O tempo cura tudo. Embora tenha sido difícil superar minhas ex-parceiras, o que aconteceu ficou na minha mente por muito tempo. Era uma espécie de vício reviver tudo de novo na cabeça: as imagens de Cami e Javier, e de Lau e Dom Pedro, transando, se entregando a eles, submetidas ao prazer que eles proporcionavam, ainda me causavam uma grande excitação. Passaram-se alguns anos, eu já com 28, e me dei a chance de conhecer outras pessoas. Relações curtas, mas que serviram para tirar da mente as obsessões que até então me perseguiam.
De Cami, sabia pouco por amigos. Já a Lau, não conseguia evitar; continuei no mesmo trabalho e nossa relação profissional era inevitável. Foi lá que conheci Yésica. Ela, com 23 anos, pele branca, na época usava cabelos cacheados e pintava de vermelho, mas adorava variar o visual. Usava óculos, algo que amo em mulheres. Enfim, uma jovem muito gostosa.
Yes já estava na empresa há um tempo. Começou como estagiária e, pelo bom desempenho, ficou um período entre um cargo e outro, até que conseguiram algo fixo pra ela na área de e-commerce. Por causa da minha posição na logística, nossa comunicação se tornou obrigatória.
Ela já tinha tido um relacionamento com alguém da TI, mas terminaram por mal-entendidos, por causa do assédio constante de um ex-namorado. Comigo, começou uma amizade. Aos poucos, fomos nos entendendo melhor. Às vezes, nos encontrávamos no caminho e percebemos que éramos quase vizinhos, separados por apenas algumas quadras. Assim, comecei a acompanhá-la à noite. Ela me contava sobre a vida dela, o que na idade dela me parecia uma loucura: problemas familiares, dívidas contraídas pra terminar a faculdade, ex-namorados enchendo o saco, um monte de coisa. Isso contrastava com minha realidade: eu já estava mais estável emocionalmente, morava sozinho desde os 20 anos, era autossuficiente, e financeiramente tinha aprendido a me virar. Gastos online, não tava indo de maravilha, mas também não tava ruim.
Nossa amizade se fortaleceu, mas era mais como de uma garota e seu amigo mais velho. Ela vinha com os problemas e eu ajudava a resolver, sem buscar nenhum benefício extra. Como não tínhamos compromisso mútuo, ela continuou saindo com outra pessoa que tinha estudado com ela na faculdade, e eu, por outro lado, comecei a sair com Anahí, outra colega em comum. Ani, como eu a chamava, era um pouco mais velha que a Yes, tinha 26 anos, trabalhava na área de marketing. Ela era morena, cabelo liso, um pouco cheinha, mas uma pessoa encantadora. Também não íamos com intenções sérias, só queríamos curtir o momento e ver no que dava. Essa é a vantagem de quem vai amadurecendo: menos drama emocional.
Com os novos compromissos, o tempo que a Yes e eu passávamos juntos diminuiu, mas ainda assim a gente conversava, principalmente por mensagens. Planejávamos sair, mas nunca concretizávamos nada, e no fim acabávamos saindo com as outras pessoas. Até que chegou o fim de ano e, com ele, a festa da empresa. Dias antes do evento, a Yes e eu tínhamos saído pra tomar uns drinks. Ela não estava muito bem, tinha terminado com o namorado e ele queria voltar, mas ela recusava, o que fez ele mostrar a verdadeira cara e agir de formas bem inadequadas com ela. Naquela saída, quando a gente se despediu, rolou um clima por causa do excesso de bebida, nos beijamos por um segundo, mas no fim eu me segurei. Não queria que a gente fizesse merda, muito menos que parecesse que eu tava me aproveitando da situação dela. Entendemos que estávamos errados e nos despedimos sem mais.
O dia da festa chegou. Com a Ani, o acordo era implícito, era óbvio que a gente chegaria junto no evento. Mas umas horas antes, a Yes me pediu pra ir com ela, pelo menos pra sermos vistos chegando juntos, porque ela tava com medo de que o ex fosse procurá-la. Ele já sabia que ela tinha um evento naquela noite e já tinha mostrado que queria ir atrás dela. assistir, claro que não aceitei, ela ficou puta comigo e cada um foi pro seu lado. Cheguei com a Ani no evento, ela tava de vestido preto curto, cabelo liso, mas bem maquiada, admito que era uma gostosa. Por outro lado, a Yes chegou sozinha, meio nervosa, ela tava de vestido longo, com detalhes preto e dourado, cabelo cacheado, tava muito bonita, mas bem tensa.
O evento rolou como esperado, fiquei bebendo e dançando com a Ani, até que num momento ela foi no banheiro, e a Yes aproveitou pra me chamar. Ela já tava me mandando mensagens, mas eu tinha ignorado, então foi o único jeito de chamar minha atenção. Talvez curioso e de saco cheio da insistência, respondi. Ela pediu pra eu ir até a mesa dela, pensei muito, mas aceitei, afinal não é que não pudéssemos conversar. Ela me explicou a situação: o ex dela tinha ido atrás dela, mas ela deu um jeito de escapar, mas ainda tava com medo que ele fosse atrás dela até o evento. Não aceitei acompanhá-la, mas falei que podia ajudar ela a sair do lugar e chamar um táxi.
Então saímos pra fora por um momento, levei ela até o ponto mais perto e ela conseguiu ir embora sem problemas. Voltei pro evento e a Ani tava com uma cara de brava, me perguntou onde eu tava e, como sou inocente, contei a verdade. Ela já sabia, porque me viram e já tinham contado pra ela. Ela pediu pra gente ir embora, levei ela pra casa, no caminho a gente conversou e a raiva dela tinha diminuído. Ela entendeu um pouco a situação da Yes, mas pediu pra eu ficar de fora, porque não gostava que nos corredores da empresa ficassem falando de triângulo amoroso.
Ali mesmo a gente começou a se beijar, apesar de tudo a intenção era terminar a noite como manda o figurino. Passei a mão por cima do vestido dela e levantei um pouco, ela tava de renda preta, combinando com o vestido. Beijei o pescoço dela e descobri os peitos, ela se deixava fazer e cada vez mais acelerava a respiração. Coloquei ela em cima de Eu meti meus dedos na buceta dela, nem precisei estimular muito porque o álcool já tinha feito o trabalho. Coloquei uma camisinha e, assim, penetrei ela. Ela subia e descia no próprio ritmo, a gente não queria que o movimento do carro fosse notado, já que ainda estávamos na via pública, então fizemos tudo devagar. Os dois chegamos com a respiração totalmente acelerada e com um gemido de cada um. O sexo foi rápido, mas a situação tinha dado os ingredientes pra deixar tudo intenso.
Nos reincorporamos e, depois que o rubor nos rostos baixou, levei ela até a porta da casa dela. Nos despedimos e eu me preparei pra voltar pro meu apartamento, mas já tinha uma porrada de mensagens da Yes. Não quis responder, mas no meio do caminho ela me ligou de novo. Atendi, já que ninguém ia me impedir. Ela disse que o ex dela tinha ficado esperando do lado de fora da casa dela, tinha sido muito impertinente, mas ela conseguiu entrar e deixar ele do lado de fora. Correu pra pedir ajuda pro irmão com quem morava, mas ele não tava em casa. O ex continuava lá fora e ela já não sabia mais o que fazer, então decidiu me pedir ajuda porque só confiava em mim. Preocupado, desviei o caminho pra casa dela. E, de fato, o ex tava lá. Estacionei e liguei pra ela sair pra me encontrar. Quando me aproximei, ele só me olhou, até que ela abriu a porta pra me deixar entrar. Ele me confrontou. Não é que eu seja muito bruto nem nada, mas ele tinha uns 24 anos, então não precisei de violência. Quando ele questionou por que ela me deixava entrar, tive que mentir e falei que era o namorado dela. Ele não acreditou na hora, mas depois de uns minutos, finalmente foi embora. Ainda fiquei um tempo, até que o irmão dela ligou — porque ela tinha ligado várias vezes antes — e disse que tava perto. Aí eu fui embora.
Já no trabalho, os rumores do que rolou na festa estavam correndo soltos. Não só os meus com a Yes e a Ani, mas ouvir o nome dela nos lábios dos colegas irritou a Ani. Isso começou a criar atrito entre a gente. A Yes ainda tava nervosa com o que aconteceu. Em casa, o irmão dela disse que ia ficar de olho em qualquer situação, mas ela tava preocupada com o caminho, então me pediu pra continuar acompanhando ela. Comecei a fazer isso de vez em quando e escondido. Não esperava ela na frente do trabalho, deixava ela andar um pouco e depois a encontrava, já que estávamos fora do alcance de algum parceiro.
Com o tempo que passávamos no trajeto até a casa dela, dava pra conversar bastante. Eu via uma garota preocupada, assediada por situações desconfortáveis que não conseguia controlar. Ela tinha ido muito rápido na vida e não conseguia acompanhar as consequências. De certa forma, meu instinto paternalista aflorava com ela. Os rumores chegaram aos ouvidos da Ani, era lógico que aconteceria. Entramos numa fase difícil no relacionamento, não sabíamos o que fazer sobre nós. Ela queria exclusividade e eu não podia deixar a Yes sozinha.
O destino decidiu por si só. Uma vez que saí com a Yes, passamos um tempão juntos. Primeiro comemos e tomamos umas cervejas, depois fomos fuçar nas lojas do shopping. Numa loja de roupas, ela resolveu provar algumas peças e me mandava fotos de como ficavam pra eu ajudar a decidir. Passamos por todas as seções, até que ela entrou na de lingerie. Eu evitei entrar naquela seção porque achava inadequado segui-la. Ela me chamou pra entrar com ela, mas ignorei e fui pra outra. Depois de esperar um pouco, ela saiu com as compras decididas, pagou e fomos embora.
Y: Valeu por me ajudar a escolher.
K: Relaxa, foi um prazer.
Y: Sério, você me ajudou pra caralho. Às vezes sinto que sou injusta com você.
K: Te apoio porque foi minha escolha, você não me deve nada.
Y: Eu sei, você é muito nobre e isso te torna encantador.
K: Não é pra tanto.
Y: Claro que é. Até evitou escolher lingerie comigo. Qualquer outro teria pedido pra ver como fica em mim.
K: Talvez, mas não sou desses.
Y: Sei que não é desses. Dá uma olhada no seu celular.
Naquele momento, ela me mandou uma foto se provando a lingerie. Olhei por um instante, mas não aguentei a vergonha e apaguei.
Y: O quê, não gostou de mim?
K: Sério, não precisa disso. Você não deveria fazer isso com qualquer um.
Y: Juro que é só com você.
Ao dizer isso, ela segurou meu rosto e me beijou. Eu, confuso, hesitei, afastei ela e falei:
K: espera, não quero que você faça algo que não tenha certeza
Y: acredita em mim, eu tenho muita certeza disso
Ela repetiu o beijo e depois de alguns instantes, dessa vez eu correspondi, nos beijamos e senti a intensidade dela, admito que tava gostando do que tava rolando, mas sentia remorso, mesmo não estando bem com a Ani, eu não tinha terminado oficialmente com ela, também não queria me aproveitar da vulnerabilidade que eu achava que a Yes tava. A gente se soltou e ela pediu pra eu acompanhá-la até a casa dela, fiz isso com a intenção de acabar com essa situação desconfortável, chegamos e ela me convidou pra entrar, não aceitei, mas demorei mais pra recusar do que ela levou pra me dar outro beijo e me puxar pra dentro, não tinha ninguém na casa dela.
Ela tinha tirado minha camisa e tava me beijando pelo corpo todo, quando de repente parou, pediu pra eu esperar um momento, eu tava dividido entre sair dali e deixar ela lá ou ficar e ir até o fim, a Yes interrompeu meus pensamentos aparecendo na minha frente com a lingerie que tinha comprado, um conjunto verde que combinava muito com a pele dela e o corpo magro. Ela subiu em cima de mim e me beijou, apesar da idade dela, reconheço que ela tinha fogo por dentro, não me acho um cara de muita experiência, mas também não me considero um amante ruim, no entanto, a Yes tava me devorando, ela levava o ritmo e eu só me deixava levar, ela tirou o resto da minha roupa, passava a língua perto da minha barriga e respirava nela, subia de novo até meus mamilos e mordia, pegou meu pau e de uma só vez, engoliu, engolia ele inteiro e dava ânsia de vez em quando, parava e continuava me masturbando.
Naquele momento, me senti desafiado, não podia deixar ela continuar brincando, então tomei a iniciativa, assim de joelhos, peguei ela pelo cabelo, puxei ela perto do meu pau mas não deixei ela chegar, dei um tapa nela e ela pareceu gostar, brinquei com ela fingindo que ia aproximar e de novo afastava, vi a vontade nos olhos dela e enfiei de uma só vez, me movia com o quadril e ela Só soltava saliva, ficamos um tempão assim até que eu levantei ela, empurrei na cama e agora comecei a beijá-la, percorri o corpo inteiro dela, com suavidade mas me certificando de fazer ela sentir, de notar as reações dela.
Abri as pernas dela e comecei com o sexo oral, brinquei com minha língua nas dobras dela, de vez em quando soltando um estalo com um beijo, enfiei a língua e fiz círculos, ela tava em êxtase e assim gozou na primeira vez, não deixei ela descansar, enfiei os dedos e comecei o movimento, cuidando pra tocar as paredes dela enquanto com outro dedo estimulava o clitóris, ela tapava a boca, mas não conseguiu evitar de gozar, os fluidos dela começaram a sair em abundância, eu continuei no ritmo até sentir que era a hora, me retirei e ela ficou ali, imóvel, respirando acelerado. Coloquei a camisinha e me deitei sobre ela, de novo brinquei com a ponta ao redor da entrada dela, movia pra cima e pra baixo como se fossem meus dedos, quando ela começou a arquear de novo enfiei meu pau, agora tudo tava do meu lado, eu controlava os movimentos e vi ela ter outro orgasmo, ela se deitou pensando que era só, mas não era, me sentei na cama e coloquei ela em cima de mim, ela não acreditava, ainda ia continuar, fiz ela montar em mim por um bom tempo, até que veio outro gozo nela.
Assim foi a noite, intensa, ela não acreditava no que tinha acontecido, era multiorgásmica e não sabia, tinha aquela sensação de estar prestes a soltar algo, mas nunca tinha conseguido, comigo teve aquele squirt. Confessei que não achava aquilo extraordinário, não é que tivesse que me comparar com ninguém, mas não acho que sou o único homem que se preocupa com o orgasmo feminino, ela me disse que pelo menos ela nunca tinha conhecido alguém assim.
Naquele ponto, nossa relação deu esse passo, começamos com o sexo, sim, mas cada um terminou com o seu; eu terminei formalmente com a Ani, que naquele ponto, com toda a fofoca que tinha rolado, caiu bem pra ela. notícia; Sim, continuei com o assédio da ex dela, mas com minha presença constante, acabei convencendo ela de que o nosso era pra valer; a partir daí, viramos um casal e, mesmo achando que seria passageiro, foi com a Yes que as coisas ficaram totalmente sérias, nos apoiamos, crescemos juntos, passamos pelos momentos ruins juntos e superamos tudo. Com a bênção dos meus pais, da mãe dela e do irmão mais velho, acabamos nos casando dois anos depois, com um casamento simples, íntimo e rodeado das pessoas que realmente gostavam da gente. Nosso casamento sempre foi marcado pela comunicação e pela abertura de ideias em todos os aspectos, isso nos permitiu compartilhar nossa felicidade e, sem saber, essa mesma comunicação e abertura, com o tempo, também nos permitiria compartilhar nossa sexualidade.
De Cami, sabia pouco por amigos. Já a Lau, não conseguia evitar; continuei no mesmo trabalho e nossa relação profissional era inevitável. Foi lá que conheci Yésica. Ela, com 23 anos, pele branca, na época usava cabelos cacheados e pintava de vermelho, mas adorava variar o visual. Usava óculos, algo que amo em mulheres. Enfim, uma jovem muito gostosa.
Yes já estava na empresa há um tempo. Começou como estagiária e, pelo bom desempenho, ficou um período entre um cargo e outro, até que conseguiram algo fixo pra ela na área de e-commerce. Por causa da minha posição na logística, nossa comunicação se tornou obrigatória.
Ela já tinha tido um relacionamento com alguém da TI, mas terminaram por mal-entendidos, por causa do assédio constante de um ex-namorado. Comigo, começou uma amizade. Aos poucos, fomos nos entendendo melhor. Às vezes, nos encontrávamos no caminho e percebemos que éramos quase vizinhos, separados por apenas algumas quadras. Assim, comecei a acompanhá-la à noite. Ela me contava sobre a vida dela, o que na idade dela me parecia uma loucura: problemas familiares, dívidas contraídas pra terminar a faculdade, ex-namorados enchendo o saco, um monte de coisa. Isso contrastava com minha realidade: eu já estava mais estável emocionalmente, morava sozinho desde os 20 anos, era autossuficiente, e financeiramente tinha aprendido a me virar. Gastos online, não tava indo de maravilha, mas também não tava ruim.
Nossa amizade se fortaleceu, mas era mais como de uma garota e seu amigo mais velho. Ela vinha com os problemas e eu ajudava a resolver, sem buscar nenhum benefício extra. Como não tínhamos compromisso mútuo, ela continuou saindo com outra pessoa que tinha estudado com ela na faculdade, e eu, por outro lado, comecei a sair com Anahí, outra colega em comum. Ani, como eu a chamava, era um pouco mais velha que a Yes, tinha 26 anos, trabalhava na área de marketing. Ela era morena, cabelo liso, um pouco cheinha, mas uma pessoa encantadora. Também não íamos com intenções sérias, só queríamos curtir o momento e ver no que dava. Essa é a vantagem de quem vai amadurecendo: menos drama emocional.
Com os novos compromissos, o tempo que a Yes e eu passávamos juntos diminuiu, mas ainda assim a gente conversava, principalmente por mensagens. Planejávamos sair, mas nunca concretizávamos nada, e no fim acabávamos saindo com as outras pessoas. Até que chegou o fim de ano e, com ele, a festa da empresa. Dias antes do evento, a Yes e eu tínhamos saído pra tomar uns drinks. Ela não estava muito bem, tinha terminado com o namorado e ele queria voltar, mas ela recusava, o que fez ele mostrar a verdadeira cara e agir de formas bem inadequadas com ela. Naquela saída, quando a gente se despediu, rolou um clima por causa do excesso de bebida, nos beijamos por um segundo, mas no fim eu me segurei. Não queria que a gente fizesse merda, muito menos que parecesse que eu tava me aproveitando da situação dela. Entendemos que estávamos errados e nos despedimos sem mais.
O dia da festa chegou. Com a Ani, o acordo era implícito, era óbvio que a gente chegaria junto no evento. Mas umas horas antes, a Yes me pediu pra ir com ela, pelo menos pra sermos vistos chegando juntos, porque ela tava com medo de que o ex fosse procurá-la. Ele já sabia que ela tinha um evento naquela noite e já tinha mostrado que queria ir atrás dela. assistir, claro que não aceitei, ela ficou puta comigo e cada um foi pro seu lado. Cheguei com a Ani no evento, ela tava de vestido preto curto, cabelo liso, mas bem maquiada, admito que era uma gostosa. Por outro lado, a Yes chegou sozinha, meio nervosa, ela tava de vestido longo, com detalhes preto e dourado, cabelo cacheado, tava muito bonita, mas bem tensa.
O evento rolou como esperado, fiquei bebendo e dançando com a Ani, até que num momento ela foi no banheiro, e a Yes aproveitou pra me chamar. Ela já tava me mandando mensagens, mas eu tinha ignorado, então foi o único jeito de chamar minha atenção. Talvez curioso e de saco cheio da insistência, respondi. Ela pediu pra eu ir até a mesa dela, pensei muito, mas aceitei, afinal não é que não pudéssemos conversar. Ela me explicou a situação: o ex dela tinha ido atrás dela, mas ela deu um jeito de escapar, mas ainda tava com medo que ele fosse atrás dela até o evento. Não aceitei acompanhá-la, mas falei que podia ajudar ela a sair do lugar e chamar um táxi.
Então saímos pra fora por um momento, levei ela até o ponto mais perto e ela conseguiu ir embora sem problemas. Voltei pro evento e a Ani tava com uma cara de brava, me perguntou onde eu tava e, como sou inocente, contei a verdade. Ela já sabia, porque me viram e já tinham contado pra ela. Ela pediu pra gente ir embora, levei ela pra casa, no caminho a gente conversou e a raiva dela tinha diminuído. Ela entendeu um pouco a situação da Yes, mas pediu pra eu ficar de fora, porque não gostava que nos corredores da empresa ficassem falando de triângulo amoroso.
Ali mesmo a gente começou a se beijar, apesar de tudo a intenção era terminar a noite como manda o figurino. Passei a mão por cima do vestido dela e levantei um pouco, ela tava de renda preta, combinando com o vestido. Beijei o pescoço dela e descobri os peitos, ela se deixava fazer e cada vez mais acelerava a respiração. Coloquei ela em cima de Eu meti meus dedos na buceta dela, nem precisei estimular muito porque o álcool já tinha feito o trabalho. Coloquei uma camisinha e, assim, penetrei ela. Ela subia e descia no próprio ritmo, a gente não queria que o movimento do carro fosse notado, já que ainda estávamos na via pública, então fizemos tudo devagar. Os dois chegamos com a respiração totalmente acelerada e com um gemido de cada um. O sexo foi rápido, mas a situação tinha dado os ingredientes pra deixar tudo intenso.
Nos reincorporamos e, depois que o rubor nos rostos baixou, levei ela até a porta da casa dela. Nos despedimos e eu me preparei pra voltar pro meu apartamento, mas já tinha uma porrada de mensagens da Yes. Não quis responder, mas no meio do caminho ela me ligou de novo. Atendi, já que ninguém ia me impedir. Ela disse que o ex dela tinha ficado esperando do lado de fora da casa dela, tinha sido muito impertinente, mas ela conseguiu entrar e deixar ele do lado de fora. Correu pra pedir ajuda pro irmão com quem morava, mas ele não tava em casa. O ex continuava lá fora e ela já não sabia mais o que fazer, então decidiu me pedir ajuda porque só confiava em mim. Preocupado, desviei o caminho pra casa dela. E, de fato, o ex tava lá. Estacionei e liguei pra ela sair pra me encontrar. Quando me aproximei, ele só me olhou, até que ela abriu a porta pra me deixar entrar. Ele me confrontou. Não é que eu seja muito bruto nem nada, mas ele tinha uns 24 anos, então não precisei de violência. Quando ele questionou por que ela me deixava entrar, tive que mentir e falei que era o namorado dela. Ele não acreditou na hora, mas depois de uns minutos, finalmente foi embora. Ainda fiquei um tempo, até que o irmão dela ligou — porque ela tinha ligado várias vezes antes — e disse que tava perto. Aí eu fui embora.Já no trabalho, os rumores do que rolou na festa estavam correndo soltos. Não só os meus com a Yes e a Ani, mas ouvir o nome dela nos lábios dos colegas irritou a Ani. Isso começou a criar atrito entre a gente. A Yes ainda tava nervosa com o que aconteceu. Em casa, o irmão dela disse que ia ficar de olho em qualquer situação, mas ela tava preocupada com o caminho, então me pediu pra continuar acompanhando ela. Comecei a fazer isso de vez em quando e escondido. Não esperava ela na frente do trabalho, deixava ela andar um pouco e depois a encontrava, já que estávamos fora do alcance de algum parceiro.
Com o tempo que passávamos no trajeto até a casa dela, dava pra conversar bastante. Eu via uma garota preocupada, assediada por situações desconfortáveis que não conseguia controlar. Ela tinha ido muito rápido na vida e não conseguia acompanhar as consequências. De certa forma, meu instinto paternalista aflorava com ela. Os rumores chegaram aos ouvidos da Ani, era lógico que aconteceria. Entramos numa fase difícil no relacionamento, não sabíamos o que fazer sobre nós. Ela queria exclusividade e eu não podia deixar a Yes sozinha.
O destino decidiu por si só. Uma vez que saí com a Yes, passamos um tempão juntos. Primeiro comemos e tomamos umas cervejas, depois fomos fuçar nas lojas do shopping. Numa loja de roupas, ela resolveu provar algumas peças e me mandava fotos de como ficavam pra eu ajudar a decidir. Passamos por todas as seções, até que ela entrou na de lingerie. Eu evitei entrar naquela seção porque achava inadequado segui-la. Ela me chamou pra entrar com ela, mas ignorei e fui pra outra. Depois de esperar um pouco, ela saiu com as compras decididas, pagou e fomos embora.
Y: Valeu por me ajudar a escolher.
K: Relaxa, foi um prazer.
Y: Sério, você me ajudou pra caralho. Às vezes sinto que sou injusta com você.
K: Te apoio porque foi minha escolha, você não me deve nada.
Y: Eu sei, você é muito nobre e isso te torna encantador.
K: Não é pra tanto.
Y: Claro que é. Até evitou escolher lingerie comigo. Qualquer outro teria pedido pra ver como fica em mim.
K: Talvez, mas não sou desses.
Y: Sei que não é desses. Dá uma olhada no seu celular.
Naquele momento, ela me mandou uma foto se provando a lingerie. Olhei por um instante, mas não aguentei a vergonha e apaguei.
Y: O quê, não gostou de mim?
K: Sério, não precisa disso. Você não deveria fazer isso com qualquer um.
Y: Juro que é só com você.
Ao dizer isso, ela segurou meu rosto e me beijou. Eu, confuso, hesitei, afastei ela e falei:
K: espera, não quero que você faça algo que não tenha certeza
Y: acredita em mim, eu tenho muita certeza disso
Ela repetiu o beijo e depois de alguns instantes, dessa vez eu correspondi, nos beijamos e senti a intensidade dela, admito que tava gostando do que tava rolando, mas sentia remorso, mesmo não estando bem com a Ani, eu não tinha terminado oficialmente com ela, também não queria me aproveitar da vulnerabilidade que eu achava que a Yes tava. A gente se soltou e ela pediu pra eu acompanhá-la até a casa dela, fiz isso com a intenção de acabar com essa situação desconfortável, chegamos e ela me convidou pra entrar, não aceitei, mas demorei mais pra recusar do que ela levou pra me dar outro beijo e me puxar pra dentro, não tinha ninguém na casa dela.
Ela tinha tirado minha camisa e tava me beijando pelo corpo todo, quando de repente parou, pediu pra eu esperar um momento, eu tava dividido entre sair dali e deixar ela lá ou ficar e ir até o fim, a Yes interrompeu meus pensamentos aparecendo na minha frente com a lingerie que tinha comprado, um conjunto verde que combinava muito com a pele dela e o corpo magro. Ela subiu em cima de mim e me beijou, apesar da idade dela, reconheço que ela tinha fogo por dentro, não me acho um cara de muita experiência, mas também não me considero um amante ruim, no entanto, a Yes tava me devorando, ela levava o ritmo e eu só me deixava levar, ela tirou o resto da minha roupa, passava a língua perto da minha barriga e respirava nela, subia de novo até meus mamilos e mordia, pegou meu pau e de uma só vez, engoliu, engolia ele inteiro e dava ânsia de vez em quando, parava e continuava me masturbando.
Naquele momento, me senti desafiado, não podia deixar ela continuar brincando, então tomei a iniciativa, assim de joelhos, peguei ela pelo cabelo, puxei ela perto do meu pau mas não deixei ela chegar, dei um tapa nela e ela pareceu gostar, brinquei com ela fingindo que ia aproximar e de novo afastava, vi a vontade nos olhos dela e enfiei de uma só vez, me movia com o quadril e ela Só soltava saliva, ficamos um tempão assim até que eu levantei ela, empurrei na cama e agora comecei a beijá-la, percorri o corpo inteiro dela, com suavidade mas me certificando de fazer ela sentir, de notar as reações dela.
Abri as pernas dela e comecei com o sexo oral, brinquei com minha língua nas dobras dela, de vez em quando soltando um estalo com um beijo, enfiei a língua e fiz círculos, ela tava em êxtase e assim gozou na primeira vez, não deixei ela descansar, enfiei os dedos e comecei o movimento, cuidando pra tocar as paredes dela enquanto com outro dedo estimulava o clitóris, ela tapava a boca, mas não conseguiu evitar de gozar, os fluidos dela começaram a sair em abundância, eu continuei no ritmo até sentir que era a hora, me retirei e ela ficou ali, imóvel, respirando acelerado. Coloquei a camisinha e me deitei sobre ela, de novo brinquei com a ponta ao redor da entrada dela, movia pra cima e pra baixo como se fossem meus dedos, quando ela começou a arquear de novo enfiei meu pau, agora tudo tava do meu lado, eu controlava os movimentos e vi ela ter outro orgasmo, ela se deitou pensando que era só, mas não era, me sentei na cama e coloquei ela em cima de mim, ela não acreditava, ainda ia continuar, fiz ela montar em mim por um bom tempo, até que veio outro gozo nela.
Assim foi a noite, intensa, ela não acreditava no que tinha acontecido, era multiorgásmica e não sabia, tinha aquela sensação de estar prestes a soltar algo, mas nunca tinha conseguido, comigo teve aquele squirt. Confessei que não achava aquilo extraordinário, não é que tivesse que me comparar com ninguém, mas não acho que sou o único homem que se preocupa com o orgasmo feminino, ela me disse que pelo menos ela nunca tinha conhecido alguém assim.
Naquele ponto, nossa relação deu esse passo, começamos com o sexo, sim, mas cada um terminou com o seu; eu terminei formalmente com a Ani, que naquele ponto, com toda a fofoca que tinha rolado, caiu bem pra ela. notícia; Sim, continuei com o assédio da ex dela, mas com minha presença constante, acabei convencendo ela de que o nosso era pra valer; a partir daí, viramos um casal e, mesmo achando que seria passageiro, foi com a Yes que as coisas ficaram totalmente sérias, nos apoiamos, crescemos juntos, passamos pelos momentos ruins juntos e superamos tudo. Com a bênção dos meus pais, da mãe dela e do irmão mais velho, acabamos nos casando dois anos depois, com um casamento simples, íntimo e rodeado das pessoas que realmente gostavam da gente. Nosso casamento sempre foi marcado pela comunicação e pela abertura de ideias em todos os aspectos, isso nos permitiu compartilhar nossa felicidade e, sem saber, essa mesma comunicação e abertura, com o tempo, também nos permitiria compartilhar nossa sexualidade.

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