A gravidez avançava numa calma aparente por fora, mas com um fogo subterrâneo que nunca se apagava. Ramiro vivia numa nuvem de felicidade: comprava roupinha de bebê no mercado, falava de nomes (se fosse menino, Ramiro Jr.; se fosse menina, algo como Maria ou Guadalupe), e toda noite colocava a mão na barriga de Karina pra sentir os chutinhos, convencido de que era o milagre tardio dele. Karina sorria, concordava, deixava ele beijar a testa dela. Mas cada carinho de Ramiro lembrava ela da mentira que carregava na barriga.
Javier e Karina, enquanto isso, encontraram jeitos de se verem escondidos. No começo, foram momentos rápidos e perigosos dentro da própria casa: quando Ramiro saía pro turno da manhã, Karina entrava no quarto com Javier sem dizer nada. Tiravam a roupa em silêncio, com uma urgência contida.
Javier deitava ela de lado — pra não pressionar a barriga que já crescia — e a penetrava devagar por trás, uma mão no peito dela, inchado e sensível, a outra na cintura. Karina gemia baixinho contra o travesseiro, sentindo a buceta dela se abrir mais fácil por causa da gravidez, mais molhada, mais sensível. Javier entrava fundo, se movendo num ritmo lento mas firme, beijando a nuca dela, sussurrando “você tá tão diferente… tão gostosa… tão minha”. Ela gozava tremendo, se contraindo em volta dele até Javier gozar dentro, enchendo ela de novo, como se selassem o segredo deles a cada gozada.
Mas a casa tava ficando cada vez mais arriscada. Ramiro começou a chegar mais cedo, ou esquecer alguma coisa e voltar de repente. Uma vez quase pegou eles: Karina saiu do quarto com o cabelo bagunçado e as bochechas vermelhas bem na hora que Ramiro entrava pela porta da frente. Ela fingiu que tinha ido “pegar uma blusa velha” e Ramiro não perguntou mais, mas olhou pra ela um segundo a mais.
Resolveram procurar mais privacidade. Javier, com o dinheiro que juntava da maquila, propôs um plano. Numa tarde de sábado, quando Ramiro foi visitar um amigo no bairro vizinho, Javier falou pra Karina:
— Vamos pra um motel. Só umas horas. Ninguém vai nos ver. Ninguém vai saber.
Karina hesitou no começo — a barriga já aparecia por baixo da roupa larga —, mas o desejo foi mais forte. Ela se arrumou com um vestido solto, colocou o xale cruzado e saíram "pra comprar coisas pro bebê".
Pegaram um táxi até um hotel simples nos arredores de São Luís: quartos por hora, discreto, com estacionamento nos fundos e entrada independente. Javier pagou em dinheiro e pediu um quarto no andar de cima.
Mal fecharam a porta, a urgência explodiu. Karina tirou o xale e o vestido num movimento só, ficando de roupa íntima simples que mal segurava os peitos inchados e a barriga redonda. Javier olhou pra ela com fome crua: a pele morena brilhando sob a luz fraca, os mamilos escuros e eretos, a curva da gravidez que a deixava mais voluptuosa, mais gostosa.
Ele deitou ela na cama com cuidado, mas sem delicadeza. Puxou a calcinha dela devagar, beijando cada centímetro das coxas grossas. Karina abriu as pernas, mostrando a buceta inchada e molhada por causa da gravidez. Javier se ajoelhou entre elas e devorou ela com a boca: língua lisa lambendo de baixo até o clitóris, chupando com força enquanto dois dedos entravam fundo, curvando pra tocar aquele ponto que fazia ela arquear. Karina tapou a boca com a mão pra não gritar, mas os gemidos escapavam mesmo assim: “Javier… isso… aí… não para…”.
Ele levou ela no limite várias vezes, parando bem antes do orgasmo pra fazer ela implorar. Depois subiu em cima, apoiando o peso nos braços pra não esmagar ela. Meteu devagar no começo, sentindo como a buceta dela apertava mais por causa das mudanças hormonais. Karina ofegou quando ele entrou até o fundo, sentindo cada veia do pau roçando nas paredes sensíveis dela.
—Você é tão gostoso… tão cheio… —sussurrou ela, cravando as unhas nas costas dele.
Javier acelerou: estocadas profundas e ritmadas, a barriga de Karina roçando no abdômen dele a cada movimento. Baixou a cabeça e pegou um mamilo na boca, chupando com força enquanto continuava fodendo ela.
Karina gozou primeiro: um orgasmo intenso que fez ela tremer, jatos quentes molhando os lençóis e o pau de Javier. Ele veio junto segundos depois, empurrando até o fundo e derramando dentro dela em jatos grossos, gemendo o nome dela contra o pescoço.
Ficaram abraçados um tempão, suados, respirando pesado. Javier colocou a mão na barriga dela e sentiu um chute suave.
—É forte —falou ele, com a voz rouca.
Karina sorriu com tristeza.
—É nosso. E o Ramiro nunca vai saber.
Voltaram pra casa antes do Ramiro chegar, com as bochechas vermelhas e o segredo mais pesado do que nunca. Nas semanas seguintes, repetiram o ritual duas ou três vezes mais: saídas “pro mercado” ou “pro médico”. Quartos de hotel pagos em dinheiro, horas roubadas onde se entregavam sem limites. Javier pegava ela de todos os jeitos que a gravidez permitia: de lado, ela por cima cavalgando com cuidado, de joelhos enquanto ele a penetrava por trás com uma mão na barriga dela pra sentir os chutinhos ao mesmo tempo que a fodia.
Cada vez terminavam chorando em silêncio depois do clímax: de prazer, de culpa, de medo de que tudo desabasse quando o bebê nascesse.
A gravidez continuava avançando. Ramiro continuava achando que era dele. E Javier e Karina continuavam roubando momentos, sabendo que cada encontro era um passo mais perto do dia em que a verdade — ou a mentira — explodiria.
Ramiro tomou a decisão numa noite de outubro, quando o ar de San Luis já trazia o frio seco do norte. Estava sentado na mesa da cozinha, contando as economias num caderno velho: o que Javier e ele juntavam a cada quinzena, o pouco que Karina juntava vendendo tortillas e tamales no mercado.
A gravidez de Karina avançava — seis meses já, a barriga redonda e firme por baixo das blusas largas —, e Ramiro tocava nela todo dia com uma mistura de orgulho e carinho que fazia Karina sentir um nó eterno na garganta.
— Véia, não aguento mais pagar aluguel — disse Ramiro, fechando o caderno com um baque seco —. Essa casinha tá nos comendo vivos. O dono aumentou o aluguel de novo, e com o moleque que vem aí… a gente precisa de algo nosso, o José já tem a família dele e não dá mais pra pedir ajuda, ele também tem os gastos dele.
Karina levantou os olhos do metate onde moía nixtamal, as mãos parando.
— O que cê pretende fazer?
Ramiro coçou a barba rala, olhando pro teto rachado.
— Volto pra Monterrey. O José me disse que na construtora onde ele trabalha tem trampo fixo pra supervisor. Pagam o dobro do que aqui na fábrica. Com hora extra e bônus, em um ano ou um ano e meio junto o suficiente. Vendemos as terras na serra — as que sobraram dos meus pais, as que nunca usamos — e com isso compramos essa casa que a gente aluga. Ou uma parecida, mas nossa. De bloco, com quintal grande pro guri.
Karina sentiu um frio subir pelas costas. Monterrey. Longe. Só ela e Javier em casa, com o bebê crescendo. O segredo que já era uma vida dentro dela ficaria ainda mais pesado sem o Ramiro como escudo.
— E cê vai deixar a gente sozinho? — perguntou, voz baixa, fingindo preocupação.
Ramiro pegou a mão dela, sorrindo.
— Sozinho não. O Javier tá aqui. Ele cuida de você, e com o moleque… vai ser bom o irmão mais velho ficar por perto. Além disso, o José e a Ana tão lá. Se acontecer alguma coisa, não tô tão longe. E mando grana todo mês. Em seis meses a gente já vê se compra.
Karina concordou devagar, os olhos baixos.
— Se cê acha que é o melhor…
Ramiro beijou a testa dela.
— É o melhor pra nós três… quatro. Pra família.
Javier, que tinha ouvido tudo do corredor, entrou fingindo que acabava de chegar do banheiro. Olhou pro pai com um sorriso forçado. —Vai pra Monterrey, pai?
Ramiro assentiu orgulhoso.
—Sim, filhão. Pra gente ter uma casa própria. Você cuida da sua mãe e do irmãozinho que vem vindo. Vai sim, né?
Javier engoliu seco, balançando a cabeça.
—Claro, pai. Pode deixar.
Ramiro partiu duas semanas depois. Vendeu as terras na serra por telefone pra um compadre da cidade — um terreno de umas poucas hectares de milharal e mato que nunca tinha dado muito, mas que um comprador do litoral queria pra expandir os pomares de abacate. Pagaram o justo: uns 800.000 pesos em dinheiro, mais ou menos, depois de comissões e burocracia. Não era uma fortuna, mas com o que Ramiro ia ganhar em Monterrey (uns 18.000 a 22.000 pesos por mês na construtora, com horas extras), mais o que Javier juntava, em um ano dava pra dar a entrada e comprar a casinha alugada ou uma parecida na periferia industrial: 1,5 a 2,5 milhões de pesos, dependendo das que viam nos anúncios do Facebook e Vivanuncios.
Ramiro foi embora no ônibus noturno, com uma maleta pequena e promessas de ligações diárias. Beijou a barriga da Karina, abraçou forte o Javier e disse:
—Cuidem-se. Amo muito vocês.
Quando o ônibus sumiu na estrada, Karina e Javier ficaram na porta, olhando as luzes traseiras desaparecerem. O silêncio da casa foi imediato, pesado, carregado.
Karina passou a mão na barriga, sentindo um chute forte.
—Agora estamos sozinhos — sussurrou.
Javier abraçou ela por trás, colocando a mão por cima da dela na barriga.
—Sozinhos com ele — disse, com a voz rouca —. E com o que está por vir.
Naquela noite, sem precisar se esconder, entraram no quarto principal — a cama de Ramiro, agora vazia do cheiro dele —. Se despentiram devagar. Javier beijou cada centímetro do corpo transformado de Karina: peitos inchados e sensíveis que vazavam um pouco de colostro quando ele chupava, barriga redonda que se enrijecia a cada carícia, coxas mais grossas por causa da gravidez. Ele penetrou ela de lado, com cuidado mas fundo, sentindo como a buceta dela recebia ele mais fácil, mais quente. Karina gemeu sem se segurar pela primeira vez em meses, cravando as unhas no braço dele enquanto ele empurrava lento e forte.
—Você tá tão cheia… tão minha — sussurrou Javier no ouvido dela.
Karina gozou tremendo, se contraindo em volta dele até Javier se derramar dentro, enchendo ela de novo, como se o bebê que crescia fosse testemunha silenciosa da união proibida deles.
Os dias seguintes foram uma rotina nova e perigosa: trabalho, casa, sexo sem pressa. Saíam “pro médico” ou “pro mercado” e terminavam na cama, testando posições que a barriga permitia: ela por cima cavalgando devagar, ele por trás com uma mão na barriga sentindo os chutes enquanto comia ela. Cada encontro era mais intenso, mais emocional: beijos com lágrimas, promessas sussurradas de que “vamos criar ele juntos, mesmo que seja assim”.
Ramiro ligava toda noite: “Como tá minha mulher e meu filho? Ele mexe muito? Mando dinheiro na sexta”. Karina respondia com voz doce, Javier no fundo dizendo “tudo bem, pai”.
Mas dentro de casa, o segredo crescia junto com a barriga de Karina. O bebê chutava mais forte a cada dia, e eles sabiam que, quando nascesse, a mentira ia ter cara, nome e olhos que talvez se parecessem demais com Javier.
Javier e Karina, enquanto isso, encontraram jeitos de se verem escondidos. No começo, foram momentos rápidos e perigosos dentro da própria casa: quando Ramiro saía pro turno da manhã, Karina entrava no quarto com Javier sem dizer nada. Tiravam a roupa em silêncio, com uma urgência contida.Javier deitava ela de lado — pra não pressionar a barriga que já crescia — e a penetrava devagar por trás, uma mão no peito dela, inchado e sensível, a outra na cintura. Karina gemia baixinho contra o travesseiro, sentindo a buceta dela se abrir mais fácil por causa da gravidez, mais molhada, mais sensível. Javier entrava fundo, se movendo num ritmo lento mas firme, beijando a nuca dela, sussurrando “você tá tão diferente… tão gostosa… tão minha”. Ela gozava tremendo, se contraindo em volta dele até Javier gozar dentro, enchendo ela de novo, como se selassem o segredo deles a cada gozada.
Mas a casa tava ficando cada vez mais arriscada. Ramiro começou a chegar mais cedo, ou esquecer alguma coisa e voltar de repente. Uma vez quase pegou eles: Karina saiu do quarto com o cabelo bagunçado e as bochechas vermelhas bem na hora que Ramiro entrava pela porta da frente. Ela fingiu que tinha ido “pegar uma blusa velha” e Ramiro não perguntou mais, mas olhou pra ela um segundo a mais.
Resolveram procurar mais privacidade. Javier, com o dinheiro que juntava da maquila, propôs um plano. Numa tarde de sábado, quando Ramiro foi visitar um amigo no bairro vizinho, Javier falou pra Karina:
— Vamos pra um motel. Só umas horas. Ninguém vai nos ver. Ninguém vai saber.
Karina hesitou no começo — a barriga já aparecia por baixo da roupa larga —, mas o desejo foi mais forte. Ela se arrumou com um vestido solto, colocou o xale cruzado e saíram "pra comprar coisas pro bebê".Pegaram um táxi até um hotel simples nos arredores de São Luís: quartos por hora, discreto, com estacionamento nos fundos e entrada independente. Javier pagou em dinheiro e pediu um quarto no andar de cima.
Mal fecharam a porta, a urgência explodiu. Karina tirou o xale e o vestido num movimento só, ficando de roupa íntima simples que mal segurava os peitos inchados e a barriga redonda. Javier olhou pra ela com fome crua: a pele morena brilhando sob a luz fraca, os mamilos escuros e eretos, a curva da gravidez que a deixava mais voluptuosa, mais gostosa.
Ele deitou ela na cama com cuidado, mas sem delicadeza. Puxou a calcinha dela devagar, beijando cada centímetro das coxas grossas. Karina abriu as pernas, mostrando a buceta inchada e molhada por causa da gravidez. Javier se ajoelhou entre elas e devorou ela com a boca: língua lisa lambendo de baixo até o clitóris, chupando com força enquanto dois dedos entravam fundo, curvando pra tocar aquele ponto que fazia ela arquear. Karina tapou a boca com a mão pra não gritar, mas os gemidos escapavam mesmo assim: “Javier… isso… aí… não para…”.Ele levou ela no limite várias vezes, parando bem antes do orgasmo pra fazer ela implorar. Depois subiu em cima, apoiando o peso nos braços pra não esmagar ela. Meteu devagar no começo, sentindo como a buceta dela apertava mais por causa das mudanças hormonais. Karina ofegou quando ele entrou até o fundo, sentindo cada veia do pau roçando nas paredes sensíveis dela.
—Você é tão gostoso… tão cheio… —sussurrou ela, cravando as unhas nas costas dele.
Javier acelerou: estocadas profundas e ritmadas, a barriga de Karina roçando no abdômen dele a cada movimento. Baixou a cabeça e pegou um mamilo na boca, chupando com força enquanto continuava fodendo ela.
Karina gozou primeiro: um orgasmo intenso que fez ela tremer, jatos quentes molhando os lençóis e o pau de Javier. Ele veio junto segundos depois, empurrando até o fundo e derramando dentro dela em jatos grossos, gemendo o nome dela contra o pescoço.
Ficaram abraçados um tempão, suados, respirando pesado. Javier colocou a mão na barriga dela e sentiu um chute suave.
—É forte —falou ele, com a voz rouca.
Karina sorriu com tristeza.
—É nosso. E o Ramiro nunca vai saber.
Voltaram pra casa antes do Ramiro chegar, com as bochechas vermelhas e o segredo mais pesado do que nunca. Nas semanas seguintes, repetiram o ritual duas ou três vezes mais: saídas “pro mercado” ou “pro médico”. Quartos de hotel pagos em dinheiro, horas roubadas onde se entregavam sem limites. Javier pegava ela de todos os jeitos que a gravidez permitia: de lado, ela por cima cavalgando com cuidado, de joelhos enquanto ele a penetrava por trás com uma mão na barriga dela pra sentir os chutinhos ao mesmo tempo que a fodia.
Cada vez terminavam chorando em silêncio depois do clímax: de prazer, de culpa, de medo de que tudo desabasse quando o bebê nascesse.A gravidez continuava avançando. Ramiro continuava achando que era dele. E Javier e Karina continuavam roubando momentos, sabendo que cada encontro era um passo mais perto do dia em que a verdade — ou a mentira — explodiria.
Ramiro tomou a decisão numa noite de outubro, quando o ar de San Luis já trazia o frio seco do norte. Estava sentado na mesa da cozinha, contando as economias num caderno velho: o que Javier e ele juntavam a cada quinzena, o pouco que Karina juntava vendendo tortillas e tamales no mercado.
A gravidez de Karina avançava — seis meses já, a barriga redonda e firme por baixo das blusas largas —, e Ramiro tocava nela todo dia com uma mistura de orgulho e carinho que fazia Karina sentir um nó eterno na garganta.— Véia, não aguento mais pagar aluguel — disse Ramiro, fechando o caderno com um baque seco —. Essa casinha tá nos comendo vivos. O dono aumentou o aluguel de novo, e com o moleque que vem aí… a gente precisa de algo nosso, o José já tem a família dele e não dá mais pra pedir ajuda, ele também tem os gastos dele.
Karina levantou os olhos do metate onde moía nixtamal, as mãos parando.
— O que cê pretende fazer?
Ramiro coçou a barba rala, olhando pro teto rachado.
— Volto pra Monterrey. O José me disse que na construtora onde ele trabalha tem trampo fixo pra supervisor. Pagam o dobro do que aqui na fábrica. Com hora extra e bônus, em um ano ou um ano e meio junto o suficiente. Vendemos as terras na serra — as que sobraram dos meus pais, as que nunca usamos — e com isso compramos essa casa que a gente aluga. Ou uma parecida, mas nossa. De bloco, com quintal grande pro guri.
Karina sentiu um frio subir pelas costas. Monterrey. Longe. Só ela e Javier em casa, com o bebê crescendo. O segredo que já era uma vida dentro dela ficaria ainda mais pesado sem o Ramiro como escudo.
— E cê vai deixar a gente sozinho? — perguntou, voz baixa, fingindo preocupação.
Ramiro pegou a mão dela, sorrindo.
— Sozinho não. O Javier tá aqui. Ele cuida de você, e com o moleque… vai ser bom o irmão mais velho ficar por perto. Além disso, o José e a Ana tão lá. Se acontecer alguma coisa, não tô tão longe. E mando grana todo mês. Em seis meses a gente já vê se compra.
Karina concordou devagar, os olhos baixos.
— Se cê acha que é o melhor…
Ramiro beijou a testa dela.
— É o melhor pra nós três… quatro. Pra família.
Javier, que tinha ouvido tudo do corredor, entrou fingindo que acabava de chegar do banheiro. Olhou pro pai com um sorriso forçado. —Vai pra Monterrey, pai?
Ramiro assentiu orgulhoso.
—Sim, filhão. Pra gente ter uma casa própria. Você cuida da sua mãe e do irmãozinho que vem vindo. Vai sim, né?
Javier engoliu seco, balançando a cabeça.
—Claro, pai. Pode deixar.
Ramiro partiu duas semanas depois. Vendeu as terras na serra por telefone pra um compadre da cidade — um terreno de umas poucas hectares de milharal e mato que nunca tinha dado muito, mas que um comprador do litoral queria pra expandir os pomares de abacate. Pagaram o justo: uns 800.000 pesos em dinheiro, mais ou menos, depois de comissões e burocracia. Não era uma fortuna, mas com o que Ramiro ia ganhar em Monterrey (uns 18.000 a 22.000 pesos por mês na construtora, com horas extras), mais o que Javier juntava, em um ano dava pra dar a entrada e comprar a casinha alugada ou uma parecida na periferia industrial: 1,5 a 2,5 milhões de pesos, dependendo das que viam nos anúncios do Facebook e Vivanuncios.
Ramiro foi embora no ônibus noturno, com uma maleta pequena e promessas de ligações diárias. Beijou a barriga da Karina, abraçou forte o Javier e disse:—Cuidem-se. Amo muito vocês.
Quando o ônibus sumiu na estrada, Karina e Javier ficaram na porta, olhando as luzes traseiras desaparecerem. O silêncio da casa foi imediato, pesado, carregado.
Karina passou a mão na barriga, sentindo um chute forte.—Agora estamos sozinhos — sussurrou.
Javier abraçou ela por trás, colocando a mão por cima da dela na barriga.
—Sozinhos com ele — disse, com a voz rouca —. E com o que está por vir.
Naquela noite, sem precisar se esconder, entraram no quarto principal — a cama de Ramiro, agora vazia do cheiro dele —. Se despentiram devagar. Javier beijou cada centímetro do corpo transformado de Karina: peitos inchados e sensíveis que vazavam um pouco de colostro quando ele chupava, barriga redonda que se enrijecia a cada carícia, coxas mais grossas por causa da gravidez. Ele penetrou ela de lado, com cuidado mas fundo, sentindo como a buceta dela recebia ele mais fácil, mais quente. Karina gemeu sem se segurar pela primeira vez em meses, cravando as unhas no braço dele enquanto ele empurrava lento e forte.
—Você tá tão cheia… tão minha — sussurrou Javier no ouvido dela.
Karina gozou tremendo, se contraindo em volta dele até Javier se derramar dentro, enchendo ela de novo, como se o bebê que crescia fosse testemunha silenciosa da união proibida deles.
Os dias seguintes foram uma rotina nova e perigosa: trabalho, casa, sexo sem pressa. Saíam “pro médico” ou “pro mercado” e terminavam na cama, testando posições que a barriga permitia: ela por cima cavalgando devagar, ele por trás com uma mão na barriga sentindo os chutes enquanto comia ela. Cada encontro era mais intenso, mais emocional: beijos com lágrimas, promessas sussurradas de que “vamos criar ele juntos, mesmo que seja assim”.
Ramiro ligava toda noite: “Como tá minha mulher e meu filho? Ele mexe muito? Mando dinheiro na sexta”. Karina respondia com voz doce, Javier no fundo dizendo “tudo bem, pai”.
Mas dentro de casa, o segredo crescia junto com a barriga de Karina. O bebê chutava mais forte a cada dia, e eles sabiam que, quando nascesse, a mentira ia ter cara, nome e olhos que talvez se parecessem demais com Javier.
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