https://www.poringa.net/posts/relatos/6391537/Primeros-pasos-con-Elena-y-Dani-12.htmlDepois daquela noite de aniversário, as cartas ficaram na mesa e não teve mais volta.
Os meses seguintes foram uma loucura gostosa. Encontramos uma dinâmica perfeita onde a sacanagem e o estudo se misturavam sem culpa. Entre entregas de Metodologia, trabalhos práticos de Estatística e tardes intermináveis de mate, o apartamento da Dani e da Elena virou nosso point particular. Estudávamos pra salvar as provas da faculdade e, quando a cabeça não aguentava mais tanto número, a gente mandava um fernet e acabava transando todo mundo na sala ou no quarto, explorando cada fantasia sem tabu. Éramos uma engrenagem perfeita de cumplicidade e tesão.
Mas tudo que começa, termina. Chegou o dia em que passamos na última matéria e nos formamos em economia. Com o diploma na mão, a bolha da faculdade começou a murchar aos poucos. Entramos pra trabalhar em consultorias e empresas diferentes, chegaram as responsabilidades de verdade, os horários malucos e o cansaço da vida adulta. Quase sem perceber, a frequência dos encontros diários começou a diminuir. Passamos de fuder várias vezes por semana a ter que marcar com quinze dias de antecedência pra tomar uma cerveja.
Um ano e meio depois de formados, a Dani e a Elena decidiram dar o grande passo e casar. Foi uma cerimônia civil íntima e linda. Pela história que carregávamos nas costas e a lealdade cega que tínhamos umas pelas outras, eu e a Lorena fomos as testemunhas do casamento. Ver elas assinarem a ata no cartório enquanto a Lore apertava minha mão de canto foi uma mistura estranha de nostalgia e orgulho. Durante os meses seguintes ao casamento, continuamos tendo nossos encontros ocasionais; o fogo continuava ali, vivo, esperando o momento certo pra acender toda vez que dávamos uma trégua na rotina.
A ruptura definitiva veio quando o casal nos chamou pra tomar um café e deu a notícia: tinham decidido começar a tentar engravidar. A partir dali, o chip mudou completamente. A cabeça da Eles focaram nos médicos, nos cuidados e no projeto familiar. O fogo livre e selvagem foi se apagando aos poucos, soterrado por rotinas de vida completamente diferentes. Lore e eu continuamos com a nossa, e eles mergulharam de cabeça na nova fase.
No entanto, o pacto de carne que selamos naquele apartamento do Cordón nunca se rompeu de vez. Ficou uma última tradição sagrada: os aniversários de cada um. Quatro vezes por ano, nós quatro do grupinho de estudo nos isolamos do mundo de novo, deixamos as responsabilidades do lado de fora da porta e voltamos a reviver nossas aventuras com a mesma intensidade animal do primeiro dia. Um segredo eterno que vai nos acompanhar para sempre.
FIM
Os meses seguintes foram uma loucura gostosa. Encontramos uma dinâmica perfeita onde a sacanagem e o estudo se misturavam sem culpa. Entre entregas de Metodologia, trabalhos práticos de Estatística e tardes intermináveis de mate, o apartamento da Dani e da Elena virou nosso point particular. Estudávamos pra salvar as provas da faculdade e, quando a cabeça não aguentava mais tanto número, a gente mandava um fernet e acabava transando todo mundo na sala ou no quarto, explorando cada fantasia sem tabu. Éramos uma engrenagem perfeita de cumplicidade e tesão.
Mas tudo que começa, termina. Chegou o dia em que passamos na última matéria e nos formamos em economia. Com o diploma na mão, a bolha da faculdade começou a murchar aos poucos. Entramos pra trabalhar em consultorias e empresas diferentes, chegaram as responsabilidades de verdade, os horários malucos e o cansaço da vida adulta. Quase sem perceber, a frequência dos encontros diários começou a diminuir. Passamos de fuder várias vezes por semana a ter que marcar com quinze dias de antecedência pra tomar uma cerveja.
Um ano e meio depois de formados, a Dani e a Elena decidiram dar o grande passo e casar. Foi uma cerimônia civil íntima e linda. Pela história que carregávamos nas costas e a lealdade cega que tínhamos umas pelas outras, eu e a Lorena fomos as testemunhas do casamento. Ver elas assinarem a ata no cartório enquanto a Lore apertava minha mão de canto foi uma mistura estranha de nostalgia e orgulho. Durante os meses seguintes ao casamento, continuamos tendo nossos encontros ocasionais; o fogo continuava ali, vivo, esperando o momento certo pra acender toda vez que dávamos uma trégua na rotina.
A ruptura definitiva veio quando o casal nos chamou pra tomar um café e deu a notícia: tinham decidido começar a tentar engravidar. A partir dali, o chip mudou completamente. A cabeça da Eles focaram nos médicos, nos cuidados e no projeto familiar. O fogo livre e selvagem foi se apagando aos poucos, soterrado por rotinas de vida completamente diferentes. Lore e eu continuamos com a nossa, e eles mergulharam de cabeça na nova fase.
No entanto, o pacto de carne que selamos naquele apartamento do Cordón nunca se rompeu de vez. Ficou uma última tradição sagrada: os aniversários de cada um. Quatro vezes por ano, nós quatro do grupinho de estudo nos isolamos do mundo de novo, deixamos as responsabilidades do lado de fora da porta e voltamos a reviver nossas aventuras com a mesma intensidade animal do primeiro dia. Um segredo eterno que vai nos acompanhar para sempre.
FIM
0 comentários - Elena e Dani: Final Quente