57: Horas Livres (II)




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Compêndio III57: HORAS LIVRES (II)

Fiquei sem palavras. Existe um tipo específico de silêncio que só acontece quando um homem percebe que não é mais ele quem segura o leme do navio, e enquanto a seguia de volta para o prédio corporativo como um cachorrinho bem treinado, senti esse silêncio se instalar sobre mim. Meu passo era instintivo, meus olhos cravados no balanço rítmico das suas cadeiras, enquanto minha mente vagava de volta para Rachel.
57: Horas Livres (II)Assim como Carolina, Rachel tinha um estilo de vida frenético por causa do trabalho como comissária de bordo. Era uma americana ruiva que já tinha passado do auge da juventude, mas possuía uma fome que refletia a eletricidade atual que faiscava entre Carolina e eu. Anos atrás, Rachel tinha sido minha primeira traição logo depois de eu casar com a Marisol. Na verdade, nossoidílio proibidocomeçou precisamente na nossa lua de mel. Mas, assim como com a Carolina, eu me tornei aligação sexualfavorita da Rachel, o porto seguro na tempestade toda vez que seu itinerário de voo a trazia pra nossa cidade pra uma escala.paramedicoMeu ponto é que mulheres como Carolina e Rachel não procuram uma alma gêmea nem um jantar à luz de velas; procuram um desabafo. Tem uma eficiência clínica e revigorante nisso: sem frescura, sem bagagem emocional e absolutamente sem romance. Elas buscam uma transação física, umas quantas rodadas de fricção intensa, e depois me despacham com um aceno educado e um cheiro persistente de perfume. Para um homem na minha posição, é o padrão ouro absoluto; são as amantes perfeitas para um homem casado porque não exigem nada além da minha presença e do meu desempenho.

No momento em que a porta pesada da minha caminhonete bateu, a fachada profissional não só rachou, mas desapareceu. Nem tinha girado a chave na ignição quando Carolina já estava deitada sobre o console central, com os dedos ágeis e decididos enquanto abaixava meu zíper pela segunda vez naquela hora. Enquanto o motor rugia ao ganhar vida, ela desceu, agarrada a mim com uma fome que refletia a urgência da chegada dela. Mesmo quando engatei a marcha à ré e comecei a manobrar devagar para sair do estacionamento subterrâneo da empresa, ela não me soltou. Assim como minha esposa Marisol, Carolina tratava meu pau como se fosse um troféu que se recusava a largar nem por um segundo.
transa sem camisinhaO trajeto até o local do Grayson virou um borrão de linhas brancas e fricção rítmica. Naveguei pelo trânsito do meio-dia com uma precisão preocupante, com uma mão cravada no volante e a outra apoiada no encosto de cabeça, enquanto o mundo lá fora do para-brisa deixava de existir. A técnica da Carolina era metódica, quase cirúrgica; ela usava o espaço apertado entre o câmbio e o console central pra maximizar cada ponto de contato. Dava pra sentir o frio artificial das saídas do ar-condicionado batendo no meu peito, mas não era nada comparado ao calor abafado e úmido que irradiava da boca dela. Cada vez que eu olhava no retrovisor, me perguntava se o motorista do sedã prateado do meu lado conseguia ver o balanço frenético e rítmico dos cachos escuros dela sumindo embaixo do painel.

Tava claro que a Carolina era uma daquelas poucas mulheres que curtem dar prazer oral. Ela fez uma pausa por um instante, me encarando com aqueles olhos pequenos e espertos. Um sorrisinho de vitória dançou nos lábios dela, um reconhecimento silencioso de que me tinha exatamente onde queria. Ela não tava só fazendo um serviço; tava reivindicando território, tratando meu corpo como um mapa que pretendia conquistar. A dinâmica de poder tinha mudado de novo; no café, ela tinha sido a predadora, mas aqui, no santuário da caminhonete, era a arquiteta da minha perdição.

A Carolina não usava só a boca; ela soltava a mão como um acompanhamento tático, criando um ataque coordenado que funcionava com a precisão de uma máquina bem lubrificada. Uma mão mantinha um aperto firme e estabilizador na base, enquanto a língua mapeava a coroa sensível com um movimento rítmico e insistente. Era um tipo de tortura familiar: o mesmo ritmo estratégico que a Marisol usava pra me manter suspenso naquele limbo infernal, flutuando a uma fração de milímetro abaixo do ponto de não retorno. Pra quando o horizonte mudou e a fachada familiar do hotel de Grayson apareceu à vista, eu não estava simplesmente excitado; estava completamente rendido aos pés dela, com minha autonomia entregue ao puxão rítmico dos lábios dela.

Enquanto eu navegava a última curva em direção à entrada, a caminhonete bateu num buraco fundo que sacudiu todo o chassi. O impacto repentino mandou uma descarga violenta de eletricidade pela minha coluna e, por uma fração de segundo, minha concentração vacilou, afrouxando meu aperto no volante. O caminhão desviou, e os pneus roçaram o meio-fio de concreto com um tremor raspado e grave. Corrigi a trajetória por instinto, mas o solavanco repentino fez Carolina soltar um gemido, e os dentes dela roçaram a pele sensível do meu pau. A sensação foi uma descarga elétrica aguda que roubou o ar dos meus pulmões, me deixando sem fôlego e apertando o volante até meus nós dos dedos estalarem.

- Já quase chegamos! - sussurrei, e as palavras soaram forçadas e estranhas na quietude da cabine.

A rua estava enganosamente pacífica, sombreada por carvalhos centenários que salpicavam o painel com padrões cambiantes de ouro e verde. A urgência no ar tinha engrossado, passando de um flerte casual para uma necessidade desesperada. O objetivo já não era a viagem; era o destino, e cada sinal vermelho parecia uma afronta pessoal.

Carolina percebeu a mudança na minha energia. Ela desacelerou os movimentos com uma deliberação agonizante, brincando com a ponta da minha rola com um movimento lento e circular da língua antes de se afastar o suficiente para me deixar pulsando ao ar livre. Ela me olhou, os olhos castanhos e brilhantes cintilando com a consciência de que segurava minha compostura nas mãos dela. Estava dançando no fio da navalha da minha resistência, testando exatamente quanta tensão eu aguentava antes de quebrar.

No instante em que o motor desligou e a caminhonete deslizou para um estacionamento, o silêncio que O que se seguiu foi ensurdecedor. Então, como se tivesse decidido que já tinha brincado com a presa dela o tempo suficiente, ela recuou como a maré. Afastou-se por completo, me deixando duro, frustrado e vibrando com uma tensão que eu sentia que podia, literalmente, despedaçar meus ossos.
boquete no carroComo sempre, o Grayson me entregou o cartão de plástico com um aceno cúmplice e silencioso que servia como o contrato tácito do nosso acordo. Segundo andar. Na real, não importava em qual andar o quarto ficasse; as propriedades do Grayson eram projetadas com um propósito único e clínico: proporcionar um santuário de luxo para os discretos. As suítes estavam sempre limpas e quentes, as camas arrumadas, e a atmosfera era modesta, mas familiar ao mesmo tempo.

Dentro do elevador, o silêncio era pesado, carregado de uma corrente elétrica que fazia o espaço pequeno parecer que estava encolhendo. A Carolina se apoiou na parede de espelho, percorrendo meu rosto com os olhos com uma satisfação predatória. Parecia a puta que não só tinha pego o canário, mas tinha saboreado cada pedaço. Ela não disse uma palavra sequer, mas o jeito que ela mordia o lábio inferior (brincalhona, tentadora e totalmente focada) me indicou que o trajeto de carro não tinha passado de um prólogo.
infidelidade consentidaNo instante em que a porta se fechou atrás de nós, a distância profissional que mantivemos no saguão desapareceu. Ela nem esperou eu deixar o cartão em cima da cômoda antes de se chocar contra mim, colando os lábios nos meus num beijo com gosto de espresso e fome voraz. Não foi um cumprimento gentil; foi uma reivindicação. Ela pressionou o corpo contra o meu, moldando as curvas dela na estrutura atlética do meu peito, enquanto as mãos deslizavam para cima pra segurar meu pescoço e me puxar mais pra perto dela.

Quando finalmente se afastou pra eu recuperar o fôlego, os olhos dela brilhavam.

• Você beija bem pra caralho! — anunciou, com uma voz que era um ronronar baixo e sensual.
57: Horas Livres (II)Não se limitou a caminhar até o quarto; recuou como uma sereia, me guiando para um desmonte coreografado do seu visual. Cada movimento era um golpe certeiro na minha compostura. Enquanto se afastava, a mão dela alcançou as costas com eficiência, dedos habilidosos desabotoando o botão da calça de linho branco de cintura alta. O tecido soltou um suspiro suave de rendição ao afrouxar, deslizando uma polegada pela curva dourada do quadril. Ela nem se deu ao trabalho de olhar pra trás; não precisava. Conhecia a trajetória exata do meu olhar e brincava com ele com uma precisão cruel e safada. Num movimento fluido que parecia desafiar a física, saiu da calça, deixando-a num amontoado amassado de linho branco no chão acarpetado.

Parada ali, vestindo só o top canelado verde-sálvia e um tiquinho de renda, era uma tentação irresistível. A luz âmbar que passava pelas cortinas pesadas se agarrava à redondeza da bunda dela, destacando a curva firme e atlética dos glúteos. Ao arquear as costas, esticando os braços bem acima da cabeça com a graça de uma puta caçadora, o tecido de malha esticou sobre os peitos, enfatizando uma silhueta que parecia quase arquitetônica de tão perfeita.
paramedico• Não fica aí parado, Marco! - murmurou ela, com uma voz que era um zumbido baixo e vibrante que parecia ressoar no fundo da minha barriga. - Vem cá!

Me movi em direção a ela, meus sapatos batendo pesado no carpete fofo, enquanto a distância entre a gente se fechava como uma armadilha. Ao me aproximar, o cheiro dela (uma mistura de sabão de hospital esterilizado, um toque de óleo de coco e o calor almiscarado e natural da pele dela) encheu minhas narinas, agindo como um catalisador químico que apagou os últimos resquícios da minha compostura profissional. Estendi a mão e minhas mãos grandes encontraram a curva do quadril dela, ancorando-a em mim. O contraste era marcante: minhas palmas quentes contra a maciez da pele fria dela, o bronzeado escuro da carne dela destacado pelo brilho pálido do quarto.

Carolina se deixou cair para trás contra mim, apoiando a cabeça no meu ombro, enquanto os cachos escuros dela faziam cócegas na minha mandíbula como milhares de pequenos choques elétricos. Ela levou a mão para trás, roçando meu peito com os dedos, sentindo o batimento rápido e frenético do meu coração através do tecido da minha camisa. Soltou uma risadinha suave e triunfante, o som de uma mulher que sabia exatamente quanto espaço ocupava na minha cabeça.

• Tá faltando uma camisinha, senhor! - brincou ela, com uma voz que era um desafio brincalhão e melódico. - Uma bem grandona!
transa sem camisinhaEla desceu a mão, acariciando minhas bolas com um peso possessivo, enquanto os dedos dela envolviam minha rola e, no processo, roubavam minha alma. Ao travar meu impulso pra frente, ela me manteve ali, num estado de animação suspensa, inclinando a cabeça pra trás pra me encarar com aqueles olhos pequenos e espertos. Ela saboreou o momento, se deleitando no poder absoluto que exercia sobre mim, curtindo o jeito que minha respiração engasgava enquanto ela aplicava uma pressão suave e controladora.

- Achei que você só transava com o Henderson! - consegui dizer de novo, com as palavras arranhando minha garganta.

Por um segundo fugaz, a parte racional do meu cérebro (a que cuidava do meu trabalho e dos meus pensamentos) conseguiu emergir da névoa, me lembrando que essa mulher tinha construído um muro em volta da exclusividade dela antes.

A expressão da Carolina mudou, um brilho de algo cruzou os traços dela. Ela fez o menor gesto de recuar, uma brecha momentânea na confiança predatória dela. Por um instante, me perguntei se o arrependimento finalmente tinha batido, ou se a menção do parceiro habitual dela tinha lembrado o limite que ela tava incinerando naquele momento.

Mas a hesitação foi miragem. Os olhos dela recuperaram o foco, semicerrando com uma intensidade renovada que beirava a fome.

- Eu te falei que o Henderson tá de plantão! - respondeu ela, e a voz dela desceu até virar um rosnado dominante.

Enquanto falava, ela apertou meu pau com uma firmeza possessiva que me tirou o fôlego, me lembrando que, naquele quarto, a única pessoa que importava era a mulher que naquele momento controlava meu pulso.
boquete no carro• E te falei que tô com tesão!

Minha mão procurou a mesa de cabeceira, roçando a madeira mogno fria antes de se fechar sobre o pequeno pacote quadrado de uma camisinha. As pupilas da Carolina se dilataram, fixando o olhar no látex como se ela tivesse acabado de ganhar um bilhete dourado para a montanha-russa mais selvagem da vida dela. A dúvida que ela tinha mostrado momentos antes desapareceu, substituída por uma fome predatória que parecia irradiar dos próprios poros.

O som do pacote de alumínio sendo rasgado foi uma explosão no silêncio do quarto, um estalo metálico e seco que marcava o ponto de não retorno. Meus dedos estavam desajeitados, a adrenalina deixando meus movimentos bruscos enquanto eu deslizava o látex sobre a cabeça do meu pau. Eu podia sentir o calor irradiando da pele da Carolina, um calor palpável que parecia distorcer o ar entre nós. Ela não moveu um músculo, com o olhar cravado no meu com uma intensidade predatória e uma respiração superficial e rítmica, fazendo os peitos nus dela subirem e descerem numa cadência hipnótica.

Assim que eu estava totalmente protegido, o ar do quarto pareceu engrossar, vibrando com uma tensão que quase dava pra sentir no ar. Carolina não me deu nem um segundo pra assumir o controle...

• Me deixa por cima! - Pediu ela, com uma voz que era uma ordem baixa que não admitia discussão.

Ela reforçou o pedido com um beijo que sabia a urgência e abandono sem medo, um contato repentino e escaldante que me deixou tonto. Enquanto ela me empurrava de volta pro colchão, o movimento foi fluido e decidido. Naquele momento, o fantasma do Henderson (a exclusividade, as regras, os limites que ela um dia defendeu com tanta garra) não só desapareceu; ele se evaporou. Ele era uma lembrança distante, uma nota de rodapé numa história que, de repente, tinha pulado pra um capítulo muito mais visceral.

Carolina parecia excitada, com os olhos bem abertos por uma espécie de... fome primitiva que beirava o divino. Enquanto se erguia sobre mim, com a luz âmbar do quarto de hotel realçando os ângulos marcados da sua mandíbula e a determinação no seu olhar, me lembrou uma deusa asteca exigindo um sacrifício. Ela não estava simplesmente interessada; estava fascinada, com as pupilas dilatadas enquanto me encarava, claramente enfeitiçada pela magnitude do que estava prestes a reclamar. Naquele instante, a teia complexa da sua vida (as regras, os limites e o fantasma de Henderson) foi incinerada por uma necessidade única e ardente.

A descida foi um estudo agonizantemente lento de antecipação. Carolina não se limitou a sentar; ela planou, com as coxas tremendo levemente pelo esforço de sustentar o próprio peso enquanto descia centímetro por centímetro. O primeiro contato foi um choque abrasador de fricção: o látex deslizando contra o calor apertado e úmido da sua entrada. Ela soltou um gemido brusco e entrecortado que ecoou no silêncio estéril do quarto de hotel, com as pálpebras tremulando enquanto inclinava a cabeça para trás, expondo a linha longa e elegante da sua garganta.

• Meu Deus...! - sussurrou, com as palavras sendo apenas um sopro.
infidelidade consentidaEnquanto ela afundava mais fundo, os peitos firmes dela começaram a sacudir violentamente. Eu podia sentir o colchão debaixo de mim afundando e gemendo sob o nosso peso combinado, o rítmico *crec-crec* dos molas marcando o metrônomo da tensão crescente. Levantei a mão, afundando meus dedos na carne firme e arredondada da parte de trás dela, puxando-a para baixo com uma urgência desesperada que contradizia seu passo lento.

Ela sentia cada milímetro da progressão. A respiração dela ficou curta e ofegante, e eu vi seus olhos castanhos se arregalarem de repente, fixando-se nos meus com uma mistura de impacto e fome predatória. Ela não estava só me aguentando; estava analisando a sensação, com o rosto se contorcendo numa máscara de concentração intensa e prazer.

• Você... você é muito grande! — ela conseguiu articular, com uma voz que soava como se tivesse sido arrastada por cascalho e mel.
57: Horas Livres (II)As palavras foram apenas um sussurro, uma confissão de rendição enquanto seu corpo registrava o puro deslocamento do espaço. Apesar da surpresa, seus instintos assumiram o controle; seus quadris começaram a girar em um círculo lento e abrasivo, uma busca intuitiva pelo ângulo perfeito para acomodar a profundidade, procurando uma união mais completa que parecia menos um ato e mais uma colisão de placas tectônicas.

Com um gemido gutural e repentino que vibrou por toda a sua estrutura, ela se deixou cair na distância final. O impacto foi uma colisão física que roubou meu fôlego, uma ancoragem súbita e pesada que me deixou sem ar. Ela desabou contra meu peito, com a testa apoiada na minha, a pele escorregadia por uma camada repentina de suor que nos fazia aderir um ao outro. O ar entre nós ficou denso e opressivo, com cheiro de sal e o aroma persistente do seu óleo de coco, agora fortemente misturado com a fragrância crua e almiscarada do nosso calor combinado.

Por alguns segundos, nenhum dos dois se moveu. Simplesmente existíamos na fricção, nossa respiração sincronizada em ofegos pesados e agitados que preenchiam os pequenos vãos de silêncio entre nós. Eu podia sentir a batida rápida do coração dela contra minhas costelas, um tamborilar frenético e rítmico que ecoava o martelar nos meus próprios ouvidos. Foi um momento de quietude absoluta, o olho de uma tempestade onde a única coisa que existia era a pressão abrasadora da nossa conexão.

Então, o movimento começou.

Carolina mudou o peso do corpo, elevando-se levemente só para cair de novo com um som úmido e estalado que ecoou pelo quarto. Ela começou a me cavalgar com uma intensidade focada e atlética, arqueando as costas como um arco. Cada vez que ela descia, a calça de linho branco de cintura alta que ela tinha descartado antes parecia espreitar a periferia da cena: o fantasma daquela precisão sob medida agora substituído por o caos cru e descoordenado dos seus movimentos.

• Tá gostando, Marco? - ela arfou, a voz agora virando um grunhido rouco e exigente. - Me fala... Tá gostando?

- Tô adorando! - eu gemi, com a voz soando como se tivesse fumado cigarros.
paramedicoEla acelerou, os movimentos dela virando um borrão de pele bronzeada. A fricção aumentava, uma intensidade branca e ardente que se enrolava na base da minha coluna. Mudei meu agarre, minhas palmas deslizando sobre a curva da cintura dela, sentindo a ondulação dos músculos abdominais enquanto ela se pressionava mais forte contra mim. O quarto pareceu encolher até não sobrar nada além do som da nossa pele colidindo e os sons rítmicos e desesperados da respiração dela.

A compostura da Carolina se desintegrou. As mãos dela voaram para baixo, os dedos roçando o látex com uma pressão frenética e escorregadia na base do meu pau, como se ela tentasse se ancorar no centro exato da tempestade. A pessoa calculista e dominante que ela tinha vestido como armadura no café tinha sumido, substituída por uma desesperança crua e ondulante. Ela não estava mais no controle do barco; estava se afogando na sensação, os quadris dela se jogando para frente com uma urgência repentina e faminta que beirava o feroz.

Me empurrei para cima, encontrando a descida dela com uma força que fez a cabeceira bater na parede, o som ecoando como uma marreta no quartinho. A descarga súbita e violenta de profundidade mandou um choque nela que parecia ter cortado o sistema nervoso; ela se tensionou por completo, arqueando as costas como um elástico esticado enquanto os dedos dela se cravavam fundo no carpete luxuoso do hotel. Os dedos dela, que tinham guiado o ritmo, viraram garras, afundando no músculo dos meus ombros e me marcando com a urgência frenética de uma mulher que finalmente achou a beira do precipício e decidiu pular.

Ela começou a tremer, as ondas de prazer partindo do núcleo dela e irradiando para fora como pedras jogadas num lago calmo. Os olhos dela reviraram, deixando só o branco visível por um segundo fugaz, e brilhante enquanto sua boca se abria num grito silencioso de libertação. A intensidade do momento pareceu sugar o ar do quarto, deixando apenas o som das respirações ofegantes e entrecortadas.
Mas conforme o corpo de Carolina começava a se adaptar ao deslocamento puro do meu tamanho, a dinâmica mudou. O papel de passageira já não me servia. Com um movimento repentino e decisivo, envolvi seus quadris com minhas mãos (meus dedos afundando profundamente na curva suave e atlética dos seus quadris) e a girei. A transição foi rápida, um borrão de pele bronzeada e lençóis enroscados, e antes que ela pudesse sequer registrar a mudança de gravidade, eu a tinha imobilizada. Então, descarreguei a
artilharia pesadasobre ela...transa sem camisinha• Ai, por favor! - suplicou ela, a voz um fio frágil de incredulidade, os olhos se arregalando enquanto eu começava a meter nela com uma intensidade profunda e exaustiva que não deixava espaço para hesitação.

A mudança de ritmo foi abrupta e física, uma súbita realinhamento de poder que deixou Carolina sem fôlego. Quando ela bateu no colchão com um som surdo, o impacto a sacudiu o suficiente para soltar um gemido, mas não dei nem um segundo para ela se recompor. Cravei minhas mãos nos quadris dela, fixando-a na cama, e empurrei para frente com uma força que era visceral. O som foi imediato: um *
tapa* úmido e rítmico enquanto minha pelve colidia com as coxas dela, um som que ecoava na quietude do quarto de hotel como uma batida frenética e acelerada.
• Meu Deus... Marco...! – ela soltou, a voz já não era uma ordem, mas uma súplica.
boquete no carroSeus olhos castanhos estavam bem abertos, olhando para o teto enquanto sua cabeça balançava de um lado para o outro, e seus cachos escuros se espalhavam sobre a fronha branca do travesseiro como tinta derramando sobre a neve.

Ela não estava mais jogando o jogo da provocação e da tortura; estava operando a plena capacidade. Cada estocada era uma imersão profunda e calculada, o látex esticando até seu limite enquanto eu me enterrava dentro dela. Eu podia sentir a pressão interna das paredes dela me agarrando, um calor apertado e pulsante que ameaçava me levar ao limite muito antes do que eu pretendia. A distância profissional que mantivemos por anos no mundo corporativo tinha sido completamente aniquilada, substituída por uma desesperação crua e rítmica.

A reação da Carolina foi visceral. As pernas dela, fortes e tonificadas por anos de corrida pelos corredores do hospital, se envolveram instintivamente ao redor da minha cintura, travando os tornozelos atrás das minhas costas para me puxar ainda mais fundo. Os peitos dela, tamanho B, arfavam a cada respiração ofegante. Naqueles momentos, ela era uma mulher sendo consumida pelo mesmo fogo que ela mesma tinha acendido.

• Assim, papai... Assim que eu gosto! - ela ronronou, as palavras escapando em um fluxo rouco e denso de prazer. A voz dela, que antes era o tom dominante de uma mulher que assumia o controle em qualquer sala em que entrasse, tinha se dissolvido em um súplica crua e gutural. - Você é maior que o Henderson! Deus!
infidelidade consentidaMudei o ângulo com uma inclinação lenta e deliberada da minha pélvis, mirando naquela curva escondida e sensível do ponto G dela. O efeito foi instantâneo, como acionar um interruptor de alta voltagem. O corpo inteiro da Carolina se tensionou, a coluna arqueando sobre o colchão como um arco esticado, e a respiração dela se cortou num gemido agudo e entrecortado. Um grito rasgado escapou dos lábios dela (não um gemido, mas um som animal de rendição) e os dedos dela se cravaram nos lençóis, amontoando o algodão branco em nós apertados e desesperados.

Em vez de suavizar o golpe, aproveitei o impulso. Aumentei a cadência, transformando meus movimentos num borrão de potência focada e precisão rítmica. A fricção virou uma intensidade branca e ardente, um calor abrasador que parecia derreter o espaço entre nós. O ar ficou pesado, denso com o sal do nosso suor misturado e o cheiro clínico e estéril do amaciante genérico do hotel: uma justaposição de fome humana pura e anonimato corporativo. A estrutura da cama gemia debaixo da gente, um
Ranger-clangueconstante e rítmico que agia como um metrônomo para as batidas do meu coração contra minhas costelas.

- Tá gostando do tamanho, Carolina? - rosnei, as palavras vibrando fundo no meu peito, minha voz soando estranha até pros meus próprios ouvidos. - Me fala se é demais.
57: Horas Livres (II)• Não é... é... é perfeito! — ela ofegou, a voz se partindo em um fragmento trêmulo de som.

Ela começou a tremer, um estremecimento violento que começou nas coxas e se irradiou para cima, os músculos pulsando ao meu redor numa tentativa desesperada de se agarrar à sensação.

Desci a mão, soltando o quadril dela para buscar a junção molhada e escorregadia onde nos encontrávamos, aplicando uma pressão frenética com os dedos na base do eixo. A sensação era avassaladora; eu sentia as contrações rítmicas do clímax dela começando a ondular ao meu redor, me apertando em ondas de calor intenso. Era uma pressão visceral e pulsante, como um batimento acontecendo fora de um peito, exigindo cada gota da minha concentração.
paramedicoOs olhos de Carolina reviraram, o olhar dela ficou desfocado enquanto ela atingia o primeiro pico. A respiração dela cortou e depois parou completamente por alguns segundos de pura tensão suspensa, como se o mundo tivesse pausado para reconhecer a colisão. Então, ela soltou um gemido longo e estremecedor que soou como uma rendição total da vontade. O aperto dela nos meus ombros ficou mais forte, as unhas cravando na minha pele, marcando a largura dos meus ombros com a intensidade desesperada de uma mulher se agarrando a um salva-vidas no meio de uma tempestade.

Eu não diminui o ritmo. Uma das razões pelas quais a Marisol sempre me diz (com aquele brilho cúmplice e safado nos olhos) que as mulheres voltam querendo mais é porque eu não paro quando vem a primeira onda; eu garanto que elas subam a montanha várias vezes. A Carolina não foi exceção à regra. Eu mudei o peso, buscando um ângulo novo e mais agressivo, aprofundando no calor que eu sentia derretendo até o próprio látex entre a gente.

• Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! Ai, Marco! - ela suplicou, com a voz frágil e trêmula.
transa sem camisinhaEla mal conseguia ser coerente, as palavras dela se dissolviam em gemidos enquanto eu mantinha um ritmo implacável e devastador. Dava pra sentir a tensão nas pernas dela se apertar e se romper, os músculos tremendo numa dança frenética de prazer e sobrecarga. Aí, com uma última e profunda estocada onde minha ponta roçou o fundo do útero dela, ela explodiu como uma supernova. O corpo inteiro dela se curvou num arco rígido, um grito mudo preso na garganta enquanto uma segunda onda de liberação, ainda mais violenta, desabava sobre ela, deixando-a tremendo e sem fôlego debaixo de mim.boquete no carroO impacto daquele empurrão final e profundo foi sentido como uma detonação física. O corpo inteiro de Carolina travou num arco rígido, os calcanhares cravados no colchão com tanta força que a cama deslizou uma polegada para a esquerda. Escapou dela um som que não era exatamente um grito nem um soluço; era uma liberação gutural e primitiva que pareceu vibrar no meu próprio peito. Os músculos internos dela se fecharam em volta de mim numa série de espasmos rítmicos e violentos, apertando o látex com uma intensidade desesperada e esmagadora que quase forçou meu próprio clímax.

Durante trinta segundos completos, ela sumiu. Os olhos viraram, mostrando só a parte branca, e a boca ficou aberta num O silencioso e sem fôlego. O único som no quarto era o fragor pesado e sincronizado da nossa respiração e o zumbido distante e abafado do ar-condicionado do hotel lutando contra o calor da tarde.

Não me retirei. Fiquei enterrado fundo, sentindo as ondas do orgasmo dela ondularem através do corpo como pedras jogadas num lago tranquilo. Dava pra sentir o suor agindo como lubrificante entre nossos ventres, uma película escorregadia e salgada que fazia a gente deslizar um contra o outro a cada respiração superficial.

- Carolina? - sussurrei, com a voz rouca e áspera.

Ela não respondeu na hora. A cabeça caiu pra trás no travesseiro com um baque surdo, os cachos escuros espalhados como um halo de caos. Lentamente, ela abriu os olhos, e as profundezas castanhas agora estavam turvas por um torpor pós-orgasmo. Ela me olhou e, pela primeira vez, a confiança predatória tinha sumido, substituída por um olhar de vulnerabilidade genuína e atônita.

- Caralho...! - sussurrou, com a voz quase virando um fio de som. - Acho... acho que você realmente quebrou algo dentro de mim.
infidelidade consentidaEla soltou uma risadinha fraca e ofegante que vibrou contra a minha pele. Conforme a tensão abandonava o corpo dela, ela ficou pesada, os membros virando chumbo. Comecei a me mover de novo, mas dessa vez não foi um ataque; foi um deslize lento e agonicamente deliberado, tentando me ajustar enquanto estava preso dentro dela.

Carolina ofegou, os quadris se inclinando instintivamente para cima pra me encontrar.

• Espera... Marco... não... para... por favor!

O pedido foi um sussurro, um contraste forte com as ordens que ela tinha dado no carro e no café. Desloquei meu peso, apoiando os antebraços de cada lado da cabeça dela. Dava pra sentir o toque metálico do látex e o cheiro pesado e almiscarado da excitação dela, uma fragrância densa o bastante pra quase saborear. Observei o jeito que o peito dela ofegava, a curva modesta dos seios subindo e descendo num ritmo irregular.

- Você faz muito barulho pra alguém que trabalha num hospital! - brinquei, recuperando a voz parte do meu polimento corporativo, embora ainda marcada por um grunhido.

Ela sorriu com ironia, a inteligência voltando pros olhos dela.

• Sou paramédica, Marco! Somos treinados pra lidar com emergências! E agora mesmo... — ela envolveu as pernas mais forte em volta da minha cintura, travando os tornozelos com um clique. - ...isso é uma
enormeemergência médica.57: Horas Livres (II)


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