13: Segundo encontro




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Compêndio IIIA JUNTA 13: SEGUNDO ENCONTRO

Esperei perto das torres de memória no 14º andar, meio nervoso. Cassidy vinha me enchendo o saco há semanas pra gente jantar, e depois da última reunião do conselho, topei. Mas a ideia de trombar com a Cristina antes disso... bom, ainda me deixava inquieto.

Aí ouvi o barulho de salto alto.

< Cassidy, você não pode ir embora assim, do nada. O sistema tá instável. Preciso de você aqui! - A voz da Cristina, aguda e autoritária.
13: Segundo encontroE aí apareceu a Cassidy, toda arrumada, com o cabelo quicando a cada passo e a bolsa balançando que nem uma arma.

— Porra, Crissy, não! — cuspiu, virando nos calcanhares. — Já te falei: não vou ficar até tarde essa noite. O sistema tá quebrado, e sabe de uma? Amanhã vai continuar quebrado. Mas minha
gostosatá me esperando agora mesmo.mamada(De jeito nenhum, Crissy! Já te falei. Não vou ficar até tarde hoje. Esse sistema tá quebrado, e adivinha? Vai continuar quebrado amanhã de manhã. Mas meu bombomzinho tá me esperando agora, e não vou deixar ele esperando.)

Quase me engasguei. Bombom? Meu Deus, me ajuda! Ela realmente não lembra do meu nome, né?

< Você tem ideia da gravidade disso? O conselho diretor tá me pressionando pra caralho. E tem esse cara que realmente... - A expressão da Cristina escureceu.

• Crissy, me escuta! - Cassidy cruzou os braços, interrompendo ela, mas a voz ficou mais suave. - Sabe que eu te amo. Você é minha melhor amiga. Mas que Deus me perdoe, às vezes você pode ser uma chefe filha da puta.

(Crissy, agora me escuta. Você sabe que eu te amo, você é minha melhor amiga... mas que Deus tenha misericórdia, você com certeza pode ser uma chefe bem filha da puta às vezes.)

< Perdão? - Cristina ficou de boca aberta, surpresa com a franqueza dela.
infidelidade consentidaCassidy suspirou, frustrada, mas sem perder o sorriso.

• Olha, linda, esse problema não é culpa sua. Você fez tudo certinho, eu sei. Eu mesma vi e revisei metade dos seus relatórios. Mas me prender nessa mesa a noite inteira não vai resolver nada. Hoje à noite não vai rolar milagre nenhum. Amanhã? Claro, vou revisar os cabos de novo. Mas agora? Tem um encontro me esperando. – respondeu num tom mais cordial e condescendente.

Cristina hesitou, e a raiva deu lugar à confusão.

• E, além disso, – continuou Cassidy com os olhos brilhando. – Sabe por que sou a melhor, Crissy? Por ele. O cara com quem vou sair. Meu...
Llanero solitário com um notebook— Então não, Crissy. Não posso te ajudar hoje à noite, princesa.
(Além disso, sabe por que sou o melhor, Crissy? Por causa dele. Daquele cara que vou encontrar. Meu "cavaleiro solitário com um notebook". Então não, Crissy — não posso te ajudar hoje à noite, princesa.)

Fiquei tão paralisado quanto Cristina com as palavras dele. Um "cavaleiro solitário com um notebook"?

• Dois anos atrás, quando aquele ciberataque foda aconteceu? Deus, nenhum de nós novatos fazia ideia do que fazer. Nora tava de cama no hospital com dores de parto, o sistema inteiro derretendo e você na Europa. A gente tava completamente perdido. E aí ele apareceu... – ela comentou, os olhos brilhando de nostalgia.

(Dois anos atrás, quando aquele ciberataque gigante aconteceu? Senhor, nenhum de nós novatos tinha a menor ideia do que fazer. Nora tava de cama no hospital com cólicas de parto, o sistema todo derretendo, e você lá na Europa. A gente tava perdido pra caralho. ...Aí ele apareceu.)

< Quem? – Cristina piscou.

• Meu
Llanero solitário— confessou Cassidy com olhos vidrados, como se estivesse sonhando acordada. — O notebook numa mão, o celular na outra. Não gritou com a gente, não se assustou. Só disse:Você fez isso. Você fez aquilo. Eu mesmo vou falar com os chefes de operações.”. E, de repente, tudo fez sentido. Todo mundo se pôs a trabalhar, como se ele tivesse ateado fogo em nós. O sistema foi consertado, a crise foi resolvida… e ele nem ficou pra levar o crédito. Simplesmente arrumou tudo e foi embora… como um cowboy cavalgando rumo ao pôr do sol.

(Meu ‘lone ranger’… Notebook numa mão, celular na outra. Não gritou, não perdeu a calma. Só: ‘Você faz isso, você faz aquilo. Eu mesmo falo com os gerentes do canteiro.’ E de repente, tudo fez sentido. A gente se virou, como se ele tivesse colocado fogo no rabo da gente. Sistema foi consertado, crise resolvida… e ele nem ficou por perto pra levar o mérito. Só arrumou, saiu andando… que nem um cowboy sumindo no horizonte.)

Então, Cassidy sorriu e soltou um suspiro, fazendo uma pausa, como se estivesse vendo a cena na frente dos olhos.

• Por isso que eu queria ser a melhor, Crissy. Ele me fez querer ser melhor. Igualzinho ele. – finalizou, perdida nas lembranças.

(É por isso que eu queria ser melhor, Crissy. Ele me fez querer ser melhor. Bem que nem ele.)

Cristina olhou pra ela como se ela estivesse falando em outro idioma.

• E adivinha? – Cassidy sorriu ainda mais. – Ele ainda trabalha aqui. E hoje à noite vai me levar pra jantar.

(E adivinha? Ele ainda trabalha aqui. E hoje à noite… ele vai me levar pra jantar.)

Naquela hora, meu coração encolheu, com medo de que ela fosse falar meu nome…

< Cassidy… você não pode estar falando sério sobre… – Cristina apertou a ponta do nariz.
colega de trabalho• Ah, não me olha assim! — disse Cassidy, balançando o dedo. — Sim, ele é casado, sim, tem filhos. Mas é uma delícia, Crissy. E mais que isso, é gente boa. Me fez sentir segura. Me fez sentir gostosa. E a melhor parte de tudo? Não tentou nada comigo. Um homem desses não se esquece, querida!

Cristina relaxou os ombros e, pela primeira vez, vi algo cru nela, não raiva, nem arrogância, mas dúvida.

Cassidy também percebeu. O tom dela suavizou.

— Crissy, isso não é culpa sua — disse baixinho. — Se o sistema tá ficando pra trás, a culpa é do sistema, querida. Não sua. O conselho não pode botar a culpa em você. E se algum dia tentarem me dar seu trampo? Esquece. Não aceitaria. Chato demais, político demais. Não é minha praia. Sou a mina que você chama quando a merda bate no ventilador, não a mina que senta em reunião... e aposto que minha
grande bronco” também não é.
(Crissy, isso não é culpa sua. Se o sistema tá lento, o problema é do sistema, querida, não seu. A diretoria não pode jogar essa merda nas suas costas. E se algum dia tentarem me colocar na sua cadeira? Pô, eu daria risada até eles saírem da sala. Chato demais, político demais. Não é meu estilo. Sou a mina que o povo chama quando alguma merda explode, não a que fica em reunião o tempo todo… e acho que meu brutamontes também não é, não.)

Cristina olhou pra ela, quase incrédula.

• Você é boa nisso, Crissy. — Cassidy concluiu numa voz mais suave — Você fez tudo que podia. E é por isso que eu ainda tô aqui, mesmo que você me enlouqueça. Mas hoje à noite? Hoje à noite eu vou ver meu
feijãozinho(Você é boa nisso, Crissy. Deu o seu melhor. E é por isso que ainda tô por aqui, mesmo quando você me deixa louco. Mas hoje à noite? Hoje à noite, vou ver minha florzinha.)

E com isso, ele beijou Cristina na bochecha, piscou um olho e se afastou, deixando a chefe de TI paralisada no corredor, dividida entre a frustração e algo que parecia muito com medo.

Percebi que Cassidy estava indo pulando em direção ao hall do elevador. Se ele chegasse antes de mim, tava ferrado. Então, rápido como um ninja, com movimentos que a Marisol acharia ridículos e talvez até aprovasse, me adiantei e apertei o botão. Por algum milagre, já estava chegando um elevador.

Dentro, apertei freneticamente o botão de "fechar portas" bem na hora que ouvi a voz doce dele ecoar no corredor:

• Droga!

(Droga!)

As portas se fecharam e eu soltei um suspiro de alívio, descendo para o hall. Mas o alívio não durou muito.

Quando as outras portas do elevador se abriram, Cassidy saiu e, por um momento, jurei que tinha imaginado ele.

Ela estava radiante.
tejanaNunca tinha conhecido uma "beleza sulista" na vida, e talvez a Cassidy não fosse exatamente isso, mas ela se movia como um redemoinho de charme envolto em luz. Ela tem cerca de 1,68 m e usava a longa cabeleira loira presa num rabo de cavalo solto, com alguns fios soltos emoldurando o rosto com uma doçura brincalhona. Os olhos verde-uva brilhavam com malícia, quentes e vivos, como se estivesse sempre sabendo de uma piada que ninguém mais tinha sacado.

A roupa dela era simples, mas devastadoramente eficaz: uma blusa creme amarrada frouxamente na cintura, com as mangas arregaçadas logo acima dos cotovelos, combinada com uma saia floral fluida que se mexia com o ar do saguão enquanto ela caminhava. Não era reveladora, mas não precisava ser: o corte abraçava o corpo dela de um jeito que insinuava mais do que mostrava, realçando a cintura fina e a curva natural do quadril e dos peitos. As sandálias de salto alto davam um passo firme, fazendo ela parecer elegante e despreocupada ao mesmo tempo.

Ela me viu e esboçou um sorriso que derreteria uma pedra.

• Oi, docinho de maçã. Sentiu minha falta? – brincou.

(Hey there, apple pie. Miss me?)

– Sim. É... tá pronta? – respondi, todo atrapalhado pra achar as palavras certas.

• Claro que sim, docinho de cereja! – Estendeu a mão pra mim, brincalhona como sempre.

(‘Course I am, cherry pie!)

Enquanto a acompanhava até minha caminhonete, não dava pra negar: ela estava de arrasar. Por um instante, me senti sortudo.

Mas aí lembrei da Marisol naquela mesma tarde, sorrindo pra mim enquanto me dava um beijo de despedida: "Faz ela se divertir! Eu cuido das crianças.
13: Segundo encontroEla confiava em mim porque sabia. Eu sempre voltaria pra ela. Ela é meu lar, o amor da minha vida.

Dito isso, talvez eu não tivesse me despedido com tanta alegria se tivesse visto o quanto a Cassidy estava gostosa naquela noite.

Pra minha surpresa, ela queria ir a um churrasco.

• Mhm, quero comer algo suculento e gostoso... — ela me disse com uma piscadela que me fez entender que queria provar algo mais do que só comida…

(Mmm, quero uma coisa suculenta e gostosa…)

Eu sorri e dirigi até lá. Ela merecia.

O restaurante estava lotado, uma mistura de risadas, carne chiando e cheiro de uísque. Nos levaram pra nossa mesa, uma mesinha aconchegante no canto que parecia um refúgio secreto do mundo.

Ela se surpreendeu quando eu pedi um copo de suco de pêssego.

• Cê não bebe? — ela perguntou com um pouco de decepção nos olhos.

(Cê não bebe?)
mamada— Quando eu era criança, meu irmão tinha um problema com bebida. Me assustou pra caralho. Depois, descobri que o álcool mata células do cérebro. E eu preciso de todas as minhas células... especialmente quando tô com você, gostosa. — Expliquei com delicadeza, mas devolvendo o elogio com um “gostosa”, já que ela tinha me bajulado o tempo todo.

Os olhos dela brilharam. Não tocou na cerveja, focando no suco.

• Fico me perguntando se seus lábios são tão doces quanto isso... — ela respondeu, quase me fazendo engasgar com o suco.

(Reckon I gotta wonder if them lips o’ yours taste as sweet as this…)

Chegaram nossos filés, do tamanho da minha cabeça, e ela devorou com gosto. Conversamos sobre trabalho, informática, ideias. Ela era inteligente, animada, ousada. E comia igual a Marisol, sem vergonha nem frescura com calorias ou gordura, aproveitando cada mordida.

Aí a música começou e, antes que eu percebesse, Cassidy me arrastou pra pista de dança pequena. Devagar, rápido, girando... ela liderava e eu seguia. Ela ria dos meus tropeços, me puxava pra perto e me guiava como se eu fosse o boneco favorito dela.

Por um instante, preso na energia dela, senti algo se mexer dentro de mim. Ela estava viva, cheia de vida, e me fazia sentir visto de um jeito que poucas pessoas fora da Marisol tinham conseguido.

Aí a música acelerou o ritmo e eu... bom... não.
infidelidade consentida• Não vai deixar um ritmo mais acelerado te assustar, vai, pão de mel? – Cassidy me olhou com um sorriso provocador.

– Sinceramente, nunca dancei assim. – confessei.

• Bom, docinho, é igual escrever código. – Explicou numa voz baixa e calma. – Depois que pega o ritmo, querido, o resto se encaixa direitinho.

E me segurou pela cintura e me guiou. Não era nada lascivo nem nada do tipo. Eu era tipo um "boneco de carne" pra ela e ela tava se divertindo. Os movimentos dela eram rápidos e me fazia girar com uma graça surpreendente.

Ela dança bem pra caralho, os quadris dela mexiam no compasso como se tivessem vida própria. Segui os passos dela, tropeçando um pouco, mas me mantendo no ritmo. A risada dela era contagiante e, logo, a tensão entre nós sumiu. Dançamos várias músicas, a música mudava de lenta pra rápida e depois pra lenta de novo.

Cada vez que o ritmo mudava, ela me dava uma instrução rápida e eu tentava acompanhar. Enquanto dançávamos, não pude evitar sentir uma pontada de atração.

Ela é tão viva, tão vibrante. E mesmo sabendo que era errado, curtia o jeito que ela me fazia sentir: valorizado, desejado, notado. Fazia tempo que ninguém mais me olhava abertamente daquele jeito. Fora a Marisol, claro.

Mas aí ela se inclinou pra mim, e senti o hálito quente dela no meu ouvido.

• Sabe, docinho? Tô esperando por esse momento há muito tempo. – sussurrou devagar.

Passou a mão pelas minhas costas e se apertou contra mim, com as curvas dela se encaixando no meu peito como peças de um quebra-cabeça. O calor do corpo dela era palpável e senti meu coração acelerar.

– Cassidy... – respondi, tentando manter a voz firme. – Que tal deixar pra terceira? Cita?

Os olhos dela brilharam com malícia.

• Ai, coelhinho apaixonado! Você é tão fofo quando fica nervoso! – Então, ela deu um passo pra trás, deixando de novo um pouco de espaço entre nós. – Tá bom! Vou ser boazinha! – concordou, e depois me deu um sorriso safado e cheio de promessa. – Mas, docinho… não vou esperar pra sempre, meu bem...

(Ai, Loveyhunny, você é uma graça quando fica todo sem jeito. Beleza! Vou me comportar! Mas, açucarado… não vou ficar esperando pra sempre, meu amorzinho…)

A pista de dança esvaziou quando a banda fez uma pausa, e a gente voltou pra nossa mesa, com os pratos quase vazios. Ela tinha um brilho no olhar, e não pude deixar de pensar se eu não estava indo longe demais com aquela conversa de flerte.

• E agora, pra onde a gente vai, flor de ouro? – ela perguntou, dando um gole no suco dela.

(Então, pra onde a gente vai agora, manteiguinha?)

Fiquei… sem palavras. Mesmo que a Cassidy me visse como um “vaqueiro” lendário ou algo assim, a verdade é que eu raramente saía com mulheres quando era mais novo. Na real, eu era um nerd. E meu plano era levar ela pra casa depois disso.

Mas ela tinha outras ideias.

• Por que você não me leva pro porto, ursinho de açúcar? Adoraria ficar agarradinha com você enquanto a gente caminha. – A voz dela era doce que nem mel, e era difícil dizer não.

(Que tal você me levar lá no porto, meu ursinho doce? Adoraria ficar aninhada do seu lado enquanto a gente anda.)

Eu concordei com a cabeça e paguei a conta, me sentindo meio sobrecarregado com a direção que as coisas tinham tomado. Quando saímos pro ar fresco da noite, com o cheiro do oceano se misturando aos aromas da cidade, ela deslizou a mão dela na minha.

O porto tava cheio de vida, com o som das ondas quebrando no cais e as risadas distantes dos turistas curtindo a noite. A lua iluminava tudo com um brilho prateado suave, e as estrelas cintilavam lá em cima como confetes tímidos. A gente caminhou pelas tábuas de madeira, com o som dos nossos passos ecoando na noite.
colega de trabalho• Sabe, raio de sol? — começou, com uma voz que era uma carícia suave no ar fresco. — Já tive minha cota de encontros ruins. Mas você é diferente. Você é... real.

— Pra ser sincero com você, Cassidy, não tive muitos encontros. — Me abri pra ela. — Quando minha esposa e eu começamos a sair, não tínhamos muito dinheiro. Passávamos tempo juntos, víamos filmes. Mas, acima de tudo, a gente conversava.

• Sobre o que você conversa com sua mulher? — Os olhos dela perguntaram, curiosos.

— Das coisas mais loucas: sorvete, os novos filmes de super-herói, que tipo de bicho de estimação nossas filhas gostariam de ser... — Dei uma risadinha suave.

• Ai, que fofo você é! Adoraria ser um golfinho, nadando no oceano, livre e feliz. — O sorriso de Cassidy se alargou, honesto e puro.

Quase dava pra imaginá-la...

— Você é feliz, Cassidy? — A pergunta escapou antes que eu pudesse evitar.

Ela apertou minha mão com força, parou e se virou pra me encarar. As luzes do porto refletiam nos olhos dela e, por um instante, jurei ver algo vulnerável neles.

• Feliz? — repetiu. — Sim, acho que sou. Mas sabe o que tá faltando, meu docinho de abóbora?

Não deixou passar nem dois segundos antes de me dar um beijo rápido nos lábios.
tejana• Isso mesmo! É disso que eu tô precisando! – respondi, sorrindo com orgulho.

O beijo repentino dela me pegou de surpresa, mas não deu pra ignorar a excitação que me causou. Os lábios dela eram tão macios quanto os sussurros da nossa conversa, e ela se afastou cedo demais, me deixando meio tonto. Ela parecia feliz ao ver que eu tava contente, então talvez ela tivesse razão nisso. Mas aí ela se inclinou mais perto, baixando a voz até virar um sussurro que fez cócegas no meu pescoço.

• Raiinho de sol, posso te contar um segredo?

– Claro, Cassidy! – Engoli seco.

• Você é a primeira pessoa que me chama de “xuxu” – confessou rindo, enquanto me olhava nos olhos. – É como se você já me conhecesse, né?

– Bom, você me chamou de tudo, menos pelo meu nome, então tive que devolver o favor. – respondi rindo.

Os olhos dela me examinaram mais fundo, e percebi que ela tava procurando alguma coisa. Talvez esperasse que eu dissesse algo que fizesse ela se sentir menos... sozinha. As palavras ficaram presas nas nossas bocas, sem serem ditas.

– Cassidy, eu... – comecei a dizer, mas ela me calou com um dedo nos lábios.

• Não! – sussurrou. – Vamos aproveitar isso. Eu sei que você é casado, sei que ama sua querida esposa, mas... essa noite, cê pode ser só meu?

Os olhos dela me encararam de novo e, por um momento, vi neles algo cru e vulnerável. Uma parte de mim queria pegar ela no colo e dizer que tudo ia ficar bem, mas sabia que era mentira. Sabia que não podia dar o que ela realmente queria.

Mas, por outro lado, a Marisol tinha me pedido pra fazer ela se divertir. Então, entrar na brincadeira por um Umas horas atrás não parecia tão ruim.

– Tá bom! – aceitei com um sorriso. – Só por esta noite.

O sorriso dela era radiante enquanto se inclinava pra me dar um beijo, e não consegui evitar me perder naquele momento. Os lábios dela eram macios e tinham um gostinho de menta e da doçura da sobremesa dela. Foi um beijo simples e sincero que despertou algo dentro de mim, algo que me fez perguntar por que eu estava ali. Mas tão rápido quanto começou, ela se afastou, com os olhos brilhando.

– Vamos, meu cavaleiro de armadura reluzente! – me convidou com um olhar apaixonado.

(Let's go, my knight in shining armor!)

A gente passeou pelo porto, com a brisa salgada brincando com o cabelo dela. A mão dela ficou na minha e senti um conforto estranho no calor do toque dela.

A gente conversou sobre trabalho, sobre nossas famílias, sobre nossas esperanças e medos, e me vi compartilhando mais do que jamais tinha compartilhado num primeiro encontro. Tinha algo nela que me fazia sentir... visto. Compreendido.

Não me entenda mal. A Cassidy é jovem, gostosa e maravilhosa. Sem dúvida. Mas ainda tenho minha mulher e meus filhos, então não tava pensando em montar um cavalo rumo ao pôr do sol junto com a Cassidy.

Enquanto a gente passeava, ela apontou pros barcos balançando na água, com as luzes deles dançando como estrelas refletidas na superfície do porto.

– Gatinho... – ela sussurrou, parando na grade. – Cê sabe como é ser finalmente vista? Não pelo barulho que cê faz ou pela bagunça que cê causa, mas simplesmente por ser você mesmo?

(Pookie… Y'ever know what it feels like, bein' seen? Not for the ruckus you make, not for all the mess you stir up… but jus' for bein' you?)

Os olhos dela encontraram os meus, vulneráveis pela primeira vez. Então ela se inclinou e me beijou. Devagar. Intencional. Perigoso.
13: Segundo encontroDeixei o momento se prolongar um pouco demais antes de me afastar, estabilizando minha respiração.

— Cassidy... se a gente não parar agora, nenhum dos dois vai querer. — avisei, segurando o rosto dela com minhas mãos.

A decepção brilhou no olhar dela, mas logo a malícia voltou com tudo.

— Já imaginava! — sorriu com ar provocador. — Até meu vaqueiro tem suas regras. Mas teu beijo me deixou vendo estrelas.

— Te falei... Sempre volto pra casa. É lá que eu pertenço. — ri baixinho.

Ela se apoiou no parapeito, com o cabelo iluminado pelo luar e os olhos brilhando de novo.

— Sim, sim, eu sei! O cavaleiro solitário volta pra sua mocinha e os pequenos. Entendo. — respondeu, mas não totalmente convencida.

Voltamos pra caminhonete e pensei que o encontro tinha acabado. Mas aí Cassidy se inclinou na minha direção.

— Sabe, ursinho de açúcar? — perguntou com voz suave e um olhar cheio de safadeza. — Não curto fast food em encontros. Mas vou abrir uma exceção... porque ainda tô com fome de carne.
mamadaPensei que queria comer mais alguma coisa, até sentir você abaixando o zíper da minha calça.

— Ei, Cassidy! — gritei, afastando a mão dela.

— Caramba, que pedaço de carne! — disse ela, olhando fixamente pra minha ereção. — Sabia que você tinha uma baita duma rola, vaqueiro... mas nunca imaginei que fosse essa pistola enorme.
infidelidade consentidaO pânico e a excitação se misturavam dentro de mim. Nunca tinha estado numa situação assim. Pelo menos, não com uma vaqueira.

Ela começou a me provar e senti que quase desmaiava.

Quando me deu uma trégua, falou.

• Sou uma dama e não vou pra cama com ninguém até o terceiro encontro. Mas tinha que ter certeza de que você tinha o que eu queria e, até agora, não tô muito decepcionada com esse pauzão pulante, então me faz um favor, querido, e acaricia minha buceta enquanto eu te saboreio. — Pediu com os lábios brilhando de líquido pré-gozo.
colega de trabalhoNão acreditava no que estava acontecendo. Mas obedeci. Não queria fazer aquilo, mas não conseguia negar o calor que já começava a se acumular dentro de mim.

Encontrei o caminho abaixo da cintura dela e, pouco depois, encontrei meu prêmio. Tava molhada e pegajosa.

A respiração dela ficou ofegante quando deslizei meu dedo dentro dela, sem tirar os olhos dos meus.

• Porra! Até teus dedos são maiores! — disse ela, se tensando.

Segurei a cabeça dela e guiei pra me chupar.

A boca dela era quente, molhada, e o jeito que ela fazia era diferente de tudo que eu já tinha sentido. Sabia que ia gozar em questão de segundos.
tejanaEla, por sua vez, engasgava de vez em quando. Pelo visto, era demais pra ela, mas acho que o orgulho texano dela a incentivava a continuar.

• Ai, querido! — murmurou, parando um instante pra respirar. — Você vai fazer eu gozar em cima da minha saia!

(Oh, honey! You gonna make me cum all over my skirt.)

— Cassidy... — perguntei, quase sem fôlego. — Tem alguma chance de eu poder ver seus peitos?

Os olhos dela brilharam e ela se inclinou pra trás, desabotoando a blusa. O sutiã dela era de renda e rosa, e meu coração deu um pulo quando ela o soltou, revelando os peitos cheios e firmes. A luz da lua pintava a pele dela de prata e, por um momento, fiquei completamente hipnotizado pela beleza dela.

• Gostou dos meus bolinhos de cereja, docinho? — perguntou, sorrindo orgulhosa.
13: Segundo encontro(Adora essas cerejinhas, né, gostosa?)

Eu concordei com a cabeça, sem conseguir falar nada, e ela pegou minha mão e colocou na pele nua dela.

Os bicos dos peitos dela já estavam durinhos, e ela gemeu quando eu toquei neles.

• Ah, querido!... cê sabe o que fazer com eles, né? – perguntou provocante.

(Ah, docinho... cê sabe o que fazer com eles, não sabe?)

Eu sabia. Apertei eles de leve, rolando entre meus dedos enquanto ela me colocava de volta na boca dela. A sensação era deliciosa, uma mistura de prazer e culpa que deixava tudo ainda mais intenso.

A mão dela encontrou minhas bolas e ficou brincando com elas de mansinho. Eu gemi, tentando segurar o som.

• Ah, amor! – ela exclamou, com a voz cheia de tesão. – Cê vai me encher tão bem.

(Ah, amor! Cê vai me encher tão bem.)
mamadaSe for sincero, teria enfiado nela ali mesmo. Mas, surpreendentemente, ela era rígida: não me deixaria comer ela até o terceiro encontro. Só que isso não significava que a gente não pudesse fazer outras coisas...

• Meu garanhão tem umas bolas enormes! — sussurrou, me beijando e acariciando. — Quando você me fizer sua gostosa, vou deixar você me montar até secar.

(My big bronco has huge balls. When ya make me yer mare, I'll let ya ride me until you're dry.)

Engoli seco, deslizando minha mão por baixo da saia dela, onde a calcinha já estava molhada. Senti o calor dela, e ela gemeu em volta do meu pau.

• Porra! — sussurrou, toda excitada. — Você é enorme! Mas vou dar conta, pode ficar tranquilo. Você vai ser o maior garanhão que já tive.

(Fuck! You're so big! But I'll manage, dontcha worry. Yer going to be my biggest bronco ever.)
infidelidade consentidaA mão dela no meu pau era algo que eu nunca tinha sentido antes. Habilidosa, claro, mas também... possessiva. Como se fosse dela. E eu tava gostando. Pra caralho.

- Você vai me fazer gozar, Cassidy! - murmurei, tentando manter a voz firme.

- Sim, me alimenta, abelhinha! - exigiu ela, chupando a ponta com entusiasmo. - A menina tá com sede e fome!
colega de trabalho(Sim, me alimenta, abelhinha! A princesinha tá com sede e com fome!)

As palavras dela me levaram ao limite. Sabia que tinha que parar aquilo antes que as coisas fossem longe demais. Mas a sensação da mão dela no meu pau era irresistível demais. Apertei o volante com força, tentando me concentrar em qualquer outra coisa.

- Cassidy... – consegui dizer. – A gente devia...

Mas ela não tava a fim de ouvir. A mão dela me acariciava com mais força, a boca se mexia mais rápido e eu sentia a pressão aumentar. Não conseguia pará-la.

- Vou... vou... – gemi, perdendo o controle.

- Isso! – ela me incentivou, com uma voz sedutora e ronronante. – Me dá, gostoso! Tô esperando por isso há tempos.

(Isso! Me dá, baixinho! Tô esperando por isso!)

Com um último gemido, gozei na boca dela, sentindo a liberação me inundar. Ela engoliu com um estalo de lábios, sem tirar os olhos dos meus.

Ela se agarrou no meu pau como um bezerro na teta da mãe. O que era ainda mais excitante é que ela engolia gozada após gozada e não parecia se cansar.

Mas o problema é que eu não sabia se aguentaria outro encontro com esse tipo de provocação. Ela tinha um jeito de me fazer sentir como se eu fosse a cachoeira particular dela e ela, o deserto ansioso por uma tempestade.

- Nossa, amor, foi incrível! – ela disse, soltando um pequeno arroto. – Encheu meu estômago com essa porra gostosa. Eu chupava você o dia inteiro se soubesse que tinha esse gosto.

(Cara, foi demais! Encheu minha barriga com essa porra gostosa. Eu chupava você o dia inteiro se soubesse que tinha esse gosto.)
tejana- Cassidy, você é... incrível! - Fiquei sentado ali, ofegante e tentando recuperar o fôlego.

Então, inclinando a cabeça, ela sussurrou com aquele tom brincalhão e safado:

• Mas sabe, docinho? No nosso próximo encontro, não vou me segurar, né, vaqueiro? - prometeu enquanto se arrumava.

(But y'know, sugar? Next time we head out, I ain't pullin' back my punches. Right, cowboy?)

Meu coração afundou e disparou ao mesmo tempo. Com Cassidy não tinha finais perfeitos. Só a promessa do caos enrolada num sorriso.

- Sim! - consegui dizer, tentando que minha voz não tremesse. - Vou... vou estar pronto.
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