O Encontro
O bar era daqueles que cheiravam a cerveja derramada e tabaco rançoso. Um lugar onde os homens iam beber sem serem julgados, onde as luzes eram tão fracas que você podia esconder seus pecados nas sombras.
Eu não pertencia ali.
Meu vestido preto, justo ao meu corpo magro, se destacava entre as camisas largas e as calças jeans gastas dos clientes habituais. Mas naquela noite não me importei. Tinha passado semanas procurando por ele, perguntando em lugares que nunca teria pisado antes, seguindo pistas que me levaram cada vez mais perto do inferno que ele tanto dizia odiar.
E lá estava ele.
Sentado numa mesa no fundo, com sua tatuagem da águia visível sob as mangas dobradas da camisa. Não estava sozinho. Seis homens o acompanhavam, suas gargalhadas ásperas cortando o ar como facas.
Minhas mãos tremeram. Minha respiração acelerou.
Mas desta vez não era de medo.
A Decisão
Caminhei em direção à mesa dele com passos firmes, sentindo os olhares dos presentes se cravarem em mim. Alguns murmuravam, outros sorriam, como se já soubessem o que ia acontecer.
Ele levantou a vista quando minha sombra caiu sobre sua cerveja. Seus olhos, escuros e frios, se arregalaram levemente ao me reconhecer.
—Não me fode —murmurou, inclinando-se para frente—. Que porra você tá fazendo aqui?
Não respondi com palavras.
Meus dedos encontraram o zíper do vestido nas minhas costas, e com um único movimento, deixei-o cair no chão.
O silêncio no bar foi instantâneo.
—Naquela noite… —disse, apontando para ele com um dedo que não tremia—. Você foi o primeiro.
Os homens ao redor dele se entreolharam, alguns confusos, outros com sorrisos cada vez mais largos.
—Você tá drogada? —perguntou ele, mas sua voz já não era tão firme.
—Não.
—Então o que você quer?
—Terminar o que começaram.
A Consumação
Não houve preâmbulo. Não houve carícias suaves nem palavras doces.
O primeiro a se mover foi um cara corpulento, com braços tatuados e um sorriso que prometia dor. Ele me agarrou pelo braço e me jogou sobre a mesa, fazendo as garrafas e copos caírem no chão com estrondo.
—Vamos ver se é verdade que você gosta —rosnou, desabotoando o cinto.
O primeiro a me penetrar foi brutal, como se quisesse me partir em dois. Mas dessa vez, a dor se misturou com algo mais, algo que me fez arquear as costas e gemer em vez de gritar.
—Olha essa puta —riu outro, se aproximando pelo lado—. Ela adora.
As mãos me seguravam, me marcavam, me possuíam. Um atrás do outro, foram tomando sua vez, preenchendo cada espaço vazio de mim, até que não consegui mais distinguir onde terminava meu corpo e começavam os deles.
O Prazer Culpado
Dessa vez não tinha drogas. Não tinha álcool.
Só eu e o prazer distorcido que brotava de cada empurrão, de cada palavra suja que sussurravam no meu ouvido.
—O que foi, hein? —o do tatuagem da águia me agarrou pelo cabelo, me obrigando a olhar pra ele—. Ficou viciada na nossa rola?
Não respondi. Não precisava.
Meu corpo dizia por mim.
O Final
Quando terminaram, fiquei jogada sobre a mesa, ofegante, coberta de suor e deles.
Nenhum me ajudou a levantar. Nenhum me perguntou se eu estava bem.
Mas dessa vez, não me importei.
Porque pela primeira vez desde aquela noite na casa da Sofia, me senti completa.
E isso era o mais assustador de tudo.
Fim.
Me sigam ou comentem o que acharam da história, críticas boas são bem-vindas.
Se esse capítulo te deixou com tesão, clica e me segue nas minhas redeshttps://magicly.bio/celineparra← *:
—Vamos ver se é verdade que você gosta —rosnou, desabotoando o cinto.
O primeiro a me penetrar foi brutal, como se quisesse me partir em dois. Mas dessa vez, a dor se misturou com algo mais, algo que me fez arquear as costas e gemer em vez de gritar.
—Olha essa puta —riu outro, se aproximando pelo lado—. Ela adora.
As mãos me seguravam, me marcavam, me possuíam. Um atrás do outro, foram tomando sua vez, preenchendo cada espaço vazio de mim, até que não consegui mais distinguir onde terminava meu corpo e começavam os deles.
O Prazer Culpado
Dessa vez não tinha drogas. Não tinha álcool.
Só eu e o prazer distorcido que brotava de cada empurrão, de cada palavra suja que sussurravam no meu ouvido.
—O que foi, hein? —o do tatuagem da águia me agarrou pelo cabelo, me obrigando a olhar pra ele—. Ficou viciada na nossa rola?
Não respondi. Não precisava.
Meu corpo dizia por mim.
O Final
Quando terminaram, fiquei jogada sobre a mesa, ofegante, coberta de suor e deles.
Nenhum me ajudou a levantar. Nenhum me perguntou se eu estava bem.
Mas dessa vez, não me importei.
Porque pela primeira vez desde aquela noite na casa da Sofia, me senti completa.
E isso era o mais assustador de tudo.
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0 comentários - De inocente a puta - FINAL