O vidro da janela age como um espelho imperfeito, devolvendo pro Lucas uma imagem escura e distorcida do quarto que tem atrás dele. Lá fora, os postes de luz pintam o asfalto de amarelo pálido, mas os olhos dele estão fixos no reflexo borrado que se sobrepõe à cidade. O silêncio no quarto não é absoluto; tem um ritmo, um roçar intermitente de tecidos e um gemido contido que parece vir de uma fonte subterrânea. Lucas aperta as bordas da moldura da janela com os nós dos dedos, a tensão transformando os músculos dos ombros em pedras debaixo da camiseta cinza.
No reflexo, as sombras se movem com uma lentidão calculada. Ele distingue a forma curvada de Sofia. Ela não está deitada de costas como ele a deixou, nem sentada. A silhueta mostra os cotovelos apoiados no colchão, a coluna arqueada para baixo e os joelhos afundados nos lençóis. É uma postura de animal, de submissão instintiva. Atrás dela, a figura maior e mais escura de Damião se projeta, de pé, inclinado sobre a arquitetura do corpo dela. Lucas pisca, tentando limpar a mancha de sujeira que imagina no vidro, mas a imagem persiste: a namorada dele, de quatro, e o outro homem dominando o espaço bem atrás da buceta dela.
Um pensamento racional, desesperado pra se agarrar à normalidade, dispara na mente do Lucas. A calcinha. Ele lembra da roupa íntima de renda que a Sofia tava usando, aquelas tirinhas finas e delicadas que sempre se embolavam, que sempre saíam do lugar com o movimento. Com certeza é isso. A postura da Sofia faz sentido se ela tá tentando fazer o Damião ajeitar a peça que desabotoou ou enroscou de um jeito desconfortável. É um gesto de ajuda, de cumplicidade entre amigos, nada mais. O "jogo" deve ter alguma penalidade ridícula relacionada à roupa. Lucas engole em seco, sentindo a garganta secar, e força os músculos a relaxarem, embora os olhos continuem cravados na mancha cinza que representa os quadris da namorada dele.
A realidade na cama, no entanto, é muito mais visceral e menos inocente do que a dedução do Lucas. Damián não está tocando a renda. Seus dedos, grossos e quentes, estão ocupados no "joguinho" que ele mesmo decretou. Com a saia jeans da Sofía completamente levantada até a cintura, deixando à mostra a carne bronzeada e firme das nádegas dela, Damián tem acesso total e sem restrições. Ele cuspiu nos próprios dedos mais uma vez, e a lubrificação é bruta, primitiva. Não há suavidade romântica nos movimentos dele; é uma preparação mecânica e brutal.
Sofia sente o dedo indicador do Damião deslizar fácil pelo cu dela, já relaxado pela investida anterior, mas agora ele quer mais. O dedo do meio junta-se ao primeiro, e a pressão dobra. É uma sensação de preenchimento total, um esticão que queima e dá prazer ao mesmo tempo. Ela morde o travesseiro pra não soltar um som que entregue a natureza exata do que tá rolando a poucos metros de distância do namorado dela. Os olhos dela, porém, estão arregalados, fixos no reflexo da janela. Dá pra ver as costas do Lucas, a camiseta cinza dele, a postura tensa. A dualidade a eletriza; saber que o Lucas tá ali, olhando pro outro lado, inventando desculpas esfarrapadas sobre calcinhas desabotoadas enquanto ela tá sendo sodomizada com os dedos por outro cara, manda um arrepio descendo a espinha dela.
Damião não tem pressa. O "minuto" que ele ganhou não é um limite, mas uma oportunidade. Ele move os dedos num movimento de parafuso, girando o pulso pra alargar o esfíncter da Sofia, forçando o músculo a ceder passagem. A saliva, misturada com os sucos naturais da excitação dela, cria um som audível, um *chup-chup* molhado e obsceno que o ar-condicionado mal consegue disfarçar. Ele olha pra baixo, vendo como o anel de carne pálida envolve seus dedos, engolindo eles, rejeitando e aceitando de novo. É uma visão de posse total.
—Que beleza que esse buraquinho abre, princesa —sussurra Damián, com uma voz rouca que só ela consegue ouvir, aproximando os lábios da orelha de Sofia sem parar de mexer a mão dentro dela—. Parece que tava esperando por isso há um tempão.
Sófia só consegue gemer, um som gutural e abafado contra o lençol da cama. Arqueia mais as costas, se possível, oferecendo a bunda pra invasão, buscando que os dedos cheguem mais fundo, que toquem aqueles nervos que só a estimulação anal desperta. Sente como Damião separa os dedos em forma de 'V' dentro do canal dela, expandindo as paredes internas, deixando ela oca, pronta. É uma sensação de vulnerabilidade extrema que faz ela se sentir viva, perigosamente viva.
Pela janela, Lucas balança o peso de um pé pro outro. O reflexo parece tremer. Ele vê o ombro do Damián se mexer num ritmo cadenciado, um vai e vem que poderia ser confundido com o esforço de alguém tentando ajustar uma peça de roupa difícil. "Com certeza o nó da calcinha tá apertado", Lucas repete pra si mesmo, embora uma vozinha aguda no fundo da cabeça dele grite que a postura da Sofia é passiva demais, relaxada demais pra alguém que só tá sendo arrumada. Ela não tá ajudando a ajustar nada; tá parada, recebendo. Mas Lucas não ousa se virar. Ele não quer ver. Não quer confirmar o que os instintos dele já tão berrando.
Damián, ligado no tempo e no limite da paciência, decide levar seu "joguinho" ao clímax preparatório. Tira os dedos parcialmente, deixando o cu da Sofia fechar um pouco, só pra enfiá-los de novo com força, até o nó. O baque seco faz os quadris da Sofia tremerem e um grito escapar da garganta dela, virando um gemido longo e safado que flutua no ar pesado do quarto. Lucas se tensa ao ouvir, interpretando o som como uma risada nervosa ou uma reclamação do frio do ar-condicionado.
Finalmente, Damián tira os dedos completamente. O efeito é imediato e visual. O cu da Sofia, castigado e estimulado, fica aberto por alguns segundos, um buraco ovalado e brilhante, polido pela saliva e pelo uso constante, mostrando o interior rosado e molhado antes de começar a se contrair devagar. O ar frio do quarto bate na pele molhada, provocando um espasmo na Sofia, que fecha os olhos e solta o ar, exausta e excitada, sentindo o líquido escorrendo entre as nádegas, descendo pra buceta dela e manchando a borda da saia jeans que ainda está levantada na cintura.
Damián limpa os dedos na bochecha esquerda da bunda da Sofía, deixando um rastro brilhante, e dá um passo pra trás, admirando a obra dele. O "conserto" acabou, mas a calcinha da Sofía nunca mais vai ser a mesma. Lucas, parado na frente da janela, vê as silhuetas se separando devagar no reflexo, e solta o ar que nem sabia que tava segurando, convencido de que a crise passou e que a fio dental da mina dele finalmente tá no lugar certo.
CONTINUARÁ
No reflexo, as sombras se movem com uma lentidão calculada. Ele distingue a forma curvada de Sofia. Ela não está deitada de costas como ele a deixou, nem sentada. A silhueta mostra os cotovelos apoiados no colchão, a coluna arqueada para baixo e os joelhos afundados nos lençóis. É uma postura de animal, de submissão instintiva. Atrás dela, a figura maior e mais escura de Damião se projeta, de pé, inclinado sobre a arquitetura do corpo dela. Lucas pisca, tentando limpar a mancha de sujeira que imagina no vidro, mas a imagem persiste: a namorada dele, de quatro, e o outro homem dominando o espaço bem atrás da buceta dela.
Um pensamento racional, desesperado pra se agarrar à normalidade, dispara na mente do Lucas. A calcinha. Ele lembra da roupa íntima de renda que a Sofia tava usando, aquelas tirinhas finas e delicadas que sempre se embolavam, que sempre saíam do lugar com o movimento. Com certeza é isso. A postura da Sofia faz sentido se ela tá tentando fazer o Damião ajeitar a peça que desabotoou ou enroscou de um jeito desconfortável. É um gesto de ajuda, de cumplicidade entre amigos, nada mais. O "jogo" deve ter alguma penalidade ridícula relacionada à roupa. Lucas engole em seco, sentindo a garganta secar, e força os músculos a relaxarem, embora os olhos continuem cravados na mancha cinza que representa os quadris da namorada dele.
A realidade na cama, no entanto, é muito mais visceral e menos inocente do que a dedução do Lucas. Damián não está tocando a renda. Seus dedos, grossos e quentes, estão ocupados no "joguinho" que ele mesmo decretou. Com a saia jeans da Sofía completamente levantada até a cintura, deixando à mostra a carne bronzeada e firme das nádegas dela, Damián tem acesso total e sem restrições. Ele cuspiu nos próprios dedos mais uma vez, e a lubrificação é bruta, primitiva. Não há suavidade romântica nos movimentos dele; é uma preparação mecânica e brutal.
Sofia sente o dedo indicador do Damião deslizar fácil pelo cu dela, já relaxado pela investida anterior, mas agora ele quer mais. O dedo do meio junta-se ao primeiro, e a pressão dobra. É uma sensação de preenchimento total, um esticão que queima e dá prazer ao mesmo tempo. Ela morde o travesseiro pra não soltar um som que entregue a natureza exata do que tá rolando a poucos metros de distância do namorado dela. Os olhos dela, porém, estão arregalados, fixos no reflexo da janela. Dá pra ver as costas do Lucas, a camiseta cinza dele, a postura tensa. A dualidade a eletriza; saber que o Lucas tá ali, olhando pro outro lado, inventando desculpas esfarrapadas sobre calcinhas desabotoadas enquanto ela tá sendo sodomizada com os dedos por outro cara, manda um arrepio descendo a espinha dela.
Damião não tem pressa. O "minuto" que ele ganhou não é um limite, mas uma oportunidade. Ele move os dedos num movimento de parafuso, girando o pulso pra alargar o esfíncter da Sofia, forçando o músculo a ceder passagem. A saliva, misturada com os sucos naturais da excitação dela, cria um som audível, um *chup-chup* molhado e obsceno que o ar-condicionado mal consegue disfarçar. Ele olha pra baixo, vendo como o anel de carne pálida envolve seus dedos, engolindo eles, rejeitando e aceitando de novo. É uma visão de posse total.
—Que beleza que esse buraquinho abre, princesa —sussurra Damián, com uma voz rouca que só ela consegue ouvir, aproximando os lábios da orelha de Sofia sem parar de mexer a mão dentro dela—. Parece que tava esperando por isso há um tempão.
Sófia só consegue gemer, um som gutural e abafado contra o lençol da cama. Arqueia mais as costas, se possível, oferecendo a bunda pra invasão, buscando que os dedos cheguem mais fundo, que toquem aqueles nervos que só a estimulação anal desperta. Sente como Damião separa os dedos em forma de 'V' dentro do canal dela, expandindo as paredes internas, deixando ela oca, pronta. É uma sensação de vulnerabilidade extrema que faz ela se sentir viva, perigosamente viva.
Pela janela, Lucas balança o peso de um pé pro outro. O reflexo parece tremer. Ele vê o ombro do Damián se mexer num ritmo cadenciado, um vai e vem que poderia ser confundido com o esforço de alguém tentando ajustar uma peça de roupa difícil. "Com certeza o nó da calcinha tá apertado", Lucas repete pra si mesmo, embora uma vozinha aguda no fundo da cabeça dele grite que a postura da Sofia é passiva demais, relaxada demais pra alguém que só tá sendo arrumada. Ela não tá ajudando a ajustar nada; tá parada, recebendo. Mas Lucas não ousa se virar. Ele não quer ver. Não quer confirmar o que os instintos dele já tão berrando.
Damián, ligado no tempo e no limite da paciência, decide levar seu "joguinho" ao clímax preparatório. Tira os dedos parcialmente, deixando o cu da Sofia fechar um pouco, só pra enfiá-los de novo com força, até o nó. O baque seco faz os quadris da Sofia tremerem e um grito escapar da garganta dela, virando um gemido longo e safado que flutua no ar pesado do quarto. Lucas se tensa ao ouvir, interpretando o som como uma risada nervosa ou uma reclamação do frio do ar-condicionado.
Finalmente, Damián tira os dedos completamente. O efeito é imediato e visual. O cu da Sofia, castigado e estimulado, fica aberto por alguns segundos, um buraco ovalado e brilhante, polido pela saliva e pelo uso constante, mostrando o interior rosado e molhado antes de começar a se contrair devagar. O ar frio do quarto bate na pele molhada, provocando um espasmo na Sofia, que fecha os olhos e solta o ar, exausta e excitada, sentindo o líquido escorrendo entre as nádegas, descendo pra buceta dela e manchando a borda da saia jeans que ainda está levantada na cintura.
Damián limpa os dedos na bochecha esquerda da bunda da Sofía, deixando um rastro brilhante, e dá um passo pra trás, admirando a obra dele. O "conserto" acabou, mas a calcinha da Sofía nunca mais vai ser a mesma. Lucas, parado na frente da janela, vê as silhuetas se separando devagar no reflexo, e solta o ar que nem sabia que tava segurando, convencido de que a crise passou e que a fio dental da mina dele finalmente tá no lugar certo.
CONTINUARÁ
0 comentários - O espelho que mente CAP6