Nunca pensei que isso fosse acontecer comigo parte 2
Não soube como reagir, e quase não dormi naquela noite. Sim, sim, sei que muitos vão dizer que eu deveria ter confrontado minha mãe ou meu amigo pelo que aconteceu. Mas a vida real não é tão simples assim. A ideia de que minha mãe quisesse um parceiro nunca passou pela minha cabeça, e muito menos que fosse meu melhor amigo... obviamente devia ter uma explicação. Fernando nunca faria isso comigo, e muito menos minha mãe repararia em alguém da minha idade. Com certeza eu imaginei, sim, deve ser isso.
Durante os dias seguintes, tudo parecia normal. Tanto Fernando quanto minha mãe agiram como se nada tivesse acontecido naquela noite. Minha mãe de vez em quando lançava um olhar ou outro, mas nada que fosse evidente demais pra acreditar que houvesse algo entre os dois. Foi então que durante o jantar algo me chamou a atenção. Minha mãe disse pro Fernando:
— E como tá sua perna, Fer? Tá melhorando?
Fernando olhou pra minha mãe com o que eu achei que fosse uma careta... ou era um sorriso? Não, era uma careta, desculpa, tô meio paranoico, e disse:
— Dona, a real é que tá uma dor do caralho, já tô desesperado pra... a senhora sabe, me mexer com mais facilidade pra fazer certas coisas.
— Bom, também não exagera — disse minha mãe. — Você tem que levar com calma. Essas lesões são muito traiçoeiras e se você forçar a recuperação, piora, pode passar de 3 meses pra 1 ano pra conseguir andar normalmente. Então, te recomendo que se acalme e quanto a se mexer, não se preocupa. Posso fazer eu mesma, sem problema nenhum, mesmo que depois você diga que eu só quero ficar em cima de você. Mas faço pelo seu bem. Agora você é tipo meu paciente e sei melhor que ninguém o que você precisa pra melhorar.
Meia hora depois, terminamos o jantar e fomos assistir TV pra fazer a digestão... era cedo, umas 7 da noite. Foi então que senti um arrepio percorrer toda a minha espinha. Minha mãe me chamou da cozinha:
— Filho, pode me fazer um favor? Você poderia ir até... a loja por um pão e leite? É que tô com vontade de tomar um copo e não tem nem pra fazer o café. Agora, mãe? Falo, enquanto jogava um pouco de FIFA com o Fernando. Sim, love, enquanto eu cuido do Fer, é que não quero pular os horários pra não atrapalhar o tratamento dele. Fer? Pensei, quando é que eu ganhei tanta intimidade com a minha mãe pra chamar ela assim? Filho? Tá me ouvindo? Disse minha mãe. Sim, mãe, falei enquanto me levantava do sofá de má vontade. Não fica puto, mano, de qualquer jeito eu já tava ganhando de você, disse o Fernando soltando uma gargalhada que a minha mãe acompanhou. É mesmo, amor? Me disse minha mãe. Se você passa o dia inteiro grudado nesse jogo e mesmo assim não ganhou? Seguida de uma risada que ecoou pela casa toda. Não fiquei puto por isso, pensei, mas sim porque não quero que eles fiquem sozinhos, ultimamente não curto muito essa ideia. Respirei fundo e saí de casa. Voltei vinte minutos depois. Ao entrar, não ouvi barulho nenhum, pelo menos por enquanto. Deixei as coisas na mesa e gritei que já tinha chegado... Procurei minha mãe pela casa toda, e foi quando bati na porta do quarto dela, que estava trancada por dentro. Mãe? Cheguei, falei de fora. Siiim, aii, já vou, filho... espera um momento, tá? ...ahhhhh. Mãe? Cê tá bem? Perguntei ao ouvir ela respirando ofegante. Aiiii, devagar, filho da puta. Mãe? Cê tá bem? Que sim, filho! Como você enche o saco! Já te ouvi, já tô indo! Fiquei chocado. Minha mãe não fala palavrão, e muito menos comigo. Não entendi nada naquele momento. Me sentei no sofá, perdido nos meus pensamentos, até que ouvi a porta abrir e minha mãe sair. Vai comendo um pão se quiser, love, já vou tomar banho e te acompanho. Quando virei pra olhar ela, vi que tava meio despenteada e de pijama, nada exagerado, uma calça cinza e uma camiseta de manga curta azul-marinho, mas com um sorriso estranho no rosto. No dia seguinte, tudo era normal. Acordei cedo pra me preparar pra ver o debut de México na Copa do Mundo. E o Fernando estava bem animado, até me disse que via o time muito unido, como nunca antes. A gente estava realmente esperançoso.. foi aí que minha mãe chegou na sala e cumprimentou a gente. A mim, como sempre, com um abraço e um beijo na bochecha. Perguntando depois se a gente já tava pronto pra ver a estreia da seleção. Aí ela cumprimentou o Fernando, que tava sentado do meu lado, mas na hora de beijar a bochecha dele, o Fernando virou a cabeça demais, fazendo com que, e espera, por acidente, minha mãe desse um beijinho nos lábios dele............ parte 3?
Não soube como reagir, e quase não dormi naquela noite. Sim, sim, sei que muitos vão dizer que eu deveria ter confrontado minha mãe ou meu amigo pelo que aconteceu. Mas a vida real não é tão simples assim. A ideia de que minha mãe quisesse um parceiro nunca passou pela minha cabeça, e muito menos que fosse meu melhor amigo... obviamente devia ter uma explicação. Fernando nunca faria isso comigo, e muito menos minha mãe repararia em alguém da minha idade. Com certeza eu imaginei, sim, deve ser isso.
Durante os dias seguintes, tudo parecia normal. Tanto Fernando quanto minha mãe agiram como se nada tivesse acontecido naquela noite. Minha mãe de vez em quando lançava um olhar ou outro, mas nada que fosse evidente demais pra acreditar que houvesse algo entre os dois. Foi então que durante o jantar algo me chamou a atenção. Minha mãe disse pro Fernando:
— E como tá sua perna, Fer? Tá melhorando?
Fernando olhou pra minha mãe com o que eu achei que fosse uma careta... ou era um sorriso? Não, era uma careta, desculpa, tô meio paranoico, e disse:
— Dona, a real é que tá uma dor do caralho, já tô desesperado pra... a senhora sabe, me mexer com mais facilidade pra fazer certas coisas.
— Bom, também não exagera — disse minha mãe. — Você tem que levar com calma. Essas lesões são muito traiçoeiras e se você forçar a recuperação, piora, pode passar de 3 meses pra 1 ano pra conseguir andar normalmente. Então, te recomendo que se acalme e quanto a se mexer, não se preocupa. Posso fazer eu mesma, sem problema nenhum, mesmo que depois você diga que eu só quero ficar em cima de você. Mas faço pelo seu bem. Agora você é tipo meu paciente e sei melhor que ninguém o que você precisa pra melhorar.
Meia hora depois, terminamos o jantar e fomos assistir TV pra fazer a digestão... era cedo, umas 7 da noite. Foi então que senti um arrepio percorrer toda a minha espinha. Minha mãe me chamou da cozinha:
— Filho, pode me fazer um favor? Você poderia ir até... a loja por um pão e leite? É que tô com vontade de tomar um copo e não tem nem pra fazer o café. Agora, mãe? Falo, enquanto jogava um pouco de FIFA com o Fernando. Sim, love, enquanto eu cuido do Fer, é que não quero pular os horários pra não atrapalhar o tratamento dele. Fer? Pensei, quando é que eu ganhei tanta intimidade com a minha mãe pra chamar ela assim? Filho? Tá me ouvindo? Disse minha mãe. Sim, mãe, falei enquanto me levantava do sofá de má vontade. Não fica puto, mano, de qualquer jeito eu já tava ganhando de você, disse o Fernando soltando uma gargalhada que a minha mãe acompanhou. É mesmo, amor? Me disse minha mãe. Se você passa o dia inteiro grudado nesse jogo e mesmo assim não ganhou? Seguida de uma risada que ecoou pela casa toda. Não fiquei puto por isso, pensei, mas sim porque não quero que eles fiquem sozinhos, ultimamente não curto muito essa ideia. Respirei fundo e saí de casa. Voltei vinte minutos depois. Ao entrar, não ouvi barulho nenhum, pelo menos por enquanto. Deixei as coisas na mesa e gritei que já tinha chegado... Procurei minha mãe pela casa toda, e foi quando bati na porta do quarto dela, que estava trancada por dentro. Mãe? Cheguei, falei de fora. Siiim, aii, já vou, filho... espera um momento, tá? ...ahhhhh. Mãe? Cê tá bem? Perguntei ao ouvir ela respirando ofegante. Aiiii, devagar, filho da puta. Mãe? Cê tá bem? Que sim, filho! Como você enche o saco! Já te ouvi, já tô indo! Fiquei chocado. Minha mãe não fala palavrão, e muito menos comigo. Não entendi nada naquele momento. Me sentei no sofá, perdido nos meus pensamentos, até que ouvi a porta abrir e minha mãe sair. Vai comendo um pão se quiser, love, já vou tomar banho e te acompanho. Quando virei pra olhar ela, vi que tava meio despenteada e de pijama, nada exagerado, uma calça cinza e uma camiseta de manga curta azul-marinho, mas com um sorriso estranho no rosto. No dia seguinte, tudo era normal. Acordei cedo pra me preparar pra ver o debut de México na Copa do Mundo. E o Fernando estava bem animado, até me disse que via o time muito unido, como nunca antes. A gente estava realmente esperançoso.. foi aí que minha mãe chegou na sala e cumprimentou a gente. A mim, como sempre, com um abraço e um beijo na bochecha. Perguntando depois se a gente já tava pronto pra ver a estreia da seleção. Aí ela cumprimentou o Fernando, que tava sentado do meu lado, mas na hora de beijar a bochecha dele, o Fernando virou a cabeça demais, fazendo com que, e espera, por acidente, minha mãe desse um beijinho nos lábios dele............ parte 3?
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