Belén e o namorado da sua mãe - Parte 2

A porta se abriu sem aviso, sem cerimônia, como se já lhe pertencesse, como se tudo naquela casa lhe pertencesse agora, e lá estava Enzo, sua silhueta preenchendo o batente, os olhos escuros brilhando com aquela luz que fazia o estômago de Belén se contrair num nó de culpa e desejo

—Finalmente sozinhos, gostosa —sua voz era áspera, como se estivesse segurando isso desde o primeiro olhar no jantar, desde o primeiro roçar embaixo da mesa, fechou a porta com o calcanhar sem tirar os olhos dela, o click da fechadura soou como um tiro no silêncio do quarto

Belén ficou imóvel perto da janela, os dedos agarrados na borda da cortina como se pudesse salvá-la, mas não queria ser salva, queria que aqueles passos pesados se aproximassem, queria que aquelas mãos grandes a esmagassem contra os travesseiros e a fizessem pagar por cada pensamento impuro da noite anterior

—A gente não deveria... —mentiu, sabendo que as palavras eram só um roteiro, uma pantomima de resistência que nenhum dos dois acreditava

Enzo não respondeu, só se aproximou até que o calor do seu corpo envolvesse Belén, até que o cheiro de colônia barata e desejo masculino lhe enchesse os pulmões, uma mão se enredou no seu cabelo puxando para trás para expor seu pescoço, os lábios dele encontraram essa pele virgem com uma fome que fez seus joelhos tremerem

—Cala a boca —ordenou entre mordidas que deixariam roxos —Já falamos o suficiente ontem à noite

O beijo que se seguiu não foi como o da cozinha, este era devorador, dominante, sua língua invadiu sua boca sem pedir licença, saboreando-a como se já conhecesse cada canto, uma mão desceu pelo seu lado até agarrar sua coxa com força, levantando-a como se não pesasse nada até sentá-la sobre a cômoda, o roçar da madeira fria contra suas nádegas nuas sob a camiseta a fez estremecer

—Tira a roupa —Enzo se afastou só o suficiente para ordenar, sentando na beira da cama com as pernas abertas, os braços cruzados mostrando esses músculos que se tensionavam sob a pele morena, o volume na calça deixando claro que aquilo já não era mais um jogo

Belén respirou fundo, seus dedos trêmulos encontraram a borda da camiseta, levantando-a lentamente para revelar primeiro a barriga lisa marcada por respirações ofegantes, depois os peitos pequenos e firmes com mamilos rosados já eretos de medo e antecipação, o tecido passou por cima da cabeça deixando o cabelo bagunçado como uma coroa de pecado

—Tudo —Enzo rosnou quando ela hesitou na fio-dental, sua mão descendo para a frente da calça para se massagear por cima do tecido —Quero ver essa buceta que tá pingando desde o café da manhã

A fio-dental caiu no chão como uma bandeira rendida, Belén ficou completamente nua sob a luz da manhã que entrava pela janela, suas mãos instintivamente tentando se cobrir mas Enzo balançou a cabeça

—Não —disse simplesmente, e ela obedeceu, deixando que seus braços caíssem aos lados, permitindo que aqueles olhos escuros percorressem cada centímetro como se estivessem comprando ela

—Meu Deus —Enzo passou a língua pelos lábios enquanto se levantava, se aproximando como um predador —Nem nos meus sonhos você tava tão perfeita

Uma mão calejada agarrou um dos seus peitos apertando com força suficiente para fazê-la gemer, o polegar esfregando o mamilo até queimar, a outra mão desceu sem cerimônia entre suas pernas encontrando a umidade que já tinha encharcado suas coxas

—Olha isso —Enzo mostrou os dedos brilhantes antes de colocá-los na boca, chupando-os com um som obsceno —Doce como eu sabia que você seria

Belén não conseguiu evitar gemer quando aqueles dedos voltaram ao seu sexo, explorando as dobras com uma precisão que a fez duvidar se era realmente a primeira vez, um dedo grosso deslizou dentro dela enquanto o polegar pressionava seu clitóris fazendo seu corpo se arquear como um arco

—Assim que eu gosto —Enzo a beijou outra vez, dessa vez mais suave, quase terno enquanto seu dedo começava a se mover dentro dela com empurrões curtos que a faziam ver estrelas —Você vai gozar na minha mão como uma boa menina e depois vou te mostrar o que realmente é um homem  O ritmo dos dedos dele aumentou, outro se juntou ao primeiro esticando-a deliciosamente, o polegar nunca deixando de esfregar aquele ponto sensível que fazia suas pernas tremerem, Belén agarrou os ombros dele com unhas que certamente deixavam marcas mas ele não pareceu se importar, pelo contrário, grunhiu de satisfação quando seu corpo se tensionou como uma corda de violino antes de romper  —Isso —murmurou contra a boca dela enquanto ela gritava o nome dele, os músculos internos apertando seus dedos como um punho —Só o começo, gostosa  Quando Belén voltou a si, estava deitada sobre a cama, as pernas abertas e Enzo de pé sobre ela desabotoando o cinto com dentes de lobo, seus olhos nunca deixando-a nem por um segundo, prometendo sem palavras que isso era só o começo de tudo que faria com ela, de tudo que ensinaria  E o pior, ou talvez o melhor, era que ela já não podia esperar.  O quarto cheirava a colônia barata e suor, a segredos que já não podiam se esconder, Enzo estava de pé na beira da cama, sua sombra cobrindo o corpo nu de Belén como uma laje de mármore, suas mãos grandes agarravam os tornozelos dela com uma firmeza que não admitia resistência, levantando-os até colocá-los sobre seus ombros, abrindo-a como um livro que só ele sabia ler  —Espera —a voz de Belén soou frágil no ar carregado, suas mãos agarrando os lençóis amassados sob suas costas —Sou virgem  Enzo riu, um som baixo e gutural que vibrava em seu peito nu, seus dedos calejados desceram pelas panturrilhas dela até agarrar suas nádegas, separando-as sem cerimônia  —Isso não importa agora —suas palavras caíam como gotas de chumbo derretido sobre a pele de Belén —As putinhas obedecem  O roçar da ponta do pau dele contra o ânus virgem de Belén foi elétrico, ela tentou fechar as pernas mas suas coxas já estavam presas pelo peso dos ombros de Enzo, seus dedos arranhando os lençóis quando a pressão aumentou

—Aí não —implorou, mas Enzo só sorriu, cuspindo na mão para se lubrificar rapidamente antes de voltar a pressionar, desta vez com mais determinação

—Relaxa —ordenou enquanto uma mão se enredava no cabelo dela puxando para trás para expor seu pescoço —Doi menos se você não lutar

O primeiro centímetro que entrou fez Belén gritar, suas unhas se cravaram nos braços de Enzo deixando marcas vermelhas como cicatrizes, seu corpo se arqueou tentando escapar mas ele não parou, avançando com empurrões curtos e calculados que a enchiam de uma queimação insuportável e ainda assim viciante

—Me olha —Enzo agarrou seu queixo obrigando-a a abrir os olhos que havia fechado pela dor —Quero ver sua carinha quando eu te romper

Belén obedeceu, suas pupilas dilatadas refletindo o rosto suado dele, seus lábios entreabertos deixando escapar gemidos quebrados cada vez que ele se afundava um pouco mais, a sensação de estar sendo aberta pela primeira vez daquela maneira tão proibida a fazia se sentir suja e poderosa ao mesmo tempo

—Assim —Enzo grunhiu quando finalmente estava completamente dentro, seus quadris colados nas nádegas de Belén, sua barriga contra seus pés que ainda descansavam sobre seus ombros —Meu Deus que apertada

Ficaram parados um momento, Enzo aproveitando o calor que o estrangulava, Belén tentando se acostumar com a invasão, com o pau grosso que parecia preenchê-la por completo, quando ele começou a se mover foi com empurrões curtos no início, permitindo que ela sentisse cada centímetro que entrava e saía

—Dói —murmurou Belén mas seu corpo já estava respondendo, traindo-a, se molhando por dentro onde a dor se misturava com um prazer perverso que nunca tinha imaginado

—Já vai passar —Enzo acariciou suas coxas enquanto aumentava o ritmo, seus quadris batendo contra ela com um som úmido que se misturava com seus gemidos —E depois você vai me pedir mais

O quarto se encheu do barulho dos corpos deles, do rangido da mola da cama, do arquejo de Belén que já não sabia se era dor ou prazer o que a fazia tremer. Enzo a observava como um cientista observa um experimento, estudando cada expressão, cada tremor, cada lágrima que rolava por suas bochechas sem chegar a cair

—Você é minha agora —sussurrou inclinando-se para morder um mamilo enquanto seus quadris seguiam seu trabalho implacável —E isso é só o começo

E quando Belén sentiu o primeiro arrepio de um orgasmo inesperado percorrendo sua espinha dorsal, soube que ele tinha razão, que isso era só o primeiro de muitos segredos que guardariam entre aquelas quatro paredes, segredos que começavam com dor mas que prometiam terminar em algo muito mais perigoso: vício.

A luz do amanhecer se infiltrava entre as cortinas como um espectro curioso, iluminando os corpos entrelaçados numa dança de dominação e entrega. Enzo, com suas mãos ancoradas nos quadris de Belén, marcava cada investida com a precisão de um relojoeiro. Seus músculos, esculpidos por anos de trabalho físico, tensos sob a pele bronzeada.

—Isso, grita! —sua voz era áspera, uma ordem disfarçada de elogio—. Que a vizinhança toda saiba que puta você é, igual à sua mãe.

Belén abafou um gemido no travesseiro, seus dedos se agarravam aos lençóis como se o mundo girasse rápido demais. A dor inicial tinha se transformado numa sensação elétrica, cada movimento de Enzo enviando ondas de prazer proibido desde seu centro mais íntimo até as pontas dos dedos.

—Não consigo… —mentiu, arqueando as costas quando ele mudou o ângulo, roçando aquele ponto interno que a fazia ver estrelas.

—Mente —Enzo se inclinou sobre ela, seu hálito quente na nuca—. Seu corpo me conta tudo.

Os sons enchiam o quarto: o rangido das molas da cama, o chapinhar úmido de seus corpos unidos, os gemidos de Belén que subiam de tom com cada estocada.  —¡Ah! ¡Deus! —gritou quando as mãos dele a levantaram, mudando sua posição para penetrá-la mais fundo.  Enzo a observava com olhos escuros, estudando cada reação como um colecionador admira uma peça rara.  —Assim… assim é como você gosta —murmurou, acelerando o ritmo até que os músculos do seu abdômen se tensionaram como cordas de arco.  Belén sentiu o calor se espalhar em seu ventre primeiro como uma faísca, depois como um incêndio. Seu segundo orgasmo a atingiu sem piedade, fazendo suas pernas tremerem e sua voz se quebrar em um grito abafado.  Enzo não parou. Continuou se movendo dentro dela, prolongando o êxtase até que seu próprio clímax chegou com um grunhido animal, seus quadris colados aos dela em uma união perfeita.  Ficaram quietos um momento, apenas o som de sua respiração agitada preenchendo o ar.  —Esta noite —Enzo se separou lentamente, se limpando com o lençol sem deixar de olhá-la—. Me espere pelada.  Belén assentiu, exausta demais para falar, mas com um sorriso pequeno e secreto nos lábios.  Quando a porta se fechou atrás dele, se deixou cair sobre a cama, sentindo cada músculo dolorido e cada lembrança de suas mãos. Sabia que isso era só o começo de algo perigoso… e não podia esperar por mais.  Continua...  — Se você curtiu o relato, me dá um ♥ e me Segue no@Sofia-Rivero

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