Gotas puras de deseo prohibido 8

Gotas Puras de Desejo Proibido 8A fila do ônibus se estendia, uma serpente humana sob o sol da tarde que já se aproximava das 5:30. Não demorou muito para minha roupa, meu perfume e minha atitude começarem a fazer efeito. Eu podia sentir os olhares como carícias invisíveis, alguns descaradamente fixos na minha bunda, outros mais ousados, subindo pelas minhas pernas expostas para se cravar direto no meu rosto. Não me abalei; era exatamente o que eu tinha buscado. Na fila, os empurrões eram constantes, um prelúdio do que viria. Meu corpo, sob o linho leve do vestido, já respondia com uma umidade crescente. Quando o ônibus finalmente chegou, as pessoas se atiraram com uma pressa desesperada. Num instante, ficou lotado até a tampa, uma parede de corpos. A oportunidade de me mergulhar no desejo da multidão se esfumou tão rápido quanto chegou. Tive que recuar, o calor da frustração se misturando com a excitação que fervia dentro de mim. Teria que esperar o próximo. O próximo ônibus finalmente chegou, e a fila, que antes parecia ter uma ordem precária, se dissolveu num empurrão frenético. A gente se amontoava para subir, e eu, no meio daquele caos, me tornei o centro de uma atenção doentia. Os esbarrões acidentais se transformaram em toques intencionais, mãos furtivas que exploravam meus quadris, minhas coxas. Meu vestido de linho, tão leve e enganosamente inocente, oferecia um convite aberto. Então, entre a avalanche de corpos, senti uma intrusão mais ousada, mais descarada. Do nada, uma mão surgiu de entre duas pessoas na minha frente, se estendendo pelo caos. Ela foi direto para o meu peito e agarrou firme um dos meus peitos. O choque me tirou o fôlego, mas o desejo me eletrificou. Pude sentir o calor da mão dele, uma umidade grudenta, atravessar o tecido fino do meu vestido, queimando minha pele. Minha cabeça virou na hora, procurando o culpado. Eu o vi. Um homem se afastando sorrateiramente, se misturando com a gente, seu olhar se desviando com... uma falsa inocência. A adrenalina disparou em mim, uma mistura de raiva e uma excitação selvagem. Enquanto minha visão seguia o agressor do meu peito, senti outra mão, mais ousada, pousar em uma das minhas nádegas. Não foi um toque; foi um aperto forte, possessivo, que afundou os dedos na carne da minha bunda, através do linho do meu vestido e da seda do meu fio-dental. Meu corpo se convulsionou. Eu estava presa no meio da multidão, sendo marcada e explorada sem meu consentimento. Era inacreditável, as pessoas se comportando como animais, uma manada faminta empurrando em um frenesi por um lugar. Eu tinha visto esse transporte desde pequena, da bolha do meu carro com ar-condicionado, mas nunca imaginei que a realidade fosse tão intensa. O ônibus já não cabia nem um alfinete, mas as pessoas continuavam forçando a entrada, apertando-nos mais e mais a cada empurrão. A pressão era tanta que eu sentia falta de ar, o ar pesado com o cheiro de corpos, de suor e do meu próprio perfume intoxicante. Minha posição no meio do ônibus se tornou o epicentro da voragem. Pude ver vários homens, seus olhos cravados em mim, empurrando e abrindo caminho com uma determinação selvagem. Outros, com a desculpa barata de que estavam garantindo seus lugares para descer no último ponto, se aproximavam cada vez mais, seus corpos esfregando contra o meu com uma insistência descarada. Cada novo atrito, cada pressão de um corpo desconhecido contra o meu, era uma confirmação de que eu tinha me tornado o objeto da morbidez deles. Meu vestido de linho, meu fio-dental de renda, meu perfume... tudo era um convite nessa jaula de carne e desejo. Meus olhos se moviam em uma varredura frenética pela massa apertada de corpos. Havia homens bonitos, jovens e fortes, que cruzavam meu olhar por um instante. Eu desejava sentir a morbidez de um deles, a crueza do desejo dele, mas nenhum se atrevia a se aproximar. Pareciam imersos em seu próprio mundo, ou talvez minha aura de "gostosa yummy" fosse um repelente invisível para eles. Os únicos Quem tentavam eram os velhos, homens que calculava ter entre 40 e 50 anos, ou até mais. Vários deles com um mau gosto para se vestir, roupas velhas e usadas que colavam em seus corpos cansados. Seus rostros, marcados pelo tempo, não escondiam um olhar intenso sobre mim, olhos que me despiam com o olhar, percorrendo cada curva sob o linho fino do meu vestido. Outros conversavam entre si, sussurros que eu não conseguia ouvir, mas suas cabeças se viravam descaradamente para mim, tentando ver algo, qualquer coisa, entre a multidão. Mas a visão era quase impossível para eles. Eu estava apertada entre senhoras com bolsas volumosas e senhores que pareciam pilares, um muro de corpos que, curiosamente, agia como uma barreira protetora contra os pervertidos que tentavam chegar até mim. A frustração começava a se misturar com o tesão; eu queria ser tocada, desejada, mas não por qualquer um. Minha mente de 20 anos, virgem mas insaciável, já estava trabalhando, buscando uma forma de romper aquela barreira de "gente boa" que me protegia do tesão que eu anelava. A frustração de estar tão perto, e ao mesmo tempo tão longe, da invasão que eu buscava era quase dolorosa. Eu não podia esperar; tinha que fazer acontecer. "Com licença, por favor," comecei a murmurar, empurrando suavemente, mas com uma intenção clara, para me mover entre a massa apertada. Foi difícil, cada centímetro era uma luta contra os corpos imóveis. Não me importei. Usei a força, empurrando cotovelos e quadris, abrindo caminho com uma determinação fria. Meu objetivo não era simplesmente avançar; meu objetivo era procurar um cara gato, alguém cujo desejo, refletido em seus olhos, me deixasse ainda mais excitada. Queria sentir o corpo dele contra o meu, não por acidente, mas pela minha própria e perversa vontade.

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