Já tinham se passado sete anos, Nadia não era mais a mesma. De um jeito ou de outro, tinha amadurecido, não tinha outra escolha. Não era mais aquela típica guria bagunceira que estudava no Colégio de Bachilleres número 10. O tal do Bacho 10, famoso por suas gostosas fogosas que era mais fácil saírem com uma barriga do que com um documento que comprovasse os estudos.

Ali parada, naquela plataforma do metrô, segurando a mãozinha da filha, não conseguiu evitar lembrar do que aconteceu nove meses antes do nascimento da pequena.

Depois de deixar o carro do namorado dela, Eduardo, um cara um pouco mais velho e que, por isso, dava uma pirocada com muito mais experiência do que qualquer moleque da idade dela, bem gostoso e saboroso, a Nadia desceu do carro do boy (com o leitinho ainda quentinho dentro dela) e entrou na escola.
Caminhava despreocupada por um dos corredores do colégio, mais interessada em se divertir do que em estudar. Como sempre, chegava atrasada nas aulas, e já tinha perdido duas matérias: matemática e física; mas pouco se importava.
Lorena encontrou ela no corredor e, depois de se cumprimentarem, caminharam juntas.
—Você estudou pra prova? — perguntou a Lorena.
—Qual prova? —respondeu a outra.
—Como assim qual prova? Não fode, Nadia! Cê esqueceu mesmo? A de biologia!
—Ah, sem problema —disse Nadia, totalmente sem preocupação.
—Como assim não...? —disse Lorena, mas ficou com a palavra na boca, porque a colega já se adiantava e entrava na sala antes dela.
Um jovem que revisava suas anotações no caderno levou um susto quando fecharam o caderno dele de repente. Tinha sido a Nadia, que, com toda autoridade, falou pros outros colegas:
—Ei, vamos matar aula!
Os que estavam ali ficaram olhando pra ela em silêncio por um instante. De repente, uma respondeu:
—Caralho! Cê não viu que hoje tem prova? Vão nos reprovar.
—Ô, mano, se o professor não encontrar ninguém na sala, ele não pode fazer a prova, cê não leu o regulamento? Mas a gente tem que vazar todo mundo, porque se ele encontrar, nem que seja um só, ele nos reprova. Vamo nessa, bora! Ninguém pode ficar.
Foi assim que todos pegaram suas coisas e foram embora, deixando o salão vazio.
Mais tarde, Nadia, junto com outros colegas do colégio, se divertia dentro de um depósito adaptado como balada. O local improvisado era mal iluminado e tomado por música de reggaeton.
Os cigarros e as cervejas eram de monte; fora as camisetas e bonés com estampas berrantes e chamativas que a maioria dos jovens vestia.
—Vamos lá, então! Que não digam que as mina do Bacho dez não sabem rebolar — dizia um cara com microfone, incentivando as participantes de um concurso que naquele momento rolava no palco simples do lugar.

Lá, três garotas competiam pra ser a vencedora de uma garrafa de tequila. Quem levasse mais aplausos da plateia é que ficava com ela.
As concorrentes elevavam bem alto o nível da educação que recebiam no tal do Bacho, ao rebolarem comstrippers masculinos, que as colocavam em posições notoriamente lascivas e sensuais, representando posições de coito.
—"Ora, já combinamos que quem conseguir mais aplausos leva a garrafa —exclamou o animador, enquanto que los strippers, quase pelados, testavam o pouco pudor daquelas putas esfregando o pau na bunda, na cara e na buceta delas.

O público atestava e reconhecia a notável putaria das fecundas com assobios e aplausos.
Algum, pra dar o show, se atreveu a tirar o elástico da calcinha da parceira e usar como rédea da "gostosa" que fingia montar. Mas com maldade, acabou jogando ela no chão com um empurrão forte.

Pra não ficar por baixo, pegou ela do chão e colocou em outra posição, apoiando o pé dela no corrimão que tinham na frente. Essa grade tava quase cedendo.

Mas o corrimão que cedeu foi outro. É que num mezanino, que, assim como todo o local, tava completamente lotado de jovens, alguns deles subiram em cima do corrimão, que não aguentou por muito tempo e cedeu. Os caras caíram no térreo se machucando, e mais de um quebrou um osso.
O dono da balada expulsou todo mundo e fechou na hora, pra evitar treta e consequências.
Jovens ainda saíam com dificuldade pela portinha da cortina metálica já fechada, quando a Nadia, acompanhada da Lorena e de outros amigos, já tava do lado de fora do puteiro.
Enquanto os outros conversavam, a Nadia tava falando no celular dela.
—E aí, tamo te esperando... sim, eu sei que a gente combinou de você vir mais tarde, mas é que a balada já fechou... Então, cê não pode vir...? Três horas? Não, não dá pra esperar você tanto tempo...! Tá bom, beleza, não se preocupa, a gente vê como sai daqui... Tá, até amanhã, bebê, tchau.
Depois de desligar a ligação, e com uma cara de puta irritação, Nadia se virou pra Lorena.
—O Eduardo não pode vir nos buscar. Ainda tá trampando e não consegue largar o serviço por umas três horas.
—Seu namoradinho, né? Pois é, fazer o quê, vamos ver como a gente se vira.
As garotas continuaram batendo papo e tomando cerveja com os amigos.
—E aí, qual é a boa? Onde a gente segue ela? —disse Rodrigo, um dos colegas dele.
—Bom, se vocês quiserem, a gente continua lá em casa, meus pais não estão e só voltam amanhã. O que acham? — falou Carlos, outro dos caras do grupo.
—Não, então já vou nessa, parceiro. Amanhã tenho que trampar —disse outro dos caras.
Ele se despediu, mas, uns passos antes de chegar na moto, disse:
—Vou pra "Impulrock", alguém vai pra lá?
—Pra mim. Ei! Pra mim, me dá uma carona —disse Lorena pro cara que já tava indo embora.
Ao ouvir ela dizer isso, Rodrigo falou com Federico.
—Eu dava uma carona pra ela, mas era de buceta —e, dizendo isso, Rodrigo fez gesto de segurá-la firme pela cintura e meter fundo, remexendo as entranhas dela por dentro com várias estocadas fortes.
Enquanto fazia essa pantomima, mexendo a pélvis feito louco, o parceiro e amigo dele, Federico, caiu na gargalhada, se mijando de rir.
—Não fode. Você é demais — comentou Federico, limpando a cerveja que tinha derramado de tanto rir.
Por sua vez, as duas amigas se despediram.
—Bom, e aí? A gente segue ela ou qual é a fita? —disse Nadia, mostrando que queria continuar a farra.
—Então beleza, vamos nessa —respondeu Carlos, que estava de carro.
Assim ela, Carlos, Rodrigo, Federico e Sebastião entraram no carro e vazaram dali.
Já na casa do Carlos, os jovens continuaram se divertindo:
No meio de uma sala de estar apertada, Nadia dançava com Carlos e Federico. O primeiro estava na frente dela e o segundo atrás. Todos estavam mais bêbados, porque tinham continuado bebendo. Agora, a cerveja tinha sido trocada por tequila, que era o que tinha em casa. A bebida já tinha subido pra cabeça de todo mundo, eles estavam bem alegres, embora Sebastián estivesse visivelmente deprimido, sentado num sofá.
—Qual foi, parceirão, anima aí. Já esquece isso, os problemas dos seus pais são problemas deles. Não são seus, além disso você tem uma vida pra viver. Ânimo! —disse Rodrigo e bagunçou o cabelo dele pra animá-lo.
Depois Rodrigo usou o celular dele pra gravar os outros amigos.
Nadia, ao perceber que estava sendo gravada, acentuou a sensualidade dos seus movimentos e colou o corpo no de Federico, que estava atrás dela. Rebolou gostosamente enquanto, pegando as mãos do garoto, as levou para percorrer o próprio corpo, desde as coxas, passando pelos quadris, até chegar na barriga de fora. Ali, ela enfiou as mãos do moleque por baixo da roupa e foi subindo até que elas tocassem seus peitinhos pequenos, mas macios, de colegial. A mina tava com muito tesão.
—É isso aí, Nadia! —disse Rodrigo, com um tom de reconhecimento pela ousadia da amiga.
De repente, pela tela do celular, Rodrigo foi testemunha de como Nadia teve um ataque de risada, para logo em seguida se afastar do corpo de Federico.
—O quê...?! O que aconteceu?! —exclamou Rodrigo, sem parar de gravar, embora logo tenha percebido o que tinha rolado.
E é que o Federico tinha uma ereção evidente por baixo da calça. Era óbvio que a Nadia tinha sentido aquilo na bunda dela, o que fez com que ela se afastasse por puro instinto.
—Ô, chapa! Cê tá firmeza total, hein —disse Rodrigo pro amigo, enquanto gravava e o outro se escondia meio sem graça.
Todos riram.
—Ei, e se a gente der uma investida? — sugeriu Nadia de repente.
Os caras ficaram calados, surpresos com essa proposta.
Minutos depois, os quatro caras junto com a Nadia já tinham se trancado no quarto que o Carlos normalmente dividia com o irmão mais velho. Pra sorte deles, o irmão não tava, então eles tinham duas camas pra soltar a franga nos desejos mais febris de acasalamento.
Naquele momento, os caras e a Nadia já estavam completamente pelados. A mina, deitada na cama, descansava a cabeça no peito do Sebastián. Ele parecia mais animado; assim como todo mundo, tava se divertindo pra caralho.
—Só não acho eles — dizia Carlos.
—Pu's já tá assim, no pelo! —dizia Rodrigo, que não parava de filmar o evento.
—Não, qual é. Como é que cê acha? Sem camisinha eu não meto — declarou a mina, que apesar do estado etílico mantinha a vontade de se cuidar.

—Caralho, já achei camisinha! —disse Carlos de repente, puxando de uma cômoda uma cartela colorida de preservativos.
—Isso! Passa um pra cá, parceiro —disse Federico.
—O do Batman pra mim —exclamou Rodrigo.
O garoto distribuiu eles entre os amigos dele. No entanto:
—Porra, caralho! —exclamou Rodrigo, que não conseguia colocar a camisinha—. Não sei pra que a gente bebe tanto.
O pau dele não conseguia ficar totalmente duro, e com a frustração que sentia, ficava ainda mais mole, então menos ainda conseguia enfiar na camisinha.
Carlos, no entanto, estava bem duro e, depois de colocar o látex, disse: "aí vou eu, Nadia.

—Ah, sim. Vou aí —disse Rodrigo, zoando o que Carlos tinha dito, mas mesmo assim:
O pau começou a entrar e a mina deixou escapar um gemido de prazer, mostrando como tava gostando.
Ah, que gostosa! —disse Rodrigo, não restando nada além de admitir que seu amigo realmente estava metendo como devia.
—Ai, ai, ai... que gostosa! —exclamou Nadia, que estava com as duas pernas totalmente levantadas.
Pelo tom dos gemidos dela, dava pra ver que a garota tava curtindo pra caralho. Nadia adorava, ainda mais, ser o centro de toda aquela bagunça. Os caras, todos os quatro, focavam nela como se naquele momento ela fosse o eixo do universo deles, a coisa mais importante da vida.

—Agora eu, agora eu! —disse Frederico, e fez o outro sair pra ele entrar.
Carlos ficou de lado, se masturbando pra não perder o tesão.
—O que cê tá fazendo, Nadia? —perguntou Rodrigo pra protagonista do evento com o celular dele.
—Óbvio, né? —respondeu ela sem se acovardar.

Assim que Federico entrou, Nadia gemeu de prazer ao recebê-lo dentro dela. O tamanho era diferente, o ritmo das enfiadas também, ela percebeu e curtiu essa diferença toda.
—Ô, manda uns beijinhos pra sua gatinha —disse Rodrigo, pensando no trouxa da Nadia.
—Oi, gostoso —disse Nadia pra câmera, e mandou um beijinho pro ar pro namorado dela sem nenhum pudor, enquanto era o centro daquela orgia improvisada, e rindo disso.

É isso aí!" — exclamou Rodrigo —. "Agora é a vez do Sebas, agora é a vez do Sebas" — disse ele, incentivando o camarada a ser o próximo a meter na companheira.
Sebastián, avançando de joelhos na cama, se posicionou na frente da Nadia.
—Tu é foda, hein, mano —exigiu Nadia.

Com certa falta de jeito, Sebastián tentou enfiar o pau dele na buceta da mina. Mas ficou nervoso. Vendo o quão perturbado ele tava, a garota teve pena dele.
—Assim, assim, tá indo bem. Não se preocupa —disse Nadia, ao notar como a mão do garoto tremia ao tentar guiar o pau dela pela fenda vertical e não conseguir enfiar—. Tô sentindo gostoso, cê tá indo bem —e, dizendo isso, pegou a rola dela e passou pela parte de fora da racha, pra depois fazer a ponta acariciar o clitóris.
Nádia, se masturbando assim, com o pau do Sebas, ergueu o olhar e viu ele, mostrando uma expressão de tanto prazer que fez o jovem sentir a confiança necessária para que ele, por vontade própria, conseguisse enfiar, guardando toda aquela carne dura dentro dela.
Auufff...", soltou a garotinha.
Nádia se abraçou carinhosamente nas costas do garoto magro e meigo, que estava passando por problemas em casa por causa de um conflito entre os pais dela. Sabendo disso, Nádia se mostrou empática e continuou a trepada num ritmo lento, mas constante. Era como se estivessem fazendo amor, e não só se divertindo.
Depois chegou a vez do Rodrigo, que disse:
—Vamos ver, eu quero, eu quero.
Sebas deu espaço e Rodrigo se enfiou entre as pernas da Nadia.
—Ai, Nadia, por que minha pica não entra em você?! —reclamou Rodrigo pra garota.
—E eu com isso?! Não tô fazendo nada pra ela não entrar!
—É que eu tô pra caralho desconfortável —disse Rodrigo, como pra se desculpar, e cedeu o lugar pra outro.
—Você tá muito molenga, porra, isso é outra coisa—sentenciou Nadia quando pegou na pica dele—Não, mano, nem sobe pra você. Tira essa rola daí! — falou e caiu na gargalhada.

Os outros riram.
—Pô, cara, tu tá me decepcionando, hein, filho da puta! —disse Federico.
Como um seguia o outro, sem ficar desatendida por mais de alguns segundos, a Nadia sentiu os melhores orgasmos da vida dela até aquele dia. Naquele momento, ela era feliz.

Era um prazer diferente do que o próprio namorado dela causava. Ele era bom de cama, sim, mas durava o que um homem só aguenta, e ali a Nadia era servida por vários caras, um atrás do outro; todos loucos pra arrancar os melhores gemidos dela.
—Ora, fala logo o que tinha que dizer —disse Rodrigo, alguns minutos depois, quando finalmente conseguiu paralisar o "amigo", e já estava metendo na colega atendida.
—Não. Já chega —ela soltou.
—Admihotel! —exclamou aquele e deixou ela ir com mais força e rapidez.
A novinha gemeu exaustivamente. E depois de uma sequência de gemidos aliviadores, ela acabou dizendo: "Você come bem gostoso!
—É só isso —disse Rodrigo.
Pra esses momentos, Nadia tava no auge do êxtase. Tava fora de si. Pela primeira vez na vida, mais de um cara tinha feito ela feliz ao mesmo tempo. Todos dedicados a ela.
Tudo aquilo podia ter ficado como uma loucura de juventude. Uma daquelas histórias que a gente lembra com um sorriso no rosto. Mas se a Nadia não lembrava assim, era porque...
...quando acordou, depois de dormir após o esforço físico daquela orgia juvenil, sentiu a ressaca física e moral de ter feito aquilo.
Vendo-se cercada pelos quatro colegas homens, de repente se sentiu desconfortável. A garota quis se vestir e ir embora na hora. No entanto, não encontrou uma peça importante: a calcinha dela.
—Já é, seus otários, não se façam de sonsos. Quem pegou minhas fotos?! — exigiu ela.
Mas todos negaram ter ficado com aquilo.
—Me escuta aqui —disse Rodrigo, e ela, irritada, acabou saindo.
—Ei, espera aí, eu te levo! —gritou Carlos, mas a mina saiu de casa batendo a porta com um puta estrondo.
Pegou uma kombi pra ir pra casa. No tal lotação, a mina se sentiu desconfortável. Achava que os outros passageiros conseguiam perceber o que ela tinha feito só pelo cheiro que saía dela, porque a própria Nadia sentia um aroma desagradável e forte vindo dela, mais especificamente da sua buceta.
Dias depois...
—Cara, vem! —dizia Lorena, espiando pela porta entreaberta de um salão.
Nadia, que tava numa aula de recuperação, ao ver ela respondeu com um gesto de: "Qual é, porra?
Vem!", insistiu a outra.
Nadia teve que sair.
—O que foi?
—Ô mana, tem um vídeo rodando o Bachilleres inteiro.
E naquele momento, mostrou pra ela, no próprio celular dele, o vídeo que o Federico tinha gravado naquela vez que os quatro comeram ela.
Essa gravação tinha passado de celular pra celular e, claro, naquela altura já tava em mais de um site pornô.
Nadia ficou puta com essa divulgação e discutiu com Rodrigo, que não deu muita importância porque pros caras era motivo de orgulho. Muitos elogiavam eles pela façanha. Mas pra Nadia foi motivo de vergonha. E é que, a partir daí, ela ficou conhecida pelo apelido de: Nadia a trepadora.
Mas os problemas dela não pararam por aí, até pioraram.
Numa aula de biologia, enquanto assistiam a um documentário sobre aborto, a Nadia, ao ver como os fetos eram extraídos do corpo feminino, não aguentou mais a ânsia que aquelas imagens causavam nela e vomitou na própria cadeira.
Os colegas dela sentiram nojo e riram daquilo ao mesmo tempo, mas pra Nadia foi o primeiro sinal de algo que ela confirmou semanas depois. Nadia tava grávida. Foi o que ela descobriu com um teste de gravidez caseiro, depois de várias náuseas.
Claro que quem ela atribuiu a autoria desse fato, em primeiro lugar, foi ao namorado dela, porque com ele ela fazia na maioria das vezes sem proteção nenhuma. Porém, quando ela exigiu que Eduardo assumisse a responsabilidade, ele disse pra ela:
—Nem pense que vai me pegar pra ser seu otário!
E é que ele já sabia daquele vídeo onde a namoradinha dele até mandava um beijo enquanto era penetrada por outro e ria, cercada pelos que também iam comer ela.
Foi assim que Eduardo terminou com ela.
Como com os caras ela tinha tomado cuidado de usar anticoncepcional, não podia botar a culpa neles... mas aí pensou melhor.
E aí, se deixaram ela ir sem camisinha enquanto ela tava dormindo?" Ela tinha bebido tanto.
O Rodrigo não tinha sugerido isso...? Fazer no pelo.
«Desgraçado!», pensou ela.
Nadia, puta da vida e ao mesmo tempo angustiada e ansiosa pra se livrar da merda que tinha caído no colo dela, tomou uma decisão: acusou o Rodrigo de ter abusado dela e de ter gravado o ato.
Infelizmente, depois das investigações, os outros três caras também se envolveram. Como os jornais e a mídia toda exploraram a notícia de um jeito maniqueísta pra beneficiar eles mesmos, logo a Nadia foi vista como a pobre vítima de um estupro coletivo.
...aqueles quatro sem alma; animais; bestas, a deixaram bêbada pra depois abusar dela...", disseram os comunicadores em mais de um noticiário.
Após o bombardeio da mídia, os quatro caras foram expostos como o pior da sociedade e, claro, foram presos.
Claro que muitos colegas do Bacho protestaram contra tamanha infâmia, se tudo estava claro no vídeo, mas pra quem queria usar essa gravação como prova era chamado de cúmplice por ter ela.
No final, os caras pegaram uma pena de dez anos, que depois foi reduzida pra sete.
Agora eles já tinham saído. Já tinham saído da prisão e a Nadia não sabia como ia encarar eles, encarar a verdade. Não sabia como reagiria quando trombar com eles. Era isso que ela pensava ali parada na plataforma, de mão dada com a filhinha dela, a Ana Paola. Essa que nunca ia conhecer o pai, porque quem a gerou fez isso do seguinte jeito:
Naquele dia da orgia infernal, tanto a Nadia quanto os parceiros dela caíram no sono pesado. Exaustos e cheios de cachaça, mal iam acordar até horas depois, o que deu mole pra rolar o seguinte.
Paco, o irmão do Carlos, chegou acompanhado de uns parceiros. Eles se depararam com a seguinte cena: uma mina toda pelada e de pernas abertas, rodeada de caras que, com certeza, tinham curtido ela até não aguentar mais.
Com os celulares na mão, abriram as nádegas dela pra mostrar como aquela buceta tava toda aberta e vermelha.
Aqueles recém-chegados, bem mais velhos que os do grupo que estava ali, não perderam a chance e abusaram dela, que tava totalmente inconsciente. Meteram nela sem nem usar camisinha, só cuspindo pra lubrificar.
Depois de entrar e sair, entrar e sair, entrar e sair e entrar e sair dela, gozaram dentro. Bem fundo.
Aqueles caras ficaram malucos de prazer ao ver as próprias porcarias escorrendo da novinha, depois que o cálice feminino dela ficou cheio de toda aquela merda.
Inconsciente, a Nadia tava toda inundada com as secreções masculinas de uns caras completamente estranhos.

Gravaram ela. Claro, gravaram ela assim, rindo do que fizeram com aquela novinha que pra eles era uma completa desconhecida.
—Dizem que quem dorme perde, e essa aí perdeu — comentou alguém e riu. Todos riram.
Mais tarde, Paco e seus amigos foram embora. Um deles levou a calcinha da moça pra cheirar no caminho.
—Uuuhhhmmm... isso que é vida boa —disse ele, enquanto "cheirava" fundo as calcinhas da garota e com uma mão acariciava a própria masculinidade, relembrando sua obra.

Ali parada, naquela plataforma do metrô, segurando a mãozinha da filha, não conseguiu evitar lembrar do que aconteceu nove meses antes do nascimento da pequena.

Depois de deixar o carro do namorado dela, Eduardo, um cara um pouco mais velho e que, por isso, dava uma pirocada com muito mais experiência do que qualquer moleque da idade dela, bem gostoso e saboroso, a Nadia desceu do carro do boy (com o leitinho ainda quentinho dentro dela) e entrou na escola.
Caminhava despreocupada por um dos corredores do colégio, mais interessada em se divertir do que em estudar. Como sempre, chegava atrasada nas aulas, e já tinha perdido duas matérias: matemática e física; mas pouco se importava.
Lorena encontrou ela no corredor e, depois de se cumprimentarem, caminharam juntas.
—Você estudou pra prova? — perguntou a Lorena.
—Qual prova? —respondeu a outra.
—Como assim qual prova? Não fode, Nadia! Cê esqueceu mesmo? A de biologia!
—Ah, sem problema —disse Nadia, totalmente sem preocupação.
—Como assim não...? —disse Lorena, mas ficou com a palavra na boca, porque a colega já se adiantava e entrava na sala antes dela.
Um jovem que revisava suas anotações no caderno levou um susto quando fecharam o caderno dele de repente. Tinha sido a Nadia, que, com toda autoridade, falou pros outros colegas:
—Ei, vamos matar aula!
Os que estavam ali ficaram olhando pra ela em silêncio por um instante. De repente, uma respondeu:
—Caralho! Cê não viu que hoje tem prova? Vão nos reprovar.
—Ô, mano, se o professor não encontrar ninguém na sala, ele não pode fazer a prova, cê não leu o regulamento? Mas a gente tem que vazar todo mundo, porque se ele encontrar, nem que seja um só, ele nos reprova. Vamo nessa, bora! Ninguém pode ficar.
Foi assim que todos pegaram suas coisas e foram embora, deixando o salão vazio.
Mais tarde, Nadia, junto com outros colegas do colégio, se divertia dentro de um depósito adaptado como balada. O local improvisado era mal iluminado e tomado por música de reggaeton.
Os cigarros e as cervejas eram de monte; fora as camisetas e bonés com estampas berrantes e chamativas que a maioria dos jovens vestia.
—Vamos lá, então! Que não digam que as mina do Bacho dez não sabem rebolar — dizia um cara com microfone, incentivando as participantes de um concurso que naquele momento rolava no palco simples do lugar.

Lá, três garotas competiam pra ser a vencedora de uma garrafa de tequila. Quem levasse mais aplausos da plateia é que ficava com ela.
As concorrentes elevavam bem alto o nível da educação que recebiam no tal do Bacho, ao rebolarem comstrippers masculinos, que as colocavam em posições notoriamente lascivas e sensuais, representando posições de coito.
—"Ora, já combinamos que quem conseguir mais aplausos leva a garrafa —exclamou o animador, enquanto que los strippers, quase pelados, testavam o pouco pudor daquelas putas esfregando o pau na bunda, na cara e na buceta delas.

O público atestava e reconhecia a notável putaria das fecundas com assobios e aplausos.
Algum, pra dar o show, se atreveu a tirar o elástico da calcinha da parceira e usar como rédea da "gostosa" que fingia montar. Mas com maldade, acabou jogando ela no chão com um empurrão forte.

Pra não ficar por baixo, pegou ela do chão e colocou em outra posição, apoiando o pé dela no corrimão que tinham na frente. Essa grade tava quase cedendo.

Mas o corrimão que cedeu foi outro. É que num mezanino, que, assim como todo o local, tava completamente lotado de jovens, alguns deles subiram em cima do corrimão, que não aguentou por muito tempo e cedeu. Os caras caíram no térreo se machucando, e mais de um quebrou um osso.
O dono da balada expulsou todo mundo e fechou na hora, pra evitar treta e consequências.
Jovens ainda saíam com dificuldade pela portinha da cortina metálica já fechada, quando a Nadia, acompanhada da Lorena e de outros amigos, já tava do lado de fora do puteiro.
Enquanto os outros conversavam, a Nadia tava falando no celular dela.
—E aí, tamo te esperando... sim, eu sei que a gente combinou de você vir mais tarde, mas é que a balada já fechou... Então, cê não pode vir...? Três horas? Não, não dá pra esperar você tanto tempo...! Tá bom, beleza, não se preocupa, a gente vê como sai daqui... Tá, até amanhã, bebê, tchau.
Depois de desligar a ligação, e com uma cara de puta irritação, Nadia se virou pra Lorena.
—O Eduardo não pode vir nos buscar. Ainda tá trampando e não consegue largar o serviço por umas três horas.
—Seu namoradinho, né? Pois é, fazer o quê, vamos ver como a gente se vira.
As garotas continuaram batendo papo e tomando cerveja com os amigos.
—E aí, qual é a boa? Onde a gente segue ela? —disse Rodrigo, um dos colegas dele.
—Bom, se vocês quiserem, a gente continua lá em casa, meus pais não estão e só voltam amanhã. O que acham? — falou Carlos, outro dos caras do grupo.
—Não, então já vou nessa, parceiro. Amanhã tenho que trampar —disse outro dos caras.
Ele se despediu, mas, uns passos antes de chegar na moto, disse:
—Vou pra "Impulrock", alguém vai pra lá?
—Pra mim. Ei! Pra mim, me dá uma carona —disse Lorena pro cara que já tava indo embora.
Ao ouvir ela dizer isso, Rodrigo falou com Federico.
—Eu dava uma carona pra ela, mas era de buceta —e, dizendo isso, Rodrigo fez gesto de segurá-la firme pela cintura e meter fundo, remexendo as entranhas dela por dentro com várias estocadas fortes.
Enquanto fazia essa pantomima, mexendo a pélvis feito louco, o parceiro e amigo dele, Federico, caiu na gargalhada, se mijando de rir.
—Não fode. Você é demais — comentou Federico, limpando a cerveja que tinha derramado de tanto rir.
Por sua vez, as duas amigas se despediram.
—Bom, e aí? A gente segue ela ou qual é a fita? —disse Nadia, mostrando que queria continuar a farra.
—Então beleza, vamos nessa —respondeu Carlos, que estava de carro.
Assim ela, Carlos, Rodrigo, Federico e Sebastião entraram no carro e vazaram dali.
Já na casa do Carlos, os jovens continuaram se divertindo:
No meio de uma sala de estar apertada, Nadia dançava com Carlos e Federico. O primeiro estava na frente dela e o segundo atrás. Todos estavam mais bêbados, porque tinham continuado bebendo. Agora, a cerveja tinha sido trocada por tequila, que era o que tinha em casa. A bebida já tinha subido pra cabeça de todo mundo, eles estavam bem alegres, embora Sebastián estivesse visivelmente deprimido, sentado num sofá.
—Qual foi, parceirão, anima aí. Já esquece isso, os problemas dos seus pais são problemas deles. Não são seus, além disso você tem uma vida pra viver. Ânimo! —disse Rodrigo e bagunçou o cabelo dele pra animá-lo.
Depois Rodrigo usou o celular dele pra gravar os outros amigos.
Nadia, ao perceber que estava sendo gravada, acentuou a sensualidade dos seus movimentos e colou o corpo no de Federico, que estava atrás dela. Rebolou gostosamente enquanto, pegando as mãos do garoto, as levou para percorrer o próprio corpo, desde as coxas, passando pelos quadris, até chegar na barriga de fora. Ali, ela enfiou as mãos do moleque por baixo da roupa e foi subindo até que elas tocassem seus peitinhos pequenos, mas macios, de colegial. A mina tava com muito tesão.
—É isso aí, Nadia! —disse Rodrigo, com um tom de reconhecimento pela ousadia da amiga.
De repente, pela tela do celular, Rodrigo foi testemunha de como Nadia teve um ataque de risada, para logo em seguida se afastar do corpo de Federico.
—O quê...?! O que aconteceu?! —exclamou Rodrigo, sem parar de gravar, embora logo tenha percebido o que tinha rolado.
E é que o Federico tinha uma ereção evidente por baixo da calça. Era óbvio que a Nadia tinha sentido aquilo na bunda dela, o que fez com que ela se afastasse por puro instinto.
—Ô, chapa! Cê tá firmeza total, hein —disse Rodrigo pro amigo, enquanto gravava e o outro se escondia meio sem graça.
Todos riram.
—Ei, e se a gente der uma investida? — sugeriu Nadia de repente.
Os caras ficaram calados, surpresos com essa proposta.
Minutos depois, os quatro caras junto com a Nadia já tinham se trancado no quarto que o Carlos normalmente dividia com o irmão mais velho. Pra sorte deles, o irmão não tava, então eles tinham duas camas pra soltar a franga nos desejos mais febris de acasalamento.
Naquele momento, os caras e a Nadia já estavam completamente pelados. A mina, deitada na cama, descansava a cabeça no peito do Sebastián. Ele parecia mais animado; assim como todo mundo, tava se divertindo pra caralho.
—Só não acho eles — dizia Carlos.
—Pu's já tá assim, no pelo! —dizia Rodrigo, que não parava de filmar o evento.
—Não, qual é. Como é que cê acha? Sem camisinha eu não meto — declarou a mina, que apesar do estado etílico mantinha a vontade de se cuidar.

—Caralho, já achei camisinha! —disse Carlos de repente, puxando de uma cômoda uma cartela colorida de preservativos.
—Isso! Passa um pra cá, parceiro —disse Federico.
—O do Batman pra mim —exclamou Rodrigo.
O garoto distribuiu eles entre os amigos dele. No entanto:
—Porra, caralho! —exclamou Rodrigo, que não conseguia colocar a camisinha—. Não sei pra que a gente bebe tanto.
O pau dele não conseguia ficar totalmente duro, e com a frustração que sentia, ficava ainda mais mole, então menos ainda conseguia enfiar na camisinha.
Carlos, no entanto, estava bem duro e, depois de colocar o látex, disse: "aí vou eu, Nadia.

—Ah, sim. Vou aí —disse Rodrigo, zoando o que Carlos tinha dito, mas mesmo assim:
O pau começou a entrar e a mina deixou escapar um gemido de prazer, mostrando como tava gostando.
Ah, que gostosa! —disse Rodrigo, não restando nada além de admitir que seu amigo realmente estava metendo como devia.
—Ai, ai, ai... que gostosa! —exclamou Nadia, que estava com as duas pernas totalmente levantadas.
Pelo tom dos gemidos dela, dava pra ver que a garota tava curtindo pra caralho. Nadia adorava, ainda mais, ser o centro de toda aquela bagunça. Os caras, todos os quatro, focavam nela como se naquele momento ela fosse o eixo do universo deles, a coisa mais importante da vida.

—Agora eu, agora eu! —disse Frederico, e fez o outro sair pra ele entrar.
Carlos ficou de lado, se masturbando pra não perder o tesão.
—O que cê tá fazendo, Nadia? —perguntou Rodrigo pra protagonista do evento com o celular dele.
—Óbvio, né? —respondeu ela sem se acovardar.

Assim que Federico entrou, Nadia gemeu de prazer ao recebê-lo dentro dela. O tamanho era diferente, o ritmo das enfiadas também, ela percebeu e curtiu essa diferença toda.
—Ô, manda uns beijinhos pra sua gatinha —disse Rodrigo, pensando no trouxa da Nadia.
—Oi, gostoso —disse Nadia pra câmera, e mandou um beijinho pro ar pro namorado dela sem nenhum pudor, enquanto era o centro daquela orgia improvisada, e rindo disso.

É isso aí!" — exclamou Rodrigo —. "Agora é a vez do Sebas, agora é a vez do Sebas" — disse ele, incentivando o camarada a ser o próximo a meter na companheira.
Sebastián, avançando de joelhos na cama, se posicionou na frente da Nadia.
—Tu é foda, hein, mano —exigiu Nadia.

Com certa falta de jeito, Sebastián tentou enfiar o pau dele na buceta da mina. Mas ficou nervoso. Vendo o quão perturbado ele tava, a garota teve pena dele.
—Assim, assim, tá indo bem. Não se preocupa —disse Nadia, ao notar como a mão do garoto tremia ao tentar guiar o pau dela pela fenda vertical e não conseguir enfiar—. Tô sentindo gostoso, cê tá indo bem —e, dizendo isso, pegou a rola dela e passou pela parte de fora da racha, pra depois fazer a ponta acariciar o clitóris.
Nádia, se masturbando assim, com o pau do Sebas, ergueu o olhar e viu ele, mostrando uma expressão de tanto prazer que fez o jovem sentir a confiança necessária para que ele, por vontade própria, conseguisse enfiar, guardando toda aquela carne dura dentro dela.
Auufff...", soltou a garotinha.
Nádia se abraçou carinhosamente nas costas do garoto magro e meigo, que estava passando por problemas em casa por causa de um conflito entre os pais dela. Sabendo disso, Nádia se mostrou empática e continuou a trepada num ritmo lento, mas constante. Era como se estivessem fazendo amor, e não só se divertindo.
Depois chegou a vez do Rodrigo, que disse:
—Vamos ver, eu quero, eu quero.
Sebas deu espaço e Rodrigo se enfiou entre as pernas da Nadia.
—Ai, Nadia, por que minha pica não entra em você?! —reclamou Rodrigo pra garota.
—E eu com isso?! Não tô fazendo nada pra ela não entrar!
—É que eu tô pra caralho desconfortável —disse Rodrigo, como pra se desculpar, e cedeu o lugar pra outro.
—Você tá muito molenga, porra, isso é outra coisa—sentenciou Nadia quando pegou na pica dele—Não, mano, nem sobe pra você. Tira essa rola daí! — falou e caiu na gargalhada.

Os outros riram.
—Pô, cara, tu tá me decepcionando, hein, filho da puta! —disse Federico.
Como um seguia o outro, sem ficar desatendida por mais de alguns segundos, a Nadia sentiu os melhores orgasmos da vida dela até aquele dia. Naquele momento, ela era feliz.

Era um prazer diferente do que o próprio namorado dela causava. Ele era bom de cama, sim, mas durava o que um homem só aguenta, e ali a Nadia era servida por vários caras, um atrás do outro; todos loucos pra arrancar os melhores gemidos dela.
—Ora, fala logo o que tinha que dizer —disse Rodrigo, alguns minutos depois, quando finalmente conseguiu paralisar o "amigo", e já estava metendo na colega atendida.
—Não. Já chega —ela soltou.
—Admihotel! —exclamou aquele e deixou ela ir com mais força e rapidez.
A novinha gemeu exaustivamente. E depois de uma sequência de gemidos aliviadores, ela acabou dizendo: "Você come bem gostoso!
—É só isso —disse Rodrigo.
Pra esses momentos, Nadia tava no auge do êxtase. Tava fora de si. Pela primeira vez na vida, mais de um cara tinha feito ela feliz ao mesmo tempo. Todos dedicados a ela.
Tudo aquilo podia ter ficado como uma loucura de juventude. Uma daquelas histórias que a gente lembra com um sorriso no rosto. Mas se a Nadia não lembrava assim, era porque...
...quando acordou, depois de dormir após o esforço físico daquela orgia juvenil, sentiu a ressaca física e moral de ter feito aquilo.
Vendo-se cercada pelos quatro colegas homens, de repente se sentiu desconfortável. A garota quis se vestir e ir embora na hora. No entanto, não encontrou uma peça importante: a calcinha dela.
—Já é, seus otários, não se façam de sonsos. Quem pegou minhas fotos?! — exigiu ela.
Mas todos negaram ter ficado com aquilo.
—Me escuta aqui —disse Rodrigo, e ela, irritada, acabou saindo.
—Ei, espera aí, eu te levo! —gritou Carlos, mas a mina saiu de casa batendo a porta com um puta estrondo.
Pegou uma kombi pra ir pra casa. No tal lotação, a mina se sentiu desconfortável. Achava que os outros passageiros conseguiam perceber o que ela tinha feito só pelo cheiro que saía dela, porque a própria Nadia sentia um aroma desagradável e forte vindo dela, mais especificamente da sua buceta.
Dias depois...
—Cara, vem! —dizia Lorena, espiando pela porta entreaberta de um salão.
Nadia, que tava numa aula de recuperação, ao ver ela respondeu com um gesto de: "Qual é, porra?
Vem!", insistiu a outra.
Nadia teve que sair.
—O que foi?
—Ô mana, tem um vídeo rodando o Bachilleres inteiro.
E naquele momento, mostrou pra ela, no próprio celular dele, o vídeo que o Federico tinha gravado naquela vez que os quatro comeram ela.
Essa gravação tinha passado de celular pra celular e, claro, naquela altura já tava em mais de um site pornô.
Nadia ficou puta com essa divulgação e discutiu com Rodrigo, que não deu muita importância porque pros caras era motivo de orgulho. Muitos elogiavam eles pela façanha. Mas pra Nadia foi motivo de vergonha. E é que, a partir daí, ela ficou conhecida pelo apelido de: Nadia a trepadora.
Mas os problemas dela não pararam por aí, até pioraram.
Numa aula de biologia, enquanto assistiam a um documentário sobre aborto, a Nadia, ao ver como os fetos eram extraídos do corpo feminino, não aguentou mais a ânsia que aquelas imagens causavam nela e vomitou na própria cadeira.
Os colegas dela sentiram nojo e riram daquilo ao mesmo tempo, mas pra Nadia foi o primeiro sinal de algo que ela confirmou semanas depois. Nadia tava grávida. Foi o que ela descobriu com um teste de gravidez caseiro, depois de várias náuseas.
Claro que quem ela atribuiu a autoria desse fato, em primeiro lugar, foi ao namorado dela, porque com ele ela fazia na maioria das vezes sem proteção nenhuma. Porém, quando ela exigiu que Eduardo assumisse a responsabilidade, ele disse pra ela:
—Nem pense que vai me pegar pra ser seu otário!
E é que ele já sabia daquele vídeo onde a namoradinha dele até mandava um beijo enquanto era penetrada por outro e ria, cercada pelos que também iam comer ela.
Foi assim que Eduardo terminou com ela.
Como com os caras ela tinha tomado cuidado de usar anticoncepcional, não podia botar a culpa neles... mas aí pensou melhor.
E aí, se deixaram ela ir sem camisinha enquanto ela tava dormindo?" Ela tinha bebido tanto.
O Rodrigo não tinha sugerido isso...? Fazer no pelo.
«Desgraçado!», pensou ela.
Nadia, puta da vida e ao mesmo tempo angustiada e ansiosa pra se livrar da merda que tinha caído no colo dela, tomou uma decisão: acusou o Rodrigo de ter abusado dela e de ter gravado o ato.
Infelizmente, depois das investigações, os outros três caras também se envolveram. Como os jornais e a mídia toda exploraram a notícia de um jeito maniqueísta pra beneficiar eles mesmos, logo a Nadia foi vista como a pobre vítima de um estupro coletivo.
...aqueles quatro sem alma; animais; bestas, a deixaram bêbada pra depois abusar dela...", disseram os comunicadores em mais de um noticiário.
Após o bombardeio da mídia, os quatro caras foram expostos como o pior da sociedade e, claro, foram presos.
Claro que muitos colegas do Bacho protestaram contra tamanha infâmia, se tudo estava claro no vídeo, mas pra quem queria usar essa gravação como prova era chamado de cúmplice por ter ela.
No final, os caras pegaram uma pena de dez anos, que depois foi reduzida pra sete.
Agora eles já tinham saído. Já tinham saído da prisão e a Nadia não sabia como ia encarar eles, encarar a verdade. Não sabia como reagiria quando trombar com eles. Era isso que ela pensava ali parada na plataforma, de mão dada com a filhinha dela, a Ana Paola. Essa que nunca ia conhecer o pai, porque quem a gerou fez isso do seguinte jeito:
Naquele dia da orgia infernal, tanto a Nadia quanto os parceiros dela caíram no sono pesado. Exaustos e cheios de cachaça, mal iam acordar até horas depois, o que deu mole pra rolar o seguinte.
Paco, o irmão do Carlos, chegou acompanhado de uns parceiros. Eles se depararam com a seguinte cena: uma mina toda pelada e de pernas abertas, rodeada de caras que, com certeza, tinham curtido ela até não aguentar mais.
Com os celulares na mão, abriram as nádegas dela pra mostrar como aquela buceta tava toda aberta e vermelha.
Aqueles recém-chegados, bem mais velhos que os do grupo que estava ali, não perderam a chance e abusaram dela, que tava totalmente inconsciente. Meteram nela sem nem usar camisinha, só cuspindo pra lubrificar.
Depois de entrar e sair, entrar e sair, entrar e sair e entrar e sair dela, gozaram dentro. Bem fundo.
Aqueles caras ficaram malucos de prazer ao ver as próprias porcarias escorrendo da novinha, depois que o cálice feminino dela ficou cheio de toda aquela merda.
Inconsciente, a Nadia tava toda inundada com as secreções masculinas de uns caras completamente estranhos.

Gravaram ela. Claro, gravaram ela assim, rindo do que fizeram com aquela novinha que pra eles era uma completa desconhecida.
—Dizem que quem dorme perde, e essa aí perdeu — comentou alguém e riu. Todos riram.
Mais tarde, Paco e seus amigos foram embora. Um deles levou a calcinha da moça pra cheirar no caminho.
—Uuuhhhmmm... isso que é vida boa —disse ele, enquanto "cheirava" fundo as calcinhas da garota e com uma mão acariciava a própria masculinidade, relembrando sua obra.
0 comentários - Nadia, a gostosa do caralho