Ouça a gente no Spotify: https://open.spotify.com/show/384kdLhggl4LAoK1sGyYWLOlho o relógio antes de sair de casa, são vinte para as oito. Preciso chegar ao centro de saúde bem cedo, antes que os médicos comecem a atender pacientes em ritmo acelerado e vão acumulando atraso e mau humor. Pelo menos hoje não precisei acordar tão cedo quanto outros dias, já que não vou sair da cidade.
Me olho no espelho grande que tenho na entrada de casa. Na lavanderia fizeram um ótimo trabalho, meu terno está mais liso que uma pista de pouso, como se tivesse acabado de sair do shopping. A maleta, as chaves, a carteira… Deveria comprar uns sapatos novos, mas sempre tenho muita dificuldade em achar uns que fiquem confortáveis.
Ontem à noite deixei tudo preparado. Dentro da maleta já estão os envelopes com o dinheiro, os saquinhos de comprimidos para os da academia e os panfletos explicativos das últimas novidades do laboratório. Na bolsa azul que está no chão estão as amostras e os brindes.
O baque do balde da faxineira me tira à força da última revisão, e também de casa. A Maruja é muito correta, sempre diz que não importa se você pisa no que ela acabou de esfregar, mas te olha como se fosse te acertar com o cabo do esfregão no momento em que você põe o pé no que está limpo. Por isso, enfio as chaves no bolso e saio correndo. Dou as duas voltas na chave, que é pra isso que servem, e… PORRA!
Ela é baixinha, morena, magrinha, tem uma bunda simplesmente perfeita, e não é a minha Maruja. Não, a faxineira de sempre é baixa, mas corpulenta como um segurança. Dava pra tirar duas daquela que naquele instante está varrendo de costas pra mim. Além disso, a Maruja não usa fio dental. Impossível.
Enquanto fico olhando pra ela besta, ela vai se aproximando. Então me dou conta de que se consigo distinguir o fio dental da garota não é graças à minha visão de raio-X, mas sim porque a moça não está vestindo o avental sem graça da empresa de limpeza. Então, dedico sete centésimos de segundo pra pensar que talvez a Maruja use fio dental por baixo… "Que não, caralho! Que poderia ser minha mãe!”
“Isso sim é começar o dia bem”, penso comigo, reconcentrando cada neurona naquele rabo enorme que recua passinho a passinho em minha direção. A mulher está vestida com o mesmo uniforme que todas as jovens da idade dela. Jaqueta de moletom rosa e branca que deixa a cinturinha de fora, leggings com a costura enfiada à força entre as nádegas e tênis de sola grossa para ganhar uns míseros centímetros.
— Oi.
Ela está com fones de ouvido, não escuta, não responde. Continua varrendo com vigor para trás e já passou da porta da escada, então não tem como escapar. Bom, tem a porta do elevador, mas fugir está fora de questão.
Sinto como se estivesse entre a espada e a parede, e pode ser que aquela mulher tenha uma bunda dura como uma parede, mas tenho certeza de que minha espada seria capaz de atravessá-la.
— Oi — repito sem nenhum entusiasmo, enquanto solto o botão da minha jaqueta.
No entanto, esses dezoito centímetros que faltam nela e sobram em mim fazem com que, finalmente, aquela bunda preciosa me acerte na altura dos testículos em vez de no lugar apropriado.
— Desculpa! — me excusei na hora.
Ela se chamava Alba e não era nenhuma garotinha, tinha trinta anos. Me disse isso depois de tirar os fones e me olhar de cima a baixo com a testa franzida. Eu tinha levantado os braços fingindo que não tinha conseguido evitar o esbarrão, fingindo estar desarmado, duas mentiras tão grandes que não cabiam no patamar da minha casa. Nem meu gesto de indefeso me livrou de um olhar intenso de reprovação da moça da limpeza, pois ao perceber o volume que se formara na minha virilha, a perspicaz garota deduziu na hora que eu nem tinha tentado desviar, nem estava desarmado.
Eu me chamo Alberto, tenho quarenta e três anos e moro há um bom tempo numa cidade pequena do sul da Espanha. Ganho a vida como propagandista médico que, pra vocês entenderem, é uma tipo de representante de produtos farmacêuticos. Sou alto, mulato e bem forte. Adoro praticar esporte, principalmente ao ar livre: mountain bike, trilhas, esqui... Qualquer esporte em que dá pra sentir o cheiro da mata e curtir do topo de uma montanha a paisagem mais de tirar o fôlego que alguém pode contemplar, depois, claro, da bunda de uma mulher.
Embora pra me vestir eu costume escolher entre Springfield ou Massimo Dutti, na hora de escolher uma fragrância, eu não tenho dúvida: Boss Bottled. Elegância e estilo são inerentes, senão indispensáveis, numa profissão em que se lida com mulheres inteligentes e ambiciosas, capazes de fazer quase qualquer coisa. Depois de séculos de hegemonia masculina no meio médico, agora são elas que mandam na medicina. As empresas farmacêuticas sabem bem disso e agora selecionam visitadores casualmente altos e gostosos. De qualquer forma, um bom visitador tem que prestar muita atenção na aparência, no cheiro, no carisma e em todas essas sutilezas transcendentais pra uma mulher.
Já a Alba, era magrinha e baixinha, um metro e cinquenta de pura beleza latina, cabelo curto castanho-avermelhado, olhos puxando pro verde e uns lábios de dar água na boca. Tive que me segurar pra não ficar paralisado que nem criança na porta da Disney, sem saber onde entrar primeiro. Isso sim era motivo pra viver, pensei.
A mulher me explicou que a Maruja, a mãe dela, tinha torcido o tornozelo grau dois enquanto lavava a escadaria de um escritório. Sendo grau um o mínimo e três o máximo, deduzi que minha adorada substituta ficaria pelo menos quinze dias cobrindo a licença da mãe.
Por mim, tomara que dessem à Maruja a aposentadoria total e permanente, a filha dela não tinha defeito. Era uma patricinha raiz, isso sim. Ia impecavelmente maquiada pra uma noite de festa, com unhas rosas decoradas e, se bem me lembro, um piercing na língua e outro no canto da boca. um no canto da boca, outro na asa direita do nariz, e mais um no umbigo. Também usava anéis em todos ou quase todos os dedos das duas mãos, mas o que mais me chamou a atenção foram seus brincos estridentes de brilhantes em formato de coração, combinando com o pingente do colar. Aquele conjunto requintado de bijuteria só podia significar uma coisa: aquela gostosa devia ter dono.
Esse defeito civil nunca me preocupou, porque eu sou um cara prudente e mulheres infiéis sempre são. Na verdade, a partir de certa idade, ter parceira, namorado ou marido é só mais uma das coisas que tornam uma mulher interessante.
Foi quando a Alba me contou que estava procurando emprego como higienista dental que vi a oportunidade perfeita diante dos meus olhos. Aparentemente ela sempre tinha trabalhado nisso, mas por causa da crise a importante clínica odontológica com sede em todas as grandes cidades do país tinha sido obrigada a abrir um processo de demissão em massa.
— Ah, então eu trabalho como representante comercial e conheço um monte de dentistas.
— Ah, então ótimo.
— Ah, então me passa seu número de telefone e na sexta te ligo com o que tiver.
— Ah, então claro. Muito obrigada.
Foi assim que naquele dia saí de casa com um sorriso no rosto e sob os efeitos da síndrome de Stendhal que, na sua vertente sexual, inclui uma ereção soberba além de taquicardia, vertigem e tontura.
Tentei dirigir com calma meu velho Porsche 911. Não foi fácil, porque embora já tivesse mais valor sentimental do que econômico, o motor do meu esportivo pequeno rugia com vontade de subir de giro. Comigo era a mesma coisa, eu estava com a pica dura como o canhão antiaéreo de um encouraçado. Além disso, naquela manhã eu tinha vestido umas cuecas folgadas, então a pica marcava de forma escandalosa no lado esquerdo da virilha da calça. Daquele jeito só podia ir para um lugar.
A doutora Mari Paz soube reconhecer a gravidade do meu estado assim que entrei no consultório dela e soltei, mais uma vez, o botão da minha jaqueta.
— Mas, Alberto!!! — exclamou a madura cinquentona, apressando-se em girar a cadeira para trancar a porta lateral, a que dava acesso ao consultório ao lado.
— Preciso que você me chupe o pau urgentemente, doutora — afirmei, enquanto fazia o mesmo com a porta que acabara de fechar.
— Já vejo, já!
— Três dias pensando naquilo do hotel — menti com descaramento.
— Ah, sim! — sussurrou Mari Paz, sentindo-se lisonjeada, e não era para menos.
— Tá na cara! — afirmei, pegando no meu volume avantajado.
Estava a um metro escasso da mesa dela quando abaixei o zíper. Fiz isso sem hesitar e, em seguida, tirei de dentro da calça aquilo que a coordenadora daquele centro médico tanto adorava.
Não tinha mentido de todo; naquele fim de semana, eu tinha revisado os detalhes do nosso último encontro, há exatamente três meses. Foi num hotel nos arredores, no último andar, num quarto no fim do corredor, onde uma mulher pode gritar à vontade enquanto é fodida ou, no caso de Mari Paz, enquanto era sodomizada por um mulato musculoso, jovem e soberbamente dotado.
Mas não foi fácil pra mim. Apesar de já terem montado nela de todo jeito, tive que insistir por mais de um ano até Mari Paz aceitar se deitar de bruços e me deixar explicar as maravilhas dos géis lubrificantes de última geração.
— Mas nem todo dia é festa! — esclareceu ela, porém.
— Eu sei, amor. Eu sei — admiti de má vontade. Ainda ecoavam na minha cabeça os gritos que ela deu enquanto eu a comia por trás em todas as posições possíveis e imagináveis. — Além disso, hoje não vou aguentar muito.
Peguei a doutora pela mão e puxei-a com suavidade para que ela se levantasse.
— Alberto… — resmungou, inclinando a cabeça com irritação, resistindo.
Tive que fazer minha melhor cara de desamparo para que, finalmente, a boa doutora se levantasse e caminhasse até a cadeira das chupadas, como eu a chamava. chamava. O primeiro degrau da escadinha que havia ao lado da maca tinha a altura ideal para que a médica pudesse examinar o membro viril masculino. A doutora era uma mulher robusta, que não gorda, de boa aparência. Tinha conhecido muitas pulsões na vida. A atração pelo dinheiro, sem preconceitos; a atração pelas drogas, sem excessos; a atração pelas compras, sem espaço no armário. Todas, mais ou menos passageiras, também a mais primitiva e obscena, a atração por uma boa pica, a que compartilhava, sabia, com todas as amigas. De fato, com os anos, Mari Paz tinha se tornado uma verdadeira gourmet. Perdiam-na os homens e suas picas acima da média. Aos poucos, tinha se tornado uma daquelas senhoras glutonas capazes de te fazer pensar que tens a rola dentro da buceta dela e não na boca, daquelas que ficam com água na boca e acabam fazendo com que se umedeçam teus culotes com a saliva dela. A doutora soubera, portanto, aproveitar os anos para adquirir a experiência e o descaramento precisos na hora de chupar um membro viril. Assim, a veterana doutora começou balançando a cabeça lentamente para frente e para trás a fim de ir lubrificando minha ereção com a saliva dela. Olhava-me com regozijo com minha glande inchada, brincando com ele e comigo. — Bate uma — ordenei. Mari Paz soltou o botão da calça jeans e, pelo gemido que soltou assim que começou a esfregar o sexo dela, soube que ele devia estar tão inflamado e sensível quanto o meu. Tinha sido um acerto mandar aquela mensagem para que ela fosse se excitando com antecedência. Ia ser uma pena não foder a bucetinha dela. O balançar da cabeça dela se tornou regular e acompanhado por murmúrios de prazer, prova de quanto Mari Paz estava gozando com aquele cilindro de quatro centímetros e meio de diâmetro que separava os lábios da boca dela. Logo a cabeça dela deixaria de ir e vir, e a doutora se concentraria em agitar o clitóris dela para fazer crescer a própria excitação, provocando-se com a promessa de um orgasmo diferente, um orgasmo oral. A doutora abriu muito os olhos no momento de atingir o clímax, surpresa com meu triunfo. Seus quadris se sacudiam sem controle enquanto ela ainda chupava com força. Atravessada pelo prazer, seu corpo estremeceu com violência e volúpia. Ela estava com o olhar fixo, pois era incapaz de desviar os olhos dos meus olhos escuros. Aos seus cinquenta anos, Mari Paz estava fascinada com a derrota infligida por um jovem cujo pau ainda permanecia intacto dentro da boca dela. Os olhos dela brilhavam, ela sabia que naquele momento eu poderia fazer o que quisesse com ela. Era hora de possuí-la.
Penteiei sua cabeleira espessa e cacheada com meus dedos para formar um rabo de cavalo firme na parte de trás da cabeça dela. Agarrando as raízes do cabelo dela, comecei a foder a boca dela. Me deixei levar pelo som arrebatador dos gemidos femininos diluídos no chape-chape na boca dela. Logo senti escorrer umas gotas premonitórias de líquido pré-seminal anunciando a grande gozada.
A doutora também deve ter notado, pois começaram a se formar uns fios vergonhosos de saliva que pendiam como cipós do queixo dela. Mesmo assim, nem ela nem eu queríamos interromper o vai e vem do meu membro entre os lábios dela. Apertei os dentes vendo como aqueles fios de luxúria feminina iam caindo um após o outro entre as tetas formidáveis de Mari Paz.
— Toma! Toma! Toma! — resmunguei, dando verdadeiras estocadas.
A necessidade de gozar me fez perder o controle e de repente Mari Paz deu um engasgo. Tive que segurar a cabeça dela com força para que ela continuasse recebendo minhas investidas. Meu membro batia no fundo da boca dela, ameaçando atravessar a barreira das amígdalas e entrar na garganta dela a qualquer momento. Embaixo, minhas bolas balançavam pesadamente, prestes a bater no queixo dela a cada investida para frente.
A doutora estava com os olhos lacrimejando e os pulmões deviam estar ardendo por falta de ar. Eu sentia meu pau mais grosso, duro e cheio de veias do que nunca, mas eu já tinha me despido de tudo o que não fosse meu instinto animal. Embora a corajosa senhora tenha mantido a boca aberta, fez uma coisa que precipitou os acontecimentos. Me agarrou pelas bolas.
— AGH!
Soltei um grunhido e joguei, sem conseguir evitar, um jato fortíssimo e espesso de esperma que ela teria que engolir. Não queria gozar na boca dela, não daquela vez. Então, num movimento ágil e veloz, tirei meu membro do paraíso e apontei para o rosto dela.
A doutora fechou os olhos bem na hora. O primeiro jato deixou um rastro branco e denso da testa até a bochecha. O segundo bateu com tanta força no nariz dela que, ao servir de trampolim, foi parar ao longo da bochecha oposta.
O resto da minha ejaculação derramei inteiro no meio da sobrancelha dela. Ali, a ponte do nariz dela agia como uma quilha, dividindo em dois o fluxo leitoso. Paradoxalmente, não importava o caminho que meu esperma tomasse, já que a doutora ávida o devorava assim que estava ao alcance da língua dela.
Afastei das têmporas dela alguns fios de cabelo e segurei o rosto dela com veneração, estava com porra por todo lado.
Mari Paz também me estudou, ainda respirando ofegante. Então, cativada pelo sabor do esperma, capturou de novo minha glande entre os lábios dela e chupou com frenesi. Atônita, os olhos quentes e doces dela agradeciam aquele instante de felicidade.
— Não quero estragar esse momento...
Minha frase ficou flutuando no ar e a doutora tentou completá-la.
— Mas...? — disse a doutora, soltando meu pau o tempo estritamente necessário para pronunciar aquela única palavra.
— Mas estou aqui há quase dez minutos, e ainda não te contei nada sobre os novos compostos para o controle do diabetes tipo dois que meu laboratório acabou de lançar.
— Sim, claro — sorriu Mari Paz antes de dar no meu pau uma última e longa lambida— Mas guarda esse passarinho lindo, senão não vou entender nada, querido.
Enquanto eu me arrumava, a doutora se levantou e, diante do espelho, foi espalhando cuidadosamente minha esperma em todos aqueles lugares onde a idade tinha começado a fazer estragos: pés de galinha, bolsas sob os olhos, a testa… A coitada não sobrou nem um pingo.
Foi engraçado. Já estava me despedindo da doutora quando ela me perguntou se eu não estava esquecendo de algo.
— Ah, claro! — disse eu, tirando da minha maleta um envelope com as letras M P V.
Mari Paz conferiu o conteúdo, sem contar. Havia confiança.
— Toma, pra você — disse ela, me estendendo uma das notas.
Sorri, mas quando fui pegar, Mari Paz segurou entre os dedos, me avisando que da próxima vez eu teria que comê-la direito.
Durante aquela semana inteira, não parei de pensar na maldita da faxineira. A lembrança daquele rabo tinha ficado gravada na minha retina igual a uma luz brilhante demais. Bastava fechar os olhos pra reviver cada detalhe lascivo: a curva, o contorno, a firmeza, a costura da legging enfiada entre as nádegas…
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