Diário de um corno (capítulo 2)

As coisas nem sempre foram assim. A gente costumava ser um casal entre aspas normal, bem tradicional, eu diria. Sexo "de casado": eu por cima, ela montando em cima, as posições que todo mundo faz, um pouco de sexo oral, sabe como é. Cada um gozava e depois era dormir. Mas faltava alguma coisa, paixão talvez? Se soltar um pouco, quem sabe? Acho que foi espontâneo, ou prefiro pensar assim antes de admitir que a Natália já estava "entediada" e resolveu dar o primeiro passo. Tudo começou com um filme. Não sei dizer se a gente topou com ele por acaso ou se minha "docinha esposa" planejou tudo. — Amor, que tal a gente ver algo pra "esquentar"? Os olhos dela brilharam enquanto mordia os lábios de leve. — Ok, o que você quer ver? — perguntei com cumplicidade. Não era a primeira vez que a gente botava um "pornô" pra ficar no clima, mas geralmente a gente perdia o interesse rápido por causa da mesmice e da falta de história, e partia logo pro "nosso negócio". — Uns colegas no escritório estavam falando de um filme, dizem que é divertido. Não é pornô, mas tem umas cenas quentes. — Ela sorria. Nunca vou esquecer disso: ela sorria enquanto descrevia o que a gente ia ver, mas não era um sorriso qualquer. Era o mesmo sorriso que ela tinha na primeira vez que a gente transou, quando éramos adolescentes. — Chama "Lua de Fel Amarga", é do Polanski, aquele cara que não pode voltar pros Estados Unidos senão é preso. — Lembrei de ter lido alguma coisa num jornal ou site, era algo "sórdido", um crime, e o cara tinha fugido pra França escapando da justiça "americana". — Ok! Então bota aí. — A Natália pulou da cama, pegou o notebook e se virou pra achar o filme online. — Achei! — exclamou. Clicou e a gente se acomodou na cama. Vou resumir tudo pelo bem da história: o protagonista é um infeliz, não é um galã, não. É um cara bem normal, mas conhece uma mina que ele impressiona e faz se apaixonar. Ela acaba virando uma espécie de escrava sexual, e num certo momento ele... despacha" desencadeando uma espécie de "obsessão" nela. Até aí tudo bem, mas o filme dá uma virada quando ele fica numa cadeira de rodas e sob os cuidados dela, e ela dá vazão a uma espécie de vingança "truculenta" de cunho "sexual". Não parece grande coisa, né? Claro, até você assistir e chegar numa cena em que o cara está em casa, na cadeira, inválido, e ela chega com um negão de físico atlético, começam a dançar sensualmente, se excitam, se beijam e se trancam no quarto, deixando ele do lado de fora enquanto os gritos de prazer dela ecoam pelo apartamento inteiro. Nesse ponto, a Natalia se masturbava sem nem prestar atenção em mim. Eu via os lençóis se mexendo e ouvia ela gemer baixinho. Ela estava absorta. Estiquei minha mão por baixo da roupa até alcançar a buceta dela e senti o quanto estava molhada. — Você gostaria de ver como eu sou comida? — As pupilas da Natalia estavam incrivelmente dilatadas e as bochechas vermelhas tornavam impossível disfarçar a excitação. — Tá perguntando sério? — perguntei meio confuso. A Natalia esticou o braço e colocou a mão no meu pau. A dureza do meu membro não precisou de mais resposta. Naquela noite a gente transou como loucos, três, quatro vezes. Ela me disse tudo o que queria fazer, como queria ser comida. Eu só balançava a cabeça enquanto imaginava ela assim, nua pulando em cima do pau de um desconhecido, gozando, se acabando, encharcada de porra de um estranho.

2 comentários - Diário de um corno (capítulo 2)

Que peliculón, la Vi hace 30 años y me despertó el bichito del trío.