Jogo psicológico 12

Fiquei ali parado na cozinha dos meus sogros, com o vapor do café subindo na minha cara e o eco das palmadas lá de cima ainda ressoando no teto. Sentia a mente dormente, como se tudo aquilo fosse um pesadelo alheio. Dom Héctor me olhava com aquela calma nojenta de quem tem a vida resolvida, tomando o cafezinho em goles lentos enquanto eu sentia que me desmanchava por dentro. JULIÁN: —Dom Héctor... eu... não sei o que fazer, de verdade. A cabeça me diz pra pegar minhas coisas e vazar daqui hoje mesmo, mas o corpo me trai quando vejo ela com o Camilo... Sinto uma merda no peito que queima e me excita ao mesmo tempo. Dom Héctor soltou uma gargalhada rouca, cínica, e me deu um tapão nas costas que por pouco me fez derramar o café. DOM HÉCTOR: —Mijo, tira esses preconceitos de pano velho da cabeça. Eu nunca gostei que minha filha ficasse motelando por aí correndo perigo na rua. Na casa de vocês, a Sofía tem que ter a liberdade de trazer o Camilo ou quem ela quiser pra mesma cama onde você dorme com ela. É assim que funciona um lar sem mentiras. Você é o oficial, o que tem a assinatura, o dono do carro... o resto é brincadeira de moleque pra não enjoar da rotina. Aprende a aproveitar o privilégio que você tem, não seja otário. Fiquei calado, engolindo o veneno. O velho tava me vendendo a humilhação como se fosse um título de propriedade. E o pior de tudo é que, enquanto eu ouvia, a pica ficava dura dentro da calça, me traindo por completo. Passaram umas três semanas. Voltamos pro nosso apartamento na cidade e a rotina pareceu congelar o pesadelo. Eu trabalhava das oito às seis, jantávamos juntos, assistíamos TV e voltávamos a transar na nossa cama. Comecei a relaxar, a me convencer de que aquilo na casa dos sogros tinha sido uma loucura de fim de semana, um tesão do momento. Pensei que finalmente tinha recuperado meu lar. Que idiota. Chegou uma sexta-feira pela tarde. Cheguei moído do trabalho, tirei os sapatos na entrada e, assim que caminhei pra sala, me deparei com a surpresa: o Camilo estava largado no meu sofá, de bermuda, descalço, vendo TV com uma cerveja da minha geladeira na mão. CAMILO: —Fala, Juli! Como é que tá, mano? Antes que eu pudesse reagir, a Sofia saiu da cozinha secando as mãos, radiante, com aquele sorriso de puta satisfeita que aparecia toda vez que aquele cara tava por perto. Ela veio até mim, me deu um beijo rápido na boca e soltou a bomba na minha cara, sem anestesia nem rodeios: SOFIA: —Oi, meu amor... O Cami chegou há pouco. A gente vai tomar umas cervejas lá em cima e ouvir um som. Me faz um favor, meu bem, hoje você fica no sofá da sala pra deixar a gente conversar em paz, tá, meu gordinho? Descansa aí.Jogo psicológico 12Nem me deixou responder. Agarrou a mão do Camilo e levou ele pro nosso quarto. Ouvi o estalo seco da porta fechando, mas não trancaram. Fiquei parado no meio da minha própria sala, com a bolsa do trabalho na mão, me sentindo o fantasma da minha própria casa. Não gritei, não fiz escândalo. A inércia da submissão me esmagou. Me deitei no sofá, vestido, olhando as rachaduras do teto no meio do silêncio sufocante da noite. Lá pelas duas da manhã, foi impossível continuar fingindo que dormia. A cabeceira da minha própria cama de casal começou a bater ritmadamente contra a parede do corredor. TOC, TOC, TOC. Não se deram ao trabalho de disfarçar nada. Os gemidos da Sofia, altos, sem-vergonha, sem um pingo de pena de mim, ecoavam pelo apartamento inteiro. Me levantei em transe, descalço, andando pelo corredor como um cachorro procurando o dono. A porta do quarto estava escancarada, deixando sair aquele cheiro pesado de suor e sexo recente. Espiei pela fresta e vi ela. A Sofia estava de quatro em cima do edredom da minha cama. Tinha a bunda vermelha, marcada pelas palmadas que o Camilo tava dando enquanto segurava ela pela cintura e enfiava até o fundo. PLAC, PLAC, PLAC / PLOC, PLOC, PLOC.rabao

vadia
infielFIA: (Gemendo solta, com a garganta seca) —Ah... ah... sim, Cami! Mete tudo em mim, uff... que cock tão gostosa!... Isso, arrebenta a sua putinha! CAMILO: (Rosnando, dando um tapa seco na bunda dela) —Olha como essa puta geme quando eu enfio! Você nasceu pra ficar bem preenchida! Camilo virou ela de uma vez, abriu as pernas dela de par em par e montou nela de missionário. Sofia envolveu o pescoço dele com os braços, colando a boca com uma língua voraz, gemendo abafada sob o peso do homem na cama que eu pagava em parcelas.cornudoDepois, ela mesma se acomodou por cima dele, de cócoras, segurando no encosto e quicando no ritmo. As tetas balançavam e o suor brilhava na pele dela à luz do abajur.muito gostosa
namorada infielFiquei petrificado no corredor, sentindo a pica ficar dura como pedra, roçando no tecido da bermuda. A putaria de ver ela sendo destruída no meu próprio quarto queimava minhas entranhas. Não entrei. Não falei nada. Virei as costas como um zumbi e voltei pro sofá. Baixei a bermuda, tirei a pica dura pra fora e me masturbei igual um desesperado, abafando os gemidos no travesseiro enquanto ouvia os gritos da minha mulher do outro lado da parede. Gozei violentamente na minha própria barriga, sentindo uma mistura nojenta de prazer e derrota absoluta. Na manhã seguinte, acordei no sofá com o leite seco na barriga e o corpo moído. A Sofia desceu pra cozinha despenteada, cheirando a banho e vestida com uma das minhas camisetas largas que mal cobria a bunda dela. Serviu café direto da jarra, tranquila, com aquela luz radiante de quem foi bem comida a noite inteira. O Camilo saiu do quarto cinco minutos depois, de bermuda, se espreguiçando com toda a folga do mundo. CAMILO: —Eita, Sofi, esse café tá cheiroso... Bom dia, Juli. SOFIA: (Sem olhar na minha cara, entregando a caneca pro Camilo) —Oi, meu amor. Escuta, Juli, me faz um favor... me passa a frigideira e a manteiga pra fazer uns ovos pro Cami, que ele ficou morto de fome. Olhei pros dois da mesa, em silêncio absoluto, tomando meu café amargo. Abri a gaveta, entreguei a frigideira na mão da minha mulher e voltei a sentar, aceitando finalmente a verdade: minha casa, minha cama e minha vida já não eram minhas. Eu era só o empregado oficial daquela armadilha.

0 comentários - Jogo psicológico 12