CAPÍTULO 1: A PRIMEIRA NOITE
Marina chegou pontualmente, como tinham lhe ensinado durante as duas semanas de "treinamento" anteriores. Vestia o uniforme que Elena havia desenhado especificamente para ela: um vestido preto com gola branca estilo empregadinha francesa, mas tão curto que mal cobria a curva inferior da bunda, com botões de pérola que desciam pelo centro e podiam ser desabotoados em segundos. Por baixo, meias de liga pretas de seda que deixavam três centímetros de pele nua à mostra nas coxas antes de se conectarem com as ligas. Sem calcinha. Sem sutiã. Essa era a primeira e mais importante regra: nunca nada que impedisse o acesso imediato ao seu corpo. Seus sapatos eram saltos agulha de doze centímetros, pretos, com tira no tornozelo, que faziam suas panturrilhas se tensionarem e seus quadris balançarem de um jeito que ela ainda não tinha conseguido controlar totalmente. Usava o cabelo preso num coque rigoroso que Elena insistia que mantivesse, maquiagem discreta, exceto pelos lábios pintados de um vermelho escarlate que contrastava com sua pele clara. Tocou a campainha do penthouse e esperou, o coração batendo forte contra as costelas, sentindo a umidade já começando a se acumular entre as pernas, apesar da tentativa de se controlar.
Era sua primeira noite oficial como propriedade. As semanas anteriores tinham sido teóricas: assinaturas, exames médicos, instruções sobre protocolos. Mas esta era a primeira vez que entraria no apartamento sabendo que não sairia até que eles decidissem, que seu corpo já não lhe pertencia mais, que qualquer coisa que acontecesse atrás daquela porta tinha sido acordada, paga e era desejada pelas três partes.
A porta se abriu.
Carlos Vega ocupou a soleira, imponente em seu terno de tweed cinza, apesar de ser quase meia-noite. Seus olhos cinzentos a percorreram com a lentidão de um avaliador de gado, parando nos peitos — onde os bicos já marcavam o tecido fino —, na barriga lisa, no triângulo escuro que o vestido mal disfarçava, e finalmente nos olhos dela. —Entra —disse ele, e sua voz rouca fez Marina sentir um arrepio que terminou direto na buceta dela. Ela cruzou a soleira sentindo o peso do olhar de Carlos nas suas costas. O apartamento cheirava a pinho, a dinheiro antigo, a sexo antecipado. As luzes estavam baixas, as cortinas de veludo vermelho fechadas, criando uma caverna particular onde o tempo lá fora deixava de existir. Atrás de Carlos, Elena emergiu da sala com uma taça de vinho tinto numa mão e algo mais na outra que Marina não conseguiu identificar de imediato. Sua dona usava uma camisola de seda vermelha, quase um retalho de pano que caía das alças finas até a metade da coxa, deixando ver que ela também não usava nada por baixo. Os mamilos dela estavam durinhos, pressionando a seda, e Marina soube que eles estavam excitados por ela, pela expectativa do que fariam com o brinquedo novo deles. —O jantar está servido —anunciou Marina, baixando o olhar para o chão de mármore como tinham ensinado, cruzando as mãos nas costas em posição de submissão. —A gente não pediu jantar —murmurou Elena, se aproximando com passos lentos e deliberados nos próprios saltos. O perfume dela, algo floral e almiscarado, invadiu os sentidos de Marina um segundo antes dos dedos frios de Elena pegarem seu queixo e forçarem ela a levantar o rosto. —A gente pediu você, pequena. A gente esperou esse momento desde que você assinou. Você também esperou? Você se tocou pensando na gente? Marina sentiu o rubor subir do peito até as bochechas. Era uma das regras do contrato: honestidade absoluta quando perguntassem diretamente. —S-sim, senhora —gaguejou ela—. Q-quase toda noite. Elena sorriu, uma expressão que não alcançou os olhos frios como gelo dela. —Piranha insolente —sussurrou, mas o tom era de aprovação—. Você vai ter que ser castigada por isso. Se masturbar sem permissão é uma infração grave. Não te expliquei durante o treinamento? Carlos fechou a porta. principal com um estalo final que ressoou no peito de Marina como uma sentença. Ela se virou para elas enquanto desafivelava o paletó do terno, revelando uma camisa branca esticada sobre peitorais definidos. —Tira o vestido —ordenou, sentando-se na poltrona de couro preto como um monarca em seu trono—. Quero ver se o dinheiro que investimos no seu corpo valeu a pena. Marina obedeceu. Seus dedos trêmulos encontraram os botões de pérola. O primeiro cedeu, revelando o vale entre seus peitos. O segundo, a metade de suas aréolas escuras. O terceiro, sua barriga tremendo. Quando o quarto e o quinto cederam, o vestido se abriu como uma flor obscena, deixando à mostra sua pele nua, os mamilos já eretos e doloridos de tesão, os pelos pubianos aparados em um triângulo perfeito conforme as especificações de Elena. Ela ficou de pé só com as meias de liga, os sapatos de salto, e nada mais. A luz quente a banhava, fazia-a se sentir exposta, examinada, possuída. Elena deixou sua taça na mesinha lateral e se aproximou, suas mãos pegando os peitos de Marina com uma rudeza que fez a garota ofegar. Os dedos da sua dona eram longos, frios, com unhas perfeitamente feitas de preto fosco. —Estão mais duros do que eu esperava —observou Elena, beliscando os mamilos entre o polegar e o indicador, aumentando a pressão até Marina ter que morder o lábio para não gemer—. E mais sensíveis. Carlos, vem sentir isso. Carlos se levantou da poltrona e se aproximou por trás de Marina. Ela sentiu o calor do corpo dele antes de sentir o toque, a dureza da ereção já visível pressionando contra suas nádegas nuas através da calça. As mãos grandes dele, com nós dos dedos levemente deformados por pancadas antigas, rodearam seus quadris e depois subiram para cobrir os peitos de Elena, formando uma corrente de toques: Carlos tocava Elena, Elena tocava Marina. —Brinquedo novo —murmurou Carlos contra o pescoço de Marina, sua respiração quente e cheirando a uísque. caro—. Cheira a medo e tesão. Adoro quando cheiram as duas coisas. Elena deu um passo para trás e pegou o que tinha deixado na mesa: uma coleira de couro preto com fivela de prata. Ela a fez soar na mão, um estalo seco que fez Marina contrair o estômago de antecipação. — De quatro — ordenou Elena —. É hora de você assinar o contrato de verdade. Com o corpo, não com tinta. Marina obedeceu, descendo lentamente até que suas mãos tocassem o mármore frio, depois seus joelhos, arqueando as costas para oferecer sua buceta e seu cu à vista de ambos. A posição era deliberadamente humilhante: seu rosto na altura dos joelhos de Carlos, sua bunda exposta para Elena, todo o corpo formando uma oferenda de carne. Elena se ajoelhou atrás dela, e Marina sentiu os dedos de sua dona separarem seus lábios vaginais com brutalidade, expondo o brilho de sua excitação. — Meu Deus — riu Elena —. Ela tá encharcada. Literalmente escorrendo. Olha, Carlos, nossa putinha já tá pronta pra ser usada. Quer provar ela primeiro, ou prefere a boca dela? Carlos tinha desabotoado as calças enquanto Marina estava de costas. Seu pau se libertou, grosso, uns vinte centímetros de comprimento, a circunferência considerável, a pele morena e a cabeça bulbosa já molhada de pré-gozo que brilhava sob a luz. As veias azuis marcavam seu comprimento, e Marina não conseguiu evitar lamber os lábios ao vê-lo. — A boca — decidiu Carlos, pegando a própria ereção e acariciando-a devagar, da base à ponta —. Quero que ela implore por ele. Quero que ela explique exatamente por que assinou aquele contrato, palavra por palavra, enquanto eu a entupo de pau. Marina ergueu o olhar para ele, encontrando seus olhos cinzentos. Naquele momento, sentiu algo mais que medo. Sentiu reconhecimento, como se Carlos visse dentro dela e tivesse encontrado o mesmo vazio que ela carregava há anos tentando preencher. — Por favor — começou, sua voz trêmula mas clara —. Assinei porque precisava que alguém me possuísse. Completamente. Porque eu tô cansada de decidir, de ser responsável, de fingir que sou forte. Assinei porque quero ser a putinha dele, o objeto dele, a... a escrava dele. Por favor, deixa eu chupar ele. Deixa eu mostrar que valho cada euro que pagaram por mim. Carlos grunhiu com aprovação e segurou a cabeça dela com as duas mãos, os dedos se enroscando no coque de Marina e soltando ele, deixando o cabelo cair em ondas sobre os ombros nus dela. — Abre — ordenou. Quando empurrou, Marina sentiu a ponta salgada e quente contra a língua, depois o alongamento da mandíbula quando a grossura encheu a boca dela. Carlos não foi gentil. Empurrou até a ponta tocar o fundo da garganta dela, fazendo os olhos dela encherem de lágrimas automáticas, e continuou empurrando, forçando a entrada na garganta, fazendo Marina soltar um som entre gemido e grito. — Engole — ordenou ele —. Relaxa a garganta. Quero sentir ela em volta do meu pau. Marina obedeceu, lembrando as instruções dos vídeos que a Elena tinha obrigado ela a ver durante o treinamento. Respirou pelo nariz, relaxou os músculos, e sentiu Carlos sumir dentro dela, o nariz dele pressionando contra o pelo pubiano aparado, o queixo dela contra os ovos pesados dele. — Incrível — murmurou Carlos, ficando ali, curtindo a contração involuntária da garganta de Marina enquanto ela lutava pra não sufocar —. Elena, olha como ela engasga. É uma natural. Elena tinha se sentado no sofá na frente deles, as pernas abertas, a camisola levantada até os quadris. Os dedos dela brincavam com o próprio clitóris, um capuzinho rosa que aparecia entre os lábios da buceta perfeitamente depilados. Ela tinha um mamilo na boca, mordendo enquanto observava. — Mais forte, amor — pediu Elena, a voz rouca de tesão —. Quero ver ela chorar de verdade. Quero ver quanto ela aguenta antes de usar a palavra de segurança. Carlos começou a se mover, metendo na boca de Marina com movimentos profundos e deliberados, quase saindo completamente antes de mergulhar de novo até a base. O som da carne batendo na carne, da saliva sendo forçada, dos gemidos abafados de Marina, encheu a sala. Marina perdeu a noção do tempo. Só existia a pica do Carlos, o cheiro de sexo e dominação, a umidade crescendo entre as próprias pernas dela, que agora escorria sobre o mármore, formando uma poça de vergonha e desejo. As mãos dela se agarraram nas coxas de Carlos por instinto, buscando apoio, mas ele afastou os braços dela bruscamente. — Mãos pra trás! — gritou, e ela obedeceu, entrelaçando os dedos nas costas, o que deixou a postura dela ainda mais vulnerável, ainda mais entregue. — Isso. Você é só um buraco. Meu buraco. Entendeu? Marina assentiu o melhor que pôde com a boca cheia, as lágrimas escorrendo agora, a maquiagem toda borrada, sentindo como a falta de oxigênio embaçava a vista dela numa coisa que não era totalmente desagradável. Quando Carlos finalmente se retirou, Marina ofegou, o peito agitado, a boca aberta e cheia de saliva, o lábio inferior tremendo. Mas não tinha acabado. Nem de longe. Elena se levantou e foi até a mesa auxiliar, de onde pegou um cinto de couro com um consolo preto de silicone realista, grosso e curvado, uns quinze centímetros de comprimento. Ajustou ele sobre os quadris nus dela, a fivela batendo metálica enquanto apertava. — Agora vem seu castigo — disse Elena, se aproximando, o consolo balançando obsceno na frente dela. — Por se masturbar sem permissão. Por ser uma puta gananciosa antes da hora. Marina ficou na posição, de quatro, sentindo Elena se ajoelhar atrás dela. Sentiu os dedos da sua dona pegarem um pouco de lubrificante de um frasco que tinha preparado antes, e depois a fricção fria contra o cu apertado dela. — Relaxa — ordenou Elena. — Ou isso vai doer mais do que o necessário. Embora eu desconfie que você gosta que doa, né? Já vi suas histórico de navegação, Marina. Eu sei o que você olha quando está sozinha. Marina gemeu de humilhação, lembrando das noites na frente do notebook, vendo vídeos de mulheres sendo fodidas por casais, sendo humilhadas, sendo usadas. Elena tinha razão. Sempre teve razão. Quando Elena empurrou, Marina gritou, o som abafado pela rola de Carlos que reapareceu na frente do rosto dela. A penetração dupla começou com uma precisão que só anos de prática podiam dar. Carlos pegou a cabeça dela de novo e empurrou dentro da boca dela bem na hora que Elena fez o mesmo com o cu dela, o consolo deslizando além do anel muscular, afundando no reto dela com uma sensação de plenitude que beirava a dor mas nunca cruzava totalmente a linha. —Porra, que apertada que ela tá —rosnou Carlos, sentindo como as contrações do orgasmo de Marina — porque sim, ela estava gozando, uma contração silenciosa e profunda que percorria a barriga dela— apertavam em volta da rola dele através do tecido fino que separava os buracos dela—. Ela tá gozando, Elena. A putinha tá gozando enquanto a gente fode ela com dois. —Claro que sim —ofegou Elena, começando a mexer os quadris, cada estocada empurrando Marina para frente, fazendo ela engolir mais fundo o Carlos—. É o que vadias como ela são. Elas adoram ser usadas. Me diz, Marina, você quer que a gente goze dentro de você? Quer levar a gente com você quando for embora hoje à noite? Marina não conseguiu responder com palavras, mas os olhos dela, lacrimejando e implorando, disseram o suficiente. Carlos acelerou o ritmo, os quadris batendo no rosto dela, as mãos agarrando os peitos dela com força suficiente pra deixar marcas que durariam dias. —Vou gozar —anunciou Carlos, a voz grossa e trêmula—. Na sua garganta. E você vai engolir tudo. Entendeu? Marina assentiu, e quando ele grunhiu e soltou o esperma, fios quentes e grossos que encheram a boca e garganta dela, ela engoliu convulsivamente, sentindo o gosto salgado e amargo, a humilhação de ser um receptáculo, a glória de ser útil. Elena não parou. Continuou fodendo o cu de Marina com fúria crescente, o som dos seus quadris batendo contra as nádegas da empregada enchendo o quarto, até que ela mesma gozou com um grito rouco que soou quase como um uivo, cravando o consolo até o fundo e mantendo ele lá enquanto tremia, seus próprios fluidos escorrendo pelas coxas. Marina desabou no chão, ofegante, coberta de porra, saliva e a própria lubrificação. A respiração queimava seus pulmões. O corpo doía em lugares que ela nem sabia que podiam doer. E ainda assim, quando Carlos se ajoelhou ao lado dela e acariciou seu cabelo com uma ternura inesperada, ela se aninhou contra a mão dele como uma putinha. — Boa garota — murmurou Carlos —. Muito boa garota. Elena desabotoou o arnês e se jogou no sofá, as pernas ainda tremendo, o peito ofegante. Pegou sua taça de vinho e deu um longo gole, observando Marina com uma mistura de satisfação e algo mais que a jovem não soube identificar. — Amanhã — disse Elena, a voz recuperando a frieza habitual —. Quero que você convide sua amiga Laura. A que estuda com você. A morena alta, com a tatuagem de rosas na coxa. Marina ergueu o olhar do chão, confusa e ainda atordoada. — L-Laura? — gaguejou —. Mas ela não... não sabe nada disso. Ela não é... — Exatamente — interrompeu Carlos, levantando-se e abotoando a calça de novo com a elegância de quem acabou de jantar, não de possuir uma mulher —. Vimos fotos. Ela também precisa de dinheiro, né? A mãe dela está doente. E a Elena já está pensando nos jogos que podemos brincar com duas putinhas obedientes. Marina fechou os olhos, sentindo a porra de Carlos ainda quente na barriga, a dor gostosa do cu usado, a umidade entre as pernas que nunca parecia secar. Pensou em Laura, sua amiga inocente, a garota de sorriso fácil que desconhecia completamente esse mundo de sombras e contratos. Sabia que ela ia aceitar. O contrato assim exigia. Mas ela também sabia, com uma certeza que a assustava e excitava ao mesmo tempo, que diria sim porque queria ver Laura ajoelhada ao lado dela. Porque queria compartilhar essa humilhação. Porque queria ver se a amiga também tinha aquele vazio escuro por dentro, esperando ser preenchido. — Sim, senhor — sussurrou Marina contra o mármore frio —. Vou falar com ela amanhã. Carlos e Elena trocaram um olhar de cumplicidade, de vitória antecipada. Lá fora, na cidade, as pessoas normais dormiam ou trabalhavam ou amavam de formas convencionais. Mas aqui, nesse penthouse isolado do mundo, começava algo que nenhum dos três conseguia prever completamente. Marina Ortega tinha vendido o corpo por seis meses. Mas o que nenhum deles sabia ainda era que ela estava começando a suspeitar que tinha vendido algo mais. Algo que não podia ser recuperado com dinheiro. Algo que, talvez, ela não quisesse recuperar. FIM DO CAPÍTULO 1 O que vai acontecer quando Laura descobrir a verdade? Será que ela vai aceitar o contrato, ou vai destruir a amizade com Marina para sempre? E que segredos Carlos e Elena escondem sobre suas "aquisições" anteriores? Continua...
Marina chegou pontualmente, como tinham lhe ensinado durante as duas semanas de "treinamento" anteriores. Vestia o uniforme que Elena havia desenhado especificamente para ela: um vestido preto com gola branca estilo empregadinha francesa, mas tão curto que mal cobria a curva inferior da bunda, com botões de pérola que desciam pelo centro e podiam ser desabotoados em segundos. Por baixo, meias de liga pretas de seda que deixavam três centímetros de pele nua à mostra nas coxas antes de se conectarem com as ligas. Sem calcinha. Sem sutiã. Essa era a primeira e mais importante regra: nunca nada que impedisse o acesso imediato ao seu corpo. Seus sapatos eram saltos agulha de doze centímetros, pretos, com tira no tornozelo, que faziam suas panturrilhas se tensionarem e seus quadris balançarem de um jeito que ela ainda não tinha conseguido controlar totalmente. Usava o cabelo preso num coque rigoroso que Elena insistia que mantivesse, maquiagem discreta, exceto pelos lábios pintados de um vermelho escarlate que contrastava com sua pele clara. Tocou a campainha do penthouse e esperou, o coração batendo forte contra as costelas, sentindo a umidade já começando a se acumular entre as pernas, apesar da tentativa de se controlar.
Era sua primeira noite oficial como propriedade. As semanas anteriores tinham sido teóricas: assinaturas, exames médicos, instruções sobre protocolos. Mas esta era a primeira vez que entraria no apartamento sabendo que não sairia até que eles decidissem, que seu corpo já não lhe pertencia mais, que qualquer coisa que acontecesse atrás daquela porta tinha sido acordada, paga e era desejada pelas três partes.
A porta se abriu.
Carlos Vega ocupou a soleira, imponente em seu terno de tweed cinza, apesar de ser quase meia-noite. Seus olhos cinzentos a percorreram com a lentidão de um avaliador de gado, parando nos peitos — onde os bicos já marcavam o tecido fino —, na barriga lisa, no triângulo escuro que o vestido mal disfarçava, e finalmente nos olhos dela. —Entra —disse ele, e sua voz rouca fez Marina sentir um arrepio que terminou direto na buceta dela. Ela cruzou a soleira sentindo o peso do olhar de Carlos nas suas costas. O apartamento cheirava a pinho, a dinheiro antigo, a sexo antecipado. As luzes estavam baixas, as cortinas de veludo vermelho fechadas, criando uma caverna particular onde o tempo lá fora deixava de existir. Atrás de Carlos, Elena emergiu da sala com uma taça de vinho tinto numa mão e algo mais na outra que Marina não conseguiu identificar de imediato. Sua dona usava uma camisola de seda vermelha, quase um retalho de pano que caía das alças finas até a metade da coxa, deixando ver que ela também não usava nada por baixo. Os mamilos dela estavam durinhos, pressionando a seda, e Marina soube que eles estavam excitados por ela, pela expectativa do que fariam com o brinquedo novo deles. —O jantar está servido —anunciou Marina, baixando o olhar para o chão de mármore como tinham ensinado, cruzando as mãos nas costas em posição de submissão. —A gente não pediu jantar —murmurou Elena, se aproximando com passos lentos e deliberados nos próprios saltos. O perfume dela, algo floral e almiscarado, invadiu os sentidos de Marina um segundo antes dos dedos frios de Elena pegarem seu queixo e forçarem ela a levantar o rosto. —A gente pediu você, pequena. A gente esperou esse momento desde que você assinou. Você também esperou? Você se tocou pensando na gente? Marina sentiu o rubor subir do peito até as bochechas. Era uma das regras do contrato: honestidade absoluta quando perguntassem diretamente. —S-sim, senhora —gaguejou ela—. Q-quase toda noite. Elena sorriu, uma expressão que não alcançou os olhos frios como gelo dela. —Piranha insolente —sussurrou, mas o tom era de aprovação—. Você vai ter que ser castigada por isso. Se masturbar sem permissão é uma infração grave. Não te expliquei durante o treinamento? Carlos fechou a porta. principal com um estalo final que ressoou no peito de Marina como uma sentença. Ela se virou para elas enquanto desafivelava o paletó do terno, revelando uma camisa branca esticada sobre peitorais definidos. —Tira o vestido —ordenou, sentando-se na poltrona de couro preto como um monarca em seu trono—. Quero ver se o dinheiro que investimos no seu corpo valeu a pena. Marina obedeceu. Seus dedos trêmulos encontraram os botões de pérola. O primeiro cedeu, revelando o vale entre seus peitos. O segundo, a metade de suas aréolas escuras. O terceiro, sua barriga tremendo. Quando o quarto e o quinto cederam, o vestido se abriu como uma flor obscena, deixando à mostra sua pele nua, os mamilos já eretos e doloridos de tesão, os pelos pubianos aparados em um triângulo perfeito conforme as especificações de Elena. Ela ficou de pé só com as meias de liga, os sapatos de salto, e nada mais. A luz quente a banhava, fazia-a se sentir exposta, examinada, possuída. Elena deixou sua taça na mesinha lateral e se aproximou, suas mãos pegando os peitos de Marina com uma rudeza que fez a garota ofegar. Os dedos da sua dona eram longos, frios, com unhas perfeitamente feitas de preto fosco. —Estão mais duros do que eu esperava —observou Elena, beliscando os mamilos entre o polegar e o indicador, aumentando a pressão até Marina ter que morder o lábio para não gemer—. E mais sensíveis. Carlos, vem sentir isso. Carlos se levantou da poltrona e se aproximou por trás de Marina. Ela sentiu o calor do corpo dele antes de sentir o toque, a dureza da ereção já visível pressionando contra suas nádegas nuas através da calça. As mãos grandes dele, com nós dos dedos levemente deformados por pancadas antigas, rodearam seus quadris e depois subiram para cobrir os peitos de Elena, formando uma corrente de toques: Carlos tocava Elena, Elena tocava Marina. —Brinquedo novo —murmurou Carlos contra o pescoço de Marina, sua respiração quente e cheirando a uísque. caro—. Cheira a medo e tesão. Adoro quando cheiram as duas coisas. Elena deu um passo para trás e pegou o que tinha deixado na mesa: uma coleira de couro preto com fivela de prata. Ela a fez soar na mão, um estalo seco que fez Marina contrair o estômago de antecipação. — De quatro — ordenou Elena —. É hora de você assinar o contrato de verdade. Com o corpo, não com tinta. Marina obedeceu, descendo lentamente até que suas mãos tocassem o mármore frio, depois seus joelhos, arqueando as costas para oferecer sua buceta e seu cu à vista de ambos. A posição era deliberadamente humilhante: seu rosto na altura dos joelhos de Carlos, sua bunda exposta para Elena, todo o corpo formando uma oferenda de carne. Elena se ajoelhou atrás dela, e Marina sentiu os dedos de sua dona separarem seus lábios vaginais com brutalidade, expondo o brilho de sua excitação. — Meu Deus — riu Elena —. Ela tá encharcada. Literalmente escorrendo. Olha, Carlos, nossa putinha já tá pronta pra ser usada. Quer provar ela primeiro, ou prefere a boca dela? Carlos tinha desabotoado as calças enquanto Marina estava de costas. Seu pau se libertou, grosso, uns vinte centímetros de comprimento, a circunferência considerável, a pele morena e a cabeça bulbosa já molhada de pré-gozo que brilhava sob a luz. As veias azuis marcavam seu comprimento, e Marina não conseguiu evitar lamber os lábios ao vê-lo. — A boca — decidiu Carlos, pegando a própria ereção e acariciando-a devagar, da base à ponta —. Quero que ela implore por ele. Quero que ela explique exatamente por que assinou aquele contrato, palavra por palavra, enquanto eu a entupo de pau. Marina ergueu o olhar para ele, encontrando seus olhos cinzentos. Naquele momento, sentiu algo mais que medo. Sentiu reconhecimento, como se Carlos visse dentro dela e tivesse encontrado o mesmo vazio que ela carregava há anos tentando preencher. — Por favor — começou, sua voz trêmula mas clara —. Assinei porque precisava que alguém me possuísse. Completamente. Porque eu tô cansada de decidir, de ser responsável, de fingir que sou forte. Assinei porque quero ser a putinha dele, o objeto dele, a... a escrava dele. Por favor, deixa eu chupar ele. Deixa eu mostrar que valho cada euro que pagaram por mim. Carlos grunhiu com aprovação e segurou a cabeça dela com as duas mãos, os dedos se enroscando no coque de Marina e soltando ele, deixando o cabelo cair em ondas sobre os ombros nus dela. — Abre — ordenou. Quando empurrou, Marina sentiu a ponta salgada e quente contra a língua, depois o alongamento da mandíbula quando a grossura encheu a boca dela. Carlos não foi gentil. Empurrou até a ponta tocar o fundo da garganta dela, fazendo os olhos dela encherem de lágrimas automáticas, e continuou empurrando, forçando a entrada na garganta, fazendo Marina soltar um som entre gemido e grito. — Engole — ordenou ele —. Relaxa a garganta. Quero sentir ela em volta do meu pau. Marina obedeceu, lembrando as instruções dos vídeos que a Elena tinha obrigado ela a ver durante o treinamento. Respirou pelo nariz, relaxou os músculos, e sentiu Carlos sumir dentro dela, o nariz dele pressionando contra o pelo pubiano aparado, o queixo dela contra os ovos pesados dele. — Incrível — murmurou Carlos, ficando ali, curtindo a contração involuntária da garganta de Marina enquanto ela lutava pra não sufocar —. Elena, olha como ela engasga. É uma natural. Elena tinha se sentado no sofá na frente deles, as pernas abertas, a camisola levantada até os quadris. Os dedos dela brincavam com o próprio clitóris, um capuzinho rosa que aparecia entre os lábios da buceta perfeitamente depilados. Ela tinha um mamilo na boca, mordendo enquanto observava. — Mais forte, amor — pediu Elena, a voz rouca de tesão —. Quero ver ela chorar de verdade. Quero ver quanto ela aguenta antes de usar a palavra de segurança. Carlos começou a se mover, metendo na boca de Marina com movimentos profundos e deliberados, quase saindo completamente antes de mergulhar de novo até a base. O som da carne batendo na carne, da saliva sendo forçada, dos gemidos abafados de Marina, encheu a sala. Marina perdeu a noção do tempo. Só existia a pica do Carlos, o cheiro de sexo e dominação, a umidade crescendo entre as próprias pernas dela, que agora escorria sobre o mármore, formando uma poça de vergonha e desejo. As mãos dela se agarraram nas coxas de Carlos por instinto, buscando apoio, mas ele afastou os braços dela bruscamente. — Mãos pra trás! — gritou, e ela obedeceu, entrelaçando os dedos nas costas, o que deixou a postura dela ainda mais vulnerável, ainda mais entregue. — Isso. Você é só um buraco. Meu buraco. Entendeu? Marina assentiu o melhor que pôde com a boca cheia, as lágrimas escorrendo agora, a maquiagem toda borrada, sentindo como a falta de oxigênio embaçava a vista dela numa coisa que não era totalmente desagradável. Quando Carlos finalmente se retirou, Marina ofegou, o peito agitado, a boca aberta e cheia de saliva, o lábio inferior tremendo. Mas não tinha acabado. Nem de longe. Elena se levantou e foi até a mesa auxiliar, de onde pegou um cinto de couro com um consolo preto de silicone realista, grosso e curvado, uns quinze centímetros de comprimento. Ajustou ele sobre os quadris nus dela, a fivela batendo metálica enquanto apertava. — Agora vem seu castigo — disse Elena, se aproximando, o consolo balançando obsceno na frente dela. — Por se masturbar sem permissão. Por ser uma puta gananciosa antes da hora. Marina ficou na posição, de quatro, sentindo Elena se ajoelhar atrás dela. Sentiu os dedos da sua dona pegarem um pouco de lubrificante de um frasco que tinha preparado antes, e depois a fricção fria contra o cu apertado dela. — Relaxa — ordenou Elena. — Ou isso vai doer mais do que o necessário. Embora eu desconfie que você gosta que doa, né? Já vi suas histórico de navegação, Marina. Eu sei o que você olha quando está sozinha. Marina gemeu de humilhação, lembrando das noites na frente do notebook, vendo vídeos de mulheres sendo fodidas por casais, sendo humilhadas, sendo usadas. Elena tinha razão. Sempre teve razão. Quando Elena empurrou, Marina gritou, o som abafado pela rola de Carlos que reapareceu na frente do rosto dela. A penetração dupla começou com uma precisão que só anos de prática podiam dar. Carlos pegou a cabeça dela de novo e empurrou dentro da boca dela bem na hora que Elena fez o mesmo com o cu dela, o consolo deslizando além do anel muscular, afundando no reto dela com uma sensação de plenitude que beirava a dor mas nunca cruzava totalmente a linha. —Porra, que apertada que ela tá —rosnou Carlos, sentindo como as contrações do orgasmo de Marina — porque sim, ela estava gozando, uma contração silenciosa e profunda que percorria a barriga dela— apertavam em volta da rola dele através do tecido fino que separava os buracos dela—. Ela tá gozando, Elena. A putinha tá gozando enquanto a gente fode ela com dois. —Claro que sim —ofegou Elena, começando a mexer os quadris, cada estocada empurrando Marina para frente, fazendo ela engolir mais fundo o Carlos—. É o que vadias como ela são. Elas adoram ser usadas. Me diz, Marina, você quer que a gente goze dentro de você? Quer levar a gente com você quando for embora hoje à noite? Marina não conseguiu responder com palavras, mas os olhos dela, lacrimejando e implorando, disseram o suficiente. Carlos acelerou o ritmo, os quadris batendo no rosto dela, as mãos agarrando os peitos dela com força suficiente pra deixar marcas que durariam dias. —Vou gozar —anunciou Carlos, a voz grossa e trêmula—. Na sua garganta. E você vai engolir tudo. Entendeu? Marina assentiu, e quando ele grunhiu e soltou o esperma, fios quentes e grossos que encheram a boca e garganta dela, ela engoliu convulsivamente, sentindo o gosto salgado e amargo, a humilhação de ser um receptáculo, a glória de ser útil. Elena não parou. Continuou fodendo o cu de Marina com fúria crescente, o som dos seus quadris batendo contra as nádegas da empregada enchendo o quarto, até que ela mesma gozou com um grito rouco que soou quase como um uivo, cravando o consolo até o fundo e mantendo ele lá enquanto tremia, seus próprios fluidos escorrendo pelas coxas. Marina desabou no chão, ofegante, coberta de porra, saliva e a própria lubrificação. A respiração queimava seus pulmões. O corpo doía em lugares que ela nem sabia que podiam doer. E ainda assim, quando Carlos se ajoelhou ao lado dela e acariciou seu cabelo com uma ternura inesperada, ela se aninhou contra a mão dele como uma putinha. — Boa garota — murmurou Carlos —. Muito boa garota. Elena desabotoou o arnês e se jogou no sofá, as pernas ainda tremendo, o peito ofegante. Pegou sua taça de vinho e deu um longo gole, observando Marina com uma mistura de satisfação e algo mais que a jovem não soube identificar. — Amanhã — disse Elena, a voz recuperando a frieza habitual —. Quero que você convide sua amiga Laura. A que estuda com você. A morena alta, com a tatuagem de rosas na coxa. Marina ergueu o olhar do chão, confusa e ainda atordoada. — L-Laura? — gaguejou —. Mas ela não... não sabe nada disso. Ela não é... — Exatamente — interrompeu Carlos, levantando-se e abotoando a calça de novo com a elegância de quem acabou de jantar, não de possuir uma mulher —. Vimos fotos. Ela também precisa de dinheiro, né? A mãe dela está doente. E a Elena já está pensando nos jogos que podemos brincar com duas putinhas obedientes. Marina fechou os olhos, sentindo a porra de Carlos ainda quente na barriga, a dor gostosa do cu usado, a umidade entre as pernas que nunca parecia secar. Pensou em Laura, sua amiga inocente, a garota de sorriso fácil que desconhecia completamente esse mundo de sombras e contratos. Sabia que ela ia aceitar. O contrato assim exigia. Mas ela também sabia, com uma certeza que a assustava e excitava ao mesmo tempo, que diria sim porque queria ver Laura ajoelhada ao lado dela. Porque queria compartilhar essa humilhação. Porque queria ver se a amiga também tinha aquele vazio escuro por dentro, esperando ser preenchido. — Sim, senhor — sussurrou Marina contra o mármore frio —. Vou falar com ela amanhã. Carlos e Elena trocaram um olhar de cumplicidade, de vitória antecipada. Lá fora, na cidade, as pessoas normais dormiam ou trabalhavam ou amavam de formas convencionais. Mas aqui, nesse penthouse isolado do mundo, começava algo que nenhum dos três conseguia prever completamente. Marina Ortega tinha vendido o corpo por seis meses. Mas o que nenhum deles sabia ainda era que ela estava começando a suspeitar que tinha vendido algo mais. Algo que não podia ser recuperado com dinheiro. Algo que, talvez, ela não quisesse recuperar. FIM DO CAPÍTULO 1 O que vai acontecer quando Laura descobrir a verdade? Será que ela vai aceitar o contrato, ou vai destruir a amizade com Marina para sempre? E que segredos Carlos e Elena escondem sobre suas "aquisições" anteriores? Continua...
1 comentários - Contrato de Carne Capítulo 1 - Primeira Noite