O despertar de Ângela foi diferente desta vez. Não foi o som do despertador que a tirou do sono, mas uma sensação úmida e quente entre suas pernas, um formigamento persistente que a fez arquear levemente contra os lençóis antes mesmo de abrir os olhos. A umidade em sua calcinha denunciava o que sua mente ainda não queria admitir: ela havia sonhado com ele. Com Jordan.
"Isso tem que parar."
Mas antes que pudesse mergulhar em suas próprias recriminações, o celular vibrou na mesinha de cabeceira. Uma mensagem. E embora uma parte dela quisesse ignorá-lo, seus dedos já se esticavam em direção à tela, deslizando-a com uma mistura de antecipação e medo.
—Se você quer ser uma boa puta, se vista assim —dizia o texto, seguido de uma descrição detalhada: saia curta, justa, o suficiente para marcar as curvas; blusa branca, semitransparente, sem sutiã; meias-calças pretas até as coxas e saltos altos, aqueles que faziam click-clack contra o chão como pequenos chicotes de aviso.
Ângela soltou um bufo de indignação, mas já estava se sentando na cama, os dedos percorrendo a tela como se buscasse mais instruções.
—Será que ele realmente acha que vou me vestir como uma gostosa só porque ele mandou?
Mas mesmo enquanto pensava isso, suas pernas a levaram até o armário, suas mãos já revirando entre as roupas em busca da saia mais curta que tinha.
O processo de se vestir foi estranhamente meticuloso. Cada peça que colocava a fazia se sentir mais exposta, mais vulnerável, mas também mais viva. A saia preta se ajustou aos quadris como uma luva, destacando cada curva. A blusa branca, fina como papel de seda, deixava ver o contorno rosado de seus mamilos, que já estavam eretos, como se seu corpo soubesse algo que sua mente se recusava a aceitar. As meias-calças pretas cobriram suas pernas com uma suavidade que a fez estremecer, e os saltos, altos e finos, a elevaram alguns centímetros, dando-lhe aquela sensação de poder e fragilidade ao mesmo tempo.
"Eu me vejo bem. Gosto de me vestir assim… mas não pra ele. Pra mim."
Era mentira, e ela sabia.
O caminho pra universidade foi uma prova de fogo. Cada olhar que recebia, cada sussurro, cada sorriso cúmplice dos homens que passavam ao seu lado, tudo a fazia sentir como se estivesse desfilando numa passarela invisível. Mas o mais estranho era que, pela primeira vez em muito tempo, não se importava.
A segunda mensagem chegou quando estava na metade do caminho.
—Quando chegar, me dá um beijo na boca, segura minha mão e fica do meu lado quietinha.
Ángela quase parou de repente.
—Esse cara tá doente —murmurou, ajustando a bolsa no ombro com mais força do que precisava—. Eu, a garota mais gostosa da universidade, vou me rebaixar a isso? Jamais!
Mas quando chegou ao campus e viu Jordan encostado numa árvore, com sua camisa amassada de sempre e os óculos embaçados pelo sol, algo dentro dela cedeu.
Caminhou até ele com determinação, ignorando as batidas aceleradas do coração. E antes que pudesse pensar duas vezes, ficou na ponta dos pés, pegou o rosto dele entre as mãos e o beijou. Não foi um beijo tímido, nem desses beijos de compromisso. Foi um beijo profundo, molhado, com língua e dentes, como se estivesse esperando anos pra fazer isso.
Jordan não pareceu se surpreender. Só sorriu, pegou a mão dela com firmeza e a puxou pra si.
—Bom trabalho, slut —murmurou contra os lábios dela, baixinho o suficiente pra que só ela ouvisse.
Os murmúrios começaram na hora.
—É sério isso? —ouviu alguém dizer atrás dela.
—Será que ele pagou? —perguntou outro, com uma risada debochada.
—Aposto que perdeu uma aposta —comentou uma garota, com uma voz aguda que cortou o ar como uma faca.
Ángela deveria ter se sentido humilhada. Deveria ter soltado a mão de Jordan e saído correndo. Mas em vez disso, sentiu uma calma estranha. Porque pela primeira vez em muito tempo, não estava sozinha.
Jordan não era Lucas. Não era bonito, não era popular, não era o tipo de homem com quem ela havia sonhado quando era criança. Mas quando a mão dele deslizou até sua bunda e apertou com força, na frente de todos, Ángela não se afastou. Olhou nos olhos dele e sorriu, sentindo o rubor subir pelas bochechas.
—Você foi uma boa puta —sussurrou Jordan ao seu ouvido, enquanto seus dedos exploravam a borda da saia dela por baixo—. Te espero na minha casa quando sair da faculdade.
Ángela não respondeu. Não precisava. Porque já sabia que iria.
O resto do dia passou num borrão. As aulas, os professores, os colegas… tudo se desvaneceu no fundo da sua mente, ocupada apenas por uma ideia recorrente: Jordan. A casa dele. A cama dele. As mãos dele.
Quando finalmente saiu da faculdade, o sol já começava a se pôr, pintando o céu de tons dourados e roxos. Caminhou até o apartamento de Jordan com passos rápidos, sentindo a umidade entre as pernas aumentar a cada passo.
"Ele me humilhou como ninguém. Espero que me coma tão bem quanto na outra noite."
E dessa vez, não se repreendeu por pensar isso.
A viagem de elevador até o andar de Jordan pareceu interminável para Ángela. Cada segundo que passava, cada andar que subiam, a tensão no seu corpo aumentava, como uma mola prestes a se soltar. As meias-calças pretas roçavam suas coxas a cada pequeno movimento, lembrando-a do quão exposta estava, do quão fácil seria para Jordan despí-la com um simples gesto. O espelho do elevador devolveu seu reflexo: lábios vermelhos e entreabertos, bochechas coradas, olhos escuros brilhando com uma mistura de antecipação e nervosismo.
"Que porra está acontecendo comigo?"
Mas não havia tempo para respostas. As portas do elevador se abriram com um suave ding, e ali, no final do corredor, estava a porta de Jordan.
Antes que pudesse tocar a campainha, a porta se abriu de repente. Jordan estava lá, com sua habitual camisa amassada, Seu cabelo bagunçado e aqueles olhos escuros que pareciam vê-la nua mesmo antes de tirar a roupa dela.
—Você demorou —rosnou ele, agarrando o pulso dela e puxando-a para dentro com tanta força que ela quase tropeçou.
A porta se fechou atrás deles com um baque seco, e num instante, Jordan a tinha contra a parede, seu corpo esmagando o dela, seus lábios devorando os dela com uma fome que lhe tirou o fôlego. Não foi um beijo terno, nem um daqueles beijos românticos que ela tinha compartilhado com Lucas. Esse beijo era duro, possessivo, como se Jordan estivesse reivindicando algo que sempre tinha sido dele.
Ángela respondeu com a mesma intensidade, suas unhas cravando-se nas costas dele através da camisa, seus quadris empurrando contra os dele em busca de fricção.
—O dia inteiro pensando nisso —murmurou Jordan contra a boca dela, enquanto suas mãos percorriam o corpo dela como se o memorizassem—. Em como vou te destruir.
Ela não teve tempo de responder. Com um movimento rápido, Jordan a agarrou pelo pescoço, não com força suficiente para asfixiá-la, mas o bastante para dominá-la, para lembrá-la quem mandava. Empurrou-a para baixo, fazendo-a se ajoelhar no chão de madeira, frio contra seus joelhos nus.
—Não se mexa —ordenou ele, enquanto desabotoava a calça com mãos experientes.
Ángela obedeceu, mas seu corpo tremia de necessidade. Olhou-o de baixo, vendo como seu membro já ereto pulsava diante dos seus olhos. O cheiro de sexo e de Jordan a envolveu, fazendo sua boca salivar.
—Me dá —sussurrou ela, sua voz rouca, quase irreconhecível.
Jordan não se fez de rogado. Com um rosnado, agarrou o cabelo dela e empurrou-a para frente, obrigando-a a engolir cada centímetro.
—Assim, sua puta —murmurou ele, olhando-a de cima enquanto ela se engasgava—. É assim que você gosta, né?
Ángela não podia falar, mas seus olhos lacrimejantes e o gemido que vibrou na garganta dela foram resposta suficiente.
Jordan não foi gentil. Usou a boca dela como quisesse, empurrando para dentro uma e outra vez, até que as lágrimas escorriam pelas bochechas dela e a saliva pingava do queixo. Cada insulto, cada palavra suja que ele sussurrava, só a deixava mais excitada.
—Você é só um cu pra minha rola —disse ele, puxando o cabelo dela pra que olhasse nos olhos dele—. Entendeu?
—Sim —gemeu ela, os lábios inchados e brilhantes—. Sim, eu entendo.
Mas Jordan não estava satisfeito. Com um movimento brusco, ele a levantou do chão e a jogou de bruços no piso, perto da porta de entrada.
—Fica aí —ordenou ele, enquanto se ajoelhava atrás dela.
Ángela sentiu a saia subir, a calcinha descer até os tornozelos. O ar frio do apartamento roçou a pele nua dela, mas o calor de Jordan atrás dela a fez queimar.
—Por favor —murmurou ela, enterrando os dedos no chão, se preparando.
Jordan não a fez esperar. Com uma mão na cintura e a outra nas costas, ele a penetrou de uma vez só, sem aviso, sem preparação.
Ángela gritou, mas não de dor. De alívio.
—Isso! —uivou ela, arqueando-se pra trás pra recebê-lo melhor—. Me fode mais forte!
Jordan não precisou que pedissem duas vezes. Começou a se mover com força, cada estocada fazendo o corpo dela bater contra o dele, cada recuo quase saindo por completo antes de voltar a entrar.
—Grita —ordenou ele, agarrando o cabelo dela pra puxar a cabeça pra trás—. Quero que os vizinhos escutem que puta você é.
Ángela não conseguiu conter os gemidos, os gritos, os palavrões que saíam da boca dela sem filtro.
—Sou sua puta! —gritou ela, sentindo o prazer se acumular no ventre como uma tempestade—. Sua puta!
Jordan respondeu com mais força, as mãos marcando roxos nas cinturas dela, os grunhidos dele preenchendo o quarto.
—Quem te faz sentir assim? —perguntou ele, se enterrando mais fundo—. Quem te faz gritar?
—Você! —chilou ela, sentindo o orgasmo bater como um trem—. Só você!
Os corpos suarentos, os gemidos abafados, o som molhado de pele contra pele… tudo se misturou num crescendo de prazer cru e primitivo. Quando chegaram ao clímax, foi quase ao mesmo tempo. Jordan se afundou nela uma última vez, seu corpo convulsionando enquanto a preenchia. Ángela, por sua vez, sentiu como o mundo se desvanecia por alguns segundos, como todo o seu ser se concentrava naquele ponto onde Jordan a possuía por completo. Ficaram ofegantes no chão, seus corpos pegajosos e exaustos. Mas Jordan, sempre Jordan, não estava satisfeito. —Isso não acabou —murmurou, passando um dedo por suas costas suadas—. Nem de longe. E Ángela, embora não pudesse imaginar como poderia continuar depois disso, soube que não queria que terminasse. Nunca. Depois que Jordan recuperou o fôlego. O mundo de Ángela se reduziu a uma sucessão de sensações brutais: a dor aguda no couro cabeludo quando Jordan a arrastou pelos cabelos pelo corredor, a textura áspera do tapete arranhando seus joelhos, o arquejo entrecortado que saía do seu peito enquanto engatinhava atrás dele, mais besta que mulher. O quarto estava mergulhado numa penumbra dourada pela luz da rua filtrando-se entre as persianas, iluminando a desordem de roupas espalhadas e livros empilhados no chão. —Aqui é onde você pertence —rosnou Jordan ao empurrá-la contra o colchão sem lençóis, sua voz rouca pelo sexo e pelo domínio. Ángela caiu de bruços na cama, sentindo como as costuras da saia que ainda vestia se tensionavam perigosamente. Não teve tempo de reagir antes que Jordan arrancasse a peça com um puxão seco, fazendo os botões voarem contra a parede. —Jordan! —protestou entre riso e gemido, mas ele já estava sobre ela, seu corpo volumoso a esmagando contra o colchão, suas mãos grossas imobilizando seus pulsos acima da cabeça. —Cala a boca e recebe —ordenou enquanto sua boca mordiscava uma trajetória desde sua clavícula até o mamilo, mordendo com precisão calculada bem quando o sexo dela encontrou a umidade entre suas coxas.
Ángela arqueou as costas, cravando os calcanhares nos lençóis. Cada investida de Jordan era uma declaração, um lembrete de que seu corpo já não lhe pertencia. As paredes do apartamento retumbavam com o som da cabeceira batendo na parede no ritmo de seus movimentos, um metrônomo obsceno que marcava o compasso de sua submissão.
—Mais forte! —uivou ela, enterrando as unhas nos ombros carnudos dele, saboreando o gosto salgado do suor quando lambeu uma gota que escorria pelo pescoço dele.
Jordan respondeu mudando o ângulo, levantando as pernas dela sobre os ombros e se enterrando até o fundo com um grunhido animal.
—Olha pra mim —exigiu, agarrando o queixo dela com dedos que cheiravam a sexo e a ela—. Quero ver como seus olhos se quebram quando eu te fodo do jeito que você precisa.
Ángela obedeceu, e naquele instante, enquanto suas pupilas dilatadas refletiam o rosto congestionado de Jordan —seu nariz largo brilhando de oleosidade, seus lábios grossos torcidos num ricto de pura luxúria, seus óculos embaçados pendurados precariamente numa orelha— compreendeu o paradoxo mais perverso: jamais havia sentido tanto prazer com ninguém mais.
O clímax os atingiu como um trem descarrilado. Jordan a preencheu em pulsações quentes que faziam suas paredes internas se contraírem, enquanto ela gritava até ficar rouca, as pernas convulsionando ao redor da cintura dele.
Quando voltou a si, estava encolhida contra o peito peludo de Jordan, seus dedos brincando absortos com os cachos escuros que se enredavam na barriga mole dele. O coração dele batia forte sob sua bochecha, um tambor primitivo que parecia dizer minha, minha, minha.
"Agora sou só dele."
A revelação não veio com angústia, mas com um alívio profundo, como se finalmente tivesse encontrado seu lugar no mundo.
No dia seguinte, caminharam pela universidade de mãos dadas, desafiando os olhares atônitos. —Sério que ela tá com esse aí? —sussurrou uma colega de Direito Civil ao vê-los passar. —Deve ser por dinheiro —respondeu outra, fingindo tossir. Ángela não precisou que Jordan a apertasse mais forte para saber o que fazer. Parou de repente, virando-se para as fofoqueiras com um sorriso de dentes brancos que não chegava aos olhos. —É a melhor foda da minha vida —disse alto o suficiente para que todos no corredor ouvissem—. Mais alguma pergunta? O silêncio foi sua resposta. Jordan não disse nada, mas naquela noite, quando a fez gritar contra as paredes do chuveiro, sussurrou no ouvido dela: —Hoje você me deixou orgulhoso, sua puta. E naquele momento, com a água quente escorrendo pelos corpos entrelaçados, Ángela soube que nunca mais precisaria da aprovação de ninguém. Se tornaram aquele casal que todos apontavam mas ninguém entendia. Ela, a deusa de maçãs do rosto altas e passos elegantes; ele, o urso de óculos que andava como se arrastasse os pés. Nas sextas à noite, quando saíam do bar universitário, os viam discutir acaloradamente sobre filosofia jurídica, só para acabar transando como animais no banco de trás do carro caindo aos pedaços do Jordan. —Comprei uma coisa pra você —disse ele uma tarde, jogando um pacote pequeno pra ela. Dentro havia uma coleira de couro preto com uma plaquinha gravada: Propriedade de Jordan. Ángela colocou naquela mesma noite, bem antes de se ajoelhar para mostrar o quanto o apreciava. E embora o mundo continuasse a vê-los como um erro do universo, eles tinham descoberto a verdade mais simples e bonita: No jogo do domínio e da submissão, nessa dança perfeita de insultos e gemidos, tinham encontrado algo que poucos alcançavam. Uma felicidade selvagem, desleixada e completamente autêntica. Fim. — Se você chegou até aqui… obrigado por ler e me segue nohttps://magicly.bio/Mai_Albo69
—Você demorou —rosnou ele, agarrando o pulso dela e puxando-a para dentro com tanta força que ela quase tropeçou.
A porta se fechou atrás deles com um baque seco, e num instante, Jordan a tinha contra a parede, seu corpo esmagando o dela, seus lábios devorando os dela com uma fome que lhe tirou o fôlego. Não foi um beijo terno, nem um daqueles beijos românticos que ela tinha compartilhado com Lucas. Esse beijo era duro, possessivo, como se Jordan estivesse reivindicando algo que sempre tinha sido dele.
Ángela respondeu com a mesma intensidade, suas unhas cravando-se nas costas dele através da camisa, seus quadris empurrando contra os dele em busca de fricção.
—O dia inteiro pensando nisso —murmurou Jordan contra a boca dela, enquanto suas mãos percorriam o corpo dela como se o memorizassem—. Em como vou te destruir.
Ela não teve tempo de responder. Com um movimento rápido, Jordan a agarrou pelo pescoço, não com força suficiente para asfixiá-la, mas o bastante para dominá-la, para lembrá-la quem mandava. Empurrou-a para baixo, fazendo-a se ajoelhar no chão de madeira, frio contra seus joelhos nus.
—Não se mexa —ordenou ele, enquanto desabotoava a calça com mãos experientes.
Ángela obedeceu, mas seu corpo tremia de necessidade. Olhou-o de baixo, vendo como seu membro já ereto pulsava diante dos seus olhos. O cheiro de sexo e de Jordan a envolveu, fazendo sua boca salivar.
—Me dá —sussurrou ela, sua voz rouca, quase irreconhecível.
Jordan não se fez de rogado. Com um rosnado, agarrou o cabelo dela e empurrou-a para frente, obrigando-a a engolir cada centímetro.
—Assim, sua puta —murmurou ele, olhando-a de cima enquanto ela se engasgava—. É assim que você gosta, né?
Ángela não podia falar, mas seus olhos lacrimejantes e o gemido que vibrou na garganta dela foram resposta suficiente.
Jordan não foi gentil. Usou a boca dela como quisesse, empurrando para dentro uma e outra vez, até que as lágrimas escorriam pelas bochechas dela e a saliva pingava do queixo. Cada insulto, cada palavra suja que ele sussurrava, só a deixava mais excitada.
—Você é só um cu pra minha rola —disse ele, puxando o cabelo dela pra que olhasse nos olhos dele—. Entendeu?
—Sim —gemeu ela, os lábios inchados e brilhantes—. Sim, eu entendo.
Mas Jordan não estava satisfeito. Com um movimento brusco, ele a levantou do chão e a jogou de bruços no piso, perto da porta de entrada.
—Fica aí —ordenou ele, enquanto se ajoelhava atrás dela.
Ángela sentiu a saia subir, a calcinha descer até os tornozelos. O ar frio do apartamento roçou a pele nua dela, mas o calor de Jordan atrás dela a fez queimar.
—Por favor —murmurou ela, enterrando os dedos no chão, se preparando.
Jordan não a fez esperar. Com uma mão na cintura e a outra nas costas, ele a penetrou de uma vez só, sem aviso, sem preparação.
Ángela gritou, mas não de dor. De alívio.
—Isso! —uivou ela, arqueando-se pra trás pra recebê-lo melhor—. Me fode mais forte!
Jordan não precisou que pedissem duas vezes. Começou a se mover com força, cada estocada fazendo o corpo dela bater contra o dele, cada recuo quase saindo por completo antes de voltar a entrar.
—Grita —ordenou ele, agarrando o cabelo dela pra puxar a cabeça pra trás—. Quero que os vizinhos escutem que puta você é.
Ángela não conseguiu conter os gemidos, os gritos, os palavrões que saíam da boca dela sem filtro.
—Sou sua puta! —gritou ela, sentindo o prazer se acumular no ventre como uma tempestade—. Sua puta!
Jordan respondeu com mais força, as mãos marcando roxos nas cinturas dela, os grunhidos dele preenchendo o quarto.
—Quem te faz sentir assim? —perguntou ele, se enterrando mais fundo—. Quem te faz gritar?
—Você! —chilou ela, sentindo o orgasmo bater como um trem—. Só você!
Os corpos suarentos, os gemidos abafados, o som molhado de pele contra pele… tudo se misturou num crescendo de prazer cru e primitivo. Quando chegaram ao clímax, foi quase ao mesmo tempo. Jordan se afundou nela uma última vez, seu corpo convulsionando enquanto a preenchia. Ángela, por sua vez, sentiu como o mundo se desvanecia por alguns segundos, como todo o seu ser se concentrava naquele ponto onde Jordan a possuía por completo. Ficaram ofegantes no chão, seus corpos pegajosos e exaustos. Mas Jordan, sempre Jordan, não estava satisfeito. —Isso não acabou —murmurou, passando um dedo por suas costas suadas—. Nem de longe. E Ángela, embora não pudesse imaginar como poderia continuar depois disso, soube que não queria que terminasse. Nunca. Depois que Jordan recuperou o fôlego. O mundo de Ángela se reduziu a uma sucessão de sensações brutais: a dor aguda no couro cabeludo quando Jordan a arrastou pelos cabelos pelo corredor, a textura áspera do tapete arranhando seus joelhos, o arquejo entrecortado que saía do seu peito enquanto engatinhava atrás dele, mais besta que mulher. O quarto estava mergulhado numa penumbra dourada pela luz da rua filtrando-se entre as persianas, iluminando a desordem de roupas espalhadas e livros empilhados no chão. —Aqui é onde você pertence —rosnou Jordan ao empurrá-la contra o colchão sem lençóis, sua voz rouca pelo sexo e pelo domínio. Ángela caiu de bruços na cama, sentindo como as costuras da saia que ainda vestia se tensionavam perigosamente. Não teve tempo de reagir antes que Jordan arrancasse a peça com um puxão seco, fazendo os botões voarem contra a parede. —Jordan! —protestou entre riso e gemido, mas ele já estava sobre ela, seu corpo volumoso a esmagando contra o colchão, suas mãos grossas imobilizando seus pulsos acima da cabeça. —Cala a boca e recebe —ordenou enquanto sua boca mordiscava uma trajetória desde sua clavícula até o mamilo, mordendo com precisão calculada bem quando o sexo dela encontrou a umidade entre suas coxas.
Ángela arqueou as costas, cravando os calcanhares nos lençóis. Cada investida de Jordan era uma declaração, um lembrete de que seu corpo já não lhe pertencia. As paredes do apartamento retumbavam com o som da cabeceira batendo na parede no ritmo de seus movimentos, um metrônomo obsceno que marcava o compasso de sua submissão.
—Mais forte! —uivou ela, enterrando as unhas nos ombros carnudos dele, saboreando o gosto salgado do suor quando lambeu uma gota que escorria pelo pescoço dele.
Jordan respondeu mudando o ângulo, levantando as pernas dela sobre os ombros e se enterrando até o fundo com um grunhido animal.
—Olha pra mim —exigiu, agarrando o queixo dela com dedos que cheiravam a sexo e a ela—. Quero ver como seus olhos se quebram quando eu te fodo do jeito que você precisa.
Ángela obedeceu, e naquele instante, enquanto suas pupilas dilatadas refletiam o rosto congestionado de Jordan —seu nariz largo brilhando de oleosidade, seus lábios grossos torcidos num ricto de pura luxúria, seus óculos embaçados pendurados precariamente numa orelha— compreendeu o paradoxo mais perverso: jamais havia sentido tanto prazer com ninguém mais.
O clímax os atingiu como um trem descarrilado. Jordan a preencheu em pulsações quentes que faziam suas paredes internas se contraírem, enquanto ela gritava até ficar rouca, as pernas convulsionando ao redor da cintura dele.
Quando voltou a si, estava encolhida contra o peito peludo de Jordan, seus dedos brincando absortos com os cachos escuros que se enredavam na barriga mole dele. O coração dele batia forte sob sua bochecha, um tambor primitivo que parecia dizer minha, minha, minha.
"Agora sou só dele."
A revelação não veio com angústia, mas com um alívio profundo, como se finalmente tivesse encontrado seu lugar no mundo.
No dia seguinte, caminharam pela universidade de mãos dadas, desafiando os olhares atônitos. —Sério que ela tá com esse aí? —sussurrou uma colega de Direito Civil ao vê-los passar. —Deve ser por dinheiro —respondeu outra, fingindo tossir. Ángela não precisou que Jordan a apertasse mais forte para saber o que fazer. Parou de repente, virando-se para as fofoqueiras com um sorriso de dentes brancos que não chegava aos olhos. —É a melhor foda da minha vida —disse alto o suficiente para que todos no corredor ouvissem—. Mais alguma pergunta? O silêncio foi sua resposta. Jordan não disse nada, mas naquela noite, quando a fez gritar contra as paredes do chuveiro, sussurrou no ouvido dela: —Hoje você me deixou orgulhoso, sua puta. E naquele momento, com a água quente escorrendo pelos corpos entrelaçados, Ángela soube que nunca mais precisaria da aprovação de ninguém. Se tornaram aquele casal que todos apontavam mas ninguém entendia. Ela, a deusa de maçãs do rosto altas e passos elegantes; ele, o urso de óculos que andava como se arrastasse os pés. Nas sextas à noite, quando saíam do bar universitário, os viam discutir acaloradamente sobre filosofia jurídica, só para acabar transando como animais no banco de trás do carro caindo aos pedaços do Jordan. —Comprei uma coisa pra você —disse ele uma tarde, jogando um pacote pequeno pra ela. Dentro havia uma coleira de couro preto com uma plaquinha gravada: Propriedade de Jordan. Ángela colocou naquela mesma noite, bem antes de se ajoelhar para mostrar o quanto o apreciava. E embora o mundo continuasse a vê-los como um erro do universo, eles tinham descoberto a verdade mais simples e bonita: No jogo do domínio e da submissão, nessa dança perfeita de insultos e gemidos, tinham encontrado algo que poucos alcançavam. Uma felicidade selvagem, desleixada e completamente autêntica. Fim. — Se você chegou até aqui… obrigado por ler e me segue nohttps://magicly.bio/Mai_Albo69
0 comentários - O Feio que me Comeu como uma Vadia - FINAL