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Compêndio III
Ainda lembro como a Amelia tava gostosa naquele dia. Não sei se o Ramiro é pão-duro ou corno manso, mas deixar a mulher dele usar umas camisetas tão decotadas e leggings tão apertadas é pecado demais. Como sempre, quando nossos olhares se cruzaram, ela baixou a vista envergonhada, com aquela energia sexual no ar entre a gente.Anos atrás, muito antes de Amelia e Ramiro se conhecerem na faculdade, eu fui o primeiro homem dela. Tirei a virgindade dela. Ela aprendeu a fazer boquete comigo. Ensinei pra ela como era gostoso chupar a buceta dela. Aprendeu a fazer cubana (com um par de peitos enorme como o dela, era essencial) e também comi o cu dela, um prazer que na família da minha mulher é um dos favoritos.
A timidez dela foi sumindo enquanto ela mordia o lábio inferior, os olhos verdes brilhando de reconhecimento. O cheiro fraco do perfume barato dela se misturava com o ar estéril do hospital, algo doce e desesperado por baixo. Os dedos dela se contraíam dos lados, depois se fechavam em punhos como se ela estivesse se segurando fisicamente pra não me tocar.• Marco! - murmurou ela, com uma voz quase inaudível, como se estivesse admitindo minha existência.
Um rubor subiu pelo pescoço dela quando eu abracei ela, e minhas mãos pararam um segundo a mais do que deviam na curva da cintura dela. Os peitos dela se apertaram contra o meu peito, quentes até através do tecido fino da regata dela. Do outro lado do quarto, Pamela revirava os olhos e se mexia desconfortável na cama de hospital, embora eu não soubesse se era por causa dos pontos ou da tensão. Violeta, que junto com a Lucía também tinha chegado na companhia da minha esposa, sorria debochada enquanto preparava uma xícara de café, com o olhar balançando entre as orelhas vermelhas da Amelia e a indiferença fingida da Marisol.
Amelia se afastou primeiro, alisando os leggings pecaminosos com dedos nervosos.
• O... o bebê. - gaguejou ela, virando-se pra Pamela com um sorriso forçado, como se tivesse lembrado de repente do motivo da visita. - Como tá o pequeno Adrián? E a sua gozada, você...?
Ela se interrompeu com uma risada trêmula, percebendo o quão delicada aquela pergunta soou naquele quarto. O silêncio era denso: a Pamela subiu muita gozada, igual depois do Jacinto, os dois obra minha. Marisol tirava uma pelúcia da roupa, com os lábios tremendo. Ela adorava isso. A humilhação silenciosa de ver a própria irmã se desmanchar enquanto fingia não perceber como meus dedos tinham roçado a bunda da Amelia durante o abraço.
Assim como aconteceu com minha esposa, eu nunca percebi que a Amelia sentia algo por mim. Naquela época, eu era realmente o melhor amigo da Marisol até o dia em que ela me beijou. Então, começamos a sair, mas Amelia nunca disse nada.
Nossa relação teve um começo conturbado. Amelia e a família tiveram que se mudar pro norte, pra outra cidade, porque o pai dela, um idiota, conseguiu um emprego lá (ou talvez já estivesse pensando em largar minha sogra, quem sabe). O caso é que Amelia estava sendo assediada sexualmente pelo professor de educação física dela porque era a mais desenvolvida fisicamente da turma, principalmente por causa dos peitos. Ela tentou contar pra mãe, mas aquela merda também tentou comer ela. Eu estava ficando na casa dela porque fuiascendido(na verdade, eu estava resolvendo um problema do meu chefe) e tinha que me deslocar da minha casa com a Marisol na capital até as putinhas perto daquela cidade. Então, quando fiquei sabendo da história do professor dela, defendi a Amélia. Levei uma surra, mas também consegui uma gravação dos crimes dele. Como recompensa, a Amélia começou a entregar o corpinho dela pra mim aos poucos, até que chegamos ao ponto de transar juntos e até rolar uns menage com a Verônica, a mãe dela. Como eu disse antes, a família da minha esposa é cheia de umas vadias taradas por sexo.
Marisol, que ainda era minha namorada, descobriu isso meses depois, mas na verdade ela queria que eu fosse o primeiro da irmã dela, assim como o amante da mãe dela, então, pra minha surpresa, ela não ligou muito quando soube. Ela nunca confessou (na verdade, mais tarde descobri que minha esposa começou a explorar o lado lésbico dela com a Amélia), então quando a verdade veio à tona, fiquei chocado. Naquela época, eu tava comendo a mãe, a irmã e a prima Pamela da Marisol, com aas esperanças delade que acabaria comendo também a tia Lúcia dela (o que eu realmente acabei fazendo).Amelia continuava encarando o bebê da Pamela, com as mãos levemente trêmulas enquanto ajustava a manta em volta do Adrián. O cheiro de talco de recém-nascido se misturava com o cheiro forte de sexo: mesmo depois de ter tomado banho, ainda dava pra sentir o cheiro de sexo depois que eu tinha comido a enfermeira da Pamela, a Camila, há menos de seis horas. Amelia prendeu a respiração quando o bebê agarrou o dedo dela com o punho minúsculo, e os peitões dela subiram com uma inspiração trêmula.
• Ele é perfeito! — ela sussurrou, mas os olhos dela pousaram em mim, só por um segundo, como se ela estivesse imaginando como seria o nosso.
Marisol escolheu aquele momento pra pegar uma uva da cesta de frutas e levar à boca com uma lentidão calculada.
+ O Adrián tem o nariz do Marco. — ela disse com sutileza, confirmando a afirmação que tinha feito quando a Amelia chegou, observando a reação dela como se fosse a novela favorita dela.
O quarto ficou em silêncio. Até a xícara de café da Violeta parou no meio do caminho até os lábios dela.
+ A Pamela praticamente implorou pra ele passar o creme nela. — continuou Marisol, sorrindo ao ver os dedos da Amelia se fecharem de repente em volta da manta do bebê. — Né, prima?
As bochechas da Pamela ficaram vermelhas do mesmo tom que as estrias pós-parto dela. Ela ajustou o avental do hospital sobre os peitos inchados, sem conseguir olhar nos olhos cada vez mais arregalados da Amelia.
> Ele é... gentil. — murmurou Pamela, traçando a sobrancelha minúscula de Adrián, aquele arco característico meu que passei para minha cria. — Quando quer. Foi o primeiro cara que, por mais frustrante que fosse, não caiu nos meus truques... apesar de ser um tarado babão pelas minhas tetas... mas também foi o mais amável. Ele percebeu que eu era inteligente e realmente mudou minha vida.Os lábios carnudos de Amélia se separaram ligeiramente, não por surpresa, mas por algo mais sombrio. Mais faminto. O olhar dela deslizou para minha virilha e ela passou a língua nos lábios para umedecê-los. O cheiro barato do perfume dela ficou enjoativo conforme sua respiração ficava mais superficial. Marisol me deu um chute leve e brincalhão no tornozelo, e o cabelo castanho-mel balançou quando ela se inclinou para frente.
+ Marco continuou rejeitando a Pamela até ela chorar e confessar que queria algo mais do que a pica dele. — sussurrou Marisol teatralmente, jogando um talo de uva no decote de Amélia. — Ela disse que estava ficando mais velha e queria ter um filho. Então me pediu... e eu emprestei ele por uma noite. Lindo, né?
Mais uma vez, Marisol me fez sentir como se eu fosse um par de sapatos que ela divide com a família. Não que eu esteja reclamando, mas me faz sentir mais como um objeto do que como uma pessoa.
A reação de Amélia não teve preço. Os lábios dela, aqueles lábios carnudos e suculentos que um dia adoraram minha pica com tanta desespero, agora tremiam com uma inveja mal contida.
O jeito que o peitão enorme dela balançava, aqueles peitos de 106 cm cheios de porra que se apertavam contra a blusinha frágil dela, me dizia tudo. A Pamela tinha conseguido o que a Amelia (e provavelmente as outras) desejavam em segredo: meu filho plantado bem fundo nela, enquanto a Marisol observava com aprovação de um canto.• Eu... eu também já desejei isso uma vez. — admitiu a Amelia finalmente, com uma voz tão baixa que todo mundo se inclinou pra ouvir. Os dedos dela se agarraram na manta do Adrián como se imaginasse que era meu cabelo. — Quando a gente ainda tava... sabe como é...
Ela nem conseguiu dizer: naquela primavera eu estraguei ela pra qualquer outro homem, quando eu montava de camisinha toda tarde enquanto a gente saía pra correr até o vergel secreto dela.
o Ramiro ia ficar louco se... — Violeta bufou no café dela, quase derrubando.
• Cala a boca! — interrompeu a Amelia nervosa, com os dedinhos delicados ainda enroscados na manta do bebê.
Uma risada amarga escapou dos lábios dela.
• Ele não faz ideia. Uma vez desconfiou quando o pequeno Miguel nasceu com os olhos verde-azulados. Os meus são esmeralda, claro, mas os do Ramiro são escuros. E quando o David nasceu com aquele mesmo queixo... — Ela fez um gesto vago, como um arrepio, e hesitou. — Nunca contei pra ele. Nunca. Deixava os amigos próximos dele se revezarem comigo quando ele tava ocupado demais estudando... o que era frequente. Eu... não tive a menstruação. Contei pra ele. O Ramiro ficou chocado... e me pediu em casamento... então a gente casou... a gente ainda tava estudando... mas quando aconteceu de novo...
O silêncio era quase absoluto. Dava pra ouvir um alfinete caindo. Mas eu, particularmente, fiquei sem palavras. Antes de me casar com a Marisol, a Amélia era uma menina doce e tímida com um corpo gostoso. Nunca pensei que ela fosse capaz de se envolver com outros caras pelas costas do namorado, mesmo quando a própria Marisol me contou depois que descobriu. Muito menos imaginei que ela fosse capaz de engravidar de outro homem e enganar o Ramiro daquele jeito. Mas, por outro lado, o Ramiro é um cara legal, mas sexualmente sem graça, e apesar de tudo, eu conheço os gostos específicos da Amélia na cama, então, de certa forma, entendi o que tinha rolado.A Amélia pegou a mãozinha do Adrián e apertou de leve, com os dedos tremendo um pouco.
• Sei que parece horrível. — ela continuou, com a voz quase um sussurro. — mas depois que você e a Marisol foram pra Austrália, eu... me senti tão vazia. O Ramiro era doce, mas... não sabia me tocar como você fazia. Não me fazia gemer. (Ela engoliu em seco com dificuldade, os lábios carnudos tremendo.) Os colegas de classe dele, Ariel e Martín, perceberam. Começaram a passar mais tempo com a gente quando o Ramiro ficava estudando até tarde. Uma noite, eles... bom... (Os olhos verdes dela encontraram os meus, culpados, mas sem arrependimento.) …O Ramiro e eu saímos pra balada. Lá encontramos o Ariel. Naquela época, ele era uma mistura de idiota e valentão pro Ramiro. Mas o Ariel sabia que o Ramiro tinha pouca tolerância ao álcool... encheu ele de cerveja pra gente poder dançar junto... Fiquei com tesão... e acabei fazendo um boquete no Ariel no banheiro... e deixei ele me comer pelo cu...
Depois disso, a gente começou a se ver regularmente... Martín nos encontrou por acaso no banheiro dos caras... Ariel obrigou ele a nos assistir enquanto eu comia ele no cu... Martín começou a me chantagear, mesmo eu sendo amigo da namorada dele por anos... Fizeram um menage comigo na cama do Ramiro enquanto ele tava na biblioteca. Depois disso, simplesmente... continuou rolando. Às vezes separado, às vezes junto. Ramiro nunca desconfiou de nada. Tava ocupado demais com a tese dele.
Pamela prendeu a respiração e apertou os dedos em volta do lençol. Até o sorriso debochado da Marisol vacilou por um segundo: isso era mais obsceno do que ela tinha imaginado. A voz da Amelia ficou mais baixa, e a confissão jorrou como pus de uma ferida.• Quando engravidei do Miguel... não tinha certeza de quem era. O Ariel era o mais... prolífico. Ele gostava de gozar dentro de mim. Mas o Martín... preferia meu cu. O Ramiro? Mal me tocava a menos que estivesse meio dormindo. Mas quando o teste deu positivo, entrei em pânico. Falei pro Ramiro que era dele. Ele acreditou em mim. (Ela soltou uma risada amarga.) Ele até chorou. Me pediu em casamento ali mesmo, no apartamento de estudante pobre dele. Eu aceitei porque... bom, o que mais eu podia fazer?
Adrián se remexeu nos braços da Amelia, franzindo o rostinho minúsculo. Ela o embalou distraidamente, com os peitões balançando por baixo daquela regata fininha.
• Quando o Miguel nasceu com aqueles olhos... quase desmaiei. Eram quase idênticos aos do Martín. Do mesmo tom. Com a mesma... frieza. (A voz dela prendeu na garganta ao falar aquilo.) O Ramiro disse que era um gene recessivo da avó dele. Mas aí chegou o David... (A voz dela falhou.) O Ariel costumava sorrir toda vez que via o queixo do David nas fotos de família. Como se soubesse. Como se achasse graça que meu marido estivesse criando o filho dele.
O silêncio ficou insuportável. A xícara de café da Violeta caiu barulhenta no pires, com os dedos trêmulos. Amelia soltou o ar bruscamente pelo nariz.
• Fica tranquila, maninha! Não vi nenhum dos dois desde a formatura. — Os lábios carnudos dela se torceram num sorriso amargo, acalmando um pouco a irmã. — Mas isso não quer dizer que eu tenha parado de...
o Meu Deus! — Violeta levou a mão à boca e olhou pra ela rapidamente. — Você... ainda...?
Amelia deu de ombros e ajustou Adrián nos braços. Os dedinhos do menino se enroscaram no decote da regata dela, puxando-a perigosamente pra baixo. Ela não ajeitou. • Não com eles. – confessou, simples. – Mas sim. Um personal trainer de academia. O terapeuta dos meus filhos. Às vezes, o assistente do Ramiro quando ele precisa fazer algum recado. (A risada dela foi aguda, frágil.) Mas agora eu faço eles usarem camisinha, sempre. Exceto...
Ela parou, mas o olhar dela cravou em mim, quente e intenso.
Violeta soltou um som abafado. A xícara de café bateu na mesa com estardalhaço, e o líquido morno escorreu pela borda.— Você não pode... E se...? — perguntou desesperada.
Amelia revirou os olhos e ajustou o peso de Adrián nos braços. O bebê gorjeou, com o punho pequeno ainda enroscado no decote escandaloso da camiseta dela.
— Relaxa, irmãzinha! O Marco me ensinou sobre sexo seguro. Pílulas. Camisinhas. DIU. Sei lá. Uso tudo. — Sorriu com ar debochado, balançando Adrián de leve, com os peitões enormes balançando hipnoticamente. — E obriguei todos a usar camisinha... (O olhar dela deslizou até mim, lento e deliberado.) Todos menos um.
o ¡Mas o Marco não...! - As mãos da Violeta voavam feito passarinho assustado.
<- Shhh!- Verônica silenciou a filha mais nova com um dedo, enquanto acariciava o cabelo de Amélia com orgulho maternal. - Isso é diferente, meu amor. O Marco faz check-ups constantes com o médico. Todas as mulheres dessa família já transaram com ele sem camisinha... na real, até tivemos que implorar pra ele deixar a gente fazer. - Sorriu ao ver a filha mais nova levantar uma sobrancelha. - Até a Lúcia sabia, já que compartilhei alguns resultados dele com ela antes dela montar nele na mansão dela.Pamela se sentou de repente, fazendo uma careta de dor ao puxar os pontos, e aninhou o Adrián contra o peito dela. O bebê se agarrou com avidez, amassando com as mãozinhas a carne inchada dela. Ela olhou com raiva pra Amélia por cima da cabeça do menino.
> É fácil falar, tia! - reclamou ela, ajustando a bata do hospital com mais força do que o necessário. - Você não foi a que ficou vomitando por nove meses enquanto...
+ Ah, qual é, prima! - Marisol interrompeu o chilique dela. - Não vem dizer que você não queria. Eu te falei que ia ser difícil... mas olha nos meus olhos e me diz que não valeu a pena.
Pamela hesitou, apertando com força o corpinho minúsculo do Adrián enquanto ele mamava ruidosamente no peito dela. Os gorjeios de satisfação do bebê preencheram o silêncio tenso. Ela soltou o ar bruscamente pelo nariz e ergueu os olhos escuros pra encontrar o olhar divertido da Marisol.
> Vai tomar no cu! - exclamou com aquele sotaque deAmazona espanholaque eu adoro, mas não havia raiva de verdade por trás daquelas palavras, só cansaço e algo perigosamente parecido com gratidão.
O ar estava elétrico. Todas me olhavam, algumas, como Amélia e Violeta, com um toque de vergonha. Verônica e Lúcia, por outro lado, me encaravam como se nossas escapadas fossem simples travessuras de criança. Marisol, claro, me olhava com aqueles olhos verdes-esmeralda brilhantes cheios de admiração. E apesar da sua fúria espanhola latente, Pamela também me olhava com traços de amor. Todas tinham compartilhado minha cama e sabiam que não seria a última vez. Que, de algum jeito, dariam um jeito de escapar comigo a sós, talvez até com a ajuda da Marisol, ou com ela se juntando a nós. Mas no fundo, todas entendiam por que Pamela tinha me escolhido pra engravidar.
Marisol quebrou o silêncio primeiro, limpando a garganta de forma teatral.
+ Ah, Amélia, querida! - disse, esticando as pernas, com o pé descalço roçando minha panturrilha com uma pressão deliberada. - Trouxe uma coisa da Austrália pra você... (Ela fez uma pausa, torcendo os lábios finos.) ...Mas acho que deixei no quarto da Pamela... (O olhar dela pousou em mim, lento e cúmplice.) ...Marco, meu amor, você se importa de levá-la pra buscar?
Engoli seco. Amélia me olhou, corando também. Ela prendeu a respiração de forma audível, um som tão agudo que o pequeno Adrián se assustou nos braços de Pamela. Ela se levantou bruscamente, com os peitões balançando por baixo da regata esticada, e eu percebi um leve tremor nas coxas dela enquanto alisava as rugas inexistentes da legging. O cheiro barato do perfume dela se intensificou ao redor, se misturando com o almíscar da antecipação.
- Onde você deixou, Rouxinol? - perguntei, me resignando ao meu destino, já vendo o sorriso safado nos lábios dela.
Marisol enrolou uma mecha do cabelo castanho-mel no dedo, com os olhos verdes brilhando de malícia.
+ Já sabe, na cama da Pamela. – apontou com indiferença fingida, indicando com a mão para a Amélia. – É a “pacotão grande... debaixo de umas roupas.O jeito que seus lábios finos se curvaram ao pronunciar a palavraroupafez Pamela gemer entre os lençóis do hospital: ela sabia muito bem que ali não tinha roupa. A gente não tinha entrado no quarto dela durante toda a viagem.Os lábios carnudos da Amelia se separaram de leve e o pulso dela acelerou visivelmente na base da garganta. A regata colava no decote molhado enquanto ela virava em direção à porta, balançando o quadril só o suficiente pra tecido barato da legging apertar na bunda dela. A Violeta me deu um chute leve no tornozelo pra chamar minha atenção e sussurrou:
— Não ouse estragar a aliança de casamento dele! — como se algum de nós ligasse um caralho pro anel de prata vagabundo do Ramiro naquele momento.Marisol se espreguiçou preguiçosamente, e a barra da saia dela subiu, deixando à mostra a calcinha de renda branca que eu amo.
— E o Marco? — perguntou enquanto lambia uma gota de suco de uva do lábio inferior. — Dá uma olhada também por trás. Pode ter alguma coisa que valha a pena ver.
Pamela se engasgou tomando água, sabendo que a gente ia profanar a cama dela. Lúcia se abanava com uma revista.
— De novo? — Verônica perguntou com os lábios mudos, lembrando como eu tinha comido o cu dela na segunda.
> Só... não suja muito minha cama. – pediu Pamela com desdém, aceitando de má vontade enquanto amamentava o Adrián. – E areja meu quarto quando terminar.Marisol revirou os olhos de um jeito brincalhão.
+ Ai, relaxa, prima! Você não disse que o Marco te comeu até te deixar sem sentidos na sua cama quando te engravidou, e que mesmo assim você dormiu que nem um bebê depois? – As bochechas de Pamela ficaram vermelhas e ela fez bico enquanto Marisol dava um sorriso cúmplice pra Amelia. – Vamos, mana! Já faz um tempão.
Amelia hesitou só um instante antes de me seguir, rebolando com uma lentidão calculada, aquele movimento devagar e controlado que fazia o tecido barato da legging grudar em cada curva. Assim que a porta se fechou atrás da gente, ela prendeu a respiração. O cheiro do tesão dela, denso e floral, tomou conta do corredor estéril antes mesmo de a gente virar a primeira esquina.
Camila quase tromba com a gente na sala das enfermeiras, e a prancheta dela caiu no chão quando percebeu o quanto a gente tava perto: Amelia colada em mim, os peitões enormes roçando no meu braço a cada passo apressado. Os olhos escuros da enfermeira correram entre nós, pararam na garganta vermelha da Amelia e depois se fixaram em mim com desconfiança.
-> Já vão pra casa? – perguntou com uma voz falsamente leve enquanto se abaixava pra pegar os arquivos, com o decote do jaleco aberto, deixando à mostra as marcas de mordida que eu tinha deixado na clavícula dela na noite anterior.
– A Marisol deixou o presente da Amelia na casa da Pamela. – respondi, vendo os dedos da Camila apertarem a pasta até o plástico estalar.
As narinas dela se dilataram; provavelmente conseguia sentir o cheiro do tesão da Amelia misturado com o antisséptico do hospital, conseguia ler a tensão no jeito que os lábios carnudos da minha cunhada se abriam e se apertavam. como se estivesse segurando fisicamente as palavras. Ou os gemidos.
O olhar de Camila se fixou no decote de Amelia, aqueles peitões enormes que praticamente escapavam da regata depois que as mãozinhas de Adrián a tinham torcido. Ela inspirou bruscamente pelo nariz, captando nosso cheiro como um cão de caça. A maratona da noite anterior entre as coxas abertas dela a tinha deixado ainda tremendo quando saiu do trabalho esta manhã, e agora aqui estava eu, levando outra mulher para a cama com a mesma facilidade predatória.
-> Um presentinho, hein? - A pasta de Camila rangeu sob seu aperto com os nós dos dedos brancos, e seus olhos se fixaram na pulsação visível na garganta de Amélia.
A enfermeira sabia exatamente que tipo de “presentenos esperava no quarto da Pamela: ela mesma tinha recebido e reconhecia a dilatação faminta das pupilas da Amélia, o jeito que seus lábios carnudos se separavam como se já estivesse imaginando como se enrolavam no meu pau.— Hum. — disse ela, sem conseguir esconder o ciúme. — Então, acho que a gente se vê amanhã.
E apertou a pasta entre as mãos enquanto se dirigia ao quarto da Pamela.Próximo post
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