas) me dê uma acordada.
Meus ouvidos ainda tão zumbindo. Que festa que o manco mandou! Música foda, e duas coisas que não podem faltar: a bebida e as putinhas.
Acho que bebi demais, mas tive que fazer isso pra poder beijar a baixinha!
Haha, que filho da puta é o manco... trazer aquelas putinhas. Umas barangas do caralho. Sorte que comi bem durante a semana, porque se tivesse que descarregar ali...
Barulho. O trem vem. Como dá, levanto e vou pra beira da plataforma. Porra, mãe! Tenho que me mover pra direita porque não parou exatamente onde eu tava. Pra que merda pago a passagem se me fazem andar? Ah, é verdade, não paguei. Hihihihi.
Olho e não tem ninguém no vagão. Show, vou peidar sem culpa! Agora vou dar uma cochilada pra ver se me recupero. No máximo faço Constitución–Ezeiza–Constitución, foda-se...
Uh! Não consigo me ajeitar pra dormir (maldito vandalismo, que quebra os bancos). Abro os olhos e vejo uma gatinha do outro lado do corredor, quase na minha frente. Jeans apertado, regatinha apertada, óculos escuros. Será que tá me olhando? Parece que é gostosa. Que puta sorte seria meter aqui em cima do trem! Ainda mais com essa bebedeira que tô, a pica já tá dura.
Mando um sorriso e faço um gesto com a cabeça, só pra saber se ela tá me olhando. Ela responde o gesto, e solta algo parecido com um sorriso. A mina quer guerra!
Ela tira os óculos e me encara fixo. Percebi que ela tava com os olhos meio roxos e uma cicatriz pequena na pálpebra direita. Deve ser uma puta que gosta de levar porrada.
Mas pera. Ela me parece familiar. Será que já comi ela alguma vez? Tento lembrar. Que merda vou usar a cabeça, se mal consigo manter a boca fechada pra não babar tudo!
Umas imagens dessa gostosa passam na minha mente. Sim, já comi ela! Vejo ela debaixo de mim, de olhos fechados e mordendo os lábios. Ahhh, você gostou, puta, hein? Quer mais? A pussy vai te dar mais.
Faço um sinal pra ela vir pro meu lado. Mas ela continua ali, parada. Agora não sorri. Me olha sério, quase com ódio. Será que comi ela mal? Gozei na boca dela sem avisar? Enquanto tava comendo, "errei" e meti no cu? Que merda?
Mais umas imagens vêm na minha cabeça. Agora vejo o peluca metendo por trás, enquanto o Ferro segura as mãos dela. Fico ainda mais confuso. Foi numa festa?
Oh, oh! É a morena de Quilmes. Mas não pode ser... como ela me achou? Acaso? Não acredito... quero me matar!
Agora sei quem é. Balada em Quilmes, perto da costa. A gente tinha ido conhecer e zoar um pouco, pegar umas minas.
O manco que faz o trabalho fino pra uma loira gostosa. Ele é um puta pegador. A gostosa traz a amiga, uma morena que tava muito boa e vestida pra matar. A gente vai pras escadarias da costa, toma uns vinhos, fuma um baseado. Vemos o manco indo com a loira pro carro. O manco é assim, ele não divide, quer ela toda só pra ele.
Ficamos com a morena. Agora tudo apontava pra comer ela, convencer ela. A gostosa meio que nos provocava. Adorava se sentir o centro das atenções. O peluca rouba um beijo e pega ela pela cintura. Ela escapa dele, mas é tudo como um jogo, não fica puta com isso. A gente tava muito doidão.
O Ferro agarra ela por trás pela cintura e começa a esfregar a pica nela. Ela gosta. Chego perto e dou um beijo nela. Ela me responde. A gente se comeu de boca. Um jogo de língua do caralho. A Peluca não quer ficar de fora, e tenta encostar o pau nela, nem que seja na perna.
E assim a gente vai esquentando tudo. Meto a mão por baixo da saia dela, e encontro a mão de outro cara que já tinha puxado a calcinha fio-dental, molhando tudo. Ela pega na minha rola e começa a esfregar por cima da calça. O Ferro, enquanto amassava aqueles peitões enormes que ela tinha, abaixa a calça e fica com o pau de fora. Pega na mão dela e leva até o instrumento dele pra ela bater uma pra ele.
Aí ela deve ter percebido pra onde a gente tava indo, porque quis parar tudo. Tenta ajeitar a saia e se desgrudar da gente.
A gente não deixou.
“Vai! Não vai se fazer de difícil agora. Você não pode nos deixar assim. Pelo menos faz um boquete”, alguém fala (nem lembro se fui eu).
Ela continua tentando se soltar. “Não consigo continuar, é demais”. “Preciso ir...”
As palavras dela já eram súplicas.
Nenhum dos três dá um passo pro lado pra deixar ela ir. A gente não teve coragem. Era tipo aquele jogo onde dois carros vão a toda velocidade em direção a um abismo, e quem pula primeiro é covarde?
“Vai, você que começou! Agora tem que terminar”. E a gente se deixou levar por sei lá o quê.
Alguém arranca a roupa dela, outro segura, outro começa a meter. Depois a gente se reveza. Na hora, era tudo como uma brincadeira. Ela tenta gritar, mas leva uns tapas. Não sei de quem, ou não quero saber. Foram uns minutos que... a gente cruzou aquela linha que ninguém nunca deveria cruzar.
Terminamos e ela sai correndo, pegando a pouca roupa que a gente tinha arrancado. A gente tava morrendo de rir. Depois vem o manco e, enquanto a gente ia no carro, contamos nossa aventura. Ele olha pra gente e fala “QUÊ!!!”
E aí caiu a ficha do que a gente tinha feito.
Três semanas se passaram, e não tem uma noite que eu não tenha um pesadelo. A culpa era enorme. Talvez ela esteja aqui. pra que eu possa pedir perdão, pra que eu possa dormir tranquilo de novo.
Preciso falar com ela. Com certeza ela vai me entender. Senão, por que ela estaria ali me encarando?
Tento me levantar pra ir até ela, mas no meio do caminho, o cara na minha frente (quando é que ele sentou aí?) me acerta um direto que pega em cheio na minha mandíbula. Acho que deslocou, porque tento fechar a boca e meus dentes não encaixam.
Deve ser conhecido dessa gostosa. Foi coincidência me acharem aqui, ou será que me seguiram? Isso já não importa mais, tô sozinho e bêbado num trem com esse brutamontes. Acho que mereço isso.
Talvez eu possa tentar alguma coisa. Me soltar, me defender, sair correndo, sei lá! Mas acho que uns tapas eu mereço. Ela vai ficar mais tranquila, e minha consciência também.
Quero pedir perdão, mas o soco travou minha boca. Começo a levar mais uns quantos. Alguns na cara, outros nos rins e vários na barriga. Nunca na vida tinha apanhado tanto. Sinto meu sangue escorrendo pelo rosto inteiro.
Bom, com certeza ele deve ter se machucado ou cansado as mãos, porque agora tá me dando com as botas. Isso dói um pouco mais.
Sinto estralos, vários estralos. Devem ser meus ossos cedendo a tanto castigo.
Tento me proteger com as mãos, mas não consigo levantá-las. Já não consigo me mexer. Tô completamente na mão dele. Talvez como ela esteve naquela noite pra gente. Tô recebendo o que mereço.
Acho que ele parou, já não escuto o gemido desse cara a cada golpe que ele me dá. Agora escuto ela me xingando como ninguém nunca me xingou. "Você e seus amigos destruíram minha vida. Agora vou atrás de cada um deles."
Quero fazer alguma coisa, um gesto, um som, mas tô completamente imóvel, paralisado. Só escuto.
Ela me dá mais uns tapas, mas eu já não sinto mais. Imagino que quando acordar, vou sentir todos de uma vez, mas acho que Calmantes vão ajudar a passar. Mas pra ela, não deve existir calmante que ajude...
“Toma, vira ele e enfia isso”, ouço ele falar pro cara. Já não quero pensar em nada, no fim das contas, o que é que eu posso fazer.
E assim fiquei nesse trem rumo a Constitución. Não sei se tô dormindo, em coma, morto ou paraplégico. O que eu sei é que com isso, consegui lavar minha culpa.
Geralmente (quase sempre), minhas criações dependem do meu estado de espírito. Bom, tô com um estado de espírito excelente (com algumas preocupações) e numa fase criativa relativamente boa (ou pelo menos é o que eu acho).
Mas tudo tem que ter seu equilíbrio: os dias de sol precisam de dias de chuva pra natureza se alimentar; a luz precisa da escuridão pra ser valorizada; algo como o yin e o yang. Venho de criar posts de humor, então... preciso equilibrar.
A CULPA
Hahahaha, que otário. Depois de 20 minutos parado em cima da ponte de metal que liga as duas plataformas, consigo perceber por onde é que tenho que pegar o trem.
Desço os degraus como dá. Tento pagar de descolado sem me segurar no corrimão, mas como já é a terceira vez que erro o degrau, não tenho escolha a não ser me apoiar. Rio sozinho.
Chego na plataforma e sento pra esperar o elétrico que vai me levar até a Constitución. Aí tenho que pegar o metrô e fazer umas baldeações. Talvez o ar fresco do trem (valeu vandalismo, por arrancar as janelas) me dê uma acordada.
Meus ouvidos ainda tão zumbindo. Que festa que o manco mandou! Música foda, e duas coisas que não podem faltar: a bebida e as putinhas.
Acho que bebi demais, mas tive que fazer isso pra poder beijar a baixinha!
Haha, que filho da puta é o manco... trazer aquelas putinhas. Umas barangas do caralho. Sorte que comi bem durante a semana, porque se tivesse que descarregar ali...
Barulho. O trem vem. Como dá, levanto e vou pra beira da plataforma. Porra, mãe! Tenho que me mover pra direita porque não parou exatamente onde eu tava. Pra que merda pago a passagem se me fazem andar? Ah, é verdade, não paguei. Hihihihi.
Olho e não tem ninguém no vagão. Show, vou peidar sem culpa! Agora vou dar uma cochilada pra ver se me recupero. No máximo faço Constitución–Ezeiza–Constitución, foda-se...
Uh! Não consigo me ajeitar pra dormir (maldito vandalismo, que quebra os bancos). Abro os olhos e vejo uma gatinha do outro lado do corredor, quase na minha frente. Jeans apertado, regatinha apertada, óculos escuros. Será que tá me olhando? Parece que é gostosa. Que puta sorte seria meter aqui em cima do trem! Ainda mais com essa bebedeira que tô, a pica já tá dura.
Mando um sorriso e faço um gesto com a cabeça, só pra saber se ela tá me olhando. Ela responde o gesto, e solta algo parecido com um sorriso. A mina quer guerra!
Ela tira os óculos e me encara fixo. Percebi que ela tava com os olhos meio roxos e uma cicatriz pequena na pálpebra direita. Deve ser uma puta que gosta de levar porrada.
Mas pera. Ela me parece familiar. Será que já comi ela alguma vez? Tento lembrar. Que merda vou usar a cabeça, se mal consigo manter a boca fechada pra não babar tudo!
Umas imagens dessa gostosa passam na minha mente. Sim, já comi ela! Vejo ela debaixo de mim, de olhos fechados e mordendo os lábios. Ahhh, você gostou, puta, hein? Quer mais? A pussy vai te dar mais.
Faço um sinal pra ela vir pro meu lado. Mas ela continua ali, parada. Agora não sorri. Me olha sério, quase com ódio. Será que comi ela mal? Gozei na boca dela sem avisar? Enquanto tava comendo, "errei" e meti no cu? Que merda?
Mais umas imagens vêm na minha cabeça. Agora vejo o peluca metendo por trás, enquanto o Ferro segura as mãos dela. Fico ainda mais confuso. Foi numa festa?
Oh, oh! É a morena de Quilmes. Mas não pode ser... como ela me achou? Acaso? Não acredito... quero me matar!
Agora sei quem é. Balada em Quilmes, perto da costa. A gente tinha ido conhecer e zoar um pouco, pegar umas minas.
O manco que faz o trabalho fino pra uma loira gostosa. Ele é um puta pegador. A gostosa traz a amiga, uma morena que tava muito boa e vestida pra matar. A gente vai pras escadarias da costa, toma uns vinhos, fuma um baseado. Vemos o manco indo com a loira pro carro. O manco é assim, ele não divide, quer ela toda só pra ele.
Ficamos com a morena. Agora tudo apontava pra comer ela, convencer ela. A gostosa meio que nos provocava. Adorava se sentir o centro das atenções. O peluca rouba um beijo e pega ela pela cintura. Ela escapa dele, mas é tudo como um jogo, não fica puta com isso. A gente tava muito doidão.
O Ferro agarra ela por trás pela cintura e começa a esfregar a pica nela. Ela gosta. Chego perto e dou um beijo nela. Ela me responde. A gente se comeu de boca. Um jogo de língua do caralho. A Peluca não quer ficar de fora, e tenta encostar o pau nela, nem que seja na perna.
E assim a gente vai esquentando tudo. Meto a mão por baixo da saia dela, e encontro a mão de outro cara que já tinha puxado a calcinha fio-dental, molhando tudo. Ela pega na minha rola e começa a esfregar por cima da calça. O Ferro, enquanto amassava aqueles peitões enormes que ela tinha, abaixa a calça e fica com o pau de fora. Pega na mão dela e leva até o instrumento dele pra ela bater uma pra ele.
Aí ela deve ter percebido pra onde a gente tava indo, porque quis parar tudo. Tenta ajeitar a saia e se desgrudar da gente.
A gente não deixou.
“Vai! Não vai se fazer de difícil agora. Você não pode nos deixar assim. Pelo menos faz um boquete”, alguém fala (nem lembro se fui eu).
Ela continua tentando se soltar. “Não consigo continuar, é demais”. “Preciso ir...”
As palavras dela já eram súplicas.
Nenhum dos três dá um passo pro lado pra deixar ela ir. A gente não teve coragem. Era tipo aquele jogo onde dois carros vão a toda velocidade em direção a um abismo, e quem pula primeiro é covarde?
“Vai, você que começou! Agora tem que terminar”. E a gente se deixou levar por sei lá o quê.
Alguém arranca a roupa dela, outro segura, outro começa a meter. Depois a gente se reveza. Na hora, era tudo como uma brincadeira. Ela tenta gritar, mas leva uns tapas. Não sei de quem, ou não quero saber. Foram uns minutos que... a gente cruzou aquela linha que ninguém nunca deveria cruzar.
Terminamos e ela sai correndo, pegando a pouca roupa que a gente tinha arrancado. A gente tava morrendo de rir. Depois vem o manco e, enquanto a gente ia no carro, contamos nossa aventura. Ele olha pra gente e fala “QUÊ!!!”
E aí caiu a ficha do que a gente tinha feito.
Três semanas se passaram, e não tem uma noite que eu não tenha um pesadelo. A culpa era enorme. Talvez ela esteja aqui. pra que eu possa pedir perdão, pra que eu possa dormir tranquilo de novo.
Preciso falar com ela. Com certeza ela vai me entender. Senão, por que ela estaria ali me encarando?
Tento me levantar pra ir até ela, mas no meio do caminho, o cara na minha frente (quando é que ele sentou aí?) me acerta um direto que pega em cheio na minha mandíbula. Acho que deslocou, porque tento fechar a boca e meus dentes não encaixam.
Deve ser conhecido dessa gostosa. Foi coincidência me acharem aqui, ou será que me seguiram? Isso já não importa mais, tô sozinho e bêbado num trem com esse brutamontes. Acho que mereço isso.
Talvez eu possa tentar alguma coisa. Me soltar, me defender, sair correndo, sei lá! Mas acho que uns tapas eu mereço. Ela vai ficar mais tranquila, e minha consciência também.
Quero pedir perdão, mas o soco travou minha boca. Começo a levar mais uns quantos. Alguns na cara, outros nos rins e vários na barriga. Nunca na vida tinha apanhado tanto. Sinto meu sangue escorrendo pelo rosto inteiro.
Bom, com certeza ele deve ter se machucado ou cansado as mãos, porque agora tá me dando com as botas. Isso dói um pouco mais.
Sinto estralos, vários estralos. Devem ser meus ossos cedendo a tanto castigo.
Tento me proteger com as mãos, mas não consigo levantá-las. Já não consigo me mexer. Tô completamente na mão dele. Talvez como ela esteve naquela noite pra gente. Tô recebendo o que mereço.
Acho que ele parou, já não escuto o gemido desse cara a cada golpe que ele me dá. Agora escuto ela me xingando como ninguém nunca me xingou. "Você e seus amigos destruíram minha vida. Agora vou atrás de cada um deles."
Quero fazer alguma coisa, um gesto, um som, mas tô completamente imóvel, paralisado. Só escuto.
Ela me dá mais uns tapas, mas eu já não sinto mais. Imagino que quando acordar, vou sentir todos de uma vez, mas acho que Calmantes vão ajudar a passar. Mas pra ela, não deve existir calmante que ajude...
“Toma, vira ele e enfia isso”, ouço ele falar pro cara. Já não quero pensar em nada, no fim das contas, o que é que eu posso fazer.
E assim fiquei nesse trem rumo a Constitución. Não sei se tô dormindo, em coma, morto ou paraplégico. O que eu sei é que com isso, consegui lavar minha culpa.
Relojoeiro
27 comentários - La culpa
relojero violeta!!!
hojala,te agarre PABLOALMAGRO en algun final de relato ,y te de el justo castigo!!!!
MUY BUENO RELOJERO,,MUY CONVINCENTE,Y HASTA CASI TOTALMENTE CREIBLE,
LO QUE NO ME CIERRA,,ES TU SENTIMIENTO DE \"CULPA\"
rodolfo322 P!oringuero
ANTES QUE NADA, QUE BUENO VERTE OTRA VEZ POR ACA....
SEGUNDO, ME LO LEI TODO... COSA QUE ES MEDIO DIFICIL QUE HAGA...
TERCERO, SI YO HUBIESE SIDO AMIGO DE LA MINITA, TE HABRIA CAGADO A PALOS TAMBIEN!!!
MUY BUENO, ME ENGANCHE Y ENCIMA ME IMAGINE HASTA LOS COLORES Y LOS OLORES DEL RELATO....
UNA COSA ES SEGURO, EL PROXIMO QUE HAGAS TAMBIEN LO VOY A LEER!! ESO SI, AVISA A VER SI SE ME PASA 😉
SALUDOS AMIGO. TANGOFEROZ...
No voy a decir cual es mejor porque me hacen a la parrilla 😀 😀 😀
Sin duda este es un gran relato, que a mitad se proyectó en mi mente en blanco y negro, la verdad es que es digno de un libro de vivencias de tirada internacional, he visto cosas mucho peores vender a miles...
Sos un genio sr. Relojero, gracias! 🙂
Ry! relojerito!!
me gusto\"!!! 😛 😛 😛 😛 😛 😛 😛 😛
Muy bueno!!
besis!! 😛 😛 😛
y por ultimo eres un groso
TALENTO08 P! Gracias por el post,
ACUERDATE, COMENTAR ES AGRADECER EL
TRABAJO DEL POSTEANTE
Gracias por la magia nene..!!!!!
JAJJA.. Q GROSSO..
GREATLOOSER - La Banda De P!
(no se olviden de: Luchored, Cappo, Resucitado, Paragua08, Luchoredcapporesucitadoparagua08, Elmassuspendido, Podridodesuspensiones, Elmaslooser)
Tenes mas??? avisame cuando subas otro porfiiiissss
lareinadelnilo
la banda de P!
Aunque me quedé preocupada por esto
“Tomá, dalo vuelta y metele esto”, escucho que le dice al chabón. Ya no quiero pensar en nada, total qué puedo hacer. pobrecito amigo 🤔
Te felicito, y yo tambien espero la dupla Relojero-Pablo 😉
Gracias gente! me hacen querer seguir escribiendo.
Aclaro, me gusta escribir cuentos cortos porque... ME ABURRO FÁCIL 🙄 . Sip, así de chapita estoy. Si no termino un cuento en 1 o 2 horas, me aburro y lo dejo por la mitad. Así tengo unos cuantos...
Pero en fin, gracias por pasar y comentar (yo valoro mucho eso, los comentarios).
Y respecto a una dupla con Pablo... no sé, él escribe sus cuentos totalmente desnudo y con una copa de H2O lima-limón sobre sus rodillas... y yo lo hago con un ladrillo colgando por una soga de mi huevo derecho y con los Pimpinela de fondo.
No sé si funcionará... 😀
muy buen discurso y un personaje narrador muy bien contextualizado (focalización interna fija según Genette, el narrador sabe lo mismo que el personaje principal según Todorov, \"visión con\" según Pouillon) y en cuanto a nivel narrativo según Genette un nivel intradiegético porque la narración forma parte de la historia...
No analizó más porque sería otro post jejeje
simplemente en pocas palabras un texto digno para un buen análisis literario, por lo tanto tiene de todo
agendado para podio y medalla de oro
y en el próximo relato no se olvide de invitarme
GRACIAS POR PERMITIRNOS SOÑAR
LLUVIA DE BENDICIONES para el gran Relojero!!!
brujo777 P! después del amor mi mejor compañía
TiNcHo511 - La Banda de P!
FELIZ 2009!
besis!!
\"Frutillita\"
full10yoni - la banda de P!
>PLACER COLECTIVO[/align]
FELIZ CUMPLE!!!!!!!!!!!!!!! Q SIGAN LOS EXITOS!!!
La consigna en P!
El que comenta agradece...vos de q lado estas???[/u][/b]
feliz cumple!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 🆒 🆒 🆒 🆒 🆒
Que lo disfrute a pleno junto a la familia relojera. 😀 😀
Esperamos su pronto regreso a este lugar de amistad virtual.
Con su ausencia algunos relojes se han detenido ...
Y otros en cambio marchan a lo loco¡¡¡
Lo necesitamos por aquí. 😉
Un gran abrazo querido Relojero. +10
un poco tarde llegue 😀 jejej bastante tarde diria yo ..pero muy buen relato chabon! un poco loco, pero excelente ... 😉
saludos
:buenpost:
Pero no por eso deja de ser artistico 😀