Corno na praia – Parte 2

As luzes da rua de pedestres não deixavam dúvidas: Dai tava brilhando. O sorriso dela era genuíno, os olhinhos dela cintilavam. O cara não acreditava em nada do que ela tava falando com a boca: que tinha que ir, que tava com pressa. Eu de dentro ainda olhava. Ela me escreve: "Você vai sair?". Respondi: "Espera que fui no banheiro, tava me mijando. Vai andando devagar, te alcanço". Ela leu, escreveu "ok" e guardou o celular. Olhou pra dentro, deu um último beijo e foi embora. Ele ficou uns segundos olhando ela ir, e entrou. Passou do meu lado. Naquele momento já não sentia mais tesão, era puro morbo de saber até onde ela iria. E apareceu aquela sensação que conheço bem e fazia tempo que não tinha: um desespero, vendo que perco o controle da situação. Sabia que ia improvisar. Meu coração batia forte, tinha que fazer alguma coisa. Vou esclarecer uma coisa antes de continuar: depois daquela noite juramos ser sinceros sempre, goste ou não o outro, em tudo que é sexo. É melhor e mais saudável ouvir talvez algo que possa não te agradar e aceitar ou não depois, do que ter uma dúvida, uma desconfiança. Isso não tem solução, vai te corroendo e acaba ferrando o relacionamento. Nós hoje com Dai estamos excelente por isso, por optar pela sinceridade. Não tinha muito tempo. Pensei uma vez, duas. E já tava na frente dele. — Oi — falo pra ele. Ele faz um sinal com a cabeça como quem diz "o que você quer?". Dei uma pequena pausa e ele solta: — Eu não procuro caras. — Não, não, nada a ver. Sou o marido da mina com quem você tava. O cara dá um passo pra trás como quem procura a guarda, caso eu desse um soco. — Calma, não tem problema. — Eu não quero confusão, a gente tava só conversando — ele me fala. — Olha, tô aqui há uma hora e pouco. Vim atrás dela porque fiquei preocupado em não acompanhar ela. E tava lá em cima — apontei pra sacada. Ele ficou sério, com certeza pensou que vinha a briga, os socos. — Me escuta — falo, e gesticulo com as mãos, jogo a cabeça pra trás pensando que ia encaixar —. Calma, não quero briga. Quer pegar ela? Fuck? Ele me encarou, não falou nada. Repito: —Quer foder ela? —Sim, claro —respondeu, ainda na defensiva. —Beleza, e eu quero ver como você come ela, sem que ela saiba. Onde você tá ficando? —Vocês são swingers? —ele me pergunta. —Não, nada a ver. Vamos acertar porque não tenho muito tempo. Onde você tá ficando? Tá sozinho? —Um conjugado na X e X. Sim, tô sozinho. Meu primo é daqui e não tem lugar na casa dele, me arrumou esse pra alugar. Ficava umas 6 quadras de onde a gente tava. Meu celular toca. Dai: "E aí, vai sair?". Tive que esperar, tava cheio. "Tô saindo", respondi. Não sei então por que um conjugado não tem como eu olhar. Ele me interrompe e diz: —Não, não, é uma casinha. Tem entrada de carro na lateral e um quintalzinho atrás, tem janelas em volta toda. Daí você pode olhar. Eu abaixo as persianas e deixo só um pouquinho levantadas, e apago a luz de fora. —Tem certeza? —Sim, não dá pra ver nada lá fora, ainda mais se eu deixar as de dentro acesas. —Ok, escuta. Vai pra sua casa agora. Compra um Federico Alvear doce, se tiver melhor, senão qualquer um, ela bebe isso e compra camisinha. Ele ouvia atento. Continuo: —Se tentar meter sem camisinha, eu entro e te encho de porrada, ok? —Sim, sim, pode ficar tranquilo. —Ela vai te ligar daqui a 10 minutos pra ir na sua casa. Passa o endereço. —Ahh, e como eu entro? Vai deixar aberto? Perguntei. —Vou deixar o portão encostado. —Ok. Dei um passo pra ir embora e voltei, peguei ele pelo braço e falei: —Isso não é de graça. O cara fez uma careta de decepção. Antes que ele falasse qualquer coisa, continuei: —Eu como minha mulher, você tem que me dar um bom show. Quero que você faça ela falar, que diga putarias enquanto come ela, ok? Quero ouvir e ver o quanto ela é puta. Ficou claro? —Siiim, claro. Adoro isso. Aliás, eu sou muito falastrão na cama. —Combinado. Nos vemos. Eu saí apressado. Dai me esperava na esquina. Uma hora pra mijar? —ela me disse, rindo um pouco, mas com aquele olhar que eu já conhecia, mistura de nervosismo e curiosidade. —Foram 10 minutos, O banheiro tava lotado, tinha bunda pra fora — respondi, tentando soar normal—. Vamos fumar um cigarro na praia, bora. Enquanto a gente andava as duas quadras, o ar salgado batia forte. Ela ficou quieta um tempo, depois soltou: — Eu não conseguiria te ver com outra gostosa. Eu sim e adorei te ver — falei sem filtro. — Isso por que você não me quer — respondeu baixinho. — Nada a ver, isso já conversamos. Homens e mulheres nisso são diferentes. — É, você diz — murmurou, como se não estivesse convencida. Sentamos no caminho de madeira, acendemos um baseado cada um. Teve um silêncio longo. Eu pensava em como dizer, como soltar o que tava na cabeça. E ela quebrou primeiro: — Bom, agora tenho que cumprir, haha. Você vai tratar bem minha bunda? Não vai ser bruto? Não respondi. Joguei o cigarro, beijei ela forte. Deslizei a mão pela coxa dela até a buceta. Enquanto acariciava devagar o clitóris, sussurrei: — Tá com tesão? — Muito — responde com um suspiro. — O cara te deixou com tesão? — Um pouco — gemeu baixinho. Eu toquei ela mais forte, círculos rápidos. — Você tocou na pica dele? — Sim, por cima da roupa — gemeu de novo. — E gostou? Ela gemeu, não respondeu. Insisti: — Responde. — Sim… ahhh… mmm… — disse, voz trêmula. — Você queria dar pra ele? Ela não respondia, só gemia baixinho. Eu toquei ela mais forte, ela tava quase gozando. — Responde — falei. — Ahhh… mmm… siiiim… siiiim… metia tudo! — disse quase gozando, voz quebrada. Eu parei de repente e tirei a mão. Ela ficou ofegante, arfando. — Você ficou bravo? — perguntou ainda tremendo. — Não, não fiquei bravo. É que quero que você dê pra ele. — Cê tá louco? — Não, é verdade. Quero que você dê pra ele. — Haha, por que a gente não vai pra casa e transa? — disse, tentando desviar. — Manda mensagem pra ele, bora — insisti. Ela me olhou meio séria, percebeu que eu tava falando sério. — Ahhh, já sei onde isso vai dar. Você quer que eu fique com ele pra depois eu deixar você pegar a puta do quiosque? Sério? Marcos? — Nada a ver. Eu não quero transar com ninguém. É que eu te vi muito animada com ele. Você não tava fazendo por brincadeira. O cara soube te conquistar, não sei como te dizer. Você sempre esteve ali pra me satisfazer, sem se importar com nada. Sempre foi uma boa esposa na cama, mesmo quando não tava com vontade ou tava com dor de cabeça ou sei lá, sempre me agradou. Nesses 11 anos, eu te usei sempre que quis e do jeito que quis. E hoje eu te vi cheia de desejo por ele e queria te dar isso: que você se desse um gostinho sem cobranças depois. Ela me ouvia e não dizia nada. A verdade é que aquilo saiu de mim, eu não sabia o que dizer, e por mais que parecesse uma desculpa esfarrapada, no fundo, bem no fundo, tinha sinceridade. SINCERIDADE. Ela olhou pro mar por um instante pra não me encarar, e disse: — Não precisa me deixar transar com outro… — ia continuar. Eu cortei na hora: — Quero que você dê pra ele. Pode ir. E beijei ela. O beijo foi longo pra evitar responder. — Olha — falei —, presta atenção e não vamos mais enrolar. Agora você liga pra ele e diz que eu fiquei puto porque você demorou e que com certeza fui embora com alguma vadia. Ele vai te chamar pra se ver. Você aceita. Vou te dar duas horas, e usa camisinha pra transar. Ela me olhava, concentrada nas instruções. — E por último: eu quero que você vá e curta, o quanto quiser. Que se solte, que grite, que seja safada, que use ele como se fosse um stripper pago. Que não tenha medo de fazer ele se sentir mal se depois de uma trepada pedir outra. Quero que você foda pra valer. E se você só for e se deixar fazer, toda submissa assim, você tá me enganando. Eu não vou saber, mas você vai. Vai ser uma traição, uma infidelidade, e você vai carregar isso. — Liga pra ele — falei. Ela pegou o telefone e ligou.

16 comentários - Corno na praia – Parte 2

muy bueno . espero la 3er parte. la comunicacion honesta es fundamental. de ambos. lograr confianza. y entender que todos tenemos fantasias, puede que no todas coincidan, pero hablarlas ayuda mucho
Arriesgado, pero estuvo bueno, ojala ella hubiera sedido cuando fue a buscarla, comprendo que es muy fiel y sincera a vos como pareja, pero la calentura que tenia podria haberla llevado sin control jaja, bueno 3ra parte por favor.
hace tanto que una serie no me atrapaba!
buenisima la aclaración de la sinceridad, los felicito!
que buen relato, quede manija por la tercer pearte! saludos
Uffffffffffffff Muy Caliente todo 🔥 ,chicos !!! Hermoso ,espero la tercera parte !! Sigo Duro !!
dale amigo, la tercera parte!! me dejaste a media paja!!
dale hdp no podes cirtarlo asi!!! Re enganchado leyendo y se me termino asi?? daleeeeeee
Tiraste otra serie y dejaste esta colgada?? Dale no podemos esperar...
Estamos en la costa, a la vuelta nos ponemos al dia
Loco muy buen relato necesito más me la imagino a mi jermu haciendo eso y dejándose coger que lindo sería vivirlo
Decime que ta estas de nuevo para la 3ra parte, no doy mas ja