Dois anos haviam passado desde aquela última mensagem que dizia "Você é um verdadeiro filho da puta, você fodeu com a minha vida". Essa foi a última comunicação com Laura.
E agora, dois anos depois, recebi uma mensagem de um número que não conheço dizendo que é a Laura, perguntando se pode me ligar hoje à noite para falar comigo. Sinceramente, não sei o que fazer, achei que tinha fechado essa etapa da minha vida e que nunca mais saberia nada da Laura. Respondo ou não respondo?
No final, respondi com um curto "sim, às 22:00 podemos falar" e apertei enviar. Na tela simplesmente apareceu um OK.
Às 22:00 o telefone toca e de fato é a Laura, as palavras dela me deixaram de pedra,
Laura: Adri, o Benito está morrendo.
Adrián: Como assim?, foi a única coisa que consegui dizer.
Laura: Que o Benito, meu pai, está morrendo, tem câncer de pâncreas em fase terminal, em dois ou três dias vamos pedir a sedação, estou te contando porque vocês sempre se deram bem, quando a gente terminou ele sim te odiou e te amaldiçoou, mas um dia conversamos sobre o que aconteceu e a atitude dele mudou em relação a você.
Adrián: Me diz onde ele está internado, e me diz também um horário que eu possa passar sem que vocês me joguem pela janela.
Laura: Fica tranquilo quanto a isso, minha mãe também sabe o que aconteceu.
No dia seguinte, na hora do almoço, fui até o hospital, no corredor estava a Carolina, a irmã gêmea da Laura, junto com o namorado dela, quando me viu veio direto junto com o namorado atrás de mim e gritou.
Carolina: Que porra você tá fazendo aqui, seu filho da puta?
O namorado dela vinha com atitude ameaçadora e com uma mão me agarrou pela camiseta quase na altura do pescoço, depois do susto inicial golpeei com os nós dos dedos da mão direita no músculo deltoide do braço dele, como o braço do namorado estava em tensão a dor do golpe deve ter subido como espuma pro cérebro dele e rapidamente soltou o aperto. Ao ouvir as vozes apareceu a Laura, estava muito abatida, fazia pouco mais de dois anos que eu não a via, Laura: Carolina Não, fui eu que liguei, disse ela levantando a voz, ela sempre se deu muito bem com o papai, depois te explico umas coisas. Carolina: Vou tomar um café; depois de como ele te tratou, o único que ele merece é umas porradas. Laura: Com a Caro ainda não falei sobre o que aconteceu com a gente, me desculpa, disse ela com os olhos vermelhos de tanto chorar. Entrei no quarto e vi o Benito, quase não o reconheci, Benito, um homem de 1,85 ou mais de altura e com 100 kg, uma imagem imponente, parecia agora um homem de 1,60 e 50 kg, as lágrimas brotaram nos meus olhos, uma mulher se aproximou de mim, era a Sofia, a mãe da Laura, e me deu um abraço, - Sofia: Adrián, obrigada por vir, já vê como estamos-, só a abracei, fui incapaz de dizer qualquer coisa, fiquei ali uns 5 minutos e saí do quarto, a Laura me acompanhou até fora. Laura: Obrigada por estar aqui, sinto muito pela Caro, ela não costuma vir nesses horários, amanhã temos entrevista com os médicos, suponho que amanhã já vão falar da sedação e o Benito vai poder descansar. Adrián: Vocês todos vão descansar, me avisa qualquer coisa, por favor. Laura: De verdade, obrigada por vir, te acompanho até a saída, pode ser que a Caro e o namorado dela ainda estejam por aí e não quero que você machuque eles e desenhou um sorriso triste. No dia seguinte sedaram o Benito e naquela mesma noite ele faleceu, pela manhã recebi uma mensagem da Laura me comunicando que ele havia falecido e que estavam no velório, respondi dizendo que pelo velório eu não passaria, não queria outro incidente como no hospital, iria direto à igreja para o funeral, a Laura comentou que já havia falado com a Carol e explicado as coisas, não tinha entrado em detalhes, mas ela já sabia o necessário. Naquela noite na cama comecei a lembrar como começou meu relacionamento com a Laura, eu estudava Engenharia de Telecomunicações na faculdade e meu amigo Sergio ia comemorar o aniversário dele, o Sergio era um figuraça, a gente tinha jogado juntos no futebol, nos inscrevemos juntos no taekwondo, ele largou e eu continuei e a gente ainda jogava junto de vez em quando um pádel, Sergio estudava História, não porque gostava muito, não era mau aluno, mas porque dizia que ali estavam as melhores gatas. No aniversário estava a namorada dele, Fabiola, eu mal conhecia o pessoal que estava lá, eram quase todos colegas da faculdade do Sergio e alguns amigos da namorada, estávamos no chalé dos pais da Fabiola no jardim dos fundos, tinha bebida e comida, num dado momento a Fabiola veio até mim e veio acompanhada de uma garota. Fabiola: Vou te apresentar uma amiga da faculdade, ela se chama Laura e também não conhece quase ninguém nesta festa — nos demos dois beijos, era uma garota bonita e ficamos ali juntos, pra quebrar o gelo comecei a falar com ela. Adrián: Então você é amiga da Fabiola. Laura: Estudamos juntas na faculdade. Adrián: Você também faz psicologia?, e esbocei um sorriso. Laura: Sim, e essa risada é por quê? Adrián: Nada, desculpa, é que às vezes conversando com a Fabiola eu falo pra ela ver se fazem oficinas de prática pra ela se inscrever em alguma, porque às vezes ela tem uma pedra na cabeça. Laura: Sim, ela é demais., Você estuda com o Sergio? Adrián: Nãão, o Sergio eu conheço quase desde pequeno, eu não estou em História, eu estou em Telecom, e espero que por pouco tempo. Laura: Você não gosta do que está estudando? Adrián: Gosto sim, o que eu espero é terminar este ano, entregar o trabalho de conclusão de curso (TCC) e deixar os livros um pouco quietos. Laura: Ou seja, você é um cérebro, e de repente levou a mão à boca, — desculpa. Adrián: Nada, tranquila, pode ser que eu seja, fiz um curso por ano, e até no segundo consegui pegar alguma matéria do terceiro e no terceiro do quarto e assim fui adiantando tempo. Não quero continuar custando grana pros meus pais. E continuamos falando um pouco da festa entre cerveja, algo pra comer e a gente dançar e rir com o resto do pessoal do aniversário, trocamos os telefones e combinamos de nos ligar pra sair pra beber alguma coisa. Na sexta mandei uma mensagem pra ver se ela queria sair pra beber algo, ela disse que não podia, que sentia muito, soou um pouco como desculpa, achei que a gente tinha se dado bem, mas pode ter sido ilusão minha, na sexta à tarde chegou uma mensagem da Laura, naquele dia ela não podia e disse que no sábado se eu pudesse, a gente podia sair, eu disse que perfeito. A gente saiu naquele fim de semana e no seguinte e continuamos saindo por vários fins de semana mais, algumas vezes com o Sergio e a Fabiola, outras vezes com outra galera ou só a gente, um dia o Sergio me perguntou por que eu não me jogava, que dava pra ver que a Laura gostava de mim, eu disse que tinha medo de que ela me desse um fora. Numa quarta a gente combinou de ir ao cinema e, uma vez sentados e antes do filme começar, a Laura me olhou e perguntou. Laura: Adri, o que a gente é? Adrián: Seres humanos, eu disse, já sabia onde ela queria chegar com a pergunta. Laura: Olha que você é burro, a gente é amigo, namorado ou o quê? Olha, eu gosto de você. Adrián: Eu também gosto de você. Laura: E por que você não falou nada de sair? Adrián: Porque tenho medo de que você diga não. Laura: Pois eu te digo que sim. E a gente se beijou. A gente viu o filme e quando terminou ela me disse uma coisa que na época não tinha muita importância, mas que com o tempo teve seu significado. Laura: Adri, te peço que tenha paciência comigo, olha, faz uns meses que saí de um relacionamento com um cara mais velho que eu e a verdade é que não terminou muito bem, por isso te peço paciência. Adrián: Paciência é meu segundo nome, respondi, ela ficou rindo um bom tempo, o riso dela era uma das coisas que eu mais gostava. Uns três meses depois disso, num dia de primavera em que eu estava sozinho em casa trabalhando no Trabalho de Conclusão de Curso (trabalho necessário pra terminar minha faculdade universitária) Laura me chamou pra sair, eu disse que não podia sair ainda, que estava totalmente metido no trabalho e ela sugeriu vir até a minha casa e a gente jantar junto, pedir uma pizza e ver se rolava um filme juntos, achei uma boa ideia, assim ela não voltaria muito tarde pra casa e no dia seguinte eu poderia acordar cedo pra continuar o trabalho, não faltava muito pra fazer, terminar e apresentar, depois esperar pra ver se avaliavam com nota boa. Era uma noite de primavera, não fazia frio, mas ameaçava tempestade, meus pais tinham ido pro interior, às 9 da noite Laura chegou, tinha começado a chover e o moletom dela estava molhado, deixei um moletom meu que ficou um pouco grande nela, pedimos pizza, jantamos quando a pizza chegou e depois a gente começou a ver um filme na tv. O sofá é em forma de L, eu me deitei na parte comprida do sofá, apoiando as costas nele, Laura se colocou entre as minhas pernas pondo as costas no meu peito, antes disso ela tirou o moletom e ficou de camiseta, eu por minha parte a abracei com meus braços por baixo dos peitos dela e começamos a ver o filme. Eu não estava prestando muita atenção no filme, com meus braços por baixo das tetas da Laura eu estava ficando excitado e não queria que Laura notasse, num momento Laura puta que pariu e com os braços faz força pra cima sobre os meus, com o que os meus e minhas mãos ficam nas tetas dela, agora sim estou mais nervoso e Laura percebe, vira a cabeça pra mim, me olha e sorri. Me beija, esse beijo fica bem longo, eu a estou abraçando com as mãos nas costas dela, Laura puta que pariu minhas mãos e as coloca na bunda dela, agora sim estou de pau duro pra caralho. Laura tirou a camiseta e ficou de sutiã branco e começou a levantar minha camiseta, a gente se beijava enquanto tirava a roupa, depois soltei o sutiã dela e diante de mim apareceram duas maravilhosas tetas de tamanho médio coroadas por dois grandes mamilos escuros, Continuei a beijá-las com ternura enquanto ela segurava minha cabeça, depois ela abaixou o calça do moletom e apareceram umas calcinhas brancas e me disse, hoje não são nada sexy, não esperava isso, e eu respondi pois espera pra ver minha cueca, tinham me dado de aniversário e tinham fórmulas de física nelas. Quando tirei as calcinhas pude ver a buceta dela, quase sem pelo e rosadinha, não sabia se ela ia gostar que eu fizesse sexo oral nela, mas eu me joguei a saborear aquela bucetinha, beijei primeiro a parte interna de uma coxa, depois a da outra e aí me joguei no clitóris dela, fiquei uns minutos lambendo, ela tinha as mãos na minha cabeça e fazia pressão sobre ela pra eu não me separar da buceta dela, num dado momento gritou siiiiiiiiiii e gozou, eu estava com o rosto encharcado dos fluidos dela, mas ela me beijou e me disse - uau, gozei só com a tua língua, agora é a minha vez, aproximou a boca do meu pau, mas antes olhou bem, lambeu em todo o comprimento e depois enfiou na boca e começou a chupar meu pau, eu estava no paraíso, depois de uns minutos falei Laura pra eu gozar, mas ela não parou, continuou chupando até eu gozar, ela pediu um lenço e jogou meu sêmen nele, depois se aproximou pra me beijar, continuamos nos beijando com luxúria uns minutos e meu pau de novo estava em forma, ela me perguntou se eu tinha camisinha e sim, tinha, coloquei e ela subiu em cima de mim, pegou meu pau, apontou pra buceta dela e se deixou cair, empalando por completo. Começou a se mover sobre meu pau e me dizia Adrián que grossa você tem, eu estava a mil, segurava os quadris dela e acariciava os peitos, depois de uns minutos ela me disse vou gozar, mordeu o lábio, a respiração dela acelerou e gozou. Levantou do meu pau que continuava duro e me disse vem, ficou de quatro e me disse me fode. Ver a bunda dela era um sonho, apontei meu pau pra buceta dela, disse que ela tinha uma bunda de sonho, fiz força com meu pau e entrou sem problemas por causa da molhada que a Laura estava, A gente fodeu por alguns minutos assim e eu gozei, foi algo animal, caí sobre ela, beijando os ombros dela, ela se virou e a gente se beijou, tinha sido uma puta transa. Como esse encontro teve vários outros, o problema muitas vezes era achar um lugar, eu por minha parte terminei o TCC e apresentei, tinha me dedicado pra caralho e ganhei prêmio de fim de curso, agora só faltava entrar no mercado de trabalho. Meu pai, que trabalhava em um banco, me disse um dia que no banco tinham começado a falar de aposentadoria antecipada e que ele estava pensando, também teve uma coisa que ficou gravada na minha memória, ele me disse – Adrián, faz com seu dinheiro o que quiser, mas tenha sempre independência financeira, se você seguir em frente com essa ou outra relação, faça separação de bens. Entrei pra trabalhar numa empresa que fazia manutenção de repetidores de telefonia e estudos sobre cobertura de 5G na telefonia. A verdade é que o trabalho eu curtia e era bem pago, quando me efetivaram com contrato indeterminado meu pai disse que ia se aposentar antecipadamente, e que ele e minha mãe iam pro interior, então eu ficaria com o apartamento onde estava morando. Como tinha casa própria, Laura vinha dormir muitas vezes, os fins de semana ela passava quase inteiros na minha casa, faltava um ano de faculdade pra ela e depois tinha intenção de fazer um mestrado ou dois em psicologia. Um dia desses em que Laura e eu estávamos deitados na cama, eu disse por que ela não se mudava pra minha casa, afinal já dormia lá em média 5 dias por semana, ficava mais perto da faculdade, ela comentou que no momento não tinha renda e que não achava justo eu pagar tudo, eu disse que quando ela terminasse a faculdade a gente veria se ela podia contribuir com a casa, no entanto, eu continuaria pagando as despesas normais do apê, afinal, o apê era meu. E assim a gente começou a vida morando juntos. Quando terminou a faculdade ela se inscreveu no mestrado, era um dos melhores, com estágio já desde o primeiro ano, ela tinha que ver com recursos humanos, era caro e ela estava tentada a não se inscrever naquele mestrado, mas eu disse que daria apoio financeiro, abrimos uma conta conjunta para as despesas da casa e a vida sorria pra gente, Laura conciliava o mestrado de manhã com o trabalho de meio período numa loja de roupas à tarde. Pra ir trabalhar muitas vezes ela usava meu carro, mas claro que isso criava um problema pra gente, então um dia a gente foi numa concessionária e olhamos um carro de Km 0 pra Laura, nada ostensivo, algo funcional, ia colocar as finanças à prova, mas resolvemos com um crédito pessoal pra Laura no qual eu era o fiador.
Mais ou menos cinco meses depois de Laura começar o mestrado, num dia de partida de pádel com uns colegas de trabalho, normalmente às quintas à tarde a gente jogava das 20h30 às 22h, aos 15 minutos de começar a jogar o Víctor, um dos jogadores do outro time, saiu correndo atrás de uma bola e sentiu uma fisgada na panturrilha, a gente já sabia o que aquilo significava, ruptura de fibras, então o jogo terminou assim, fomos pra casa tomar banho. Amanhã o Víctor ia ao médico pra fazer uma ecografia.
Quando cheguei em casa a música estava tocando, Laura já tinha voltado do trabalho e estava na sala falando ao telefone enquanto a música tocava no quarto, me aproximei da sala e a escutei dizer – que vontade que eu tenho de que chegue aquela noite, poder ficar os dois sozinhos tranquilos e ter a noite inteira pra gente –, algo diziam do outro lado da linha e Laura respondia – você é um safado, mas eu adoro, espero que você me chupe e me faça muitas coisas mais –.
Fiquei de pedra, Laura continuava falando e não tinha percebido que eu tinha chegado, virei as costas e saí de casa de novo, umas lágrimas começaram a brotar nos meus olhos, enxuguei as lágrimas e voltei a entrar em casa cumprimentando ao entrar, Laura apareceu com o telefone na mão e desligou a chamada. Ela me perguntou o que tinha No passado eu comentei que o Víctor tinha se machucado e que esperava que isso não impedisse que daqui a dois fins de semana, no sábado e no domingo, a gente pudesse ir ver o torneio de pádel numa cidade a 200 km da gente. A Laura comentou que também esperava que isso não nos impedisse de ir. Eu pensei comigo que ela desejava que nenhum dos nossos planos desse errado. Não estou orgulhoso do que fiz a partir de então, mas precisava tirar a dúvida. Naquela noite, quando a Laura dormia, peguei o celular dela. Estava bloqueado, mas dava pra desbloquear com o rosto dela, então tentei desbloquear com a cara dela várias vezes até conseguir. Fui pro meu notebook e criei um novo usuário no sistema operacional. Instalei a versão de PC do WhatsApp e vinculei o celular da Laura ao computador. Feito isso, eu confiava que ela não ia perceber que tinha um dispositivo vinculado naquela conta, então comecei a ver as mensagens que tinha no celular. Fui passando pelos usuários: trabalho, amigas várias, e então eu vi. Um tal de Edu. Não podia ser. Edu tinha sido o ex dela. Não podia estar me traindo com o ex, mas ao abrir aquela conversa minhas suspeitas se confirmaram. Tinha mensagens de pelo menos 4 meses atrás, mas os últimos dois meses eram mais intensos e mais específicos, pelo que dava pra entender eles já tinham transado umas 6 ou 7 vezes. Eu precisava manter a cabeça fria e comecei a pensar num plano. Peguei caneta e papel, à moda antiga. Tinha que pegá-los no flagra, mas além disso precisava, quando os pegasse, encerrar essa etapa e não deixar pontas soltas. À tarde, quando chegava em casa, eu via as mensagens do WhatsApp e uma delas me deu uma pista. Na mensagem, o Edu dizia pra Laura que ia vê-la na loja. O que eu não sabia era se ele ia como cliente ou se trabalhava lá, e a resposta da Laura esclareceu tudo: "Eu adoraria te encher de beijos, mas você já sabe que não podemos fazer isso lá e que os chefes fiquem sabendo", ou seja... trabalhavam juntos.
A data do torneio de pádel se aproximava, inventei uma desculpa para não ir com os amigos, mas não fechei completamente minha ausência, não queria que por acaso Laura encontrasse algum deles e lhe dissessem que eu não ia com eles ao torneio. Estive tentando obter informações sobre esse tal de Edu, passei um dia pela manhã ao sair do trabalho pela loja e me disseram que naquele momento ele não estava, mas que tinha saído um instante, esperei do lado de fora e o vi chegar, mais ou menos da minha altura e uns 29 ou 30 anos, à tarde voltei à loja e esperei do lado de fora na saída de Laura, vi como ela falava com Edu e se despediam, segui Edu e o vi se dirigir a um parque, lá estava uma mulher com duas meninas pequenas, se beijavam e escutei um pouco mais tarde como Edu se dirigia a ela como Bea, decidi voltar para casa.
Faltando 3 dias para o meu torneio solicitei no meu trabalho a manhã de sexta-feira livre, não disse nada a Laura, naquela sexta saí cedo pela manhã como quando ia trabalhar, a primeira coisa que fiz foi ir ao banco, comuniquei que queria deixar de ser o avalista do carro de Laura, que ela estava ciente desse fato, colocaram alguma objeção mas ao comentar que Laura tinha passado num concurso para funcionária a coisa se acalmou e tiraram meu nome como avalista, também saquei parte do dinheiro da conta conjunta e deixei o mínimo, perguntei como podia mudar o número da conta dos recibos, me disseram que eles se encarregavam de tudo, então abri outra conta no mesmo banco mas só no meu nome e depositei minha parte da conta conjunta, esperaria até segunda para anular os cartões da conta comum. Mais tarde liguei para a Universidade e comentei que tinha surgido um problema com a conta onde era faturado o mestrado, um acesso não autorizado à mesma, que nos próximos dias lhes facilitaríamos o novo número de conta, me avisaram que nos próximos 15 dias tínhamos que ter dado os novos dados da conta bancária ou se consideraria que renunciava ao mestrado sem ter direito à devolução do dinheiro já aportado. Próximo passo, procurar um depósito, encontrei um bem econômico, aluguei por 5 dias, se no sétimo dia não tivesse sido esvaziado eles procederiam a esvaziá-lo, desfazendo-se do conteúdo no interior deste. Comprei caixas de papelão e fita adesiva. Passei por uma ferramenta e comprei uma fechadura nova para trocar a do apartamento. Nesse dia chegou uma mensagem do Edu, com a confirmação de uma reserva de hotel para a noite de sábado para domingo, era um hotel afastado em que você acessa com o carro ao interior do hotel, te dão um código para a porta de entrada e outro para a porta do quarto, isso simplificava bastante as coisas, anotei os códigos. Nessa noite fiz a bolsa de viagem para ir no dia seguinte ao torneio de pádel ou pelo menos era o que a Laura acreditava, consultei de novo o chat no computador, o Edu passaria para buscá-la às 12 da manhã. Pela manhã levantei cedo, peguei a bolsa de viagem e dei um beijo na Laura como fazia todos os dias, só que nesse dia sabia que era o último beijo. Desci para o carro, liguei e fui embora, dei uma volta com o carro, limpei um pouco a mente e voltei para a minha casa, estacionei um pouco longe do meu portão, mas de onde se via bem quase toda a rua, um pouco antes das 12 a Laura estava esperando na rua, desejava que ela não visse o carro, um minuto depois das 12 um Toyota branco parava e a Laura subia nele, esperei um pouco, vai que ela tinha esquecido algo e decidissem dar a volta, 40 minutos depois tirava as caixas de papelão do meu carro, subia para casa e procedia a montar as caixas e embalar todas as coisas da Laura, comi sem vontade, à tarde desci as coisas para o carro e as levei para o depósito, depois na volta decidi fazer de faz-tudo e troquei a fechadura de casa. Jantei algo e por volta das 22h30 me dirigi ao hotel, não sabia muito bem o que ia encontrar lá, tinha uma ideia, mas não a certeza absoluta, também não estava totalmente seguro de como agir. Por volta das 23h cheguei ao hotel, como tinha o código de acesso ao estacionamento consegui entrar sem problemas, uma vez lá dentro e com as mãos tremendo fui para o quarto, tinha memorizado o código da porta, cheguei ao quarto e peguei o celular, coloquei no silencioso e ativei o vídeo, digitei o código e a porta se abriu, entrei sem fazer barulho e comecei a gravar.
Na cama estava Laura de quatro enquanto Edu a fodia por trás, Edu dizia que ela tinha um rabo fantástico e Laura respondia que ele fodesse ela com força, gravei uns 20 segundos mais ou menos, nada mais, guardei o celular e comecei a aplaudir e gritar.
Adrián: Bravo, bravo.
Laura saiu da rola do Edu, Fim do primeiro capítulo, capítulo 2 na rede social do autor original todos os direitos reservados https://x.com/memestodoslos24/status/2110719267100393726
E agora, dois anos depois, recebi uma mensagem de um número que não conheço dizendo que é a Laura, perguntando se pode me ligar hoje à noite para falar comigo. Sinceramente, não sei o que fazer, achei que tinha fechado essa etapa da minha vida e que nunca mais saberia nada da Laura. Respondo ou não respondo?
No final, respondi com um curto "sim, às 22:00 podemos falar" e apertei enviar. Na tela simplesmente apareceu um OK.
Às 22:00 o telefone toca e de fato é a Laura, as palavras dela me deixaram de pedra,
Laura: Adri, o Benito está morrendo.
Adrián: Como assim?, foi a única coisa que consegui dizer.
Laura: Que o Benito, meu pai, está morrendo, tem câncer de pâncreas em fase terminal, em dois ou três dias vamos pedir a sedação, estou te contando porque vocês sempre se deram bem, quando a gente terminou ele sim te odiou e te amaldiçoou, mas um dia conversamos sobre o que aconteceu e a atitude dele mudou em relação a você.
Adrián: Me diz onde ele está internado, e me diz também um horário que eu possa passar sem que vocês me joguem pela janela.
Laura: Fica tranquilo quanto a isso, minha mãe também sabe o que aconteceu.
No dia seguinte, na hora do almoço, fui até o hospital, no corredor estava a Carolina, a irmã gêmea da Laura, junto com o namorado dela, quando me viu veio direto junto com o namorado atrás de mim e gritou.
Carolina: Que porra você tá fazendo aqui, seu filho da puta?
O namorado dela vinha com atitude ameaçadora e com uma mão me agarrou pela camiseta quase na altura do pescoço, depois do susto inicial golpeei com os nós dos dedos da mão direita no músculo deltoide do braço dele, como o braço do namorado estava em tensão a dor do golpe deve ter subido como espuma pro cérebro dele e rapidamente soltou o aperto. Ao ouvir as vozes apareceu a Laura, estava muito abatida, fazia pouco mais de dois anos que eu não a via, Laura: Carolina Não, fui eu que liguei, disse ela levantando a voz, ela sempre se deu muito bem com o papai, depois te explico umas coisas. Carolina: Vou tomar um café; depois de como ele te tratou, o único que ele merece é umas porradas. Laura: Com a Caro ainda não falei sobre o que aconteceu com a gente, me desculpa, disse ela com os olhos vermelhos de tanto chorar. Entrei no quarto e vi o Benito, quase não o reconheci, Benito, um homem de 1,85 ou mais de altura e com 100 kg, uma imagem imponente, parecia agora um homem de 1,60 e 50 kg, as lágrimas brotaram nos meus olhos, uma mulher se aproximou de mim, era a Sofia, a mãe da Laura, e me deu um abraço, - Sofia: Adrián, obrigada por vir, já vê como estamos-, só a abracei, fui incapaz de dizer qualquer coisa, fiquei ali uns 5 minutos e saí do quarto, a Laura me acompanhou até fora. Laura: Obrigada por estar aqui, sinto muito pela Caro, ela não costuma vir nesses horários, amanhã temos entrevista com os médicos, suponho que amanhã já vão falar da sedação e o Benito vai poder descansar. Adrián: Vocês todos vão descansar, me avisa qualquer coisa, por favor. Laura: De verdade, obrigada por vir, te acompanho até a saída, pode ser que a Caro e o namorado dela ainda estejam por aí e não quero que você machuque eles e desenhou um sorriso triste. No dia seguinte sedaram o Benito e naquela mesma noite ele faleceu, pela manhã recebi uma mensagem da Laura me comunicando que ele havia falecido e que estavam no velório, respondi dizendo que pelo velório eu não passaria, não queria outro incidente como no hospital, iria direto à igreja para o funeral, a Laura comentou que já havia falado com a Carol e explicado as coisas, não tinha entrado em detalhes, mas ela já sabia o necessário. Naquela noite na cama comecei a lembrar como começou meu relacionamento com a Laura, eu estudava Engenharia de Telecomunicações na faculdade e meu amigo Sergio ia comemorar o aniversário dele, o Sergio era um figuraça, a gente tinha jogado juntos no futebol, nos inscrevemos juntos no taekwondo, ele largou e eu continuei e a gente ainda jogava junto de vez em quando um pádel, Sergio estudava História, não porque gostava muito, não era mau aluno, mas porque dizia que ali estavam as melhores gatas. No aniversário estava a namorada dele, Fabiola, eu mal conhecia o pessoal que estava lá, eram quase todos colegas da faculdade do Sergio e alguns amigos da namorada, estávamos no chalé dos pais da Fabiola no jardim dos fundos, tinha bebida e comida, num dado momento a Fabiola veio até mim e veio acompanhada de uma garota. Fabiola: Vou te apresentar uma amiga da faculdade, ela se chama Laura e também não conhece quase ninguém nesta festa — nos demos dois beijos, era uma garota bonita e ficamos ali juntos, pra quebrar o gelo comecei a falar com ela. Adrián: Então você é amiga da Fabiola. Laura: Estudamos juntas na faculdade. Adrián: Você também faz psicologia?, e esbocei um sorriso. Laura: Sim, e essa risada é por quê? Adrián: Nada, desculpa, é que às vezes conversando com a Fabiola eu falo pra ela ver se fazem oficinas de prática pra ela se inscrever em alguma, porque às vezes ela tem uma pedra na cabeça. Laura: Sim, ela é demais., Você estuda com o Sergio? Adrián: Nãão, o Sergio eu conheço quase desde pequeno, eu não estou em História, eu estou em Telecom, e espero que por pouco tempo. Laura: Você não gosta do que está estudando? Adrián: Gosto sim, o que eu espero é terminar este ano, entregar o trabalho de conclusão de curso (TCC) e deixar os livros um pouco quietos. Laura: Ou seja, você é um cérebro, e de repente levou a mão à boca, — desculpa. Adrián: Nada, tranquila, pode ser que eu seja, fiz um curso por ano, e até no segundo consegui pegar alguma matéria do terceiro e no terceiro do quarto e assim fui adiantando tempo. Não quero continuar custando grana pros meus pais. E continuamos falando um pouco da festa entre cerveja, algo pra comer e a gente dançar e rir com o resto do pessoal do aniversário, trocamos os telefones e combinamos de nos ligar pra sair pra beber alguma coisa. Na sexta mandei uma mensagem pra ver se ela queria sair pra beber algo, ela disse que não podia, que sentia muito, soou um pouco como desculpa, achei que a gente tinha se dado bem, mas pode ter sido ilusão minha, na sexta à tarde chegou uma mensagem da Laura, naquele dia ela não podia e disse que no sábado se eu pudesse, a gente podia sair, eu disse que perfeito. A gente saiu naquele fim de semana e no seguinte e continuamos saindo por vários fins de semana mais, algumas vezes com o Sergio e a Fabiola, outras vezes com outra galera ou só a gente, um dia o Sergio me perguntou por que eu não me jogava, que dava pra ver que a Laura gostava de mim, eu disse que tinha medo de que ela me desse um fora. Numa quarta a gente combinou de ir ao cinema e, uma vez sentados e antes do filme começar, a Laura me olhou e perguntou. Laura: Adri, o que a gente é? Adrián: Seres humanos, eu disse, já sabia onde ela queria chegar com a pergunta. Laura: Olha que você é burro, a gente é amigo, namorado ou o quê? Olha, eu gosto de você. Adrián: Eu também gosto de você. Laura: E por que você não falou nada de sair? Adrián: Porque tenho medo de que você diga não. Laura: Pois eu te digo que sim. E a gente se beijou. A gente viu o filme e quando terminou ela me disse uma coisa que na época não tinha muita importância, mas que com o tempo teve seu significado. Laura: Adri, te peço que tenha paciência comigo, olha, faz uns meses que saí de um relacionamento com um cara mais velho que eu e a verdade é que não terminou muito bem, por isso te peço paciência. Adrián: Paciência é meu segundo nome, respondi, ela ficou rindo um bom tempo, o riso dela era uma das coisas que eu mais gostava. Uns três meses depois disso, num dia de primavera em que eu estava sozinho em casa trabalhando no Trabalho de Conclusão de Curso (trabalho necessário pra terminar minha faculdade universitária) Laura me chamou pra sair, eu disse que não podia sair ainda, que estava totalmente metido no trabalho e ela sugeriu vir até a minha casa e a gente jantar junto, pedir uma pizza e ver se rolava um filme juntos, achei uma boa ideia, assim ela não voltaria muito tarde pra casa e no dia seguinte eu poderia acordar cedo pra continuar o trabalho, não faltava muito pra fazer, terminar e apresentar, depois esperar pra ver se avaliavam com nota boa. Era uma noite de primavera, não fazia frio, mas ameaçava tempestade, meus pais tinham ido pro interior, às 9 da noite Laura chegou, tinha começado a chover e o moletom dela estava molhado, deixei um moletom meu que ficou um pouco grande nela, pedimos pizza, jantamos quando a pizza chegou e depois a gente começou a ver um filme na tv. O sofá é em forma de L, eu me deitei na parte comprida do sofá, apoiando as costas nele, Laura se colocou entre as minhas pernas pondo as costas no meu peito, antes disso ela tirou o moletom e ficou de camiseta, eu por minha parte a abracei com meus braços por baixo dos peitos dela e começamos a ver o filme. Eu não estava prestando muita atenção no filme, com meus braços por baixo das tetas da Laura eu estava ficando excitado e não queria que Laura notasse, num momento Laura puta que pariu e com os braços faz força pra cima sobre os meus, com o que os meus e minhas mãos ficam nas tetas dela, agora sim estou mais nervoso e Laura percebe, vira a cabeça pra mim, me olha e sorri. Me beija, esse beijo fica bem longo, eu a estou abraçando com as mãos nas costas dela, Laura puta que pariu minhas mãos e as coloca na bunda dela, agora sim estou de pau duro pra caralho. Laura tirou a camiseta e ficou de sutiã branco e começou a levantar minha camiseta, a gente se beijava enquanto tirava a roupa, depois soltei o sutiã dela e diante de mim apareceram duas maravilhosas tetas de tamanho médio coroadas por dois grandes mamilos escuros, Continuei a beijá-las com ternura enquanto ela segurava minha cabeça, depois ela abaixou o calça do moletom e apareceram umas calcinhas brancas e me disse, hoje não são nada sexy, não esperava isso, e eu respondi pois espera pra ver minha cueca, tinham me dado de aniversário e tinham fórmulas de física nelas. Quando tirei as calcinhas pude ver a buceta dela, quase sem pelo e rosadinha, não sabia se ela ia gostar que eu fizesse sexo oral nela, mas eu me joguei a saborear aquela bucetinha, beijei primeiro a parte interna de uma coxa, depois a da outra e aí me joguei no clitóris dela, fiquei uns minutos lambendo, ela tinha as mãos na minha cabeça e fazia pressão sobre ela pra eu não me separar da buceta dela, num dado momento gritou siiiiiiiiiii e gozou, eu estava com o rosto encharcado dos fluidos dela, mas ela me beijou e me disse - uau, gozei só com a tua língua, agora é a minha vez, aproximou a boca do meu pau, mas antes olhou bem, lambeu em todo o comprimento e depois enfiou na boca e começou a chupar meu pau, eu estava no paraíso, depois de uns minutos falei Laura pra eu gozar, mas ela não parou, continuou chupando até eu gozar, ela pediu um lenço e jogou meu sêmen nele, depois se aproximou pra me beijar, continuamos nos beijando com luxúria uns minutos e meu pau de novo estava em forma, ela me perguntou se eu tinha camisinha e sim, tinha, coloquei e ela subiu em cima de mim, pegou meu pau, apontou pra buceta dela e se deixou cair, empalando por completo. Começou a se mover sobre meu pau e me dizia Adrián que grossa você tem, eu estava a mil, segurava os quadris dela e acariciava os peitos, depois de uns minutos ela me disse vou gozar, mordeu o lábio, a respiração dela acelerou e gozou. Levantou do meu pau que continuava duro e me disse vem, ficou de quatro e me disse me fode. Ver a bunda dela era um sonho, apontei meu pau pra buceta dela, disse que ela tinha uma bunda de sonho, fiz força com meu pau e entrou sem problemas por causa da molhada que a Laura estava, A gente fodeu por alguns minutos assim e eu gozei, foi algo animal, caí sobre ela, beijando os ombros dela, ela se virou e a gente se beijou, tinha sido uma puta transa. Como esse encontro teve vários outros, o problema muitas vezes era achar um lugar, eu por minha parte terminei o TCC e apresentei, tinha me dedicado pra caralho e ganhei prêmio de fim de curso, agora só faltava entrar no mercado de trabalho. Meu pai, que trabalhava em um banco, me disse um dia que no banco tinham começado a falar de aposentadoria antecipada e que ele estava pensando, também teve uma coisa que ficou gravada na minha memória, ele me disse – Adrián, faz com seu dinheiro o que quiser, mas tenha sempre independência financeira, se você seguir em frente com essa ou outra relação, faça separação de bens. Entrei pra trabalhar numa empresa que fazia manutenção de repetidores de telefonia e estudos sobre cobertura de 5G na telefonia. A verdade é que o trabalho eu curtia e era bem pago, quando me efetivaram com contrato indeterminado meu pai disse que ia se aposentar antecipadamente, e que ele e minha mãe iam pro interior, então eu ficaria com o apartamento onde estava morando. Como tinha casa própria, Laura vinha dormir muitas vezes, os fins de semana ela passava quase inteiros na minha casa, faltava um ano de faculdade pra ela e depois tinha intenção de fazer um mestrado ou dois em psicologia. Um dia desses em que Laura e eu estávamos deitados na cama, eu disse por que ela não se mudava pra minha casa, afinal já dormia lá em média 5 dias por semana, ficava mais perto da faculdade, ela comentou que no momento não tinha renda e que não achava justo eu pagar tudo, eu disse que quando ela terminasse a faculdade a gente veria se ela podia contribuir com a casa, no entanto, eu continuaria pagando as despesas normais do apê, afinal, o apê era meu. E assim a gente começou a vida morando juntos. Quando terminou a faculdade ela se inscreveu no mestrado, era um dos melhores, com estágio já desde o primeiro ano, ela tinha que ver com recursos humanos, era caro e ela estava tentada a não se inscrever naquele mestrado, mas eu disse que daria apoio financeiro, abrimos uma conta conjunta para as despesas da casa e a vida sorria pra gente, Laura conciliava o mestrado de manhã com o trabalho de meio período numa loja de roupas à tarde. Pra ir trabalhar muitas vezes ela usava meu carro, mas claro que isso criava um problema pra gente, então um dia a gente foi numa concessionária e olhamos um carro de Km 0 pra Laura, nada ostensivo, algo funcional, ia colocar as finanças à prova, mas resolvemos com um crédito pessoal pra Laura no qual eu era o fiador.
Mais ou menos cinco meses depois de Laura começar o mestrado, num dia de partida de pádel com uns colegas de trabalho, normalmente às quintas à tarde a gente jogava das 20h30 às 22h, aos 15 minutos de começar a jogar o Víctor, um dos jogadores do outro time, saiu correndo atrás de uma bola e sentiu uma fisgada na panturrilha, a gente já sabia o que aquilo significava, ruptura de fibras, então o jogo terminou assim, fomos pra casa tomar banho. Amanhã o Víctor ia ao médico pra fazer uma ecografia.
Quando cheguei em casa a música estava tocando, Laura já tinha voltado do trabalho e estava na sala falando ao telefone enquanto a música tocava no quarto, me aproximei da sala e a escutei dizer – que vontade que eu tenho de que chegue aquela noite, poder ficar os dois sozinhos tranquilos e ter a noite inteira pra gente –, algo diziam do outro lado da linha e Laura respondia – você é um safado, mas eu adoro, espero que você me chupe e me faça muitas coisas mais –.
Fiquei de pedra, Laura continuava falando e não tinha percebido que eu tinha chegado, virei as costas e saí de casa de novo, umas lágrimas começaram a brotar nos meus olhos, enxuguei as lágrimas e voltei a entrar em casa cumprimentando ao entrar, Laura apareceu com o telefone na mão e desligou a chamada. Ela me perguntou o que tinha No passado eu comentei que o Víctor tinha se machucado e que esperava que isso não impedisse que daqui a dois fins de semana, no sábado e no domingo, a gente pudesse ir ver o torneio de pádel numa cidade a 200 km da gente. A Laura comentou que também esperava que isso não nos impedisse de ir. Eu pensei comigo que ela desejava que nenhum dos nossos planos desse errado. Não estou orgulhoso do que fiz a partir de então, mas precisava tirar a dúvida. Naquela noite, quando a Laura dormia, peguei o celular dela. Estava bloqueado, mas dava pra desbloquear com o rosto dela, então tentei desbloquear com a cara dela várias vezes até conseguir. Fui pro meu notebook e criei um novo usuário no sistema operacional. Instalei a versão de PC do WhatsApp e vinculei o celular da Laura ao computador. Feito isso, eu confiava que ela não ia perceber que tinha um dispositivo vinculado naquela conta, então comecei a ver as mensagens que tinha no celular. Fui passando pelos usuários: trabalho, amigas várias, e então eu vi. Um tal de Edu. Não podia ser. Edu tinha sido o ex dela. Não podia estar me traindo com o ex, mas ao abrir aquela conversa minhas suspeitas se confirmaram. Tinha mensagens de pelo menos 4 meses atrás, mas os últimos dois meses eram mais intensos e mais específicos, pelo que dava pra entender eles já tinham transado umas 6 ou 7 vezes. Eu precisava manter a cabeça fria e comecei a pensar num plano. Peguei caneta e papel, à moda antiga. Tinha que pegá-los no flagra, mas além disso precisava, quando os pegasse, encerrar essa etapa e não deixar pontas soltas. À tarde, quando chegava em casa, eu via as mensagens do WhatsApp e uma delas me deu uma pista. Na mensagem, o Edu dizia pra Laura que ia vê-la na loja. O que eu não sabia era se ele ia como cliente ou se trabalhava lá, e a resposta da Laura esclareceu tudo: "Eu adoraria te encher de beijos, mas você já sabe que não podemos fazer isso lá e que os chefes fiquem sabendo", ou seja... trabalhavam juntos.
A data do torneio de pádel se aproximava, inventei uma desculpa para não ir com os amigos, mas não fechei completamente minha ausência, não queria que por acaso Laura encontrasse algum deles e lhe dissessem que eu não ia com eles ao torneio. Estive tentando obter informações sobre esse tal de Edu, passei um dia pela manhã ao sair do trabalho pela loja e me disseram que naquele momento ele não estava, mas que tinha saído um instante, esperei do lado de fora e o vi chegar, mais ou menos da minha altura e uns 29 ou 30 anos, à tarde voltei à loja e esperei do lado de fora na saída de Laura, vi como ela falava com Edu e se despediam, segui Edu e o vi se dirigir a um parque, lá estava uma mulher com duas meninas pequenas, se beijavam e escutei um pouco mais tarde como Edu se dirigia a ela como Bea, decidi voltar para casa.
Faltando 3 dias para o meu torneio solicitei no meu trabalho a manhã de sexta-feira livre, não disse nada a Laura, naquela sexta saí cedo pela manhã como quando ia trabalhar, a primeira coisa que fiz foi ir ao banco, comuniquei que queria deixar de ser o avalista do carro de Laura, que ela estava ciente desse fato, colocaram alguma objeção mas ao comentar que Laura tinha passado num concurso para funcionária a coisa se acalmou e tiraram meu nome como avalista, também saquei parte do dinheiro da conta conjunta e deixei o mínimo, perguntei como podia mudar o número da conta dos recibos, me disseram que eles se encarregavam de tudo, então abri outra conta no mesmo banco mas só no meu nome e depositei minha parte da conta conjunta, esperaria até segunda para anular os cartões da conta comum. Mais tarde liguei para a Universidade e comentei que tinha surgido um problema com a conta onde era faturado o mestrado, um acesso não autorizado à mesma, que nos próximos dias lhes facilitaríamos o novo número de conta, me avisaram que nos próximos 15 dias tínhamos que ter dado os novos dados da conta bancária ou se consideraria que renunciava ao mestrado sem ter direito à devolução do dinheiro já aportado. Próximo passo, procurar um depósito, encontrei um bem econômico, aluguei por 5 dias, se no sétimo dia não tivesse sido esvaziado eles procederiam a esvaziá-lo, desfazendo-se do conteúdo no interior deste. Comprei caixas de papelão e fita adesiva. Passei por uma ferramenta e comprei uma fechadura nova para trocar a do apartamento. Nesse dia chegou uma mensagem do Edu, com a confirmação de uma reserva de hotel para a noite de sábado para domingo, era um hotel afastado em que você acessa com o carro ao interior do hotel, te dão um código para a porta de entrada e outro para a porta do quarto, isso simplificava bastante as coisas, anotei os códigos. Nessa noite fiz a bolsa de viagem para ir no dia seguinte ao torneio de pádel ou pelo menos era o que a Laura acreditava, consultei de novo o chat no computador, o Edu passaria para buscá-la às 12 da manhã. Pela manhã levantei cedo, peguei a bolsa de viagem e dei um beijo na Laura como fazia todos os dias, só que nesse dia sabia que era o último beijo. Desci para o carro, liguei e fui embora, dei uma volta com o carro, limpei um pouco a mente e voltei para a minha casa, estacionei um pouco longe do meu portão, mas de onde se via bem quase toda a rua, um pouco antes das 12 a Laura estava esperando na rua, desejava que ela não visse o carro, um minuto depois das 12 um Toyota branco parava e a Laura subia nele, esperei um pouco, vai que ela tinha esquecido algo e decidissem dar a volta, 40 minutos depois tirava as caixas de papelão do meu carro, subia para casa e procedia a montar as caixas e embalar todas as coisas da Laura, comi sem vontade, à tarde desci as coisas para o carro e as levei para o depósito, depois na volta decidi fazer de faz-tudo e troquei a fechadura de casa. Jantei algo e por volta das 22h30 me dirigi ao hotel, não sabia muito bem o que ia encontrar lá, tinha uma ideia, mas não a certeza absoluta, também não estava totalmente seguro de como agir. Por volta das 23h cheguei ao hotel, como tinha o código de acesso ao estacionamento consegui entrar sem problemas, uma vez lá dentro e com as mãos tremendo fui para o quarto, tinha memorizado o código da porta, cheguei ao quarto e peguei o celular, coloquei no silencioso e ativei o vídeo, digitei o código e a porta se abriu, entrei sem fazer barulho e comecei a gravar.
Na cama estava Laura de quatro enquanto Edu a fodia por trás, Edu dizia que ela tinha um rabo fantástico e Laura respondia que ele fodesse ela com força, gravei uns 20 segundos mais ou menos, nada mais, guardei o celular e comecei a aplaudir e gritar.
Adrián: Bravo, bravo.
Laura saiu da rola do Edu, Fim do primeiro capítulo, capítulo 2 na rede social do autor original todos os direitos reservados https://x.com/memestodoslos24/status/2110719267100393726
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