Cornuda por destino Capítulo VIII

A reação da Cami era compreensível. Durante o sexo, a ideia de se encontrar de novo com ele me deixava muito excitado, mas depois que a onda do tesão passava, a cara dela mudava, ela ficava muito nervosa, era óbvio que aquilo mexia com ela, então eu tentava não insistir. Mesmo assim, acho que exagerei nas minhas tentativas, porque uma dessas noites ela disse que não queria mais tocar no assunto, que por favor eu parasse.

Por causa da experiência e dos fracassos anteriores, decidi que talvez fosse o melhor. Continuar insistindo só me traria mais problemas e, pelo menos, me parecia que já era hora de a gente sossegar junto. Então passamos para outras coisas, levamos o relacionamento a sério e começamos a falar de casamento. Nossos conhecidos não gostaram muito da ideia, porque nossa relação às vezes era bem turbulenta, mas mesmo assim nos apoiaram. Alguns planos foram se fechando e, como em toda cidade pequena, a notícia chegou a certas pessoas.

A Lau ficou sabendo, me recriminou, insistiu que eu não estava pensando direito, dizia que eu merecia algo melhor, que aquela menina hoje podia estar bem e amanhã sumir do nada. Ainda assim, por consideração, eu a ouvia, mas a verdade é que não ligava para o que ela ou qualquer outra pessoa pensava. Eu considerava que o amor da minha vida era a Cami e, tão perto de concretizar nossa relação num casamento, não ia voltar atrás. Do lado da Cami, o Javier também ficou sabendo, por um amigo em comum comigo, mas mostrou a maturidade que sempre teve. Não guardava rancor, mas também não ligava se ela já tinha tomado uma decisão. O melhor era se afastar e deixar ela seguir a vida dela.

Assim, a decisão parecia tomada. Continuamos nossa vida normal, diminuímos a intensidade das atividades. Ela parou de ir na academia, embora no começo insistisse pra irmos juntos, mas era muito complicado pra mim por causa do tempo. O trabalho nos ocupava e às vezes ficávamos um tempão sem nos ver. Ela trocou de emprego e, com isso, foi o fim. Ver o Javier, no entanto, ela não gostava que eu continuasse trabalhando lá com a Lau, mas já estava bem estabelecido e mudar de emprego me parecia impensável. Garanti que não ia rolar mais nada, que aquilo já estava enterrado e que nossa relação era só profissional. Esse último ponto era o motivo mais comum das nossas brigas, embora não fossem muito intensas — só incomodava ela e ela me avisava. Fora isso, nossa relação parecia perfeita de novo.

O único problema era o sexo. Não fantasiávamos mais nem brincávamos de nada, era só sexo normal, chato e simples. Isso tava complicando as coisas, tinha tensão e as reclamações sobre a Lau foram ficando mais frequentes. Sabia que faltava algo, pelo menos pra aliviar as tensões do relacionamento. Aí, um dia eu trapaceei de novo. Coloquei a playlist de sempre, mas me certifiquei de incluir aquela música que lembrava o Javier. Fui devagar, aos poucos beijei ela, tirei a roupa e percorri o corpo dela. Tocava com cuidado, tentando aproveitar cada parte, mesmo depois de largar a academia o corpo dela continuava tão gostoso, mais ainda do que antes. Ela tava desesperada, queria sentir, mas eu sabia que tinha que segurar, ainda não era a hora.

Quando senti que era o momento, penetrei ela, no sofá de sempre. Ela montou em mim, acelerando o ritmo, eu sentia que ia gozar, então tomei o controle e desacelerei de novo. Beijava o pescoço dela, beijava os peitos, chupava os bicos, deixando ela a mil. Até que finalmente chegou. Aquela música começou a tocar, senti a reação dela pelo corpo todo. Então apostei tudo, continuei estimulando, o orgasmo tava chegando, mas fiz ela segurar. Queria que explodisse. E naquele verso que fala sobre a relação entre um homem mais velho e uma mulher mais nova, ela explodiu. Tudo que tava guardado, o que aquela música provocava nela, os espasmos vieram e o orgasmo foi intenso, talvez até mais do que antes. Ela gozou com um gemido incrível, enquanto da boca dela saía um “Siii, Javier”.

Era minha chance, não dei trégua, assim que terminou, deitei ela na cama, continuei beijando, percorri o corpo dela com meus dedos e invadi o interior dela, aí começou o jogo:

K: em quem você tá pensando?
C: em você
K: não mente, como você me chamou antes?
C: … (silêncio)
K: me fala, quero ouvir o nome dele

Ela continuava em silêncio, mas começou a respirar mais forte, continuei estimulando e, quando vi que ela ia gozar, parei. Me coloquei de novo por cima dela, meti sem camisinha, ela tentou me parar.

C: o que você tá fazendo? você sabe que ainda não devemos fazer sem proteção
K: o quê, não posso fazer assim com minha futura esposa?
C: não, até a gente casar
K: então eu não posso, mas ele pode
Senti o espasmo dentro dela
C: você não é como ele, você é diferente, Karin
K: então, hoje não quero ser Karin, hoje quero ser ele
C: você é louco
K: me fala, me chama pelo nome dele

De novo ela não disse nada, mas continuei estimulando, falei no ouvido dela, sobre o que ela tinha feito com ele, o quanto ela tinha curtido o sexo, e que era algo que provavelmente só viveria com ele, de novo senti o orgasmo dela perto.

C: que delícia, Karin!
K: não sou Karin, como é meu nome?
C: …..
Acelerei o ritmo e ela no ponto do orgasmo, insisti.
K: como é meu nome?
C: Javieeeer!

De novo ela teve um orgasmo intenso, a cara dela era um poema, o corpo dela tava fervendo, o tesão foi tanto que ela tava tremendo, deixei ela se acalmar um pouco, ela me olhou com uma cara de preocupação, quase de raiva.

C: te falei que não queria mais falar dele
K: não sei, parecia que você tava curtindo
C: não é que eu não curta, mas deve ser chato pra você
K: claro que não, não me incomoda
C: você diz isso, mas acho que no fundo te incomoda, deve ser difícil falar essas coisas só pra me excitar
K: se você curte, não tenho problema em falar
C: mas é melhor que Não me enfia essas ideias na cabeça.
K: Por quê? Tem medo do que seu corpo sente?
C: Tenho medo de não controlar.
K: De não controlar seu desejo pelo Javier?
C: Cala a boca, você não sabe o que pode provocar.
K: E o que você acha que eu quero provocar?
C: Você não sabe o que quer.
K: Claro que sei o que quero, quero te ver, desejo que você transe com o Javier.
C: Não acho que você queira ver isso, para de brincar.

Naquele momento, eu a deitei de novo e beijei, confessei tudo na real, queria vê-la com ele, desejava que ela transasse com o Javier de novo. Falei que era tudo sério, que não ligava pras consequências, que ela podia fazer quando e como quisesse, que a gente podia casar e eu deixaria ele ser o amante dela se ela quisesse. No começo, ela ficou incrédula, mas conforme eu confessava tudo, ela viu no meu olhar que eu tava sendo sincero, percebeu que podia ter as duas coisas: um marido amoroso, que estivesse sempre com ela, saísse e fizesse as coisas que ela gostava, e, por outro lado, um homem com quem ela curtiria o sexo sem compromisso, quando sentisse essa vontade.

Ela se sentou na cama e começou a me masturbar pra me deixar duro de novo.

C: Tá bom, aceito transar com o Javier, mas só porque você insistiu muito, mas não pode se arrepender.
K: Não, meu amor, é o que eu mais quero.
C: Mas não acho que o Javier aceite você ir comigo, não acho que ele te queira lá olhando a gente, ele não é tão aberto assim.
K: Então, como a gente faria?
C: Vou dizer pra gente se ver pra conversar, ele não vai saber que você sabe.
K: Tá bom, pode ir sozinha com ele.

A Cami acelerou o ritmo e conseguiu me deixar duro de novo. Entre cada coisa que a gente falava, a gente se beijava, mas daqueles beijos doces, de recém apaixonados, era como se combinar como ela transaria com o Javier fosse o plano mais romântico que a gente podia fazer.

C: Vou vê-lo sexta à noite e te vejo sábado de manhã.
K: Não se preocupa, quero que você curta, leva seu tempo. Calma, é melhor você ir na sexta e ficar o sábado inteiro com ele
C: então, eu voltaria sábado à noite pra minha casa e te veria cedo no domingo, assim posso me lavar antes
K: não, vem sábado à noite pro meu apartamento, sem tomar banho, quero que você venha com o suor dele, cheirando ao sexo com ele
C: não posso faltar tanto em casa, meus pais não deixariam
K: eu falo com eles, vou dizer que vamos pra casa dos meus pais no fim de semana
C: você vai mentir pra eles? é verdade, eles confiam em você, haha
K: do que você tá rindo?
C: acho engraçado, qualquer homem mentiria pros pais da namorada pra passar o fim de semana a sós com ela e você vai pedir pra eu passar um fim de semana inteiro com o Javier
K: se você colocar assim, soa mal
C: verdade, mas me diz que você realmente quer que eu transe com ele, isso me excita
K: só quero que você realmente aproveite
C: pode ter certeza, vou adorar te chifrar com o Javier
K: Te amoooo
C: eu também, cornooooo

Com essas palavras eu gozei, só com a mão dela tive uma das melhores gozadas da minha vida, tudo estava planejado, na semana ela disse que queria vê-lo pra conversar sobre algumas coisas, ele aceitou, embora com alguma dificuldade, durante a semana a gente se via e não transava, ela só ficava me masturbando enquanto me contava o que tinham conversado e como o plano dela avançava. Chegou sexta-feira, eu fui na casa dela buscá-la, disse aos pais dela que iríamos pra casa dos meus pais visitá-los, eles custaram a aceitar, porque embora houvesse confiança, achavam muito tempo, praticamente até domingo, me perguntaram por que não nos ver no sábado de manhã, eu comentei que na sexta iríamos pegar umas coisas numa cidade próxima e era mais fácil irmos direto de lá.

Como curiosidade, devo dizer que a família dela já conhecia o Javier e não gostava nada que ele tivesse saído com a filha deles, ele tinha visitado a casa deles algumas vezes, mas só a irmã mais velha da Cami tinha visto ele fora durante um evento. onde acompanho a Cami, esse evento foi justamente nessa cidade e era lá que o Javier morava. A mãe dela me perguntou, eu falei que era uma feira de pão artesanal.

Mãe da Cami: e o que pode ter lá que não encontram em outro lugar?
K: é uma feira de pão artesanal.
Irmã da Cami: é verdade, eu e a Cami já fomos.
Mãe: é mesmo?! E são realmente muito bons?
K: não sei, é a primeira vez que vou.
Irmã: então te recomendo, né Cami?
C: sim, tem vários padeiros, mas vamos especialmente por um.
Irmã: ah sim, e ele é muito bom.
C: sim, ele faz uns croissants muito bons, né Karin?
K: não sei, vou provar agora.

A gente riu junto, com toda a malícia pedimos permissão pra ir atrás de uns croissants, mas admito que a irmã dela não pareceu achar graça, como se algo no nosso comentário tivesse incomodado. No fim, deixaram a gente ir, como combinado, acompanhei ela até perto da casa do Javier, demos um beijo bem apaixonado e pedi pra ela aproveitar.

As horas passaram e ela se reportou algumas vezes, no sábado de manhã não chegou mensagem nenhuma, foi só quase de noite, ela me dizia que tava bem, pra não me preocupar, continuei esperando a mensagem de que ela vinha pro meu apê, mas nunca chegou, passou o fim de semana inteiro e ela não veio, me avisou só no domingo na casa dos pais que já tava com eles e que tava tudo bem. Fiquei puto e reclamei que ela não tinha cumprido o combinado, mas ela não respondeu, foi assim a semana toda, até que no sábado cedo ela me mandou uma mensagem pra gente se ver. Hesitei muito em aceitar ir, mas a curiosidade tava me consumindo, tava com raiva, mas queria saber o que tinha rolado.

Fui ver ela, encontrei ela e ela disse pra irmos pra um lugar mais privado, já no meu apê, ela se pelou rapidinho e fez o mesmo comigo, me encheu de beijos, tava com uma vontade incontrolável, enquanto a gente transava ela começou a contar, me falou o que aconteceu, ela tinha conversado com o Javier, tudo tava indo conforme o plano, mas na hora de dar o passo... Com ele, Javier não correspondeu. Disse que ele não era uma pessoa com quem ela podia ter sexo casual, que se quisesse algo com ele, tinha que ser sério. Ela acabou confessando que não podia porque ainda estava saindo comigo. Ele disse que era pior ainda, que ela precisava escolher um ou outro, não podia machucar nenhum dos dois. Sob pressão, ela soltou tudo, disse que a gente tinha um acordo e que eu sabia que ela passaria a noite com ele. Ele ficou decepcionado, disse que éramos livres pra viver nossa sexualidade, mas que ele não era um brinquedo. Falou:

J: Seu namorado é um "otário" por te dividir, eu nunca conseguiria te ver com outro.

Quando ela me contou isso, gozou intensamente, tinha saciado a vontade dela. Agora vinha o momento da verdade, ela disse que precisava de tempo, mais uma vez colocava esse assunto na mesa. Eu não aceitei, sabia de novo por que ela fazia isso. Ela tinha tudo do meu lado, sabia que podia ter as duas coisas, só precisava mentir pra ele. Mas ela não quis, disse que nem transaram, só passou o fim de semana com ele conversando sobre várias coisas. Se separar não era por causa do sexo, mas porque ela precisava repensar o que estava fazendo.

Não discuti mais. De novo fui firme, dei um ultimato:

K: Pode fazer o que quiser, tire o tempo que precisar, mas se largar essa relação de novo, é bem provável que quando quiser voltar, eu já não esteja mais aqui.

Ela não respondeu, baixou a cabeça envergonhada, pensativa. Eu, por outro lado, pedi pra ela sair do meu apartamento. Ela fez isso, sem dizer mais nada. Passou a semana e não teve mensagens. Assim se passaram outras semanas e, depois de um mês, ela mandou uma mensagem. Eu não respondi, não procurei ela. Disse que era o fim e cumpri. Assim terminou meu relacionamento com a Cami, de forma abrupta, sem perguntas e sem respostas.

Essa fase da minha vida me deixou grandes experiências. Embora tenha tido outros relacionamentos, os que tive com a Cami e a Lau me marcaram de várias maneiras: o tempo compartilhado, as experiências, os lugares. A Cami despertava em mim uma paixão desmedida; por outro Por um lado, Lau me trazia uma calma imensa. Tive muito tempo pra refletir sobre o que aconteceu, sem que houvesse uma confissão da parte delas. Fiquei remoendo o assunto, revivi cada momento, as vezes que estiveram comigo e aquelas em que sumiram, os pretextos que inventaram, as coisas que descobri sozinho. Imaginava os cenários e chegava a conclusões. Depois de não ter mais nenhuma dúvida, aceitei: Cami tinha me traído com Fernando quando a gente tava saindo; Lau tinha escapado naquela noite com Dom Pedro e transaram enquanto os pais dela achavam que ela tava comigo; Cami nunca superou a relação com Javier, nunca soube até onde foram e se, mesmo enquanto a gente tava junto, continuaram se vendo.

Depois de ficar revivendo isso na minha cabeça várias vezes, aquilo me excitava. Virou um vício, e eu aceitei que gostava de ser corno, gostava que minhas parceiras me traíssem. Eu mesmo tinha pedido pra elas e dei a oportunidade pra fazerem. Percebi que os homens mais velhos tinham algo (eu chamo de testosterona) que era muito atraente pras mulheres. As duas parceiras com quem passei mais tempo tinham estado com caras assim e não conseguiram superar. Não gostavam deles, mas o sexo era algo que eles simplesmente faziam melhor.

Mesmo sendo minha fantasia, até aquele ponto eu nunca tinha sido espectador. Todas as vezes que elas puderam transar com outro, foi pelas minhas costas. Não tava puto com elas por terem transado com eles — na verdade, eu tinha gostado. Tava puto porque não pude vê-las fazendo aquilo. Foi assim que essa obsessão se cravou na minha mente: o desejo de ver minha parceira transando com alguém mais velho. A frustração por não ter conseguido realizar esse desejo foi decisiva pro que aconteceria anos depois.
Cornuda por destino Capítulo VIII

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