Fabiano escreveu várias noites depois com um tom diferente, mais suave: «Vem hoje. Do jeito que você quiser. Não vou pedir fantasias dessa vez. Só vem.» Katia respondeu com um simples «Tá bom». Se vestiu com roupa normal: um vestido preto simples, sem meia, só a máscara. Queria se sentir menos puta e mais… ela mesma. Embora soubesse que isso só tornaria tudo mais doloroso. Quando chegou no apartamento, ele abriu a porta em silêncio. Olhou ela de cima a baixo e, pela primeira vez, não sorriu com aquela luxúria descarada das outras vezes. Só pegou na mão dela e a levou pra dentro. Fechou a porta e, sem dizer nada, beijou ela. Não foi um beijo de puta. Foi lento, profundo, quase carinhoso. Katia ficou rígida. O coração batia forte contra as costelas. —Hoje quero fazer diferente —murmurou ele contra a boca dela—. Quero… tirar meu tempo. Ele foi despindo ela devagar. Cada peça caía no chão com cuidado. Quando ela ficou completamente nua na frente dele, Fabiano olhou como se estivesse vendo algo sagrado. Deitou ela na cama e se ajoelhou entre as pernas dela. Começou a beijar a parte de dentro das coxas. Subiu devagar, lambendo, chupando, abrindo com os dedos. Quando a língua dele encontrou o clitóris, Katia arqueou as costas e teve que morder o lábio pra não gemer o nome dele. Ele chupou com uma dedicação quase reverente: círculos lentos, sucções suaves, dois dedos entrando e saindo enquanto a língua não parava. Fez ela gozar uma vez, e depois outra, sem pressa, como se o único objetivo fosse fazer ela se sentir bem. Quando ela ainda tremia, ele subiu por cima. Entrou nela de missionário, bem devagar. Não meteu com força. Se moveu com estocadas profundas e longas, olhando nos olhos dela o tempo todo. Acariciava o cabelo dela, beijava a testa, sussurrava coisas doces no ouvido: —Você é tão linda… tão gostosa… eu te adoro. Katia estava com os olhos marejados. Cada estocada era um lembrete brutal: É meu filho. Está dentro de mim. Está me fazendo amor. Ele a colocou de quatro. Dessa vez não agarrou ela pelo as ancas com força. Acariciou as costas dela, beijou a nuca enquanto entrava e saía num ritmo lento e profundo. Falava baixinho, quase com carinho. Katia enterrou o rosto no travesseiro pra ele não ver as lágrimas. Depois ele se recostou e puxou ela pro colo. Ela se ajoelhou entre as pernas dele e chupou ele. Não como das outras vezes, com desespero. Dessa vez foi devagar, olhando pra ele, se deixando guiar pelas mãos dele no cabelo dela. Ele gemia o nome da mãe sem saber que era ela quem tava chupando ele. Passaram por quase todas as posições. Ela montou em cima, olhando nos olhos dele enquanto se mexia. Ele pegou ela de lado, abraçando por trás, beijando o ombro. Em cada uma, o ritmo era o mesmo: lento, profundo, quase amoroso. Como se de verdade estivesse fazendo amor com alguém que queria cuidar. Quando finalmente gozou, foi mais forte do que nunca. Enterrou até o fundo e se derramou dentro dela com um gemido longo, tremendo, abraçando ela com força. Katia sentiu o calor preencher ela em ondas e teve que fechar os olhos com força. Meu filho… tá gozando dentro de mim… de novo. Ainda dentro dela, Fabiano beijou ela. Um beijo apaixonado, profundo, quase desesperado. Katia tentou se afastar, empurrando suavemente o peito dele, mas ele era mais forte. Segurou a nuca dela e beijou com uma intensidade que roubou o ar. Quando finalmente conseguiu se separar, os dois estavam ofegantes. Ele olhou pra ela com um sorriso suave, quase admirado. —Você gostou? Katia não conseguiu falar. Só assentiu com a cabeça, a garganta fechada. Fabiano se deitou ao lado dela, ainda acariciando o braço dela com naturalidade, como se tivessem acabado de sair de um encontro normal. —Ei… posso te pedir um conselho? —disse de repente, com voz casual. Katia virou a cabeça pra ele, ainda com o gozo escorrendo pela coxa. —Claro… Ele olhou pro teto por um segundo e então falou, sem rodeios: —Tô obcecado pela minha mãe. Tenho desejo por ela de um jeito que tá me enlouquecendo. Eu quero foder ela como nunca quis ninguém. Por isso eu tava te observando… porque você me lembra muito ela. O mesmo jeito de se mexer, o corpo, até a voz às vezes. Como… como é que eu faço pra pegar minha própria mãe? O que você faria? O mundo parou. Katia sentiu o ar sair dos pulmões. O coração batia tão forte que ela achou que ele podia ouvir. Ficou olhando pra ele em silêncio por vários segundos, a mente vazia de puro pânico. No fim, com a voz rouca e controlada, respondeu: — Não faz isso. Nunca. Algumas coisas… destroem tudo. Se você realmente ama ela, deixa ela em paz. Arranja outra. Qualquer uma. Mas não ela. Fabiano olhou pra ela por um momento, pensativo, e aí sorriu um pouco. — Você tem razão… provavelmente. Obrigado. Katia se levantou em silêncio. Se vestiu com as mãos trêmulas. Ele acompanhou ela até a porta e deu um último beijo suave na testa dela. — Se quiser voltar… você sabe. Ela assentiu sem olhar pra ele e saiu. No elevador, se apoiou na parede e levou a mão à boca. As lágrimas caíram sem controle. Desceu as escadas do prédio quase às cegas e, quando chegou na rua, sentou um instante no meio-fio, se abraçando. Ela tinha deixado o próprio filho comer ela. Tinha recebido o leite dele de novo. E agora sabia, com absoluta certeza, que ele desejava ela. Ela. A mãe dele. E o pior de tudo era que, no fundo, uma parte dela já não sabia se conseguiria dizer não na próxima vez.

1 comentários - Contratei uma prostituta e chegou a mãe dela. Parte #4