Noites com minha mãe 2

No dia seguinte, acordamos e tudo seguiu como se nada tivesse acontecido, mas eu ainda tava com a conversa e os gemidos dela na cabeça. Esse dia fui visitar uns amigos, então tava em outra, mas mandei um zap pra ela, do nada.
Eu: Cadê você?
Mãe: Em casa, e você? O que foi?
Não hesitei e perguntei:
EU: LEMBRA DA CONVERSA DE ONTEM À NOITE?
MÃE: SIM.
EU: NÃO VAI FALAR NADA?
MÃE: NÃO.
EU: FIQUEI COM UMA PERGUNTA!
EU: FAZ QUANTO TEMPO QUE VOCÊ NÃO É COMIDA?
Não pensei duas vezes, mandei sem refletir.
Minha mãe deixou no visto e depois de um tempo respondeu:
FAZ TEMPO QUE NÃO FAZEM ISSO, BASTANTE.
Fiquei olhando pro celular e falei:
NEM ME DIGA, POR ISSO ONTEM CÊ TAVA SE TOCANDO.
Ela se fez de desentendida, falando que eu tava dizendo o quê? Que nada a ver, e eu soltei tudo da noite anterior.
EU: Ontem você me fez te apoiar, a conversa foi pesada e ainda te ouvi te tocando.
Ela só respondeu: Cê tá viajando, haha.
EU: Tá bom, como você quiser.
Não quis insistir muito também, porque talvez ela tivesse razão, sei lá. Fiquei até tarde na casa do meu amigo, porque também era motivo de comemoração, e de novo um zap:
Mãe: Cê vem dormir? Me avisa.
EU: Sim, mãe, daqui a pouco tô aí.
Mãe: Ok, te espero com uma cerveja gelada.
EU: FECHOUUU, EM MEIA HORA TÔ AÍ.
Fiquei mais um pouco, fumei uns baseados e fui pra casa. Pensei que minha mãe já ia estar deitada, mas não, tava na sala com uma camisola branca transparente, sem sutiã, vendo TV.
Cumprimentei, abri a cerveja e ficamos vendo TV e conversando. Minha mãe num momento levantou pra ir no banheiro e aí vi que ela tava com uma calcinha fio-dental preta minúscula pra aquele rabão. Quando voltou do banheiro, pegou outra cerveja e disse, safada:
— Me deu uma sede agora, um calorão.
— Se a gente tomar mais uma cerveja, vou tomar um banho e trocar de roupa.
— SIM, VAI TOMAR LOGO.

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