Sendo a mulher do meu primo

Acho que nunca me senti tão estranha numa academia. Tipo, sim, já tinha ido várias vezes, mas quase sempre fazia no automático, tipo cumprindo um ritual que meu namorado inventou de que eu tinha que "cuidar do corpo e ficar mais gostosa" e segundo ele "meu corpo é meu melhor atributo". Normalmente, minha praia era quinta-feira de pole dance, mas como meus tios estão na minha casa de visita e não quero que fiquem me perguntando pra onde vou nem por que me visto tão provocante, resolvi que hoje era dia de treino na academia. Assim, meio que me dava um ar de responsável, de ter meu espaço e cuidar do corpo. O lugar tava quase vazio, só umas duas senhoras que pareciam mais focadas em fofocar do que andar na esteira, e um cara gordo fazendo peso como se fosse morrer de infarto. Coloquei meus fones, botei uma playlist mais animada e subi na esteira. Não sei se foi a música, ou o fato de sentir minhas pernas se movendo naquele ritmo repetitivo, mas minha cabeça começou a viajar, a pensar em mil coisas ao mesmo tempo. A primeira, óbvio, foi o Antonio. Porque sim, deixei ele em casa, e deixei com aquela vibe estranha, tipo com aquela energia que tinha se acumulado depois de tudo que rolou. E embora não tenha rolado nada "além", sinto que foi o suficiente pra ele ficar pensando. E eu também. E agora tava eu aqui, suando, ouvindo música, mexendo as pernas, mas com a mente presa na mesma coisa: o que fazer com ele. E aí vem meu maior dilema, porque já decidi: quero fazer ele estrear. Quero ser eu quem vai ensinar ele. Mas não é qualquer coisa, é uma linha que se a gente cruzar, não tem volta. Fico repetindo pra mim mesma que não é qualquer brincadeira de beijo, que não é qualquer besteira. É algo que, pra ele, vai significar a primeira vez. E as primeiras vezes sempre pesam, marcam, ficam tatuadas na memória, e eu sei que no fundo vou ficar presa nessa lembrança também. Será que tô pronta pra carregar isso? isso? Ou faço por egoísmo, porque me sinto poderosa ao saber que posso dar a ele algo que nenhuma outra deu? E aí, entre os passos da esteira, fiquei presa nessa reflexão. Cada gota de suor escorrendo pela minha testa me lembrava que o tempo está passando, que faltam só dois dias para meus tios e meu primo Antonio voltarem pra Tlaxcala, e eu continuo aqui, remoendo a mesma coisa. Dois dias. Sacou? Dois dias parecem muito, mas não são. Em dois dias, tudo isso acaba, o feitiço se quebra, a oportunidade vai embora. É tipo quando você tá no último dia de férias e não quer que acabe, e sente que qualquer decisão que tomar tem que ser grande, intensa, porque se não fizer agora, nunca mais vai fazer. E aí me bate aquela ansiedade: "e se eu não fizer nada?". Porque se eu não fizer, vou ficar com a dúvida do que poderia ter acontecido, e essas dúvidas são as piores, as que se cravam como uma farpa e incomodam anos depois. E se eu fizer... bem, não sei. Talvez eu fique com a culpa. Talvez ele fique com uma confusão que eu não quero carregar. Mas também penso que a vida é assim, que tudo que a gente faz sempre tem um preço, e o importante é saber se você quer pagar ou não. Saí da esteira e fui pros pesos, mas na verdade só tava brincando de fazer peso, porque nem tava prestando atenção na postura nem nada. Meus braços subiam e desciam, mas minha mente estava de novo no Antonio, meu primo. Lembrei da cara tímida dele, de como ele me olhava esperando instruções quando eu o beijei, de como depois foi se soltando até que ele me dominou, e essa imagem me deu um arrepio estranho, tipo uma mistura de orgulho e nervosismo. E se eu levar pro próximo passo, ele vai se soltar do mesmo jeito? Ele vai ser capaz de me surpreender de novo? Pra contextualizar tudo, vou contar como cheguei até aqui rapidinho: meus tios vieram visitar por uma semana, então meu primo veio junto. Meu primo tem 19 anos, mas é um garoto extremamente tímido, então naquela semana que eles ficaram, eu ia pra escola e de vez em quando meu primo ficava sozinho. Aos poucos, comecei a notar minha gaveta de calcinhas revirada, percebi que estavam sumindo minhas tangas, que minha roupa suja, especialmente minhas tangas, desaparecia. Então, um dia que meus tios saíram com meu primo, entrei no quarto de hóspedes onde ele ficava e comecei a investigar até encontrar várias das minhas tangas debaixo do colchão. Elas estavam cobertas com restos de sêmen, e tinha tanto tangas sujas com meus fluidos quanto outras limpas. Pra ser sincera, não fiquei brava; pelo contrário, me deu muito tesão saber que meu priminho ficava excitado, e o tesão venceu, acabei cheirando minhas tangas com restos dele. Então, quis dar mais material pras travessuras dele. Normalmente, toda noite eu me masturbo como ritual pra dormir melhor, seja com os dedos, com o travesseiro, com meu vibrador, com meus dildos ou com o que estiver na frente, enfio na minha buceta, mas sempre tiro a tanga pra não sujar. Dessa vez, porém, eu deixava a tanga e me masturbava com ela pra deixar bem molhada com meus suquinhos, pra que meu primo pudesse sentir bem o cheiro da minha buceta, chupando meus sucos ou fazendo o que quisesse com elas. Quando eu gozava, minha tanga ficava encharcada, e eu usava ela pra limpar tudo que tinha respingado. Depois, deixava no cesto de roupa suja, e no dia seguinte, via que minha tanga tinha sumido. Até que um dia cheguei cedo e subi pro meu quarto. Quando abri a porta, meu primo estava sentado na minha cama, se masturbando com uma das minhas tangas na mão, e com a outra na boca, chupando meus fluidos. Sinceramente, ver aquela cena me excitou, porque o pau dele é bem bonito, grande e grosso, e saber que ele quer meter em mim não me desagrada; pelo contrário, me lisonjeia.Sendo a mulher do meu primoRapidamente me cobri e comecei a pedir desculpas enquanto minhas calcinhas estavam em cima da minha cama, uma já cheia de porra. Sentei ele na minha cama e falei pra ficar tranquilo, que tava tudo bem, e comecei a perguntar por que ele fazia aquilo. Ele me disse que era porque eu era muito gostosa pra ele, que ele gostava de mim e que nunca tinha beijado, muito menos transado com uma mulher, e que eu era demais pra ele. Eu fiquei muito, muito lisonjeada, mas comentei que éramos primos e que aquilo não podia rolar, e que depois ele encontraria uma boa mulher, mas que não podia fazer aquilo. Então ele se desculpou e me abraçou. Antes de ele se levantar da minha cama, eu falei: "Ei, espera". Ele sentou de novo e eu disse: "Vou realizar seu primeiro beijo, mas só isso, hein". Ele perguntou: "Sério?" e eu respondi que sim. Mas ele disse: "Mas você só vai me dar um selinho?" e eu comentei que ia ser um beijo de verdade. Comecei a explicar e dar as instruções, e nos levantamos. Fui me aproximando e falei: "Se quiser, segura meu rosto pra me beijar". Ele se aproximou e comecei a beijá-lo. No começo foi bem fofo, mas aos poucos ele começou a colocar a língua. Eu deixei, não queria quebrar as expectativas dele, mas ele começou a descer as mãos e colocou na minha cintura, começando a me apertar. A verdade é que minha buceta tava me traindo, aos poucos foi ficando molhada e eu comecei a ficar excitada. Minha buceta não reconhecia se era meu primo, só tinha visto uma boa rola e queria ela dentro. Mas meu primo começou a se empolgar e desceu as mãos pra minha bunda, começando a apertar. Tentei me afastar, mas ele não deixava, ficou apertando e amassando até que eu empurrei ele e ele parou. Ele me pediu desculpas, disse que tinha se empolgado, mas, timidamente, me agradeceu e saiu rápido.vadiaEu fiquei ali, excitada, morrendo de vontade de dar, com o batom todo borrado. Depois vi minhas calcinhas na cama, peguei a que tinha esperma fresco e não hesitei em provar. Levei à boca e lambi tudo, tava uma delícia, ou era só a excitação. Depois desse contexto de como eu esquentei meu primo. No final, depois de mais uma série de abdominais que nem senti, cheguei a uma conclusão estranha: sim, eu quero fazer isso. Não sei se por rebeldia, por carinho, por curiosidade ou por pura soberba. Mas eu quero. O problema é como. Como chegar perto dele, como não deixar parecer algo sujo ou proibido, mas sim algo natural, como parte do que já viemos construindo em segredo. E, acima de tudo, como fazer ele entender que isso é só entre nós, que não pode vazar da bolha, porque se meus tios ou meus pais descobrirem, me matam. O suor escorria pelas minhas costas quando peguei minha garrafa d'água e fui pra esteira de novo. Pensei que talvez a academia fosse o lugar perfeito pra pensar nessas coisas: todo mundo ocupado com o seu, ninguém te interrompe, e você pode correr sem sair do lugar, igual eu agora, correndo sem me mover, presa na contradição de querer e temer ao mesmo tempo. Saio da área de musculação ainda meio suada, apesar de já ter tomado um banho bom nos chuveiros do clube. Coloquei a roupa mais confortável que tinha na mochila, um moletom folgado e um short, porque a última coisa que eu queria era ficar apertada depois de tanto cardio. Tava andando pelo corredor comprido que leva à saída da academia, meio distraída olhando o celular, quando de repente ouvi uma voz grave, conhecida, chamando meu nome. Levantei a vista e lá estava o Dom Julián, parado com aquele sorriso dele que parece que tá sempre de bom humor. Senti como se tivesse encontrado um amigo de infância, mesmo tendo visto ele pouquíssimas vezes, mas me deu uma alegria genuína, daquelas que mudam seu humor num segundo. Cumprimentei ele como se a gente não se visse há anos. Vernos, com um “Seu Julián!” muito entusiasmado e até rindo. Ele me respondeu no mesmo tom caloroso, como se realmente também estivesse feliz em me ver. E é estranho porque mal trocamos algumas conversas soltas, daquelas vezes que ele me convidava pra comer e eu sempre inventava qualquer coisa pra escapar, que tinha lição, que tinha que ver minha amiga, que já tinha planos… enfim, sempre tinha uma desculpa. E mesmo assim, ele nunca ficava chateado, sempre dizia “fica pra próxima” com calma, como se soubesse que uma hora eu ia aceitar. E aconteceu, porque justo uma vez eu aceitei e não me arrependo nada. Naquele dia, me diverti pra caralho conversando com ele, me surpreendeu como foi fácil soltar coisas sobre mim, como se não tivesse diferença de idade nem nada. Era como falar com alguém que me entende sem me julgar. Sei lá, adorei aquela comida, adorei ouvir ele, e até fiquei pensando que talvez devia ter aceitado antes. Então naquele corredor, com o cabelo ainda molhado do chuveiro e o rosto limpo, cumprimentei ele com tanta alegria que até saiu natural me aproximar e colocar a mão no braço dele, como quando você cumprimenta alguém próximo. E ele riu de me ver tão efusiva. — E aí, mocinha esportista? — ele disse, me olhando de cima a baixo como reparando no meu visual relaxado depois da academia. Eu também ri e falei que já tava exausta, que se fosse por mim, me jogava ali no chão. E enquanto a gente conversava, percebi que realmente sentia ele como se fosse um velho amigo, embora a verdade é que nossa história juntos mal cabe em algumas conversas. Mas é isso, toda vez que vejo ele, me dá aquela sensação estranha de familiaridade, de confiança imediata. Saímos juntos pra saída, mas em vez de me deixar ir, Seu Julián me parou com aquela naturalidade dele que faz não parecer estranho. Ele disse: — Ei, por que não vem comigo até a cafeteria do clube? Te pago algo, com certeza depois da academia você precisa de algo refrescante. Eu nem pensei. Muito, porque na real eu até gostava dele e não tava com pressa. Além disso, adoro como ele fala comigo, com aquela calma como se tudo estivesse sob controle. Então aceitei com um sorriso e fomos andando até a cafeteria. Sentamos numa mesinha perto da janela, ele pediu um suco verde e eu um frappé gelado porque tava morrendo de calor. Começamos a zoar desde o início, ele dizendo que com certeza o meu negócio era puro teatro, que eu nem treinava tanto pra suar daquele jeito, e eu respondendo que já dava pra ver a idade dele porque talvez ele não aguentasse minha rotina. Rimos os dois, como se fôssemos cúmplices há muito tempo. E no meio daquela conversa meio brincalhona, de repente ele soltou algo que me chamou a atenção. Não lembro direito como o assunto surgiu, acho que estávamos falando de férias, de pra onde ele gostava de viajar, e ele disse: — Claro, mas você sabe, quando a gente é casado nem sempre pode escolher pra onde quer ir. Fiquei olhando pra ele por um segundo, surpresa. Casado. Não sei por que, mas aquilo me agradou. Senti um arrepio estranho, como se a palavra “casado” tivesse um peso especial pra mim. Já percebi que me atraem mais os caras que já têm alguém, como se fossem mais interessantes, mais seguros, mais proibidos. Não consigo explicar, mas eu gosto. Entre as brincadeiras, continuamos conversando. Ele me contou que não era só engenheiro, mas um engenheiro de alto nível, com responsabilidades enormes na empresa dele. Eu ouvia fascinada, não tanto pelo que ele dizia, mas pelo jeito como falava, com aquela voz grave, calma, como se estivesse acostumado a que todo mundo acreditasse nele sempre. E sim, ele não era nada bobo. Eu percebia como ele tentava me seduzir sem parecer tão óbvio. Dizia coisas tipo “com certeza todo mundo no clube te olha quando você chega” ou “não sei como te deixam sair sozinha, deviam cuidar mais de você”. Eu fingia que não entendia, mas na real tava adorando. Sentia que a gente jogava um jogo silencioso, onde ele tentava me conquistar e eu me deixava levar um pouco. Num —Peraí, ele mudou de assunto e falou: —Olha, no próximo fim de semana tem uns eventos sociais e esportivos muito bons no clube, por que você não vem comigo? Você ia se divertir pra caralho. A ideia me encantou. Só de me imaginar lá com ele, como se a gente fosse mais que conhecidos, meu estômago deu um nó. Mas tive que me segurar. Sorri pra ele, meio sem graça, e falei que justo esse fim de semana eu ia com minha família, que já tinham planos desde antes. —Que pena —ele respondeu, me olhando como se realmente sentisse. Eu, pra não deixar a conversa ficar séria, soltei num tom de brincadeira: —Então é melhor levar sua esposa, né? Ele riu, mas depois deu de ombros e disse: —A verdade é que ela e eu não temos uma boa relação há um tempão. Isso me surpreendeu, embora ao mesmo tempo me deixou mais intrigada. Como se de repente eu tivesse entendido ele melhor, como se esse detalhe o tornasse ainda mais interessante pra mim. Aí, entre brincadeiras, respondi com um sorriso safado: —Bom, então adoro que você tenha pensado em mim pra me convidar no lugar dela… mas vai ficar pra outra ocasião. Ele me olhou como se estivesse ganhando o jogo e eu não conseguisse esconder que tava feliz com essa ideia. Porque sim, adorava a sensação de ele me escolher, mesmo quando eu não podia aceitar. Eu não queria parecer uma dessas minas que parece que gostam de ser imploradas, porque também não sou assim, mas a verdade é que eu queria continuar conversando com ele. Então, em vez de me fazer de difícil demais, soltei a ideia como se nada, bem na cara dura: —E se a gente fizer um trato? —falei sorrindo, brincando com o canudinho da minha bebida—. Toda terça a gente se vê aqui, na cafeteria do clube. Assim nem você se complica nem eu fico me fazendo de que não quero. Ele levantou uma sobrancelha e me olhou divertido. —Toda terça? —repetiu, como se estivesse pensando se aceitava ou não. —Sim, toda. Pode até colocar na sua agenda, como se fosse uma reunião importante —respondi rindo. Ele riu também. E ele assentiu. —Fechado. Então já tenho compromisso com você às terças. Eu fingi que não tava nem aí, mas por dentro tava feliz pra caralho, como se a gente tivesse acabado de assinar um contrato secreto. Saímos andando devagar em direção à saída da academia. O corredor tava meio vazio e isso fazia tudo parecer ainda mais cúmplice. Aí eu, toda safada, soltei outra piada: —E se a sua esposa descobrir? Vamos nos meter numa puta enrascada. Ele me olhou calmo, quase sério, mas com aquele sorriso escondido que nunca solta de vez. —Não tô nem aí —falou baixinho, como se tivesse me contando um segredo—. Além do mais, ela nunca vem pra esse clube. Não consegui segurar o riso. —Ah, bom… isso me deixa feliz —respondi, meio de sacanagem, meio séria. —Por que te deixa feliz? —perguntou como se tivesse me desafiando, se inclinando um pouco na minha direção. —Porque assim não preciso me preocupar com nada —falei, e depois mostrei a língua pra ele, como se fosse brincadeira, mesmo no fundo adorando que ele falasse aquilo com tanta segurança. A gente continuou trocando piadinhas, umas merdas bestas, como se realmente estivesse dividindo um segredo que ninguém mais precisava saber. O tempo passou voando e quando a gente percebeu já tava na porta do clube. —Então, terça —ele disse, meio que apontando o dedo pra mim. —Terça —respondi, levantando minha garrafinha de água como se fosse um brinde. A gente riu junto e se despediu ali. Caminhei até o carro com aquela sensação estranha, tipo um formigamento na pele, pensando que tava fascinada por aquela cumplicidade e que já tava contando os dias pra terça que vem. Ao sair do clube, em vez de pedir um Uber que me deixasse na porta de casa, resolvi andar. Primeiro porque não era tão longe e segundo porque precisava pensar, dar uma arejada na cabeça. Adoro isso, ir de fone, olhando as ruas, imaginando um monte de coisa, mas principalmente remoendo o que me preocupa… ou me excita. Continua...

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