
Depois que a gente fez, eu tomei muito cuidado, fui bem cauteloso com o que fazia, não queria que ninguém da família ficasse sabendo. A gente ficou assim por mais de um ano e meio, mas ela não se controlava bem, naquela idade que ela tinha era muito impulsiva, não disfarçava nada, e ainda por cima não arrumou namorado nem ninguém pra sair. Sempre deixei claro que aquilo não duraria pra sempre, que acabaria a qualquer momento. Então eu levava às vezes umas amigas pras reuniões de família ou qualquer aniversário de alguém da família, mas ela ficava com ciúme, fazia cara feia, até chegou a me cobrar uma vez durante uma reunião. Acho que naquela vez minha irmã viu isso e começou a desconfiar de algo. Ela já vinha mais seguido na minha casa pra ver como a filha tava, perguntar se tava tudo bem e ficar mais tempo. Além disso, ela me contou que a mãe dela tava perguntando se ela saía com alguém. Aí um dia ela me diz que a mãe dela mexeu no celular dela e ela tinha esquecido de apagar umas fotos que tinha tirado. O problema é que ela tirou no meu quarto, e assim minha irmã começou a desconfiar ainda mais, tipo por que ela tinha aquelas fotos, pra quem ela mandava. Pra isso eu já tinha tomado precaução, tinha dois celulares, um que tava no nome de outra pessoa, fora do meu círculo. Assim minha irmã desconfiou de mim, porque sempre via que a filha dela me tratava bem demais e era carinhosa comigo. Então às vezes a gente fazia em hotéis, até no meu carro a gente fez. Mas minha irmã começou a perguntar pras amigas, ninguém deu notícia se a filha dela tinha namorado ou ficante. E assim, entre outras coisas que ela suspeitava, ela acabou me confrontando com as suspeitas. Ela me mostrou as fotos, a única prova que tinha, porque tinham sido tiradas no meu quarto, mas era só isso que ela tinha. Eu me fiz de indignado, então joguei na cara tudo que fiz por ela e pela filha dela, e era assim que ela me pagava. Terminei dizendo que ela fosse embora da minha casa e levasse minha sobrinha com ela, que eu não queria ver as duas, e se ela tinha suspeitas sérias, que me denunciasse. Ela não fez. No dia seguinte, eu esperei. me encontrar com minha sobrinha e explicar pra ela que acabou o que a gente vivia, que aquilo já tinha saído do nosso controle, que podia dar problema com a polícia ou na justiça. ela não queria que isso acontecesse, a gente ficou discutindo quase uma hora até ela entender. minha irmã acabou vendendo a casa dela e se mudou, nunca mais soube dela. minha sobrinha me escrevia, mas eu respondia, troquei de número e acabei me afastando pela minha segurança. até hoje não sei o que foi feito dela.
3 comentários - Segunda parte: a história com a filha da minha irmã