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O vapor do banho começava a se dissipar, subindo em espirais preguiçosas que deslizavam até o teto. Kira se levantou devagar na banheira e, ao fazer isso, a espuma que ainda abraçava sua pele foi caindo em fios espumosos. O chuveiro, morno, começou a enxaguá-la, deixando à mostra cada curva, cada cantinho do seu corpo recém-tremido.
A água escorria pela sua barriga, descia pelas coxas e parava por um instante nos seus peitos ainda tensos, com os bicos duros como segredinhos que o corpo dela não conseguia esconder. A respiração dela ainda estava ofegante, o pulso firme. Ainda dava pra sentir o eco do orgasmo que tinha atravessado ela minutos atrás: inesperado, voraz, inevitável.
Ela se apoiou com uma mão na parede molhada, fechou os olhos.
Por que tão do nada?
Ela se perguntou, confusa com aquele desejo que tinha brotado nela sem aviso, como se não viesse dela, mas de algo mais profundo. Ela não sabia — ainda — que a irmã dela, a poucos metros de distância, tinha sentido o mesmo tremor em perfeita sincronia.
Kira, enrolada num roupão, começou a limpar o chão do banheiro, os movimentos lentos e deliberados enquanto enxugava a água. Na cozinha, Zara fazia o mesmo, as mãos tremendo levemente enquanto limpava os restos do squirt dela do chão. De novo repetindo os movimentos inconscientemente.
Ao sair do banheiro, Kira não esperava se deparar com aquela imagem.
Zara estava de costas, inclinada pra frente enquanto passava um pano no chão da cozinha. A saia curta subia um pouco a cada movimento, deixando ver o começo das coxas dela e mais um pouco. Kira ficou parada, quase sem respirar. O olhar dela desceu, como se algo mais forte que ela a empurrasse a observar.
O contorno redondo, firme, perfeito da bunda da irmã dela aparecia por baixo do tecido com uma naturalidade descarada. A calcinha fio-dental — mínima, encharcada — se enterrava de leve entre as curvas dela, marcando um desenho sensual que tirou o fôlego de Kira. O corpo dela reagiu na hora. Instante: um arrepio, um tremor sutil entre as pernas, o coração acelerado.
O que está acontecendo comigo? — pensou ela, levando a mão ao peito —. Como posso ficar tão excitada assim...? É minha irmã!
Mas não conseguia parar de olhar.
Ela é tão gostosa... tão perfeita... é como me ver num ângulo que nunca tenho acesso...
E naquele instante, a imaginação a traiu: pensou na sensação daquele tecido molhado, naquele corpo tão familiar e tão desconhecido ao mesmo tempo. O pulso disparou de novo.
Kira se aproximou por trás, silenciosamente. Zara não ouviu passos. Estava concentrada no que fazia, limpando cada vestígio, talvez mais por vergonha do que por organização. Continuava agachada, a saia completamente levantada, sem perceber direito. O ar fresco acariciava sua pele exposta e sensível, como se ainda vibrasse com a lembrança recente do orgasmo.
De repente, uma mão quente desceu com firmeza suave sobre uma das nádegas nuas dela. Uma leve palmada, seca mas não violenta. Só o contato certo, o suficiente para fazê-la tremer.
—Que bom que o serviço de limpeza chegou… —murmurou Kira com meio sorriso, ainda atrás dela.
Zara ficou congelada por um segundo. A pele da bunda ardeu, não de dor, mas pela temperatura do toque, pela eletricidade que veio junto. O lugar exato onde a mão tinha tocado continuava pulsando com uma consciência nova, como se de repente todo o corpo dela tivesse acordado de novo. A lembrança do orgasmo recente, e alguns minutos antes, a cena do ônibus…
A respiração dela prendeu por um instante. Sentiu uma mistura de surpresa, nervosismo e um prazer involuntário, imediato, quase culpado. O calor da pele da irmã ainda persistia na carne dela, como uma marca invisível que não queria apagar.
Kira, por outro lado, sentiu um formigamento na palma da mão, como se a pele dela tivesse reconhecido a de Zara antes que a mente pudesse processar. Foi só um gesto, uma brincadeira inocente… ou nem tanto? O coração dela começou a bater mais forte, e a respiração também ficou mais profunda, mais atrapalhada.
As duas ficaram alguns segundos suspensas naquele instante: Zara ainda de costas, com as bochechas ardendo, entre a vergonha e o desejo. Kira, atrás dela, confusa com aquela sensação que subia pelo peito como uma onda quente. Era só uma palmada… mas na pele nua.
—Hoje é a segunda vez que me batem na bunda assim! —exclamou Zara, virando o rosto com um sorriso safado, como se aquela confissão inesperada fosse a saída perfeita para a tensão do momento.
Kira piscou, ainda com o calor na palma, surpresa e divertida.
—Ah, é? —respondeu, arqueando uma sobrancelha—. E a primeira foi…?
—Já te conto! —saltou Zara com uma energia avassaladora, enquanto se levantava, abaixava a saia e arrumava o cabelo com um balanço espontâneo.
Sem perder tempo, foi até a sala e se jogou no sofá com um suspiro entre excitado e exausto, deixando o corpo afundar nas almofadas como se precisasse soltar tudo de uma vez. Chutou os sapatos para longe e recolheu as pernas no assento, se enrolando.
—Vai, senta —disse pra Kira, dando um tapinha no espaço livre ao lado com um sorriso cúmplice—. O que me aconteceu hoje… juro, é digno de filme. Ou de um pornô, sei lá.
Kira olhou pra ela por uns segundos. Hesitou. Mas finalmente se aproximou e se deixou cair com cuidado ao lado dela, ajustando o roupão enquanto fazia isso. Apesar da proximidade entre os corpos, tinha algo diferente dessa vez. Uma tensão flutuando no ar, mais densa que antes.
—Então, me conta —murmurou, como se temesse que a história fosse acender ainda mais o que já estava vibrando entre as duas.
Zara se acomodou, o olhar fixo na irmã, os lábios entreabertos.
—Juro que ainda não entendi se senti medo, vergonha ou tesão… mas foi a coisa mais quente que me aconteceu num lugar público.
E começou a contar.
—Quando saí do trabalho, umas 17:10, cheguei no ponto de ônibus e senti aquela sensação estranha… —começou Zara, se ajustando melhor no sofá, com o olhar aceso—. Sabe quando você sente que alguém tá te olhando? Como se um raio de calor te pegasse bem na nuca. Então… assim.
Kira assentiu, curiosa, ainda sem saber pra onde a história ia.
—Tentei olhar de canto, mas só consegui distinguir uma jaqueta vermelha… e um perfume. Intenso, tipo especiarias doces. Um aroma árabe… amei. Fiquei imóvel, com a pele em alerta. Não sei se era medo, expectativa ou as duas coisas misturadas.
Zara passou os dedos pela coxa, como se estivesse sentindo de novo.
—Subi no ônibus, tava lotado… não tinha lugar. Fiquei em pé, segurando com uma mão no corrimão e com a outra abraçando minhas pastas. E de repente… aquele perfume de novo. Perto. Muito perto.
Ela fez uma pausa, baixou a voz.
—Senti que alguém se encostava atrás de mim. No começo, achei que era por causa da freada do ônibus, algo casual. Mas não… ele ficou ali. Grudado. Dava pra sentir o corpo dele contra o meu, a respiração dele.
Kira engoliu em seco, sem interromper.
— E o mais estranho… é que eu gostei. Senti uma mistura de adrenalina e calor, como se meu corpo inteiro estivesse ligado naquele ponto de contato. As mãos dele começaram a se mexer… primeiro, desceram roçando nas minhas pernas, de leve. Como se estivesse tateando. Eu não me mexia. Não conseguia.
Zara levou uma mão ao peito, revivendo o momento.
— Ele abriu meu casaco, devagar. Nem sei como fez isso sem ninguém perceber. Os dedos dele, por cima da minha blusa, tocaram meus peitos por cima do sutiã… suaves, seguros. E eu… não conseguia nem respirar.
Kira não dizia uma palavra. Estava imóvel, mas o peito dela subia e descia com força.
— Depois… — continuou Zara, com a voz cada vez mais baixa, mais íntima —… ele enfiou a mão por baixo da minha saia. Acariciou por cima da calcinha, como se soubesse exatamente onde tocar. Eu… estava tão molhada que senti que derretia.
Ela fechou os olhos por um instante.
— Tudo durou segundos, ou minutos, não sei. Ninguém disse nada. Ninguém olhou. Foi como estar em outra dimensão.
Kira, ao ouvir o relato, sentiu o fogo tomar conta da sua buceta de novo. O clitóris começou a inchar, e a respiração ficou mais profunda e rápida. "Me conta mais, todos os detalhes", pediu Kira, os olhos brilhando de tesão. "Quero saber tudo" sempre tive essa fantasia…
"Bom, os dedos dele se moviam com uma precisão deliciosa, fazendo círculos no meu clitóris por cima da calcinha", ela continuou. "Dava pra sentir minha excitação crescendo, meu corpo pedindo mais contato. Aí, num movimento lento, ele deslizou um dedo pra dentro de mim, e eu quase perdi o equilíbrio. O prazer era intenso, e tive que morder o lábio pra não gemer alto". Zara contava de olhos fechados.
Kira, ouvindo atenta e aproveitando que a irmã não via nada por estar de olhos fechados, enfiou a mão dentro do roupão e começou a se tocar, as mãos explorando o próprio corpo com movimentos suaves e provocantes. "Nossa, que delícia", murmurou, imaginando a cena. "Continua, por favor".
"O cara atrás de mim era incrivelmente habilidoso", disse Zara com a voz cheia de luxúria. "A outra mão dele deslizou pela minha barriga, levantando minha camisa pra acariciar minha pele nua. Os dedos roçaram meus mamilos, fazendo eles endurecerem na hora. O contraste entre a roupa justa e as carícias suaves e firmes dele era simplesmente gostoso demais".
Kira, perdida no próprio prazer, imaginava cada detalhe, o corpo tremendo de antecipação. "E aí, o que aconteceu?", perguntou, a voz entrecortada pelo desejo.
"Aí, num movimento rápido, ele puxou minha calcinha pra baixo, deixando minhas pernas nuas e expostas. Os dedos dele acharam meu clitóris de novo, dessa vez sem nenhuma barreira. O contato direto me fez ofegar, e tive que me apoiar mais forte no corrimão pra não cair. Os dedos dele se moviam com uma maestria que me levou à beira do êxtase em questão de minutos. O orgasmo me percorreu como uma onda, meu corpo inteiro se contraindo". enquanto eu tentava me manter de pé".
Zara contava pra Kira como o cara desconhecido a tinha levado ao orgasmo e reviveu cada momento com uma intensidade avassaladora. A lembrança das carícias experientes dele e o prazer que ele tinha proporcionado fizeram ela sentir um calor intenso no ventre. Tentou se segurar, apertando forte as pernas e tapando o rosto como se escondesse envergonhada do prazer que sentia. A respiração dela ficou rápida e superficial, e o corpo tremia na luta pra manter o controle.
Kira, ao ouvir o relato, ficou tão excitada que gozou junto na mesma hora. Com os dedos enfiados fundo na buceta, sentiu uma onda de êxtase que percorreu ela toda. Ao tirar os dedos, eles estavam cheios da crema dela, brilhantes e escorregadios com o melzinho. O cheiro da excitação encheu o ar, uma mistura inebriante de desejo e satisfação. Sem perder tempo, levou os dedos à boca, saboreando o próprio fluido com uma mistura de curiosidade e luxúria.
O gosto da crema dela era doce e salgado ao mesmo tempo, uma explosão de sensações que fez a língua se mover instintivamente, explorando cada cantinho dos dedos. Dava pra sentir a textura macia e viscosa, como uma seda líquida deslizando pelo paladar.
Enquanto chupava os dedos, Kira fechou os olhos, se perdendo na sensação. O gosto do próprio desejo era intoxicante, uma conexão profunda com o corpo dela e as necessidades mais primais. Dava pra sentir o clitóris ainda pulsando, e o ato de se saborear só aumentava a excitação, fazendo a respiração ficar mais funda e rápida.
O ato de provar o próprio mel era uma experiência profundamente íntima e erótica. Kira se sentiu conectada com o corpo de um jeito que nunca tinha experimentado antes, cada lambida e cada chupada intensificando o prazer. O gosto e a sensação eram uma sinfonia de luxúria, uma celebração do desejo e da capacidade de sentir êxtase.
Quando terminou, Kira abriu os olhos e encontrou o olhar de Zara, que a observava com uma mistura de espanto e tesão.
Kira tinha dois dedos na boca. Chupava-os devagar, distraída, com uma expressão quase vazia. Os lábios envolvendo a pele com uma delicadeza que excitava. Até que percebeu que a irmã estava olhando para ela.
Zara quebrou o silêncio com um sorriso safado, sem disfarçar.
—Uau! Você gostou mesmo da história… —disse com tom de provocação, segurando-a suavemente pelo pulso—. É pra se acabar, né?
Kira congelou por um segundo. Depois caiu na risada, levando a mão ao peito como quem é pega no flagra.
—Cala a boca... —murmurou entre risadas—. Você me destruiu com esse conto, o que cê quer?
—Como eu te disse… —falou Kira, ajeitando o roupão enquanto a respiração ainda tremia—. Era uma fantasia que eu tinha há muito tempo. E você, sortuda, realizou antes de mim.
Zara olhou pra ela com um meio sorriso, ainda com as bochechas coradas do pós-clímax.
—Há muito tempo? E nunca me contou?
Kira riu, como se um peso tivesse saído das costas.
—Outro dia mesmo tava comentando com meu boy… falando dessas paradas. Falei como seria gostoso te pegarem assim, de surpresa, sem pedir licença, e te tratarem como… bem, como uma putinha. —E aí, entre gargalhadas—: E você, sua raposa maldita, se realizou!
Zara caiu na risada, ainda largada no sofá.
—Hahaha! Sim, tive um dia de sorte, não reclamo. Mas… peraí. Desde quando tem um boy que eu não sei nada? Desde quando a gente tem segredos?
Ela se sentou um pouco, franzindo a testa com falsa indignação.
—Se a gente sempre compartilha tudo…
Kira mordeu o lábio e baixou o olhar, entre cúmplice e tímida.
—Bom… era uma surpresa que queria te dar. No começo era algo casual, nada sério… mas foi tomando forma. Agora mesmo ele vai chegar. Na verdade, deve estar pra chegar.
E como se tivesse invocado, a campainha tocou.
Kira levantou de repente, assustada.
—Deve ser ele! Abre a porta pra mim, por favor. Vou me trocar.
Zara assentiu ainda meio confusa, e foi até a porta.
Ao girar a fechadura, a brisa fria da tarde entrou na hora… junto com um perfume conhecido. Intenso. Doce. Árabe.
Na frente dela, parado na soleira, um jovem de sorriso caloroso e olhar direto vestia uma jaqueta vermelha.
—Oi, Amor" —disse ele, num tom suave, enquanto os olhos dele se fixavam sem vergonha em Zara.
Ela encarou ele firme. Um arrepio percorreu as costas dela.
Não pode ser… pensou ela.
O mesmo perfume. A mesma jaqueta. O namorado da minha irmã!
(continua) --->http://www.poringa.net/posts/relatos/6023017/Gemelas-Zara-y-Kira---Parte-3.html
http://www.poringa.net/posts/relatos/6021793/Gemelas-Zara-y-Kira---parte-1.html
O vapor do banho começava a se dissipar, subindo em espirais preguiçosas que deslizavam até o teto. Kira se levantou devagar na banheira e, ao fazer isso, a espuma que ainda abraçava sua pele foi caindo em fios espumosos. O chuveiro, morno, começou a enxaguá-la, deixando à mostra cada curva, cada cantinho do seu corpo recém-tremido.
A água escorria pela sua barriga, descia pelas coxas e parava por um instante nos seus peitos ainda tensos, com os bicos duros como segredinhos que o corpo dela não conseguia esconder. A respiração dela ainda estava ofegante, o pulso firme. Ainda dava pra sentir o eco do orgasmo que tinha atravessado ela minutos atrás: inesperado, voraz, inevitável.
Ela se apoiou com uma mão na parede molhada, fechou os olhos.
Por que tão do nada?
Ela se perguntou, confusa com aquele desejo que tinha brotado nela sem aviso, como se não viesse dela, mas de algo mais profundo. Ela não sabia — ainda — que a irmã dela, a poucos metros de distância, tinha sentido o mesmo tremor em perfeita sincronia.
Kira, enrolada num roupão, começou a limpar o chão do banheiro, os movimentos lentos e deliberados enquanto enxugava a água. Na cozinha, Zara fazia o mesmo, as mãos tremendo levemente enquanto limpava os restos do squirt dela do chão. De novo repetindo os movimentos inconscientemente.
Ao sair do banheiro, Kira não esperava se deparar com aquela imagem.
Zara estava de costas, inclinada pra frente enquanto passava um pano no chão da cozinha. A saia curta subia um pouco a cada movimento, deixando ver o começo das coxas dela e mais um pouco. Kira ficou parada, quase sem respirar. O olhar dela desceu, como se algo mais forte que ela a empurrasse a observar.
O contorno redondo, firme, perfeito da bunda da irmã dela aparecia por baixo do tecido com uma naturalidade descarada. A calcinha fio-dental — mínima, encharcada — se enterrava de leve entre as curvas dela, marcando um desenho sensual que tirou o fôlego de Kira. O corpo dela reagiu na hora. Instante: um arrepio, um tremor sutil entre as pernas, o coração acelerado.
O que está acontecendo comigo? — pensou ela, levando a mão ao peito —. Como posso ficar tão excitada assim...? É minha irmã!
Mas não conseguia parar de olhar.
Ela é tão gostosa... tão perfeita... é como me ver num ângulo que nunca tenho acesso...
E naquele instante, a imaginação a traiu: pensou na sensação daquele tecido molhado, naquele corpo tão familiar e tão desconhecido ao mesmo tempo. O pulso disparou de novo.
Kira se aproximou por trás, silenciosamente. Zara não ouviu passos. Estava concentrada no que fazia, limpando cada vestígio, talvez mais por vergonha do que por organização. Continuava agachada, a saia completamente levantada, sem perceber direito. O ar fresco acariciava sua pele exposta e sensível, como se ainda vibrasse com a lembrança recente do orgasmo.
De repente, uma mão quente desceu com firmeza suave sobre uma das nádegas nuas dela. Uma leve palmada, seca mas não violenta. Só o contato certo, o suficiente para fazê-la tremer. —Que bom que o serviço de limpeza chegou… —murmurou Kira com meio sorriso, ainda atrás dela.
Zara ficou congelada por um segundo. A pele da bunda ardeu, não de dor, mas pela temperatura do toque, pela eletricidade que veio junto. O lugar exato onde a mão tinha tocado continuava pulsando com uma consciência nova, como se de repente todo o corpo dela tivesse acordado de novo. A lembrança do orgasmo recente, e alguns minutos antes, a cena do ônibus…
A respiração dela prendeu por um instante. Sentiu uma mistura de surpresa, nervosismo e um prazer involuntário, imediato, quase culpado. O calor da pele da irmã ainda persistia na carne dela, como uma marca invisível que não queria apagar.
Kira, por outro lado, sentiu um formigamento na palma da mão, como se a pele dela tivesse reconhecido a de Zara antes que a mente pudesse processar. Foi só um gesto, uma brincadeira inocente… ou nem tanto? O coração dela começou a bater mais forte, e a respiração também ficou mais profunda, mais atrapalhada.
As duas ficaram alguns segundos suspensas naquele instante: Zara ainda de costas, com as bochechas ardendo, entre a vergonha e o desejo. Kira, atrás dela, confusa com aquela sensação que subia pelo peito como uma onda quente. Era só uma palmada… mas na pele nua.
—Hoje é a segunda vez que me batem na bunda assim! —exclamou Zara, virando o rosto com um sorriso safado, como se aquela confissão inesperada fosse a saída perfeita para a tensão do momento.
Kira piscou, ainda com o calor na palma, surpresa e divertida.
—Ah, é? —respondeu, arqueando uma sobrancelha—. E a primeira foi…?
—Já te conto! —saltou Zara com uma energia avassaladora, enquanto se levantava, abaixava a saia e arrumava o cabelo com um balanço espontâneo.
Sem perder tempo, foi até a sala e se jogou no sofá com um suspiro entre excitado e exausto, deixando o corpo afundar nas almofadas como se precisasse soltar tudo de uma vez. Chutou os sapatos para longe e recolheu as pernas no assento, se enrolando.
—Vai, senta —disse pra Kira, dando um tapinha no espaço livre ao lado com um sorriso cúmplice—. O que me aconteceu hoje… juro, é digno de filme. Ou de um pornô, sei lá.
Kira olhou pra ela por uns segundos. Hesitou. Mas finalmente se aproximou e se deixou cair com cuidado ao lado dela, ajustando o roupão enquanto fazia isso. Apesar da proximidade entre os corpos, tinha algo diferente dessa vez. Uma tensão flutuando no ar, mais densa que antes.
—Então, me conta —murmurou, como se temesse que a história fosse acender ainda mais o que já estava vibrando entre as duas.
Zara se acomodou, o olhar fixo na irmã, os lábios entreabertos.
—Juro que ainda não entendi se senti medo, vergonha ou tesão… mas foi a coisa mais quente que me aconteceu num lugar público.
E começou a contar.
—Quando saí do trabalho, umas 17:10, cheguei no ponto de ônibus e senti aquela sensação estranha… —começou Zara, se ajustando melhor no sofá, com o olhar aceso—. Sabe quando você sente que alguém tá te olhando? Como se um raio de calor te pegasse bem na nuca. Então… assim.
Kira assentiu, curiosa, ainda sem saber pra onde a história ia.
—Tentei olhar de canto, mas só consegui distinguir uma jaqueta vermelha… e um perfume. Intenso, tipo especiarias doces. Um aroma árabe… amei. Fiquei imóvel, com a pele em alerta. Não sei se era medo, expectativa ou as duas coisas misturadas.
Zara passou os dedos pela coxa, como se estivesse sentindo de novo.
—Subi no ônibus, tava lotado… não tinha lugar. Fiquei em pé, segurando com uma mão no corrimão e com a outra abraçando minhas pastas. E de repente… aquele perfume de novo. Perto. Muito perto.
Ela fez uma pausa, baixou a voz.
—Senti que alguém se encostava atrás de mim. No começo, achei que era por causa da freada do ônibus, algo casual. Mas não… ele ficou ali. Grudado. Dava pra sentir o corpo dele contra o meu, a respiração dele.
Kira engoliu em seco, sem interromper.
— E o mais estranho… é que eu gostei. Senti uma mistura de adrenalina e calor, como se meu corpo inteiro estivesse ligado naquele ponto de contato. As mãos dele começaram a se mexer… primeiro, desceram roçando nas minhas pernas, de leve. Como se estivesse tateando. Eu não me mexia. Não conseguia.
Zara levou uma mão ao peito, revivendo o momento.
— Ele abriu meu casaco, devagar. Nem sei como fez isso sem ninguém perceber. Os dedos dele, por cima da minha blusa, tocaram meus peitos por cima do sutiã… suaves, seguros. E eu… não conseguia nem respirar.
Kira não dizia uma palavra. Estava imóvel, mas o peito dela subia e descia com força.
— Depois… — continuou Zara, com a voz cada vez mais baixa, mais íntima —… ele enfiou a mão por baixo da minha saia. Acariciou por cima da calcinha, como se soubesse exatamente onde tocar. Eu… estava tão molhada que senti que derretia.
Ela fechou os olhos por um instante.
— Tudo durou segundos, ou minutos, não sei. Ninguém disse nada. Ninguém olhou. Foi como estar em outra dimensão.
Kira, ao ouvir o relato, sentiu o fogo tomar conta da sua buceta de novo. O clitóris começou a inchar, e a respiração ficou mais profunda e rápida. "Me conta mais, todos os detalhes", pediu Kira, os olhos brilhando de tesão. "Quero saber tudo" sempre tive essa fantasia… "Bom, os dedos dele se moviam com uma precisão deliciosa, fazendo círculos no meu clitóris por cima da calcinha", ela continuou. "Dava pra sentir minha excitação crescendo, meu corpo pedindo mais contato. Aí, num movimento lento, ele deslizou um dedo pra dentro de mim, e eu quase perdi o equilíbrio. O prazer era intenso, e tive que morder o lábio pra não gemer alto". Zara contava de olhos fechados.
Kira, ouvindo atenta e aproveitando que a irmã não via nada por estar de olhos fechados, enfiou a mão dentro do roupão e começou a se tocar, as mãos explorando o próprio corpo com movimentos suaves e provocantes. "Nossa, que delícia", murmurou, imaginando a cena. "Continua, por favor".
"O cara atrás de mim era incrivelmente habilidoso", disse Zara com a voz cheia de luxúria. "A outra mão dele deslizou pela minha barriga, levantando minha camisa pra acariciar minha pele nua. Os dedos roçaram meus mamilos, fazendo eles endurecerem na hora. O contraste entre a roupa justa e as carícias suaves e firmes dele era simplesmente gostoso demais".
Kira, perdida no próprio prazer, imaginava cada detalhe, o corpo tremendo de antecipação. "E aí, o que aconteceu?", perguntou, a voz entrecortada pelo desejo.
"Aí, num movimento rápido, ele puxou minha calcinha pra baixo, deixando minhas pernas nuas e expostas. Os dedos dele acharam meu clitóris de novo, dessa vez sem nenhuma barreira. O contato direto me fez ofegar, e tive que me apoiar mais forte no corrimão pra não cair. Os dedos dele se moviam com uma maestria que me levou à beira do êxtase em questão de minutos. O orgasmo me percorreu como uma onda, meu corpo inteiro se contraindo". enquanto eu tentava me manter de pé".
Zara contava pra Kira como o cara desconhecido a tinha levado ao orgasmo e reviveu cada momento com uma intensidade avassaladora. A lembrança das carícias experientes dele e o prazer que ele tinha proporcionado fizeram ela sentir um calor intenso no ventre. Tentou se segurar, apertando forte as pernas e tapando o rosto como se escondesse envergonhada do prazer que sentia. A respiração dela ficou rápida e superficial, e o corpo tremia na luta pra manter o controle.
Kira, ao ouvir o relato, ficou tão excitada que gozou junto na mesma hora. Com os dedos enfiados fundo na buceta, sentiu uma onda de êxtase que percorreu ela toda. Ao tirar os dedos, eles estavam cheios da crema dela, brilhantes e escorregadios com o melzinho. O cheiro da excitação encheu o ar, uma mistura inebriante de desejo e satisfação. Sem perder tempo, levou os dedos à boca, saboreando o próprio fluido com uma mistura de curiosidade e luxúria.
O gosto da crema dela era doce e salgado ao mesmo tempo, uma explosão de sensações que fez a língua se mover instintivamente, explorando cada cantinho dos dedos. Dava pra sentir a textura macia e viscosa, como uma seda líquida deslizando pelo paladar.
Enquanto chupava os dedos, Kira fechou os olhos, se perdendo na sensação. O gosto do próprio desejo era intoxicante, uma conexão profunda com o corpo dela e as necessidades mais primais. Dava pra sentir o clitóris ainda pulsando, e o ato de se saborear só aumentava a excitação, fazendo a respiração ficar mais funda e rápida.
O ato de provar o próprio mel era uma experiência profundamente íntima e erótica. Kira se sentiu conectada com o corpo de um jeito que nunca tinha experimentado antes, cada lambida e cada chupada intensificando o prazer. O gosto e a sensação eram uma sinfonia de luxúria, uma celebração do desejo e da capacidade de sentir êxtase.
Quando terminou, Kira abriu os olhos e encontrou o olhar de Zara, que a observava com uma mistura de espanto e tesão.
Kira tinha dois dedos na boca. Chupava-os devagar, distraída, com uma expressão quase vazia. Os lábios envolvendo a pele com uma delicadeza que excitava. Até que percebeu que a irmã estava olhando para ela.
Zara quebrou o silêncio com um sorriso safado, sem disfarçar.—Uau! Você gostou mesmo da história… —disse com tom de provocação, segurando-a suavemente pelo pulso—. É pra se acabar, né?
Kira congelou por um segundo. Depois caiu na risada, levando a mão ao peito como quem é pega no flagra.
—Cala a boca... —murmurou entre risadas—. Você me destruiu com esse conto, o que cê quer?
—Como eu te disse… —falou Kira, ajeitando o roupão enquanto a respiração ainda tremia—. Era uma fantasia que eu tinha há muito tempo. E você, sortuda, realizou antes de mim.
Zara olhou pra ela com um meio sorriso, ainda com as bochechas coradas do pós-clímax.
—Há muito tempo? E nunca me contou?
Kira riu, como se um peso tivesse saído das costas.
—Outro dia mesmo tava comentando com meu boy… falando dessas paradas. Falei como seria gostoso te pegarem assim, de surpresa, sem pedir licença, e te tratarem como… bem, como uma putinha. —E aí, entre gargalhadas—: E você, sua raposa maldita, se realizou!
Zara caiu na risada, ainda largada no sofá.
—Hahaha! Sim, tive um dia de sorte, não reclamo. Mas… peraí. Desde quando tem um boy que eu não sei nada? Desde quando a gente tem segredos?
Ela se sentou um pouco, franzindo a testa com falsa indignação.
—Se a gente sempre compartilha tudo…
Kira mordeu o lábio e baixou o olhar, entre cúmplice e tímida.
—Bom… era uma surpresa que queria te dar. No começo era algo casual, nada sério… mas foi tomando forma. Agora mesmo ele vai chegar. Na verdade, deve estar pra chegar.
E como se tivesse invocado, a campainha tocou.
Kira levantou de repente, assustada.
—Deve ser ele! Abre a porta pra mim, por favor. Vou me trocar.
Zara assentiu ainda meio confusa, e foi até a porta.
Ao girar a fechadura, a brisa fria da tarde entrou na hora… junto com um perfume conhecido. Intenso. Doce. Árabe.
Na frente dela, parado na soleira, um jovem de sorriso caloroso e olhar direto vestia uma jaqueta vermelha.
—Oi, Amor" —disse ele, num tom suave, enquanto os olhos dele se fixavam sem vergonha em Zara.
Ela encarou ele firme. Um arrepio percorreu as costas dela.
Não pode ser… pensou ela.
O mesmo perfume. A mesma jaqueta. O namorado da minha irmã!
(continua) --->http://www.poringa.net/posts/relatos/6023017/Gemelas-Zara-y-Kira---Parte-3.html
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