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Compêndio III56: PREPARATIVOS PARA A FESTA DE BOAS-VINDAS (Final)
Provavelmente ela sentiu algo parecido, já que aceitou animada se encontrar depois do almoço pararetomar nossa cooperação, desta vez no sofá de couro vermelho do meu escritório. Nem preciso dizer que devorei minha comida como um homem faminto, olhando pro relógio a cada trinta segundos até que, às duas menos vinte, me peguei andando de um lado pro outro no lobby corporativo como um adolescente ansioso.
A recepcionista me lançou um olhar cúmplice (será que, meu Deus, todas neste prédio sentiam o cheiro de sexo em mim?), mas eu mal percebi. Minha pulsação martelava contra o pescoço quando as portas de vidro finalmente deslizaram, revelando Ingrid com uma blusa nova e o cabelo penteado naquelas ondas soltas que faziam meus dedos ansiarem por se enroscar nelas.Ingrid atravessou as portas de vidro depois de dez minutos intermináveis, com a graça relaxada de uma mulher que sabia que estava sendo observada: os ombros para trás, os quadris balançando o suficiente para a saia grudar em umas coxas que ainda estavam úmidas por minha causa. Aquele brilho pós-coito se agarrava a ela como maquiagem, irradiando através do batom recém-passado e do jeito que a blusa dela pegava a luz ao se mover. O sorriso cúmplice da recepcionista queimava minha nuca enquanto eu dava um passo à frente, com a pulsação martelando tão forte que eu tinha certeza de que Ingrid conseguia ouvir.
Mantivemos as mãos quietas no elevador; quase. A tensão entre nós estalava como estática, nossos dedos se roçando o suficiente pra cortar a respiração dela. Ingrid se apoiou na parede de espelho, e o reflexo dela entregou o rubor descendo pelo pescoço. A câmera de segurança no canto piscava preguiçosamente, mas nenhum de nós dois ligou. Quando as portas abriram no meu andar, nos separamos com uma indiferença ensaiada, embora o jeito que o quadril dela balançava enquanto caminhava na minha frente fosse tudo menos inocente.
Uma vez de volta no meu escritório, a gente nem esperou a porta fechar direito antes de os dedos da Ingrid já estarem trabalhando na fivela do meu cinto, enquanto os dentes dela mordiscavam meu lábio inferior daquele jeito que sempre acelerava meu pulso. O cheiro do shampoo dela (algo floral e caro) se misturava com os restos evanescentes do alho do almoço no meu hálito, um contraste absurdo que, de alguma forma, deixava tudo mais quente. Ela andou pra trás, na direção do sofá, me guiando com uma mão ainda enroscada no meu cabelo enquanto a outra empurrava a camisa pra fora dos meus ombros. O tecido prendeu nos meus cotovelos antes de amontoar no chão, mas nenhum dos dois ligou; não enquanto a língua dela traçava a curva da minha orelha com carícias lentas e deliberadas que faziam minhas pernas fraquejarem.
Comecei a beijá-la, empurrando-a para o sofá, mas a Ingrid sorriu, já sabendo o que eu queria. Literalmente me sentia como um cão de caça, e a Ingrid, com aquele sorriso safado, era a minhavadia no cio; só que ela não estava simplesmente no cio, era o maldito incêndio florestal queimando tudo por onde passava. Os dedos dela se enroscaram no meu cabelo enquanto ela se reclinava contra o braço do sofá, já abrindo as pernas antes que eu pudesse sequer cair de joelhos. O cheiro da excitação dela me atingiu como algo físico: almiscarado e doce, com o rastro mais sutil do sabonete de lavanda do banheiro do escritório onde ela tinha se refrescado.• Quer me comer? - perguntou ela com um tom provocante e zombeteiro, sentindo meu pau pressionando contra a fenda dela.
As palavras saíram ofegantes, entre risada e desafio, enquanto os dedos dela se apertavam contra o apoio de braço e ela arqueava as costas, se oferecendo como um presente que não tinha certeza se eu merecia.Assenti com fome. Antes de me conhecer, ela tinha sido virgem naquele lugar tão apertado; agora, o marido dela a beijava toda manhã sem fazer ideia de que a bunda da esposa tinha sido reclamada minuciosamente por outro homem. O sofá de couro gemeu sob nosso peso combinado enquanto eu guiava a Ingrid a apoiar as mãos e os joelhos no assento. O sol da tarde passava pelas persianas, projetando sombras como listras de zebra nas costas nuas dela, onde a blusa pendia aberta. Meus dedos traçaram as covinhas acima da bunda dela, as mesmas que o marido tinha beijado toda manhã por anos sem saber que logo emoldurariam as marcas dos meus polegares.
- Tem certeza? - perguntei, embora meu pau tivesse um espasmo contra a coxa dela num ato de traição.
O cheiro do nosso encontro anterior ainda se agarrava à pele dela: jasmim, almíscar e algo levemente metálico onde eu tinha mordido o ombro dela.
Ingrid olhou por cima do ombro com um sorriso indolente.
- Paguei um extra pro meu ginecologista pra manter meu histórico impecável! - A risada dela foi um sopro suave contra as almofadas de couro enquanto ela arqueava as costas. - Além disso, o Eddie acha que anal édegenerado. Fez aspas no ar com uma mão enquanto a outra ia para trás para se abrir. O botãozinho rosado do cu dela piscou pra mim, ainda brilhando da saliva com que ela tinha se lubrificado instantes antes. O pulso martelava na minha garganta. Isso não era só sexo; era uma expedição. Eu estava prestes a explorar um lado ainda mais profundo do território selvagem dela, um lugar que o marido dela se recusava a visitar. A primeira pressão da cabeça da minha pica contra o anel muscular apertado dela nos congelou os dois. A respiração da Ingrid cortou de forma audível e os dedos dela ficaram brancos onde se agarravam ao braço do sofá. Dava pra sentir o coração dela batendo através da pressão quente do corpo dela, rápido como o de um coelho acuado.
- Relaxa! - tranquilizei ela, deslizando a palma da minha mão pela curva da sua coluna. O ar-condicionado ligou, arrepiando os pelinhos da sua nuca.Ela soltou um suspiro trêmulo.
• É fácil pra você... ah, caramba!
Sua protesta se dissolveu num gemido abafado enquanto eu pressionava mais uma polegada para frente; a estreiteza impossível fazia minha visão embaçar nas bordas. Cada músculo do corpo dela se tensionou: não só as coxas tremendo contra as minhas, mas o jeito que os ombros dela se encolheram como os de uma puta se arqueando diante de um toque indesejado. O sofá de couro rangeu sob nós, um som obscenamente alto no escritório silencioso. A ponta superou a resistência inicial com umDesculpe, não posso traduzir isso.úmido. O corpo inteiro de Ingrid se sacudiu, as bochechas dela tremendo feito pombas assustadas. Por um instante, pensei que ela fosse sair correndo; então, ela se empurrou contra mim com um gemido gutural que parecia ter sido arrancado da caixa torácica dela.
O estiramento era obsceno. O corpo dela lutava contra cada centímetro, apertando em pulsos rítmicos que pareciam uma garganta engolindo ao meu redor. O suor perolava na linha do cabelo dela, escorrendo sobre o couro comPlinksaudíveis.• Deus, você éenorme- jadeou Ingrid, com a voz se desfiando nas bordas como seda rasgada.
Seus dedos arranharam o sofá de couro, as unhas cavando meias-luas no braço enquanto o corpo dela se ajustava à invasão. A luz do sol da tarde pegou a curva suada da coluna dela, transformando cada vértebra numa pérola brilhante sob a blusa amassada. Segurei o riso, focando no balanço lento do meu quadril.
— Diz a mulher que...acaba deme receber até o fundo!
Seu gemido abafado vibrou através de mim, o som ecoando no sofá de couro enquanto ela se preparava para outra investida. Lá fora, oDesculpe, mas não posso traduzir isso, pois o texto fornecido está vazio ou não contém conteúdo em espanhol para traduzir. Por favor, forneça o texto original em espanhol que você gostaria que eu traduzisse para o português brasileiro.abafado do elevador chegando mal se ouviu por cima dos sons molhados e obscenos entre nós: o estalo úmido da pele, o rangido do couro surrado e a respiração ofegante da Ingrid, pontuada por pequenos *ohs* entrecortados cada vez que chegava ao fundo. A aliança da Ingrid roçou o couro quando ela alcançou para trás para se agarrar na minha coxa, e o ouro pegou a luz da tarde de um jeito que me fez absurdamente consciente da presença dela. • Mu-muématured! - ela ofegou, com os nós dos dedos branqueando contra a minha pele. - Antes que...Ahhh...eu me acovardei! Eu cedi com um leve balanço que a fez soltar um grito; aquele som agudo e sobressaltado que não era exatamente dor, mas também não era bem prazer. A bunda dela ardia ao redor de mim, apertada como um punho sobre um diamante roubado. O cheiro de látex e o shampoo floral dela brigavam com o almíscar dos nossos corpos unidos, criando um perfume impuro que grudava no fundo da minha garganta. No meio do caminho, a Ingrid ficou gelada. • Espera...!Espera!* ... - A mão dele voltou a pressionar minha pélvis, com os dedos abertos como se tentasse conter a maré.
Fiquei imóvel na hora, com minha própria respiração ofegante entre dentes cerrados.- É demais pra você?
Ela balançou a cabeça violentamente, e o cabelo dela chicoteou os ombros como um látego dourado.
• Não, só... - Um arrepio percorreu o corpo inteiro dela, fazendo o couro chiar debaixo da gente. -Deus, posso sentir você aquiestômagoO espanto puro na voz dela mandou uma nova descarga de sangue pra baixo, me queimando por dentro do calor impossivelmente apertado dela. Minha próxima investida penetrou mais fundo: um deslize inevitável que arrancou um gemido abafado dos dois. Os joelhos da Ingrid deslizaram sobre o couro, e os dedos dela se curvaram contra o apoio de braço como se estivessem se agarrando à sanidade. Uma gota de suor escorreu pela coluna dela, sumindo na fenda das nádegas bem quando eu me afundava mais uma polegada. • Caralho! - ela gemeu, pressionando a testa contra as almofadas com tanta força que o couro se amassava sob a pele dela. -Caramba!Está...nngh... cheia...!
A respiração dela prendeu quando eu girei os quadris experimentalmente, um movimento que fez o corpo inteiro dela sacudir como uma marionete cujas cordas fossem cortadas.
Segurei seus quadris, pressionando com os polegares as covinhas acima da bunda dela, maravilhado com o jeito que o corpo dela cedia e resistia em igual medida: o aperto ardente lá dentro contra a forma como os músculos vibravam em protesto a cada vez que eu recuava. Cada puxada revelava uma polegada brilhante de mim antes que ela me sugasse de volta com pequenos espasmos gananciosos que beiravam o doloroso. A bunda dela tremia obscenamente a cada investida dos meus quadris, e os sons molhados ecoavam pelas paredes à prova de som como um metrônomo libidinoso.Quando o terceiro orgasmo dela chegou, não a atingiu tanto quanto a desmontou peça por peça: primeiro, as coxas dela tremendo contra as minhas; depois, a buceta dela gotejando sobre o couro em pulsos lubrificados que escureciam o material; e por fim, o cuzinho dela ordenhando meu pau em contrações erráticas que me fizeram ver estrelas atrás das pálpebras.
• …Marco!* …
Sua voz falhou ao pronunciar meu nome enquanto eu chegava ao fundo, esfregando contra ela em círculos lentos que fizeram seus dedos se curvarem contra o apoio de braço. Seu corpo se arqueou como a corda de um arco, cada músculo tenso desde sua mandíbula cerrada até os tendões marcados no pescoço dela.
• ¡Estou gozando! ...
Não durei muito. A visão dela se desmoronando (a esposa intacta do marido se desfazendo emmeu pau) me desfez com uma eficiência brutal. Minha liberação bateu como uma marreta, minha visão ficou branca enquanto eu me derramava dentro dela com um grunhido tenso. O couro absorveu seu gemido enquanto o corpo dela me ordenhava através das sacudidas, a bunda dela ainda pulsando ao meu redor como uma batida de coração.
Mais uma vez, meu pau inchou dentro dela. No entanto, enquanto admirava a bunda dela, continuava com inveja do marido. É verdade que a Marisol também é gostosa. Mas minha admiração pela Ingrid era como reconhecer outro carro de luxo depois de ter tido um: aquela dor agridoce de apreciar algo que você nunca vai realmente possuir. A luz do sol da tarde iluminava a constelação de sardas nos ombros dela, pequenas imperfeições que o marido provavelmente percorria com os lábios toda manhã sem perceber que elas emolduravam minhas marcas de mordida.O sofá de couro rangeu sob o peso da Ingrid enquanto ela se jogava para frente, com o peito ofegando contra as almofadas. Uma gota de suor desceu pela curva da coluna dela antes de sumir sob a blusa amassada. O cheiro do sexo (almíscar, sal e algo levemente metálico) pairava denso no ar da tarde. Lá fora, o zumbido distante da fotocopiadora dava um contraponto absurdo à nossa respiração acelerada.
Eu me retirei devagar, observando o corpo dela se agarrar ao meu até o último momento. Veio um som molhado, e depois o gotejar inconfundível de fluidos batendo no couro. A respiração da Ingrid falhou quando ela virou a cabeça, com a bochecha pressionada contra o sofá. Os cílios dela estavam grudados em tufos úmidos, com o rímel borrado como nuvens de tempestade sob os olhos.
• Ai, meu Deus! - ela sussurrou, exausta, com a voz rouca. Os dedos dela se curvaram contra o apoio de braço, e o ouro da aliança de casamento pegou a luz. - Ainda consigo sentir você!
A confissão ficou entre nós, carregada de algo mais vulnerável que a excitação: o reconhecimento de que isso ia além das marcas físicas. Observei sua garganta se mover ao engolir, enquanto seu pulso pulsava visivelmente sob a tênue marca vermelha dos meus dentes.Alcancei a caixa de lenços sobre minha mesa; o papel estalou ruidosamente enquanto eu puxava vários. O ar-condicionado ligou com um zumbido, mandando um arrepio pela minha pele úmida que deixou arrepios por onde passou. Lá fora, o som abafado do elevador chegando cortou a névoa, um lembrete cru da realidade iluminada por fluorescentes que esperava além daquela sala. O contraste era absurdo: cartuchos de toner e relatórios trimestrais coexistindo no mesmo mundo que a bagunça brilhante entre as coxas dela.
• Tá bem? - perguntei, limpando a bagunça com bastante delicadeza.
Os lenços ficaram manchados de rosa, um testemunho visceral de quão profundamente eu a tinha reivindicado. A respiração da Ingrid falhou quando eu rocei um ponto especialmente sensível, e as coxas dela se abriram num espasmo reflexo.
Ingrid soltou uma risada: um som ofegante e trêmulo que se dissolveu num gemido enquanto ela mudava o peso do corpo.
• DefinebemFez uma careta ao se apoiar nos cotovelos, com as pernas tremendo como as de um potrinho recém-nascido. O couro rangeu debaixo dela, agora marcado indelevelmente pela evidência do nosso encontro.
• Acho que você reorganizou meus órgãos! - O tom dela era ao mesmo tempo acusação e espanto, com os olhos azuis escurecidos pelo prazer residual.
Sorri com suficiência, jogando os lenços sujos no lixo. Caíram com um estalo úmido que, de alguma forma, pareceu obsceno na quietude do escritório.
- Alguma reclamação? - Meu polegar percorreu as marcas em forma de meia-lua que as unhas dela tinham deixado no braço do sofá: pequenos monumentos à sua desesperação.
Ela se deixou cair de costas com um gemido, com a saia subida até a cintura. A luz da tarde desenhava listras sobre a barriga dela onde a blusa se abria, revelando as leves marcas vermelhas que a fivela do meu cinto tinha deixado antes.
• Nenhuma. - Os dedos dela percorreram o suor acumulado na clavícula antes de se elevarem para examinar a umidade brilhante. Levou-os aos lábios com um sorriso safado. - Mas o Eddie vai se perguntar por que eu ando torta no jantar.
O jeito como ela se espreguiçou, lenta e lasciva, fez o sofá de couro ranger em protesto sob a mudança de peso dela.
O relógio digital da minha escrivaninha piscava 3:17 PM em números vermelhos estridentes, um contraste absurdo com a luz dourada da tarde que ainda acariciava as coxas nuas da Ingrid. Em algum lugar além da minha porta, um telefone tocou duas vezes antes de ser atendido no meio do toque. O silêncio repentino que se seguiu foi interrompido pelo ronco do estômago da Ingrid, alto o suficiente pra fazer ela rir, com um som rouco e exausto.- Tá com fome? - perguntei, ajustando minha gravata no reflexo da janela, observando a silhueta da Ingrid se espreguiçar como uma puta satisfeita contra o sofá de couro.
A luz da tarde pegava os finos pelinhos loiros das coxas dela, transformando-os num ouro translúcido onde meu aperto tinha deixado marcas vermelhas leves.
Ela arqueou uma sobrancelha.
- De comida, dessa vez, sim. - Ao se sentar, alisou a blusa amassada com movimentos deliberados, e os botões se esticaram perigosamente sobre o peito dela. - Embora um café caísse bem...
Me desloquei até a pequena máquina de espresso que comprei por impulso no Natal passado (um luxo aprovado pela Maddie, que me convenceu de que eu merecia) e apertei o botão com mais força do que o necessário. A máquina sibilou e gorgolejou como um dragão acordando do sono, enquanto o vapor se enrolava sob a luz da tarde que caía oblíqua sobre minha escrivaninha. O aroma intenso e amargo da torra escura cortou o almíscar que ainda grudava na nossa pele, uma ilusão temporária de normalidade. Atrás de mim, os pés descalços da Ingrid avançaram sobre o tapete num ritmo que eu já reconhecia: os passos cautelosos de alguém tentando não fazer careta de dor enquanto pegava a calcinha descartada.
- Essas ficaram destruídas! - suspirou, segurando a renda rasgada entre dois dedos como um trapo.
Uma gota caiu entre as coxas dela, respingando no carpete cinza industrial com umplipobsceno. O som pareceu absurdamente alto no escritório silencioso, como um metrônomo marcando o tempo dos nossos pecados.
- Evidência. - Entreguei um espresso recém-feito, observando sua garganta se mover ao engolir.
Uma mancha sutil do batom framboesa ficou na borda da porcelana, uma lua crescente de libertinagem. O vapor se enrolou entre nós como o fantasma do nosso último encontro.
Ela deixou a xícara com umThe provided text "clink" is not in Spanish; it's an English onomatopoeia. Please provide the Spanish text you'd like translated.deliberado, enquanto seus dedos percorriam meu antebraço numa carícia lenta e possessiva. O esmalte coral descascado das unhas brilhava sob as luzes fluorescentes; pequenas imperfeições que faziam suas mãos parecerem ainda mais obscenas.• Sabe...? — A voz dela baixou para um sussurro que arrepiava meus nervos—. A Cristina me pediu pra ficar até mais tarde hoje... fazendo inventário.
O polegar dela pressionou o ponto do pulso no meu punho, bem onde meu relógio tinha deixado uma linha tênue de bronzeado.
Eu a agarrei pelo pulso, sentindo o coração dela bater contra meu polegar como um pássaro preso. O ouro da aliança dela estava quente pelo calor da pele.
- E o que o Eddie acha das horas extras?
O sorriso dela era todo dentes; aquela careta de predadora que eu vi pela primeira vez há meses, quando começamos nossos exercícios deformação de equipe. • Acha que sou dedicada. — Ele se inclinou, com o hálito quente contra o lóbulo da minha orelha. O cheiro de jasmim e sexo grudava no cabelo dele. — Pobre otário! Não faz ideia de...!
Seus dentes rasparam o lóbulo da minha orelha, mandando um choque direto pra minha virilha.Soltei uma risadinha suave.
- Desculpa, mas eu preciso ir pra casa. Minhas meninas não perdoam o papai se ele pular o treino diário delas.
Os olhos da Ingrid brilharam com algo entre diversão e surpresa: aquela expressão fugaz que ela fazia sempre que a realidade se intrometia na nossa fantasia. Os dedos dela, que estavam brincando com o botão superior da minha camisa, ficaram parados. O ar entre nós mudou de forma palpável; o cheiro de sexo e espresso cedeu de repente pra algo mais cortante: a nitidez do profissionalismo voltando ao lugar como o estalo de um elástico.
Mesmo tendo nos desfeito um do outro e querendo continuar, meu amor pela minha esposa e minhas filhas permanece intacto. Curiosamente, ela parecia entender a situação: a hora da brincadeira tinha acabado e era hora de voltar pros negócios.
Ingrid deu um passo pra trás, alisando a saia com a facilidade de sempre. A transformação foi impressionante: de amante safada a profissional impecável em três respiradas. Só o leve bamboleio do passo dela entregou enquanto ela se abaixava pra pegar os saltos descartados. Ao se endireitar, era pura eficiência: colocava uma mecha rebelde do cabelo loiro atrás da orelha com uma mão, enquanto a outra ajustava a gola da blusa pra esconder melhor o chupão que florescia pelo pescoço dela.
Ajustei os abotoadores, observando o reflexo dela na janela atrás da minha mesa. O sol da tarde capturava as partículas de poeira girando entre nós como pequenos atores na nossa pantomima particular.
- Me avisa quando precisar de outra reestruturação interna.
Quando a Ingrid se virou pra ir embora, segurei o cotovelo dela.
- Espera!
Da gaveta da minha mesa, tirei um par reserva de calcinha esportiva preta e elástica, fresquinha e nova na embalagem. O tipo que a Marisol queria que eu tivesse a cara, para com isso.emergências luxuriosasIngrid ficou congelada no meio de um passo, arqueando as sobrancelhas enquanto observava o conjunto delicado entre meus dedos. A luz da tarde iluminou as partículas de poeira que giravam ao nosso redor, transformando-as em pequenas e brilhantes testemunhas do nosso momento.
O riso da Ingrid congelou no meio de um suspiro ao ver a calcinha na caixa. Por um instante (apenas o tempo suficiente para o ar-condicionado ligar com um zumbido), a expressão dela oscilou entre surpresa e algo mais sombrio, mais faminto. Então ela sorriu, com o canto dos lábios se curvando daquele jeito que sempre fazia meu pulso tropeçar. Sem dizer uma palavra, ela enfiou os polegares na cintura da calcinha amassada e a desceu pelas coxas com um rebolado lento e deliberado que a deixou nua por baixo da saia. O cheiro de sexo emanava dela em ondas enquanto ela se livrava da renda, chutando-a em direção à minha lixeira com uma precisão que sugeria que não era a primeira limpeza pós-transa dela. Depois, ela vestiu a calcinha nova com um suspiro teatral, exagerando cada movimento como se estivesse atuando para uma plateia de uma pessoa só, me deixando ver a buceta molhada e faminta dela mais uma vez.
Assim que terminou, virou-se com precisão teatral e começou a se afastar, rebolando o rabo muito mais do que devia enquanto me olhava por cima do ombro, só pra ver se eu tava de olho nela. A porta se fechou atrás dela com um clique definitivo, mas a risada dela ficou pairando no ar, ecoando pelas paredes estéreis do escritório como um eco do pecado.O relógio marcava 3:27 da tarde. Em algum lugar do corredor, um elevador tocou.
E os relatórios que eu precisava resolver continuavam intactos em cima da minha mesa.Próxima publicação
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