El tercero

Não voltamos a fazer nada parecido com o que rolou da última vez no hotel. Nem voltamos naquele lugar, que eu adorava tanto. Meu namorado não sabe como foi a parada de verdade porque não contei tudo pra ele. Ele ia ficar puto. Ia doer no orgulho de macho dele que outros "otários" (como ele diria) deram um jeito de "comer a putinha dele", como ele falaria. Acontece, amor. Não é algo que a gente busca toda hora. Mas você é mulher, ou pelo menos se sente assim, como no meu caso. E sabe que é sua. Que não tem nada que se compare ao prazer de ser comida. Sentir uma rola grossa te invadindo enquanto te seguram firme pelos braços, pelo cabelo, pelo pescoço... Enquanto te dão tapas na raba e mordem suas costas. E apertam seus bicos, e as línguas se procuram pra se roçar, e sussurram no seu ouvido:Você é minha...Sinto que vou desmaiar. Tô tremendo. E gozo apertando as coxas.
O que contei pro meu namorado — uma versão censurada do que rolou — a gente revive toda vez que transa. Ele pensa em como o Maxi me comeu, e eu lembro do jeito que foi de verdade: com o Maxi chupando minha buceta e o Nando arrombando tudo.

Ontem à noite a gente tava na casa dele. Pelados na cama, se tocando e se beijando. Ele me abraçou, amassou meus peitinhos contra o peito dele e começou a meter os dedos em mim; depois levantou e foi pegar o lubrificante e um vibrador que comprou depois que contei como eu me masturbava quando era menina. Voltou com um daqueles grandes, que nem existiam quando eu ia pra escola. Passou um pouco de lubrificante em mim e perguntou:

_"Quer o vibrador?"_

Falei que não, que preferia a pica. Já não tenho doze anos. Mas ele não ligou. Enfiou a ponta do vibrador na entrada do meu cu e foi metendo devagar, bem aos pouquinhos.

Eu tinha contado pra ele que foi assim que me desvirguei sozinha naquela vez. Tava na casa da minha tia, um lugar que eu amava e onde tive meus primeiros flertes sexuais. Enquanto meus primos jogavam bola na rua com os amigos, e minha mãe tomava chimarrão com minhas tias, provavelmente fofocando sobre homens, eu escapei pro meu lugar favorito da casa: o tanque, onde tinha um catre sempre coberto por uma montanha de roupa pra lavar e um guarda-roupa com um espelho na porta, onde minhas tias e primas amontoavam todas as roupas que não usavam mais: calças boca-de-sino e minissaias jeans; sandálias, sapatos de salto, vestidos, conjuntos, meias e calcinhas... O paraíso pra uma bichinha pré-adolescente. Naquele dia encontrei um top, uma calcinha de renda rosa e uma saia branca plissada. Já tava pronta pra me tocar, e comecei a procurar o que enfiar na minha bucetinha. Algo que parecesse uma pica mas que não me machucasse, que não fosse grande demais nem duro. Até aquele momento nada tinha passado pela entrada do meu buraquinho porque também precisava lubrificar, e por Naquela época, eu não sabia. Aí vi a cola de sapateiro, largada numa prateleira. Destampei e apertei. Li o que tava escrito:Não é tóxico, e fiquei feliz. Me deitei de bruços no catre, sobre a pilha de roupa suja. Baixei a calcinha até a metade das coxas, levantei a saia e esfreguei minha bucetinha naquele colchão de trapos que cheiravam a macho e a trabalho. E comecei a me penetrar com cuidado enquanto ouvia os gritos de futebol que vinham do outro lado da casa. Na minha fantasia, minha mãe — sempre descuidada — tinha deixado sozinha a filha pré-adolescente e ela tinha topado com um homem de verdade que ia fazê-la mulherzinha à força. Para estimular a imaginação, peguei uma cueca suja de um dos meus primos e, enquanto cheirava, sentia meu cu se abrindo suave e delicadamente. Um verdadeiro prazer. (Nada a ver com o que seria minha primeira vez, mas isso é outra história.) Já tinha mais da metade do vibrador lá dentro. Devo ter ficado uns dez minutos assim, me esfregando na roupa e enfiando e tirando aquele tubinho de borracha, que agora entrava quase inteiro, apertando ele o tempo todo para o líquido viscoso lubrificar de passagem (mais tarde todo aquele sêmen de mentira ia secar e deixar uma sensação muito gostosa, parecida com cum de verdade). O homem sem rosto do meu sonho gozou violentamente dentro de mim, e eu também gozei, mordendo a cueca do meu primo e derramando todo o meu gozo de putinha nas calças de brim do meu tio.
Voltando ao quarto com meu namorado, ele tinha me feito voltar catorze anos atrás. Estávamos de lado, de frente um para o outro, nos beijando. Eu tinha meus braços em volta do pescoço dele, e ele uma mão na minha cintura e outra no vibrador que me comia como quando eu era uma menina fascinada pelo prazer de ter o cu arrombado.
Ele me perguntou sobre uns caras com quem eu transei uma vez. Uma vez contei ao meu namorado tudo sobre essas duas experiências, que foram numa época em que eu estava brigada com meu parceiro de então. Acho que foi na mesma semana. Foi bom, embora não completamente. Talvez tenha faltado tempo, nos conhecermos mais, fazer de novo, sei lá. Mas meu namorado se Esquentou mal. Começou a me perguntar se eu tinha amado eles. Falei que não, mas acho que sim, me apaixonei um pouquinho. Senão não teria me entregado. Ele me fazia muitas perguntas detalhadas e me acusava de mentirosa. Me disse que não era ciumento, mas sim possessivo. Que ia me deixar encontrar com aqueles caras de novo pra eles me comerem de novo. Pra eu "fazer direito" dessa vez. O ritmo hipnótico da mão dele naquela rola improvisada me fazia tremer de prazer. E comecei a me contorcer e morder o dedo de ansiedade. Com a outra mão, eu batia uma pra ele enquanto cavalgava aquele pau cada vez mais forte. Não queria gozar, mas a excitação era incontrolável. Quando sentiu que eu não aguentava mais, apertou a virola e disse: "Essa é a gozada do seu macho...", se referindo a um daqueles caras. Com um grito, sujei a barriga toda dele e desabei exausta de olhos fechados. Nisso, senti ele me dando o próprio esperma com os dedos. Me pegou devagar pelo cabelo e encostou minha cara na barriga dele.

_"Me limpa, putinha..."_

Enquanto lambia, perguntei se ele ia meter em mim. Ele me virou de lado e me abraçou por trás, enrolando o braço no meu pescoço como se fosse me estrangular. E metendo tudo em mim, falou no meu ouvido entre as estocadas:

_"Vou deixar seus machos te comerem de novo. Já que você não consegue esquecer eles. Já entendi quem são seus verdadeiros males. No final, eu sou o terceiro, né? Diz que é assim, putinha..."_

Eu não sentia daquele jeito, mas quando meu namorado fica assim, é melhor eu entrar na onda.

_"Sim... Você é o terceiro...", falei entre gemidos._

_"Vou deixar você transar com os dois. Você vai falar pro seu macho que vai pra cidade dele pra ele te comer. Ou que venha te comer aqui, como preferir. Que te busque quantas vezes quiser, não vou impedir. Mesmo que a gente esteja prestes a transar, vou deixar ele te levar do mesmo jeito. Que te coma no carro, num hotel, na rua se quiser. Que te coma numa praça, até porque ninguém te conhece lá. Só vão ver uma putinha mais se exibindo como ela gosta, né? Mas você não vai contar pra ela que eu sei. Melhor que ela não saiba. Deixa ela se achar. Assim vai ser melhor".

Ele me segurava pelo queixo, me dando bombadas fortes mas lentas, daquelas que querem enfiar o que já não cabe mais. As palavras dele me excitavam cada vez mais, eu estava me segurando pra não gozar, enquanto ele beliscava meus mamilos e continuava:

_"O outro magrelo eu vou falar com ele. Desse aí não me importa que ele saiba. Vou contar pra ele o quão puta você é e o quanto você gosta do que fazem com você. E vou dizer pra ele te tratar como quiser. Vou te mandar com cordas bondage por baixo da roupa; com algemas pra ele te amarrar e arrebentar sua bunda. E vou comprar aquelas paletas que dizem 'puta' ou 'vadia' em relevo, pra deixar seu cu marcado. E depois que ele te comer várias vezes, você vai dizer que tem um macho em outra cidade que é seu verdadeiro dono. Assim aquele otário fica com ciúmes. E você vai dizer pra ele te levar pra se encontrar com o outro, que você vai pagar a viagem com sua buceta. Que ele te faça chupar a pica dele enquanto dirige; que pare no acostamento e te coma no mato, no meio do capim, igual uma raposa. Mas que te deixe pronta pro seu macho que tem uma maior. Assim não dói tanto".

Eu me contorcia com aquelas mãos quentes nos meus peitos, e com aquela brasa no cu me fazendo escorrer gozo sem parar.

_"E quando você cansar do seu macho, ou ele cansar de te comer, você vai dizer que tem outro que te leva pra ver ele, que também te fode, e que eu sei. E você vai dizer pra ele te enfiar se quiser. Que te detonem. Que te mandem sem calcinha, toda suja e melada...".

Não aguentei mais e gozei em cima, com outro grito, enquanto ele dava as últimas bombadas pra me encher.

Ficamos assim, grudados, abraçados, suados, ofegantes e tremendo, tentando recuperar o fôlego... Eu pensando que tudo que ele tinha dito era sério, e que era possível só de querer.

Ele me tirou dos pensamentos me acariciando e disse pra eu repetir esta frase: Obrigado por me deixar ter outros males. Por me deixar ser a puta que eu sou. Você é o único que me permite isso...El tercero

0 comentários - El tercero