
Só se passaram quatro dias desde aquela noite na casa da Sofia, mas para a Lucía foram uma eternidade de fogo. Todas as manhãs ela acordava com o corpo ainda se lembrando: o peso dele por cima, a grossura que a tinha aberto, o calor grosso que ele tinha deixado dentro dela. Metia os dedos antes mesmo de abrir os olhos completamente, imaginando que eram os dele, que era a boca dele que lambia seu pescoço enquanto ela gozava em silêncio, mordendo o travesseiro para não gemer o nome que não devia dizer em voz alta. Ela escreveu primeiro. Uma mensagem simples, às 2:17 da madrugada: "Ainda dói um pouco quando eu ando... mas quero mais." A resposta chegou em menos de um minuto: "Amanhã. Me diz quando você estiver sozinha." Lucía não hesitou. Disse que os pais dela sairiam na sexta à tarde e só voltariam no domingo. Que a casa estaria vazia a partir das 18h. Ele só respondeu: "Vou." A sexta-feira chegou com uma tempestade que despejava baldes de água sobre Pontevedra. Lucía se arrumou como se fosse para um encontro: vestiu o mesmo top preto de malha que tinha usado naquela noite, mas dessa vez sem sutiã. O crucifixo de prata pendia pesado entre seus peitos grandes e firmes, roçando os mamilos toda vez que ela se mexia. Por baixo, só uma calcinha fio-dental preta mínima e os jeans rasgados de sempre. Olhou-se no espelho do corredor, apertou os mamilos até ficarem duros como pedrinhas e sorriu. Ela estava pronta.
Quando o interfone tocou, seu coração deu um salto. Ela abriu a porta e lá estava ele: encharcado pela chuva, a camiseta colada ao peito musculoso, o cabelo escuro molhado caindo sobre a testa. Não disse nada. Apenas entrou, fechou a porta com um empurrão e a pegou pela cintura, levantando-a contra a parede da sala como se ela não pesasse nada. Beijou-a com fome. Língua profunda, dentes se chocando, mãos grandes subindo por baixo do top até agarrar seus peitos com força. Lucía gemeu contra sua boca enquanto ele beliscava seus mamilos, puxando o suficiente para doer gostoso. —Senti falta dessas tetas —rosnou contra seu pescoço, descendo a boca até prender um mamilo. Chupou forte, sugando como se quisesse engoli-lo inteiro. Lucía arqueou as costas, enrolando os dedos em seu cabelo molhado, empurrando-o mais contra ela.
Ele se ajoelhou na frente dela sem soltar os peitos. Puxou os jeans e o fio-dental de uma vez só, deixando-a nua da cintura para baixo. Mas não foi direto lá. Voltou aos peitos. Juntou-os com as mãos, apertou, lambeu alternando entre um e outro, deixando marcas vermelhas dos dedos e saliva brilhando na pele pálida. Lucía tremia, as pernas moles. —Ajoelha você agora —ele ordenou, ficando de pé. Lucía obedeceu na hora. Ajoelhou-se no chão frio da sala, baixou o zíper do jeans dele com dedos ansiosos e tirou o pau que já estava duro como pedra. Maior do que ela lembrava. Grosso, venoso, com a cabeça inchada e brilhante. Ela pegou com as duas mãos e enfiou na boca sem rodeios. Chupou com vontade, deixando a saliva escorrer pelo queixo, movendo a cabeça rápido enquanto com uma mão massageava as bolas pesadas. Ele gemeu, agarrando seu cabelo para marcar o ritmo. Fodeu a boca dela devagar no começo, depois mais fundo, até ela começar a ter ânsia e os olhos se encherem de lágrimas. Mas não parou. Lucía não queria que parasse.
— Chega — ele disse de repente, tirando-a para fora de um jeito brusco. — Quero te comer agora.Ele a levantou e a carregou até o sofá da sala. A colocou de quatro, com os joelhos afundando nas almofadas. Separou suas nádegas com as mãos grandes e cuspiu direto na sua buceta. Lucía estremeceu. Eles continuavam transando. Não paravam. Estavam insaciáveis.
— Quero por trás — ela sussurrou, olhando por cima do ombro. — Quero sentir você todinho aí.
Ele sorriu, aquele sorriso perigoso que a deixava louca. — Tem certeza, gata? Você vai gritar.
— Eu quero gritar — ela respondeu, empinando o quadril para trás.
Primeiro ele meteu dois dedos, abrindo-a devagar, preparando-a. Lucía gemeu baixinho, se mexendo contra sua mão. Quando ela estava pronta, ele se posicionou e pressionou a cabeça grossa contra o anel apertado. Empurrou devagar, centímetro a centímetro. Lucía prendeu a respiração, as unhas cravadas no encosto do sofá. Doía, mas era uma dor boa, completa, que a fazia se sentir safada e desejada ao mesmo tempo.
Quando ele estava completamente dentro, os dois ficaram parados por um segundo. Ele respirava pesado contra suas costas.
— Porra… você está mais apertada que da primeira vez — ele rosnou.
Começou a se mover. Primeiro devagar, saindo quase todo e entrando fundo de novo. Depois mais rápido. Mais forte. As enfiadas faziam os peitos de Lucía balançarem violentamente, o crucifixo batendo contra sua pele suada. Ele agarrou seus quadris com força, deixando hematomas, e a comeu sem piedade. Lucía gritava, gemía seu nome, pedia mais.
—Mais forte… por favor… me destrói… Ele obedeceu. Meteu com tudo, o som de pele contra pele enchendo a sala, misturado com a chuva que continuava caindo lá fora. Lucía gozou primeiro, tremendo toda, a bunda apertando ele tão forte que ele quase não conseguiu continuar metendo. Mas ele aguentou. Continuou socando até sentir que não aguentava mais.
—Dentro… goza dentro —suplicou ela, a voz rouca.
Ele enterrou até o fundo uma última vez e gozou com um grunhido longo e profundo. Jatos quentes e grossos enchendo ela por completo, pulsando dentro da sua bunda enquanto os dois ficaram parados, ofegantes. Depois ele caiu em cima dela, ainda dentro, beijando sua nuca suada. Lucía sorriu, exausta, satisfeita, com o corpo ainda tremendo pelas contrações.
—Não sei como vamos parar isso —murmurou ele contra seu cabelo. Lucía virou a cabeça o suficiente para olhá-lo nos olhos. —Não vamos parar —disse simplesmente. E os dois souberam que era verdade. A tempestade continuava lá fora, mas dentro daquela casa, o fogo mal tinha começado a queimar de verdade.
0 comentários - Segunda parte: El reencuentro que no pudieron evitar