A Mudança de Alba 2

A noite chegou tão rápido naquela quarta-feira. A água quente do chuveiro tinha apagado os vestígios do que vivi na minha pele, mas eles continuavam na minha mente. Minha casa cheirava a limpo, ao meu sabonete de lavanda, e também ao cheiro dele, ao seu suor e ao seu desejo.

Os dois dias seguintes se foram como uma neblina. Eu me movia pela casa, pelo trabalho, como se estivesse no piloto automático. Mas à noite, na solidão da minha cama, a rotina que me mantinha sã durante uma década se quebrava.

Eu não conseguia evitar deslizar o dedo na tela do celular, abrir a galeria de fotos e procurar a mesma imagem que tinha me gelado o sangue um dia antes. Já não era só um membro anônimo e obsceno. Agora eu podia dar mentalmente a ele um corpo, um rosto e um sorriso arrogante como o que ele tinha quando abriu a porta e foi embora.

Eu me sentia uma idiota, uma adolescente, olhando a foto uma e outra vez. Não havia romance, só crueza e um prazer tão intenso. Na escuridão do meu quarto, meu corpo despertava de novo só de olhar aquela imagem.

Eu fechava os olhos e não encontrava o vazio de sempre. Meus dedos desciam pela minha barriga, direto entre minhas pernas, que se abriam com uma facilidade que me envergonhava. Eu recriava as palavras dele e meu corpo respondia. Eu me tocava com a memória da violência dele, e toda noite eu alcançava um clímax silencioso.

Tão gostosos eram aqueles momentos e eu ficava tão alheia à realidade que não ouvi quando meu telefone vibrou. Era uma mensagem da minha filha. Peguei o aparelho com as mãos ainda trêmulas.

"Oi, mãe. Tudo bem? Te espero pra almoçar domingo então, depois da missa, tá?"

Respondi com um coração e escrevendo atrapalhadamente uma afirmação meio vazia. O silêncio do apartamento me envolveu de novo.

O sábado foi melancólico. Não é que eu sentisse falta dele, não. Só que a dúvida me corroía enquanto eu preparava o café da tarde. Será que ele voltaria? Ou tinha sido só um capítulo isolado? Ele tinha dito que sim. Mas... que importava. Fui me sentar no sofá, matar o tempo com alguma série, nem fui na reunião do condomínio, tanto faz, com essa inquietação que eu tava carregando.

O celular na mesinha de centro vibrou. Abri a mensagem. A foto de perfil era reconhecível. A dele. Eu não tinha adicionado ele como amigo, mas também não tinha bloqueado. Lá estavam aqueles olhos escuros que pareciam me encarar através da tela.

A mensagem dizia: "Oi 'dona' Alba, como tá o seu dia?". As aspas na palavra "dona" me golpearam como um chicote. Me irritava aquela confiança debochada.

Antes que eu pudesse responder, apareceram os três pontinhos indicando que ele tava digitando. E então chegou a segunda mensagem, curta e direta: "Já tá pronta?".

O que eu era suposto a responder? Que diabos significava "pronta"? O negócio de quarta tinha sido uma loucura, um erro, um deslize momentâneo na minha vida. Passar por aquilo de novo?

Tentei escrever algo, qualquer coisa. Uma resposta pra ele, e pra mim mesma.

"Não sei do que você tá falando". Apaguei.

"Aquilo da outra vez foi um erro". Apaguei de novo.

"Você não devia me contatar". As palavras apareciam e sumiam da tela, testemunhas do meu pânico.

Finalmente, sem saber por quê, com o coração na mão, digitei um simples e idiota: "Sim".

Olhei pro chat, meu "sim" solitário, pendurado no ar. Ele continuava digitando. Os três pontinhos piscaram pelo que pareceu uma eternidade, anunciando uma mensagem longa. Apertei o celular contra o peito, como se aquilo pudesse me proteger do que tava por vir.

Por fim, o texto apareceu na tela, ocupando vários parágrafos.

"Te espero amanhã às 11:30 da manhã".

Nesse horário... nesse horário eu estaria no meio da missa com minha filha. A gente sempre ia aos domingos na missa das onze. Era nosso ritual, nosso momento. Minha mente colidia com o que eu lia.

"Usa uma roupa bem curtinha, uma minissaia, você escolhe, talvez da sua filha e... a calcinha fio dental dela também".

As cores se subiram à cabeça. Meu corpo inteiro começou a tremer. As roupas da minha filha? A ideia era tão perversa que quase desmaiei. A mensagem continuava, e eu seguia lendo, hipnotizada e aterrorizada.

"Vista um decote pronunciado, maquie-se bem pesado, e use um tênis, quero que o mundo te veja bem puta."

"Puta?". Era escandaloso. Isso era me expor, era me transformar num espetáculo.

Meus dedos voltaram a deslizar sobre o teclado, com urgência. Eu precisava dizer não, que domingo era impossível. Escrevi a frase com dificuldade, me preparando para enviar. Mas vi que já era tarde demais. Ele tinha se desconectado.

Naquela noite, algo pulsava nas minhas têmporas, se espalhando pelo corpo todo. Eu acordava sobressaltada a cada hora. Sentava no escuro, as instruções girando na minha cabeça como um mantra perverso, pra depois cair de novo exausta no colchão num sono agitado.

Quando finalmente abri os olhos, sentia um peso nas pálpebras, era cansaço puro. Peguei o celular na mesinha. Dez e meia! Em meia hora começava a missa. A Lore devia estar se arrumando já. Não tinha tempo, não tinha tempo pra nada além de me trocar.

Saí disparada da cama rumo à cômoda e, ao ficar na frente do espelho, me olhei fixamente, sem reconhecer a mulher que me devolvia o olhar. Inconscientemente, eu tinha pegado minhas roupas de sempre: as calças confortáveis, as blusas discretas. Mas as instruções dançavam na minha memória, como uma lápide.

Saí do meu quarto com os olhos cravados no chão do corredor que levava ao quarto ao lado. Minha filha não morava mais comigo há dois anos, mas no quarto dela eu guardava parte das roupas que ela deixou.

Bati na porta. Que boba, pensei. Ao abrir, o aroma do perfume dela, doce e jovem, me envolveu.

A cômoda dela estava na minha frente de um jeito quase desafiador. Apertei as mãos na maçaneta da gaveta e respirei fundo. Puxei a gaveta devagar, revelando as diminutas peças, arrumadinhas e inocentes.

Eu me dizia, pega qualquer coisa pra cumprir a ordem, mas meus olhos se fixaram no fundo, numa calcinha fio dental vermelha de renda delicada. Peguei ela engolindo seco. Abri a gaveta seguinte e peguei a saia mais curta que lembrava de ter, uma branca de algodão que eu mesma comprei pra ela nos verões quentes.

Por último, de um cabideiro, tirei uma blusa azul, de um tecido tão fino que quase transparentava.
Ao me virar, me olhei no espelho da porta dela. A mulher que segurava as roupas da própria filha, prestes a vesti-las por ordem de um desconhecido, já não me parecia tão estranha assim.

Estendi as peças sobre a cama, uma em cima da outra. Comecei a me despir, deixando minha camisola de algodão cair no chão.

Foi impossível não me ver. Meu corpo maduro. Conservo o charme do que fui, mas a idade não tem piedade. Meus peitos, antes firmes, agora caíam pelo próprio peso, rematados por mamilos rosados e auréolas grandes. Minha buceta, coberta por um pelo grosso que em todos esses dias nunca me passou pela cabeça aparar. Lembrei das palavras dele na quarta, da indiferença total.

Comecei pela calcinha fio dental minúscula. Levantei ela na minha frente, tentando achar a frente ou o verso. Nunca usei uma dessas. Custou muito subir, o elástico era apertado e minhas pernas muito grossas. Ajustei com tanta força que o fio de trás sumiu completamente entre minhas nádegas.

O triângulo pequeno da frente era totalmente incapaz de conter os pelos que escapavam pelas bordas, uma selva escura contra o vermelho da renda. Tentei não deixar marcar a frestinha da minha buceta, falhando e expondo ela ridiculamente.

Depois vesti a minissaia branca. A imagem era tão vulgar. A barra do tecido parava bem na curva inferior das minhas nádegas, deixando quase tudo à mostra. Sabia que qualquer brisa, qualquer movimento brusco, levantaria ela e mostraria muito mais do que devia.

Por último, a blusa azul tão fina. Não escolhi sutiã, pensei que assim estaria bem, talvez fosse o que ele esperava. O tecido grudou nos meus peitos, desenhando a forma e marcando meus bicos. Antes de sair, no espelho de corpo inteiro, vi uma versão envelhecida e patética da minha própria filha, uma mulher de cinquenta anos fantasiada de vinte.

Voltei para o meu quarto e procurei as únicas sapatilhas de salto que eu tinha, umas pretas bem finas que usava em casamentos. Sentei na beira da cama e as calcei. Deus, como eu sentia os fios da calcinha fio dental me cortando. Depois, fui me maquiar.

Com precisão, pintei meus lábios com batom vermelho intenso. Apliquei sombras escuras nas pálpebras e várias camadas de rímel, que faziam meus olhos parecerem maiores e mais profundos. Prendi o cabelo num rabo de cavalo alto. Quando terminei, me olhei. E sorri. Estava pronta.

Eram quase 10:50. Eu tinha dez minutos para chegar à igreja. Saí de casa e me pus a caminho. Não havia nenhuma mensagem extra no meu celular, nenhuma instrução final.

Sentia um ardor no rosto que não era do sol. O ar frio da manhã lambia minhas pernas brancas e nuas, se infiltrava por baixo da saia, me roçando. Cada batida do salto na calçada puxava algum olhar de curioso. Ouvi um ou outro assobio que me fez apertar os dentes, mas continuei andando.

Quando cheguei à igreja e atravessei pelo corredor lateral, foi impossível que os presentes não arregalassem os olhos. Senti todos os olhares sobre mim, julgando minha minissaia, minha blusa quase transparente.

Numa das bancas da frente, encontrei minha filha. Nossos olhares se cruzaram. Vi o choque no rosto dela, pensei que fosse me dizer algo, mas ela manteve a calma. Assentiu com a cabeça, me indicando o espaço ao lado dela. A cerimônia já tinha começado.

E eu, Alba, estava sentada na banca como um espetáculo impudico no meio da santidade. Mas continuei atenta à leitura, ou pelo menos fingi, sentindo o peso de cada sílaba na minha pele. Notava o olhar do meu... filha, me olhando de canto, cheia de perguntas e confusão que não ousava formular.

No meio da cerimônia, bem quando o relógio marcou 11:30, senti a vibração do meu celular na bolsa que estava no meu colo. Sempre pontual, pensei com uma mistura de terror e admiração.

Abri a mensagem com discrição. Dizia: "Vem pro estacionamento". Acho que a cor do meu rosto era evidente. Vermelho fogo. Me inclinei pra minha filha e sussurrei no ouvido dela que ia ao banheiro. Saí sem olhar pra ninguém, com a coluna reta, atrapalhando sem querer as rezas de uma ou outra mulher devota. E levando os olhares de um ou outro menino curioso.

As escadas da entrada da igreja eram meu calvário. Cada degrau fazia minha minissaia de voo levantar um pouco mais. Tenho certeza de que o sacristão ou o jardineiro tiveram de graça um flash da minha fio dental e dos pelos que escapavam por ela.

Já no estacionamento, me sentia perdida, procurando um sinal, um carro, qualquer coisa que me indicasse onde ele estava.

No fundo do estacionamento, o pisca de um carro acendeu duas vezes, um sinal inequívoco que me mostrou o caminho. Quase chegando, a porta do passageiro se abriu. Entrei no banco da frente, o couro frio roçando minhas coxas.

Ele não me olhou. Tinha o olhar fixo pra frente, como se eu fosse só um pacote que ele acabara de pegar. O silêncio era denso, carregado. Eu hesitava se devia dizer algo, se devia quebrar aquela tensão.

De repente, a mão dele desceu do volante até minha perna. Senti ela quente e firme. Acariciava minha coxa até deslizar pra parte de dentro com uma lentidão torturante, e ficou ali, pousada a centímetros de onde minha pele ardia.

Ele virou a cabeça devagar e pela primeira vez me olhou de frente, com um sorriso de satisfação nos lábios.

"Sabia que essas roupas iam cair bem em você", disse, a voz num murmúrio baixo e autoritário. "Vai me negar que você gosta de estar assim?". Eu não respondi de imediato. Não Consegui. Apenas mexi a cabeça, um gesto quase imperceptível que dizia tudo.

"Vamos ver", disse ele.

Com a mão, levantou minha saia branca, deixando-a acumulada sobre minha barriga. Os olhos dele se cravaram na minha entreperna, em como o tecido da calcinha fio dental se afundava e desenhava perfeitamente a linha da minha buceta. Ele me segurou pelo cabelo, puxando meu rabo de cavalo para trás com uma força que me obrigou a olhar nos olhos dele.

"Me diz", sussurrou com o hálito quente no meu rosto. "Você pensou muito no meu pau? Qual dos seus buracos deseja mais ele?".

A pergunta dele era tão crua, tão direta. Senti um vazio no estômago. Como eu me sentia? Era uma mãe sentada num carro, a metros de uma igreja onde minha filha rezava, enquanto um garoto me perguntava qual buraco eu queria que ele arrombasse.

E ainda assim... ainda assim, uma umidade quente escorria de mim, encharcando o pedacinho de renda. Sentia que cada célula do meu corpo vibrava, respondendo ao domínio dele. Era a contradição mais absoluta. O olhar dele não me deixava escapar, me despia de qualquer defesa.

Minha voz saiu como um fio, trêmula e quebrada. "Sim", sussurrei, quase sem fôlego. "Pensei nele... no seu pau". Fechei os olhos por um instante, vencida pela vergonha de admitir. "Pensei nele... no meu cu".

A palavra saiu da minha boca como uma confissão pecaminosa, quase um gemido. Eu tinha dito exatamente o que queria, o que martelava na minha cabeça durante noites sem dormir. Tinha entregado meu desejo mais obscuro.

Ele tocou meu queixo com a ponta dos dedos, me obrigando a manter o olhar. "Nossa, seu cu tá coçando", disse com uma risadinha baixa. "Acho que da outra vez faltou encher ele de porra, não é?". Senti meu cu se contrair, implorando, ouvindo as palavras dele como uma promessa. Era uma sensação tão estranha, tão perversa, que me fez tremer.

Ele aproximou a língua e passou pela minha bochecha. "Hoje à tarde, sem falta, eu arrebento ele", continuou, "Mas antes... chupa meu pau. Faz rápido, antes de você voltar". com sua filha". Foi então que entendi com uma clareza absoluta. A obediência não era uma obrigação, era a ação que eu mesma anseava. Era a chave que abria a porta de tudo aquilo.

Minhas mãos se moveram com uma urgência que me assustava. Abri o zíper da calça dele e briguei um pouco com a cueca, enquanto ele beijava meu pescoço e me cheirava ao mesmo tempo. Tirei o membro dele. Não tinha saído por completo e mesmo assim era maior e mais grosso do que qualquer um que eu tinha visto nos meus cinquenta anos.

Não esperei por nenhuma outra ordem. Não houve nenhuma coerção na minha mente, só um desejo avassalador. Abaixei a cabeça, meu rabo de cavalo caindo sobre minhas costas, e envolvi com meus lábios aquela glande que eu já conhecia de olhos fechados. Queria levantar o olhar para ele enquanto minha boca começava a trabalhar, enquanto me enchia do sabor e do cheiro dele. Mas era impossível para mim.

Uma necessidade feroz me consumia: queria mostrar para ele o quanto eu desejava aquele pedaço de carne. Com minha língua e meus lábios, com dedicação, eu salivava sem pudor, deixando a baba molhar a pele dele e minhas próprias bochechas.

Eu o chupava com tanta avidez que meu nariz acabava afundando na calça dele a cada investida. Eu engasgava e fazia barulhos obscenos, sons guturais que me humilhavam e me excitavam ao mesmo tempo, sons que eu nunca pensei que sairiam da minha garganta.

Eu sentia que tinha o controle. As mãos dele não me forçavam. Uma delas descansava sobre minha cabeça, como uma recompensa. E a outra já tinha levantado minha saia, expondo minhas nádegas, e o dedo indicador dele começava a brincar com meu cu. Minhas mãos, por sua vez, se moviam, masturbando o que não cabia na minha boca. Meus lábios sugavam com uma força desesperada, fazendo a glande dele sair da minha boca pálida e brilhante.

E sem querer, sem pensar, umas palavras saíram da minha boca, entrecortadas pelo movimento e pela falta de ar. Palavras que teriam feito a Alba de outro tempo desmaiar de vergonha.
Sussurrei para ele: "Você gosta, papai? Você gosta como você mama a pica sua puta?".
Não houve resposta dele em palavras. Só senti o pau dele crescer e endurecer ainda mais dentro da minha boca, uma pulsação poderosa que batia no meu céu da boca. E me arrisquei, enfiei mais dele, forçando até o fundo.
A explosão foi repentina, violenta. Um jato de porra quente bateu no fundo da minha boca, acompanhado de um grunhido baixo e animal que saiu do peito dele. Cada descarga se estampava contra minha garganta, e eu podia contar, oito jatos potentes que enchiam minha boca por completo, mas eu não queria engolir, não ainda. Queria aguentar, mostrar pra ele que eu dava conta de tudo, que podia segurar a essência dele até ele dar por encerrado.
Depois de alguns segundos em que senti o corpo tenso dele começar a relaxar, foi meu sinal. Comecei a engolir, devagar, saboreando cada gota. Era doce, surpreendentemente doce. Fechei os olhos com a pica dele ainda entre meus lábios, sentindo o gosto se espalhar pela minha língua.
Como se fosse um ritual, limpei o resto de porra do pau dele, que ficou murcho e ainda enorme como uma cobra dormindo. Ele continuava ofegante, com a cabeça jogada pra trás no encosto do banco.
Me ajeitei a saia o melhor que pude e, sem olhar nos olhos dele, falei: "Espero sua mensagem à tarde". Ele não disse nada, só levantou uma mão e fez um gesto vago com os dedos, um "sim" preguiçoso e arrogante.
Saí do carro. O ar do meio-dia bateu na minha cara. Sentia meus bicos duros e marcados através do tecido da minha blusa e a calcinha encharcada da minha filha, era devorada pelos meus lábios vaginais, estava tão gostosa que não a ajustei.
Eram doze horas. Fui procurar minha princesa. Encontrei ela bem na porta da igreja, conversando com uma amiga. A amiga me olhou de cima a baixo com uma careta disfarçada de espanto antes de se despedir apressadamente. Minha filha se virou pra mim, e a cara dela era uma mistura de preocupação e repreensão.
"Mãe, o que aconteceu? Você tá bem?", me perguntou, a voz mais baixa que o normal.
"Claro que sim, querida, por quê?", respondi, tentando fazer minha voz soar casual, enquanto sentia o gosto de sêmen ainda impregnado no meu paladar.
"Por quê? Mãe, você se olhou? Essa saia, essa blusa... a maquiagem... não é você. E o banheiro? Você demorou uma eternidade".

Caminhamos em silêncio por um momento, enquanto minha mente procurava uma desculpa plausível. "É que... eu preciso de uma mudança, filha. Faz dez anos que estou igual. Dez anos vestida de cinza, de preto, de mãe abnegada. Hoje acordei e pensei que já era hora de me sentir... viva, sabe? De usar cores".

Ela me olhou com os olhos semicerrados, analisando cada palavra. "Viva? Mãe, você está... provocante. Não é a mesma coisa".

"Ah, filha!", soltei uma risada que soou falsa até para mim. "É que você está acostumada a ver a sua velha. Às vezes as velhas também querem se sentir gostosas". Paramos numa esquina. "Não se preocupa comigo, tá? Eu estou bem. Melhor do que nunca".

Me inclinei e dei um beijo demorado na bochecha dela, um beijo que cheirava ao meu perfume, ao dela, e ao sexo secreto que eu acabara de ter.

"Tá bom, mãe", sussurrou, vencida. "Se você diz que está bem... Vamos comer naquele lugar de massa que você gosta?".

"Sim", sorri, e a peguei pelo braço. "Hoje quem paga sou eu".

Caminhamos até o restaurante, e embora eu sorrisse e falasse de banalidades, minha mente estava em outro lugar. Na tarde, na mensagem que chegaria, no que me esperava. Enquanto comíamos, ela foi relaxando aos poucos, e terminamos rindo como antes.

Minha filha foi embora de táxi e decidi caminhar até casa, sentia um prazer estranho na provocação da minha roupa. O sol quase se punha pintando o céu de laranjas e roxos, e a penumbra começava a camuflar minha imagem com luz tênue.

Uns caras que estavam na calçada do outro lado, me gritaram cantadas obscenas enquanto eu passava: "Mamacita, te chupo toda!" e "Que rabo, vovó! Como tudo o que sair daí!". Um Um par de carros buzinou quando passei, um com o vidro abaixado soltou um grito: Quanto? Eu seguia tranquila, curtindo aquela atenção, aquele olhar ganancioso que eu nunca tinha tido antes.

Bem quando virei a esquina da minha rua, meu celular vibrou. Abri a mensagem com o coração apertado.

Dizia: "Se apressa, tô dentro do teu quintal".

Eu nunca fechava o portão de entrada, era um hábito de confiança num bairro que já não era mais o mesmo. Então não achei estranho ele estar lá dentro.

A noite já tinha caído por completo. Entrei no quintal, no meu jardim com suas roseiras e a pequena fonte que meu ex-marido instalou há tanto tempo.

Procurei alguma figura, uma promessa entre as sombras, mas só vi o silêncio e as formas vegetais balançando com a brisa.

Então, uma voz surgiu de trás dos arbustos. Era a voz dele, baixa e autoritária. "Minha pica tá te esperando bem dura. Por que você demorou tanto?".

Minha boca se abriu pra me desculpar, pra explicar que eu tinha vindo a pé, que minha filha tinha saído tarde, mas fui interrompida por uma ordem que cortou o ar.

"É castigo pra você. Fica de quatro como uma puta".

Ao ouvir isso, senti como se o chão se abrisse sob meus pés. A palavra "castigo" ecoou na minha mente como um sino. Senti minha calcinha encharcar. Ser tratada como um animal no meu próprio espaço me encheu de uma excitação tão forte que me deixou sem fôlego.

Meus joelhos tocaram a grama molhada. Me apoiei nas mãos, sentindo a terra sob minhas palmas. Minha bunda ficou pra cima, exposta, vulnerável. A saia subiu por completo, deixando à mostra a calcinha fio dental vermelha e minhas nádegas pálidas à luz da lua.

Fiquei assim, em silêncio, esperando. Ouvi os passos dele se aproximando devagar. Ele não disse mais nada. De repente, um estalo seguido de uma dor aguda na minha nádega direita. Ele tinha me batido com o cinto. "É assim que você gosta, né, puta?", ele sussurrou.

Só consegui soltar um gemido abafado. Outra batida ecoou no silêncio. do pátio, e depois mais um, cada um mais forte que o anterior. Meus olhos se encheram de lágrimas pela pura sensação física. Minha pele ficava vermelha, marcada pelo relevo do cinto.

Senti os dedos dele agarrarem o fio da calcinha fio dental e puxarem para cima, com uma força brutal. O tecido fino cravou na minha carne, sumindo completamente na minha buceta, cortando-me, partindo-me ao meio. Um pouco mais e ele me levantaria do chão.

Comecei a sentir um espasmo, mas não era de excitação. Era uma urgência primária, animal. Minha bexiga, cheia desde a comida no restaurante, gritava pedindo alívio. O medo se misturou com o pânico. Tentei dizer, com a voz quebrada pelos golpes: "Espera... por favor... espera um pouco".

Tentei explicar: "Vou lá dentro... no banheiro... um segundo... e volto, eu juro, volto a ficar na mesma posição exatamente como estou". Minhas palavras eram um suplício humilhante, uma interrupção do jogo dele.

Mas recebi um "Não" categórico. A voz dele era fria, definitiva. Não era uma negociação. Era uma ordem. Fiquei parada, de mãos e joelhos, sentindo a pressão no meu baixo-ventre ficar insuportável, misturando-se com a dor da calcinha cravada em mim e o ardor das minhas nádegas marcadas.

Senti a mão dele se apoderar da minha cintura e um dedo frio pressionar meu cu. Não houve delicadeza. Ele enfiou o dedo até o nó e remexeu dentro de mim, girando, explorando.

"Você sempre foi uma porca desde que te conheci", ele sibilou. "Então não se segure. Vai, faz aqui mesmo".

Tentei apertar com todos os meus músculos. Afinal, meu jardim dava para a rua. Qualquer um que passasse poderia me ver. Mas o dedo dele pressionou de dentro, empurrando as paredes do meu cu contra minha bexiga cheia. A pressão era insuportável.

Não aguentei mais.

Um calor úmido começou a manchar a calcinha da minha filha. No começo foi só um gotejar. Mas depois, o controle se rompeu por completo. Comecei a urinar, cada vez mais abundante. O jato líquido e quente salpicava minhas coxas e meus joelhos. O som da minha urina caindo era humilhante.

Minha bexiga se esvaziava e o garoto continuava massageando meu ânus por dentro. Fechei os olhos, me entregando à sensação, era um prazer estranho e sombrio. Era paz, era rendição total.

Mas esse final se rompeu quando a voz dele cortou o ar de novo, fria e cheia de desprezo. "Só isso que você vai soltar?".

Com um movimento seco, ele arrancou minha calcinha fio dental de um puxão. Afundou o dedo ainda mais dentro de mim, com uma força que me fez arquear as costas. "Vai, consigo sentir algo aqui dentro". Lembrei de como ele me viu suja na primeira vez, como me usou sem se importar com nada. E naquele instante, meus intestinos deram uma resposta involuntária à invasão dele.

Ele tirou o dedo lentamente, e meu ânus, agora livre, se contraía e pulsava para fora, se oferecendo. Se abria devagar, como uma flor noturna e perversa, mostrando a ele o interior. Eu mantinha o olhar para frente sem olhar para trás, focada em segurar meus impulsos.

De repente, sinto o couro do cinto envolvendo meu pescoço. Por um instante, só tem confusão, mas a dúvida desaparece quando ele aperta. A correia afunda na minha carne, cortando o ar de uma vez. Um calor abrasador sobe pelo meu rosto vermelho de esforço. Meus pulmões queimam, eu mantenho a pose de quatro, tremendo.

Sem pensar, minha mão esquerda dispara para trás, meus dedos buscam desesperadamente a correia e puxam ela para frente. É um gesto inútil, patético. A força dele é absoluta. Pequenos pontos pretos começam a dançar diante dos meus olhos, e o único som que ouço é o martelar do meu próprio sangue nos meus ouvidos.

Exatamente quando sinto que minha cabeça vai explodir em mil pedaços, uma dor aguda e nova me parte ao meio. Ele me penetra brutalmente pela buceta. A pressão no meu pescoço se mistura com uma sensação de rasgo na minha cadera, como se ele tentasse me abrir à força por baixo.

É um tormento duplo, uma asfixia que sobe pelo meu rosto enquanto um fogo me queima por dentro.
Antes que a escuridão me consuma, ele decide liberar a pressão no meu pescoço, me dando alívio. Com ele vem uma consciência aguçada, e isso é pior. Cada investida do membro dele agora parece mais profunda.

Meus braços cedem. Meus cotovelos dobram e meu rosto cai na grama. O impacto me obriga a levantar a bunda mais alto, numa oferta involuntária, uma postura ainda mais degradante que a anterior, facilitando a entrada dele.

Um fio ininterrupto da minha própria excitação escapa de mim, um fiozinho brilhante que desce até o chão, um testemunho do prazer que está me destruindo.

Ele só continua grunhindo. São sons animais, que me confirmam que pra ele eu sou só um corpo que ele tá usando. E eu, na minha loucura, já não penso. Meu cérebro foi embora, se refugiou no meu útero. Tão me violentando com meu próprio consentimento, e cada célula do meu ser implora por mais.

Já não me importa mais nada. Os gemidos que saem da minha garganta estão cada vez mais altos. Não me importa que a poucos metros tenha uma rua, que alguém possa me ouvir. A vergonha morreu na minha própria humilhação. Preciso que ele me destrua, que me preencha por completo.

—Isso, pussy, assim! Me enche! E me enfia essa pica enorme! —grito, com a voz rachada. As palavras saem porque eu sei o que elas provocam nele.

Uma torrente de obscenidades nasce da parte mais profunda e escura do meu ser.

—Isso! Arrebenta essa puta velha! Me destrói! Quero te sentir até a garganta! Me faz tua, enfia tudo em mim! Me engravida, me engravida como uma puta! Quero seu gozo dentro! Sou sua puta! —grito sem parar, me perdendo por completo na submissão absoluta.

Ele responde com pura brutalidade que me rouba o fôlego, enfia a pica tão fundo que eu sinto as bolas dele batendo no meu clitóris. É um impacto seco, rítmico, que me leva à beira do delírio. E então, ele adiciona o polegar. Sinto ele pressionar meu cu e, sem aviso, deslizar pra dentro.

Meu cu recebe com uma série de contrações violentas, como se tentasse engoli-lo, devorá-lo. É a gota d'água, o ponto de ruptura da minha mente perdida. Não existe mais Alba. Só um corpo que precisa se libertar. E se liberta.

Não é mais só o prazer na minha buceta, é algo mais profundo. Na minha mente perdida, meus intestinos despertam, se agitam, e querem participar do meu prazer. É uma necessidade animal, um impulso primitivo que toma conta de mim.

Sinto meu esfíncter relaxando, abandonando o último vestígio de controle que me restava. Minha merda começa a sair, deslizando ao redor do dedo que me invade, uma liberação quente e humilhante.

A penetração na minha buceta cessa imediatamente. Por um instante, há um silêncio aterrorizante, quebrado só pelo meu ofegar. E então, com uma rapidez que me paralisa, ele tira o polegar e, sem me dar tempo, enfia o pau no meu cu.

É uma invasão total. E naquele exato instante, sinto o orgasmo chegando. É uma explosão. Minha buceta descarrega um jato potente que encharca a grama. E enquanto meu corpo se contorce em êxtase, o pau dele, alojado no meu cu, age como uma rolha, contendo o resto da minha merda dentro de mim.

Nesse estado, meus olhos e minha mente já não estão aqui. Mas meu cu... esse buraco sujo é tudo o que existe. Cada terminação nervosa do meu corpo se concentrou ali, fundindo meu clitóris com meu ânus.
É o centro do meu universo. Ele não demora a me seguir, e sinto uma quantidade imensa de porra se derramando dentro de mim. O esperma dele finalmente batizou o único buraco que faltava.

Depois dos espasmos finais que sacodem meu corpo, ele se retira. Sinto o vazio de repente. Ele vai embora como da outra vez, mas dessa vez sem dizer uma única palavra. Me deixa jogada na grama do meu jardim.

E ali estou eu. Com a saia da minha filha toda enrolada na minha cintura, a blusa deixando escapar um dos meus peitos, a calcinha fio-dental rasgada a alguns metros de mim, e eu... incrivelmente feliz.

Tão feliz que de bom grado Amanheceria neste mesmo lugar. Minha buceta continua molhada, e meu cu, sem nenhuma vergonha, cospe lentamente o esperma dele e minha própria merda, uma mistura dele e de mim que me marca como dele.
Sou a Alba, a mulher de 50 anos e a puta mais feliz do mundo.

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