Território Marcado. CAP3

O colchão gemeu baixo sob o peso do Damián enquanto ele se mexia, quebrando o silêncio tenso que a saída do Lucas tinha deixado. Não teve aviso, nem sussurro de educação; o Damián simplesmente esticou a mão e agarrou o quadril da Sofía com uma possessividade brusca, virando ela com força pra ficar de costas pra ele. A venda nos olhos da Sofía deixava cada sensação mais intensa; a virada repentina deu um leve torpor nela, e as mãos dela buscaram instintivamente os lençóis pra se segurar e não perder o equilíbrio. A respiração do Damián batia na nuca dela, quente e carregada de uma intenção que não precisava de palavras pra ser entendida.


—Fica de quatro como uma putinha —ordenou ele, a voz grave e rouca, um comando que não admitia réplica.
Sofía obedeceu, subindo os joelhos no colchão e arqueando as costas. A postura a deixava exposta, vulnerável, com a bunda empinada na direção do Damián. A saia jeans curta e justa esticou sobre as nádegas, destacando as curvas que agora estavam à mercê dele. O ar do quarto parecia esfriar na pele bronzeada dela, apesar do calor que irradiava do corpo do homem atrás dela. Ela se sentia como um bicho acuado, uma presa que sabia que o predador ia atacar, mas não conseguia evitar o tremor de antecipação que percorria as coxas dela.


Damián não perdeu tempo. Com a mão firme, agarrou a barra da saia e puxou pra cima, deslizando o tecido duro pela pele de Sofia até a peça ficar amontoada na cintura dela. O movimento liberou as nádegas, cobertas só pela calcinha branca de renda que se enterrava de leve na carne firme. A visão, mesmo que Sofia não pudesse ver, era obscena: o contraste do branco puro da roupa íntima contra o bronzeado escuro da pele dela, e o jeito que o tecido marcava o vinco das nádegas.


As mãos de Damião pousaram então nas nádegas bronzeadas dela. Não foi um carinho suave; foram dedos que se enterraram na carne, apertando e massageando com força, como se estivesse testando a qualidade de uma fruta antes de mordê-la. As palmas dele espalharam o movimento, abrindo e fechando os glúteos, esticando o tecido da tanga até ela ameaçar rasgar. Sofia soltou um gemido abafado, mordendo o lábio inferior, sentindo como as pontas dos dedos deixavam marcas vermelhas momentâneas na pele dela através da renda. A pressão das mãos dele era dominante, reivindicando cada centímetro daquela bunda que se oferecia diante dele.
Depois, o contato mudou. Damián deslizou a mão direita para o centro, seguindo a linha da renda até que o dedo indicador encontrou o nó da calcinha. Com um movimento preciso e calculado, puxou o tecido fino para o lado, deixando exposto o anel muscular apertado e limpo. O ar fresco bateu na área molhada e quente, fazendo os esfíncteres de Sofia se contraírem involuntariamente num espasmo de reflexo. Damián observou o buraco com atenção, apreciando a tensão e a aparente inocência daquele cuzinho que ainda não tinha sido tomado naquela noite.


Sem avisar, e aproveitando que a própria excitação da Sofia já tinha molhado a área, o Damián levou o dedo indicador à boca, molhou ele rapidinho com saliva, e levou de volta pro cu dela. Pressionou a ponta contra a resistência natural, girando o pulso pra forçar a entrada. A carne cedeu devagar, envolvendo o dedo invasor com um calor úmido e apertado. Sofia gemeu, dessa vez mais alto, ao sentir o dedo deslizando pro fundo do canal traseiro, dilatando o anel que lutava pra se adaptar ao intruso.


—Relaxa —sibilou Damián perto da orelha dela, enquanto o dedo chegava até a segunda falange—. Só vou usar o dedo. Quero continuar brincando.


A justificação pairou no ar, carregada de um duplo sentido que só a Sofia conseguia captar na sua cegueira. O Damián estava marcando território, penetrando uma parte dela que o Lucas provavelmente não teria coragem de tocar tão cedo, mas fazia isso na desculpa de continuar o jogo. Era uma estratégia perfeita pra se manter no limite sem cruzar a linha que alertaria o Lucas se ele voltasse e perguntasse o que tinha rolado. O dedo do Damián se moveu dentro dela, explorando as paredes rugosas do interior, se contorcendo pra abrir caminho e garantir que o cu ficasse dilatado, pronto e usado.


Sofia, com a respiração ofegante e a testa apoiada no colchão, processava a sensação. O cu ardia, esticado em volta do dedo grosso do Damião, uma sensação de plenitude estranha e proibida que mandava choques elétricos direto no clitóris dela. Mas a buceta dela continuava intacta, molhada e pulsando, sem nenhum pau ter tocado ali ainda. Essa diferença era crucial. Se o Lucas entrasse naquele momento e perguntasse, se o Damião tirasse o dedo rápido o bastante, a evidência física ia ser ambígua. Dava pra fingir que foi só umas amassos por fora, umas massagens na bunda, nada que uma mão mais ousada não pudesse fazer.
Ela sentiu Damião tirar o dedo devagar, deixando o buraco aberto e pulsando no ar, uma boquinha faminta que se fechava lentamente depois da partida do invasor. Sofia apertou os punhos, segurando a vontade de pedir mais ou de rejeitar, decidida a manter a fachada. O corpo dela tinha sido manipulado, a bunda possuída e dilatada pelo dedo de outro homem enquanto o namorado esperava lá fora, mas enquanto a buceta dela não tivesse sido comida, a mentira sustentável ainda estava de pé. Damião sabia que ela sabia, e aquele segredo compartilhado no escuro, com o gosto de suor e sexo no ar, unia os dois numa conspiração de prazer sujo e perigoso.
CONTINUARÁ...

0 comentários - Território Marcado. CAP3