Amelia caminava pelo campus universitário com o vento acariciando seu cabelo castanho e liso, que caía em ondas suaves sobre seus ombros delgados, sua pele de porcelana brilhava sob o sol da tarde, seus olhos verdes, grandes e expressivos, refletiam a alegria de ter passado naquela prova que a deixara em suspense por semanas, seu corpo esbelto, com curvas discretas mas sugestivas, se movia com graça sob o vestido justo que cingia sua cintura e acentuava seus quadris, carregava uma mochila no ombro e uns fones que mal disfarçavam o ritmo da música que a acompanhava, sorria para si mesma, sentindo aquela euforia que só a vitória acadêmica podia dar.
— Mãe, consegui! — gritou ao entrar em casa, jogando a mochila no sofá com um gesto triunfante, sua mãe, uma mulher elegante de traços afiados e cabelo curto, a olhou com orgulho enquanto dobrava blusas sobre a mala aberta na cama.
— Parabéns, querida, sabia que você conseguia — respondeu sem parar de arrumar as coisas, mas logo sua expressão ficou séria —, Amelia, preciso ir para a Europa esta noite, a diretoria quer que eu supervisione as novas filiais, vou ficar fora por dois meses.
Amelia piscou, o sorriso se desfez.
— Dois meses? Mas... e eu?
— Hugo vai ficar com você — disse sua mãe com naturalidade, como se não houvesse nada mais óbvio no mundo.
— Não preciso que cuidem de mim! Tenho vinte e dois anos — protestou Amelia, cruzando os braços sobre o peito, sentindo como o nome de Hugo ecoava dentro dela como um perturbador fantasma.
— É minha decisão, e ponto final — interrompeu sua mãe com um tom que não admitia réplica —, além disso, a casa não pode ficar sozinha, e Hugo é de confiança.
Amelia apertou os dentes, ajudando a mãe a fechar a mala com movimentos bruscos, não podia negar que Hugo, aquele homem de cinquenta e três anos com mãos grandes e olhar penetrante, lhe causava uma atração proibida que a envergonhava, desde que começou a sair com sua mãe, Hugo a observava com uma intensidade que a fazia sentir nua, como se seus olhos pudessem rasgar o tecido de suas roupas e descobrir cada centímetro de sua pele
—Se cuida, mãe —murmurou ao se despedir no aeroporto, abraçando-a com força, mas sua mente já vagava para Hugo, para aquela presença masculina que em breve encheria a casa
A noite caiu como um manto pesado, Amélia estava sentada na escrivaninha de seu quarto, os livros abertos à sua frente, mas as palavras se misturavam em sua cabeça, ela não conseguia se concentrar, cada barulho a fazia pular, o tique-taque do relógio, o rangido das paredes, até que finalmente ouviu o som da porta se abrindo, os passos firmes no hall, seu coração bateu forte, ela sabia que era ele
—Amélia —a voz de Hugo ecoou no corredor, grave, autoritária
Ela respirou fundo antes de sair do quarto, encontrando-o de pé na cozinha, alto, ombros largos, com aquele terno que sempre vestia impecável e do qual agora havia tirado o paletó, deixando à mostra os músculos dos braços sob a camisa branca, o cabelo grisalho penteado para trás, e aqueles olhos escuros que a examinaram de cima a baixo
—Oi, Hugo —disse, tentando soar indiferente, mas sua voz tremeu levemente
—Estou com fome —declarou ele, sem nem a cumprimentar—, prepara alguma coisa
Amélia piscou, surpresa
—Eu… não sei cozinhar
Hugo se aproximou, lentamente, até ficar a apenas alguns centímetros dela, seu hálito quente roçou sua bochecha
—Então vai aprender —sussurrou, seu tom era suave, mas carregado de uma ameaça latente—, nesses dois meses vou te ensinar a ser uma mulher de verdade
Amélia sentiu um arrepio percorrer suas costas, ela não entendia completamente suas palavras, mas algo em seu olhar a fez saber que ele não se referia apenas à cozinha, sem dizer mais nada, foi até a geladeira e começou a tirar ingredientes, sentindo os olhos de Hugo a seguirem, como se ela já estivesse nua diante dele
Hugo se recostou na sentada, observando cada movimento de Amelia, como suas mãos desajeitadas cortavam os legumes, como o suor perolava sua nuca, como o decote da blusa se abria levemente quando ela se inclinava, sentia o desejo crescendo dentro dele, mas não era um homem que se apressava, não, ele curtia a tortura lenta, a antecipação, de ver a inocência se transformando em medo e depois em submissão
— Mais miúdo — ordenou, apontando para os pedaços de cenoura —, assim não vão cozinhar por igual
Amelia assentiu, apertando a faca com mais força, as bochechas coradas, sentia o olhar de Hugo como um peso sobre a pele
— Por que... por que você faz isso? — perguntou finalmente, sem ousar olhar para ele
Hugo sorriu, um gesto lento e perigoso
— Porque sua mãe não te ensinou o que uma mulher deve saber — respondeu —, mas eu vou ensinar
Amelia engoliu seco, as pernas tremendo, não sabia se de medo ou daquela excitação estranha que começava a invadir ela, Hugo se levantou então, se aproximando por trás, o corpo grande e quente quase roçando o dela, as mãos, grandes e fortes, pousaram sobre as dela, guiando para cortar com precisão
— Assim — murmurou no ouvido dela, a voz como veludo preto —, tudo deve ser feito com cuidado, com paciência... e com obediência
Amelia fechou os olhos, sentindo a respiração acelerar, o corpo reagindo àquela proximidade, sabia que isso era só o começo, que Hugo não ia parar até ter ela completamente sob o controle dele, e o mais aterrorizante era que, em algum lugar escondido da mente dela, ela queria aquilo tanto quanto ele
O jantar passou num silêncio carregado, Hugo não parava de olhar pra ela, os olhos escuros brilhando com algo que Amelia não conseguia decifrar, mas que a fazia se sentir vulnerável, exposta, quando terminaram, ele se levantou e se aproximou dela, a mão grande pousando no ombro, os dedos apertando de leve
— Limpa isso — ordenou —, e depois vai pro seu quarto, temos muito o que fazer amanhã
Amelia assentiu, sentindo como aquele simples contato arrepiava sua pele, sabia que os próximos dois meses seriam uma prova, uma tortura deliciosa e aterrorizante, Hugo não era um homem qualquer, era um sádico, e ela, sem saber ainda, estava prestes a se tornar seu brinquedo favorito.
O som dos nós dos dedos batendo com força na porta do seu quarto acordou Amelia de um sono profundo, o relógio marcava sete da manhã e a luz do amanhecer mal se filtrava entre as cortinas, seu corpo, acostumado a dormir até tarde nos fins de semana, resistia a se mover, as pálpebras pesavam como chumbo
—Amelia! Acorda! —a voz de Hugo ecoou do outro lado, autoritária, sem espaço para negociação
Ela grunhiu, enterrando o rosto no travesseiro
—Não… me deixa dormir… —murmurou, arrastando as palavras com sono
A porta se abriu de uma vez e Hugo entrou com passo firme, vestido com uma calça jeans justa e uma camisa preta que destacava seus braços musculosos, seu olhar frio se cravou nela, em como seu corpo se curvava sob os lençóis, o jeito que seu cabelo castanho se espalhava sobre o travesseiro
—Não me faz repetir —disse, se aproximando e arrancando as cobertas de um puxão—, você tem cinco minutos para estar pronta e preparar o café da manhã
Amelia se encolheu ao sentir o ar frio em sua pele, vestia só uma camiseta curta e uma calcinha branca de renda, sentiu o olhar de Hugo percorrer suas pernas longas, a curva dos seus quadris, o decote que se marcava sob o tecido fino, uma mistura de vergonha e excitação percorreu seu corpo
—Não sou sua empregada! —protestou, cobrindo-se instintivamente com os braços
Hugo sorriu, um gesto lento e perigoso
—Não, não é —respondeu, inclinando-se até que seu hálito quente roçasse sua orelha—, mas enquanto sua mãe não estiver, você fará o que eu mandar
Amelia engoliu seco, suas pupilas se dilataram levemente diante da ameaça velada em suas palavras sem dizer mais nada, ela se levantou da cama e procurou uma calça às cegas, sentindo os olhos de Hugo a seguindo, como se ela já estivesse nua diante dele.
A cozinha cheirava a café passado na hora e ovos mexidos, embora estes últimos estivessem um pouco queimados. Amelia mexia a frigideira com desajeito, frustrada por não conseguir fazer direito, por não entender por que Hugo insistia em submetê-la àquilo.
— Isso está horrível — disse ele, provando uma garfada e franzindo o nariz —, você sério que não sabe cozinhar nem o básico?
Amelia apertou os punhos, sentindo o calor da humilhação subir pelo pescoço.
— Já te falei que não — respondeu entre os dentes.
Hugo largou o garfo e limpou os lábios com lentidão deliberada.
— Pois é uma das muitas coisas que você vai ter que aprender — murmurou —, depois do café da manhã a gente sai, tem umas coisas que preciso comprar.
Ela o olhou com curiosidade.
— Que coisas?
Ele não respondeu, só terminou o café com calma, deixando a pergunta pairando no ar como uma ameaça.
O shopping estava cheio de gente, casais passeando, famílias fazendo compras, crianças correndo entre as pernas dos adultos. Amelia caminhava um passo atrás de Hugo, sentindo como a presença imponente dele fazia as pessoas se afastarem inconscientemente. Ele levava as mãos nos bolsos, as costas largas bloqueando parte da visão dela.
— Aonde a gente vai? — perguntou Amelia, tentando soar indiferente.
Hugo parou em frente a uma loja de artigos de couro, manequins com cintos, algemas e outros objetos que fizeram Amelia franzir a testa.
— Entra — ordenou sem olhar para ela.
Ela o seguiu, sentindo o ar dentro da loja mais pesado, como se respirasse submissão. Hugo examinou vários artigos de couro com calma antes de parar em frente a uma vitrine onde exibiam chicotes de tamanhos diferentes.
— Esse — disse apontando para um de couro preto, fino mas resistente.
O vendedor, um homem mais velho com bigode grisalho, o Ele tirou e entregou pra ela com um sorriso cúmplice
—Excelente escolha, senhor, muito boa pra treinar —disse com uma piscadela
Amelia sentiu um arrepio, o coração batendo mais rápido
—Pra quê... você quer isso? —perguntou, tentando manter a voz firme
Hugo testou a flexibilidade da chibata dobrando levemente, o som do couro esticando fez Amelia estremecer
—Pra te ensinar disciplina —respondeu simplesmente—, vamos, ainda falta uma coisa
Ela o seguiu em silêncio, as mãos suadas, se perguntando o que mais ele poderia comprar, a próxima parada foi uma pet shop, Hugo foi direto pra seção de coleiras, passando pelas de cachorro pequeno até parar na frente de uma vermelha, larga, com uma argola de metal na frente
—Essa —disse pro atendente
Amelia olhou pra ele com incredulidade
—Agora a gente tem cachorro? —perguntou com sarcasmo
Hugo pegou a coleira e examinou, passando os dedos pelo material resistente
—Não —respondeu—, mas você vai usar
Ela empalideceu, olhando ao redor como se esperasse que alguém a salvasse, mas ninguém parecia notar a tensão entre eles, o atendente cobrou normalmente e Hugo guardou a coleira no bolso
—Não vou colocar isso —sussurrou Amelia, sentindo a raiva e a vergonha se misturarem no peito
Hugo se inclinou, os lábios roçando a orelha dela enquanto falava, a voz era um sussurro carregado de perigo
—Ah, vai sim —prometeu—, e se resistir, as consequências serão piores
De volta na casa, Amelia ficou parada no centro da sala, sentindo a atmosfera ficar mais densa, mais opressiva, Hugo trancou a porta e tirou a coleira do bolso, segurando na frente dela
—Coloca —ordenou
Ela cerrou os punhos, o medo e a rebeldia lutando dentro dela
—Não! Você é louco! Eu não sou sua puta!
Hugo não se abalou, a expressão continuava calma, mas os olhos ardiam com algo sombrio —Me insultar foi seu primeiro erro —disse ele—, me desobedecer, o segundo.
Antes que Amelia pudesse reagir, Hugo a agarrou pelo braço com força, girando-a e sentando-se numa cadeira próxima; num movimento rápido, colocou-a de bruços sobre as pernas dele, o tronco pendendo de um lado, as pernas do outro. A surpresa a paralisou por um segundo, mas quando sentiu a primeira palmada, um golpe seco e doloroso, ela gritou:
—Hugo! Para!
Ele ignorou os protestos dela. A mão grande dele se ergueu e caiu uma e outra vez, cada golpe ecoando no quarto. A dor era aguda, mas havia algo mais: uma sensação de calor se espalhando pela pele dela, uma humilhação que a excitava apesar de si mesma.
—Isso é para o seu bem —murmurou Hugo entre cada palmada—, você precisa aprender seu lugar.
Amelia se debateu, mas a força dela não era páreo para a dele. Os gritos dela se misturavam com soluços, até que, num movimento rápido, Hugo baixou as calças dela, deixando à mostra a calcinha branca de renda, agora grudada na pele suada, as nádegas avermelhadas pelas palmadas.
—Não! —gritou Amelia, sentindo a vergonha inundá-la.
Hugo não parou. Agora as palmadas eram mais fortes, o som do impacto mais cru. A dor se misturava com um prazer perverso; cada golpe a fazia sentir mais viva, mais dele. As lágrimas dela caíam no chão, mas entre os soluços, um gemido escapou dos lábios dela.
—Isso mesmo —sussurrou Hugo, notando a reação dela—, até agora seu corpo me trai.
Amelia fechou os olhos, sentindo o ardor se transformar em algo mais, sentindo os músculos dela se tensarem não só pela dor, mas pela excitação que crescia dentro dela. Hugo sabia, sentia, e isso só o fazia continuar com mais força, marcando-a como dele, uma lição que ela nunca esqueceria.
Continua...
—Quer mais capítulos assim? Deixa sua opinião aí embaixo. Todo o meu conteúdo também está em...Desculpe, não posso traduzir conteúdo que não foi fornecido. Por favor, envie o texto em espanhol que você gostaria que eu traduzisse para o português brasileiro.
— Mãe, consegui! — gritou ao entrar em casa, jogando a mochila no sofá com um gesto triunfante, sua mãe, uma mulher elegante de traços afiados e cabelo curto, a olhou com orgulho enquanto dobrava blusas sobre a mala aberta na cama.
— Parabéns, querida, sabia que você conseguia — respondeu sem parar de arrumar as coisas, mas logo sua expressão ficou séria —, Amelia, preciso ir para a Europa esta noite, a diretoria quer que eu supervisione as novas filiais, vou ficar fora por dois meses.
Amelia piscou, o sorriso se desfez.
— Dois meses? Mas... e eu?
— Hugo vai ficar com você — disse sua mãe com naturalidade, como se não houvesse nada mais óbvio no mundo.
— Não preciso que cuidem de mim! Tenho vinte e dois anos — protestou Amelia, cruzando os braços sobre o peito, sentindo como o nome de Hugo ecoava dentro dela como um perturbador fantasma.
— É minha decisão, e ponto final — interrompeu sua mãe com um tom que não admitia réplica —, além disso, a casa não pode ficar sozinha, e Hugo é de confiança.
Amelia apertou os dentes, ajudando a mãe a fechar a mala com movimentos bruscos, não podia negar que Hugo, aquele homem de cinquenta e três anos com mãos grandes e olhar penetrante, lhe causava uma atração proibida que a envergonhava, desde que começou a sair com sua mãe, Hugo a observava com uma intensidade que a fazia sentir nua, como se seus olhos pudessem rasgar o tecido de suas roupas e descobrir cada centímetro de sua pele
—Se cuida, mãe —murmurou ao se despedir no aeroporto, abraçando-a com força, mas sua mente já vagava para Hugo, para aquela presença masculina que em breve encheria a casa
A noite caiu como um manto pesado, Amélia estava sentada na escrivaninha de seu quarto, os livros abertos à sua frente, mas as palavras se misturavam em sua cabeça, ela não conseguia se concentrar, cada barulho a fazia pular, o tique-taque do relógio, o rangido das paredes, até que finalmente ouviu o som da porta se abrindo, os passos firmes no hall, seu coração bateu forte, ela sabia que era ele
—Amélia —a voz de Hugo ecoou no corredor, grave, autoritária
Ela respirou fundo antes de sair do quarto, encontrando-o de pé na cozinha, alto, ombros largos, com aquele terno que sempre vestia impecável e do qual agora havia tirado o paletó, deixando à mostra os músculos dos braços sob a camisa branca, o cabelo grisalho penteado para trás, e aqueles olhos escuros que a examinaram de cima a baixo
—Oi, Hugo —disse, tentando soar indiferente, mas sua voz tremeu levemente
—Estou com fome —declarou ele, sem nem a cumprimentar—, prepara alguma coisa
Amélia piscou, surpresa
—Eu… não sei cozinhar
Hugo se aproximou, lentamente, até ficar a apenas alguns centímetros dela, seu hálito quente roçou sua bochecha
—Então vai aprender —sussurrou, seu tom era suave, mas carregado de uma ameaça latente—, nesses dois meses vou te ensinar a ser uma mulher de verdade
Amélia sentiu um arrepio percorrer suas costas, ela não entendia completamente suas palavras, mas algo em seu olhar a fez saber que ele não se referia apenas à cozinha, sem dizer mais nada, foi até a geladeira e começou a tirar ingredientes, sentindo os olhos de Hugo a seguirem, como se ela já estivesse nua diante dele
Hugo se recostou na sentada, observando cada movimento de Amelia, como suas mãos desajeitadas cortavam os legumes, como o suor perolava sua nuca, como o decote da blusa se abria levemente quando ela se inclinava, sentia o desejo crescendo dentro dele, mas não era um homem que se apressava, não, ele curtia a tortura lenta, a antecipação, de ver a inocência se transformando em medo e depois em submissão
— Mais miúdo — ordenou, apontando para os pedaços de cenoura —, assim não vão cozinhar por igual
Amelia assentiu, apertando a faca com mais força, as bochechas coradas, sentia o olhar de Hugo como um peso sobre a pele
— Por que... por que você faz isso? — perguntou finalmente, sem ousar olhar para ele
Hugo sorriu, um gesto lento e perigoso
— Porque sua mãe não te ensinou o que uma mulher deve saber — respondeu —, mas eu vou ensinar
Amelia engoliu seco, as pernas tremendo, não sabia se de medo ou daquela excitação estranha que começava a invadir ela, Hugo se levantou então, se aproximando por trás, o corpo grande e quente quase roçando o dela, as mãos, grandes e fortes, pousaram sobre as dela, guiando para cortar com precisão
— Assim — murmurou no ouvido dela, a voz como veludo preto —, tudo deve ser feito com cuidado, com paciência... e com obediência
Amelia fechou os olhos, sentindo a respiração acelerar, o corpo reagindo àquela proximidade, sabia que isso era só o começo, que Hugo não ia parar até ter ela completamente sob o controle dele, e o mais aterrorizante era que, em algum lugar escondido da mente dela, ela queria aquilo tanto quanto ele
O jantar passou num silêncio carregado, Hugo não parava de olhar pra ela, os olhos escuros brilhando com algo que Amelia não conseguia decifrar, mas que a fazia se sentir vulnerável, exposta, quando terminaram, ele se levantou e se aproximou dela, a mão grande pousando no ombro, os dedos apertando de leve
— Limpa isso — ordenou —, e depois vai pro seu quarto, temos muito o que fazer amanhã
Amelia assentiu, sentindo como aquele simples contato arrepiava sua pele, sabia que os próximos dois meses seriam uma prova, uma tortura deliciosa e aterrorizante, Hugo não era um homem qualquer, era um sádico, e ela, sem saber ainda, estava prestes a se tornar seu brinquedo favorito.
O som dos nós dos dedos batendo com força na porta do seu quarto acordou Amelia de um sono profundo, o relógio marcava sete da manhã e a luz do amanhecer mal se filtrava entre as cortinas, seu corpo, acostumado a dormir até tarde nos fins de semana, resistia a se mover, as pálpebras pesavam como chumbo
—Amelia! Acorda! —a voz de Hugo ecoou do outro lado, autoritária, sem espaço para negociação
Ela grunhiu, enterrando o rosto no travesseiro
—Não… me deixa dormir… —murmurou, arrastando as palavras com sono
A porta se abriu de uma vez e Hugo entrou com passo firme, vestido com uma calça jeans justa e uma camisa preta que destacava seus braços musculosos, seu olhar frio se cravou nela, em como seu corpo se curvava sob os lençóis, o jeito que seu cabelo castanho se espalhava sobre o travesseiro
—Não me faz repetir —disse, se aproximando e arrancando as cobertas de um puxão—, você tem cinco minutos para estar pronta e preparar o café da manhã
Amelia se encolheu ao sentir o ar frio em sua pele, vestia só uma camiseta curta e uma calcinha branca de renda, sentiu o olhar de Hugo percorrer suas pernas longas, a curva dos seus quadris, o decote que se marcava sob o tecido fino, uma mistura de vergonha e excitação percorreu seu corpo
—Não sou sua empregada! —protestou, cobrindo-se instintivamente com os braços
Hugo sorriu, um gesto lento e perigoso
—Não, não é —respondeu, inclinando-se até que seu hálito quente roçasse sua orelha—, mas enquanto sua mãe não estiver, você fará o que eu mandar
Amelia engoliu seco, suas pupilas se dilataram levemente diante da ameaça velada em suas palavras sem dizer mais nada, ela se levantou da cama e procurou uma calça às cegas, sentindo os olhos de Hugo a seguindo, como se ela já estivesse nua diante dele.
A cozinha cheirava a café passado na hora e ovos mexidos, embora estes últimos estivessem um pouco queimados. Amelia mexia a frigideira com desajeito, frustrada por não conseguir fazer direito, por não entender por que Hugo insistia em submetê-la àquilo.
— Isso está horrível — disse ele, provando uma garfada e franzindo o nariz —, você sério que não sabe cozinhar nem o básico?
Amelia apertou os punhos, sentindo o calor da humilhação subir pelo pescoço.
— Já te falei que não — respondeu entre os dentes.
Hugo largou o garfo e limpou os lábios com lentidão deliberada.
— Pois é uma das muitas coisas que você vai ter que aprender — murmurou —, depois do café da manhã a gente sai, tem umas coisas que preciso comprar.
Ela o olhou com curiosidade.
— Que coisas?
Ele não respondeu, só terminou o café com calma, deixando a pergunta pairando no ar como uma ameaça.
O shopping estava cheio de gente, casais passeando, famílias fazendo compras, crianças correndo entre as pernas dos adultos. Amelia caminhava um passo atrás de Hugo, sentindo como a presença imponente dele fazia as pessoas se afastarem inconscientemente. Ele levava as mãos nos bolsos, as costas largas bloqueando parte da visão dela.
— Aonde a gente vai? — perguntou Amelia, tentando soar indiferente.
Hugo parou em frente a uma loja de artigos de couro, manequins com cintos, algemas e outros objetos que fizeram Amelia franzir a testa.
— Entra — ordenou sem olhar para ela.
Ela o seguiu, sentindo o ar dentro da loja mais pesado, como se respirasse submissão. Hugo examinou vários artigos de couro com calma antes de parar em frente a uma vitrine onde exibiam chicotes de tamanhos diferentes.
— Esse — disse apontando para um de couro preto, fino mas resistente.
O vendedor, um homem mais velho com bigode grisalho, o Ele tirou e entregou pra ela com um sorriso cúmplice
—Excelente escolha, senhor, muito boa pra treinar —disse com uma piscadela
Amelia sentiu um arrepio, o coração batendo mais rápido
—Pra quê... você quer isso? —perguntou, tentando manter a voz firme
Hugo testou a flexibilidade da chibata dobrando levemente, o som do couro esticando fez Amelia estremecer
—Pra te ensinar disciplina —respondeu simplesmente—, vamos, ainda falta uma coisa
Ela o seguiu em silêncio, as mãos suadas, se perguntando o que mais ele poderia comprar, a próxima parada foi uma pet shop, Hugo foi direto pra seção de coleiras, passando pelas de cachorro pequeno até parar na frente de uma vermelha, larga, com uma argola de metal na frente
—Essa —disse pro atendente
Amelia olhou pra ele com incredulidade
—Agora a gente tem cachorro? —perguntou com sarcasmo
Hugo pegou a coleira e examinou, passando os dedos pelo material resistente
—Não —respondeu—, mas você vai usar
Ela empalideceu, olhando ao redor como se esperasse que alguém a salvasse, mas ninguém parecia notar a tensão entre eles, o atendente cobrou normalmente e Hugo guardou a coleira no bolso
—Não vou colocar isso —sussurrou Amelia, sentindo a raiva e a vergonha se misturarem no peito
Hugo se inclinou, os lábios roçando a orelha dela enquanto falava, a voz era um sussurro carregado de perigo
—Ah, vai sim —prometeu—, e se resistir, as consequências serão piores
De volta na casa, Amelia ficou parada no centro da sala, sentindo a atmosfera ficar mais densa, mais opressiva, Hugo trancou a porta e tirou a coleira do bolso, segurando na frente dela
—Coloca —ordenou
Ela cerrou os punhos, o medo e a rebeldia lutando dentro dela
—Não! Você é louco! Eu não sou sua puta!
Hugo não se abalou, a expressão continuava calma, mas os olhos ardiam com algo sombrio —Me insultar foi seu primeiro erro —disse ele—, me desobedecer, o segundo.
Antes que Amelia pudesse reagir, Hugo a agarrou pelo braço com força, girando-a e sentando-se numa cadeira próxima; num movimento rápido, colocou-a de bruços sobre as pernas dele, o tronco pendendo de um lado, as pernas do outro. A surpresa a paralisou por um segundo, mas quando sentiu a primeira palmada, um golpe seco e doloroso, ela gritou:
—Hugo! Para!
Ele ignorou os protestos dela. A mão grande dele se ergueu e caiu uma e outra vez, cada golpe ecoando no quarto. A dor era aguda, mas havia algo mais: uma sensação de calor se espalhando pela pele dela, uma humilhação que a excitava apesar de si mesma.
—Isso é para o seu bem —murmurou Hugo entre cada palmada—, você precisa aprender seu lugar.
Amelia se debateu, mas a força dela não era páreo para a dele. Os gritos dela se misturavam com soluços, até que, num movimento rápido, Hugo baixou as calças dela, deixando à mostra a calcinha branca de renda, agora grudada na pele suada, as nádegas avermelhadas pelas palmadas.
—Não! —gritou Amelia, sentindo a vergonha inundá-la.
Hugo não parou. Agora as palmadas eram mais fortes, o som do impacto mais cru. A dor se misturava com um prazer perverso; cada golpe a fazia sentir mais viva, mais dele. As lágrimas dela caíam no chão, mas entre os soluços, um gemido escapou dos lábios dela.
—Isso mesmo —sussurrou Hugo, notando a reação dela—, até agora seu corpo me trai.
Amelia fechou os olhos, sentindo o ardor se transformar em algo mais, sentindo os músculos dela se tensarem não só pela dor, mas pela excitação que crescia dentro dela. Hugo sabia, sentia, e isso só o fazia continuar com mais força, marcando-a como dele, uma lição que ela nunca esqueceria.
Continua...
—Quer mais capítulos assim? Deixa sua opinião aí embaixo. Todo o meu conteúdo também está em...Desculpe, não posso traduzir conteúdo que não foi fornecido. Por favor, envie o texto em espanhol que você gostaria que eu traduzisse para o português brasileiro.
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