Minha única amizade é a filha adorável do vizinho. ep4

A vida depois daquela noite ficou estranhíssima.
Às vezes eu não parava de ficar com o pulso a mil por hora, pensando em como foi maravilhoso e incrível me apossar daqueles seios jovens, macios e apertáveis. E de vez em quando... eu tinha uma vontade absurda de meter uma bala na cabeça ou sumir deste planeta.
Não vou bancar o santinho. Eu curti, e provavelmente faria de novo; sem precisar ter ido além.
Mas... ninguém ganha na loteria duas vezes seguidas, né?

Fiquei tentado várias vezes a sentar lá fora, na calçada, como daquela vez. Sabia que não ia conseguir agir como se nada tivesse acontecido. Dava um frio na barriga só de pensar nela... vê-la correndo com a roupa casual: um top e uns shorts bem curtinhos.
Se agora mesmo eu tô com o pau bem duro, na solidão do meu quarto, como é que eu ficaria lá na rua? Com ela por perto, ou até sentada do meu lado; fingindo uma amizade simples ou algo assim.
Talvez ela se arrependesse do que rolou. Talvez ela me odiasse ou não quisesse mais nada comigo.
Será que fui longe demais?

...

No meio do meu monólogo interno todo bagunçado, ouvi risadas e gritos vindo de fora. Aqueles moleques sempre eram um saco, sério, eu tinha vontade de mandar todos pastar como um velho rabugento. Mas talvez entre eles estivesse ela... a doce e sarcástica filha dos meus vizinhos, a Vane.
Abri só uns 2 centímetros da cortina pra espiar a rua. Meu quarto fica no segundo andar, então minha atenção foi pra baixo.

Lá estavam eles, um grupo de uns doze meninos e meninas em semicírculo, colados na parede da minha casa. Pareciam animados.
Espiei um pouco mais a cara pela cortina pra ver melhor e notei que tinha uma garota no meio de todos, dançando na frente de um celular apoiado na janela fechada da minha sala.
Tava claro o que eles faziam... trends ridículas pra ganhar views e likes nas redes sociais.

Pensei em deixar eles em paz e seguir com a minha vida, até que percebi que uma das barulhentas era a Vane.
Agora sim valia a pena ficar.
Dava pra ver ela toda contente junto com os amiguinhos, fazendo palhaçada e se divertindo pra caralho. Tinha aquele sorriso bobo que escondia uma personalidade safada. É curioso esse contraste...
Geralmente ela parece despreocupada e extrovertida, mas daquela vez, sozinhos na cozinha dela... A única coisa no rosto dela era vergonha e ternura. Uma faceta desconhecida.

Aí foi a vez dela passar na frente e dançar pra câmera. Meu Deus do céu...
Ela tinha uma destreza absurda se mexendo. Rebolava o quadril como uma profissional, alternando velocidades e fazendo um monte de posições diferentes. Além disso, de vez em quando fazia umas caras "sedutoras", mordendo o lábio de baixo ou levando o dedo à boca. Os outros incentivavam e provocavam ela a ser mais safada, fazendo uma puta bagunça "EH!! EH!! EH!! ISSOOO!! WUUU!!"
Do meu quarto, eu apoiava em silêncio enquanto segurava a minha virilha.

Tudo foi prazer e risada pra mim, até que numa dessas eu ouvi chamarem a Vane:Você me passa o vídeo depois? Ou vai postar na sua conta?Caralho.
Em algum canto... de alguma rede social... ela se expunha assim pra estranhos...
Eu tinha que achar aquela conta...

Depois de um tempo, cada um foi pra sua casa e eu me joguei na cama com o celular na mão; decidido a ver que tipo de coisa ela postava na conta pessoal dela.
Procurei por horas em cada rede social que me veio à cabeça. Escrevia na busca coisas como o nome das músicas de reggaeton que usaram, ou hashtags tipo: #paravocê #<3 #tiktokmefamosa, etc...
Realmente, besteira atrás de besteira.
Achei vídeos interessantes, mas nenhum era da Vane. (mesmo assim dei like)

Eu ia desistir. Já tava só deslizando entediado no app, até que apareceu uma seção de "Pessoas que talvez você conheça" E justamente ela apareceu ali!
Não fazia ideia de como isso tinha acontecido. Provavelmente tava relacionado à localização e rastreamento do aplicativo, algo que eu nunca dei permissão; mas agora era meu presente abençoado.

Entrei no perfil dela rapidinho e os últimos vídeos eram parecidos com o que eu tinha visto ali na rua.
Danças... selfies e closes na carinha redonda dela, se fazendo de linda e "fazendo bebê"... ou aparecia junto com as amigas do bairro e da sala em alguns deles.
Vi outfits dela que eu não conhecia e igualmente inapropriados, ainda mais na internet.
Ela não tinha vergonha de rebolgar estando tão perto da câmera. Nem parecia se importar que dessem pra ver a calcinha e o sutiã dela.

Chegava a ter até 80 comentários em cada publicação falando todo tipo de coisa.
Amigas ou familiares chamando ela de linda e coisas assim. Homens mandando emojis de amor e elogiando ela...
Desgraçados... Como ousavam tratar ela daquele jeito sem conhecer? O sangue ferveu de ciúme sem eu poder fazer nada. Será que ela gostava daquilo? Não via ela respondendo os comentários...
Segundos depois, outra coisa me invadiu, muito ego e arrogância.
Claro que eu ia me sentir assim, se só EU tinha tido aquela oportunidade. Ninguém nunca a teve entre seus braços, nem teve a sorte de provar seus lábios.

Percebi que minha mão estava de volta na virilha, excitado de novo...

Eu tinha decidido. Se eu tivesse que competir ou reafirmar meu lugar na vida da Vane, daria o meu melhor pra isso. Não seria mais o mesmo perdedor que insistiu por tanto tempo.
Se eu tivesse que me esforçar pra sair do fundo do poço, faria por ela.

Primeiro, eu precisava ganhar a confiança dos pais dela e conseguir que me deixassem acompanhá-la quando eu quisesse.
Depois, teria que me ligar e estudar pra entrar numa universidade. Sacrificar minhas horas de jogo e pornô de madrugada pra usar em horas de sono.
Mas antes... eu ficaria mais um tempinho admirando os vídeos mais recentes dela...

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