Atrapada sin salida 3

Capítulo 3 A vertigem da noite.Atrapada sin salida 3Sábado, 24 de abril de 2010. O sol de abril brilhava com uma intensidade que parecia prometer um dia inesquecível, mas para Elisa Heredia, estacionada em frente à casa de Marisa Céspedes em Aguascalientes, a luz do dia não conseguia dissipar a mistura de nervosismo e expectativa que acelerava seu pulso. Os últimos dias tinham sido um turbilhão de dúvidas após a humilhação de seu 22º aniversário de casamento, quando Tomás, com sua indiferença e um uísque na mão, tinha destruído suas esperanças de reacender seu casamento. Elisa estava cansada de se sentir invisível, de carregar o peso de 4 anos e meio sem intimidade, de se perguntar se ainda era desejável. Hoje, por uma noite, ela tinha decidido sair de sua prisão emocional. Tomás podia ficar na fazenda com seu silêncio; ela, pelo menos por algumas horas, ia respirar.

Marisa a recebeu com um sorriso radiante, como se tivesse planejado esse momento a semana toda.
— Entra, entra! Hoje vai ser sua noite, amiga — disse com um gesto teatral, guiando-a direto para seu quarto.

Sobre a cama, um vestido vermelho sem alças pendia de um cabide como uma declaração de intenções, ladeado por uns saltos altos e uma mesa repleta de produtos de maquiagem que pareciam tirados de um set de cinema.
— Hoje você vai ser outra, Elisa. Confie em mim — garantiu Marisa, indicando que ela se sentasse na frente do espelho com uma autoridade que não admitia réplicas.

Elisa mal conseguiu desviar o olhar do vestido quando Marisa o tirou do cabide. Era de um vermelho intenso, como chamas dançantes, com um corte sem alças que deixava os ombros à mostra e um tecido tão justo que parecia desenhado para moldar o corpo como uma segunda pele. A saia, com um leve balanço, acrescentava um toque de movimento, mas o design era ousado, muito mais ousado do que Elisa, com seu guarda-roupa recatado e sua vida regida pela igreja, jamais teria considerado.
— Tem certeza disso? — perguntou, tocando o tecido com dedos inseguros —. Não sei se… fico bem assim.
— Você vai — Vai ficar espetacular — respondeu Marisa com uma firmeza que beirava a ordem —. Tira essa blusa e experimenta. Vamos, não temos tempo a perder. Elisa obedeceu, constrangida no início, mas quando o vestido deslizou sobre seu corpo e ela o ajustou com cuidado, algo dentro dela deu um giro. Ela se virou para o espelho de corpo inteiro e perdeu o fôlego. O tecido abraçava suas curvas — aquelas que ela sempre considerara discretas —, destacando suas coxas fortes e seus quadris de uma maneira que nunca imaginara. O decote fazia seus seios pequenos, de copa 32B, parecerem mais cheios, e o vermelho contrastava com sua pele branca, dando-lhe um brilho quase magnético. Suas pernas, torneadas por anos de caminhadas e academia, pareciam alongar-se com os saltos que Marisa colocou em suas mãos. Marisa, satisfeita com o resultado, pôs mãos à obra com a maquiagem. Aplicou uma base que unificou o tom da pele de Elisa, pó translúcido que deu um acabamento aveludado, e um toque de blush que destacou suas maçãs do rosto. Delineou seus olhos azuis com precisão, fazendo-os parecer maiores e mais profundos, e terminou com um batom vermelho que combinava com o vestido. Quando penteou seus cabelos loiros em ondas suaves que caíam sobre os ombros, Elisa mal se reconheceu. — Meu Deus… — murmurou, levando uma mão ao rosto —. Não pareço eu mesma. — Não, você não é a Elisa de sempre — disse Marisa, cruzando os braços com um sorriso triunfante —. Você é uma mulher nova, uma que não fica esperando ser notada. Como está se sentindo? Elisa se olhou novamente no espelho, girando levemente para ver como o vestido se movia com ela. Pela primeira vez em meses, não sentiu o peso da indiferença de Tomás nem a rotina que a havia aprisionado. Sentiu-se diferente, forte, como se tivesse recuperado uma parte de si mesma que havia esquecido. Resiliente, pensou. Sim, essa era a palavra. Poderia enfrentar o que viesse, com ou sem Tomás. — Estou me sentindo… viva — admitiu, com um pequeno sorriso surgindo. nos lábios dela. —Essa é minha garota —respondeu Marisa, dando um tapinha no ombro dela—. Agora, vamos para esse casamento. Você vai brilhar, e eu vou garantir que todos percebam. O que Elisa não viu foi o brilho calculista nos olhos de Marisa enquanto ela pegava a bolsa e deslizava discretamente o celular no bolso lateral. Tudo estava em andamento: o vestido provocante, a maquiagem perfeita e, em breve, as bebidas que soltariam as inibições de Elisa. Marisa já havia escolhido o bar para onde a levaria depois da recepção, um lugar movimentado onde seria fácil encontrar alguém disposto a cair na sua armadilha. A noite mal havia começado, e ela estava pronta para fazer com que tudo se alinhasse a seu favor. --- O salão do casamento em Aguascalientes era um turbilhão de murmúrios, risadas e o tilintar de copos, mas desde o momento em que Elisa entrou de braço dado com Marisa, todos os olhares pareciam convergir para ela. O vestido vermelho sem alças a fazia brilhar como uma chama na penumbra, sua maquiagem impecável destacando seus olhos azuis e sua pele clara. “Que linda ela está”, sussurravam alguns. “Nunca a vi assim”, comentavam outros. Elisa, embora inicialmente se sentisse lisonjeada, logo percebeu que a atenção tinha um preço. —E o Tomás? Onde você o deixou? —perguntou uma tia do noivo, com um sorriso que destilava curiosidade. —Está na fazenda, muito trabalho —respondeu Elisa, ensaiando a desculpa que já soava mecânica. —Que estranho ele não vir com você, sempre tão juntos —disse outro convidado, com um tom que ela não soube dizer se era de pena ou suspeita. Cada pergunta era uma picada, e os sorrisos que ela oferecia como resposta ficavam mais tensos. Os elogios à sua beleza se misturavam com a constante curiosidade sobre a ausência de Tomás, e logo Elisa sentiu que estava presa em um interrogatório interminável. Marisa, ao seu lado, alimentava o fogo com comentários casuais: “Ai, coitada, sempre sozinha”, dizia com pena fingida, atiçando as especulações. Não passou muito tempo antes de Elisa se cansar. A recepção mal tinha começado há uma hora, mas o brilho inicial da noite já tinha se apagado sob o peso das desculpas. Ela procurou Marisa entre os convidados e a pegou pelo braço. —Não aguento mais isso —sussurrou, com a voz tensa—. Vou embora. Não quero ficar explicando onde está Tomás. Marisa a olhou com uma mistura de surpresa fingida e entusiasmo escondido. Este era o momento que ela estava esperando, a brecha perfeita para colocar seu plano em ação. —Ir embora tão cedo? Não, não, espera —disse, colocando uma mão em seu ombro—. Se você for pra casa agora, só vai afundar mais. Vamos pra outro lugar, relaxar. Vamos pra Feira de San Marcos! Conheço um lugar lá, o clima é incrível. Vai te fazer bem espairecer. Elisa franziu a testa, hesitante. A ideia de enfrentar a solidão de sua casa pesava, mas a Feira de San Marcos, com seu caos e sua reputação, a intimidava. —Não sei, Marisa… só quero ir pra casa. —Por favor, amiga, não me deixa sozinha —implorou Marisa, exagerando um beicinho que sabia que funcionaria—. Só um pouquinho, te prometo. Vamos nos divertir um pouco. Elisa suspirou, sentindo que não tinha energia para resistir. —Só um pouquinho —cedeu finalmente, com um suspiro resignado. Marisa sorriu, um brilho calculista cruzando seus olhos. “Perfeito”, pensou. Um bar na Feira seria o cenário ideal: álcool, um clima descontraído, e a oportunidade de levar Elisa a cometer um erro que ela poderia documentar. Enquanto saíam do salão, sua mão roçou a bolsa onde guardava seu celular, pronta para capturar o momento que arruinaria o casamento de sua amiga e abriria a porta para Tomás. --- A Feira Nacional de San Marcos, conhecida como “a maior cantina do México”, era um turbilhão de vida em abril de 2010. Celebrada desde 1828, essa festividade transformava Aguascalientes no epicentro da diversão, atraindo milhões de visitantes com suas touradas, exposições agropecuárias, shows e, principalmente, sua vibrante vida noturna. Durante três semanas, as ruas do centro ficavam tomadas por música, luzes e o aroma de petiscos mexicanos, enquanto bares e cantinas transbordavam de risadas e brindes. A Feira era uma vitrine da cultura mexicana, mas também um lugar onde as inibições se desfaziam sob a influência da tequila e da festa, um terreno fértil para os planos de Marisa. O burburinho da Feira era ensurdecedor quando Elisa e Marisa chegaram ao coração da cidade. As ruas estavam abarrotadas de famílias, casais e grupos de amigos, todos imersos na euforia coletiva. As barracas de comida ofereciam tacos, gorditas e milhos assados, enquanto os mariachis competiam com as bandas de rock que ecoavam dos palcos improvisados. Mas Marisa tinha um destino claro: **O Recanto da Lua**, um bar famoso pelo clima animado e sua clientela variada, desde locais até turistas em busca de aventuras. Para Elisa, entrar num bar era como pisar em um planeta desconhecido. Ela não estava acostumada com a vida noturna; nem mesmo na juventude frequentava lugares assim. Tomás e ela sempre foram conservadores, preferindo jantares em casa ou eventos familiares. Mas Marisa, com seu jeito persuasivo, a guiou até uma mesa no centro do local, onde o barulho — risadas, música, conversas — era quase ensurdecedor. — Você só precisa relaxar e conhecer gente — insistiu Marisa, com um sorriso que destilava cumplicidade —. Aqui você vai se divertir muito. — Não, Marisa, por favor — respondeu Elisa, tímida mas firme —. Só quero tomar algo leve e voltar para casa. Não vou ficar até de madrugada. Marisa fez uma cara de súplica, exagerando um beicinho. — Por favor, amiga, não estrague o momento… — disse, juntando as mãos. Elisa se sentiu desconfortável, mas não conseguiu resistir àquele olhar. Suspirou, cruzou os braços e concordou de má vontade. — Tá bom, mas pede algo leve, por favor. Marisa sorriu com malícia. — Vou pedir algo que você vai adorar, vai ver… Elisa observou com curiosidade enquanto Marisa se inclinava em direção ao garçom e sussurrava algo em seu ouvido. O barulho do bar atordoava Elisa, que não estava acostumada a lugares assim, e ela não percebeu quando Marisa se afastou da mesa por um momento, aproximando-se do balcão para falar com o garçom em particular. O homem, um jovem de olhar cansado acostumado ao burburinho da Feira, franziu a testa quando Marisa fez um sinal discreto. — Preciso que você coloque isso na bebida da minha amiga — disse baixinho, tirando um frasco pequeno da bolsa e mostrando a ele. — Ela tá muito na fossa, num clima péssimo. Quero que ela anime. O garçom hesitou. Já tinha lidado com propostas duvidosas antes, mas isso era diferente. Estava prestes a recusar quando Marisa deslizou mil pesos em notas na frente dele. — Vai ter mais se tudo der certo pelo resto da noite — acrescentou, com um sorriso malicioso. O cara olhou para o dinheiro, depois para o frasco com a dose de metanfetamina que Marisa oferecia. Sem dizer uma palavra, pegou as notas e a droga, e se dirigiu ao balcão. Pediu as bebidas e, certificando-se de que ninguém estava olhando, derramou a substância em um dos copos com um movimento rápido. Quando Marisa voltou, Elisa olhou para ela com curiosidade. — Cadê você? — Por aí — respondeu ela, evasiva, com um sorriso que Elisa imitou por instinto, sem desconfiar de nada. Um momento depois, o garçom chegou com duas bebidas idênticas: rosadas, com muito gelo picado. — O que é isso? — perguntou Elisa, insegura. — Torino Julep — respondeu ele, com voz neutra. — Não é forte, perfeito pra você. Elisa, apreensiva, insistiu: — Você sabe que eu não costumo beber álcool… Tem certeza que não é demais? — Relaxa, tá perfeito — disse ele, sorrindo antes de ir embora. Marisa ergueu seu copo. — Não se preocupa, amiga. Vamos arrasar! Vai, confia em mim. Elisa pegou o dela e deu um gole. O sabor era doce, agradável, mas para alguém como ela, que raramente bebia, parecia forte. — Isso arde um pouco — disse, enrugando o nariz. — Você vai acostumar. — respondeu Marisa, despreocupada. O bar ficou ainda mais cheio, e Elisa começou a reparar nas pessoas ao seu redor: garotas com vestidos justos, jovens galantes rindo em grupo. Entre um gole e outro, Marisa cochichava e apontava para os outros. — Já viu? — disse ela, indicando com o olhar um rapaz que acabara de chegar, loiro, com presença masculina e um sorriso confiante. — O quê? — respondeu Elisa, surpresa, virando-se para vê-lo. — Conheço ele. Quer que eu apresento? — propôs Marisa, com tom brincalhão. — Não, imagina! Ele é um garotinho… — replicou Elisa, corando. Marisa soltou uma risada malandra. — Ai, Elisa, esse "garotinho" já é maior de idade. Relaxa! Ambas riram, embora Elisa tenha rido mais por nervosismo do que por graça. De repente, Marisa se desculpou. — Me dá licença, vou ao banheiro. — Quer que eu vá com você? — ofereceu Elisa. — Não, não precisa. Me espera aqui. Enquanto Marisa desaparecia entre a multidão, Elisa aproveitou para ir ao banheiro também, deixando a mesa sozinha por um momento. Foi então que Marisa, ao voltar e notar sua ausência, agiu rápido. Chamou o garçom e, com a mesa vazia, deu novas instruções. — Traz mais bebidas, muitas. Variedade, algo forte. E garante que a dela tenha mais disso — disse, apontando para a bolsa onde guardava outra dose —. Aqui tem mais mil pesos. O garçom hesitou de novo, mas o dinheiro era tentador demais. Acenou com a cabeça e foi preparar tudo. Quando Elisa voltou do banheiro, Marisa já estava na mesa, fingindo normalidade. Pouco depois, o garçom chegou com uma bandeja repleta: copos coloridos, alguns doces, outros intensos. Elisa arregalou os olhos, atordoada. — É demais! — protestou. — É o justo, você vai ver como a gente vai se divertir — respondeu Marisa, animada. Então apareceu o jovem que Marisa havia indicado antes. — Elisa, te apresento o Rubén — anunciou Marisa, com um sorriso malicioso. Rubén Plancarte, loiro, de olhos claros e uma presença masculina que transbordava confiança, estendeu a mão. — Muito prazer, Rubén Plancarte. A Marisa falou muito de você. Elisa ficou gelada, sem saber o que dizer. Marisa deu uma risada. —Olha como você ficou, hahaha! —Desculpe… muito prazer, Elisa Heredia —respondeu finalmente, estendendo a mão. Rubén a pegou e deu um beijo galante, fazendo-a corar. —Posso ficar com vocês? —perguntou ele. —Claro —cedeu Marisa, rápida. A partir daí, Rubén focou em Elisa. Falava da sua vida, olhava pra ela com interesse, e ela, educada, ouvia, embora se sentisse estranha. Com cada rodada de bebidas que Marisa pedia, o clima ficava mais leve. Rubén lhe ofereceu um “Cardamomo de gengibre”, doce e traiçoeiro. Elisa bebeu rápido, e logo uma euforia desconhecida a invadiu. Sentia-se solta, com vontade de rir, de dançar. As metanfetaminas, misturadas com o álcool, começavam a fazer efeito, nublando seu julgamento e amplificando cada sensação. Rubén percebeu e começou a tocá-la: primeiro leves roços no braço, depois abraços mais ousados. Marisa, em silêncio, ria como se estivesse bêbada, mas na verdade observava tudo, telefone na mão, pronta para gravar. Elisa, tonta e com um calor estranho percorrendo seu corpo, mal processava o que estava acontecendo. Quando Rubén a levou para a pista e a beijou, primeiro na bochecha e depois nos lábios, ela congelou. Sentiu a ereção dele contra seu corpo, as mãos dele roçando sua bunda. Ela estava excitada, confusa, e não entendia por quê. —Ah, gostosa, olha como você me deixou —sussurrou ele no ouvido dela, apertando-a mais. Um lampejo de consciência atravessou a névoa na mente de Elisa. Isso não estava certo. —Preciso ir ao banheiro —disse, afastando-se desajeitada e procurando Marisa na multidão. Mas não a encontrou. Rubén a seguia de perto, então ela se dirigiu ao balcão, desesperada para escapar. O garçom, que observara a cena de longe, sentiu uma pontada de culpa. Aceitara o dinheiro de Marisa, mas ver Elisa, cambaleante e claramente fora de si, o fez hesitar. Quando ela se aproximou, ele falou baixinho. —Você está bem? A saída de A saída de emergência está atrás do bar. Saia por ali se quiser ar. Elisa acenou, atordoada, e seguiu suas instruções. Tropeçando, chegou à porta dos fundos e saiu para o beco, onde o ar fresco a atingiu como um balde de água fria. Dentro, Rubén, impaciente com a demora, foi ao banheiro feminino e esperou do lado de fora, mas Elisa não apareceu. Perguntou ao garçom, que deu de ombros. — Não sei de nada — mentiu. Rubén voltou à mesa, frustrado, e contou a Marisa. — Ela foi ao banheiro e não sai. Tem algo errado. Marisa franziu a testa, irritada. Seu plano estava em risco. Pagaram a conta rapidamente e saíram para procurá-la pelo bar, revirando cada canto, mas Elisa já não estava lá. Lá fora, a Feira continuava a todo vapor, com milhares de pessoas lotando as ruas, tornando impossível encontrá-la. Enquanto isso, Elisa, bêbada e desinibida, andou uma quadra, lutando para se manter em pé. A euforia da droga colidia com uma sensação crescente de pânico. Ela não conseguia andar direito, e sua bolsa e celular ainda estavam na mesa do bar, deixando-a sem opções. De repente, uma urgência a atingiu: ela precisava ir ao banheiro de novo. Sem pensar, entrou em outro bar a algumas quadras, um lugar mais tranquilo, com menos agitação. Usou o toalete, jogando água no rosto para se recompor, mas a tontura e a sede intensa persistiam. Voltou ao balcão, cambaleando, e pediu um copo d'água. Enquanto o bartender servia, Elisa apoiou os cotovelos no balcão, tentando organizar seus pensamentos. Foi então que ela ergueu os olhos e o viu. Gerson Moncada estava do outro lado do bar, e sua presença a atingiu como um raio. Ele era alto, imponente, com uma musculatura que se adivinhava sob sua camisa justa e uma pele morena que contrastava com a luz baixa do lugar. Seus olhos escuros tinham uma intensidade que a atravessou, e por um momento, o caos em sua mente se acalmou. Ela nunca tinha sentido uma atração tão imediata, tão visceral. Seu coração bateu forte, e uma mistura de desejo e confusão a envolveu. Eu não sabia quem ele era, mas algo nele a chamou, como se o destino, com sua risada cruel, tivesse decidido que aquela noite mudaria sua vida para sempre.

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