Às vezes, quando os peões iam comer e a gente ficava sozinha uns dez minutos, o silêncio no lugar pesava uma tonelada. Ele sentava no balcão, perto de mim, e contava coisas da vida dele, de como levantou o negócio. Eu escutava ele toda boba, não só pelo que ele falava, mas pelo jeito que a mandíbula dele se mexia ao falar. Já não era só atração física; eu tava gostando do cara, gostava da segurança de homem maduro dele. Gosto de tudo nele. Chegou num ponto que a gente não conseguia mais ficar na mesma sala sem flertar. A Lili vinha às vezes e eu me sentia a pior pessoa do mundo porque, enquanto ela falava do namorado dela, eu tava pensando em como seria macio o pelo do peito do pai dela e como seria ficar com ele. Depois desses três meses, o Sergio parou de rodeio. Já não eram só olhares; ele começou a buscar contato físico de um jeito que me deixava louca. Tudo começou numa terça, perto da hora de fechar. Eu tava anotando uns pedidos e ele chegou por trás. Em vez de ficar numa distância profissional, apoiou as mãos no balcão, me rodeando com os braços sem me tocar de verdade. Senti o calor do peito dele, aquele que eu já sabia de cor, colado nas minhas costas. — Cê tá trabalhando demais, Caro — ele sussurrou quase no meu ouvido. A barba de uns dias dele roçou na minha bochecha e eu senti um arrepio —. Devia relaxar um pouco. Antes que eu pudesse responder, senti os lábios dele me dando um beijo lento e firme no pescoço, bem onde começa o ombro. Não foi acidente. Fiquei paralisada, com o coração batendo forte nas costelas. Ele não falou mais nada, só apertou meus ombros por um segundo com as mãos grandes dele e foi pra sala dele com aquela calma desesperadora. Os dias seguintes foram uma guerra de nervos. O Sergio aproveitava qualquer descuido dos peões pra me lembrar que eu tava na mira dele. Um dia entrei pra deixar um relatório e, quando tentei sair, ele me fechou a passagem. Me abraçou pela cintura, colando meu corpo no dele. Minhas curvas, minha Pompis, tudo ficou esmagado contra a firmeza dele. Foi um abraço longo, daqueles que te deixam sem ar, onde senti a respiração profunda dele no meu cabelo. —Sergio, Lili... —consegui balbuciar. —Lili não está aqui, Caro. Só nós dois —ele respondeu, me dando outro beijo, dessa vez na têmpora, antes de me soltar. Eu já não aguentava mais. Passava o dia inteiro com tesão, distraída, imaginando coisas toda vez que via ele carregar uma lata de tinta ou ajustar o cinto. Sexta-feira foi o movimento final, o calor era uma fera. Os peões vazaram assim que deram seis horas. Sergio fechou a cortina do salão e o estrondo do metal caindo soou como o começo de algo proibido. Fiquei parada perto do balcão, com a boca seca. Ele tirou a camisa por cima, ficando só naquela regata branca que deixava ver os ombros largos e os pelos escuros que tanto me obcecavam. Se aproximou de mim sem pressa, com aquela segurança de homem maduro que sabe que já venceu. —Tá há dias evitando meu olhar, magrinha —disse, me encurralando contra o balcão. Colocou as mãos na minha cintura, apertando minhas curvas com uma força que me fez soltar um gemido baixinho. Me senti minúscula na frente dele, mas nunca me senti tão desejada. Sergio se inclinou, roçando o nariz no meu, e eu já não aguentei mais. A culpa pela Lili, o medo do trampo, tudo foi pro caralho por causa do tesão acumulado de três meses. Quando os lábios dele roçaram os meus, fui eu quem cortou a distância e beijou de verdade. Tinha gosto de café, de homem e de perigo. O beijo foi faminto, desesperado, e sentir a língua dele se encontrar com a minha enquanto as mãos desciam da minha cintura pra minha bunda foi o ponto sem volta.
Mas eu entrei em pânico e saí correndo do local pra minha casa. Passei o fim de semana inteiro evitando as mensagens da Lili e remoendo o que aconteceu. Me sentia mal, mas ao mesmo tempo, o corpo ficava todo arrepiado toda vez que lembrava da força do Sergio. Na segunda-feira, voltei ao local decidida a botar limites. Mas o Sergio, com seus 48 anos e toda aquela experiência, não facilitou nada pra mim. Nas semanas seguintes, ele virou um mestre em me encurralar de mansinho. Se eu entrava no escritório pra pegar um carimbo, ele me puxava pela mão e me dava um beijo rápido, mas profundo, antes de me soltar. Eu falava "Sergio, não, por favor", mas minhas mãos ficavam grudadas no peito peludo dele um segundo a mais do que devia. Também, enquanto eu atendia clientes, ele passava por trás e colocava a mão na minha lombar, bem onde termina meu jeans e começa minha bunda. Era um toque firme, que me deixava de cabeça vazia na frente do cliente e parecia sutil. Até parecia que ele sabia que eu tava cedendo. Me procurava nos corredores dos solventes, me abraçava pela cintura e enfiava o rosto no meu pescoço, respirando fundo. "Você cheira uma delícia, Caro... não briga mais tanto comigo", ele dizia com aquela voz que me fazia vibrar até os pés. Ficamos assim até exatamente um mês depois daquele primeiro beijo. Os peões tinham ido entregar um pedido de 50 baldes e nos deixaram sozinhos. O calor tava sufocante, daqueles que dá vontade de tirar a roupa. Eu tava tentando arrumar uns pincéis, naquele dia tava de short curto, mas sentia o olhar do Sergio cravado na minha nuca desde o balcão.
Me virei pra falar pra ele parar de me olhar daquele jeito, mas ele já tava em cima de mim. —Agora você não pode mais dizer que não me quer, magrinha. Suas mãos tremem toda vez que eu chego perto —ele disse, me encurralando contra as prateleiras de metal. Dessa vez não teve aviso. Ele segurou meu rosto com aquelas mãos grandes e me beijou com uma raiva e uma fome que me fizeram perder o chão. Eu, que tinha prometido ser forte, caí por completo. Passei os braços em volta do pescoço dele, colando meu corpo no dele com um desespero que eu nem sabia que tinha. Ali mesmo, no meio do corredor das tintas, a coisa ficou pesada. As mãos dele, quentes e experientes, desceram das minhas costas pra agarrar com força minha bunda, me levantando um pouco pra eu sentir o duro que ele tava por mim. Eu não fiquei atrás; meus dedos se enterraram nos pelos do peito dele, puxando um pouco a regata, querendo sentir a pele dele. A gente tava se devorando. Ele me empurrava contra as prateleiras, fazendo os potes de tinta tilintarem, enquanto os lábios dele desciam pro meu peito, me mordendo por cima do tecido. Era puro agarramento, mão pra todo lado, respiração ofegante e o gosto um do outro queimando a gente. A gente tava no meio do depósito, à vista de qualquer um se alguém espiasse pela fresta da cortina, mas naquele momento, com a adrenalina a mil, a única coisa que importava era que eu finalmente tinha parado de lutar contra o que sentia por ele. Mas como sempre, os pedreiros nos interromperam, quase nos pegaram, ajeitamos a roupa e tudo, mas acho que eles perceberam porque o Sergio tava cheio do meu batom e minha boca tava toda amassada de tanto beijo kkkk. Depois daquele beijo do caralho naquela semana, o Sergio tava diferente. Já não era só o chefe durão; quando me olhava, os olhos dele brilhavam de um jeito que me desmontava. Um dia, enquanto os pedreiros tavam lá fora carregando um caminhão, ele me puxou num canto do balcão. —Caro, sério, você me deixa louco —ele soltou, como se fosse um moleque da minha idade, mas com aquele Voz de homem que te faz ferver—. Não consigo dormir pensando em você, em como você me olha, em como esses jeans ou shorts ficam em você. Já nem sei mais o que fazer comigo mesmo. Você me atrai. Ver aquele cara de 1,80, tão imponente e seguro, me dizendo isso com a voz trêmula, acabou de vez com minhas defesas. Não era mais só tesão, era saber que eu, com meus 1,50 e minhas curvas, tinha esse senhor aos meus pés — ou pelo menos era o que eu achava na época. Na segunda seguinte, o escritório virou nosso mundo. Fazia um calor daqueles de todo dia. Sergio, de tarde, trancou o escritório com a chave e, sem dizer uma palavra, me encurralou contra a porta. Começamos a nos beijar como se o mundo fosse acabar. No meio da fome do beijo e da adrenalina, a roupa atrapalhava. Ele tirou a camiseta e finalmente pude ver ao vivo o que tanto tinha imaginado. Era impressionante. O pelo escuro cobria o peito dele com uma densidade que dava vontade de passar a mão por tudo; tinha ombros largos e uma firmeza que não parecia de alguém de 48 anos. Eu fiquei ali, só de sutiã e com o jeans meio abaixado, apreciando cada músculo daquele torso maduro que parecia tão sólido contra meu corpo mais macio. — Você está linda, Caro... — ele rosnou, enquanto me ajudava a tirar o que restava de roupa. Me sentou na mesa dele, entre os papéis e as contas, e foi aí que ele pirou. Não teve penetração, mas não precisou pra eu sentir que ia desmaiar. Sergio se ajoelhou entre minhas pernas e começou a me devorar. Os lábios e a língua dele percorreram cada centímetro da minha pele. Começou pelas minhas coxas, apertando minhas curvas com aquelas mãos grandes que eu tanto gostava, e foi subindo. Me beijou a barriga, percorreu minha cintura com a língua e parou nos meus peitos com uma desesperação que me fazia arquear as costas. — Sergio... — mal consegui falar, enterrando meus dedos no cabelo escuro dele e sentindo o roçar da barba dele na minha pele. Ele não parava. Usava a boca como se fosse me beber inteira. todo o meu corpo, explorando cada cantinho das minhas curvas com uma paciência de expert. Eu me sentia imensa e ao mesmo tempo minúscula sob o domínio dele. O contraste do rosto dele, rústico e peludo, contra a maciez da minha pele era demais. A gente tava ali, no meio do escritório da loja de tintas, rodeados de cheiro de solvente e com o barulho dos peões lá fora, enquanto ele se virava pra eu nunca esquecer como era ser desejada por um homem de verdade. O clima no escritório tava tão pesado que quase dava pra sentir o tesão. O Sergio tava completamente perdido entre as minhas curvas, me dando beijos em lugares que eu nem sabia que eram tão sensíveis, quando de repente, uma batida seca na porta de madeira fez a gente pular da escrivaninha. — Seu Sergio! Patrão! — era a voz do Javi, um dos peões, gritando do outro lado — Já terminamos de arrumar os baldes de esmalte, o senhor quer que a gente feche a cortina da frente ou espera o frete das sete? O pânico percorreu meu corpo. Fiquei congelada, semi-vestida, só de fio dental e sutiã meio caído, sentada na escrivaninha de pernas abertas, com o coração querendo sair pela boca e a pele ainda queimando por causa da boca do Sergio. Olhei pra ele, esperando ver ele assustado, mas o Sergio tinha uma calma impressionante. Passou a mão pelos pelos do peito, respirou fundo pra controlar a agitação e vestiu a regata num movimento rápido. — Vai fechando a da frente, Javi! — respondeu o Sergio com a voz de comando, sem tremer nem um pouco — Eu termino de conferir umas notas com a Caro e já saio pra dar o pagamento de vocês. — Beleza, patrão! — ouvi o grito do Javi enquanto os passos dele se afastavam pra entrada. Eu soltei o ar que tava preso e comecei a vestir a calça jeans feito uma louca, tremendo. O Sergio chegou perto de mim, me pegou pela cintura com aquela força que me enlouquecia e me deu um beijo curto, mas possessivo, nos lábios. — Você me encanta — ele disse. — Já não dá mais Continua assim, magrinha — ele sussurrou, encostando a testa na minha enquanto me ajudava a subir o zíper da calça —. Aqui vão acabar nos pegando e não quero que seja assim. — Sérgio, é que se a Lili descobre... — comecei a dizer, mas ele colocou um dedo nos meus lábios. — A Lili não precisa saber. Mas eu preciso ficar com você sem ter que ouvir os peões gritando a cada cinco minutos. Terminei de abotoar a blusa com as mãos ainda trêmulas. Sérgio estava ali parado, encostado na escrivaninha, me olhando com uma mistura de triunfo e fome que me dava vontade de tirar tudo de novo. — Sérgio, isso é risco demais — falei baixinho, espiando pela janela do escritório pra ver se os peões já tinham ido embora —. O Javi quase entrou. Se ele nos vê, amanhã todo mundo sabe, até a Lili. Ele soltou um suspiro pesado, se aproximou de mim e me segurou pelos ombros com firmeza, me obrigando a olhar pra ele. — Eu sei, magrinha. Você tem razão. Aqui não dá — disse com aquela voz rouca que me fazia tremer —. Mas não dá mais pra deixar as coisas assim. Você me deixa doido, Caro. Sério, não paro de pensar em você desde que você chega até ir embora. — Eu também, mas... o que a gente vai fazer? — perguntei, sentindo o calor das mãos dele na minha pele. — Sábado — soltou ele sem hesitar —. A Lili vai pra Cuernavaca com a mãe dela, sai cedo. Você e eu vamos nos encontrar num hotel que conheço na saída da cidade. Lá ninguém nos conhece, ninguém vai nos incomodar. — Um hotel, Sérgio? — mordi o lábio, pensando no que aquilo significava —. Vai parecer que a gente só... você sabe. Ele sorriu de lado, aquele sorriso de homem maduro que sabe exatamente como lidar com uma mulher. Me puxou pra perto dele e me deu um beijo curto, mas que soube a promessa. — Não seja maliciosa. A gente vai conversar, Carol. Temos muito o que falar sem ninguém nos interromper com latas de tinta ou contas. Vai me dizer que não quer "papear" comigo a sós? Ri baixinho porque sabia que era o maior clichê do mundo, mas vindo dele, soava como música pros meus ouvidos e, sinceramente, eu queria mesmo ir conversar com ele e até queria estar por cima dele sentindo o pau dele kkkk mas eu me fazia de difícil. —Tá bom, Sérgio. Vamos "conversar" —respondi, enfatizando as aspas—. Mas se alguém nos ver... —Ninguém vai nos ver. Vou te mandar o local por mensagem. Sábado às oito, fechou? Concordei com a cabeça, sentindo uma mistura de medo e uma excitação que não ia me deixar dormir a semana inteira. Saí do escritório tentando disfarçar a cara, enquanto ouvia o Sérgio vestir a camiseta e começar a gritar com os peões pra terminarem de fechar o lugar. O plano tava feito. Só faltava chegar o sábado pra aquela "conversa" virar o que nós dois tava morrendo de vontade de fazer. Os dias antes do encontro no escritório foram um tormento. Eu sentia que tava andando sobre brasas e o Sérgio não ajudava em nada; pelo contrário, parecia que ele se divertia me vendo sofrer. Terça e quarta foram dias de pura tensão psicológica. No depósito, na frente dos peões, o Sérgio se comportava como o chefe mais sério do mundo, mas quando passava por mim no balcão pra pegar um café, roçava minha mão "sem querer" ou sussurrava um "Já falta menos" que me deixava de cabeça vazia enquanto eu tentava cobrar um cliente. Eu não parava de pensar que aquele homem de 1,80, com aquele peito peludo que já tinha sentido contra meu rosto, tava me chamando pra um motel. Quinta-feira a coisa ficou mais pesada. A Lili passou na loja de tintas pra deixar uns papéis pro pai dela e me convidou pra sair naquele fim de semana. —Ah, Caro! Vamos pra Cuernavaca no sábado —ela disse, encostada no balcão. Quase tive um infarto. Tive que inventar que tinha um jantar de família, enquanto sentia o olhar do Sérgio do escritório, observando nós duas. Ver ele ali, tão tranquilo, sabendo que em 48 horas ia me ter sozinha num quarto, me fazia sentir a mulher mais sem-vergonha do mundo, mas também me excitava como nada na vida. Sexta foi o dia dos preparativos. Fiquei pensando no que ia vestir. Queria algo que agradasse ele, mas que não fosse tão na cara, caso encontrasse alguém no caminho. Comprei um conjunto de lingerie preto, daqueles que realçam minhas curvas e fazem minha rabeta ficar ainda mais gostosa. Passei a tarde inteira no trabalho distraída, errando os códigos das cores, até que o Sergio chegou perto da minha mesa quando os peões estavam lá atrás. — Amanhã às oito, Caro. Não vai se arrepender — ele disse, com aquela segurança que me desmontava. — Não vou me arrepender, Sergio — respondi, segurando o olhar dele. Naquela noite quase não dormi. Ficava imaginando a tal "conversa" mil vezes na minha cabeça. Imaginava o corpo dele, de 48 anos, tão firme e peludo, sobre o meu, de 1,50. Tava nervosa, sim, mas acima de tudo tava doida pra chegar o momento de ficar a sós com ele, longe da tinta, dos peões e da sombra da Lili. Sábado finalmente chegou e eu era um emaranhado de nervos. Tomei banho com calma, vesti aquele conjunto preto que me fazia sentir poderosa e passei o perfume que ele gostava. Dirigir até o hotel foi a coisa mais longa da minha vida; cada sinal vermelho parecia uma hora. Parte 3
Mas eu entrei em pânico e saí correndo do local pra minha casa. Passei o fim de semana inteiro evitando as mensagens da Lili e remoendo o que aconteceu. Me sentia mal, mas ao mesmo tempo, o corpo ficava todo arrepiado toda vez que lembrava da força do Sergio. Na segunda-feira, voltei ao local decidida a botar limites. Mas o Sergio, com seus 48 anos e toda aquela experiência, não facilitou nada pra mim. Nas semanas seguintes, ele virou um mestre em me encurralar de mansinho. Se eu entrava no escritório pra pegar um carimbo, ele me puxava pela mão e me dava um beijo rápido, mas profundo, antes de me soltar. Eu falava "Sergio, não, por favor", mas minhas mãos ficavam grudadas no peito peludo dele um segundo a mais do que devia. Também, enquanto eu atendia clientes, ele passava por trás e colocava a mão na minha lombar, bem onde termina meu jeans e começa minha bunda. Era um toque firme, que me deixava de cabeça vazia na frente do cliente e parecia sutil. Até parecia que ele sabia que eu tava cedendo. Me procurava nos corredores dos solventes, me abraçava pela cintura e enfiava o rosto no meu pescoço, respirando fundo. "Você cheira uma delícia, Caro... não briga mais tanto comigo", ele dizia com aquela voz que me fazia vibrar até os pés. Ficamos assim até exatamente um mês depois daquele primeiro beijo. Os peões tinham ido entregar um pedido de 50 baldes e nos deixaram sozinhos. O calor tava sufocante, daqueles que dá vontade de tirar a roupa. Eu tava tentando arrumar uns pincéis, naquele dia tava de short curto, mas sentia o olhar do Sergio cravado na minha nuca desde o balcão.
Me virei pra falar pra ele parar de me olhar daquele jeito, mas ele já tava em cima de mim. —Agora você não pode mais dizer que não me quer, magrinha. Suas mãos tremem toda vez que eu chego perto —ele disse, me encurralando contra as prateleiras de metal. Dessa vez não teve aviso. Ele segurou meu rosto com aquelas mãos grandes e me beijou com uma raiva e uma fome que me fizeram perder o chão. Eu, que tinha prometido ser forte, caí por completo. Passei os braços em volta do pescoço dele, colando meu corpo no dele com um desespero que eu nem sabia que tinha. Ali mesmo, no meio do corredor das tintas, a coisa ficou pesada. As mãos dele, quentes e experientes, desceram das minhas costas pra agarrar com força minha bunda, me levantando um pouco pra eu sentir o duro que ele tava por mim. Eu não fiquei atrás; meus dedos se enterraram nos pelos do peito dele, puxando um pouco a regata, querendo sentir a pele dele. A gente tava se devorando. Ele me empurrava contra as prateleiras, fazendo os potes de tinta tilintarem, enquanto os lábios dele desciam pro meu peito, me mordendo por cima do tecido. Era puro agarramento, mão pra todo lado, respiração ofegante e o gosto um do outro queimando a gente. A gente tava no meio do depósito, à vista de qualquer um se alguém espiasse pela fresta da cortina, mas naquele momento, com a adrenalina a mil, a única coisa que importava era que eu finalmente tinha parado de lutar contra o que sentia por ele. Mas como sempre, os pedreiros nos interromperam, quase nos pegaram, ajeitamos a roupa e tudo, mas acho que eles perceberam porque o Sergio tava cheio do meu batom e minha boca tava toda amassada de tanto beijo kkkk. Depois daquele beijo do caralho naquela semana, o Sergio tava diferente. Já não era só o chefe durão; quando me olhava, os olhos dele brilhavam de um jeito que me desmontava. Um dia, enquanto os pedreiros tavam lá fora carregando um caminhão, ele me puxou num canto do balcão. —Caro, sério, você me deixa louco —ele soltou, como se fosse um moleque da minha idade, mas com aquele Voz de homem que te faz ferver—. Não consigo dormir pensando em você, em como você me olha, em como esses jeans ou shorts ficam em você. Já nem sei mais o que fazer comigo mesmo. Você me atrai. Ver aquele cara de 1,80, tão imponente e seguro, me dizendo isso com a voz trêmula, acabou de vez com minhas defesas. Não era mais só tesão, era saber que eu, com meus 1,50 e minhas curvas, tinha esse senhor aos meus pés — ou pelo menos era o que eu achava na época. Na segunda seguinte, o escritório virou nosso mundo. Fazia um calor daqueles de todo dia. Sergio, de tarde, trancou o escritório com a chave e, sem dizer uma palavra, me encurralou contra a porta. Começamos a nos beijar como se o mundo fosse acabar. No meio da fome do beijo e da adrenalina, a roupa atrapalhava. Ele tirou a camiseta e finalmente pude ver ao vivo o que tanto tinha imaginado. Era impressionante. O pelo escuro cobria o peito dele com uma densidade que dava vontade de passar a mão por tudo; tinha ombros largos e uma firmeza que não parecia de alguém de 48 anos. Eu fiquei ali, só de sutiã e com o jeans meio abaixado, apreciando cada músculo daquele torso maduro que parecia tão sólido contra meu corpo mais macio. — Você está linda, Caro... — ele rosnou, enquanto me ajudava a tirar o que restava de roupa. Me sentou na mesa dele, entre os papéis e as contas, e foi aí que ele pirou. Não teve penetração, mas não precisou pra eu sentir que ia desmaiar. Sergio se ajoelhou entre minhas pernas e começou a me devorar. Os lábios e a língua dele percorreram cada centímetro da minha pele. Começou pelas minhas coxas, apertando minhas curvas com aquelas mãos grandes que eu tanto gostava, e foi subindo. Me beijou a barriga, percorreu minha cintura com a língua e parou nos meus peitos com uma desesperação que me fazia arquear as costas. — Sergio... — mal consegui falar, enterrando meus dedos no cabelo escuro dele e sentindo o roçar da barba dele na minha pele. Ele não parava. Usava a boca como se fosse me beber inteira. todo o meu corpo, explorando cada cantinho das minhas curvas com uma paciência de expert. Eu me sentia imensa e ao mesmo tempo minúscula sob o domínio dele. O contraste do rosto dele, rústico e peludo, contra a maciez da minha pele era demais. A gente tava ali, no meio do escritório da loja de tintas, rodeados de cheiro de solvente e com o barulho dos peões lá fora, enquanto ele se virava pra eu nunca esquecer como era ser desejada por um homem de verdade. O clima no escritório tava tão pesado que quase dava pra sentir o tesão. O Sergio tava completamente perdido entre as minhas curvas, me dando beijos em lugares que eu nem sabia que eram tão sensíveis, quando de repente, uma batida seca na porta de madeira fez a gente pular da escrivaninha. — Seu Sergio! Patrão! — era a voz do Javi, um dos peões, gritando do outro lado — Já terminamos de arrumar os baldes de esmalte, o senhor quer que a gente feche a cortina da frente ou espera o frete das sete? O pânico percorreu meu corpo. Fiquei congelada, semi-vestida, só de fio dental e sutiã meio caído, sentada na escrivaninha de pernas abertas, com o coração querendo sair pela boca e a pele ainda queimando por causa da boca do Sergio. Olhei pra ele, esperando ver ele assustado, mas o Sergio tinha uma calma impressionante. Passou a mão pelos pelos do peito, respirou fundo pra controlar a agitação e vestiu a regata num movimento rápido. — Vai fechando a da frente, Javi! — respondeu o Sergio com a voz de comando, sem tremer nem um pouco — Eu termino de conferir umas notas com a Caro e já saio pra dar o pagamento de vocês. — Beleza, patrão! — ouvi o grito do Javi enquanto os passos dele se afastavam pra entrada. Eu soltei o ar que tava preso e comecei a vestir a calça jeans feito uma louca, tremendo. O Sergio chegou perto de mim, me pegou pela cintura com aquela força que me enlouquecia e me deu um beijo curto, mas possessivo, nos lábios. — Você me encanta — ele disse. — Já não dá mais Continua assim, magrinha — ele sussurrou, encostando a testa na minha enquanto me ajudava a subir o zíper da calça —. Aqui vão acabar nos pegando e não quero que seja assim. — Sérgio, é que se a Lili descobre... — comecei a dizer, mas ele colocou um dedo nos meus lábios. — A Lili não precisa saber. Mas eu preciso ficar com você sem ter que ouvir os peões gritando a cada cinco minutos. Terminei de abotoar a blusa com as mãos ainda trêmulas. Sérgio estava ali parado, encostado na escrivaninha, me olhando com uma mistura de triunfo e fome que me dava vontade de tirar tudo de novo. — Sérgio, isso é risco demais — falei baixinho, espiando pela janela do escritório pra ver se os peões já tinham ido embora —. O Javi quase entrou. Se ele nos vê, amanhã todo mundo sabe, até a Lili. Ele soltou um suspiro pesado, se aproximou de mim e me segurou pelos ombros com firmeza, me obrigando a olhar pra ele. — Eu sei, magrinha. Você tem razão. Aqui não dá — disse com aquela voz rouca que me fazia tremer —. Mas não dá mais pra deixar as coisas assim. Você me deixa doido, Caro. Sério, não paro de pensar em você desde que você chega até ir embora. — Eu também, mas... o que a gente vai fazer? — perguntei, sentindo o calor das mãos dele na minha pele. — Sábado — soltou ele sem hesitar —. A Lili vai pra Cuernavaca com a mãe dela, sai cedo. Você e eu vamos nos encontrar num hotel que conheço na saída da cidade. Lá ninguém nos conhece, ninguém vai nos incomodar. — Um hotel, Sérgio? — mordi o lábio, pensando no que aquilo significava —. Vai parecer que a gente só... você sabe. Ele sorriu de lado, aquele sorriso de homem maduro que sabe exatamente como lidar com uma mulher. Me puxou pra perto dele e me deu um beijo curto, mas que soube a promessa. — Não seja maliciosa. A gente vai conversar, Carol. Temos muito o que falar sem ninguém nos interromper com latas de tinta ou contas. Vai me dizer que não quer "papear" comigo a sós? Ri baixinho porque sabia que era o maior clichê do mundo, mas vindo dele, soava como música pros meus ouvidos e, sinceramente, eu queria mesmo ir conversar com ele e até queria estar por cima dele sentindo o pau dele kkkk mas eu me fazia de difícil. —Tá bom, Sérgio. Vamos "conversar" —respondi, enfatizando as aspas—. Mas se alguém nos ver... —Ninguém vai nos ver. Vou te mandar o local por mensagem. Sábado às oito, fechou? Concordei com a cabeça, sentindo uma mistura de medo e uma excitação que não ia me deixar dormir a semana inteira. Saí do escritório tentando disfarçar a cara, enquanto ouvia o Sérgio vestir a camiseta e começar a gritar com os peões pra terminarem de fechar o lugar. O plano tava feito. Só faltava chegar o sábado pra aquela "conversa" virar o que nós dois tava morrendo de vontade de fazer. Os dias antes do encontro no escritório foram um tormento. Eu sentia que tava andando sobre brasas e o Sérgio não ajudava em nada; pelo contrário, parecia que ele se divertia me vendo sofrer. Terça e quarta foram dias de pura tensão psicológica. No depósito, na frente dos peões, o Sérgio se comportava como o chefe mais sério do mundo, mas quando passava por mim no balcão pra pegar um café, roçava minha mão "sem querer" ou sussurrava um "Já falta menos" que me deixava de cabeça vazia enquanto eu tentava cobrar um cliente. Eu não parava de pensar que aquele homem de 1,80, com aquele peito peludo que já tinha sentido contra meu rosto, tava me chamando pra um motel. Quinta-feira a coisa ficou mais pesada. A Lili passou na loja de tintas pra deixar uns papéis pro pai dela e me convidou pra sair naquele fim de semana. —Ah, Caro! Vamos pra Cuernavaca no sábado —ela disse, encostada no balcão. Quase tive um infarto. Tive que inventar que tinha um jantar de família, enquanto sentia o olhar do Sérgio do escritório, observando nós duas. Ver ele ali, tão tranquilo, sabendo que em 48 horas ia me ter sozinha num quarto, me fazia sentir a mulher mais sem-vergonha do mundo, mas também me excitava como nada na vida. Sexta foi o dia dos preparativos. Fiquei pensando no que ia vestir. Queria algo que agradasse ele, mas que não fosse tão na cara, caso encontrasse alguém no caminho. Comprei um conjunto de lingerie preto, daqueles que realçam minhas curvas e fazem minha rabeta ficar ainda mais gostosa. Passei a tarde inteira no trabalho distraída, errando os códigos das cores, até que o Sergio chegou perto da minha mesa quando os peões estavam lá atrás. — Amanhã às oito, Caro. Não vai se arrepender — ele disse, com aquela segurança que me desmontava. — Não vou me arrepender, Sergio — respondi, segurando o olhar dele. Naquela noite quase não dormi. Ficava imaginando a tal "conversa" mil vezes na minha cabeça. Imaginava o corpo dele, de 48 anos, tão firme e peludo, sobre o meu, de 1,50. Tava nervosa, sim, mas acima de tudo tava doida pra chegar o momento de ficar a sós com ele, longe da tinta, dos peões e da sombra da Lili. Sábado finalmente chegou e eu era um emaranhado de nervos. Tomei banho com calma, vesti aquele conjunto preto que me fazia sentir poderosa e passei o perfume que ele gostava. Dirigir até o hotel foi a coisa mais longa da minha vida; cada sinal vermelho parecia uma hora. Parte 3
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