
Héctor passava meses olhando pra Marizza como quem olha pra um fruto proibido: com fome, com desejo, com a fantasia plantada atrás dos olhos. Ela era colega de escritório: pele morena, curvas marcadas, boca carnuda que parecia feita pro pecado. Toda manhã ele arrumava uma desculpa pra falar com ela, provocar com uma piada, roçar a mão por acidente. Ela sorria… mas sempre de longe. Até aquela tarde. O corredor tava vazio quando ele finalmente criou coragem. — Marizza — falou, com o coração batendo na garganta —. Posso te chamar pra sair? Só um jantar… uma noite. Ela olhou ele de cima a baixo. Não tinha doçura na expressão dessa vez, só fio de navalha. — Não, Héctor. Não gosto de você — respondeu, num tom seco, sem rodeios —. Nunca te daria uma chance. Arranja outra. Eu não sou pra você. E foi embora. Assim, sem freio, sem meias palavras, sem piedade. Héctor ficou cravado no chão, sentindo o orgulho queimar, o ego… e algo mais fundo: uma mistura de humilhação e desejo que agora tinha ficado mais escuro. Naquela noite ele andou sem rumo pela cidade. A chuva caía fina, as luzes estavam borradas pela água, e na cabeça dele só repetia a mesma frase: “Nunca te daria uma chance… nunca… nunca…” Ele apertou os dentes. Não aceitava aquele final. Não com ela. Não depois de tanto desejá-la, imaginá-la, sonhar com ela pelada gemendo debaixo dele. Foi aí que ele viu. Um lugarzinho, quase escondido entre dois prédios velhos. Uma placa escrita à mão dizia: “TRAMPO – LEITURAS – AMARRAÇÕES – CAMINHOS ABERTOS” Lá dentro, um velho de pele enrugada, olhos pretos e sorriso sinistro observava ele como se tivesse esperando. — Entra, rapaz — disse o homem sem se apresentar —. Eu conheço esse olhar. Alguém te deu um fora… e você quer torcer o destino. Héctor ficou paralisado. — Como…? — Não importa o como. Pergunta real: o que você quer conseguir? Grana? Poder? Vingança? Ou… sexo? O velho sorriu mais, mostrando dentes amarelos. Os lábios de Héctor secaram. —Só quero ela —confessou, sem máscara—. A Marizza. Quero que me deseje, que me procure, que fique louca por mim. Que não consiga se afastar. Que precise de mim… de corpo e alma. O xamã assentiu, satisfeito, como se aquela fosse a resposta que queria ouvir. —Isso é possível. É magia antiga. Macumba. Muito forte. Mas tem um preço. Nada é de graça nesse caminho. —Eu pago —disse Héctor sem hesitar. —Você ainda não sabe o que vai perder. —Não me importa. O velho estendeu a mão. —Amanhã à meia-noite. Traga algo dela. E seu desejo vai virar carne. Héctor saiu daquele lugar com uma mistura de medo, adrenalina e tesão que subia pela espinha. Não sabia exatamente o que estava prestes a desencadear… só sabia que Marizza seria dele. E que não tinha mais volta. Héctor chegou à meia-noite, bem como o xamã havia mandado. O local estava iluminado só por velas vermelhas e pretas. O ar cheirava a tabaco, terra molhada e algo metálico, tipo sangue fresco. O velho o esperava sentado no chão, na frente de um círculo desenhado com símbolos que Héctor não reconheceu. —Trouxe? —perguntou o xamã sem levantar o olhar. Héctor tirou do bolso uma fita vermelha que Marizza usava sempre no pulso. Tinha roubado da gaveta da escrivaninha dela. —Isso serve —disse o velho, sorrindo com uma satisfação sombria. Cortou a pele do boneco de cera que tinha na frente, amarrou a fita e misturou umas gotas do sangue de Héctor sobre a figura. Depois começou a murmurar numa língua grossa, gutural, cheia de sons que pareciam impossíveis de um humano pronunciar. As velas tremeram. O ambiente ficou pesado. Héctor sentiu um calor subir pela espinha, como se algo rastejasse por dentro dele, abrindo caminhos novos. O xamã abriu os olhos, pretos como um poço. —Pronto. Ela vai te desejar. Vai sentir seu nome na pele. Vai sonhar com você. Vai ansiar pelo seu corpo. Mas lembra, rapaz… desejo sem amor só traz fome. E fome sempre pede mais. Héctor não Ele ouviu o presságio. Só pensou na Marizza. Naquela mesma madrugada, no apartamento dela, Marizza acordou assustada. Ofegante. Suada. Os lençóis estavam revirados, e o corpo dela tremia com um ardor na buceta que ela não entendia. Levou a mão ao peito. O coração batia rápido, como se tivesse corrido. Uma imagem veio à mente: o Héctor por cima dela, respirando no pescoço dela, segurando os quadris dela, se movendo dentro dela, comendo ela com uma intensidade que ela nunca tinha sentido. Não conseguiu evitar um gemido abafado. — O que… tá acontecendo comigo? — sussurrou, confusa. Levantou, foi até o banheiro e se olhou no espelho. Os lábios estavam inchados, como depois de um beijo profundo. O pescoço marcado, como se tivesse sido mordido. Mas ela estava sozinha. Ou pelo menos, era o que ela achava. Na manhã seguinte, no escritório, algo tinha mudado. Héctor viu ela entrar: saia justa, blusa colada, perfume doce. Ela evitou o olhar dele no começo… mas não por rejeição. Por vergonha, como se escondesse algo proibido. Quando ficaram a sós na sala de arquivos, o clima pesou. — Marizza… — sussurrou ele. Ela engoliu seco. A respiração acelerou. — Noite passada eu sonhei… — disse baixinho—. Sonhei com você. Não sei por quê. Mas não consigo parar de pensar em… — parou, corada, mordendo o lábio. Héctor deu mais um passo, colando nas costas dela. O cheiro do perfume dela enlouqueceu ele. — Quero saber o que você sonhou — falou no ouvido dela. Ela fechou os olhos. O corpo dela cedeu. Héctor deslizou a mão pela cintura dela, e Marizza não impediu. Pelo contrário: encostou as costas no peito dele, buscando mais contato. Os lábios dele roçaram o pescoço dela. Primeiro suave. Depois com fome. Marizza suspirou, tremendo. Ele pegou a mão dela e guiou, deixando ela sentir a dureza do pau dele que crescia por baixo da calça. Ela não tirou a mão. Apertou. Acariciou. A respiração dela virou um gemido preso. — Não entendo o que tá rolando comigo — disse ela, pegando fogo—. Mas eu te quero. Héctor virou ela, segurou o rosto dela e beijou. Foi Um beijo profundo, molhado, de língua, com urgência. Um beijo daqueles que devoram. Os corpos se juntaram, se esfregando, buscando atrito. Marizza enroscou as pernas na cintura dele, e Héctor a carregou contra a parede. Ela abriu a boca, deixou escapar um gemido e se agarrou na camisa dele, quase rasgando ela. Enquanto beijava o pescoço dela, ele deslizou a mão pela coxa dela, subindo a saia devagar, como quem abre um presente proibido. Ela se arqueou, perdida no desejo, sem entender que aquele fogo não era dela… mas de algo mais. Os lábios deles se encontraram de novo, e a cena ardia, pedindo o próximo passo. Eles estavam prestes a cruzar uma linha que não teria volta. E cruzariam. Mas não ali. Porque algo, uma presença sutil e invisível, começou a observá-los da sombra do arquivo, se alimentando do desejo, se lambendo pelo que viria depois. Héctor não sentiu. Ela também não. Mas a Macumba já respirava entre eles. Héctor levou Marizza até um motel discreto nos arredores da cidade. A noite estava quente, úmida, e a tensão entre eles era quase palpável. Desde que ela tinha olhado pra ele naquela manhã, o desejo dele ficou incontrolável, e agora ele a levava pra um quarto iluminado com luzes baixas e reflexos alaranjados nas paredes. Assim que entraram, Marizza se apoiou contra a porta e olhou pra ele com olhos acesos, mordendo o lábio inferior enquanto a respiração dela acelerava. — Tava te esperando — sussurrou, com voz rouca e cheia de fome —. Sabia que ia me trazer aqui. Héctor não precisou de mais desculpa. Agarrou ela pela cintura e puxou pra perto, colando os corpos. Beijou ela com urgência, língua contra língua, sentindo como ela respondia com a mesma intensidade, os peitos dela pressionando contra o torso dele, tremendo sob as mãos dele. Marizza deixou escapar um gemido longo e profundo, arqueando as costas contra ele, pedindo mais. Ele desceu as mãos pelas costas dela, deslizando os dedos por baixo da blusa pra tocar a pele quente dela, os biquinhos dos peitos dela. duros. Ele rompeu o beijo por um instante pra descer devagar a saia e deixar ela cair. Marizza não resistiu; pelo contrário, abriu as pernas, convidando ele, com os olhos cheios de luxúria. — Sabe quanto tempo te desejei? — falou com voz rouca enquanto guiava ele pra dentro dela —. Agora você é meu… e não vou te soltar. Héctor se inclinou, pegando um dos peitos dela com as mãos, beijando com fome, enquanto a língua brincava com o mamilo endurecido. Marizza arqueou as costas, respirando ofegante, enquanto gemia e agarrava o pescoço dele, se enfiando contra ele, sentindo cada toque como um choque elétrico. Sem parar, ele desceu até a buceta dela, beijando e lambendo com precisão, fazendo ela soltar um gemido longo e abafado, os quadris se movendo instintivamente. Marizza se inclinou sobre ele, pressionando os lábios contra os dele de novo, misturando gemidos e beijos, se deixando consumir pelo desejo selvagem que a magia tinha acendido no corpo dela. Héctor, excitado, não perdeu tempo. Guiou ela até o sofá, sentando ela sobre as pernas dele. Ela montou nele, enfiando o pau dele na buceta, se movendo com ritmo feroz, selvagem, sincronizando cada estocada com os suspiros e gemidos, o cabelo caindo nos ombros enquanto gritava o nome dele a cada vai e vem. — Isso… Héctor… mais forte… não para — sussurrava entre gemidos, completamente entregue —. Preciso de você… quero você inteiro… O calor do quarto aumentou. Suor, respiração pesada, gemidos ecoando pelas paredes. Héctor segurou ela pelos quadris, ajustando o ritmo, enquanto ela alternava entre montar ele e ficar de quatro sobre ele, convidando ele a meter no cu dela com força. Marizza guiava ele, chamava ele, provocava ele com cada movimento e com palavras cheias de perversão: — Isso… aí… bem assim… Arrebenta meu cu… viu? Seu pau me deixa louca… não é verdade? Meu corpo é seu… Héctor finalmente gozou dentro dela, jorrando tudo dentro da buceta dela. sentindo o corpo dela se contorcendo de prazer enquanto Marizza gritava e se contraía sobre ele, gemendo o nome dele, mordendo seus ombros e cravando as unhas nas costas dele. Cada orgasmo dela o consumia, cada gemido o tornava mais viciado, mais possuído por aquele fogo que envolvia os dois. Quando terminaram, ficaram ofegantes, grudados, corpos brilhando de suor, respirando pesado, com a pele avermelhada e os corações batendo descontrolados. Marizza se deitou sobre ele, abraçando-o com força, os olhos ainda ardendo de desejo e obsessão. —Você é meu… Héctor —sussurrou, com voz rouca—. Ninguém mais vai me dar o que você me dá… ninguém. Héctor a abraçou, exausto e satisfeito, mas com a mente clara de que isso era só o começo. A Macumba, o pacto, a magia… tudo estava começando. E o vício de Marizza no corpo dele e no desejo dele só ia crescer, consumindo-a lenta e deliciosamente. Desde aquela noite no motel, nada foi mais igual. Marizza já não conseguia esconder o desejo dela; o corpo dela reagia a Héctor com uma urgência que parecia fora de controle. Cada roçada, cada olhar, cada palavra dele a excitava na hora. A magia tinha feito o trabalho dela: o vício no prazer de Héctor era palpável, física e mentalmente. Naquela tarde se encontraram no apartamento de Héctor. Assim que ela cruzou a porta, o perfume dela o enlouqueceu, e ele sentiu um formigamento inquietante na nuca, como se algo invisível estivesse observando eles, estudando, medindo. Mas Héctor se concentrou no corpo dela. Marizza, consciente, se aproximou sem vergonha, se esfregando nele, roçando as tetas dela no peito dele, soltando gemidos baixos, sensuais, quase animais. —Héctor… não consigo… não consigo parar de pensar em você —disse ela, a voz rouca, trêmula—. Cada minuto sem você é um tormento. Ele a pegou pela cintura, apertando-a contra ele, e a beijou com fome. Marizza respondeu com a mesma intensidade, mordendo o lábio inferior dele, arranhando as costas dele enquanto as mãos dela percorriam cada centímetro do corpo dela. A saia já não fazia sentido: Héctor levantou ela de leve, deixando a pele dela à mostra, e ela arqueou as costas, se oferecendo sem reservas. Eles se moveram pro sofá. Marizza montou nele primeiro, tirando a pica dele da calça e enfiando na buceta, cavalgando com tudo, os gemidos se misturando com ofegos entrecortados. Héctor segurou ela pela cintura, controlando o ritmo, enquanto ela se inclinava pra frente, beijando o peito dele, os ombros, os lábios, o pescoço, percorrendo cada centímetro com a língua. Cada toque era elétrico, molhado, e o vício que Marizza sentia por ele ficava mais claro: a respiração dela era acelerada, o corpo tremia, a cintura pedia mais, sempre mais. — Isso… Héctor… assim mesmo… me come mais forte… — ela gemia, se agarrando nele com as unhas cravadas nas costas dele —. Não consigo… não quero parar… Héctor comia ela com tudo, sentindo o corpo de Marizza se tensionar, se contrair, como a cintura dela se mexia no ritmo dele, quase instintivamente, como se uma força invisível guiasse. Cada estocada era um choque de desejo puro, de luxúria solta. Marizza gritava o nome dele, uma mistura de prazer e êxtase que parecia transbordar o quarto. Mas aí, algo mudou. Uma sombra pareceu deslizar pela parede, se movendo em silêncio, quase imperceptível. Marizza arqueou as costas, ofegando, e os olhos dela se semicerraram com um brilho estranho, quase felino. — O que… o que tá acontecendo comigo? — ela sussurrou, a voz carregada de confusão e desejo —. Sinto… algo dentro de mim… algo que me chama… Héctor notou uma mudança na pele dela: marcas escuras pequenas, tipo símbolos que apareciam e sumiam enquanto eles se mexiam, se retorciam a cada estocada, invisíveis pra maioria, mas ele conseguia sentir, como um formigamento descendo pela espinha. Marizza se inclinou pra frente, levantando a bunda, apoiando as mãos no encosto do sofá, convidando ele a meter nela por por trás. Ele fez sem hesitar, enfiou o pau no cu dela, enquanto ela ofegava, gemendo com um prazer intenso, mas agora também com um toque de medo e êxtase que o confundia. O corpo dela estava entregue, viciado, mas algo sombrio habitava nele: a magia do xamã se manifestava em cada fibra da carne dela. —Eu… eu preciso de você… —ofegou Marizza, quase gritando enquanto o corpo dela se arqueava debaixo dele—. Ninguém mais… ninguém mais me dá isso… ninguém mais me faz sentir… assim… Ele sentiu a respiração ficar mais pesada, o coração mais acelerado. Cada movimento de Marizza era hipnótico, hipnotizante, como se ele mesmo estivesse caindo sob o efeito do feitiço. O prazer dele o cegava, mas a sombra que se movia atrás deles lembrava que aquilo não era só sexo: era um pacto, uma maldição que estava começando a reivindicar os corpos e as almas deles. Finalmente, os dois explodiram num clímax selvagem, ofegando, gemendo, tremendo de prazer. Mas quando Héctor abriu os olhos, viu algo mais nos de Marizza: um brilho estranho, felino, escuro, que não estava ali antes. As pupilas dela se dilataram, a respiração era irregular, e um sorriso inquietante, quase demoníaco, se desenhou nos lábios dela enquanto ainda tremia sobre ele. Ele a abraçou, suado e exausto, enquanto sentia que algo mais, algo invisível, os rodeava, os observava, e esperava o próximo passo. A Macumba não tinha terminado: estava apenas começando. Desde aquela noite no motel, Marizza não era mais a mesma. A pele dela estava mais quente, os olhos mais brilhantes, e cada contato com Héctor a transformava num turbilhão de luxúria e fome incontrolável. Ele notava em cada toque, cada olhar: ela já não só o desejava, precisava dele. E ele estava começando a sentir que tinha perdido o controle. Naquela tarde, no apartamento de Héctor, Marizza entrou andando com uma segurança provocadora que fazia o sangue de Héctor ferver nas veias. A saia justa, a blusa entreaberta, os lábios brilhantes… era um imã sexual que não podia ignorar. —Héctor… —sussurrou, se aproximando devagar—. Tava te esperando… não demorou muito, né? Ele pegou ela pela cintura e puxou pra perto. Os lábios se encontraram num beijo selvagem, molhado, cheio de fome e urgência. Marizza não perdeu tempo: tirou a blusa, deixando os peitos à mostra pras mãos dele. Ele agarrou, beijou, mordeu de leve enquanto ela arqueava as costas, tremendo, gemendo com uma mistura de prazer e obsessão que desmontava ele. — Você é meu… —ela ofegou, descendo as mãos devagar pelo torso dele—. Ninguém mais me dá o que você me dá. Ninguém… Héctor não aguentava mais. Levou ela pro sofá e sentou ela no colo, enquanto ela enfiava o pau duro dele na buceta e montava, se movendo num ritmo selvagem. Gemidos, suspiros, os corpos suados e brilhando de tesão enchiam o quarto. Marizza tava ligada em cada sensação, curtindo e tomando tudo dele: as mãos, a boca, o pau, como se o ser inteiro dela fosse feito pra ser devorado. — Isso… mais forte… não para… —sussurrava, arqueando as costas e se agarrando nele—. Preciso de você… Héctor… preciso sentir você dentro… Ele metia com cuidado, mas logo cedeu ao ritmo louco que ela mandava. Marizza se levantou e se inclinou pra frente, apoiando as mãos no chão, ficando de quatro, convidando ele a comer ela por trás. Ele mirou na bunda dela e enfiou o pau de uma vez, dando um tapa. Cada estocada, cada roçada, era um choque elétrico que consumia os dois. Marizza gritava, gemia, enquanto o corpo tremia de prazer e a respiração ficava ofegante. Mas algo tinha mudado: a sombra que observava eles do canto do quarto ficava mais forte. Os olhos brilhavam com um brilho escuro e felino, e uma presença fria parecia envolver eles. Marizza, ainda ligada, não conseguia ignorar; os movimentos dela eram precisos, o instinto mais animal que humano, o desejo uma mistura de luxúria e fome sobrenatural. Cada gemido parecia ecoar num eco estranho, como se algo invisível se alimentasse da paixão deles. —Héctor… —ela sussurrou com uma voz carregada de um tom estranho—. Ninguém mais poderia me dar isso… ninguém mais… Ele a abraçou com força, mas uma parte da mente dele tremia. Havia algo nela, algo que ele não tinha visto antes: a ponta das unhas ligeiramente alongadas, o sorriso torto nos momentos de êxtase, os olhos que brilhavam com um fogo que não parecia humano. A magia do xamã estava fazendo efeito completo. Marizza já não era só viciada no desejo dele, mas numa fome que transcendia o humano. Quando os dois chegaram ao clímax, Marizza gritou com um prazer selvagem, arqueando as costas e se entregando por completo. Héctor também gozou dentro dela, consumido pela intensidade. Mas logo depois, ele viu algo que o congelou: a sombra desapareceu num piscar de olhos, e os olhos de Marizza brilhavam como os de um predador. A respiração dela ainda estava ofegante, mas havia um tom escuro, um brilho que não pertencia à mulher que ele conhecia. —Héctor… —ela disse, com uma voz rouca, sussurrante e perigosa—. Eu precisava de você… e agora não consigo viver sem você… Ele a abraçou, mas sabia que tinha desencadeado algo que não conseguiria controlar. A Macumba não só tinha acendido o desejo dela: tinha marcado Marizza, transformando o corpo e a mente dela, fazendo dela algo diferente… algo sombrio… algo que ia além do prazer humano. E enquanto os dois jaziam suados e exaustos, Héctor sentiu um arrepio. A obsessão de Marizza era só o começo. A verdadeira força da Macumba mal começava a mostrar seu poder. Ele tinha ganhado prazer, sim… mas a um preço que ainda não conseguia entender. Algo dentro de Marizza já não pertencia completamente a ela. E ele também não. Héctor abriu a porta do motel com o coração batendo descontrolado, sem saber se estava procurando Marizza ou o fim da sua sanidade. O quarto estava como qualquer outro, a luz amarela do abajur pendente parecia normal, mas um arrepio percorreu suas costas: algo no ar parecia fazia ele se sentir observado, vulnerável. Marizza estava lá, sozinha, esperando por ele, com um sorriso que parecia brincar entre o humano e o impossível. O olhar dela não era simplesmente provocador: tinha um brilho escuro, intenso, que parecia atravessar a mente dele e dominar cada pensamento. Antes que Héctor pudesse reagir, ela se jogou sobre ele, abraçando-o com uma força sobrenatural. — Héctor… você não vai conseguir me resistir — sussurrou, a voz mais rouca e profunda que o normal —. Nunca vai conseguir. O corpo dela o esmagou, a boca dela se colou na dele com urgência, e Héctor sentiu que cada beijo era um feitiço que o mantinha cativo. Marizza chupava a rola dele freneticamente, sem deixar ele respirar, como se precisasse marcá-lo, reivindicá-lo, absorvê-lo por completo. Cada gemido dela não era só desejo, mas um ato de posse: ele não era dono de nada, e sabia disso. O quarto começou a mudar enquanto eles se entregavam ao frenesi sexual, ele metia nela selvagem, bombando por cima. Apertando os peitos dela. No começo parecia normal, mas as sombras se alongavam, a luz piscava, e um murmúrio estranho preenchia os cantos. Marizza cavalgava ele selvagemente, apertando a rola dele com a buceta, os peitos dela pulando. Cada movimento de Marizza parecia abrir uma porta invisível, algo que ele não conseguia controlar. O corpo dele reagia na hora a cada roçada, cada empurrão, cada toque da boca e das mãos dela, e embora quisesse parar, não conseguia: estava completamente preso pela combinação de prazer e terror. Marizza quicava em cima dele com frenesi, o corpo dela empurrando o dele, as mãos dela dominando cada parte que conseguia alcançar. A boca dela não soltava ele, devorava ele com uma urgência que parecia de outro mundo. Héctor gemeu, a mente dele balançando entre o êxtase e o medo: sentia que algo mais, algo escuro, estava guiando Marizza, usando o desejo dela como um canal para se manifestar. O frenesi atingiu o ponto máximo. O quarto vibrava com um poder que parecia viver, respirando junto com eles, pulsando a cada gemido. Marizza arqueou as costas, a voz dela carregada de prazer e posse, enquanto Héctor se sentia consumido, não só pelo corpo dela, mas pela força que a controlava. Ele sabia que tinha cruzado um limite: o que sentia não era só desejo humano, era fome sobrenatural, ritual, um feitiço que tinha aberto uma porta que não podia fechar. Quando o clímax bateu neles, tudo se intensificou. As paredes pareciam respirar, o ar ficou mais pesado, e a luz amarela do abajur se distorceu, se tingindo de sombras que pareciam dançar ao redor deles. Marizza, ou a entidade que a possuía, olhou pra ele com olhos que brilhavam com fogo escuro, e ele entendeu que o corpo dele estava vivo, mas a alma, a vontade, a liberdade já não eram mais dele. — Héctor… agora tudo é meu — ela sussurrou, com a voz de alguém que não era totalmente humana —. Não tem volta. Ele ficou ali deitado, a respiração ofegante, a mente confusa e quebrada, completamente dependente da força que tinha tomado conta da Marizza. Cada movimento dele, cada toque da pele dela, o mantinha preso num ciclo sem fim de prazer e terror. Ele sabia que tinha perdido tudo: a liberdade, a identidade, o futuro. E enquanto a entidade dentro da Marizza sorria, ele sentiu que a porta que tinham aberto nunca poderia se fechar, e que a condenação dele mal tinha começado. O motel voltou a parecer normal só na aparência, mas Héctor sabia a verdade: ele tinha entrado num jogo que nunca ia acabar. Marizza se deitou ao lado dele, fria e perfeita, o sorriso demoníaco estampado no rosto dela, e ele entendeu que o prazer dele tinha sido só a chave, e que agora a escuridão era dona dele pra sempre.

Héctor estava deitado na cama do motel, o corpo tremendo, a respiração ofegante, ainda dominado pelo frenesi do que acabara de acontecer. Seu olhar se cruzou com o de Marizza, e por um instante, ele viu algo que o parou: não era só ela. A mulher que ele tinha desejado por meses já não existia mais; no lugar dela havia um ser de fogo escuro, com olhos que brilhavam com malícia e poder. Naquele momento, Héctor entendeu o preço que tinha pago. Sua obsessão o levou a oferecer algo que não podia recuperar: sua liberdade, sua alma e, sem saber, a dele mesmo. Cada gemido, cada toque, cada instante de prazer intenso tinha sido um sacrifício, uma oferenda para invocar a força que agora habitava nela. Marizza não só o tinha possuído, mas tinha sido transformada pelo desejo dele, moldada em algo que transcendia o humano: mais feroz, mais gostosa, mais perigosa. O terror se misturou com o prazer enquanto a clareza o atingia: sua ganância e seu desejo não tinham tido consequências pequenas. Ele tinha cruzado a linha, e o que ele tinha tomado como luxúria tinha se tornado uma condenação. Seu corpo ainda sentia o vício, mas sua mente começava a se fragmentar, incapaz de processar a magnitude do que tinha feito. Marizza se levantou, agora completamente dominada pela entidade, e olhou para ele como quem observa um brinquedo que cumpriu seu propósito. Héctor viu seu reflexo nos olhos dela: uma sombra de si mesmo, uma casca consumida pela combinação de prazer e horror. A cada segundo que passava, a realidade se distorcia, o quarto se movia com vida própria, e ele entendeu que não havia mais volta.

—Tudo… tudo isso… foi por você —murmurou Héctor, com a voz embargada—. E agora… você é… outra… —não conseguiu terminar. A risada de Marizza encheu o quarto, doce e demoníaca ao mesmo tempo. Héctor entendeu que, ao querer transformá-la e possuí-la, tinha sido ele quem acabara transformado. Sua mente se dispersava, sua alma se sentia arrancada em pedaços, e só um pensamento lhe restou: seu desejo o consumira, e a entidade que agora habitava Marizza o reclamava como seu, para sempre. Enquanto se entregava à loucura, o motel voltou ao normal aos olhos de qualquer um que passasse na rua, mas Héctor sabia a verdade: tinha aberto uma porta impossível de fechar, entregado sua humanidade e criado um monstro de desejo e poder. Tudo por um instante de prazer. O preço estava pago. O prazer tinha sido a chave. E a escuridão, eterna e faminta, era agora sua única dona.


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