Capítulo 2 Na casa do pastor
Acordei devagar, com a luz suave da manhã se infiltrando pelas cortinas brancas do meu quarto. O corpo se sentia diferente: mais leve, mais consciente, mas também mais em paz. Ontem à noite tinha sido um turbilhão de sensações novas. O calor que cresceu entre minhas pernas enquanto eu me tocava pensando em Santiago, o prazer que ameaçou transbordar… tudo isso tinha estado a ponto de me levar mais longe do que eu jamais tinha ido. No entanto, consegui me segurar. Recitei o Salmo 51 uma e outra vez, deixando que as palavras sagradas lavassem a culpa e acalmassem o fogo até transformá-lo em uma brasa morna e controlável. Adormeci com a Bíblia ainda apoiada no meu peito, sentindo que tinha vencido uma batalha pequena, mas importante, contra meus impulsos.
Naquela manhã, me levantei mais calma. A culpa ainda estava presente, como uma sombra suave, mas já não pesava tanto. Eu tinha controlado meus desejos. Eu era forte. Eu era pura. E hoje eu tinha algo que me enchia de uma curiosidade estranha e excitante: a primeira sessão privada na casa do pastor Andrés. Sobre o que exatamente a gente ia falar? A Ana ia me contar detalhes mais íntimos sobre como era a vida de casada? O pastor ia me dar conselhos mais profundos sobre como me preparar para me entregar completamente ao Santiago? A ideia me provocava um formigamento leve no estômago, uma mistura de nervosismo e antecipação que eu não sabia como nomear.
Me vesti com o mesmo cuidado de sempre. Escolhi uma blusa branca de algodão folgada que caía solta sobre meu torso, escondendo por completo a forma generosa dos meus peitos. Depois uma saia longa cor bege que chegava até os tornozelos, ampla e reta, pra disfarçar a curva acentuada do meu quadril. Prendi meu cabelo castanho numa trança baixa e simples. Me olhei no espelho. Tudo estava coberto. Nada que pudesse despertar olhares indevidos. Nada que pudesse me lembrar demais do calor da noite passada. Calcei uns sapatos confortáveis e saí de casa depois de tomar café com minha família, dizendo que ia pra sessão com o pastor. O caminho até a casa do pastor Andrés não era longo, mas fui devagar, aproveitando o ar fresco da manhã. A casa era modesta mas acolhedora: paredes brancas, um jardimzinho na frente com flores bem cuidadas e cortinas claras nas janelas. Bati na porta com os nós dos dedos. Quase na mesma hora, Ana abriu. Ela vestia um vestido floral simples e leve que chegava até os tornozelos, o cabelo loiro preso num rabo de cavalo baixo e aquele sorriso doce e prestativo que sempre parecia genuíno. —Valéria, que alegria você ter vindo —disse ela, me abraçando com um calor sincero—. O pastor Andrés teve que sair um momento pra visitar um irmão da congregação que tá doente, mas não deve demorar muito. Entra, por favor. Enquanto isso a gente pode conversar um pouco, só nós duas. Ontem no escritório a gente quase não conseguiu conversar e é sempre gostoso ter uma conversa só de mulheres, né? Eu a segui pra dentro. A casa cheirava deliciosamente a café passado na hora e pão quentinho saindo do forno. A sala era simples mas aconchegante: um sofá forrado com tecido claro, uma mesinha de centro com uma Bíblia aberta e algumas almofadas bordadas. Ana me convidou pra sentar e me serviu um copo de suco de laranja fresquinho.
—Obrigada —murmurei, pegando o copo entre as mãos. Sentamos frente a frente. Ana me olhou com aquela expressão amável e compreensiva que me fazia sentir segura. —Me conta com confiança —disse ela suavemente—. Como você se sente agora que o casamento está tão perto? Muitas noivas ficam muito nervosas, especialmente quando pensam na noite de núpcias. É completamente normal. Eu passei pelo mesmo. Assenti, sentindo as bochechas esquentarem um pouco. —Sim… tenho muito medo de não saber o que fazer. De não ser suficiente para o Santiago. Ele é tão bom, tão atencioso… Não quero que ele pense que sou fria ou que não o desejo como deveria. Quero me entregar a ele, mas… não sei como. Ana sorriu com ternura e se inclinou um pouco para frente, baixando a voz como se compartilhasse um segredo entre amigas. —Eu me casei com o pastor quando tinha só dezoito anos. Era tão inexperiente quanto você, Valeria. Não sabia absolutamente nada sobre o que acontece entre um homem e uma mulher. Na primeira noite, fiquei aterrorizada. Lembro que chorei em silêncio depois, porque meu corpo sentia coisas que eu não entendia e aquilo me dava vergonha. Mas meu marido foi muito paciente comigo. Me ajudou muito. Me disse que a primeira coisa que eu devia fazer era me conhecer. Que eu tinha que descobrir o que me acendia, o que despertava aquele desejo que Deus colocou em todo ser humano. Não é algo ruim. É parte de como Ele nos criou. Só precisamos aprender a lidar com isso da forma certa, dentro do casamento. As palavras dela ficaram flutuando no ar. Enquanto ela falava, uma lembrança chegou de repente à minha mente com total clareza: a mão do pastor Andrés descendo pelas minhas costas no escritório, aquela palma grande e quente parando bem na curva lá embaixo, onde a cintura se encontra com os quadris. O toque tinha sido breve, inocente para qualquer um que visse, mas para mim tinha sido como uma faísca. Aquele calor que se espalhou entre as minhas pernas, o mesmo calor que ontem à noite tentei apagar com versículos e oração. Será que era isso que Ana queria dizer com "conhecer a si mesma"? Será que era certo deixar aquele fogo crescer um pouco antes do casamento? Por um instante hesitei. Será que eu deveria dar vazão àqueles desejos da carne, mesmo que fosse só na minha mente e nas minhas mãos? A ideia me assustou, mas também me provocou um pequeno e traiçoeiro formigamento no ventre. Bem naquele momento, ouvi o som da porta da frente se abrindo. O pastor Andrés entrou, secando as mãos com um lenço branco. A presença dele encheu a sala na hora: alto, com a camisa impecável e aquela calma serena que transmitia autoridade e paz ao mesmo tempo. —Desculpa a demora —disse com a voz grave e gentil, sorrindo—. Um irmão da congregação precisava de oração urgente. Valeria, que bom te ver aqui em casa. Obrigado por vir. Ana mudou na hora. A postura dela ficou mais ereta, mais contida. Levantou-se rápido e foi se colocar ao lado do marido, segurando suavemente o braço dele num gesto de total entrega. Já não falava tanto. Só sorria com doçura e balançava a cabeça, como se o papel dela agora fosse apoiar e reafirmar, não participar ativamente. Sentou-se ao lado dele no sofá, com a mão ainda descansando no braço dele, olhando pra ele com aquela devoção silenciosa que me impressionava. O pastor me olhou diretamente, com aquela calma que fazia tudo parecer mais fácil. —Bem, Valeria. Vamos continuar de onde paramos ontem. Hoje quero te falar sobre o que significa ser uma boa esposa segundo a Palavra. No casamento, a mulher deve estar sujeita ao marido. Não como uma escrava, mas como uma companheira que confia plenamente na liderança dele. Ela deve estar disposta a obedecer em tudo o que ele pedir, porque ele é a cabeça do lar que Deus estabeleceu. E isso inclui as necessidades mais íntimas, as necessidades carnais do casamento. Satisfazer seu marido na cama é parte do seu dever sagrado, filha. Não é algo sujo nem vergonhoso. É uma forma linda de honrar a Deus e de fortalecer o vínculo entre vocês. Falava com um tom sereno, quase pastoral, mas cada palavra carregava um peso sutil. "Estar sujeita… satisfazer as necessidades carnais… dever sagrado". Não era direto nem grosseiro, mas a mensagem era clara. Eu sentia o pulso acelerado nas têmporas e um calor leve começando a se espalhar pelo meu ventre. —Ao mesmo tempo —continuou ele com um sorriso suave—, é importante que você também saiba o que quer. Os homens gostam que suas esposas estejam satisfeitas no privado. O desejo não é mau, Valeria. Deus o colocou em nós para que o desfrutemos dentro do casamento. É como um fogo que deve arder quente no lar, nem apagado nem fora dele. Fez uma pausa breve e acrescentou com voz mais baixa, quase confidencial: —O desejo que Deus colocou no seu corpo não é uma corrente, Valeria… é uma chave. Só é preciso aprender a girá-la com a pessoa certa. Essa frase me atravessou o peito. "O desejo não é mau". "É uma chave". As palavras do pastor e o sussurro que Ana me dera antes ecoavam juntos. Então eu não precisava reprimir o tempo todo? O calor que senti ontem à noite, o que aquele roçar inocente nas minhas costas despertou, podia ser algo bom se eu guardasse só para o Santiago? A confusão me invadiu, mas também uma esperança estranha. Talvez não fosse tão pecaminoso quanto sempre me fizeram acreditar. A conversa durou quase uma hora e meia a mais. O pastor falou com paciência sobre obediência, confiança plena, sobre como uma esposa pode fazer feliz o marido com pequenos gestos diários de entrega e submissão amorosa. Ana só intervinha de vez em quando para dizer "é isso mesmo" ou "o pastor tem toda a razão", sempre olhando para o marido com aquela devoção silenciosa. Cada vez que o pastor mencionava "entrega", "satisfazer", "fogo no lar", eu sentia um pequeno puxão lá dentro. A lembrança do roçar na minha lombar aparecia de repente, como um gatilho breve, e o calor voltava a se insinuar entre minhas pernas. Eu o afastava rapidamente, me concentrando em Santiago, no seu sorriso gentil, em como ele seguraria minha mão na noite de núpcias. No final, o pastor se levantou com calma. —Se você tiver dúvidas ou sentir que precisa saber mais coisas, é só me avisar, Valéria. Pode agendar outra consulta quando quiser. Estamos aqui para ajudar você a chegar ao altar completamente preparada e em paz. Ana me acompanhou até a porta. Antes de abri-la, me deu um abraço quente e demorado. Aproximando a boca do meu ouvido, sussurrou com voz suave, mas firme: —Tenta se conhecer, Valéria. Não se reprima tanto. É parte importante de se preparar para ser uma boa esposa. Saí da casa com as bochechas ardendo e o coração batendo forte. O caminho de volta para casa pareceu eterno. As palavras do pastor e o sussurro da Ana giravam na minha cabeça sem parar. "O desejo não é ruim... é uma chave... não se reprima... se conheça.
Naquela noite, depois do jantar em família e de rezar todos juntos como sempre, subi pro meu quarto e tranquei a porta. Fiquei um tempão parada na frente do espelho de corpo inteiro. Hoje eu me sentia diferente. Menos assustada. Mais curiosa. Mais consciente do meu próprio corpo e do que ele podia me dar. Fui me despindo bem devagar, curtindo cada peça que caía. A blusa larga deslizou pelos meus ombros e caiu no chão. A saia comprida foi atrás, formando uma poça de tecido ao redor dos meus tornozelos. Fiquei de sutiã e calcinha branca de algodão. Depois, com os dedos levemente trêmulos, tirei também aquilo. Fiquei completamente nua na frente do espelho. Meus peitos estavam cheios e pesados, os bicos já durinhos de pura expectativa. Meu quadril se alargava macio e curvilíneo. Entre as minhas pernas, os pelos castanhos mal escondiam os lábios que já começavam a ficar molhados só de pensar em me tocar. Deitei na cama, com a luz acesa. Queria ver tudo. Comecei pelos peitos. Peguei um com as duas mãos, apertando com mais força do que ontem à noite. A carne cedeu sob meus dedos, quente e macia. Belisquei o bico entre o polegar e o indicador, puxando de leve. Um raio de prazer desceu direto até meu clitóris. Gemi mais alto. Repeti com o outro peito, apertando, massageando, torcendo os bicos até ficarem duros como pedra e sensíveis ao menor toque. Minhas mãos desceram. Abri bem as pernas, me expondo pro espelho. Meus dedos percorreram os lábios externos, separando-os com cuidado. Eu estava encharcada. A umidade brilhava nos meus dedos. Toquei o clitóris inchado e fiquei esfregando em círculos firmes, mais rápidos que antes. O prazer foi imediato e forte. Meu quadril se ergueu da cama buscando mais. Enfiei um dedo devagar lá dentro. Eu estava apertada, quente, escorregadia. Senti as paredes internas abraçando meu dedo. Fui movendo pra dentro e pra fora, curvando levemente pra roçar aquele ponto sensível que me fez ofegar. Adicionei um segundo dedo. O O estiramento era delicioso. Comecei a me foder com eles, entrando e saindo num ritmo constante enquanto o polegar continuava esfregando meu clitóris em círculos rápidos. Meus peitos quicavam a cada movimento da minha mão. Os bicos doíam de tão duros que estavam. Eu gemia sem controle, imaginando que eram as mãos do Santiago que me penetravam, a boca dele que chupava meus bicos, o corpo dele que me esmagava contra a cama na noite de núpcias. O prazer subiu rápido e brutal. Minhas coxas tremiam violentamente. Eu sentia algo grande se acumulando no meu ventre, algo que ia me partir. Meus dedos entravam mais fundo, mais rápido. O som molhado e escorregadio da minha buceta enchia o quarto. —Santiago… —gemi o nome dele em voz alta, sem vergonha.
O orgasmo me atingiu como uma onda gigantesca. Meu corpo inteiro se arqueou violentamente, os dedos dos pés se contraíram, um gemido abafado e longo escapou da minha garganta enquanto as contrações fortes e rítmicas apertavam meus dedos uma e outra vez. O prazer era tão intenso que eu via pontos de luz atrás das minhas pálpebras. Eu gozei por longos segundos, o corpo convulsionando de puro êxtase, as ondas de prazer percorrendo cada músculo, cada nervo, me deixando tremendo e sem fôlego. Quando finalmente baixou, fiquei tremendo, exausta, com os dedos ainda dentro de mim, sentindo as últimas contrações suaves e profundas. Meu peito subia e descia ofegante. Entre minhas pernas estava tudo encharcado e pulsante. Não havia culpa. Só uma satisfação profunda, selvagem e linda. Eu queria mais. Queria a noite de núpcias com desespero. Queria que Santiago me fizesse sentir aquilo e muito mais. Queria me entregar por completo, me abrir para ele, deixar que me preenchesse até não aguentar mais. Mas também, bem lá no fundo, uma vozinha sussurrava com curiosidade crescente: "E se eu precisar de outra sessão com o pastor pra aprender ainda mais? E se a Ana tiver razão e eu precisar me conhecer melhor antes de me entregar por completo?". Fechei os olhos, ainda com o corpo vibrando e as pernas abertas, aproveitando a umidade quente que continuava escapando de mim. Amanhã eu decidiria. Por enquanto, só queria dormir com esse prazer novo, intenso e viciante dentro de mim... e com a doce, urgente esperança de que a noite de núpcias fosse ainda mais poderosa do que o que eu acabara de descobrir. Se você não quiser esperar a próxima parte pra saber o que acontece, a história completa e a versão narrada em áudio já estão disponíveis no Patreon. Ouça o áudio e leia antecipadamente aqui:
Acordei devagar, com a luz suave da manhã se infiltrando pelas cortinas brancas do meu quarto. O corpo se sentia diferente: mais leve, mais consciente, mas também mais em paz. Ontem à noite tinha sido um turbilhão de sensações novas. O calor que cresceu entre minhas pernas enquanto eu me tocava pensando em Santiago, o prazer que ameaçou transbordar… tudo isso tinha estado a ponto de me levar mais longe do que eu jamais tinha ido. No entanto, consegui me segurar. Recitei o Salmo 51 uma e outra vez, deixando que as palavras sagradas lavassem a culpa e acalmassem o fogo até transformá-lo em uma brasa morna e controlável. Adormeci com a Bíblia ainda apoiada no meu peito, sentindo que tinha vencido uma batalha pequena, mas importante, contra meus impulsos.
Naquela manhã, me levantei mais calma. A culpa ainda estava presente, como uma sombra suave, mas já não pesava tanto. Eu tinha controlado meus desejos. Eu era forte. Eu era pura. E hoje eu tinha algo que me enchia de uma curiosidade estranha e excitante: a primeira sessão privada na casa do pastor Andrés. Sobre o que exatamente a gente ia falar? A Ana ia me contar detalhes mais íntimos sobre como era a vida de casada? O pastor ia me dar conselhos mais profundos sobre como me preparar para me entregar completamente ao Santiago? A ideia me provocava um formigamento leve no estômago, uma mistura de nervosismo e antecipação que eu não sabia como nomear.
Me vesti com o mesmo cuidado de sempre. Escolhi uma blusa branca de algodão folgada que caía solta sobre meu torso, escondendo por completo a forma generosa dos meus peitos. Depois uma saia longa cor bege que chegava até os tornozelos, ampla e reta, pra disfarçar a curva acentuada do meu quadril. Prendi meu cabelo castanho numa trança baixa e simples. Me olhei no espelho. Tudo estava coberto. Nada que pudesse despertar olhares indevidos. Nada que pudesse me lembrar demais do calor da noite passada. Calcei uns sapatos confortáveis e saí de casa depois de tomar café com minha família, dizendo que ia pra sessão com o pastor. O caminho até a casa do pastor Andrés não era longo, mas fui devagar, aproveitando o ar fresco da manhã. A casa era modesta mas acolhedora: paredes brancas, um jardimzinho na frente com flores bem cuidadas e cortinas claras nas janelas. Bati na porta com os nós dos dedos. Quase na mesma hora, Ana abriu. Ela vestia um vestido floral simples e leve que chegava até os tornozelos, o cabelo loiro preso num rabo de cavalo baixo e aquele sorriso doce e prestativo que sempre parecia genuíno. —Valéria, que alegria você ter vindo —disse ela, me abraçando com um calor sincero—. O pastor Andrés teve que sair um momento pra visitar um irmão da congregação que tá doente, mas não deve demorar muito. Entra, por favor. Enquanto isso a gente pode conversar um pouco, só nós duas. Ontem no escritório a gente quase não conseguiu conversar e é sempre gostoso ter uma conversa só de mulheres, né? Eu a segui pra dentro. A casa cheirava deliciosamente a café passado na hora e pão quentinho saindo do forno. A sala era simples mas aconchegante: um sofá forrado com tecido claro, uma mesinha de centro com uma Bíblia aberta e algumas almofadas bordadas. Ana me convidou pra sentar e me serviu um copo de suco de laranja fresquinho.
—Obrigada —murmurei, pegando o copo entre as mãos. Sentamos frente a frente. Ana me olhou com aquela expressão amável e compreensiva que me fazia sentir segura. —Me conta com confiança —disse ela suavemente—. Como você se sente agora que o casamento está tão perto? Muitas noivas ficam muito nervosas, especialmente quando pensam na noite de núpcias. É completamente normal. Eu passei pelo mesmo. Assenti, sentindo as bochechas esquentarem um pouco. —Sim… tenho muito medo de não saber o que fazer. De não ser suficiente para o Santiago. Ele é tão bom, tão atencioso… Não quero que ele pense que sou fria ou que não o desejo como deveria. Quero me entregar a ele, mas… não sei como. Ana sorriu com ternura e se inclinou um pouco para frente, baixando a voz como se compartilhasse um segredo entre amigas. —Eu me casei com o pastor quando tinha só dezoito anos. Era tão inexperiente quanto você, Valeria. Não sabia absolutamente nada sobre o que acontece entre um homem e uma mulher. Na primeira noite, fiquei aterrorizada. Lembro que chorei em silêncio depois, porque meu corpo sentia coisas que eu não entendia e aquilo me dava vergonha. Mas meu marido foi muito paciente comigo. Me ajudou muito. Me disse que a primeira coisa que eu devia fazer era me conhecer. Que eu tinha que descobrir o que me acendia, o que despertava aquele desejo que Deus colocou em todo ser humano. Não é algo ruim. É parte de como Ele nos criou. Só precisamos aprender a lidar com isso da forma certa, dentro do casamento. As palavras dela ficaram flutuando no ar. Enquanto ela falava, uma lembrança chegou de repente à minha mente com total clareza: a mão do pastor Andrés descendo pelas minhas costas no escritório, aquela palma grande e quente parando bem na curva lá embaixo, onde a cintura se encontra com os quadris. O toque tinha sido breve, inocente para qualquer um que visse, mas para mim tinha sido como uma faísca. Aquele calor que se espalhou entre as minhas pernas, o mesmo calor que ontem à noite tentei apagar com versículos e oração. Será que era isso que Ana queria dizer com "conhecer a si mesma"? Será que era certo deixar aquele fogo crescer um pouco antes do casamento? Por um instante hesitei. Será que eu deveria dar vazão àqueles desejos da carne, mesmo que fosse só na minha mente e nas minhas mãos? A ideia me assustou, mas também me provocou um pequeno e traiçoeiro formigamento no ventre. Bem naquele momento, ouvi o som da porta da frente se abrindo. O pastor Andrés entrou, secando as mãos com um lenço branco. A presença dele encheu a sala na hora: alto, com a camisa impecável e aquela calma serena que transmitia autoridade e paz ao mesmo tempo. —Desculpa a demora —disse com a voz grave e gentil, sorrindo—. Um irmão da congregação precisava de oração urgente. Valeria, que bom te ver aqui em casa. Obrigado por vir. Ana mudou na hora. A postura dela ficou mais ereta, mais contida. Levantou-se rápido e foi se colocar ao lado do marido, segurando suavemente o braço dele num gesto de total entrega. Já não falava tanto. Só sorria com doçura e balançava a cabeça, como se o papel dela agora fosse apoiar e reafirmar, não participar ativamente. Sentou-se ao lado dele no sofá, com a mão ainda descansando no braço dele, olhando pra ele com aquela devoção silenciosa que me impressionava. O pastor me olhou diretamente, com aquela calma que fazia tudo parecer mais fácil. —Bem, Valeria. Vamos continuar de onde paramos ontem. Hoje quero te falar sobre o que significa ser uma boa esposa segundo a Palavra. No casamento, a mulher deve estar sujeita ao marido. Não como uma escrava, mas como uma companheira que confia plenamente na liderança dele. Ela deve estar disposta a obedecer em tudo o que ele pedir, porque ele é a cabeça do lar que Deus estabeleceu. E isso inclui as necessidades mais íntimas, as necessidades carnais do casamento. Satisfazer seu marido na cama é parte do seu dever sagrado, filha. Não é algo sujo nem vergonhoso. É uma forma linda de honrar a Deus e de fortalecer o vínculo entre vocês. Falava com um tom sereno, quase pastoral, mas cada palavra carregava um peso sutil. "Estar sujeita… satisfazer as necessidades carnais… dever sagrado". Não era direto nem grosseiro, mas a mensagem era clara. Eu sentia o pulso acelerado nas têmporas e um calor leve começando a se espalhar pelo meu ventre. —Ao mesmo tempo —continuou ele com um sorriso suave—, é importante que você também saiba o que quer. Os homens gostam que suas esposas estejam satisfeitas no privado. O desejo não é mau, Valeria. Deus o colocou em nós para que o desfrutemos dentro do casamento. É como um fogo que deve arder quente no lar, nem apagado nem fora dele. Fez uma pausa breve e acrescentou com voz mais baixa, quase confidencial: —O desejo que Deus colocou no seu corpo não é uma corrente, Valeria… é uma chave. Só é preciso aprender a girá-la com a pessoa certa. Essa frase me atravessou o peito. "O desejo não é mau". "É uma chave". As palavras do pastor e o sussurro que Ana me dera antes ecoavam juntos. Então eu não precisava reprimir o tempo todo? O calor que senti ontem à noite, o que aquele roçar inocente nas minhas costas despertou, podia ser algo bom se eu guardasse só para o Santiago? A confusão me invadiu, mas também uma esperança estranha. Talvez não fosse tão pecaminoso quanto sempre me fizeram acreditar. A conversa durou quase uma hora e meia a mais. O pastor falou com paciência sobre obediência, confiança plena, sobre como uma esposa pode fazer feliz o marido com pequenos gestos diários de entrega e submissão amorosa. Ana só intervinha de vez em quando para dizer "é isso mesmo" ou "o pastor tem toda a razão", sempre olhando para o marido com aquela devoção silenciosa. Cada vez que o pastor mencionava "entrega", "satisfazer", "fogo no lar", eu sentia um pequeno puxão lá dentro. A lembrança do roçar na minha lombar aparecia de repente, como um gatilho breve, e o calor voltava a se insinuar entre minhas pernas. Eu o afastava rapidamente, me concentrando em Santiago, no seu sorriso gentil, em como ele seguraria minha mão na noite de núpcias. No final, o pastor se levantou com calma. —Se você tiver dúvidas ou sentir que precisa saber mais coisas, é só me avisar, Valéria. Pode agendar outra consulta quando quiser. Estamos aqui para ajudar você a chegar ao altar completamente preparada e em paz. Ana me acompanhou até a porta. Antes de abri-la, me deu um abraço quente e demorado. Aproximando a boca do meu ouvido, sussurrou com voz suave, mas firme: —Tenta se conhecer, Valéria. Não se reprima tanto. É parte importante de se preparar para ser uma boa esposa. Saí da casa com as bochechas ardendo e o coração batendo forte. O caminho de volta para casa pareceu eterno. As palavras do pastor e o sussurro da Ana giravam na minha cabeça sem parar. "O desejo não é ruim... é uma chave... não se reprima... se conheça.
Naquela noite, depois do jantar em família e de rezar todos juntos como sempre, subi pro meu quarto e tranquei a porta. Fiquei um tempão parada na frente do espelho de corpo inteiro. Hoje eu me sentia diferente. Menos assustada. Mais curiosa. Mais consciente do meu próprio corpo e do que ele podia me dar. Fui me despindo bem devagar, curtindo cada peça que caía. A blusa larga deslizou pelos meus ombros e caiu no chão. A saia comprida foi atrás, formando uma poça de tecido ao redor dos meus tornozelos. Fiquei de sutiã e calcinha branca de algodão. Depois, com os dedos levemente trêmulos, tirei também aquilo. Fiquei completamente nua na frente do espelho. Meus peitos estavam cheios e pesados, os bicos já durinhos de pura expectativa. Meu quadril se alargava macio e curvilíneo. Entre as minhas pernas, os pelos castanhos mal escondiam os lábios que já começavam a ficar molhados só de pensar em me tocar. Deitei na cama, com a luz acesa. Queria ver tudo. Comecei pelos peitos. Peguei um com as duas mãos, apertando com mais força do que ontem à noite. A carne cedeu sob meus dedos, quente e macia. Belisquei o bico entre o polegar e o indicador, puxando de leve. Um raio de prazer desceu direto até meu clitóris. Gemi mais alto. Repeti com o outro peito, apertando, massageando, torcendo os bicos até ficarem duros como pedra e sensíveis ao menor toque. Minhas mãos desceram. Abri bem as pernas, me expondo pro espelho. Meus dedos percorreram os lábios externos, separando-os com cuidado. Eu estava encharcada. A umidade brilhava nos meus dedos. Toquei o clitóris inchado e fiquei esfregando em círculos firmes, mais rápidos que antes. O prazer foi imediato e forte. Meu quadril se ergueu da cama buscando mais. Enfiei um dedo devagar lá dentro. Eu estava apertada, quente, escorregadia. Senti as paredes internas abraçando meu dedo. Fui movendo pra dentro e pra fora, curvando levemente pra roçar aquele ponto sensível que me fez ofegar. Adicionei um segundo dedo. O O estiramento era delicioso. Comecei a me foder com eles, entrando e saindo num ritmo constante enquanto o polegar continuava esfregando meu clitóris em círculos rápidos. Meus peitos quicavam a cada movimento da minha mão. Os bicos doíam de tão duros que estavam. Eu gemia sem controle, imaginando que eram as mãos do Santiago que me penetravam, a boca dele que chupava meus bicos, o corpo dele que me esmagava contra a cama na noite de núpcias. O prazer subiu rápido e brutal. Minhas coxas tremiam violentamente. Eu sentia algo grande se acumulando no meu ventre, algo que ia me partir. Meus dedos entravam mais fundo, mais rápido. O som molhado e escorregadio da minha buceta enchia o quarto. —Santiago… —gemi o nome dele em voz alta, sem vergonha.
O orgasmo me atingiu como uma onda gigantesca. Meu corpo inteiro se arqueou violentamente, os dedos dos pés se contraíram, um gemido abafado e longo escapou da minha garganta enquanto as contrações fortes e rítmicas apertavam meus dedos uma e outra vez. O prazer era tão intenso que eu via pontos de luz atrás das minhas pálpebras. Eu gozei por longos segundos, o corpo convulsionando de puro êxtase, as ondas de prazer percorrendo cada músculo, cada nervo, me deixando tremendo e sem fôlego. Quando finalmente baixou, fiquei tremendo, exausta, com os dedos ainda dentro de mim, sentindo as últimas contrações suaves e profundas. Meu peito subia e descia ofegante. Entre minhas pernas estava tudo encharcado e pulsante. Não havia culpa. Só uma satisfação profunda, selvagem e linda. Eu queria mais. Queria a noite de núpcias com desespero. Queria que Santiago me fizesse sentir aquilo e muito mais. Queria me entregar por completo, me abrir para ele, deixar que me preenchesse até não aguentar mais. Mas também, bem lá no fundo, uma vozinha sussurrava com curiosidade crescente: "E se eu precisar de outra sessão com o pastor pra aprender ainda mais? E se a Ana tiver razão e eu precisar me conhecer melhor antes de me entregar por completo?". Fechei os olhos, ainda com o corpo vibrando e as pernas abertas, aproveitando a umidade quente que continuava escapando de mim. Amanhã eu decidiria. Por enquanto, só queria dormir com esse prazer novo, intenso e viciante dentro de mim... e com a doce, urgente esperança de que a noite de núpcias fosse ainda mais poderosa do que o que eu acabara de descobrir. Se você não quiser esperar a próxima parte pra saber o que acontece, a história completa e a versão narrada em áudio já estão disponíveis no Patreon. Ouça o áudio e leia antecipadamente aqui:
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