Eu já estava com o Mateo há três anos quando comecei a notar que algo tinha mudado no jeito que ele me olhava. Não era que ele me amasse menos, muito pelo contrário, mas tinha um brilho diferente nos olhos dele quando a gente saía junto e eu usava aquela saia curta preta que ele mesmo tinha me comprado, ou aquele vestido vermelho justo que deixava pouco pra imaginação sobre o formato dos meus quadris. No começo achei que ele só gostava de me ver gostosa, de me sentir desejada por ele, mas logo percebi que a excitação dele atingia níveis muito mais intensos quando outros homens me olhavam, quando viravam a cabeça na rua pra acompanhar o contorno das minhas coxas, quando o garçom ficava sem palavras ao anotar nosso pedido enquanto os olhos dele desciam disfarçadamente pro meu decote.
Sou a Hanna, tenho vinte e seis anos, e embora sempre tenha sido considerada tímida por natureza, a genética me dotou com um corpo que parece gritar o contrário. Tenho um metro e setenta e cinco, pernas longas e tonificadas que terminam em quadris largos mas firmes, uma cintura estreita que contrasta com uma bunda redonda e proeminente, e peitos naturais de tamanho médio mas exquisitamente proporcionais, com mamilos de um tom rosa pálido que ficam duros ao menor estímulo. Minha pele é de um branco níveo, praticamente translúcida, com sardas espalhadas pelos ombros e pelo nariz, e meus olhos são de um azul elétrico intenso que costuma ser a primeira coisa que as pessoas comentam ao me conhecer. Meu cabelo é castanho escuro, longo e liso, caindo em cascata até a metade das minhas costas. As pessoas dizem que tenho uma cara de "me fode", esses lábios carnudos e esse olhar inocente que parece pedir aos gritos que alguém me corrompa, embora na verdade minha personalidade seja todo o contrário: reservada, analítica, alguém que prefere os livros às festas e as conversas profundas ao contato físico casual.
Mateo sabia. Tinha me conhecido na universidade, quando eu ainda usava suéteres oversized e evitava contato visual. Ele foi paciente, me conquistou com sua inteligência e seu senso de humor, e durante os primeiros dois anos nossa vida sexual foi convencional, prazerosa mas previsível. Até que ele começou a me comprar roupas. Primeiro foram tangas de renda que ele pedia pra eu usar só pra ele. Depois vestidos que eu considerava ousados demais pro meu gosto, mas que ele insistia que eu experimentasse. Lembro da primeira vez que saímos com aquele vestido preto de verão que mal cobria minha bunda; senti suas mãos tremerem quando entrei no carro, e durante todo o jantar notei seu joelho quicando nervosamente debaixo da mesa, seu olhar pulando constantemente pro decote que o vestido deixava à mostra.
Foi naquela noite, quando chegamos em casa e fizemos amor com uma intensidade que não sentíamos há meses, que Mateo, suado e ofegante sobre mim, sussurrou no meu ouvido: "Viu como aquele cara do bar te olhava? Queria te arrancar o vestido com os olhos. Fico tão duro só de pensar que outros homens te desejam, Hanna. Que sabem que você é minha, mas morrem de vontade de te provar." Naquele momento achei que era só um jogo de roleplay, uma fantasia passageira. Mas Mateo começou a insistir. Queria que eu sentasse em lugares onde outros homens pudessem me ver de perto. Queria que eu me inclinasse mais do que devia quando pedíamos algo no balcão. Uma noite, depois de várias taças de vinho, ele me confessou sua fantasia mais profunda: queria me ver com outro homem. Não queria me compartilhar a longo prazo, não era isso. Queria me ver sendo fodida, usada, transformada naquela versão de mim mesma que só ele tinha vislumbrado depois de anos de paciência: a puta insaciável que eu carregava por dentro, reprimida sob camadas de timidez e boas maneiras. No começo recusei. Ficava horrorizada com a ideia, me sentia insultada até. Mas Mateo foi persistente, não de forma agressiva, mas sedutora. Me mostrava vídeos, me lia histórias, me falava do quanto seria excitante me ver perder o controle, me ver me transformar. E lentamente, quase sem perceber, comecei a imaginar. Comecei a fantasiar com a ideia de que outra pessoa me tocasse enquanto Mateo observava, ou até enquanto ele não estava presente mas sabia, enquanto recebia provas da minha depravação. O candidato natural foi Adrián, o melhor amigo de Mateo desde o ensino médio. Alto, moreno, com um corpo atlético que contrastava com a compleição mais magra de Mateo, Adrián tinha aquele olhar intenso que fazia as mulheres se sentirem imediatamente nuas diante dele. Era solteiro, era discreto, e o mais importante: Mateo confiava nele cegamente. Eles tinham conversado, eu soube depois. Tinham combinado os termos, os limites. Adrián estava disposto a ser o instrumento da nossa fantasia, e eu, depois de meses de dúvidas e conversas intermináveis, finalmente tinha aceitado. A noite escolhida foi um sábado. Mateo ficaria no nosso apartamento, a uns vinte minutos de carro do hotel que tínhamos reservado no centro. Adrián me pegaria às oito. A ideia era que passássemos a noite juntos, que Mateo recebesse mensagens, fotos, talvez até uma videochamada, enquanto seu melhor amigo me fodesse no quarto do hotel. Passei horas me preparando. Me depilei completamente, deixando minha pele lisa e nua. Coloquei um conjunto de lingerie preta que Mateo tinha escolhido especificamente para a ocasião: um sutiã de renda que realçava meus peitos até deixá-los à beira do escândalo, uma calcinha fio-dental que se perdia entre minhas nádegas. Por cima disso, vesti o vestido que Mateo tinha deixado sobre a cama: um vestido dourado, justo, com um decote profundo em V que chegava quase até meu umbigo, e uma saia tão curta que mal cobria a parte superior das minhas coxas. Era um vestido que dizia "estou disponível", "me usa", "sou uma puta disposta a tudo".
Quando me olhei no espelho, quase não me reconheci. Meus olhos azuis brilhavam com uma intensidade nervosa, minhas bochechas estavam coradas, e meu corpo... meu corpo parecia feito para o pecado. O vestido marcava cada curva, cada vale, cada elevação da minha anatomia. Senti um arrepio percorrer minha espinha, uma mistura de medo e excitação que fez meus mamilos ficarem duros visivelmente sob o fino tecido dourado. O interfone tocou às oito em ponto. Abri a porta e lá estava Adrián, impecável com um terno escuro e uma camisa preta aberta no colarinho. Seu olhar me percorreu lentamente, dos meus sapatos de salto até meus olhos, e um sorriso lento e predador se desenhou em seus lábios. "Porra, Hanna", murmurou, sua voz grave e rouca. "Você está... incrível." Engoli em seco, sentindo o rubor subir do meu peito até meu rosto. "Obrigada", sussurrei, minha voz mal audível. Adrián estendeu a mão e pegou a minha, seus dedos quentes e firmes. "Você está pronta?" Assenti, embora meu coração batesse tão forte que eu temia que fosse sair do peito. Peguei minha bolsa, deixando na mesa um bilhete para Mateo que simplesmente dizia: "Te amo. Nos vemos amanhã." Embora eu soubesse que estaríamos em contato constante durante toda a noite. O carro de Adrián era um sedã preto, elegante e discreto. Durante o trajeto até o hotel, a conversa foi tensa mas cortês. Falamos do clima, do trabalho, de coisas insignificantes, enquanto eu sentia que cada segundo que passava me aproximava mais do ponto sem retorno. Adrián dirigia com uma mão no volante, e com a outra, ocasionalmente, roçava minha coxa nua, seus dedos queimando minha pele através da meia de seda. "Mateo está muito excitado", disse Adrián de repente, parando em um semáforo vermelho. "Ele me mandou três mensagens nos últimos dez minutos perguntando se eu já te peguei." Sorri nervosamente, pegando meu celular. Tinha uma mensagem de Mateo: "Já estão a caminho? Como ela está? Diz que eu a amo." Respondi rapidamente: "Sim, estamos indo ao hotel. Estou nervosa mas bem. Te amo." Adrián olhou de soslaio pro meu celular. "Você mandou mensagem pra ele?" "Sim", respondi, guardando o celular na bolsa. "Bom", disse Adrián, acelerando quando o semáforo mudou, "logo ele vai ter muito mais que mensagens de texto pra ver." Chegamos ao hotel vinte minutos depois. Era um estabelecimento quatro estrelas, moderno e anônimo, perfeito pras nossas intenções. Adrián tinha reservado uma suíte no terceiro andar. Subimos no elevador em silêncio, o ar entre a gente carregado de eletricidade sexual. Eu podia sentir o olhar de Adrián cravado no meu reflexo nas portas metálicas do elevador, avaliando meu corpo, antecipando o que estava por vir. O quarto era espaçoso, com uma cama king-size no centro, coberta com lençóis brancos e travesseiros abundantes. Tinha uma garrafa de champanhe num balde de gelo sobre a cômoda, e duas taças. Adrián trancou a porta e se virou pra mim. "Quer uma taça?" perguntou, tirando o paletó do terno e pendurando no armário. Neguei com a cabeça. "Não quero nada que me deixe lerda", disse, minha voz soando mais firme do que eu me sentia. "Quero estar presente, consciente de cada segundo." Adrián assentiu, se aproximando de mim. Estávamos a centímetros de distância. Podia sentir o perfume dele, amadeirado e masculino, e por baixo dele, o cheiro natural da pele dele. Era alto, tinha que levantar o olhar pra encarar os olhos escuros que me devolviam o olhar com fome contida. "Sabe?", disse Adrián, sua voz baixando até virar um sussurro rouco, "Mateo me contou durante anos o quão perfeita você é. O quão linda, o quão inteligente, o quão... inalcançável. Sempre soube que ele tinha sorte de ter você. Mas nunca imaginei que um dia teria a oportunidade de te tocar." A mão dele subiu lentamente, os dedos traçando a linha do meu maxilar, depois descendo pelo meu pescoço, parando no decote profundo do meu vestido. "Posso?" perguntou, os olhos dele buscando os meus em busca de permissão. Eu assenti, minha respiração ofegante. Adrián deslizou a mão dentro do decote do meu vestido, seus dedos encontrando meu peito esquerdo, acariciando-o através do rendado do sutiã. Gemi suavemente, fechando os olhos, sentindo como meu corpo respondia traiçoeiramente ao seu toque. Era diferente de Mateo. As mãos de Adrián eram maiores, mais ásperas, mais exigentes. "Você é exatamente como eu te descrevia", murmurou Adrián, aproximando a boca do meu ouvido. "Macia, quente, receptiva. E esta noite, Hanna, esta noite você vai ser minha puta. Entendeu? Vai fazer tudo o que eu pedir, e Mateo vai ver. Vai saber. Cada gemido, cada orgasmo, cada vez que meu pau estiver dentro de você, ele vai saber." As palavras cruas, tão diferentes da forma delicada como Mateo sempre falava comigo, enviaram uma onda de calor direto para minha virilha. Senti que ficava molhada, que meu corpo se preparava para o que estava por vir. Adrián me virou bruscamente, fazendo com que eu me apoiasse contra a parede. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, levantando a saia do meu vestido, expondo minha calcinha de renda e o liguero. "Porra", rosnou, apertando minhas nádegas com força, separando-as levemente. "Olha essa bunda. Sonhei com essa bunda, Hanna. Com enterrar meu rosto nela, com te foder até você não aguentar mais." Gemi mais alto desta vez, arqueando minhas costas contra a parede, me oferecendo a ele. Adrián não perdeu tempo. Se ajoelhou na minha frente, subiu meu vestido até minha cintura, e puxou minha calcinha para baixo, deixando-a cair até meus tornozelos. Fiquei exposta diante dele, meu sexo raspado e brilhante de excitação, minhas coxas tremendo. Adrián me olhou de baixo, seus olhos escuros brilhando com luxúria. "Preciosa", murmurou, e então se lançou para frente, sua língua encontrando minha fenda em uma lambida longa e deliberada. Gritei, um som agudo que encheu o quarto, minhas mãos buscando algo para me agarrar, encontrando seu cabelo escuro e enredando-se nele. Adrián lambeu avidamente, sua língua especialista em encontrar meu clitóris, rodeando ele, chupando com força. Era diferente, tão diferente de qualquer sexo oral que eu já tinha recebido antes. Não tinha timidez, não tinha delicadeza excessiva. Adrián me comia como se estivesse com fome, como se meu prazer fosse sua única fonte de sustento. "Adrián... Deus...", eu gemi, meus quadris se movendo involuntariamente contra a boca dele, buscando mais fricção, mais contato. Ele respondeu introduzindo dois dedos dentro de mim, curvando eles para cima, buscando meu ponto G enquanto sua língua continuava trabalhando meu clitóris. A combinação foi explosiva. Senti que meu orgasmo se construía rapidamente, uma pressão insuportável no meu baixo ventre. "Vou gozar", avisei, minha voz entrecortada. "Adrián, vou..." Ele não parou. Se algo, intensificou seus movimentos, seus dedos batendo mais forte, sua língua se movendo mais rápido. E então explodi. Meu primeiro orgasmo da noite me sacudiu com força, minhas pernas tremendo, minha visão embaçando por um segundo. Adrián continuou me lambendo, prolongando meu prazer até que tive que empurrar a cabeça dele suavemente, sensível demais para suportar mais contato. Deslizei pela parede até sentar no chão, ofegante, meu vestido ainda levantado até a cintura. Adrián se ajoelhou na minha frente, sua boca brilhando com meus sucos, um sorriso satisfeito no rosto dele. "Um", disse ele, levantando um dedo. "E vamos por mais." Ele me ajudou a levantar e me levou para a cama. Me sentou na borda e tirou a camisa, revelando um torso esculpido, com músculos definidos e uma linha de pelos escuros que descia desde seu umbigo até o cinto da calça. Ele tirou os sapatos e as calças, ficando só de boxer, e a protuberância da ereção dele era evidente, grande e tentadora. "Quero que você chupe ele", disse Adrián, seu tom deixando claro que não era um pedido mas uma ordem. "Quero que você me tome até o fundo da sua garganta, Hanna. Quero ver esses lábios carnudos envolvendo meu pau. Obedeci, me ajoelhando na beira da cama na frente dele. Puxei o boxer dele e o membro saltou livre, grosso, comprido, com uma veia saliente no dorso e a ponta brilhando de pré-gozo. Peguei com as duas mãos, admirando o tamanho, o peso, o calor. Aproximei da minha boca e lambi a ponta, saboreando o líquido salgado, antes de abrir os lábios e colocá-lo pra dentro.
Adrián grunhiu, suas mãos encontrando meu cabelo, não empurrando, apenas segurando enquanto eu começava a mover minha cabeça. Tentei pegar o máximo que pude, mas era grande, e meu reflexo de ânsia me parou no meio do caminho. Usei minhas mãos para compensar, movendo-as em sincronia com minha boca, criando uma fricção molhada e quente. "Isso", grunhiu Adrián, me observando com olhos vidrados. "Você é uma boa menina, né? Uma boa puta que sabe chupar pau." As palavras me excitaram mais do que eu queria admitir. Gemi ao redor do membro dele, as vibrações fazendo Adrián gemer. Aumentei o ritmo, chupando mais rápido, usando minha língua para acariciar a parte de baixo da glande dele em cada movimento pra trás. De repente, Adrián se afastou, o pau dele saindo da minha boca com um som molhado. "Chega", disse ele, respirando com dificuldade. "Não quero gozar ainda. Quero ficar duro quando te foder." Limpei minha boca com as costas da mão, olhando pra ele com olhos suplicantes. "Então me fode", sussurrei, me surpreendendo com a crueza das minhas palavras. "Me fode, Adrián. Quero sentir você dentro." Adrián sorriu, um sorriso lento e perigoso. "Primeiro, mensagem pro Mateo. Quero que você diga exatamente o que a gente tá fazendo." Peguei meu celular da mesinha de cabeceira, minhas mãos tremendo. Escrevi uma mensagem: "Tô de joelhos na frente do Adrián. Ele acabou de me comer até eu gozar. Agora tô pelada pra ele, pronta pra ele me foder. Te amo, mas preciso disso." Enviei a mensagem junto com uma foto que Adrián tirou de mim, ajoelhada na cama, o vestido levantado, minha calcinha no tornozelo, meu rosto corado e meus olhos brilhando de tesão.
A resposta de Mateo chegou quase imediatamente: "Deus, Hanna, estou tão duro. Estou me tocando vendo sua foto. Quero que você aproveite, que seja dele essa noite. Quero saber cada detalhe." Adrián leu a mensagem por cima do meu ombro e riu baixinho. "Seu namorado é um pervertido de primeira, sabia? Adoro isso." Ele pegou o celular das minhas mãos e deixou sobre a cômoda, longe da gente. "Agora, sem distrações." Ele me empurrou suavemente para trás até eu estar deitada na cama, meu vestido ainda no corpo mas completamente levantado, expondo meu corpo nu da cintura para baixo. Adrián subiu na cama, separando minhas pernas com os joelhos, se posicionando entre elas. Ele pegou o membro na mão e esfregou contra minha entrada, se molhando com minha umidade, me provocando. "Por favor", implorei, arqueando minhas costas, tentando empurrar meus quadris para frente, buscando a penetração. "Por favor o quê?" perguntou Adrián, zombando, roçando meu clitóris com a glande uma e outra vez. "Por favor, me fode", gemi, desesperada. "Mete seu pau dentro de mim, Adrián. Eu preciso de você." Com um grunhido baixo, Adrián empurrou para frente, me penetrando de uma só estocada profunda e contundente. Gritei, minhas costas arqueando do colchão, minhas unhas cravando nos ombros dele. Era grande, me esticava, me preenchia por completo. Por um momento ficamos assim, conectados, ele enterrado até a base dentro de mim, ambos ofegando, nos adaptando à sensação.

Caralho, você tá tão apertada", rosnou Adrián, começando a se mover. "Tão quente, tão molhada. Vou aproveitar cada segundo disso, Hanna." Começou a me foder com movimentos lentos mas profundos, tirando quase todo o membro dele pra depois enterrar de novo até o fundo. Cada investida fazia meus peitos se moverem dentro do vestido, fazia meu corpo inteiro tremer. Gemía sem controle, sem vergonha, meus sons preenchendo o quarto. Adrián aumentou o ritmo gradualmente, os quadris dele batendo contra os meus com força, criando um som seco de pele contra pele que se misturava com nossos arquejos. Ele se inclinou sobre mim, a boca dele encontrando meu pescoço, mordendo, chupando, deixando marcas que amanhã eu teria que esconder. "Você gosta, né?" sussurrou contra minha pele. "Você gosta que eu te foda gostoso. Que eu te use. Você é uma puta enrustida, Hanna, e essa noite você saiu pra brincar." "Sim", admiti, minha voz mal um fio de som. "Sim, eu gosto. Me fode mais gostoso, Adrián. Não para." Ele obedeceu, mudando o ângulo das investidas, levantando minhas pernas sobre os ombros dele pra me penetrar mais fundo. O novo ângulo fazia o membro dele roçar um ponto sensível dentro de mim a cada movimento, mandando faíscas de prazer por toda minha coluna. "Aí, bem aí", gemi, minhas mãos agarrando os lençóis, meus olhos fechados com força. "Não para, por favor, não para." Adrián manteve esse ritmo, batendo nesse ponto uma e outra vez, as investidas dele ficando mais rápidas, mais desesperadas. Sentia meu segundo orgasmo se construindo, mais intenso que o primeiro, uma onda de prazer que crescia imparável. "Goza pra mim", ordenou Adrián, sentindo como meu corpo se tensionava. "Goza no meu pau, Hanna. Quero sentir você gozar." E então me soltei. Meu segundo orgasmo me atingiu como um tsunami, contrações violentas que percorreram meu corpo, me fazendo gritar o nome dele, me fazendo tremer debaixo dele. Adrián continuou fodendo, prolongando meu prazer, usando meu corpo enquanto eu estava imersa na sensação. Quando meu orgasmo diminuiu, Adrián se retirou, me deixando vazia e ofegante. "Quero te provar", disse ele, e antes que eu pudesse processar suas palavras, ele abaixou a cabeça entre minhas pernas e começou a lamber de novo, desta vez recolhendo nossas misturas com a língua, me limpando com avidez. Foi demais. Estava sensível demais, intenso demais. Tentei fechar as pernas, mas ele me manteve aberta, sua língua trabalhando meu clitóris hipersensibilizado até que senti outro orgasmo se construindo, impossível, inesperado. "Não consigo... é demais...", balbuciei. "Consegue", contradisse Adrián, sua voz vibrando contra mim. "E você vai." E eu fui. Meu terceiro orgasmo foi diferente, mais profundo, mais prolongado, uma série de contrações que pareciam nunca terminar. Adrián me manteve na borda, lambendo suavemente até que tive que empurrá-lo, exausta, tremendo incontrolavelmente. Ele olhou para mim de entre minhas coxas, sua boca úmida, seus olhos escuros brilhando. "Você é incrível", disse ele, subindo pelo meu corpo até ficar ao meu lado. "Mas ainda não terminei com você." Ele pegou meu celular da cômoda e me entregou. "Liga pra ele. Quero que Mateo ouça o que acontece." Disquei o número de Mateo, minha voz tremendo. Ele atendeu no primeiro toque. "Hanna", disse ele, sua voz tensa, excitada. "Como você está?" "Estou...", comecei, mas Adrián pegou o celular da minha mão e colocou no viva-voz. "Ela está perfeita, Mateo", disse Adrián, sua voz clara e arrogante. "Ela acabou de gozar três vezes. Está destruída, ofegante, e vou foder ela de novo. Quer ouvir?" "Por favor", implorou Mateo, sua voz distante mas clara no viva-voz. Adrián me virou de bruços, levantando meus quadris. "De quatro", ordenou. "Quero ver essa bunda enquanto te fodo." Obedeci, me posicionando sobre minhas mãos e joelhos, meu rosto pressionado contra o travesseiro, o celular ainda no viva-voz perto de nós. Adrián se posicionou atrás de mim, separando minhas nádegas com as mãos, admirando a vista. "Olha isso, Mateo", disse Adrián, e senti seu dedo traçando minha entrada, ainda molhada e aberta. "Sua namorada está pronta pra mim. Está implorando por mais." E então ele entrou de novo, dessa vez por trás, numa estocada profunda e brutal que me fez gritar no travesseiro. Adrián agarrou meus quadris com força, seus dedos cravando na minha carne, e começou a me foder com um ritmo selvagem, desenfreado, seus quadris batendo contra minhas nádegas com força suficiente pra deixar marcas. "Tá ouvindo isso, Mateo?" rosnou Adrián, cada palavra acompanhada de uma investida. "Tá ouvindo como sua namorada grita? Como ela ama meu pau?" "Sim", ofegou Mateo do outro lado da linha. "Sim, tô ouvindo. Hanna, você tá bem?" "Tô...", consegui dizer entre gemidos, "tô... Deus, Adrián, é tão bom..." "Ela tá gozando de novo", anunciou Adrián, sentindo como meu corpo se tensionava. "Vai, Hanna, goza pra mim, pro seu namorado, pra ele ouvir." E me soltei pela quarta vez, um orgasmo devastador que me fez colapsar sobre a cama, mas Adrián me manteve levantada pelos quadris, continuando a foder, usando meu corpo convulsionado pro próprio prazer dele. Eu estava perdendo a noção do tempo, do espaço, de quem eu era. Era só sensação, só prazer, só o som das nossas carnes se chocando e os gemidos de Mateo ao telefone, que continuava conectado, ouvindo cada segundo. Adrián se retirou e me virou de novo, dessa vez tirando meu vestido por completo, me deixando só de sutiã e meia-calça. Ele me olhou, percorrendo meu corpo nu com os olhos, e pela primeira vez vi algo além de luxúria no olhar dele. Havia admiração, quase ternura. "Você é linda", disse, a voz mais suave agora. "Tão receptiva, tão apaixonada. Mateo tem sorte." Depois se inclinou e me beijou. Foi um beijo profundo, lento, diferente de tudo antes. Seus lábios se moveram contra os meus com ternura, sua língua explorando minha boca suavemente. Foi um momento de conexão íntima, inesperada, que me fez sentir vulnerável e cuidada ao mesmo tempo. Quando ele se separou, pegou minha mão e a guiou até o membro dele, ainda duro, ainda quente. "Me toca", sussurrou. "Quero sentir suas mãos." Eu o acariciei, movendo minha mão pra cima e pra baixo, sentindo o pulso dele sob minha palma. Adrián gemeu, fechando os olhos, se deixando tocar por um momento. Mas logo a necessidade dele voltou a tomar conta. "Quero te provar de novo", disse, e dessa vez me guiou até eu estar sentada montada no rosto dele, olhando pra cabeceira da cama, minha buceta posicionada diretamente sobre a boca dele. "Senta", ordenou. "Usa meu rosto." Hesitei um segundo, mas depois desci lentamente, sentindo a língua dele encontrar meu clitóris imediatamente. Comecei a mover meus quadris, me esfregando contra a boca dele, controlando o ritmo, a pressão. Era uma sensação de poder incrível, vê-lo embaixo de mim, as mãos dele agarrando minhas coxas, a língua dele me servindo. Enquanto eu montava no rosto dele, Adrián usou uma mão pra se masturbar, os dedos envolvendo o membro, se movendo em sincronia com meus movimentos. A visão era erótica, vê-lo se tocando enquanto me satisfazia, ver o corpo dele tenso de desejo. "Tô quase lá", avisei, meus movimentos ficando mais rápidos, mais desesperados. Adrián respondeu sugando meu clitóris com força, e isso foi o suficiente. Meu quinto orgasmo me sacudiu, menos intenso que os anteriores mas mais prolongado, uma série de ondas que me fizeram tremer e ofegar. Deslizei pra baixo, exausta, e Adrián me guiou até eu estar sentada no colo dele, o membro posicionado na minha entrada. "Mais uma vez", sussurrou. "Vamos juntos dessa vez." Desci sobre ele, o tomando dentro de mim, me preenchendo de novo. Nos beijamos, um beijo molhado e profundo que tinha gosto de nós, da nossa mistura. Comecei a me mover, montando nele lentamente, sentindo cada centímetro dele dentro de mim. Adrián agarrou meus quadris, guiando meu ritmo, os polegares dele traçando círculos na minha pele. "Você é perfeita", murmurou contra minha boca. "Tão perfeita." O ritmo se intensificou, nossos corpos encontrando uma sincronia perfeita. Eu podia sentir que Adrián estava perto, sua respiração ficava entrecortada, seus músculos se tensavam. Eu também estava perto de novo, impressionantemente, inexplicavelmente, meu corpo respondendo a cada investida com renovada urgência. "Goza comigo", implorei, minha testa pressionada contra a dele, nossos olhos fechados. "Adrián, goza dentro de mim. Quero te sentir." Ele grunhiu, seus dedos cravando nos meus quadris, e empurrou pra cima com força, uma estocada profunda e final. Senti o pau dele pulsando dentro de mim, liberando o esperma quente, e isso me empurrou pro limite. Meu sexto orgasmo veio simultaneamente, minhas contrações apertando ao redor dele, ordenando, prolongando o prazer dele enquanto o meu se espalhava por todo o meu corpo. Ficamos assim, ofegantes, suados, conectados, por longos minutos. Quando finalmente me separei dele, vi que o telefone ainda estava no viva-voz, e a voz de Mateo, suave e emocionada, chegou até nós. "Isso foi...", começou, procurando as palavras. "Isso foi a coisa mais linda e excitante que eu já vi. Hanna, você tá bem? De verdade?" Peguei o telefone, minha voz rouca pelos gritos. "Tô bem", sussurrei. "Tô mais que bem, amor. Tô... transformada." Adrián sentou na cama, sorrindo, e pegou o telefone. "Sua namorada é uma deusa, Mateo", disse, sem arrogância dessa vez, só com genuína admiração. "Cuida dela." Passamos mais uma hora no quarto, nos recuperando, conversando os três pelo telefone, rindo, compartilhando a intimidade do que tínhamos vivido. Adrián me ajudou a me vestir, suas mãos carinhosas agora, cuidadosas. Quando saímos do hotel, já passava das duas da manhã. A viagem de volta foi diferente. Havia uma cumplicidade entre nós, uma amizade profunda que tinha nascido da intimidade compartilhada. Adrián me deixou no meu apartamento, e quando abri a porta, lá estava Mateo, me esperando com uma xícara de chá quente e os braços abertos. Me fundi no abraço dele, Sentindo o cheiro da colônia familiar dele, sentindo o amor dele me envolver. "Obrigada", sussurrei contra o peito dele. "Não", disse Mateo, beijando meu cabelo. "Obrigado a você. Por confiar em mim, em nós. Por ser tão corajosa." Naquela noite, enquanto Mateo me fazia amor com uma ternura renovada, uma paixão intensificada pelo que ele tinha presenciado, eu soube que algo tinha mudado para sempre. Não éramos mais o mesmo casal de antes. Éramos algo mais complexo, mais aberto, mais livre. E enquanto eu adormecia nos braços dele, exausta, satisfeita, transformada, eu sabia que essa era apenas a primeira de muitas aventuras que viriam. Porque agora que eu tinha descoberto essa Hanna insaciável, essa mulher que podia perder o controle e gostar disso, não tinha mais volta. E Mateo, meu amor, meu cúmplice, estava mais do que disposto a me acompanhar nessa jornada de descoberta. O amanhecer se infiltrava pelas cortinas quando finalmente fechei os olhos, meu corpo ainda vibrando com a lembrança das mãos de Adrián, minha mente cheia de imagens eróticas, meu coração cheio de amor e gratidão. Tinha sido a noite mais intensa da minha vida, e eu sabia que nunca iria esquecê-la. Porque naquela noite, naquele hotel anônimo, Hanna a tímida, Hanna a reservada, tinha morrido, e em seu lugar tinha nascido uma mulher segura da sua sexualidade, dona do seu prazer, pronta para explorar cada canto escuro do seu desejo. E eu tinha um homem ao meu lado que estava disposto a caminhar esse caminho comigo, de mãos dadas, para onde quer que nossa imaginação nos levasse.



Sou a Hanna, tenho vinte e seis anos, e embora sempre tenha sido considerada tímida por natureza, a genética me dotou com um corpo que parece gritar o contrário. Tenho um metro e setenta e cinco, pernas longas e tonificadas que terminam em quadris largos mas firmes, uma cintura estreita que contrasta com uma bunda redonda e proeminente, e peitos naturais de tamanho médio mas exquisitamente proporcionais, com mamilos de um tom rosa pálido que ficam duros ao menor estímulo. Minha pele é de um branco níveo, praticamente translúcida, com sardas espalhadas pelos ombros e pelo nariz, e meus olhos são de um azul elétrico intenso que costuma ser a primeira coisa que as pessoas comentam ao me conhecer. Meu cabelo é castanho escuro, longo e liso, caindo em cascata até a metade das minhas costas. As pessoas dizem que tenho uma cara de "me fode", esses lábios carnudos e esse olhar inocente que parece pedir aos gritos que alguém me corrompa, embora na verdade minha personalidade seja todo o contrário: reservada, analítica, alguém que prefere os livros às festas e as conversas profundas ao contato físico casual.
Mateo sabia. Tinha me conhecido na universidade, quando eu ainda usava suéteres oversized e evitava contato visual. Ele foi paciente, me conquistou com sua inteligência e seu senso de humor, e durante os primeiros dois anos nossa vida sexual foi convencional, prazerosa mas previsível. Até que ele começou a me comprar roupas. Primeiro foram tangas de renda que ele pedia pra eu usar só pra ele. Depois vestidos que eu considerava ousados demais pro meu gosto, mas que ele insistia que eu experimentasse. Lembro da primeira vez que saímos com aquele vestido preto de verão que mal cobria minha bunda; senti suas mãos tremerem quando entrei no carro, e durante todo o jantar notei seu joelho quicando nervosamente debaixo da mesa, seu olhar pulando constantemente pro decote que o vestido deixava à mostra.
Foi naquela noite, quando chegamos em casa e fizemos amor com uma intensidade que não sentíamos há meses, que Mateo, suado e ofegante sobre mim, sussurrou no meu ouvido: "Viu como aquele cara do bar te olhava? Queria te arrancar o vestido com os olhos. Fico tão duro só de pensar que outros homens te desejam, Hanna. Que sabem que você é minha, mas morrem de vontade de te provar." Naquele momento achei que era só um jogo de roleplay, uma fantasia passageira. Mas Mateo começou a insistir. Queria que eu sentasse em lugares onde outros homens pudessem me ver de perto. Queria que eu me inclinasse mais do que devia quando pedíamos algo no balcão. Uma noite, depois de várias taças de vinho, ele me confessou sua fantasia mais profunda: queria me ver com outro homem. Não queria me compartilhar a longo prazo, não era isso. Queria me ver sendo fodida, usada, transformada naquela versão de mim mesma que só ele tinha vislumbrado depois de anos de paciência: a puta insaciável que eu carregava por dentro, reprimida sob camadas de timidez e boas maneiras. No começo recusei. Ficava horrorizada com a ideia, me sentia insultada até. Mas Mateo foi persistente, não de forma agressiva, mas sedutora. Me mostrava vídeos, me lia histórias, me falava do quanto seria excitante me ver perder o controle, me ver me transformar. E lentamente, quase sem perceber, comecei a imaginar. Comecei a fantasiar com a ideia de que outra pessoa me tocasse enquanto Mateo observava, ou até enquanto ele não estava presente mas sabia, enquanto recebia provas da minha depravação. O candidato natural foi Adrián, o melhor amigo de Mateo desde o ensino médio. Alto, moreno, com um corpo atlético que contrastava com a compleição mais magra de Mateo, Adrián tinha aquele olhar intenso que fazia as mulheres se sentirem imediatamente nuas diante dele. Era solteiro, era discreto, e o mais importante: Mateo confiava nele cegamente. Eles tinham conversado, eu soube depois. Tinham combinado os termos, os limites. Adrián estava disposto a ser o instrumento da nossa fantasia, e eu, depois de meses de dúvidas e conversas intermináveis, finalmente tinha aceitado. A noite escolhida foi um sábado. Mateo ficaria no nosso apartamento, a uns vinte minutos de carro do hotel que tínhamos reservado no centro. Adrián me pegaria às oito. A ideia era que passássemos a noite juntos, que Mateo recebesse mensagens, fotos, talvez até uma videochamada, enquanto seu melhor amigo me fodesse no quarto do hotel. Passei horas me preparando. Me depilei completamente, deixando minha pele lisa e nua. Coloquei um conjunto de lingerie preta que Mateo tinha escolhido especificamente para a ocasião: um sutiã de renda que realçava meus peitos até deixá-los à beira do escândalo, uma calcinha fio-dental que se perdia entre minhas nádegas. Por cima disso, vesti o vestido que Mateo tinha deixado sobre a cama: um vestido dourado, justo, com um decote profundo em V que chegava quase até meu umbigo, e uma saia tão curta que mal cobria a parte superior das minhas coxas. Era um vestido que dizia "estou disponível", "me usa", "sou uma puta disposta a tudo".
Quando me olhei no espelho, quase não me reconheci. Meus olhos azuis brilhavam com uma intensidade nervosa, minhas bochechas estavam coradas, e meu corpo... meu corpo parecia feito para o pecado. O vestido marcava cada curva, cada vale, cada elevação da minha anatomia. Senti um arrepio percorrer minha espinha, uma mistura de medo e excitação que fez meus mamilos ficarem duros visivelmente sob o fino tecido dourado. O interfone tocou às oito em ponto. Abri a porta e lá estava Adrián, impecável com um terno escuro e uma camisa preta aberta no colarinho. Seu olhar me percorreu lentamente, dos meus sapatos de salto até meus olhos, e um sorriso lento e predador se desenhou em seus lábios. "Porra, Hanna", murmurou, sua voz grave e rouca. "Você está... incrível." Engoli em seco, sentindo o rubor subir do meu peito até meu rosto. "Obrigada", sussurrei, minha voz mal audível. Adrián estendeu a mão e pegou a minha, seus dedos quentes e firmes. "Você está pronta?" Assenti, embora meu coração batesse tão forte que eu temia que fosse sair do peito. Peguei minha bolsa, deixando na mesa um bilhete para Mateo que simplesmente dizia: "Te amo. Nos vemos amanhã." Embora eu soubesse que estaríamos em contato constante durante toda a noite. O carro de Adrián era um sedã preto, elegante e discreto. Durante o trajeto até o hotel, a conversa foi tensa mas cortês. Falamos do clima, do trabalho, de coisas insignificantes, enquanto eu sentia que cada segundo que passava me aproximava mais do ponto sem retorno. Adrián dirigia com uma mão no volante, e com a outra, ocasionalmente, roçava minha coxa nua, seus dedos queimando minha pele através da meia de seda. "Mateo está muito excitado", disse Adrián de repente, parando em um semáforo vermelho. "Ele me mandou três mensagens nos últimos dez minutos perguntando se eu já te peguei." Sorri nervosamente, pegando meu celular. Tinha uma mensagem de Mateo: "Já estão a caminho? Como ela está? Diz que eu a amo." Respondi rapidamente: "Sim, estamos indo ao hotel. Estou nervosa mas bem. Te amo." Adrián olhou de soslaio pro meu celular. "Você mandou mensagem pra ele?" "Sim", respondi, guardando o celular na bolsa. "Bom", disse Adrián, acelerando quando o semáforo mudou, "logo ele vai ter muito mais que mensagens de texto pra ver." Chegamos ao hotel vinte minutos depois. Era um estabelecimento quatro estrelas, moderno e anônimo, perfeito pras nossas intenções. Adrián tinha reservado uma suíte no terceiro andar. Subimos no elevador em silêncio, o ar entre a gente carregado de eletricidade sexual. Eu podia sentir o olhar de Adrián cravado no meu reflexo nas portas metálicas do elevador, avaliando meu corpo, antecipando o que estava por vir. O quarto era espaçoso, com uma cama king-size no centro, coberta com lençóis brancos e travesseiros abundantes. Tinha uma garrafa de champanhe num balde de gelo sobre a cômoda, e duas taças. Adrián trancou a porta e se virou pra mim. "Quer uma taça?" perguntou, tirando o paletó do terno e pendurando no armário. Neguei com a cabeça. "Não quero nada que me deixe lerda", disse, minha voz soando mais firme do que eu me sentia. "Quero estar presente, consciente de cada segundo." Adrián assentiu, se aproximando de mim. Estávamos a centímetros de distância. Podia sentir o perfume dele, amadeirado e masculino, e por baixo dele, o cheiro natural da pele dele. Era alto, tinha que levantar o olhar pra encarar os olhos escuros que me devolviam o olhar com fome contida. "Sabe?", disse Adrián, sua voz baixando até virar um sussurro rouco, "Mateo me contou durante anos o quão perfeita você é. O quão linda, o quão inteligente, o quão... inalcançável. Sempre soube que ele tinha sorte de ter você. Mas nunca imaginei que um dia teria a oportunidade de te tocar." A mão dele subiu lentamente, os dedos traçando a linha do meu maxilar, depois descendo pelo meu pescoço, parando no decote profundo do meu vestido. "Posso?" perguntou, os olhos dele buscando os meus em busca de permissão. Eu assenti, minha respiração ofegante. Adrián deslizou a mão dentro do decote do meu vestido, seus dedos encontrando meu peito esquerdo, acariciando-o através do rendado do sutiã. Gemi suavemente, fechando os olhos, sentindo como meu corpo respondia traiçoeiramente ao seu toque. Era diferente de Mateo. As mãos de Adrián eram maiores, mais ásperas, mais exigentes. "Você é exatamente como eu te descrevia", murmurou Adrián, aproximando a boca do meu ouvido. "Macia, quente, receptiva. E esta noite, Hanna, esta noite você vai ser minha puta. Entendeu? Vai fazer tudo o que eu pedir, e Mateo vai ver. Vai saber. Cada gemido, cada orgasmo, cada vez que meu pau estiver dentro de você, ele vai saber." As palavras cruas, tão diferentes da forma delicada como Mateo sempre falava comigo, enviaram uma onda de calor direto para minha virilha. Senti que ficava molhada, que meu corpo se preparava para o que estava por vir. Adrián me virou bruscamente, fazendo com que eu me apoiasse contra a parede. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, levantando a saia do meu vestido, expondo minha calcinha de renda e o liguero. "Porra", rosnou, apertando minhas nádegas com força, separando-as levemente. "Olha essa bunda. Sonhei com essa bunda, Hanna. Com enterrar meu rosto nela, com te foder até você não aguentar mais." Gemi mais alto desta vez, arqueando minhas costas contra a parede, me oferecendo a ele. Adrián não perdeu tempo. Se ajoelhou na minha frente, subiu meu vestido até minha cintura, e puxou minha calcinha para baixo, deixando-a cair até meus tornozelos. Fiquei exposta diante dele, meu sexo raspado e brilhante de excitação, minhas coxas tremendo. Adrián me olhou de baixo, seus olhos escuros brilhando com luxúria. "Preciosa", murmurou, e então se lançou para frente, sua língua encontrando minha fenda em uma lambida longa e deliberada. Gritei, um som agudo que encheu o quarto, minhas mãos buscando algo para me agarrar, encontrando seu cabelo escuro e enredando-se nele. Adrián lambeu avidamente, sua língua especialista em encontrar meu clitóris, rodeando ele, chupando com força. Era diferente, tão diferente de qualquer sexo oral que eu já tinha recebido antes. Não tinha timidez, não tinha delicadeza excessiva. Adrián me comia como se estivesse com fome, como se meu prazer fosse sua única fonte de sustento. "Adrián... Deus...", eu gemi, meus quadris se movendo involuntariamente contra a boca dele, buscando mais fricção, mais contato. Ele respondeu introduzindo dois dedos dentro de mim, curvando eles para cima, buscando meu ponto G enquanto sua língua continuava trabalhando meu clitóris. A combinação foi explosiva. Senti que meu orgasmo se construía rapidamente, uma pressão insuportável no meu baixo ventre. "Vou gozar", avisei, minha voz entrecortada. "Adrián, vou..." Ele não parou. Se algo, intensificou seus movimentos, seus dedos batendo mais forte, sua língua se movendo mais rápido. E então explodi. Meu primeiro orgasmo da noite me sacudiu com força, minhas pernas tremendo, minha visão embaçando por um segundo. Adrián continuou me lambendo, prolongando meu prazer até que tive que empurrar a cabeça dele suavemente, sensível demais para suportar mais contato. Deslizei pela parede até sentar no chão, ofegante, meu vestido ainda levantado até a cintura. Adrián se ajoelhou na minha frente, sua boca brilhando com meus sucos, um sorriso satisfeito no rosto dele. "Um", disse ele, levantando um dedo. "E vamos por mais." Ele me ajudou a levantar e me levou para a cama. Me sentou na borda e tirou a camisa, revelando um torso esculpido, com músculos definidos e uma linha de pelos escuros que descia desde seu umbigo até o cinto da calça. Ele tirou os sapatos e as calças, ficando só de boxer, e a protuberância da ereção dele era evidente, grande e tentadora. "Quero que você chupe ele", disse Adrián, seu tom deixando claro que não era um pedido mas uma ordem. "Quero que você me tome até o fundo da sua garganta, Hanna. Quero ver esses lábios carnudos envolvendo meu pau. Obedeci, me ajoelhando na beira da cama na frente dele. Puxei o boxer dele e o membro saltou livre, grosso, comprido, com uma veia saliente no dorso e a ponta brilhando de pré-gozo. Peguei com as duas mãos, admirando o tamanho, o peso, o calor. Aproximei da minha boca e lambi a ponta, saboreando o líquido salgado, antes de abrir os lábios e colocá-lo pra dentro.
Adrián grunhiu, suas mãos encontrando meu cabelo, não empurrando, apenas segurando enquanto eu começava a mover minha cabeça. Tentei pegar o máximo que pude, mas era grande, e meu reflexo de ânsia me parou no meio do caminho. Usei minhas mãos para compensar, movendo-as em sincronia com minha boca, criando uma fricção molhada e quente. "Isso", grunhiu Adrián, me observando com olhos vidrados. "Você é uma boa menina, né? Uma boa puta que sabe chupar pau." As palavras me excitaram mais do que eu queria admitir. Gemi ao redor do membro dele, as vibrações fazendo Adrián gemer. Aumentei o ritmo, chupando mais rápido, usando minha língua para acariciar a parte de baixo da glande dele em cada movimento pra trás. De repente, Adrián se afastou, o pau dele saindo da minha boca com um som molhado. "Chega", disse ele, respirando com dificuldade. "Não quero gozar ainda. Quero ficar duro quando te foder." Limpei minha boca com as costas da mão, olhando pra ele com olhos suplicantes. "Então me fode", sussurrei, me surpreendendo com a crueza das minhas palavras. "Me fode, Adrián. Quero sentir você dentro." Adrián sorriu, um sorriso lento e perigoso. "Primeiro, mensagem pro Mateo. Quero que você diga exatamente o que a gente tá fazendo." Peguei meu celular da mesinha de cabeceira, minhas mãos tremendo. Escrevi uma mensagem: "Tô de joelhos na frente do Adrián. Ele acabou de me comer até eu gozar. Agora tô pelada pra ele, pronta pra ele me foder. Te amo, mas preciso disso." Enviei a mensagem junto com uma foto que Adrián tirou de mim, ajoelhada na cama, o vestido levantado, minha calcinha no tornozelo, meu rosto corado e meus olhos brilhando de tesão.
A resposta de Mateo chegou quase imediatamente: "Deus, Hanna, estou tão duro. Estou me tocando vendo sua foto. Quero que você aproveite, que seja dele essa noite. Quero saber cada detalhe." Adrián leu a mensagem por cima do meu ombro e riu baixinho. "Seu namorado é um pervertido de primeira, sabia? Adoro isso." Ele pegou o celular das minhas mãos e deixou sobre a cômoda, longe da gente. "Agora, sem distrações." Ele me empurrou suavemente para trás até eu estar deitada na cama, meu vestido ainda no corpo mas completamente levantado, expondo meu corpo nu da cintura para baixo. Adrián subiu na cama, separando minhas pernas com os joelhos, se posicionando entre elas. Ele pegou o membro na mão e esfregou contra minha entrada, se molhando com minha umidade, me provocando. "Por favor", implorei, arqueando minhas costas, tentando empurrar meus quadris para frente, buscando a penetração. "Por favor o quê?" perguntou Adrián, zombando, roçando meu clitóris com a glande uma e outra vez. "Por favor, me fode", gemi, desesperada. "Mete seu pau dentro de mim, Adrián. Eu preciso de você." Com um grunhido baixo, Adrián empurrou para frente, me penetrando de uma só estocada profunda e contundente. Gritei, minhas costas arqueando do colchão, minhas unhas cravando nos ombros dele. Era grande, me esticava, me preenchia por completo. Por um momento ficamos assim, conectados, ele enterrado até a base dentro de mim, ambos ofegando, nos adaptando à sensação.

Caralho, você tá tão apertada", rosnou Adrián, começando a se mover. "Tão quente, tão molhada. Vou aproveitar cada segundo disso, Hanna." Começou a me foder com movimentos lentos mas profundos, tirando quase todo o membro dele pra depois enterrar de novo até o fundo. Cada investida fazia meus peitos se moverem dentro do vestido, fazia meu corpo inteiro tremer. Gemía sem controle, sem vergonha, meus sons preenchendo o quarto. Adrián aumentou o ritmo gradualmente, os quadris dele batendo contra os meus com força, criando um som seco de pele contra pele que se misturava com nossos arquejos. Ele se inclinou sobre mim, a boca dele encontrando meu pescoço, mordendo, chupando, deixando marcas que amanhã eu teria que esconder. "Você gosta, né?" sussurrou contra minha pele. "Você gosta que eu te foda gostoso. Que eu te use. Você é uma puta enrustida, Hanna, e essa noite você saiu pra brincar." "Sim", admiti, minha voz mal um fio de som. "Sim, eu gosto. Me fode mais gostoso, Adrián. Não para." Ele obedeceu, mudando o ângulo das investidas, levantando minhas pernas sobre os ombros dele pra me penetrar mais fundo. O novo ângulo fazia o membro dele roçar um ponto sensível dentro de mim a cada movimento, mandando faíscas de prazer por toda minha coluna. "Aí, bem aí", gemi, minhas mãos agarrando os lençóis, meus olhos fechados com força. "Não para, por favor, não para." Adrián manteve esse ritmo, batendo nesse ponto uma e outra vez, as investidas dele ficando mais rápidas, mais desesperadas. Sentia meu segundo orgasmo se construindo, mais intenso que o primeiro, uma onda de prazer que crescia imparável. "Goza pra mim", ordenou Adrián, sentindo como meu corpo se tensionava. "Goza no meu pau, Hanna. Quero sentir você gozar." E então me soltei. Meu segundo orgasmo me atingiu como um tsunami, contrações violentas que percorreram meu corpo, me fazendo gritar o nome dele, me fazendo tremer debaixo dele. Adrián continuou fodendo, prolongando meu prazer, usando meu corpo enquanto eu estava imersa na sensação. Quando meu orgasmo diminuiu, Adrián se retirou, me deixando vazia e ofegante. "Quero te provar", disse ele, e antes que eu pudesse processar suas palavras, ele abaixou a cabeça entre minhas pernas e começou a lamber de novo, desta vez recolhendo nossas misturas com a língua, me limpando com avidez. Foi demais. Estava sensível demais, intenso demais. Tentei fechar as pernas, mas ele me manteve aberta, sua língua trabalhando meu clitóris hipersensibilizado até que senti outro orgasmo se construindo, impossível, inesperado. "Não consigo... é demais...", balbuciei. "Consegue", contradisse Adrián, sua voz vibrando contra mim. "E você vai." E eu fui. Meu terceiro orgasmo foi diferente, mais profundo, mais prolongado, uma série de contrações que pareciam nunca terminar. Adrián me manteve na borda, lambendo suavemente até que tive que empurrá-lo, exausta, tremendo incontrolavelmente. Ele olhou para mim de entre minhas coxas, sua boca úmida, seus olhos escuros brilhando. "Você é incrível", disse ele, subindo pelo meu corpo até ficar ao meu lado. "Mas ainda não terminei com você." Ele pegou meu celular da cômoda e me entregou. "Liga pra ele. Quero que Mateo ouça o que acontece." Disquei o número de Mateo, minha voz tremendo. Ele atendeu no primeiro toque. "Hanna", disse ele, sua voz tensa, excitada. "Como você está?" "Estou...", comecei, mas Adrián pegou o celular da minha mão e colocou no viva-voz. "Ela está perfeita, Mateo", disse Adrián, sua voz clara e arrogante. "Ela acabou de gozar três vezes. Está destruída, ofegante, e vou foder ela de novo. Quer ouvir?" "Por favor", implorou Mateo, sua voz distante mas clara no viva-voz. Adrián me virou de bruços, levantando meus quadris. "De quatro", ordenou. "Quero ver essa bunda enquanto te fodo." Obedeci, me posicionando sobre minhas mãos e joelhos, meu rosto pressionado contra o travesseiro, o celular ainda no viva-voz perto de nós. Adrián se posicionou atrás de mim, separando minhas nádegas com as mãos, admirando a vista. "Olha isso, Mateo", disse Adrián, e senti seu dedo traçando minha entrada, ainda molhada e aberta. "Sua namorada está pronta pra mim. Está implorando por mais." E então ele entrou de novo, dessa vez por trás, numa estocada profunda e brutal que me fez gritar no travesseiro. Adrián agarrou meus quadris com força, seus dedos cravando na minha carne, e começou a me foder com um ritmo selvagem, desenfreado, seus quadris batendo contra minhas nádegas com força suficiente pra deixar marcas. "Tá ouvindo isso, Mateo?" rosnou Adrián, cada palavra acompanhada de uma investida. "Tá ouvindo como sua namorada grita? Como ela ama meu pau?" "Sim", ofegou Mateo do outro lado da linha. "Sim, tô ouvindo. Hanna, você tá bem?" "Tô...", consegui dizer entre gemidos, "tô... Deus, Adrián, é tão bom..." "Ela tá gozando de novo", anunciou Adrián, sentindo como meu corpo se tensionava. "Vai, Hanna, goza pra mim, pro seu namorado, pra ele ouvir." E me soltei pela quarta vez, um orgasmo devastador que me fez colapsar sobre a cama, mas Adrián me manteve levantada pelos quadris, continuando a foder, usando meu corpo convulsionado pro próprio prazer dele. Eu estava perdendo a noção do tempo, do espaço, de quem eu era. Era só sensação, só prazer, só o som das nossas carnes se chocando e os gemidos de Mateo ao telefone, que continuava conectado, ouvindo cada segundo. Adrián se retirou e me virou de novo, dessa vez tirando meu vestido por completo, me deixando só de sutiã e meia-calça. Ele me olhou, percorrendo meu corpo nu com os olhos, e pela primeira vez vi algo além de luxúria no olhar dele. Havia admiração, quase ternura. "Você é linda", disse, a voz mais suave agora. "Tão receptiva, tão apaixonada. Mateo tem sorte." Depois se inclinou e me beijou. Foi um beijo profundo, lento, diferente de tudo antes. Seus lábios se moveram contra os meus com ternura, sua língua explorando minha boca suavemente. Foi um momento de conexão íntima, inesperada, que me fez sentir vulnerável e cuidada ao mesmo tempo. Quando ele se separou, pegou minha mão e a guiou até o membro dele, ainda duro, ainda quente. "Me toca", sussurrou. "Quero sentir suas mãos." Eu o acariciei, movendo minha mão pra cima e pra baixo, sentindo o pulso dele sob minha palma. Adrián gemeu, fechando os olhos, se deixando tocar por um momento. Mas logo a necessidade dele voltou a tomar conta. "Quero te provar de novo", disse, e dessa vez me guiou até eu estar sentada montada no rosto dele, olhando pra cabeceira da cama, minha buceta posicionada diretamente sobre a boca dele. "Senta", ordenou. "Usa meu rosto." Hesitei um segundo, mas depois desci lentamente, sentindo a língua dele encontrar meu clitóris imediatamente. Comecei a mover meus quadris, me esfregando contra a boca dele, controlando o ritmo, a pressão. Era uma sensação de poder incrível, vê-lo embaixo de mim, as mãos dele agarrando minhas coxas, a língua dele me servindo. Enquanto eu montava no rosto dele, Adrián usou uma mão pra se masturbar, os dedos envolvendo o membro, se movendo em sincronia com meus movimentos. A visão era erótica, vê-lo se tocando enquanto me satisfazia, ver o corpo dele tenso de desejo. "Tô quase lá", avisei, meus movimentos ficando mais rápidos, mais desesperados. Adrián respondeu sugando meu clitóris com força, e isso foi o suficiente. Meu quinto orgasmo me sacudiu, menos intenso que os anteriores mas mais prolongado, uma série de ondas que me fizeram tremer e ofegar. Deslizei pra baixo, exausta, e Adrián me guiou até eu estar sentada no colo dele, o membro posicionado na minha entrada. "Mais uma vez", sussurrou. "Vamos juntos dessa vez." Desci sobre ele, o tomando dentro de mim, me preenchendo de novo. Nos beijamos, um beijo molhado e profundo que tinha gosto de nós, da nossa mistura. Comecei a me mover, montando nele lentamente, sentindo cada centímetro dele dentro de mim. Adrián agarrou meus quadris, guiando meu ritmo, os polegares dele traçando círculos na minha pele. "Você é perfeita", murmurou contra minha boca. "Tão perfeita." O ritmo se intensificou, nossos corpos encontrando uma sincronia perfeita. Eu podia sentir que Adrián estava perto, sua respiração ficava entrecortada, seus músculos se tensavam. Eu também estava perto de novo, impressionantemente, inexplicavelmente, meu corpo respondendo a cada investida com renovada urgência. "Goza comigo", implorei, minha testa pressionada contra a dele, nossos olhos fechados. "Adrián, goza dentro de mim. Quero te sentir." Ele grunhiu, seus dedos cravando nos meus quadris, e empurrou pra cima com força, uma estocada profunda e final. Senti o pau dele pulsando dentro de mim, liberando o esperma quente, e isso me empurrou pro limite. Meu sexto orgasmo veio simultaneamente, minhas contrações apertando ao redor dele, ordenando, prolongando o prazer dele enquanto o meu se espalhava por todo o meu corpo. Ficamos assim, ofegantes, suados, conectados, por longos minutos. Quando finalmente me separei dele, vi que o telefone ainda estava no viva-voz, e a voz de Mateo, suave e emocionada, chegou até nós. "Isso foi...", começou, procurando as palavras. "Isso foi a coisa mais linda e excitante que eu já vi. Hanna, você tá bem? De verdade?" Peguei o telefone, minha voz rouca pelos gritos. "Tô bem", sussurrei. "Tô mais que bem, amor. Tô... transformada." Adrián sentou na cama, sorrindo, e pegou o telefone. "Sua namorada é uma deusa, Mateo", disse, sem arrogância dessa vez, só com genuína admiração. "Cuida dela." Passamos mais uma hora no quarto, nos recuperando, conversando os três pelo telefone, rindo, compartilhando a intimidade do que tínhamos vivido. Adrián me ajudou a me vestir, suas mãos carinhosas agora, cuidadosas. Quando saímos do hotel, já passava das duas da manhã. A viagem de volta foi diferente. Havia uma cumplicidade entre nós, uma amizade profunda que tinha nascido da intimidade compartilhada. Adrián me deixou no meu apartamento, e quando abri a porta, lá estava Mateo, me esperando com uma xícara de chá quente e os braços abertos. Me fundi no abraço dele, Sentindo o cheiro da colônia familiar dele, sentindo o amor dele me envolver. "Obrigada", sussurrei contra o peito dele. "Não", disse Mateo, beijando meu cabelo. "Obrigado a você. Por confiar em mim, em nós. Por ser tão corajosa." Naquela noite, enquanto Mateo me fazia amor com uma ternura renovada, uma paixão intensificada pelo que ele tinha presenciado, eu soube que algo tinha mudado para sempre. Não éramos mais o mesmo casal de antes. Éramos algo mais complexo, mais aberto, mais livre. E enquanto eu adormecia nos braços dele, exausta, satisfeita, transformada, eu sabia que essa era apenas a primeira de muitas aventuras que viriam. Porque agora que eu tinha descoberto essa Hanna insaciável, essa mulher que podia perder o controle e gostar disso, não tinha mais volta. E Mateo, meu amor, meu cúmplice, estava mais do que disposto a me acompanhar nessa jornada de descoberta. O amanhecer se infiltrava pelas cortinas quando finalmente fechei os olhos, meu corpo ainda vibrando com a lembrança das mãos de Adrián, minha mente cheia de imagens eróticas, meu coração cheio de amor e gratidão. Tinha sido a noite mais intensa da minha vida, e eu sabia que nunca iria esquecê-la. Porque naquela noite, naquele hotel anônimo, Hanna a tímida, Hanna a reservada, tinha morrido, e em seu lugar tinha nascido uma mulher segura da sua sexualidade, dona do seu prazer, pronta para explorar cada canto escuro do seu desejo. E eu tinha um homem ao meu lado que estava disposto a caminhar esse caminho comigo, de mãos dadas, para onde quer que nossa imaginação nos levasse.



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