58: Última entrega informal (Final)




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Compêndio III58: ÚLTIMA ENTREGA INFORMAL (Final)58: Última entrega informal (Final)Ela soltou uma risadinha, um som frágil e ofegante que parecia vibrar no ar úmido da suíte. Ao se mover, ouviu-se um deslizar molhado e distinto (um pequeno eco do atrito que acabávamos de compartilhar) enquanto seus músculos finalmente cediam e relaxavam contra o colchão. Ela me olhou, seus olhos castanhos clareando lentamente, enquanto a névoa do prazer recuava para dar lugar à fria realidade do relógio na mesa de cabeceira.

• Me pergunto o que o Reggie pensaria de mim... – ela disse, a voz virada num fantasma do que costumava ser, quase inaudível sobre o zumbido do ar-condicionado. Ela não fez nenhum esforço para se mover, permanecendo ancorada aos lençóis como se a gravidade do quarto tivesse aumentado de repente. – Se ele pudesse me ver agora... assim, toda largada.

– Muito provavelmente ele ficaria chocado. – respondi num zumbido baixo e ressonante. Não me mexi para deixá-la se levantar; em vez disso, deixei meu peso permanecer ali, saboreando a sensação do corpo dela enquanto seus tremores cessavam lentamente. Observei uma única gota de suor traçar um caminho lento e brilhante desde sua têmpora, sumindo no tecido branco do travesseiro. – Sua esposa troféu, recatada e certinha, completamente desfeita, comida no cu por um homem que sabe exatamente como domar ela.

Então, a sombra voltou: o relógio silencioso e constante da partida dela. O reconhecimento de que em breve ela embarcaria num voo de volta para os céus cinzentos da Inglaterra e para o vazio estéril do casamento com o Reginald voltou a se infiltrar no quarto. No entanto, estranhamente, o peso esmagador do adeus não se assentou como antes. Não houve desespero frenético nem o luto sufocante de um fim iminente. Em vez disso, o ar parecia leve, purificado pela pura intensidade do que acabávamos de compartilhar. Nossa tarde tinha sido mais que uma despedida; tinha sido um desmantelamento sistemático das barreiras entre nós. nós, uma espécie de encerramento que nos deixou ambos esvaziados e em paz.

• Marco, é normal eu sentir vontade de fazer cocô? – perguntou Celeste timidamente.

(Marco, é normal eu sentir vontade de fazer cocô?)

Me afastei dela, e a ausência repentina do seu calor deixou um vazio gelado contra a minha pele. Enquanto ela descia da cama com cautela hesitante e as pernas abertas, me bateu a domesticidade do momento. Ela se arrastou até o banheiro e, enquanto se sentava no trono de porcelana, me aproximei do lado dela para me limpar com uma toalha limpa. No reflexo do toucador de mármore, parecíamos, por um segundo fugaz, um casal casado: duas pessoas navegando o desfecho mundano e sem glamour da intimidade. Mas a ilusão se despedaçou quando capturei o olhar dela no vidro. Os olhos cor de avelã não estavam fixos no próprio reflexo; estavam cravados, com uma fome predatória, na minha ereção meio inchada, que ainda pulsava com o fantasma da sua apertura.
Inglesa- Sim... não. Não vou deixar você comer minha rola até a gente tomar banho. - declarei, pegando ela no flagra.

As palavras eram leves e brincalhonas, mas carregavam o peso de um homem que sabia exatamente o que estava rolando naquele banheiro.

Celeste ofegou.

• Eu... não estava pensando nisso. - gaguejou, embora a lambida sutil e pensativa da língua no lábio inferior a entregasse. Ela continuou sentada na porcelana, com uma postura levemente desconfortável e o olhar ainda preso no peso pulsante do meu pau. - Eu estava me perguntando o quanto vou sentir falta de ter você dentro de mim.

As palavras dela me fizeram corar, um calor repentino que subiu pelo meu pescoço e não tinha nada a ver com o vapor do banho. Era estranho eu ser o surpreendido, mas a sinceridade da voz dela (a confissão de um vazio físico que só eu podia preencher) me acertou com mais força do que qualquer ato físico. Estendi o braço, deslizando minhas mãos sob as axilas dela para levantá-la do trono de porcelana, guiando-a para ficar de pé com uma graça lenta e constante. Ao se levantar, a distância entre nós desapareceu; me aproximei, colando meu peito no dela, e capturei seus lábios num beijo que sabia a sal e a rendição. Minha rola, ainda insistente e meio dura, pressionou firme contra a curva suave da cintura dela, um lembrete teimoso da gravidade que continuava nos atraindo.

• Nossa! Essa coisa nunca descansa, né? - perguntou, acariciando-a suavemente.

Soltei uma risadinha.

- Eu te avisei desde o começo: você é uma mulher muito gostosa. - respondi, empurrando-a para o chuveiro.
esposa infielEnquanto a atraía para baixo do chuveiro, o banho se transformou num santuário de vapor branco ofuscante e água tranquilizante. Pressionei-a contra os azulejos frios, minhas mãos encontrando o peso macio e fofo dos seios dela, amassando-os com uma intensidade lenta e rítmica que ecoava o bater da água no chão. A cabeça de Celeste jogou-se para trás, seus olhos castanhos se fechando devagar enquanto o calor da água se fundia com o calor das minhas palmas. Por uns instantes, ela pareceu se dissolver, transformando o corpo numa extensão maleável do vapor.

• Você vai... se atrasar... pra bater o ponto! – Celeste conseguiu ofegar, a voz falhando enquanto eu traçava uma linha de beijos ardentes da linha do maxilar dela até a covinha sensível da garganta.

Ela tentava ser racional. Os dedos dela estavam enroscados no meu cabelo, me puxando pra perto, apagando de forma eficaz qualquer limite entre a lógica dela e o desejo dela.

Já eram 17h17.

– Não se preocupa! Tô fazendo hora extra pra uma missão especial! – brinquei, com a voz virando um rugido grave que vibrava contra a pele dela.

Não importava se o Reginald nos pegasse. Os dois sabíamos que ele provavelmente estava garantindo que tudo estivesse em ordem pra volta da Edith no dia seguinte. Claro, ele provavelmente tinha passado a tarde inteira obcecado com as estatísticas dos diferentes chefes de departamento (alguém tão meticuloso quanto ele provavelmente examinaria cada decimal até o pessoal da limpeza expulsá-lo fisicamente do lugar), mas isso já não era problema nosso. Reginald era um homem de planilhas e horários rígidos; nós operávamos num mundo de vapor, beijos e pele.
infidelidade consentidaComecei a investir nela devagar, cada movimento era um deslize suave e pesado que parecia amplificado pelo barulho da água. Simplesmente não conseguia me saciar, e o jeito que ela se agarrava aos meus ombros, com os dedos cravando nos meus trapézios, me dizia que ela estava igualmente faminta por essa finalidade. Pressionei ela firme contra os azulejos, a buceta dela se abrindo pra me receber com um calor desesperado e pulsante. Esse era o ritual: a última foda. Quando a gente se conheceu, a Celeste era uma criatura de hábitos e tradições, convencida de que sexo era um evento especial, reservado pro santuário de uma cama. A ideia do chuveiro era um conceito estranho, quase escandaloso pra ela. Agora, tinha virado a pedra angular da nossa despedida semanal, uma experiência tão particular que persistia nos nervos dela e na minha memória até a quarta-feira seguinte.
Fiz uma pausa por um instante, com o pau enterrado fundo nela, sentindo como os músculos internos dela se fechavam ao meu redor numa série de contrações involuntárias e vibrantes. A água escorria pela superfície da nossa pele, um lubrificante natural que fazia cada movimento parecer fluido e sem atrito.
• Marco! – ela gemeu, com a voz quase inaudível por cima do rugido do chuveiro. Tinha a cabeça jogada pra trás e os olhos cor de avelã semicerrados, focados no teto onde o vapor girava em padrões cinzentos. – Eu não quero... não quero deixar isso. Não quero voltar a ser só... a esposa.
Não respondi de imediato; as palavras eram pequenas demais pra magnitude do silêncio entre nós. Em vez disso, mudei o agarre, deslizando as mãos da cintura dela até a parte de trás das coxas, levantando-a levemente pra que os pés dela ficassem suspensos a alguns centímetros do chão. O movimento mudou o ângulo da penetração, me empurrando mais fundo, batendo na curva sensível do colo do útero dela com precisão que sentiu como uma chave girando numa fechadura. Celeste soltou um gemido agudo e forte, cravando os dedos nos músculos dos meus ombros como garras.
sexo no banheiro• Oh! Bem aí... por favor, não se mexe... só fica bem aí...

Eu mantive a posição, os músculos tensos pra sustentar ela erguida, meus bíceps travados pra segurar a altura dela contra os azulejos. Dava pra sentir o calor que irradiava da buceta dela, um calor febril que parecia desafiar o efeito refrescante da água que escorria pelas nossas costas. Comecei a me mover, não com a força bruta da cama, mas com uma cadência lenta e suave. Eu me retirava até a cabeça da minha pica mal roçar a entrada, e então empurrava pra dentro com uma estocada surda e deslizante, cada volta uma exploração da profundidade dela.
Chof. Deslizamento. Golpe.O som da nossa colisão era abafado pelo barulho da água, reduzido a um fragor rítmico e úmido, mas a sensação era amplificada pelo confinamento. O vapor agia como uma câmara de privação sensorial, nos despindo do mundo até que não restasse nada além do atrito da pele contra a pele. Observei como seus peitos, carnudos e molhados, quicavam levemente a cada impacto, seus mamilos endurecidos em pontas escuras e tensas contra a pele bronzeada pelo sol. A água escorria em riachos pelo vale do seu peito, acumulando-se por uma fração de segundo na lombar antes de sumir pelo ralo, levando consigo o sal e o cheiro do nosso calor compartilhado.58: Última entrega informal (Final)• Você é tão... detalhista! - sussurrou, a voz recuperando um traço daquela cadência inglesa melódica, embora agora estivesse fraturada pelo prazer—. Cada... estocada... é como se você estivesse me mapeando. Como se eu fosse uma das suas... minas.

(You’re so thorough! Every thrust… like you were mapping me. Like I was one of your mines.)

Soltei uma risadinha, a vibração do meu peito pressionando contra o dela.

- Você é um ativo de alto valor, Celeste! Seria um desperdício não extrair cada pingo de prazer disponível.

Ela soltou uma gargalhada genuína, um som pequeno e borbulhante que foi engolido pelo vapor. Era um ruído raro e honesto, despido da compostura que ela vestia como armadura em eventos sociais. Ela mexeu os quadris, tentando acompanhar meu ritmo, o corpo buscando instintivamente o atrito como se tentasse se fundir comigo. Não deixei ela liderar por muito tempo; aumentei a velocidade, os movimentos ficaram mais curtos e precisos, transformando a exploração lenta em um impulso rítmico e concentrado. O atrito do chão do chuveiro, a emulsão do sabonete e a pressão intensa das paredes dela criaram uma sobrecarga sensorial que ameaçava quebrar minha compostura.

• Espera! - sussurrou, descendo a mão, com os dedos roçando a base do meu pau. - Me olha!

Eu olhei. Ela estava com o rosto em chamas, num rosa profundo que combinava com o tom dos lábios dela; a pele brilhando sob as luzes fluorescentes severas do banheiro, suavizada apenas pela névoa do vapor. Havia uma fome nos olhos castanhos dela que transcendia o físico; um desespero por memorizar a sensação de se sentir desejada, de ser
vistacomo algo mais do que um ornamento social. Durante anos, eu tinha sido o acessório polido da ambição do Reginald, uma peça de arte escolhida para complementar uma escrivaninha de mogno e uma sala de reuniões estéril. Mas aqui, encharcada e tremendo sob o aperto de um homem que não ligava pra minha linhagem, finalmente eu era visível. Eu não era a esposa de um CEO; eu era uma mulher sendo devorada, e a honestidade daquele olhar fez meu coração martelar contra minhas costelas.

• Vou sentir falta disso! — confessei, a voz baixa carregada de doçura. — Do jeito que você me olha... como se eu fosse algo que vale a pena conquistar.
InglesaRespondi apertando os quadris dela com mais força, os polegares afundando na carne macia do osso pélvico, ancorando-a contra a porcelana fria. Comecei a meter nela com uma intensidade repentina e focada, largando a exploração lenta por uma potência rítmica e bruta.Tum. Tum. Tum.O som dos nossos corpos colidindo ecoava nas paredes de azulejo, um bater úmido e rítmico que competia com o respingo da água, transformando o chuveiro numa câmara de percussão de luxúria compartilhada.

O fôlego de Celeste pareceu congelar nos pulmões dela. Os olhos castanhos se arregalaram, as pupilas dilatando até virar vazios escuros enquanto a pressão atingia uma massa crítica. Ela começou a ofegar, o peito se agitando num ritmo desesperado e errático contra o meu, os seios se espremendo no meu peito a cada investida pesada, criando um atrito que parecia soltar faíscas debaixo d'água. Eu podia sentir as paredes internas dela começando a pulsar: aqueles primeiros e frenéticos avisos de um novo clímax, um tremor biológico que sinalizava o colapso das últimas defesas dela.

- Quase... chegamos. – sussurrei num ronrom baixo no ouvido dela.

Desloquei meu peso, pressionando ela com firmeza contra os azulejos frios, usando o impulso pra penetrar fundo na buceta dela. Eu podia sentir a tensão nas pernas dela, as panturrilhas enrijecendo como cordas esticadas enquanto ela se agarrava ao chão escorregadio do box com os dedos dos pés, lutando pra manter o equilíbrio num mundo que tinha se reduzido só ao ponto do nosso contato. A água agora fervia sobre nossas cabeças, um temporal torrencial de calor abrasador, mas nenhum de nós sentia a temperatura; estávamos consumidos por uma fome que tornava o mundo físico irrelevante. Estávamos presos no paradoxo do ato final: saber que precisávamos nos soltar era exatamente o que tornava impossível parar. Cada investida era uma tentativa desesperada de gravar uma lembrança permanente na nossa pele, um esforço frenético pra fechar a brecha entre um romance passageiro e uma perda definitiva.
esposa infielEnquanto sentia meu membro pulsar com uma urgência final e violenta, uma onda de vertigem me invadiu. O mundo e os azulejos brancos do chuveiro do Hyatt se dissolveram numa névoa de vapor e luz cintilante. Senti uma tontura repentina e profunda, não pelo calor ou falta de oxigênio, mas pelo peso puro e exaustivo da descarga. Naquele instante, senti como se estivesse derramando o último da minha essência dentro dela: uma rendição de tudo que eu havia segurado nos últimos meses. Soltei um gemido e desabei para frente, afundando meu rosto no vale suave e úmido do peito dela, com a testa apoiada no pescoço dela enquanto os últimos espasmos do meu clímax sacudiam meu corpo.

• ¡Obrigada! – respondeu ela, terna, enquanto sentia eu a preencher.

Ficamos ali num silêncio denso e vibrante, nossos corpos fundidos sob o jorro do chuveiro. A água continuava tamborilando sobre nós, um peso quente e implacável que parecia nos ancorar no lugar, nos protegendo do mundo lá fora, do outro lado do vidro. Por um longo tempo, nenhum dos dois se moveu; simplesmente existíamos como uma entidade vaporosa só, sendo o único som o respingo rítmico da água e a cadência irregular e lenta da nossa respiração. Foi um momento de graça suspenso, uma trégua breve com o relógio que avançava constante rumo à partida dela.

Quando me afastei e finalmente fechei o registro, nos beijamos, mas a Celeste simplesmente não tinha tido o suficiente. Sem me deixar reagir, ela se ajoelhou nos azulejos molhados, enquanto a água ainda escorria do cabelo dela em gotas pesadas e douradas. Ela me olhou com um brilho predador nos olhos cor de avelã, passando a língua para saborear o sal dos próprios lábios antes de se concentrar em mim. Com uma precisão lenta e cuidadosa, começou a lamber meu membro, percorrendo todo o comprimento com a língua como quem saboreia um doce proibido, limpando a mistura de lubrificantes e nossos sucos compartilhados. Ela apertou e acariciou o tronco com um aperto firme e rítmico, os olhos cravados nos meus, garantindo que cada gota do nosso encontro fosse extraída da minha pele. Então, num movimento repentino e fluido, inclinou-se para a frente e chupou a ponta com uma garganta profunda, envolvendo-me com seu calor num abraço final e sufocantemente apertado.
infidelidade consentida• Tudo limpinho! – proclamou com um sorriso safado, apertando de leve minhas bolas.

Eram 18h40. Calculamos que Reginald voltaria ao apartamento por volta das 20h30, tempo suficiente para limpar e arejar o quarto. Porém, quando a vi enrolada numa toalha, não consegui me segurar e ela acabou em cima de mim uma última vez. O assento do vaso era um contraste de plástico frio e duro contra o calor abrasador que irradiava da pele de Celeste. Ela montou em mim, com as pernas enrolando firme na minha cintura, deslocando o peso enquanto se equilibrava na borda estreita da porcelana. A toalha em que estava enrolada tinha escorregado, amontoando-se ao redor dos ombros como um xale improvisado, deixando os seios dela (ainda brilhando com gotas d'água e algumas bolhas soltas de sabonete de eucalipto) pressionando firme contra o meu peito.

O ar no banheiro pequeno era denso, uma sopa úmida de vapor e o cheiro pesado e metálico do sexo. Dava pra ouvir o gotejar rítmico do chuveiro enquanto os últimos restos de água escapavam, o som ecoando nos azulejos brancos como um relógio marcando os segundos. Cada gota parecia uma contagem regressiva, um lembrete de que o luxo daquela hora roubada estava se evaporando. Mesmo assim, enquanto Celeste deslocava o peso sobre a borda fria de plástico do vaso, a fricção das coxas molhadas dela contra a minha pele agia como um catalisador, acendendo uma última e teimosa faísca de desejo que se recusava a ser apagada pela lógica ou pelo relógio.

• Você é realmente insaciável, Marco! – sussurrou ela, com uma voz que era uma vibração baixa e rouca que eu sentia na própria garganta.

Ela se inclinou pra frente, os olhos dela vasculhando os meus. De perto, eu podia ver as pequeninas manchas douradas na íris dela e o jeito que as pupilas permaneciam dilatadas, um efeito residual da transbordamento de ocitocina.

Ela mexeu os quadris, e a fricção da pele úmida dela contra a minha criou um som suave e pegajoso. Levantei as mãos, deslizando as palmas pela curva da cintura dela, sentindo o leve tremor dos músculos. Ela não estava simplesmente apoiada em mim; ela se agarrava, como se no momento em que me soltasse, a realidade do voo para Londres se manifestasse de repente no quarto.

- Poderia dizer o mesmo de você! - respondi, minha voz rouca até para os meus próprios ouvidos.

Mudei o aperto, espalhando os dedos pela parte baixa das costas dela, pressionando o peito dela com mais força contra o meu. A sensação dos seios macios dela contra o meu peitoral me provocou uma nova descarga de calor, e senti meu pau, que tinha acabado de começar a amolecer, dar um espasmo e engrossar contra a coxa dela.

Celeste percebeu. Um sorrisinho triunfante curvou os lábios dela tingidos de framboesa, o tipo de expressão que uma vencedora exibe após uma longa e exaustiva campanha. Ela soltou uma risadinha suave e melódica, um som que contrastava com o silêncio pesado e úmido do banheiro. Ela se aproximou mais, roçando o nariz dela no meu; o aroma tênue e persistente de lavanda tinha sido agora completamente substituído pelo cheiro cru e honesto do nosso clímax compartilhado.
sexo no banheiro• Posso sentir! — exclamou, com o hálito quente contra meus lábios. — É como uma batida. Um segundo coração, só pra mim.

Começou a se mover, não com o empurrão violento da cama nem com o impulso desesperado do chuveiro, mas com um roçar lento e circular. Não havia espaço nem estabilidade suficiente na borda estreita de plástico do assento do vaso para suportar o peso de uma penetração completa, mas ela não precisava disso. Buscava a fricção, um roçar preciso e encaixado do clitóris dela contra a cabeça larga do meu pau. Era um movimento superficial, provocador, uma rotação rítmica que concentrava toda a intensidade da excitação dela num único e ardente ponto de contato.

O som era uma fricção molhada e escorregadia no espaço reduzido. Gemi com um som abafado. Podia sentir a viscosidade dos nossos fluidos agindo como lubrificante, fazendo cada rotação parecer um quebra-cabeça vivo de prazer.

— Celeste... a gente tem que... a gente tem que se vestir de verdade. — consegui ofegar, embora minhas mãos agora apertassem as nádegas dela, puxando-a para baixo com mais força.

• Em um minuto! — protestou, com a voz num gemido suave e ofegante. Arqueou as costas, com a coluna se curvando com uma graça felina, e começou a aumentar a velocidade do roçar.

Observei o jeito que os peitos dela balançavam, a pele pálida e beijada pelo sol brilhando sob a luz crua e fluorescente do banheiro. Estendi a mão e agarrei um dos mamilos dela entre o polegar e o indicador, torcendo-o suavemente. Ela ofegou, os quadris travando por um segundo antes de começarem a pulsar contra mim, uma contração rítmica e involuntária que espelhava a do chuveiro. A fricção já não era um roçar lento; tinha se transformado numa vibração frenética, a lubrificação dos nossos corpos criando uma sucção que parecia tentar fundir a gente numa peça só de carne.

• Você... você tá tão gostosa! — ofegou, fechando os olhos.

Os próximos Três minutos foram um borrão de intensidade tátil. Parei de lutar contra o impulso e simplesmente me entreguei à sensação. Envolvi ela com meus braços, puxando-a para um abraço sufocante, e comecei a empurrar para cima, respondendo aos movimentos circulares dela com uma energia irregular e desesperada. Já não buscávamos um clímax; buscávamos um jeito de nos fundir, de apagar o limite onde terminava minha pele e começava a dela.

A fricção se intensificou, o calor se acumulando no centro do nosso ponto de contato até parecer uma marca de ferro em brasa. Dava pra ouvir a respiração dela ficando errática: suspiros curtos que batiam na lateral do meu pescoço. Ela afundou o rosto no vão do meu ombro, os dentes roçando minha pele numa mordida suave e desesperada, um sinal primitivo de que se agarrava a mim como se eu fosse a única coisa que a mantivesse ancorada no chão. Meus braços se fecharam ao redor dela, puxando-a para um abraço esmagador que espremia até o ar dos nossos pulmões, apagando qualquer fresta de espaço entre nós. Cada empurrão ascendente do meu quadril encontrava o roçar circular dela com uma energia irregular e desesperada, criando um ritmo caótico que parecia menos sexo e mais uma colisão.

• Não quero ser um troféu! – protestou, as palavras abafadas contra minha pele. – Não quero ser a
esposa perfeita— que simplesmente... existe no fundo da vida do Reggie!

Eu não tinha forças pra dizer que ela não era mais um troféu; as palavras pesavam demais pro ar do quarto. Mas enquanto a abraçava, sabia que ela conseguia ler a resposta no meu olhar. Não era o olhar de um homem admirando uma obra de arte ou um bem selecionado, mas o olhar de um homem que tinha visto cada canto escondido da alma dela e descoberto que não faltava nada. Eu a via como uma mulher: uma pessoa viva, respirando, com uma arquitetura complexa de pensamentos e uma fome de viver que o Reginald passou meia década matando. Aos meus olhos, ela não era um símbolo de status pra ser exibido numa gala corporativa; era a mulher que acabara de passar uma tarde desmontando as próprias inibições no quarto de hotel dela.

— Fico me perguntando se o Liam ainda tá na recepção... — refleti, e as palavras saíram pesadas e lentas enquanto eu procurava minhas calças.

A transição do santuário úmido do banheiro pra realidade clínica do quarto de hotel foi brusca. Saí da órbita do chuveiro, e o ar fresco bateu na minha pele molhada, me trazendo de volta a um estado de alerta.

• É uma pena de verdade que
não pode me deixar grávida- admitiu Celeste, compartilhando também seus pensamentos, enquanto sua voz flutuava através do vapor persistente como um fantasma.
(É uma pena que você não possa me engravidar!)
58: Última entrega informal (Final)Eu a encarei, atônito, as palavras pairando como um peso físico. A naturalidade da confissão dela era desconcertante; falava de um filho como se estivesse discutindo uma mudança no roteiro de viagem. Procurei nos olhos dela algum sinal de que fosse uma piada, mas só encontrei uma determinação silenciosa e brilhante. Ela sorriu suavemente, com uma calidez genuína que não chegava totalmente à malícia brincalhona de um momento atrás.

• Vamos, Marco! Eu quero ter um bebê! – acrescentou com uma risadinha suave e melódica que soava perigosamente esperançosa. – E tá claro que não vai ser com o Reginald...

Havia algo mais profundo na voz dela, um deslocamento silencioso e subterrâneo na sua determinação que fazia o ar do banheiro parecer pesado. Enquanto eu vestia a calça, sentindo o tecido áspero contra minha pele fria, olhei pra ela; olhei de verdade. A determinação nos olhos dela não era só um capricho passageiro; era uma declaração de independência.

Eu sabia que o casamento dela com aquele velho idiota terminaria no instante em que o avião dela pousasse na Inglaterra; o estrago era profundo demais, o vazio estéril daquela união finalmente ofuscado pela lembrança do meu toque. Mas enquanto ela estava ali, com a toalha caindo frouxa sobre os ombros, houve um brilho no olhar dela que ia além de um simples divórcio. Ela não estava sugerindo uma vida clandestina comigo, mas tratando a ideia de um filho como um ato final e rebelde de desafio. Eu tinha sido o catalisador, quem mostrou a ela que o próprio corpo era capaz de mais do que fingimentos e compostura. Eu a tinha apontado para um horizonte de autonomia, e agora ela estava pronta pra caminhar até ele, mesmo que isso significasse me deixar pra trás.

Assim que me vesti, o silêncio clínico do quarto de hotel voltou apressado pra preencher o vazio onde nossa paixão tinha estado. Ficamos de frente um pro outro, com o ar vibrando com o fantasma da nossa intimidade, e eu a puxei pra um beijo que se... Pareceu menos um adeus e mais uma despedida cinematográfica. Era o tipo de beijo que a gente vê naqueles filmes antigos de guerra: aquele em que um soldado segura o rosto da sua noiva com uma intensidade desesperada e avassaladora antes de embarcar para uma costa distante, sabendo que o mundo para o qual voltam já não é o mesmo que deixaram. Foi um beijo saturado com o luto de um fim e o peso dos segredos que agora cabia a nós carregar. Porque amanhã, na festa de boas-vindas da Edith, ela vai ter que se encaixar de novo no papel de esposa serena e obediente do Reginald, apagando cuidadosamente os vestígios da mulher que tinha sido minha durante os últimos meses.

E, de alguma forma, ela também vai ter que arrumar uma desculpa convincente pra esse rebolado incomum ao caminhar.
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