Naquela manhã, o despertador tocou mais cedo que de costume, mas eu já estava acordado. Tinha os olhos cravados no teto, sentindo aquele vazio no estômago que te faz saber que você é só um espectador da sua própria desgraça. Do meu lado, Dani espreguiçou com um sorriso que não era pra mim; era o sorriso de quem sabe que hoje é o prato principal. Fiquei calado, fingindo que tava dormindo, enquanto via ela ir direto pra gaveta de lingerie. Escutei o barulho da seda, aquele roçar suave que subiu meus ovos até a garganta. Ela vestiu na frente do espelho, de costas pra mim, me presenteando com a visão daquele vermelho furioso cortando a bunda dela. Era uma marca de propriedade. Subiu a calça social, aquela que vestia como uma segunda pele, e passou a mão no quadril pra ajustar o elástico. Tava se preparando pro "chefe", e eu, da cama, era a testemunha muda de como minha mulher se fantasiava de puta de luxo.
— Ficou bom em mim, gordão? — ela soltou do nada, enquanto passava aquele batom vermelho que dava vontade de ser mordido inteiro.
Não tava perguntando como sua namorada que vai pro escritório; tava perguntando pra ver se eu, no meu papel de corno manso, aprovava o uniforme com que o Gerente ia desmontar ela às 10 da manhã. Me deu um beijo seco na testa, daqueles que você ganha quando já não tem mais respeito, só pena, e senti o cheiro do perfume dela se misturando com minha humilhação.
— Hoje chego tarde, amor. O Gerente pediu pra eu ficar pra ajudar no fechamento do VIP — ela disse, com a maior cara de pau do mundo enquanto calçava os saltos agulha.
Ela foi embora e o silêncio da casa me gritou a verdade: Em duas horas, aquelas mãos que tinham me acariciado iam estar servindo um café, e aquela calça preta ia acabar pendurada no cabide de um escritório enquanto o "caveirão" cobrava o aluguel da vaga fixa.
Às 9:50 da manhã, o celular vibrou. Meu coração deu um pulo. Era ela. Abri o chat e fiquei sem ar. Era uma foto no espelho do banheiro do VIP: mármore preto, luzes dicroicas e ela... puta merda, tinha soltado o coque. Tava com o cabelo bagunçado, apoiando aquele rabão na pia e com a calça nos joelhos. Mostrando aquela bunda imperial alargada pela calcinha fio dental vermelha se enfiando no meio. Pelo ângulo da foto e o brilho na virilha dela, dava pra ver que tava escorrendo. Tava pronta.
Abaixo, a mensagem pra me deixar manso:
"Essa foto tirei pra você, amor... olha a deusa que você tem em casa. Me cuida que aqui os urubu tão de olho hahaha mentira... cê sabe que sou toda sua, bebê. Cê é o único que me deixa assim tão dengosa. Te amo."
"Toda sua"... a grande mentira. Eu sabia que aquela foto era o troféu de guerra que ela tirava depois que o chefe dava o aval pra lingerie. Era a foto de uma mulher que acabava de ser marcada.
O Retorno: "Fazendo méritos"
Chegou meia-noite, mais "elétrica" do que nunca. Entrou jogando as chaves e se pendurou no meu pescoço. Tinha aquele cheiro... uma mistura do perfume dela com um aroma de tabaco de cachimbo, o mesmo que eu sabia que o Gerente fumava.
— Você não sabe o quanto eu ralei, gordão — ela dizia, procurando minha boca desesperadamente—. O chefe é um anjo. Disse que nenhuma mina tem o meu comprometimento. A gente ficou no VIP revisando planilhas e, se eu continuar assim, em dois meses viro efetiva. Sabe o quanto eu lutei por um trampo fixo e bem pago? Sentou no meu colo e começou a contar como o cara "ensinava" ela. — Ele fala que sou a mão direita dele... é super gente boa, gordão. Quer que eu seja a "preferida" porque sou a mais caprichosa. Me trata com uma intimidade que me assusta, o velho é meio doido, mas eu nem ligo... contanto que garanta o emprego, sou capaz de dar tudo. Valeu por me apoiar, somos um time e isso é pra gente viver melhor os dois. Enquanto ela falava, eu olhava pra calça dela. Tava amassada de um jeito que não se amassa numa cadeira. Tava toda agarrada. Ela me levou pra cama e me usou como um boneco de treino. Pedia pra eu ser bruto, pra meter "sem nojo". E aí soltou a frase que acabou comigo de vez, algo que nunca tinha me dito: — Me arrebenta toda, bebê! Faz o que quiser comigo! Eu fechava os olhos e só via o Gerente no VIP, cobrando os "méritos" da minha mulher enquanto ela servia o café dele com a tanga vermelha aparecendo. Naquela noite, enquanto ela dormia com um sorriso de satisfação, entendi que o "time" tinha mais um integrante. E o pior é que o salário daquela semana serviu pra pagar o cartão que ela tinha estourado comprando... mais lingerie.
— Ficou bom em mim, gordão? — ela soltou do nada, enquanto passava aquele batom vermelho que dava vontade de ser mordido inteiro.
Não tava perguntando como sua namorada que vai pro escritório; tava perguntando pra ver se eu, no meu papel de corno manso, aprovava o uniforme com que o Gerente ia desmontar ela às 10 da manhã. Me deu um beijo seco na testa, daqueles que você ganha quando já não tem mais respeito, só pena, e senti o cheiro do perfume dela se misturando com minha humilhação.
— Hoje chego tarde, amor. O Gerente pediu pra eu ficar pra ajudar no fechamento do VIP — ela disse, com a maior cara de pau do mundo enquanto calçava os saltos agulha.
Ela foi embora e o silêncio da casa me gritou a verdade: Em duas horas, aquelas mãos que tinham me acariciado iam estar servindo um café, e aquela calça preta ia acabar pendurada no cabide de um escritório enquanto o "caveirão" cobrava o aluguel da vaga fixa.

Às 9:50 da manhã, o celular vibrou. Meu coração deu um pulo. Era ela. Abri o chat e fiquei sem ar. Era uma foto no espelho do banheiro do VIP: mármore preto, luzes dicroicas e ela... puta merda, tinha soltado o coque. Tava com o cabelo bagunçado, apoiando aquele rabão na pia e com a calça nos joelhos. Mostrando aquela bunda imperial alargada pela calcinha fio dental vermelha se enfiando no meio. Pelo ângulo da foto e o brilho na virilha dela, dava pra ver que tava escorrendo. Tava pronta.
Abaixo, a mensagem pra me deixar manso: "Essa foto tirei pra você, amor... olha a deusa que você tem em casa. Me cuida que aqui os urubu tão de olho hahaha mentira... cê sabe que sou toda sua, bebê. Cê é o único que me deixa assim tão dengosa. Te amo."
"Toda sua"... a grande mentira. Eu sabia que aquela foto era o troféu de guerra que ela tirava depois que o chefe dava o aval pra lingerie. Era a foto de uma mulher que acabava de ser marcada.
O Retorno: "Fazendo méritos"
Chegou meia-noite, mais "elétrica" do que nunca. Entrou jogando as chaves e se pendurou no meu pescoço. Tinha aquele cheiro... uma mistura do perfume dela com um aroma de tabaco de cachimbo, o mesmo que eu sabia que o Gerente fumava.
— Você não sabe o quanto eu ralei, gordão — ela dizia, procurando minha boca desesperadamente—. O chefe é um anjo. Disse que nenhuma mina tem o meu comprometimento. A gente ficou no VIP revisando planilhas e, se eu continuar assim, em dois meses viro efetiva. Sabe o quanto eu lutei por um trampo fixo e bem pago? Sentou no meu colo e começou a contar como o cara "ensinava" ela. — Ele fala que sou a mão direita dele... é super gente boa, gordão. Quer que eu seja a "preferida" porque sou a mais caprichosa. Me trata com uma intimidade que me assusta, o velho é meio doido, mas eu nem ligo... contanto que garanta o emprego, sou capaz de dar tudo. Valeu por me apoiar, somos um time e isso é pra gente viver melhor os dois. Enquanto ela falava, eu olhava pra calça dela. Tava amassada de um jeito que não se amassa numa cadeira. Tava toda agarrada. Ela me levou pra cama e me usou como um boneco de treino. Pedia pra eu ser bruto, pra meter "sem nojo". E aí soltou a frase que acabou comigo de vez, algo que nunca tinha me dito: — Me arrebenta toda, bebê! Faz o que quiser comigo! Eu fechava os olhos e só via o Gerente no VIP, cobrando os "méritos" da minha mulher enquanto ela servia o café dele com a tanga vermelha aparecendo. Naquela noite, enquanto ela dormia com um sorriso de satisfação, entendi que o "time" tinha mais um integrante. E o pior é que o salário daquela semana serviu pra pagar o cartão que ela tinha estourado comprando... mais lingerie.
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