O Renascer de Sandra - Cap 4: Contrato na Pele

Capítulo 4: O Contrato da Pele
Os dias que se seguiram ao ritual da navalha foram uma dança de antecipação. Sandra vivia em um estado de alerta sensorial constante. Cada roçar da roupa contra sua buceta agora nua era um lembrete elétrico de sua nova condição. Cada olhar de Alan, cada ordem casual —"Passa o sal", "Senta do meu lado"—, ressoava nela com o peso de um mandamento divino. O orgasmo que ele tinha dado a ela no banheiro não tinha sido um fim, mas uma chave. Uma chave que abrira uma porta para um cômodo de prazeres e terrores que ela mal começava a vislumbrar.

Uma noite, depois de um jantar silencioso em que a única conversa era o som dos talheres nos pratos, Alan não a levou para o quarto. Ele a guiou até seu escritório, um cômodo dominado por uma escrivaninha de madeira escura e, em uma parede, uma estante enorme cheia não só de livros, mas de objetos que Sandra não conseguia identificar: caixas de madeira, caixas de veludo, alguns instrumentos de metal que brilhavam sob a luz fraca. Ele se sentou atrás de sua escrivaninha e apontou para ela com o dedo, indicando a poltrona de couro à sua frente. Ela obedeceu, sentindo o frio do couro contra suas coxas nuas por baixo do roupão que ele permitira que ela vestisse.

— Chegamos a um ponto de virada, Sandra — disse Alan, sua voz grave e serena. — Até agora, você esteve explorando, testando, sentindo. Mas a exploração acabou. É hora da decisão.

Ele abriu uma gaveta e tirou um envelope de papel grosso e cremoso. Deslizou-o sobre a escrivaninha até que ficasse na frente dela.

— Isto é um contrato — disse ele, sem rodeios. — Não é um documento legal para os tribunais do mundo, mas um pacto para nós. É a base sobre a qual tudo o que virá será construído. Leia. Cada palavra. E quando terminar, você decidirá.

Com mãos trêmulas, Sandra pegou o envelope. O papel era pesado, luxuoso. Dentro, várias páginas datilografadas com uma precisão quase clínica. O título dizia: "CONTRATO DE ENTREGA E SUBMISSÃO". A respiração dela ficou ofegante enquanto começava a ler. Eu, Sandra[apellido], de 49 anos de idade, com plena capacidade mental e no exercício do meu livre arbítrio, declaro por meio deste a minha vontade incondicional de me entregar como submissa ao Dominante Alan[/apellido][apellido][apellido], a quem daqui em diante me referirei como "Meu Amo". Sandra sentiu um nó na garganta. As palavras eram tão diretas, tão cruas, que a fizeram estremecer. Continuou lendo.

Artigo I: A Natureza do Poder. Reconheço que o poder me é cedido voluntariamente. Meu Amo exercerá domínio sobre meu corpo, minha mente e minhas emoções dentro dos limites e termos aqui estabelecidos. Minha obediência não será produto do medo, mas da confiança e do desejo de agradar.

Artigo II: Os Limites. Estabeleço como limites absolutos e não negociáveis as seguintes práticas: [Aqui havia um espaço em branco, com uma nota à margem que dizia "A submissa inicialmente não estabelecerá limites, confiando na experiência e no julgamento do Dominante para explorar suas fronteiras de forma segura"].

Artigo III: Os Deveres da Submissa. Comprometo-me a:
a) Obedecer toda ordem verbal ou escrita de Meu Amo de forma imediata e sem questionamento.
b) Abster-me de atingir o clímax sem permissão explícita. O orgasmo é uma recompensa que se concede, não um direito que se toma.
c) Apresentar meu corpo a Meu Amo em qualquer momento e lugar que ele exigir, para sua inspeção, uso ou prazer.
d) Aceitar os castigos físicos e psicológicos como uma ferramenta de correção e crescimento, não como um ato de crueldade.
e) Comunicar sempre meus estados físicos e emocionais, mas nunca para manipular ou evitar uma ordem.

Artigo IV: Os Deveres do Dominante. Meu Amo se compromete a:
a) Respeitar minha integridade física e mental em todos os momentos.
b) Proporcionar o cuidado, a segurança e o aftercare necessários após cada sessão.
c) Empurrar meus limites para expandir minha percepção do prazer e da entrega, mas nunca quebrá-los.
d) Ser meu guia, meu mestre e meu guardião neste caminho.

Artigo V: A Palavra de Segurança. Estabeleço a palavra "Cinza" como meu único e irrevogável sinal de parada. Seu uso suspenderá imediatamente qualquer atividade. Seu uso, No entanto, será avaliado pelo Meu Amo para decidir se a sessão deve continuar ou ser encerrada por completo. Artigo VI: A Propriedade. A partir da assinatura deste contrato, meu corpo é propriedade do Meu Amo. Meus seios, minha buceta, minha boca, meu cu e cada poro da minha pele existem para o prazer dele. Serei marcada, se ele considerar necessário, como um lembrete físico dessa propriedade. Quando terminou, Sandra estava tremendo. O contrato era tão detalhado, tão absolutamente desprovido de romance, que a aterrorizava e a excitava em níveis que ela nem sabia que existiam. Não era um jogo. Era real. Ela olhou para Alan, que a observava com paciência. — A decisão é sua, Sandra. Pode assinar e se entregar completamente a uma vida que vai te fazer sentir mais viva do que nunca. Ou pode se levantar, se vestir e voltar para sua vida de números e silêncios. A porta está aberta. Não vai haver cobranças. Ele olhou nos olhos dela. Na profundidade deles, não havia pressão, só uma certeza tranquila. Ele sabia o que ela escolheria. Sandra também sabia. Com uma determinação que a surpreendeu, ela pegou a caneta que ele oferecia. A mão dela tremia tanto que mal conseguia escrever o nome. Fez isso no espaço designado, com uma caligrafia quase ilegível. Sandra. Era só o primeiro nome. O sobrenome, Alan tinha ficado com ele. Ele pegou o contrato, leu mais uma vez e assentiu, satisfeito. Levantou-se e contornou a mesa. Ajoelhou-se na frente dela, pegou a mão dela e beijou, não nos lábios, mas nas costas da mão, como um cavalheiro beijando a mão de uma dama em outros tempos. Mas o gesto estava carregado de uma autoridade infinita. — Bem-vinda à sua nova vida, minha submissa — disse a voz dele, agora um murmúrio possessivo —. A partir deste momento, cada respiração que você der será para mim. Agora, vamos celebrar nosso pacto. Levante-se. Tire o roupão. Quero ver minha propriedade pela primeira vez sob os termos do nosso contrato. Sandra se levantou, as pernas bambas. Desatou o nó do roupão e deixou cair no chão. Ficou nua. diante dele, sob a luz do estúdio, sentindo o olhar dele como um carinho físico. Ela já não era mais uma mulher descobrindo um novo hobby. Era uma propriedade que acabara de ser legalmente, espiritualmente e carnalmente adquirida. E a celebração estava prestes a começar. Continua.[/apellido][/apellido]

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