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Compêndio III48: SUPERAVALIAÇÃO OPERACIONAL
(Caro leitor: Esta leitura também não tem erotismo, mas o que aconteceu foi o catalisador para meus futuros encontros com Celeste e o que rolou com a Glória, minha ex-assistente, então preciso contar também. Agradeço sua compreensão)
O ar na sala de reuniões durante o encontro pesava mais que chumbo. De algum jeito, os outros membros do conselho pareciam ter a alma sugada pelos seus copos de café. Até eu me surpreendi... A Edith realmente seguiu meu conselho: ela tinha decidido ir deturismo pelos sitescom o Charles, o marido dela, prase reconectar consigo mesma. E, esperta como é, deve ter anotado direto do meu currículo, porque durante a semana recebi uma ligação do novo gerente do site de Broken Hill.
- X Adivinha quem vem visitar agora,sabichão! Uma executiva de Melbourne! Aposto que você não tem nada a ver com isso, hein?
Foi bom ver o Tom digitalmente com aquele papo australiano grosseiro de sempre… É engraçado pensar que já faz quase oito anos desde que pisei no site pela última vez. O Tom (enrugado, queimado de sol e mascando eternamente um palito como se fosse parte do contrato) continua coordenando a equipe de manutenção com a mesma eficiência bruta de sempre. A promoção dele era inevitável; o cara conseguia diagnosticar uma bomba hidráulica com defeito num boomer só pelo barulho do motor. Mas a idade não tinha suavizado a inquietação dele.
-X Parece que tô traindo,sabichão! - resmungava diante da tela, a voz cortada pela conexão ruim. - Sentado aqui, empurrando papelada, enquanto os caras engolem poeira lá fora.
Nunca contei que fui eu quem sugeriu a Edith, uma semana antes de ela sumir no outback pra desabafar, nem esperava que ela escolhesse o canteiro de mina onde criei raízes. Algumas verdades ecoam pelos desertos.
-X Atribuí a eles a mesma cabana apertada que você usou aqui! - A voz de Tom suavizou de repente, o tom áspero habitual substituído por algo mais quente. - O marido reclamou, dizendo que cheirava mal e era estreita, mas a velha acalmou ele. Disse que tinha personalidade.
A estática da conexão de internet ruim crepitava entre nós como faíscas de fogueira…
-X A gente mantém ela principalmente para hóspedes agora. Na esperança de que você ou a Hannah voltem pra visitar um velho um dia…
E então, ambos culpamos a poeira no ar. Os mineiros são durões demais pra chorar...
Mas na diretoria, as cordas do Reginald pareciam ainda mais esticadas. Durante aquelas semanas, conseguimos manter uma certa estabilidade: ele não apertava tanto o resto, e embora as reuniões de quarta-feira deixassem os chefes de departamento com dor de cabeça de tensão, pelo menos suas propostas eram ouvidas.
No entanto, saber que a Edith tinha saído em turnê provavelmente fez eles pensarem que o estado mental dela era mais complicado do que imaginavam. E não me surpreenderia se, até o Reginald, a considerasse tão maluca quanto uma cabra.
Então, mais uma vez, os chefes de departamento voltavam ao seu modo desó obedecer, nunca questionar, com Reginald ignorando de propósito os nossos apelos.
Levantei a mão como uma estátua, pedindo permissão pra falar, mas o olhar do Reginald passou reto como se eu fosse uma mancha no vidro da sala. Continuou me ignorando como uma mosca chata, pressionando os chefes pra darem os updates semanais com a mesma monotonia ensaiada de um cara que já se acha vencedor.Mas dessa vez, não era só mais uma voz ignorada no meio da bagunça… dessa vez, eu tinha o Ethan.
Ele era o único que me olhava com uma expressão preocupada. A Maddie, a Letty, o Horacio e a Cristina (bons amigos leais, todos eles) até queriam ajudar, mas como eu não tava debaixo dos departamentos deles, o Reginald já tinha me descartado como um ruído irrelevante. Mas o Ethan? Minha conexão com o Ethan era completamente diferente.
Nosso relatório de operações gerais tinha sido uma obra-prima cirúrgica (cada métrica alinhada, cada gargalo logístico resolvido com antecedência), e Ethan estava ali absorvendo o elogio como um cara que ganha um troféu por uma corrida que nunca correu. Reginald deu um tapinha no ombro dele, sorrindo igual vendedor de carro usado. Mas Ethan ainda teve a decência de suar debaixo do colarinho quando o crédito caiu onde não devia...Então, quando ele viu minha mão no ar (firme, fora do comum) e meu olhar fixo nele, soube que a dívida tinha vencido e era hora de pagar.
No final da reunião, quando Reginald perguntou se alguém tinha mais alguma dúvida, Ethan aproveitou a chance. Limpou a garganta, criando coragem.
❤️ Acho que o Marco tem uma preocupação, senhor! — A voz de Ethan estava mais tensa que um parafuso enferrujado, os olhos dele balançando entre mim e Reginald como se calculasse rotas de fuga ou se o risco valia a pena.
> "Mas por que você não pode falar por si mesmo, meu jovem amigo?" - A voz de Reginald transbordava preocupação teatral, seu personagem de ex-marechal da RAF vazando por cima da identidade corporativa. Seu olhar pousou em mim com o sadismo distante que se reserva para uma impressora de escritório quebrada. - "Um homem da sua posição consegue expressar claramente seus pensamentos."❤️ "Eu sei, senhor!" - Os olhos de Ethan não se desviaram de mim. - "Mas a intuição do Marco já se mostrou certeira."
O silêncio que se seguiu foi do tipo que te faz ouvir o zumbido das luzes do teto. Ethan tinha cruzado um limite... sutilmente, educadamente, mas definitivamente... e o sorriso de Reginald congelou como gelo no para-brisa.
> "Mas você é superior a ele, rapazinho!" - Reginald avançou, seus sapatos lustrosos estalando contra o chão. - "Você deveria saber mais do que ele!"
As palavras caíram com o peso de uma marreta, e os ombros de Ethan se tensionaram... mas não em submissão. Ethan tinha atingido seu limite. Já não conseguia manter seu papel confiante. Seu Rolex escorregou do pulso com umclunkMeio sem cerimônia em cima da mesa de mogno, o metal polido embaçado pelas luzes fluorescentes. Parecia derrotado, igualzinho ele.
❤️ Não, não sei! — Ethan finalmente admitiu, a voz dele quase mais baixa que o zumbido do ar-condicionado.
O rosto de Reginald ficou da cor de uma lagosta bem cozida, as veias pulsando nas têmporas como se alguém tivesse ligado ele num monitor de pressão invisível.
> O que você disse? — perguntou Reginald, a voz dele ecoando de raiva. O ar na sala ficou pesado… como se o oxigênio tivesse sido sugado pela pura força da indignação dele.
Um Ethan encurralado finalmente encarou ele nos olhos. Não com desafio, nem com medo… mas com a calma e exausta determinação de um cara cansado de fugir.
❤️ Não, não sei! — repetiu Ethan. — Senhor, o senhor colocou ele sob meu comando… mas eu mal entendo metade do que ele faz.
A raiva de Reginald vacilou, os olhos dele se arregalando enquanto começava a entender.
❤️ Honestamente, senhor... não acho que nenhum de nós consiga entender ele. —Ethan continuou, derrotado, emoções cruas brotando de um homem que vivia para as aparências. — Talvez por isso Edith tenha dado a ele o lugar dela no conselho... ele é diferente... diferente de qualquer um de nós... sabe coisas... coisas que a maioria de nós ignora.Pela primeira vez na reunião, os olhos de Reginald encontraram os meus, ambos agora entendendo claramente o que a mensagem enigmática de Edith para Reginald significava quando chegou:Marco sabe onde os cadáveres estão enterrados.❤️ Não vou ser de nenhuma ajuda, senhor. — A voz de Ethan rachou como terra seca sob os pés, sua fachada polida desmoronando como arenito. — Eu realmente não sei o que dizer... mas se a Edith estivesse aqui, eu sei que ela ouviria... Provavelmente seria algo inteligente que nenhum de nós considerou.
Reginald me encarou com a testa franzida, os olhos queimando como dois fornos prontos para me incinerar na hora. Até o lábio dele tremeu: um espasmo involuntário e cruel que me lembrou um cachorro raivoso segundos antes de morder.
> Fala! - exigiu Reginald, a voz dele estalando como um chicote na sala silenciosa.
Enquanto os outros poderiam ter ficado paralisados no lugar, eu só vi alguém como meu pai num dia ruim...
- Só queria apontar que você tem negligenciadoGestão de Projetos— falei num tom calmo. — O trabalho da Sonia tá começando a acumular, e os gerentes de site tão pedindo aprovações.As palavras caíram suaves, mas o efeito foi imediato. Reginald colocou as mãos na cintura, os dedos se enterrando no tecido do terno sob medida como se ele estivesse se segurando fisicamente pra não pular a sala só pra me bater.
> E como é que você saberia disso, garoto? — A última palavra e o jeito desdenhoso que ele falou (contrastando com o tratamento “quase carinhoso(que teve com Ethan antes) caiu como um desafio, afiado o bastante para fazer sangrar.
- Pelo meu trabalho. - respondi, mantendo a compostura. - Lido diretamente com os gerentes de obra e eles estão perguntando o que está rolando com alguns projetos. Particularmente, tão preocupados com as licenças ambientais, porque começar as operações sem a equipe de segurança ambiental regulatória pode ser um risco pra gente.
Notei na mesa da reunião como Julien se tensou. A menção de negligência ambiental tinha acertado ele igual um bastão de gado. Desde minha primeira intervenção semanas atrás, Julien vinha monitorando as decisões do Reginald com a intensidade silenciosa de uma câmera de segurança, mas isso? Isso cruzava a linha vermelha da Edith. Ela teria colocado tudo de lado menos isso...
Mesmo assim, Reginald respondeu com um sorriso sarcástico e debochado.
> Bom, se a Edith tivesse considerado aGestão de Projetosimportante o suficiente, teria largado um cargo no conselho, não é mesmo, campeão?
O sorriso debochado do Reginald era do tipo que fazia você olhar pros seus sapatos pra ver se não tinha chiclete. A voz dele escorria aquele mesmo charme falso de tio que bate na sua cabeça com força demais em reunião de família.
- Ele largou. - respondi. - Através de mim. Mas você me removeu. Além disso, minha maior preocupação é que as verificações de segurança nos sites ainda tão falhando depois de quase três meses. Esse é o departamento da Helen.
Helen, na sua figura surpreendentemente pequena, me lançou facadas através dos óculos severos dela… aquele tipo de olhar que podia derreter aço. Mesmo assim, Reginald tomou a palavra de novo, inflando o peito como um galo que confunde o amanhecer com o próprio canto.> A gente já revisou esse assunto. – disse Reginald, inspecionando as unhas como um homem admirando uma camada nova de esmalte. – Chegamos num acordo onde as verificações de segurança foram...relegadas em prioridadeEla começou a se afastar de mim e voltar pra mesa da reunião, os sapatos lustrados fazendo clic contra o chão feito um relógio contando os segundos até o desastre.
> E sobre seu pedido pra ser reinstalado na diretoria, minha resposta continua a mesma:negada- O tom condescendente do Reginald me levou ao limite.
- Espera! Não! Isso não é…! - As palavras mal saíram dos meus lábios antes de tudo ficar escuro.
Sônia e Glória ficaram preocupadas, pensando que eu estava tendo um derrame: eu tinha fechado os olhos e minha mão cobria metade do meu rosto…
A verdade era mais simples: tava de saco cheio da arrogância idiota do Reginald.Sabia que o Reginald me lembrava meu pai quando tava no exército, mas até meu velho tinha limites. Meu pai perdia a paciência, mas nunca ignorava informação. Nunca descartava uma ameaça só porque vinha de alguém que ele considerava inferior. E foi aí que eu entendi: Reginald não era só arrogante. Era perigosamente arrogante. Daquele tipo que mata soldado.
Então, na minha cabeça, tinha um furacão de ideias, indo e vindo, sem conseguir organizar nada, tentando montar um quebra-cabeça com uma peça bem no meio: Como é que eu faço o Reginald entender?
Curiosamente, essa situação me lembrou o Tom em Broken Hill: uma pedra quebrou a perna dele e a Hannah, sem ninguém pra dar apoio, me chamou pelo rádio.
Naquela época, a epifania vinha mais fácil: enquanto todo mundo me pressionava por respostas, a única solução que meu cérebro concebeu foi dar um tapa na minha cara e reiniciar meus pensamentos, graças a um anime que eu e minha esposa Marisol assistimos. O absurdo ainda se agarrava a mim como poeira vermelha depois de uma tempestade no deserto.Mas dessa vez, eu estava sobrecarregado por emoções. Não vozes. Minha única bússola era focar em como transmitir minha mensagem. Por sorte, a tempestade passou... e quando a poeira baixou, eu soube o caminho.
Devo ter ficado congelado uns 15-20 segundos, porque quando abri os olhos, Reginald me encarava, checando se eu tava bem...
Ao ver os olhos dele fixos em mim, tudo fez sentido. Como o momento em que entendi que podia falar inglês: não só juntar palavras, mas usá-las como armas ou pontes, dependendo de como você as girasse. E então eu soube exatamente como girá-las.
- Senhor, pense assim! - Comecei. Minha cortesia repentina desconcertou Reginald: a pálpebra esquerda dele tremeu como uma persiana quebrada. - Imagine que te nomeiam comandante numa guerra grande. Você administra acampamentos militares e garante as linhas de suprimento pra vencer. Agora, veja aGestão de Projetoscomo um posto avançado em território inimigo chave… se for perdido, os outros assentamentos vão cair. Se as linhas de suprimento forem rompidas, dois cenários acontecem. Um: o sítio é invadido. O alto comando pergunta por que você não enviou provisões. Degradação. Acusações de negligência. Talvez traição.
Para Reginald (e o resto do conselho) eu devo ter soado como se estivesse falando em línguas. As caras deles congelaram num êxtase de perplexidade, igual camponeses medievais diante de um milagre. Mas só tinha acontecido isso: minhanévoa mental de guerratinha se dissipado.
— Dois. — continuei, levantando dois dedos. — O posto resiste. Contra todas as probabilidades. As unidades sobreviventes são condecoradas como heróis. O alto comando faz a mesma pergunta: por que você não ajudou? Te julgam em conselho de guerra e te condenam.
Reginald não podia mostrar fraqueza em público, mas os olhos dele entregavam a verdade. O jeito que as pupilas dele se dilataram. Aquele piscar mínimo era tudo que eu precisava. Avancei antes que ele pudesse se blindar de novo.
- Sobre minha proposta… - continuei -, não quero ser reinstalado no conselho. Como você disse, me falta...ambição materialNa verdade, eu me opus à ideia da Edith desde o início. Mas esse vazio está nos sufocando. Então aqui está uma solução melhor: nomeiem a Sonia. Ela se alinha melhor com a visão de vocês. Pra mim, tudo bem trabalhar sob quem eu considerar capaz... minhas funções não mudaram. Mas como CEO interino, essa lacuna de informação deveria ser a prioridade de vocês. E agora, a Sonia é a melhor unidade sob o comando de vocês.— Senhor Marco... o senhor tem toda razão. — a voz potente de Julien, carregada de sotaque francês, ecoou pela sala de conferências, as palavras caindo como projéteis de artilharia. — Madame Edith jamais teria permitido essa situação.
Quando nos viramos para ele na mesa, ele já estava de pé. A cadeira do Julien rangeu ao ser empurrada pra trás, feito um tiro. > Senta, Julien! Não te dei permissão pra falar! —Reginald disparou, avançando na direção dele.
Julien nem olhou pra ele. O olhar dele ficou preso no processo judicial na sua frente, os dedos esticados sobre a capa gravada, igual um padre tocando escrituras sagradas.
-> Madame Edith sempre reconheceu uma autoridade acima da dela... —ele disse calmo, o sotaque engrossando as vogais. — A lei.
As palavras pairaram no ar como uma lâmina de guilhotina parada no meio da queda. Reginald perdeu o embalo e finalmente parou no meio do caminho.
-> Madame sempre brincava comigo, dizendo:Se as coisas forem feitas direitinho, vai ficar tudo uma maravilha!(Se as coisas forem feitas direito, tudo vai ficar brilhando!) — O sorriso de Julien foi inesperado: uma rachadura no seu estoicismo habitual. — Mas ele nunca brincou sobre cumprimento. Permissões. Regulamentações. (Seu olhar percorreu os membros da diretoria, paralisados, antes de pousar em Glória, cujos nós dos dedos estavam brancos em volta da caneta.) Então, Monsieur Marco, Mademoiselle Glória... se me permitem honrar minha madame, vou revisar seus pedidos ambientais. Com urgência... (Sua voz baixou para um murmúrio que ainda assim foi ouvido.) Porque, como Monsieur Marco acredita... se uma voz é silenciada, toda a diretoria se torna... Como é que vocês dizem?Uma casa de cartasO tom de Julien atingiu Reginald mais forte que um golpe físico: foi uma carga explosiva nos alicerces da autoestima dele. E o pior: as ações dele não eram simples insubordinação, mas sim a aniquilação do novo protocolo.
No meu caso, me senti bem. Como eu disse antes, o antigo conselho não cooperava entre os departamentos. Mas agora, depois da ausência da Edith, o jurídico tava implorando por colaboração da gestão de projetos.
Ao ver nossos olhares julgando ele (a testa cansada do Ethan, o frio escrutínio jurídico do Julien, meu próprio olhar firme), os ombros do Reginald caíram como os de um fantoche com os fios cortados. A fachada impecável dele se quebrou, revelando o burocrata nervoso que estava por baixo.
> Tá bom! — disse Reginald, perdendo toda a bravata militar dele. — De agora em diante, vou responder os e-mails da Sonia.
Pro resto (nós que estávamos fora do círculo favorito dele), a concessão dele não foi vitória. Foi sal na ferida. Porque o que ele não disse, o que aquele discursinho enfeitado escondeu como tinta ruim, era que os e-mails da Sonia não só não tinham resposta. Tinham sumido. Deletados sem deixar rastro. E de repente, a revelação me acertou feito uma pá na têmpora: Reginald não tinha nos ignorado. Ele tinha nos apagado. E ninguém percebeu.> E na próxima reunião, vou considerar nomear a Sonia como membro da diretoria. — Foram as últimas palavras do leão ferido antes de nos despedirmos.
Pra mim, bastaram. Saí da sala rangendo os dentes, torcendo pra Edith não demorar muito no turismo dela... porque se demorasse, Reginald não só quebraria nossa diretoria.
Quebraria toda a nossa filial.Post seguinte
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