Acordei com a luz da manhã batendo na minha cara, mas minha mente ainda estava ancorada na escuridão da meia-noite anterior. Ao meu lado, Laura dormia com aquela expressão de inocência angelical que agora me parecia a mentira mais fascinante do mundo.
Olhei para ela e senti um aperto no peito; não era a dor da traição, era a descarga de um poder novo e sombrio. Eu era o único que possuía o mapa completo da perversão dela. Sabia do Camilo, do Esteban, do desconhecido do carro e do ex-namorado. Sabia que minha mulher não era só uma infiel, mas uma ninfomaníaca insaciável que tinha transformado a vida dela numa orquestra de carne e engano. E o mais aterrorizante era que ver aquele abismo nela me dava uma ereção tão violenta que eu sentia que a calça ia estourar. Naquela tarde, me encontrei com a Paola no bar de sempre. Não consegui segurar o segredo. Mostrei a ela as capturas da revista noturna, os vídeos do escritório e o áudio do Esteban preenchendo a Laura enquanto eu estava na academia. A Paola caiu na risada, uma risada gelada e cúmplice que me fez sentir que estávamos no mesmo time da loucura.
—Olha aquela puta, meu Dani. É uma lenda. Não só te trai, mas tem um sistema de gerenciamento de homens que qualquer mulher invejaria — me disse Paola enquanto dava um gole no drink dela—. Mas repara em você... tá mais excitado do que nunca. Não é mais o namorado traído, agora é o dono da puta mais cobiçada da cidade. Ela tinha razão. A dor tinha se transformado em um vício voyeurista. Eu me sentia o rei do mundo sabendo que todos aqueles homens achavam que estavam me roubando algo, sem saber que era eu quem permitia e curtia a profanação das sombras. Mas senti que faltava um passo pra selar esse jogo. Eu queria que o vínculo fosse inquebrável. Queria que a Laura estivesse amarrada a mim legalmente enquanto eu a via se desmoronando nos braços de outros. Na noite do segundo dia, montei o cenário. Jantamos na varanda, com velas e um vinho caro. A Laura estava radiante, mais carinhosa do que nunca, se deixando mimar com aquela devoção de "esposa perfeita" que agora eu sabia que era o combustível da luxúria dela lá fora. No momento mais romântico, quando ela achava que eu estava no ponto mais vulnerável do meu amor, tirei o anel. — Laura, não consigo imaginar minha vida sem você. Você é tudo que eu sempre quis. Quer casar comigo? A cara da Laura foi um poema. Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela soltou um grito de alegria que me pareceu a atuação mais brilhante da carreira dela. — Sim, meu amor! Sim, mil vezes sim! — gritou enquanto se jogava nos meus braços. Me beijou com uma paixão desesperada, mas eu sentia o gosto do cinismo em cada toque. Ela achava que o casamento ia dar a cobertura perfeita pra continuar sendo uma puta nas sombras; eu achava que o casamento era a corrente que ia obrigá-la a mentir na minha cara todo dia da vida dela enquanto eu curtia o espetáculo. Levamos aquela euforia pro quarto. Joguei ela na cama com uma fúria que não tinha nada de romântica. Despi ela com raiva, puxando as roupas como se quisesse arrancar a máscara de santa que ela vestia. Penetrei ela com uma única estocada violenta que a fez arquear as costas e soltar um gemido de puro espanto. O som dos nossos corpos se chocando era um estardalhaço rítmico e cru: Plap, plap, plap!.
Enquanto eu a empurrava com uma força brutal, buscando que ela sentisse cada centímetro da minha posse, decidi alimentar o fetiche da mentira. Peguei ela pelo pescoço, obrigando-a a me olhar nos olhos enquanto a preenchia com uma raiva animal. —Você me jura, Laura? Me jura que vai ser minha esposa fiel? Que só eu sou o dono dessa buceta? —sussurrei com a voz rouca de tesão. Laura gemia, com os olhos revirados e o corpo tremendo de prazer. Ela se agarrou aos meus ombros e me respondeu com uma doçura tóxica que me fez quebrar por dentro: —Sim, meu amor!... Seu, só seu!... Você é o único homem da minha vida, meu love!... SIM!... AI!...
Ouvir ela jurar fidelidade enquanto eu lembrava do vídeo dela em cima da mesa do Camilo
e a foto do Esteban enchendo ela no motel me deu um clímax explosivo.
Me gozei profundamente dentro dela, rugindo de um prazer que era metade êxtase e metade desprezo. Deixei ela exausta e tremendo, enquanto eu sorria na escuridão, sabendo que acabava de assinar o contrato da perversão mais absurda da minha vida. O Padrinho do Pecado No terceiro dia, decidi que uma simples mensagem de texto não era suficiente para o calibre de farsa que eu estava montando. Queria ver o pânico ao vivo; queria sentir o cheiro da culpa no ar da minha própria sala. Chamei o Esteban de surpresa em casa. Não falei pra Laura que ele vinha, então quando a campainha tocou e eu vi ele parado na porta, curti a primeira descarga de controle. —Maninho! Pode entrar, meu parceiro, bem-vindo! —saudei ele com um abraço apertado, dando uns tapinhas nas costas enquanto sentia a rigidez do corpo dele. A Laura saiu da cozinha secando as mãos com uma toalha, de pijama curto, desprevenida. Quando os olhos dela cruzaram com os do Esteban, o rosto dela foi um poema de tensão absoluta. Ela ficou congelada no meio do corredor, trocando um olhar rápido com ele, tentando decifrar se o Esteban tinha feito a burrice de vir procurar ela pelas minhas costas ou se algo tinha saído do controle. —Esteban? Ai, que milagre! —ela falou com uma risadinha nervosa, forçando aquela doçura de santinha que tanto me excitava—. O que te traz aqui tão de repente? —Oi, Laurinha... Não, o Daniel me falou pra passar aqui pra tomar uma gelada, não me disse pra quê —respondeu ele, engolindo seco com uma dificuldade que quase dava pra ouvir no silêncio da sala. Eu tinha os dois exatamente onde queria. Os dois atores do meu teatro particular, tremendo por dentro, achando que a qualquer momento eu ia soltar uma cobrança ou uma cena de ciúmes. Me aproximei da Laura, peguei ela na cintura com gosto, colando a bunda dela na minha pélvis pra ela sentir o quanto eu tava duro com aquele momento, e com a outra mão agarrei o ombro do meu melhor amigo. —Chamei vocês porque vocês dois são as pessoas mais importantes da minha vida —comecei a —dizendo, olhando fixamente nos olhos deles—. Como vocês já sabem, pedi essa mulher maravilhosa em casamento e ela aceitou. Mas um casamento não é nada sem as pessoas que a gente ama... Por isso, Esteban, meu irmão, meu compadre de alma... quero que você seja o Padrinho do nosso casamento. Quero você parado do meu lado no altar. O silêncio que se seguiu foi glorioso. O sangue desceu pro pé do Esteban. Ele ficou pálido, abriu a boca sem saber o que dizer e olhou pra Laura com o terror gelado de quem acabou de ser encurralado. Laura ficou petrificada; a mentira bateu na cara dela com um cinismo tão violento que por um segundo ela esqueceu como respirar. —Sério, Dani?... Mano... —gaguejou Esteban, suando frio, tentando compor a cara de felicidade enquanto absorvia o peso gelado da traição—. Não brinca... Claro que sim, cachorro. Não sabe a honra que é, porra! Pode contar comigo pra tudo, vou ser o melhor padrinho do mundo. —Eu sei que vai, irmãozinho. Ninguém melhor que você pra cuidar da noiva —respondi com um sorriso cheio de veneno, apertando mais a cintura da Laura. Esteban se aproximou pra cumprimentar a Laura. Vi a mão dele tremer ao tocar as costas dela pra dar um abraço respeitoso de "padrinho". O cheiro do perfume dela, misturado com o suor de culpa dele, encheu minhas narinas. Laura devolveu o abraço com um sorriso falso, mas no fundo dos olhos dela vi aquela faísca de tesão retorcido: ela acabava de transformar o amante habitual no guardião do próprio casamento. Olhei pra minha noiva e pro meu melhor amigo trocando aquela olhadinha de cumplicidade assustada, e senti uma pulsada violenta na calça. Esteban achava que eu tava honrando ele pela nossa amizade de anos; não fazia ideia de que eu acabava de nomeá-lo o cúmplice oficial do meu fetiche. O jogo tinha subido de nível. Laura era a noiva, Esteban era o padrinho e eu era o dono absoluto da farsa, curtindo cada mentira enquanto esperava o dia em que a puta mais insaciável dissesse "sim, aceito" diante de todos, sabendo que aquele altar era só o começo da nossa perversão.
Olhei para ela e senti um aperto no peito; não era a dor da traição, era a descarga de um poder novo e sombrio. Eu era o único que possuía o mapa completo da perversão dela. Sabia do Camilo, do Esteban, do desconhecido do carro e do ex-namorado. Sabia que minha mulher não era só uma infiel, mas uma ninfomaníaca insaciável que tinha transformado a vida dela numa orquestra de carne e engano. E o mais aterrorizante era que ver aquele abismo nela me dava uma ereção tão violenta que eu sentia que a calça ia estourar. Naquela tarde, me encontrei com a Paola no bar de sempre. Não consegui segurar o segredo. Mostrei a ela as capturas da revista noturna, os vídeos do escritório e o áudio do Esteban preenchendo a Laura enquanto eu estava na academia. A Paola caiu na risada, uma risada gelada e cúmplice que me fez sentir que estávamos no mesmo time da loucura.
—Olha aquela puta, meu Dani. É uma lenda. Não só te trai, mas tem um sistema de gerenciamento de homens que qualquer mulher invejaria — me disse Paola enquanto dava um gole no drink dela—. Mas repara em você... tá mais excitado do que nunca. Não é mais o namorado traído, agora é o dono da puta mais cobiçada da cidade. Ela tinha razão. A dor tinha se transformado em um vício voyeurista. Eu me sentia o rei do mundo sabendo que todos aqueles homens achavam que estavam me roubando algo, sem saber que era eu quem permitia e curtia a profanação das sombras. Mas senti que faltava um passo pra selar esse jogo. Eu queria que o vínculo fosse inquebrável. Queria que a Laura estivesse amarrada a mim legalmente enquanto eu a via se desmoronando nos braços de outros. Na noite do segundo dia, montei o cenário. Jantamos na varanda, com velas e um vinho caro. A Laura estava radiante, mais carinhosa do que nunca, se deixando mimar com aquela devoção de "esposa perfeita" que agora eu sabia que era o combustível da luxúria dela lá fora. No momento mais romântico, quando ela achava que eu estava no ponto mais vulnerável do meu amor, tirei o anel. — Laura, não consigo imaginar minha vida sem você. Você é tudo que eu sempre quis. Quer casar comigo? A cara da Laura foi um poema. Os olhos dela se encheram de lágrimas e ela soltou um grito de alegria que me pareceu a atuação mais brilhante da carreira dela. — Sim, meu amor! Sim, mil vezes sim! — gritou enquanto se jogava nos meus braços. Me beijou com uma paixão desesperada, mas eu sentia o gosto do cinismo em cada toque. Ela achava que o casamento ia dar a cobertura perfeita pra continuar sendo uma puta nas sombras; eu achava que o casamento era a corrente que ia obrigá-la a mentir na minha cara todo dia da vida dela enquanto eu curtia o espetáculo. Levamos aquela euforia pro quarto. Joguei ela na cama com uma fúria que não tinha nada de romântica. Despi ela com raiva, puxando as roupas como se quisesse arrancar a máscara de santa que ela vestia. Penetrei ela com uma única estocada violenta que a fez arquear as costas e soltar um gemido de puro espanto. O som dos nossos corpos se chocando era um estardalhaço rítmico e cru: Plap, plap, plap!.
Enquanto eu a empurrava com uma força brutal, buscando que ela sentisse cada centímetro da minha posse, decidi alimentar o fetiche da mentira. Peguei ela pelo pescoço, obrigando-a a me olhar nos olhos enquanto a preenchia com uma raiva animal. —Você me jura, Laura? Me jura que vai ser minha esposa fiel? Que só eu sou o dono dessa buceta? —sussurrei com a voz rouca de tesão. Laura gemia, com os olhos revirados e o corpo tremendo de prazer. Ela se agarrou aos meus ombros e me respondeu com uma doçura tóxica que me fez quebrar por dentro: —Sim, meu amor!... Seu, só seu!... Você é o único homem da minha vida, meu love!... SIM!... AI!...
Ouvir ela jurar fidelidade enquanto eu lembrava do vídeo dela em cima da mesa do Camilo
e a foto do Esteban enchendo ela no motel me deu um clímax explosivo.
Me gozei profundamente dentro dela, rugindo de um prazer que era metade êxtase e metade desprezo. Deixei ela exausta e tremendo, enquanto eu sorria na escuridão, sabendo que acabava de assinar o contrato da perversão mais absurda da minha vida. O Padrinho do Pecado No terceiro dia, decidi que uma simples mensagem de texto não era suficiente para o calibre de farsa que eu estava montando. Queria ver o pânico ao vivo; queria sentir o cheiro da culpa no ar da minha própria sala. Chamei o Esteban de surpresa em casa. Não falei pra Laura que ele vinha, então quando a campainha tocou e eu vi ele parado na porta, curti a primeira descarga de controle. —Maninho! Pode entrar, meu parceiro, bem-vindo! —saudei ele com um abraço apertado, dando uns tapinhas nas costas enquanto sentia a rigidez do corpo dele. A Laura saiu da cozinha secando as mãos com uma toalha, de pijama curto, desprevenida. Quando os olhos dela cruzaram com os do Esteban, o rosto dela foi um poema de tensão absoluta. Ela ficou congelada no meio do corredor, trocando um olhar rápido com ele, tentando decifrar se o Esteban tinha feito a burrice de vir procurar ela pelas minhas costas ou se algo tinha saído do controle. —Esteban? Ai, que milagre! —ela falou com uma risadinha nervosa, forçando aquela doçura de santinha que tanto me excitava—. O que te traz aqui tão de repente? —Oi, Laurinha... Não, o Daniel me falou pra passar aqui pra tomar uma gelada, não me disse pra quê —respondeu ele, engolindo seco com uma dificuldade que quase dava pra ouvir no silêncio da sala. Eu tinha os dois exatamente onde queria. Os dois atores do meu teatro particular, tremendo por dentro, achando que a qualquer momento eu ia soltar uma cobrança ou uma cena de ciúmes. Me aproximei da Laura, peguei ela na cintura com gosto, colando a bunda dela na minha pélvis pra ela sentir o quanto eu tava duro com aquele momento, e com a outra mão agarrei o ombro do meu melhor amigo. —Chamei vocês porque vocês dois são as pessoas mais importantes da minha vida —comecei a —dizendo, olhando fixamente nos olhos deles—. Como vocês já sabem, pedi essa mulher maravilhosa em casamento e ela aceitou. Mas um casamento não é nada sem as pessoas que a gente ama... Por isso, Esteban, meu irmão, meu compadre de alma... quero que você seja o Padrinho do nosso casamento. Quero você parado do meu lado no altar. O silêncio que se seguiu foi glorioso. O sangue desceu pro pé do Esteban. Ele ficou pálido, abriu a boca sem saber o que dizer e olhou pra Laura com o terror gelado de quem acabou de ser encurralado. Laura ficou petrificada; a mentira bateu na cara dela com um cinismo tão violento que por um segundo ela esqueceu como respirar. —Sério, Dani?... Mano... —gaguejou Esteban, suando frio, tentando compor a cara de felicidade enquanto absorvia o peso gelado da traição—. Não brinca... Claro que sim, cachorro. Não sabe a honra que é, porra! Pode contar comigo pra tudo, vou ser o melhor padrinho do mundo. —Eu sei que vai, irmãozinho. Ninguém melhor que você pra cuidar da noiva —respondi com um sorriso cheio de veneno, apertando mais a cintura da Laura. Esteban se aproximou pra cumprimentar a Laura. Vi a mão dele tremer ao tocar as costas dela pra dar um abraço respeitoso de "padrinho". O cheiro do perfume dela, misturado com o suor de culpa dele, encheu minhas narinas. Laura devolveu o abraço com um sorriso falso, mas no fundo dos olhos dela vi aquela faísca de tesão retorcido: ela acabava de transformar o amante habitual no guardião do próprio casamento. Olhei pra minha noiva e pro meu melhor amigo trocando aquela olhadinha de cumplicidade assustada, e senti uma pulsada violenta na calça. Esteban achava que eu tava honrando ele pela nossa amizade de anos; não fazia ideia de que eu acabava de nomeá-lo o cúmplice oficial do meu fetiche. O jogo tinha subido de nível. Laura era a noiva, Esteban era o padrinho e eu era o dono absoluto da farsa, curtindo cada mentira enquanto esperava o dia em que a puta mais insaciável dissesse "sim, aceito" diante de todos, sabendo que aquele altar era só o começo da nossa perversão.
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