https://www.poringa.net/posts/relatos/6389300/Primeros-pasos-con-Elena-y-Dani-10.htmlTentamos desviar a conversação de qualquer jeito. Eu me apressei pra soltar um comentário sobre as datas das provas de agosto, e a Elena, tentando se agarrar a um salva-vidas, falou algo apressada sobre as anotações de Estatística que ainda faltava xerocar. Mas foi inútil. O ar na mesa daquele barzinho do Cordón estava completamente elétrico. Cada vez que os copos de cerveja ou os cálices de Fernet passavam de mão em mão, os roços acidentais dos dedos pareciam choques de corrente. A Lorena não disfarçava nada; arrumava o cabelo, cruzava as pernas e me cravava aqueles olhos brilhantes, alternando o olhar entre minha virilha e a cara da Dani, totalmente alucinada no próprio tesão depois da confissão dele.
A Dani sacou na hora. Com a lucidez e a desenvoltura que vinha mostrando, viu perfeitamente como a Lorena umedecia os lábios e como se lambia a cada descrição que ele fazia do que tinha rolado na sala. A Dani deu um gole longo no drink, se inclinou pra frente apoiando os cotovelos na mesa e, com um sorriso de canto que era puro desafio, soltou a bomba sem anestesia:
— E você, Lore... por que tão curiosa? Já provou ele também?
O barulho do bar pareceu sumir completamente na nossa mesa. A Lorena, que sempre tinha uma resposta rápida, descolada e afiada pra calar qualquer um, congelou com o copo de cerveja no meio do caminho pra boca. Um vulcão de sangue subiu pelo pescoço dela de repente, tingindo as bochechas e deixando ela super vermelha, perdendo completamente o controle da situação.
Do lado dela, o efeito foi ainda mais devastador: a Elena se encolheu no banco como se quisesse ser engolida pelo chão, com a cara pegando fogo, e tapou os olhos com as mãos num ato de pura desesperação. A revelação foi tão instantânea, tão brutal e conjunta, que não precisou que nenhuma das duas dissesse uma única palavra pra confirmar a suspeita.
A Dani abriu os olhos grandes, passando o olhar de Lorena pra Elena, e depois me encarou. Uma expressão de surpresa genuína misturada com um tesão novo e inesperado transformou a cara dela num segundo.
—Não... não me fode —murmurou Dani, com uma risadinha nervosa escapando entre os dentes—. Pera, pera. É sério? Aconteceu alguma coisa entre vocês três?
Elena, sentindo que a pressão no peito já não deixava ela respirar e que a mentira tava desmoronando na cara dela, baixou as mãos. Olhou pra Dani com aqueles olhos verdes envolventes, que dessa vez tavam vidrados de nervoso, mas também pelo tesão de se sentir encurralada. Sabia que o namorado dela tava jogando o jogo da honestidade brutal e que, depois do solto que ele tava contando tudo, guardar aquele segredo ia ser pior.
—Dani... gordo, te menti numa coisa outro dia quando você voltou da viagem —começou Elena com a voz meio trêmula, mas ganhando força conforme soltava o peso—. Lembra que te contei que na manhã seguinte do nosso rolê com ele a gente teve que ir na farmácia comprar a pílula? Então... mal demos uns passos na calçada com a sacolinha na mão, a gente deu de cara com a Lorena.
Lorena soltou um suspiro longo, percebendo que não tinha mais como fingir, e se recostou na cadeira cruzando os braços, ainda toda vermelha mas me encarando com aquela atitude desafiadora que nunca perdia.
—Ela sacou na hora pela nossa cara de dormidos e de ter transado —continuou Elena, olhando fixo pra Dani—. Como a gente não queria fazer um escândalo na rua, pedimos pra ela vir pro apartamento. Assim que entrou, viu a sala toda bagunçada: a roupa jogada, as almofadas no chão e o cheiro de buceta e pau que tava no ar. A gente sentou na cozinha pra tomar café e ela começou a me interrogar com todos os detalhes, queria saber os detalhes sujos exatamente igual agora.
Dani ouvia sem piscar, com a respiração presa, absolutamente fascinado pelo relato da namorada dele.
—E o que aconteceu na cozinha? —perguntou Dani num sussurro, totalmente preso na história.
—Aconteceu que a Lore começou a ficar com tesão com os contos de como ele tinha me dominado e como tinha me feito gozar. Ela levantou da cadeira, contornou a mesa e parou atrás de mim, segurando meus ombros. Olhou pra ele —disse Elena apontando pra mim com o dedo— e falou na cara dele se não seria justo ela também ter a parte dela do segredo, já que eu já tava metida até o pescoço e você tinha aquela pica gigante. E eu... eu falei que tava tudo bem.
Dani passou a mão na boca, olhando pra Lorena, que respirava ofegante enquanto balançava a cabeça, assumindo a parte dela.
—A Lorena não perdeu um segundo, Dani —confessou Elena, soltando o final—. Pulou em cima dele ali mesmo, agarrou a camiseta dele e comeu ele de beijo com uma vontade danada. Nós três fomos pro quarto. Na cama, ele fez a gente se beijar enquanto tocava nas duas, e depois nos colocou de joelhos na beira da cama na frente dele. A Lore arregalou os olhos quando viu a pica dele de frente, disse que era um filho da puta de grossa que era, mas enfiou na boca inteira mesmo assim, babando toda. Depois ficou de quatro do meu lado e implorava pra ele arrebentar ela toda, enfiar inteira como tinha enfiado em mim. Ele comeu a gente duas vezes, Dani... trocou nossa posição um monte de vezes e terminou gozando nos peitos das duas juntas enquanto a gente se tocava olhando pra ele.
A mesa do bar era um fervo de fios pelados. Dani ficou calado uns instantes, processando o impacto de saber que o melhor amigo de infância e a namorada dele não só tinham tido aquele encontro na sala, mas tinham incluído a terceira integrante do grupo numa puta festa na própria cama dele. Mas longe de explodir ou mostrar raiva, os olhos de Dani acenderam com uma intensidade tarada que superava tudo antes. Olhou pra Lorena, Olhou pra Elena, e finalmente cravou o olhar em mim com um sorriso lento que deixava claro que a dinâmica desse grupo de estudo tinha acabado de se quebrar pra sempre, abrindo a porta pra um território do qual ninguém ia querer voltar.
A Dani sacou na hora. Com a lucidez e a desenvoltura que vinha mostrando, viu perfeitamente como a Lorena umedecia os lábios e como se lambia a cada descrição que ele fazia do que tinha rolado na sala. A Dani deu um gole longo no drink, se inclinou pra frente apoiando os cotovelos na mesa e, com um sorriso de canto que era puro desafio, soltou a bomba sem anestesia:
— E você, Lore... por que tão curiosa? Já provou ele também?
O barulho do bar pareceu sumir completamente na nossa mesa. A Lorena, que sempre tinha uma resposta rápida, descolada e afiada pra calar qualquer um, congelou com o copo de cerveja no meio do caminho pra boca. Um vulcão de sangue subiu pelo pescoço dela de repente, tingindo as bochechas e deixando ela super vermelha, perdendo completamente o controle da situação.
Do lado dela, o efeito foi ainda mais devastador: a Elena se encolheu no banco como se quisesse ser engolida pelo chão, com a cara pegando fogo, e tapou os olhos com as mãos num ato de pura desesperação. A revelação foi tão instantânea, tão brutal e conjunta, que não precisou que nenhuma das duas dissesse uma única palavra pra confirmar a suspeita.
A Dani abriu os olhos grandes, passando o olhar de Lorena pra Elena, e depois me encarou. Uma expressão de surpresa genuína misturada com um tesão novo e inesperado transformou a cara dela num segundo.
—Não... não me fode —murmurou Dani, com uma risadinha nervosa escapando entre os dentes—. Pera, pera. É sério? Aconteceu alguma coisa entre vocês três?
Elena, sentindo que a pressão no peito já não deixava ela respirar e que a mentira tava desmoronando na cara dela, baixou as mãos. Olhou pra Dani com aqueles olhos verdes envolventes, que dessa vez tavam vidrados de nervoso, mas também pelo tesão de se sentir encurralada. Sabia que o namorado dela tava jogando o jogo da honestidade brutal e que, depois do solto que ele tava contando tudo, guardar aquele segredo ia ser pior.
—Dani... gordo, te menti numa coisa outro dia quando você voltou da viagem —começou Elena com a voz meio trêmula, mas ganhando força conforme soltava o peso—. Lembra que te contei que na manhã seguinte do nosso rolê com ele a gente teve que ir na farmácia comprar a pílula? Então... mal demos uns passos na calçada com a sacolinha na mão, a gente deu de cara com a Lorena.
Lorena soltou um suspiro longo, percebendo que não tinha mais como fingir, e se recostou na cadeira cruzando os braços, ainda toda vermelha mas me encarando com aquela atitude desafiadora que nunca perdia.
—Ela sacou na hora pela nossa cara de dormidos e de ter transado —continuou Elena, olhando fixo pra Dani—. Como a gente não queria fazer um escândalo na rua, pedimos pra ela vir pro apartamento. Assim que entrou, viu a sala toda bagunçada: a roupa jogada, as almofadas no chão e o cheiro de buceta e pau que tava no ar. A gente sentou na cozinha pra tomar café e ela começou a me interrogar com todos os detalhes, queria saber os detalhes sujos exatamente igual agora.
Dani ouvia sem piscar, com a respiração presa, absolutamente fascinado pelo relato da namorada dele.
—E o que aconteceu na cozinha? —perguntou Dani num sussurro, totalmente preso na história.
—Aconteceu que a Lore começou a ficar com tesão com os contos de como ele tinha me dominado e como tinha me feito gozar. Ela levantou da cadeira, contornou a mesa e parou atrás de mim, segurando meus ombros. Olhou pra ele —disse Elena apontando pra mim com o dedo— e falou na cara dele se não seria justo ela também ter a parte dela do segredo, já que eu já tava metida até o pescoço e você tinha aquela pica gigante. E eu... eu falei que tava tudo bem.
Dani passou a mão na boca, olhando pra Lorena, que respirava ofegante enquanto balançava a cabeça, assumindo a parte dela.
—A Lorena não perdeu um segundo, Dani —confessou Elena, soltando o final—. Pulou em cima dele ali mesmo, agarrou a camiseta dele e comeu ele de beijo com uma vontade danada. Nós três fomos pro quarto. Na cama, ele fez a gente se beijar enquanto tocava nas duas, e depois nos colocou de joelhos na beira da cama na frente dele. A Lore arregalou os olhos quando viu a pica dele de frente, disse que era um filho da puta de grossa que era, mas enfiou na boca inteira mesmo assim, babando toda. Depois ficou de quatro do meu lado e implorava pra ele arrebentar ela toda, enfiar inteira como tinha enfiado em mim. Ele comeu a gente duas vezes, Dani... trocou nossa posição um monte de vezes e terminou gozando nos peitos das duas juntas enquanto a gente se tocava olhando pra ele.
A mesa do bar era um fervo de fios pelados. Dani ficou calado uns instantes, processando o impacto de saber que o melhor amigo de infância e a namorada dele não só tinham tido aquele encontro na sala, mas tinham incluído a terceira integrante do grupo numa puta festa na própria cama dele. Mas longe de explodir ou mostrar raiva, os olhos de Dani acenderam com uma intensidade tarada que superava tudo antes. Olhou pra Lorena, Olhou pra Elena, e finalmente cravou o olhar em mim com um sorriso lento que deixava claro que a dinâmica desse grupo de estudo tinha acabado de se quebrar pra sempre, abrindo a porta pra um território do qual ninguém ia querer voltar.
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