A porta do 4B se abriu antes que a Delia conseguisse baixar a mão, como se o Isaiah tivesse esperando do outro lado, prendendo a respiração, sentindo o perfume dela através da madeira. A realidade dele era avassaladora. De moletom cinza pendurado perigosamente no quadril, sem camisa, cada músculo definido como se tivesse sido esculpido com intenção sexual. Mas era a altura dele que atordoava: a Delia, mesmo com as plataformas de dezoito centímetros, mal chegava no peito dele. Ele a engolia por completo, uma sombra viva de dois metros de pura masculinidade. — Porra — rosnou o Isaiah, os olhos percorrendo o látex brilhante que colava nas curvas dela como pele de cobra —. Você é exatamente como eu imaginava. Melhor. A mão dele — enorme, morena, com dedos grossos e compridos — se estendeu e agarrou o quadril dela com força possessiva. A Delia ofegou quando aqueles dedos deslizaram pra trás, afundando na carne da bunda dela, apertando com uma força que beirava a dor, mas que fez ela molhar na hora as pérolas da lingerie. — Entra — ordenou, e empurrou ela suavemente, mas sem dar chance de recusar, pra dentro, fechando a porta com um chute que fez o batente tremer. O apartamento cheirava a sexo antecipado, a suor de homem, a promessas sendo cumpridas. O Isaiah não perdeu tempo com preliminares verbais. Levantou ela do chão com a mesma facilidade que a Delia levantaria uma boneca, uma mão debaixo das coxas dela, a outra na nuca, e carregou até o centro da sala, onde um colchão tinha sido colocado de propósito no assoalho de madeira. — Seu brinquedo — exigiu, e a Delia obedeceu, tirando o consolo preto da bolsa com as mãos trêmulas. O Isaiah pegou, avaliando com uma sobrancelha arqueada. — Trinta centímetros — murmurou, comparando com a própria virilha —. Bonita tentativa, mas isso é um brinquedo. Vou te mostrar o que é uma rola de verdade. Arriou a calça de uma vez, e a Delia parou de respirar. O que apareceu era monstruoso, desafiador, lindo na sua brutalidade: vinte e cinco centímetros de grossura desumana, a pele escura tensa e brilhante, a cabeça bulbosa que parecia um punho fechado, as veias que pulsavam visivelmente com o batimento do coração dele. Cheirava a virilidade pura, a testosterona concentrada. —Beija ela —ordenou, e Delia caiu de joelhos, abrindo a boca até onde suas mandíbulas permitiam. O sabor invadiu tudo: salgado, amargo, elétrico. Isaiah agarrou a cabeça dela com as duas mãos e empurrou, desafiando a garganta dela, fazendo-a chorar e babar até o queixo brilhar. Quando tirou, ofegante, levantou-a de novo e a jogou sobre o colchão.
A noite virou um turbilhão de posições que a Delia nunca imaginou que fosse possível. O Isaiah encostou ela na parede, as pernas dela enroscadas na cintura dele enquanto ele enterrava fundo com estocadas que faziam os quadros caírem. Virou ela de costas no sofá, os tornozelos dela nos ombros dele, penetrando tão fundo que a Delia gritou, achando que sentia o pau dele na garganta dela. — Mais forte, porra, mais forte — ela implorava, e ele respondia, aumentando o ritmo até o som dos corpos se chocando parecer aplausos obscenos.
Em certo momento, ele a jogou sobre os ombros como se fosse um saco, com a cabeça dela pendurada para baixo e as pernas abertas no ar, e comeu ela por cima, a gravidade ajudando cada estocada a alcançar cantos que Delia nem sabia que existiam. Ela gozou assim, gritando de cabeça pra baixo, os fluidos escorrendo pela barriga até o próprio rosto enquanto Isaiah continuava, imparável, uma máquina de sexo com pele humana. Levaram pra cozinha, onde ele a dobrou sobre a mesa de granito frio. Pro banheiro, onde a meteu no chuveiro e comeu contra os azulejos enquanto a água quente queimava a pele dela. Pra cama dele, onde finalmente, exausta, Delia montou nele, as mãos apoiadas no peito musculoso, os quadris se movendo num ritmo desesperado enquanto ele guiava, apertando os bicos dos peitos dela com força suficiente pra fazer ela ver estrelas. — Me diz quem você é — rosnou Isaiah, sentindo que ela tava perto de outro orgasmo. — Eu sou... sou sua putinha — ofegou Delia, sem reconhecer a própria voz, rouca de tanto gritar —. Sua boneca, seu brinquedo... — Isso mesmo — e ele se sentou, abraçando ela contra o peito, e meteu por baixo com uma força que fez ela desmaiar por um instante, o prazer cortando a consciência dela como uma faca afiada. Quando amanheceu, cinza e frio pelas janelas, Delia estava deitada no peito de Isaiah, sentindo a respiração lenta dele, o coração batendo contra a bochecha dela. Cada músculo do corpo dela doía, cada buraco pulsava, a pele marcada pelos dedos dele, a boca inchada pelos beijos. Isaiah acariciou o cabelo bagunçado dela. — Vai voltar pro seu apartamento? — perguntou, embora os dois soubessem a resposta. Delia balançou a cabeça, exausta demais pra falar, e sentiu a risada profunda vibrando no peito do vizinho. — Bom — disse ele, e já tava endurecendo de novo contra a coxa dela —. Porque eu tenho trinta anos de frustração sexual pra compensar, e essa noite mal começou. Delia fechou os olhos, sorrindo, e se deixou levar pra próxima. ronda. O vírus SR-47 tinha tirado a vida antiga dela, mas tinha dado algo infinitamente melhor: um corpo que podia sentir, e um homem que sabia exatamente o que fazer com ele.
A noite virou um turbilhão de posições que a Delia nunca imaginou que fosse possível. O Isaiah encostou ela na parede, as pernas dela enroscadas na cintura dele enquanto ele enterrava fundo com estocadas que faziam os quadros caírem. Virou ela de costas no sofá, os tornozelos dela nos ombros dele, penetrando tão fundo que a Delia gritou, achando que sentia o pau dele na garganta dela. — Mais forte, porra, mais forte — ela implorava, e ele respondia, aumentando o ritmo até o som dos corpos se chocando parecer aplausos obscenos.
Em certo momento, ele a jogou sobre os ombros como se fosse um saco, com a cabeça dela pendurada para baixo e as pernas abertas no ar, e comeu ela por cima, a gravidade ajudando cada estocada a alcançar cantos que Delia nem sabia que existiam. Ela gozou assim, gritando de cabeça pra baixo, os fluidos escorrendo pela barriga até o próprio rosto enquanto Isaiah continuava, imparável, uma máquina de sexo com pele humana. Levaram pra cozinha, onde ele a dobrou sobre a mesa de granito frio. Pro banheiro, onde a meteu no chuveiro e comeu contra os azulejos enquanto a água quente queimava a pele dela. Pra cama dele, onde finalmente, exausta, Delia montou nele, as mãos apoiadas no peito musculoso, os quadris se movendo num ritmo desesperado enquanto ele guiava, apertando os bicos dos peitos dela com força suficiente pra fazer ela ver estrelas. — Me diz quem você é — rosnou Isaiah, sentindo que ela tava perto de outro orgasmo. — Eu sou... sou sua putinha — ofegou Delia, sem reconhecer a própria voz, rouca de tanto gritar —. Sua boneca, seu brinquedo... — Isso mesmo — e ele se sentou, abraçando ela contra o peito, e meteu por baixo com uma força que fez ela desmaiar por um instante, o prazer cortando a consciência dela como uma faca afiada. Quando amanheceu, cinza e frio pelas janelas, Delia estava deitada no peito de Isaiah, sentindo a respiração lenta dele, o coração batendo contra a bochecha dela. Cada músculo do corpo dela doía, cada buraco pulsava, a pele marcada pelos dedos dele, a boca inchada pelos beijos. Isaiah acariciou o cabelo bagunçado dela. — Vai voltar pro seu apartamento? — perguntou, embora os dois soubessem a resposta. Delia balançou a cabeça, exausta demais pra falar, e sentiu a risada profunda vibrando no peito do vizinho. — Bom — disse ele, e já tava endurecendo de novo contra a coxa dela —. Porque eu tenho trinta anos de frustração sexual pra compensar, e essa noite mal começou. Delia fechou os olhos, sorrindo, e se deixou levar pra próxima. ronda. O vírus SR-47 tinha tirado a vida antiga dela, mas tinha dado algo infinitamente melhor: um corpo que podia sentir, e um homem que sabia exatamente o que fazer com ele.
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