O eterno Don Juan...

Era um dia chato no escritório, daqueles que não entra nem uma alma. Ainda por cima, não tinha nenhuma inspeção nem papelada pra resolver, pra dar uma saidinha, então tava pregada na cadeira, me distraindo com os comentários que deixam nos meus contos. Saibam que, mesmo que eu não responda, por falta de tempo, sempre leio tudo, assim como as mensagens que mandam no privado. E tava justamente nessa, apreciando umas fotos (que paus gostosos!) quando vejo ele entrar. Como falei, não tinha ninguém, só as meninas do atendimento ao sócio e eu, então era super óbvio que alguém entrava, mesmo que meu escritório fosse no fundo do lugar. Custei a reconhecer ele, porque já é um homem velho, um senhor de quase oitenta, com o cabelo e a barba totalmente brancos, mas ainda assim, apesar da idade, ele ainda mantém aquele charme e a galanteria que marcaram toda a carreira dele. Ele se aproxima de uma das meninas, com um sorriso, e pergunta algo. A menina, uma novinha de vinte e poucos anos, que com certeza não o reconhece, diz que já vai atendê-lo, porque tá respondendo a uma ligação. Aproveito o momento e me aproximo. Falo que posso atender ele. Ele me agradece com aquele sorriso sedutor que é inconfundível. Vamos pro meu escritório e lá ele me diz que quer trocar o seguro do carro, que tá comparando preços. — Não procura mais... — falo — Aqui te oferecemos a melhor cobertura e o melhor preço, você não vai achar nada melhor no mercado. — Isso mesmo que me falaram nas outras companhias e acabam me oferecendo um seguro que não cobre praticamente nada... Sem ofensa — responde com aquela simpatia que é a cara dele. — Não me ofendo, mas melhor a gente dar uma olhada no carro, assim te digo que cobertura posso oferecer. Saímos do escritório e vamos até a garagem onde ele deixou o carro. Assim que vejo, percebo que é um modelo que já tem uns anos, com bastante quilometragem rodada, então não pode ter uma cobertura muito ampla, mas é ele, não posso oferecer só um plano de responsabilidade civil, que é o que caberia. — Olha, te ofereço um seguro contra terceiros completo... — falo quando termino de tirar as fotos. — Seguro? — ela se surpreende. — O mínimo que posso fazer pelo meu amor platônico da adolescência... — digo. — Kkkkk... Me reconheceu! — ela se espanta — Pra falar a verdade, já me acostumei a passar despercebido. — Bom, pra mim não, o tanto que eu me toquei pensando naquele homem quando era mocinha, as punhetas que dediquei a ele. Acho que junto com meu tio Carlos, foram os que moldaram meu gosto por homens mais velhos, já que ele devia ter uns cinquenta na época. Peço pra tirar uma foto nossa e voltamos pro escritório. Faço a apólice, que tem o preço de uma Responsabilidade Civil, mas com a cobertura de um Terceiros completo. — Sei que você tá me oferecendo mais do que o normal, então deixa eu te convidar pro teatro, pra ver a peça que tô fazendo... — Agradeço, adoraria ir te ver, meu marido também é um grande fã seu... — Ele engole seco. — Os dois tão convidados... — Pede meus nomes pra fazer a reserva na bilheteria, e então se despede, me agradecendo mais uma vez pela atenção. A peça que ele tá fazendo só acontece uma vez por semana, domingo à noite, então vou sozinha vê-lo, embora diga ao meu marido que vou com umas amigas. Quando a peça termina e os atores saem pra cumprimentar, ele me reconhece na plateia. Faz um sinal pra gente se encontrar nos bastidores, então vou pra lá. — Obrigado por vir, espero que tenha gostado da peça — ele diz, ainda com a caracterização de Dom Juan. — Adorei! Todos foram ótimos, mas você roubou a cena — falo como elogio, o que é absolutamente verdade. — Obrigado, e seu marido? Queria conhecê-lo... — ele responde, olhando atrás de mim. — Não pôde vir, mas agradece o convite — falo, e num sussurro, pra ninguém mais ouvir, completo — Na real, ele não gosta. Muito teatro... — Quando me ouve, parece que os olhos brilham. O galã se transforma em lobo mau, já sentindo o cheiro de sangue da presa. — Olha, sei que me ofereceu um seguro muito acima do que qualquer outra companhia me ofereceria, então, como agradecimento, me permite te convidar pra jantar — ele propõe. — Ok, aceito o convite — concordo, sem pensar muito. — Vou me trocar e já volto — Fala, tô te esperando — Daí a pouco vejo ele se despedir dos colegas de elenco e vir ao meu encontro. Saímos do Centro Cultural, e enquanto andamos pela Corrientes, como quem procura um lugar pra jantar, ele sugere: — Olha, acho que não vamos conseguir mesa num lugar bom a essa hora, que tal irmos pra minha casa e pedirmos algo? — Hum... não sei... Ia ter que mentir pro meu marido, e dizer que vou pra casa de uma amiga e não pra casa de um galã sedutor e irresistível, embora não fosse a primeira vez... — falo com um sorriso cúmplice. — O que não seria a primeira vez? Mentir pra ele ou ir pra casa de um galã sedutor e irresistível? — Isso deixo pra sua imaginação — O carro, aquele mesmo que ele segurou comigo, está numa garagem na esquina. De lá vamos direto pra casa dele. No caminho, mando um áudio pro meu marido, avisando que vou jantar com as meninas, as supostas amigas com quem fui ao teatro. O eterno Don Juan me olha de canto e sorri, cúmplice. — Devo dizer que você é uma ótima atriz, até me virei pra ver se suas amigas estavam aqui, conosco... — Não conto que, quando jovem, minha fantasia era ser atriz pornô. Quando chegamos na casa dele, ele desce do carro e abre a porta pra mim, como todo bom cavalheiro. — Bem-vinda ao meu humilde lar... — ele diz, como se estivesse recitando o texto de alguma peça de teatro. Numa sala ampla e boêmia, que a gente imagina ser o ambiente de um artista, ele me convida a sentar, enquanto coloca música clássica e serve uns drinks. — Peço algo pra comer? — pergunta, me entregando um dos copos e sentando ao meu lado. Meu lado. —Não tô com fome, talvez depois... — respondo, dando um gole e olhando pra ele de um jeito que tenta acrescentar algo mais. —Depois de quê? — ele se interessa, bebendo também do copo dele. —Sei lá, do que rolar... disso — completo, fazendo um gesto que nos envolve os dois. A gente troca um sorriso maroto, sacando muito bem o que ia rolar. —Pra que saia algo bom... — ele retruca, batendo o copo dele no meu, tipo um brinde. —Sabe, sempre tive curiosidade sobre aqueles beijos nas novelas — pergunto então. —Eles se beijam de verdade? — Ele pigarreia e, entrando no modo didático, me responde: —Na real, tem uma técnica pra fazer um beijo parecer verdadeiro, ensinam nas primeiras aulas de teatro. —Ah, é? — me surpreendo. —Se quiser, posso te ensinar — ele propõe. —Vamos ver, manda ver... — falo com empolgação. Ele larga o copo de lado, se levanta e, assumindo uma pose de ator, me convida a levantar também. Coloca as mãos na minha cintura, uma de cada lado, me puxa pra perto dele e me beija... Mas não é um beijo falso, fingido, teatral, e sim um de verdade. —E...? — ele pergunta ao separar os lábios dos meus. —Mmmm...! Muito... autêntico — falo, passando a língua nos lábios com um gosto evidente. —Posso tentar agora eu? — Ele diz que sim, que pode, que a prática leva à perfeição. Então agora sou eu que me aproximo, e colocando as mãos nos ombros dele, beijo ele de boca aberta, minha língua se enrolando na dele... É um beijo mais longo que o anterior, com muita língua e saliva no meio. —Cê aprende rápido... — ele me elogia quando a gente se separa, minha saliva brilhando nos lábios dele. —Aprendo com o melhor... — argumento. E agora sim, deixando de lado qualquer improviso, a gente se beija, sem freio, se abraçando, curtindo o roçar dos nossos corpos além dos lábios. Sem dizer nada, também não precisa, ele pega na minha mão e me leva pro quarto dele. A gente se despe, e de cueca e calcinha caímos na cama, enroscados, nos esfregando um no outro. Como se fosse levada por uma força invisível, Minha mão desliza até a virilha dele e, enfiando por dentro da cueca, pega no pau dele, que aperto e amasso com entusiasmo. Embora esteja meio borrachudo, naquele estado em que não tá totalmente duro, mas também não mole, eu bato uma pra ele, mas não sobe. — Nessa idade preciso de uma ajudinha, não te incomoda, né? — ele me fala com uma certa resignação. Claro que não... Ele toma um Viagra e, enquanto esperamos a pílula mágica fazer efeito, a gente se beija e se acaricia, ajudando a diminuir o tempo de reação. Quando começa a endurecer, já tô chupando ele, sentindo como vai ficando duro dentro da minha boca. Quando termina de armar, ostentando uma ereção daquelas, ideal pra um comercial contra impotência, ele já tá me chupando. Deixando minha buceta num estado de fervura total, ele coloca uma camisinha e me penetra, não com uma estocada, mas devagar, curtindo o momento, deslizando seguro e confiante pro meu interior mais profundo. É uma foda suave, delicada, do jeito que com certeza vou transar quando for uma octogenária, mas agora quero mais, preciso de muito mais... Levanto as pernas e enlaço elas em volta da cintura dele, pressiono o corpo dele contra o meu e peço pra ele me comer mais forte. — Vai... me faz sentir... toda... toda dentro... siiiiiiiim... assim... ahhhhhhhhh... siiiiiiiiiim...! — Ele me satisfaz o melhor que pode, se movendo com mais entusiasmo, com mais ímpeto, com uma energia impensável pra idade dele. O Viagra, claro, ajuda na dureza, mas ele bota o resto, desafiando os 80 anos dele. Mas é claro, a idade é implacável, e já tava na cara que ele tava ficando sem fôlego. Faço ele deitar de costas, sento em cima dele, de cócoras, e me apoiando nas mãos dele, nossos dedos entrelaçados, vou me enfiando no pau dele aos poucos, sorrindo e fazendo caras de prazer, enquanto envolvo ele com minha buceta. Quando já tô com ele todo dentro, fico só um momentinho aí, quietinha, suspirando, curtindo as sensações, depois começo a me mexer, pra cima e pra baixo, enfiando tudo, quicando sem parar nas pernas dele. Cavalgando num ritmo bom, os gemidos dos dois se misturam, intensos e cheios de emoção. De repente, no auge, quando só quero acelerar e acelerar, o orgasmo me pega de surpresa, e digo que me pega porque não esperava... Pelo menos, não ainda... Um choque, violento, inesperado, fulminante, que me sacode até a alma... O eterno Don Juan solta minhas mãos e agarra meus peitos, apertando com gosto, enquanto eu, com toda a virilidade dele dentro, arqueio as costas e jogo a cabeça pra trás, explodindo em suspiros e ofegos que mostram bem a intensidade daquele momento. Em chamas, desabo no corpo dele e beijo com vontade, com frenesi, com desespero... Aproveitando que ainda tô sensível pelos resquícios dessa primeira transa, o eterno Don Juan desliza as mãos pelo meu corpo, me pega pela raba e continua me comendo, agora com as próprias investidas dele, firmes, rápidas, profundas. Começo a gemer de novo, misturando com os sons da penetração... (um ritmado e barulhento PLAC PLAC PLAC) uma melodia cheia de tesão e excitação. -É... me come... assim... que gostoso... vai... não para... cê não sabe quanto eu imaginei isso quando era menina...!- falo, curtindo cada enfiada e tirada. Quando comia com meu tio, imaginava que tava fazendo com outros caras, todos mais velhos, bem maiores que eu, e o eterno Don Juan era um dos que mais aparecia nas minhas fantasias. Por isso tava realizando um sonho, não só conhecê-lo, mas também dar uma trepada com ele. Gozamos juntos, nossos corpos atravessados pelo mesmo prazer, intenso, sublime, dos sonhos... -É a primeira vez que fico feliz de alguém não gostar de teatro...- ele fala, numa alusão clara ao meu marido, enquanto amassa minha raba, apertando bem contra a barriga dele. -Em Na real, não falei que você também tava convidado, só que eu ia com umas amigas no teatro... — confesso, descendo da sua montaria e me deitando do seu lado. Ele me olha surpreso... — Te falei que você era meu amor platônico... — lembro. — Sim, mas quando você mencionou seu marido, achei que tava botando um limite, tipo, amor platônico, só isso... — ele diz, sentando na cama e tirando a camisinha. — Já naquele momento eu sabia que a gente ia acabar transando... — confesso. Ele levanta e vai pro banheiro, se livrar do látex e dar uma mijada. Quando volta, ainda tá meia-bomba. Não resisto e dou uma chupadinha. — Vai ficar pra passar a noite? — ele pergunta, entre os suspiros que meu boquete provoca. — Depende... — falo, tirando a boca pra dar beijos e lambidas nas laterais. — Do quê? — — Se vai ter matinal... — A gente se sorri, óbvio que sim...O eterno Don Juan...
vadia
maduros

12 comentários - O eterno Don Juan...

ldrja
Que Grande Victor!!!! Cumplió el sueño de todos nosotros!!!!
Excelente Marita!! otro actor en tu legajo.... Felicitaciones!!!
Me acordé de la vez que te tiraste a tu profe de la U, que también te ponía caliente. Me acuerdo que en ese entonces, tampoco entendías por qué te prenden los mayores.
Puedo tirar un nombre para probar suerte? El señor Laplace?
esas tetas din mi perdicion. La verdad que imaginarte cogiendo provoca hacerse una buena paja



cuernos
tuya cuando la pidas, te deseo hace años hermosa, hablame por favor
infidelidad
Sute41
Por Dios, lo que hacen tus relatos.
De solo leerlo se me para la pija.
Que hermosas fotos, que lindo par de tetas.
Sos mi fantasía, que ganas de sentir tu piel
Tremendo relato me sacaste toda la leche
por dios marita, no dejas de ponerme la verga dura con tus relatos. que ganas de probar tu cuerpo 🔥🔥🔥🔥 +10