Lorena é uma colega da área. Não trabalhamos na mesma empresa, nem nos especializamos na mesma coisa, já que ela mexe com seguros pessoais e eu com automóveis, mas mais de uma vez nos encontramos em Congressos e Cursos de Treinamento e desde o primeiro momento a gente se deu super bem. Não nos vemos com muita frequência, mas de vez em quando a gente se junta pra tomar algo e colocar o papo em dia. Ela tem a minha idade, 44, é divorciada, mas casou de novo no ano passado. Fiquei surpresa quando recebi a ligação dela num sábado ao meio-dia. Eu tava em casa, atarefada com os moleques, limpando e lavando roupa. — Oi, sua puta...! — cumprimento ela ao atender — Até que você se dignou a me ligar... — Oi, Mary, como você tá? — ela responde com um tom seco, distante. — O que houve, Lore? Você tá bem? — pergunto preocupada. — A gente pode se ver? — ela diz — Preciso desabafar com alguém. Olho ao redor, os móveis afastados, as cadeiras levantadas, o barulho da máquina de lavar que lá do tanque avisa que a primeira leva já tá pronta. — Ehhh... Sim, claro, mas teria que ser à tarde, tô com os moleques e meu marido chega depois do meio-dia... — Sim, sem problema, eu ainda tô no trabalho, quando sair te mando minha localização e você me avisa... — Fechou, a gente se vê... — Foi mais ou menos essa a conversa que a gente teve, o que me deixou preocupada, porque dava pra notar ela bem diferente das outras vezes, meio apagada, logo ela que costuma ser tão expressiva, tão apaixonada. Quando meu marido chega, falo que preciso sair por uma emergência, deixo ele com os moleques, e me despeço prometendo que vou avisando. A direção que a Lorena me manda é um bar em Retiro, perto do escritório dela, na Santa Fé com a Libertad. Chego e encontro ela no balcão, bebendo sozinha, com os olhos marejados. — O que aconteceu, minha filha? — pergunto quando ela se aproxima e me abraça. — Aquele filho da puta tá me traindo... — ela diz. Tá falando do marido novo. Ela conta que no dia anterior, sexta-feira, quis fazer uma surpresa, já que era o primeiro aniversário de casamento deles, e Ela passou para buscá-lo no escritório. Ela já tinha reservado restaurante e até o quarto num hotel cinco estrelas. A questão é que enquanto esperava dentro do carro, viu ele sair com uma garota bem mais nova, de vinte e poucos anos. Entraram no carro dele, Lorena seguiu, e viu os dois entrarem num hotel. O que ela fez? Ficou esperando na rua até saírem mais de duas horas depois. —Tá comendo uma mina, o filho da puta...! E comeu ela no dia do nosso aniversário!— exclama, indignada. —Você falou pra ele?— pergunto. —Não tive coragem... Ainda. Por isso te pedi pra vir. O que eu faço?— —Não sei, Lore, talvez tenha sido só uma trepada e não seja nada sério, nesse caso o conselho que eu te daria é que você dê o troco também...— —Juro que pensei nisso, até me deu vontade de pegar um cara qualquer ali, enquanto esperava, pra ir naquele mesmo hotel e cruzar com ele na saída. Quase fiz, mas me faltou coragem. Mas que vou dar o troco, vou dar— Embora já fizesse um tempo que os drinks rolavam, não estávamos bêbadas, só um pouco alegres. Dentro do lugar fazia calor, então a essa altura já tínhamos tirado os casacos, ficando ela com uma regata branca de alcinha e eu com uma blusa de cetim azul-petróleo, com decote em "V" e renda. Menciono isso porque naquele momento vários dos presentes viraram pra nos olhar. Estávamos contando nossas fantasias sexuais, a da Lore era bem simples, transar num elevador em movimento, de preferência o elevador do prédio onde ficam os escritórios dela. A minha um pouco mais pretensiosa, uma praia caribenha, areia branca, água turquesa, um sol brilhando, e eu nua na beira, com uma horda de homens negros descomunais me comendo por todos os buracos. Nisso, se aproxima um cara alto, moreno, claramente estrangeiro. Ele pede desculpas pela interrupção, e pergunta se estamos disponíveis. Olhamos sem entender. —É que a gente gostaria— contratar os serviços deles... - se explica diante da nossa perplexidade, apontando para o acompanhante dele, que ficava na expectativa, um pouco mais atrás. Estavam nos confundindo com putas! A Lore já estava se preparando pra xingar ele de cima a baixo, quando eu a segurei e fiz um sinal pra ela ficar na dela. - Olha que a gente é das caras, papi... - falo num tom sexy que surpreendeu completamente minha amiga. - Disso eu não tenho dúvida, o caro é sempre o melhor... - afirma, me percorrendo com um olhar que me acende. Os dois são jovens, tipo trinta e poucos anos, gostosos, muito bem vestidos, com roupa e tênis de marca. - Convida a gente pra uma mesa e a gente fala da tarifa - proponho. Não só nos convidaram pra uma mesa, como também pediram o champanhe mais caro do lugar. - O que você tá fazendo, Mary? Você enlouqueceu? - se escandaliza a Lore enquanto eles pedem a mesa e a bebida. - Você não queria botar chifre no seu marido? - eu lembro. - Mas esses caras tão achando que a gente é puta... - - E daí? Que vingança melhor do que essa? - - E você? Eu tenho motivo pra ser infiel, mas você... - - Eu faria qualquer coisa por uma amiga - confesso. Os caras se chamam Ian e Benicio, são colombianos, e estavam em Buenos Aires a negócios. Tinham vindo com as namoradas, mas elas já tinham voltado pra Colômbia. Eles tiveram que ficar pra fechar um contrato que complicou em cima da hora, mas voltavam no dia seguinte. Ou seja, era a última noite deles no país. E como lembrancinha, queriam levar a recordação de uma transa com uma argentina. - Bom, vou avisar que a gente tem uma tarifa só, e é all inclusive... - comento depois de brindar com o champanhe caríssimo que pediram. - Tudo? - repete o Ian. - Tudo o que vocês imaginarem... - confirmo. O tempo todo a Lorena fica em silêncio, sem acreditar que aquilo tá acontecendo. - Quanto? - pergunta então o Benicio. - Quatrocentos dólares, cada uma... - respondo sem hesitar, olhando fixo pra ele. - Fechado, quatrocentos cada uma, "all inclusive"... - ele repete. para confirmar. -¿Hotel, hospedagem ou...? - -A gente se hospeda aqui perto, a gente pode ir pra lá...- interrompe o Ian. -Onde vocês estão hospedados?- -No Four Seasons...- Acho que fui modesta em pedir só quatrocentos. Quando a Lore ouve o nome do hotel, ela me cutuca pra chamar minha atenção. -Boluda, reservei o quarto lá pro meu aniversário, justo ontem...- sussurra pra mim. -É o destino, amiga, você não foi ontem mas vai hoje...- -Cê tem certeza disso, Mary?- pergunta, preocupada. -Certeza absoluta, se você não tá, eu vou com os dois, mas lembra que tô fazendo isso por você...- -Não tô cem por cento segura, mas... acho que uma trepada vai me fazer bem pra clarear a cabeça- -Assim que se fala...- A gente veste os casacos e sai com eles do bar. O hotel é perto, então a gente vai caminhando, de braço dado com cada um, a Lore com o Ian, eu com o Benicio. Chegamos no Four Seasons, e subimos pra uma suíte que tem todo o luxo de um hotel daquele nível. Embora a tensão sexual já esteja no auge, tudo rola sem pressa, o que ajuda minha amiga a ir relaxando. Antes de tudo, o Benicio tira a carteira e começa a contar os dólares. Eu me aproximo, interrompo ele e faço ele guardar. -A gente não é puta...- falo, e mostrando minha aliança de casamento, completo: -A gente tá traindo...- -Na real, a gente é puta sim, mas não cobra- acrescenta a Lore mostrando a aliança dela também. -Melhor ainda então!- exclama o Benicio -E não falo pelo dinheiro- A preliminar é bem agradável e divertida. Os caras tinham pedido uma variedade generosa de sushi com umas duas garrafas de saquê gelado e mais champanhe. A gente tava os quatro no sofá, perto de uma janela com vista pra uma mansão, rindo, comendo com os palitinhos, falando de tudo e de nada. Num momento, enquanto eu contava não sei o quê, o Benicio tira a taça da minha mão, deixa na mesinha, e me beija. Foi um beijo lento no começo, exploratório, muito mais profundo depois, quando a gente pegou o gosto. Eu respondo. abrindo a boca, deixando que me agarre pela cintura e pressione meu corpo contra o dele. Os dois estamos ardendo. Confessar pra eles que na real a gente não era puta, mas duas mulheres casadas dando golpe, deixou eles mais excitados ou arrepiados, como eles mesmos falaram. Tiro a blusa e ofereço meus peitos cheios pra ele se acabar à vontade com eles, enquanto eu já tô apalpando a virilha dele, alucinando com a dureza que incha a calça. Ele me chupa, me morde, me devora as tetas, deixando elas babadas e vermelhas. Ele me empurra devagar contra o encosto do sofá e desabotoa minha calça, sempre me olhando com aqueles olhos escuros que me derretem. Enfia uma mão, afundando os dedos dentro de mim. -Uffffff...! Tá queimando, gata!- exclama, sorrindo. Quando começa a mexer os dedos, eu fico louca. Eu mesma seguro o pulso dele, empurrando a mão ainda mais contra minha buceta, apertando as coxas, querendo sentir mais fundo, mais profundo. Levanto o quadril pra ajudar ele a tirar minha calça e a calcinha. Ele se ajoelha então entre minhas pernas e me chupa a pussy. "Dioooooosssssssssssss...". O que ele faz ali embaixo deveria entrar numa edição especial do Kamasutra. Que jeito de usar a língua, os lábios, os dentes... até a gengiva. Quando a gente aceita ir pro hotel dos caras, achei que seria eu quem tomaria a iniciativa, quem levaria as rédeas da nossa entrada na Prostituição VIP, mas pra minha surpresa, quando me viro, vejo que a Lorena já tá sentada no Ian, se movendo devagar sobre a ereção dele, ele com as mãos nas tetas dela, mordendo os bicos. O Benicio não fica atrás, tira a calça, a cueca, tudo, mostrando uma pica dura, grossa, brilhante. A gente se ajeita melhor e, quando ele coloca bem ali, ao alcance, eu seguro e enfio entre as pernas. Um empurrão e entra de uma vez, lenta mas firme, me preenchendo até o fundo. Agora sim, os colombianos tão comendo a gente duas. Os gemidos de uma e outras se misturam com o barulho dos corpos se chocando, da fricção, do rangido do sofá. Cravo as unhas nas costas do Benicio, olhando de canto pra Lorena que agora tá de costas pro Ian, apoiada no encosto, os peitos balançando, enquanto ele come ela por trás com estocadas enérgicas, potentes. Depois de me foder por um bom tempo, o Benicio freia, e sem tirar o pau de dentro ainda, troca um olhar cúmplice com o Ian. Ninguém fala nada, não precisam conversar pra se entenderem. Na sequência, eles trocam de lugar. O Ian vem comigo e o Benicio vai com a Lorena, os paus eretos, duríssimos, balançando. Trocam as camisinhas e lá vamos nós de novo. O pau do outro colombiano é um pouco mais comprido, com uma curva que roça bem ali, onde eu mais preciso. A gente se olha, eu e a Lorena, ela de boca aberta, gemendo a cada estocada do Benicio. Eu agora subindo e descendo no Ian, sentindo ele me preencher a cada sentada. Num momento, ele me agarra pela cintura e me vira sem sair de dentro, me deixando de costas no sofá. Ele se ajoelha entre minhas pernas e me fode com força, mais rápido, mais alucinado. Do nosso lado, o Benicio já tinha a Lorena sentada em cima, de frente pra gente, movendo ela pra cima e pra baixo enquanto chupava os peitos dela. Quando rola uma pausa, necessária em tanto frenesi, eu levanto do sofá, chamo a Lore pra vir comigo, e deitando de costas na cama, abrimos as pernas, convidando eles a virem com a gente. Claro que eles vêm, os paus apontados pra gente como se fôssemos o alvo a destruir. Eles sobem em cima, Benicio comigo, Ian com a Lore, embora trocando de lugar depois de algumas estocadas. É por demais estimulante ver cada um tirar o pau da buceta da minha amiga e, carregado de fluido, meter em mim. E vice-versa, porque eu também tô toda melada. Quando a gente troca, eu deito de lado, com o Benicio se deitando atrás de mim, entrando de novo, mas mais fundo nessa posição, enquanto o Ian Ela se ajoelha de lado pra eu chupar a pica dela. Depois é a vez da Lorena, receber um e chupar o outro. Assim a gente vai alternando, fazendo todas as combinações, até que, montada no Ian, eu me deito sobre o corpo dele e abro minhas nádegas, convidando o Benicio a entrar. Primeiro ele lubrifica bem meu cu, com dedos, saliva e até língua, e enfia com tudo, encaixando os movimentos dele com os do parceiro de foda. "All inclusive..." eu tinha dito. Embora ela se esforce, a Lorena desiste da dupla penetração, porque dói quando tentam meter no cu dela, então por um tempo eu fico com os dois só pra mim. Enquanto se masturba de lado, a Lorena nos olha sem acreditar que nos meus buracos cabe tanta carne, principalmente no de trás. O Benicio, que é o que tá me comendo, tira a pica e vai pra cima dela. Troca a camisinha de novo e, colocando ela de quatro, aplica uma surra de pau que até faz minha amiga lacrimejar. O Ian, que tá debaixo de mim, também me coloca de quatro, então agora a gente tá as duas juntas, uma do lado da outra, enquanto eles nos comem gostoso por trás, revezando pra foder a gente de forma alternada. A Lore me segura a mão e aperta, enquanto tem um orgasmo que acaba derrubando ela. Eu sorrio, feliz por ela, enquanto sinto meu próprio orgasmo apertando em volta do Ian, que entre gemidos goza comigo. O Benicio também goza com a Lore, ficando os quatro jogados na cama, com as pernas entrelaçadas, exaustos, destruídos. -Que sorte que os maridos de vocês têm!- exclama o Benicio no meio de um suspiro. -Jajaja...!- ri a Lorena -Não pensa que com eles a gente transa assim- -Se eles nos comessem como vocês, a gente não tava traindo- concordo. Quando a gente levanta com a Lore pra ir ao banheiro, só aí a gente percebe o quão intenso e frenético foi o momento que acabamos de viver, porque o chão tá cheio de camisinhas usadas. Depois de nos arrumar, passo meu e-mail pra um deles, para quando voltarem a Buenos Aires, e nos despedimos com beijos, abraços e tapinhas na bunda. Na recepção do hotel, peço um táxi. Quando Lorena me diz que vai pedir um para ela também, corto ela na hora. —Você, querida, vem comigo...— falo. Ela me olha sem entender. —Você é minha álibi, sua burra, falei pro meu marido que saí por uma emergência e não escrevi pra ele a tarde toda, a gente tem que inventar alguma coisa— Enquanto esperamos o táxi, ela pergunta séria: —E com meu marido, o que eu faço?— —Não faz nada, ele comeu a garota, que aproveite, mas da próxima vez que estiver com ele, lembra que você comeu dois colombianos muito bem dotados...— —Siiim...!— exclama a Lore rindo —Viu o que eram? Terríveis...! Será que é por isso que as colombianas são bundudas? Porque aguentar esses troços...— Quando chegamos em casa, pra justificar minha "emergência", a Lore conta pro meu marido uma história com ramificações e até participações de terceiros, que nem eu teria pensado. Ela não vai se sair nada mal sendo infiel. Acho que criei um monstro...
3 comentários - Vadias...