Aqui está a continuação da história, onde o ensinamento de Dom Artur se transforma em um jogo de submissão que Hanna aceita explorar, mergulhando em uma dinâmica de poder e entrega. Título: O Aprendiz de Submissão As semanas seguintes foram um turbilhão de descobertas. Hanna chegava toda tarde ao apartamento de Dom Artur, e toda tarde ele ensinava algo novo. Como beijar devagar. Como tocar com intenção. Como gemer sem vergonha. Mas Hanna notava que, aos poucos, as lições mudavam de tom. Um dia, Dom Artur a sentou no sofá de couro e se ajoelhou na frente dela. — Até agora te ensinei a sentir prazer — disse, com voz grave. — Mas existe outro tipo de prazer, Hanna. Um mais profundo. O prazer de se entregar. Hanna olhou para ele, confusa. — Se entregar? — Sim — respondeu ele, pegando a mão dela e beijando seus dedos um por um. — Parar de pensar. Parar de decidir. Confiar que outro sabe melhor o que você precisa. Quer experimentar? Hanna sentiu um arrepio que não era de frio. Algo dentro dela se mexeu, uma mistura de medo e curiosidade. — O que eu teria que fazer? Dom Artur sorriu, aquele sorriso safado que ela já conhecia bem. — Por enquanto, só uma coisa. Vem cá. Ele a levou até o quarto, mas dessa vez não a deitou na cama. Fez ela se ajoelhar na frente do espelho de corpo inteiro. Hanna se olhou: o cabelo loiro bagunçado, os olhos brilhantes, o vestido leve que deixava ver a curva dos peitos. — Se olha — disse Dom Artur, de pé atrás dela. — Você é gostosa. Mas a beleza sem propósito é só enfeite. Quero te dar um propósito. Ele tirou de uma gaveta um lenço de seda vermelho. Dobrou com cuidado e amarrou no pescoço dela, como um colar improvisado. — Isso significa que, enquanto estiver aqui, você não manda. Eu decido quando falar, quando calar, quando tocar e quando parar. Entendeu? Hanna engoliu seco. O lenço roçava a pele dela como uma carícia constante. — Sim — sussurrou. — Sim, o quê? Hanna hesitou por um segundo. Então entendeu. — Sim… Senhor. senhor. Dom Artur sorriu e acariciou seu cabelo. — Boa menina. Os jogos começaram de forma simples. Dom Artur pedia que ela ficasse de joelhos enquanto ele lia, que servisse o café sem olhar nos olhos dele, que se despisse devagar enquanto ele a observava sem tocar. Cada ordem era uma lição, e Hanna aprendia a obedecer. — Você gosta? — perguntou ele uma tarde, enquanto ela estava ajoelhada aos pés dele, com o lenço vermelho amarrado no pescoço. — Sim — respondeu ela, a voz trêmula. — Por quê? Hanna pensou por um momento. As palavras não saíam fáceis. — Porque… quando obedeço, não preciso pensar. Só sinto. E o que sinto é… paz. Dom Artur assentiu, satisfeito. — Essa é a primeira lição. A submissão não é fraqueza, Hanna. É confiança. Você confia que eu sei até onde te levar. Naquela noite, o jogo subiu de nível. Dom Artur a deitou de bruços na cama e amarrou os pulsos dela na cabeceira com gravatas de seda. Hanna sentiu o coração bater forte, mas não pediu para parar. — Vou te tocar — disse ele, com voz baixa — Mas você não vai se mexer. Não vai gemer. Não vai fazer nada sem minha permissão. Entendido? — Entendido, senhor. Dom Artur começou a acariciar as costas dela com as pontas dos dedos, traçando círculos lentos que desciam até a curva da bunda dela. Hanna mordeu o travesseiro para não gemer. Cada carícia era uma tortura doce, um lembrete de que o corpo dela não pertencia a ela naquele momento. Ele tomou o tempo dele. Passou minutos, talvez horas, explorando cada centímetro da pele dela, evitando de propósito as áreas mais sensíveis. Hanna sentia o calor se acumular na barriga dela, a umidade crescer entre as coxas dela, mas não se mexia. Não gemia. Só respirava, esperando. — Bom — disse Dom Artur finalmente — Acho que você foi paciente o suficiente. Desamarrou os pulsos dela e a virou de barriga para cima. Hanna olhou para ele, os olhos cheios de desejo e gratidão. — O que o senhor quer que eu faça? Dom Artur se recostou na cabeceira, com as mãos atrás da nuca. — Quero que você me mostre o que aprendeu. Me toca. Mas lembra: eu decido quando acaba. Hanna se levantou devagar e começou a percorrer o corpo dele com os lábios e as mãos. Tinha aprendido a ler as reações dele: o leve tremor quando beijava seu pescoço, o suspiro quando mordiscava seu peito, o grunhido quando descia até sua barriga. — Assim — murmurou ele —. Exatamente assim. Quando finalmente o pegou na boca, Dom Arturo gemeu e enterrou os dedos no cabelo loiro dela. Não a guiava, não a apressava. Só curtia ver ela aprender, ver ela se entregar. — Para — disse, quando sentiu que estava perto. Hanna parou na hora, olhando pra ele com os lábios brilhando. — Fiz algo errado? — Não — respondeu ele, sorrindo —. Fez tudo certo. Mas o prazer também se aprende a controlar. Agora vem cá. Hanna se deitou ao lado dele, e ele a abraçou, acariciando suas costas. — Foi uma boa aluna hoje — disse, beijando sua testa —. Amanhã vamos aprender algo novo. Hanna sorriu, se aninhando contra o peito dele. O lenço vermelho ainda estava amarrado no pescoço dela, um lembrete de que, naquele espaço, ela era dele. E ela gostava. Nos dias seguintes, Hanna descobriu que a submissão era uma linguagem por si só. Aprendeu a ler as ordens nos gestos de Dom Arturo, a antecipar os desejos dele, a encontrar prazer na obediência. E Dom Arturo, paciente e experiente, a guiava por um caminho onde o controle e a entrega se entrelaçavam como fios de um mesmo novelo. — Você é minha obra-prima — disse ele uma noite, enquanto ela cochilava no colo dele —. E a gente mal começou. Hanna sorriu sem abrir os olhos. — Me ensine mais, senhor. E ele, com a paciência de quem sabe que o tempo é o melhor aliado do prazer, prometeu que sim.

1 comentários - Uma assistente muito gostosa 2